Profissional Coach - Cloud Coaching https://www.cloudcoaching.com.br/topicos/profissional-coach/ Fri, 01 May 2026 13:21:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.cloudcoaching.com.br/wp-content/uploads/2023/10/cropped-favicon-1-32x32.png Profissional Coach - Cloud Coaching https://www.cloudcoaching.com.br/topicos/profissional-coach/ 32 32 165515517 O Futuro Não Se Adivinha: A Arte de Desenhar Cenários! https://www.cloudcoaching.com.br/planejamento-por-cenarios-o-futuro-nao-se-adivinha/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=planejamento-por-cenarios-o-futuro-nao-se-adivinha https://www.cloudcoaching.com.br/planejamento-por-cenarios-o-futuro-nao-se-adivinha/#respond_69619 Fri, 01 May 2026 13:20:00 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=69619 Entenda como o planejamento por cenários ajuda líderes a desafiar certezas, rever modelos mentais, enxergar sinais de mudança e construir estratégias mais resilientes em um futuro cada vez mais incerto.

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O Futuro Não Se Adivinha: A Arte de Desenhar Cenários!

Viver em tempos de incerteza tornou-se um clichê corporativo. No entanto, raramente paramos para questionar a ferramenta que usamos para lidar com essa dúvida: o planejamento. Frequentemente, gestores tentam “prever” o amanhã olhando para o espelho retrovisor, acreditando que o futuro poderá ser uma provável extensão do passado. É aqui que o pensamento de Pierre Wack, revisitado no podcast History of the Future, surge não apenas como metodologia, mas como provocação intelectual absolutamente necessária.

Pierre Wack foi o pioneiro do planejamento por cenários na Royal Dutch Shell, durante a década de 1970.

Sua grande contribuição, detalhada em suas memórias e reflexões sobre o futuro, foi a distinção entre previsão (forecasting) e a cenarização. Para Wack, o erro fundamental das empresas organizadas na economia tradicional está na tentativa de encontrar um “número único” (ou uma probabilidade estatística para eventos complexos).

O podcast citado resgata como Wack utilizava o conceito de “forças estruturantes”. Em vez de apostar em um resultado, ele buscava entender as engrenagens que movem a realidade. Sua filosofia era a da “repercepção”, o que consistia em mudar as lentes através das quais os tomadores de decisão enxergam o mundo. Para Wack, o objetivo ao desenhar um cenário não é estar “certo” sobre o que vai acontecer. É sobre transformar a mentalidade do líder para que não seja pego de surpresa quando o inevitável — porém previsível — ocorrer.

Outro pensador sobre cenarização é Peter Schwartz, para quem cenários não são previsões, mas sim ferramentas de aprendizado para preparar a mente. Em sua obra “The Art of the Long View”, Schwartz expande a técnica de Wack, transformando a metodologia de projeção de cenários em um processo narrativo. Ele defende que, ao criarmos histórias consistentes sobre futuros possíveis, treinamos o cérebro para identificar e reconhecer sinais precoces de mudança.

Se Wack forneceu a base filosófica, Schwartz entregou a ferramenta prática. Ele concorda que a eficácia de projetar um cenário reside na capacidade de desafiar o modelo mental vigente. Se o cenário não causar um leve desconforto ou uma dúvida sobre a estratégia atual, ele provavelmente é apenas um exercício de otimismo (ou pessimismo) disfarçado de tentativa de planejamento.

Contudo, também é preciso aplicar o rigor acadêmico e conhecer um “advogado do diabo”.

Nassim Nicholas Taleb, pesquisador Libano-Americano, em sua teoria do Cisne Negro (o mundo acreditava que só existiam os cisnes brancos, até que apareceu um cisne negro e impactou teorias então consolidadas) oferece um contraponto essencial. Enquanto Wack acredita que podemos mapear forças estruturantes para criar cenários plausíveis, Taleb argumenta que os eventos de impacto, capazes de mudar o rumo da história, são aqueles impossíveis de prever e que não aparecem em nenhum modelo de estudos de cenário.

Para Taleb, a tentativa de “planejar o futuro” — mesmo por cenários — pode criar uma falsa sensação de segurança. Ele sugere que, em vez de tentarmos ser inteligentes mapeando o futuro (o que ele chama de “arrogância epistêmica”), deveríamos focar em construir sistemas antifrágeis, as chamadas organizações que não apenas resistem ao caos, mas que aprendem e melhoram com ele. Enquanto Wack foca na percepção, Taleb foca na robustez e na redundância.

Continuando, para entender por que a premissa de “repercepção” de Wack hoje pode ser difícil de implementar, devemos recorrer a Daniel Kahneman. O Nobel de Economia explica que o cérebro humano é biologicamente programado para ignorar a incerteza. Temos um “viés de retrospectiva” que nos faz acreditar que o passado era previsível. E isso nos dá a falsa confiança de que o futuro também o será.

Kahneman apoia, ainda que indiretamente, a necessidade dos cenários de Wack. Ele demonstra que, sem um esforço consciente para considerar alternativas, nossos planos serão sempre vítimas do excesso de confiança e da visão limitada. Enfim, seja por qual caminho um gestor ou liderança tentar desenvolver seus planos futuros, uma coisa é certa: ele deve se manter sempre como observador atento às “mudanças de vento”.


O legado de Pierre Wack para a gestão contemporânea é claro, implicando às lideranças que não sejam profetas, mas que estejam sempre preparadas para identificar as mudanças mais sutis. Ao combinar a percepção de cenários de Wack e Schwartz com a consciência dos limites do conhecimento trazida por Taleb e Kahneman, é possível construir uma atitude de liderança mais resiliente e intelectualmente consistente.


O futuro não é um destino certo aonde chegaremos, mas um território que construímos enquanto aprendemos a enxergá-lo. O maior obstáculo de um gestor não é a falta de dados para cenarizar o futuro, mas o seu próprio modelo mental — aquela visão rígida de como o mercado “deverá” funcionar. O exercício de cenários quer forçar o líder a aceitar, temporariamente, que o impensável é possível. Em última análise, não se trata de prever com certeza o que vai acontecer. Trata-se de mudar a forma como se enxerga o que já está acontecendo hoje.

A verdadeira estratégia não consiste em tentar adivinhar o que está por vir, mas em ter a coragem de destruir as próprias certezas. Isso porque o futuro não pertence a quem tem as melhores respostas. Ele pertence a quem desenvolveu a competência adequada para enxergar sinais de mudanças antes que elas se tornem óbvias.

Eu sou Mario Divo e posso ser encontrado pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.


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Quer saber mais sobre como o planejamento por cenários pode ajudar você a enxergar sinais de mudança antes que eles se tornem óbvios? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.

Até nossa próxima postagem!

Mario Divo
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Confira também: Bebês Projetados: O Desafio da Ética Científica para o Mundo

Referências Bibliográficas (Padrão ABNT)

KAHNEMAN, Daniel. Rápido e devagar: duas formas de pensar. Tradução de Cássio de Arantes Leite. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

SCHWARTZ, Peter. A arte da visão de longo prazo: caminhos para o planejamento estratégico em um mundo incerto. São Paulo: Atual, 2006.

TALEB, Nassim Nicholas. A lógica do Cisne Negro: o impacto do altamente improvável. 2. ed. Rio de Janeiro: Best Seller, 2008.

WACK, Pierre. Scenarios: uncharted waters ahead. Harvard Business Review, [s. l.], v. 63, n. 5, p. 72-89, set./out. 1985.

WACK, Pierre. History of the future. Podcast [on-line]. Disponível em: https://open.spotify.com/episode/6pXQzKyn5LyFpWT34vLjZn. Acesso em: 23 abr. 2026.
Palavras-chave: planejamento por cenários, futuro, cenários, estratégia, liderança, desenhar cenários, pensar por cenários, planejar o futuro, projeção de cenários, cenarizar o futuro, como planejar cenários, como usar cenários no planejamento, por que cenários são importantes, cenários são importantes no planejamento

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Bebês Projetados: O Desafio da Ética Científica para o Mundo https://www.cloudcoaching.com.br/bebes-projetados-etica-cientifica-futuro-humano/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=bebes-projetados-etica-cientifica-futuro-humano https://www.cloudcoaching.com.br/bebes-projetados-etica-cientifica-futuro-humano/#respond_69446 Tue, 21 Apr 2026 13:20:25 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=69446 Bebês projetados deixaram de ser ficção. Descubra como CRISPR, biohacking, seleção embrionária e lacunas regulatórias transformam a ética científica em um debate decisivo sobre governança, limites humanos e futuro da humanidade.

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Bebês Projetados: O Desafio da Ética Científica para o Mundo

Imagine que você está sentado em uma plateia em Viena-Áustria, em 2015. No palco, um cientista norte-americano especializado em células-tronco olha diretamente para a câmera e faz uma afirmação que soa mais como roteiro de ficção científica do que como ciência de verdade: em breve, será possível escolher o DNA de uma criança, da mesma forma que escolhemos o modelo de um carro.

Esse palestrante é Paul Knoepfler, biólogo, escritor e blogueiro americano. Ele é professor do Departamento de Biologia Celular e Anatomia Humana, do Genome Center e do Comprehensive Cancer Center da Universidade da Califórnia, Davis School of Medicine. E tudo aquilo que ele comentou no evento TED Talk não era fantasia — era um aviso perturbador de algo que estava por acontecer (KNOEPFLER, 2015).

Antes de continuar, como esta postagem terá muitas menções a textos e apresentações, teremos uma sequência de citações em padrão ABNT, dando assim mais rigor ao texto. Continuando, onze anos depois daquele evento, olhando para o que aconteceu no mundo desde então e, além disso, cruzando com o que escrevemos aqui nesta plataforma em 2021 e em 2025, percebe-se que Knoepfler não estava exagerando.

Muito pelo contrário: a realidade superou boa parte do que ele ousou projetar.

A palestra de Knoepfler girou em torno de uma tecnologia chamada CRISPR-Cas9. De forma bem direta, ela funciona como uma “tesoura molecular”, que permite cortar e editar trechos do DNA com uma precisão que até então era impossível. O que intrigava a plateia não era apenas a técnica em si, mas o custo e a acessibilidade crescentes dessa ferramenta.

Knoepfler alertou que modificar o material genético de um embrião — mudanças que seriam passadas para todos os descendentes daquela pessoa — havia deixado de ser ficção e estava se tornando tecnicamente viável  Seu medo central era claro: e se o acesso a essa tecnologia fosse desigual? E se apenas quem tivesse dinheiro pudesse garantir filhos “otimizados”, livres de doenças genéticas ou até com características escolhidas a dedo?

Nesse cenário, estaríamos diante de uma nova forma de eugenia, aquela prática histórica e moralmente condenável de controle da reprodução humana, porém agora com roupagem científica e embalagem de serviço premium. Na época, muitos na plateia podem ter pensado: “isso está distante, é assunto de laboratório”. Mas o próprio cientista estimou que tínhamos cerca de quinze anos para que aplicações práticas e mais amplas se tornassem realidade. Seu prazo era 2030 (KNOEPFLER, 2015). E o relógio já está no fim da contagem.

Não demorou muito para que o aviso de Knoepfler ganhasse um rosto.

Em 2018, o mundo foi surpreendido pelo anúncio do cientista chinês He Jiankui, que afirmou ter criado os primeiros bebês geneticamente modificados por CRISPR. As duas gêmeas, Lulu e Nana, tiveram DNA editado para conferir resistência ao vírus HIV, gerando reação global de choque e repúdio. A comunidade científica e governos condenaram o experimento de forma praticamente unânime. He Jiankui foi preso na China e a edição germinativa em humanos passou a ser tratada como linha vermelha internacional (GREELY et al., 2019).

Por conta desse fato, a Organização Mundial da Saúde reagiu e pediu formalmente uma governança rigorosa, recomendando que qualquer aplicação clínica de edição do genoma em embriões fosse suspensa até que estruturas éticas e regulatórias adequadas estivessem em vigor (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2019). A recomendação existe, mas o mercado não parou.

Entre 2020 e 2025, enquanto a edição direta de embriões permanecia proibida na maioria dos países, surgiu um mercado paralelo: startups especializadas em triagem poligênica de embriões para fertilização in vitro. Ou seja, sem mexer diretamente no DNA, essas empresas oferecem análises estatísticas para escolher, entre vários embriões, aquele com menor predisposição a certas doenças ou, em alguns casos, com características consideradas “mais favoráveis”. A eugenia de Knoepfler chegou pela porta de serviço.

Quando publicamos aqui na Cloud Coaching, em 2021, um artigo sobre biohacking e estilo de vida, o objetivo era mostrar que modificar o próprio corpo já havia deixado de ser coisa de cientistas ou atletas de elite.

O biohacking, essa mentalidade de entender o corpo como um sistema a ser otimizado, passou a estar presente no cotidiano de muita gente, fosse através de dietas específicas, dispositivos vestíveis, suplementos avançados ou mesmo rotinas de monitoramento de saúde (DIVO, 2021).

Aquele artigo aqui publicado se posicionou como um termômetro cultural. Ele mostrou que a sociedade já estava normalizando a ideia de que o corpo humano é passível de ajustes e melhorias constantes. E é exatamente aí que tudo se conecta com o alerta de Knoepfler: a sociedade já aceita modificar a performance, tratar do sono e do nosso metabolismo por conta própria.

Então, nesse contexto, por que seria tão difícil aceitar, ou pelo menos compreender, a demanda por modificações genéticas antes mesmo do nascimento? O biohacking não causou a edição genética, mas criou um ambiente cultural em que tudo se torna mais palatável, sem limites aparentes, menos chocante, mais próxima do “normal”. É o processo silencioso de familiarização com a ideia de que a biologia humana não é destino definitivo.

Em 2025, o tema retornou a este espaço, então com perspectiva ainda mais ampla: a convergência entre o biohacking e a criação de humanoides. Não falamos apenas de robôs que parecem gente, mas de pessoas que incorporam tecnologias, tais como interfaces cérebro-computador, próteses biônicas com feedback sensorial e até tecidos sintéticos. Tudo para, em algum nível e de alguma forma, conseguirem se tornarem pessoas híbridas (DIVO, 2025).

Esse cenário transforma absurdamente o debate de Knoepfler.

Em 2015, o medo era que o DNA de um bebê fosse editado. Em 2025 e 2026, o desafio é ainda maior, com a modificação genética sendo apenas o primeiro degrau de uma escada que leva ao ser humano redesenhado em múltiplas camadas — biológica, eletrônica, sintética. A pergunta não é mais somente “se devemos editar o DNA de bebês”. Mas o que ainda precisamos avançar para podermos entender o que é “ser humano” e o que “define um ser humano”.

Hoje, a edição genética somática (técnica terapêutica que altera o DNA de células específicas do corpo, sem efeito hereditário) avança em ritmo acelerado. Ela já tem aplicações aprovadas em alguns países para doenças como anemia falciforme e certos tipos de câncer. Isso é muito positivo, legítimo e representa um enorme ganho da ciência.

O problema está na fronteira desse conhecimento, pois a edição do DNA que possa afetar a herança genética permanece proibida na maioria dos países, mas a pressão econômica e comercial parece se mostrar crescente. Startups de seleção embrionária operam em zonas cinzentas preocupantes, porém legais. E a ausência de um acordo internacional efetivo deixa brechas perigosas, pois países com menos regulação podem se tornar destinos de turismo genético (GREELY et al., 2019; PETRIE-FLOM CENTER, 2024; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2019).

Paul Knoepfler nos deu um mapa em 2015. O biohacking nos mostrou a demanda social em 2021. A convergência humanoide nos apresentou o destino em 2025. E em 2026, a realidade é que a tecnologia correu muito mais rápido do que a ética e a legislação conseguiram acompanhar. A pergunta que Knoepfler deixou no ar, em Viena, não era “isso vai acontecer?”. Era “quem vai controlar quando isso acontecer?” (KNOEPFLER, 2015)

E essa pergunta continua sem uma resposta satisfatória.

Não somos mais espectadores da evolução biológica, mas cada vez mais seus arquitetos. Ainda que sem projeto aprovado, sem normas de segurança claras e sem consenso sobre os limites do que é ético ou aceitável. O DNA de uma criança, o corpo de um adulto, a fronteira entre o orgânico e o sintético. Tudo isso está na mesa de negociações para um assunto que a sociedade global ainda não aprendeu a entender direito, principalmente os potenciais impactos futuros.

O desafio que fica não é econômico e muito menos de base tecnológica. É de governança, de ética coletiva e de escolha democrática sobre o tipo de humanidade que queremos construir. Ou melhor escrevendo, o tipo de ambiente humano que não queremos destruir. Se Paul Knoepfler subisse ao palco hoje, talvez dissesse: “Eu avisei. Agora é a vez de todos decidirem”.

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Até nossa próxima postagem!

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Confira também: A Verdade: Como Você Se Relaciona com Ela em Sua Vida?

Palavras-chave: bebês projetados, edição genética, biohacking, engenharia genética, ética científica, bebês geneticamente modificados, triagem poligênica de embriões, seleção embrionária, turismo genético, CRISPR-Cas9

Referências Bibliográficas

DIVO, Mario. Biohacking e Estilo de Vida: Por que você precisa saber disso? Cloud Coaching, 26 fev. 2021. Disponível em: https://www.cloudcoaching.com.br/biohacking-e-estilo-de-vida-por-que-voce-precisa-saber-disso/. Acesso em: 18 abr. 2026.

DIVO, Mario. Biohacking e Humanoides: Será este o Futuro do Ser Humano? Cloud Coaching, 8 abr. 2025. Disponível em: https://www.cloudcoaching.com.br/como-sera-a-convergencia-entre-o-biohacking-e-a-criacao-de-humanoides/. Acesso em: 18 abr. 2026.

GREELY, Henry T. et al. CRISPR'd babies: human germline genome editing in the 'He Jiankui affair'. Journal of Law and the Biosciences, v. 6, n. 1, p. 111–183, 2019. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6813942/. Acesso em: 18 abr. 2026.

KNOEPFLER, Paul. The ethical dilemma of designer babies. TED, 2015. Vídeo (18’). Disponível: https://www.ted.com/talks/paul_knoepfler_the_ethical_dilemma_of_designer_babies. Acesso em: 18 abr. 2026.

PETRIE-FLOM CENTER. Genomic policy and law. Harvard Law School, 2024. Disponível em: https://petrieflom.law.harvard.edu. Acesso em: 18 abr. 2026.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Statement on governance and oversight of human genome editing. Genebra: WHO, 26 jul. 2019. Disponível em: https://www.who.int/news/item/26-07-2019-statement-on-governance-and-oversight-of-human-genome-editing. Acesso em: 18 abr. 2026.

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A Verdade: Como Você Se Relaciona com Ela em Sua Vida? https://www.cloudcoaching.com.br/verdade-voce-esta-vivendo-o-que-acredita/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=verdade-voce-esta-vivendo-o-que-acredita https://www.cloudcoaching.com.br/verdade-voce-esta-vivendo-o-que-acredita/#respond_69241 Tue, 07 Apr 2026 13:20:25 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=69241 O que significa viver a verdade em um mundo de narrativas tão conflitantes? Descubra como alinhar discurso e ação, fortalecer seu caráter e tomar decisões mais conscientes em meio ao excesso de informação e interpretações.

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A Verdade: Como Você Se Relaciona com Ela em Sua Vida?

Em 1902, William George Jordan escrevia sobre a “verdade” como quem descreve uma força invisível, mas inevitável. Não era apenas uma virtude elegante para ocasiões especiais, mas nas palavras dele, essa é a “rocha fundamental do caráter humano”. Algo que não se veste como um terno de gala, mas que se usa como roupa de trabalho, no cotidiano. Mais de um século depois, existe uma pergunta ecoando como um trovão: o que ainda significa viver a e na “verdade”?

O livro The Power of Truth: Individual Problems and Possibilities (em versão livre – O Poder da Verdade: Problemas e Possibilidades Individuais) apresenta uma reflexão da ética e da moralidade, explorando o impacto da “verdade” no crescimento pessoal e no aprimoramento. Jordan examina com maestria a conduta da vida, oferecendo perspectivas sobre como, ao abraçar a “verdade”, podemos lidar melhor com os desafios da vida.

Quem se interessar pelo tema pode encontrar uma edição revisada, publicada pela Editora Anson Street Press, em março de 2025 (Amazon e outras plataformas para venda de livros). Essa edição oferece um guia acessível para compreender e aplicar princípios éticos no dia a dia, além de aprofundar a compreensão de conceitos filosóficos sobre o assunto. E agora, voltemos à pergunta anterior:


O que ainda significa viver a e na “verdade”?


A resposta, curiosamente, não está mais simples e sim mais urgente. Para Jordan, a “verdade” não significa apenas dizer o que é factual. Ela exige que uma pessoa venha a viver em coerência com aquilo que acredita. Ele desenhou uma linha moral bastante clara ao afirmar que não existe “verdade” teórica. Se você sabe algo e não vive de acordo com isso, sua vida é uma mentira.

Essa ideia tem algo de provocador, pois elimina o espaço confortável entre discurso e prática. Não há zona neutra, ou seja, se você não viver aquilo que acredita, estará então traindo a si próprio. E indo além, Jordan faz uma distinção que continua atual: Errar não é um problema, mas a desonestidade consciente sim.  Uma pessoa pode estar errada e ainda assim ser íntegra. Mas quando alguém conhece a “verdade” e a ignora deliberadamente, essa pessoa estará rompendo com a própria consciência.

Naquele início de século XX, esse debate sobre “verdade” era muito mais individual, servindo como uma orientação interna. Não era algo para ser incluído entre os temas mais debatidos socialmente e, até os dias atuais, muitas coisas influenciaram até seu entendimento. Aquilo que Jordan buscava motivar no indivíduo, agora no século XXI, temos como suporte as redes sociais. A “verdade” saiu do silêncio da consciência humana e entrou em um estádio lotado, com microfones, algoritmos e plateias polarizadas, multiplicando a “verdade” em múltiplas narrativas.


Hoje, a questão não é apenas “estou sendo verdadeiro comigo mesmo?”, mas também “quem está moldando aquilo que eu acredito ser verdadeiro?”.


Vivemos uma era em que a informação circula com a velocidade de luz, mas a compreensão caminha a pé, tropeçando em opiniões prontas. A “verdade” deixou de ser algo a ser demonstrado e passou a ser disputada. Se para Jordan “mentiras sabem andar em batalhões”, hoje esses batalhões têm Wi-Fi, estratégia e até mesmo financiamento de interessados.

Nos estudos sociológicos atuais e futuros, certamente estará incluído um tópico especial sobre como cada geração se relacionou com a “verdade”.  Para quem viveu no início do século XX, a “verdade” era algo associado à honra pessoal. Palavra dada funcionava como contrato e a reputação de alguém nascia da coerência entre fala e ação. No pós-guerras mundiais, a “verdade” começou a se institucionalizar e passou a ser mediada por jornais, universidades, associações e grupos temáticos, bem como narrativas oficiais de governos de plantão.

Surgiu então uma chamada confiança na informação a partir de fontes onde, em tese, a “verdade” era identificada e reproduzida. O tempo passou e chegamos na geração digital, em que a “verdade” não vem mais de poucos e reputados centros. Hoje, ela emerge sob vários tipos de apresentação e roupagem, nascida e multifacetada por milhões de vozes simultâneas que buscam protagonismo, gerando absoluto caos.


O mundo digital permite com que crenças sejam moldadas por bolhas sociais, que algoritmos reforcem convicções pré-existentes e as opiniões (achismos) ganhem o mesmo peso que fatos.


Aquilo que Jordan chamou de “verdade”, antes sólida, virou algo mais parecido com areia movediça. E o complicador desse contexto é que, se no indivíduo a “verdade” tem relação direta com o caráter, no mundo político ela molda poder. Governos sempre trabalharam com narrativas, mas nunca com a sofisticação atual.

Democracias e autocracias, cada uma à sua maneira, disputam o controle do que é percebido como real. Em ambos os casos, a “verdade” deixa de ser apenas ética e passa a ser extremamente estratégica. Uma notícia não é só informação, mas ela serve para influenciar a interpretação dos fatos à conveniência do poder. Jordan já alertava que o político que ajusta suas posições conforme o vento da popularidade é um “truqueiro”. Hoje, essa descrição parece quase suave diante do cenário global.

Outro ponto interessante do texto original é a crítica que Jordan faz à premissa de que “mentir é necessário para os negócios”. Mais de um século depois, essa discussão continua viva, mas agora com novas camadas. No mundo corporativo atual, reputação é ativo financeiro, confiança é diferencial competitivo e transparência virou estratégia de marca. Empresas que manipulam a “verdade” podem crescer rapidamente, mas tendem a colapsar quando a realidade emerge.

Jordan diria que isso já estava previsto, pois o sucesso baseado na mentira é temporário. A diferença é que hoje esse ciclo é mais rápido, a realidade dos fatos aparece mais cedo e o julgamento é coletivo. Cabe afirmar que o problema nunca foi a falta de dados ou agilidade para compilar esses dados. O impacto sempre foi humano, o que deixa a pergunta: Se temos mais acesso à informação do que nunca, por que ainda hoje lutamos contra a “verdade”?


Em princípio, algumas razões continuam as mesmas, desde 1902: medo das consequências, desejo de aceitação, apego a crenças antigas e o conforto da ilusão.


Jordan observava que as pessoas são leais ao que mais desejam e aceitam a quando a mentira que oferece conveniência. Assim, o conceito de “verdade” em não mudou, mas sua aplicação sim se modificou. Porém, há algo que permanece válido: apenas a verdade continua sendo o que se sustenta no longo prazo.

Caminhando para o final desta postagem, cabe afirmar que vivemos um paradoxo curioso: nunca soubemos tanto de tanta coisa, mas nunca foi tão difícil ter certeza. Jordan dizia que a “verdade” não pode ser totalmente definida, apenas percebida em suas manifestações. Hoje, isso ganha novo significado. A “verdade” não está apenas nos dados, mas na interpretação honesta deles.

Em meio a esse cenário de disputas narrativas, sobra uma pergunta simples e incômoda: o que hoje significa viver a “verdade” na prática? Resumidamente, podemos comentar posturas como verificar antes de compartilhar, admitir quando não sabe, revisar crenças antigas e, ainda, alinhar discurso e ação. Nada disso é muito grandioso, porém não é tão fácil de ser encontrado.

Concluindo, Jordan insistia que a “verdade” está nos detalhes do cotidiano, não em ocasiões especiais. Esse ponto atravessou intacto mais de um século e, atualmente, um dos locais onde existe grande demanda sobre “verdades” é o ambiente de trabalho. Hoje, ambientes profissionais são ecossistemas que cobram confiança, a qual é, essencialmente, alinhada com a “verdade”.

Afinal, o ambiente de trabalho moderno funciona como um laboratório vivo daquilo que Jordan já citava: a “verdade” não é estratégia, ela é fundamento. E, talvez, a maior provocação que podemos levantar nesta abordagem, ao trazer um texto de 1902 para o mundo de 2026, seja de que a tecnologia e a sociedade mudaram bastante, mas e quanto ao caráter das pessoas?


No fim das contas, tudo remete a uma pergunta final que não aceita maquiagem: você está vivendo aquilo que acredita ser a sua verdade?


Se a resposta for negativa, não adianta trocar de ferramenta, tecnologia, emprego, discurso ou de cenário, pois o problema persistirá na base, invisível por fora, mas estrutural por dentro. Agora, se a resposta for “sim”, ainda que imperfeita merecendo ajustes, você está sustentando algo raro: uma vida que não precisa de ajustes constantes para parecer coerente.

E é justamente aí que mora o valor real, porque viver a “verdade” não é o caminho mais fácil nem o mais rápido, mas é o único que não cobra juros ocultos lá na frente. Seja você um coach, mentor, consultor, terapeuta ou conselheiro, seu valor para o cliente será tanto melhor e maior quando a relação estiver sempre baseada na “verdade”. E todos forem leais e verdadeiros promotores da “verdade”.

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Confira também: Você Vive em Seu Universo ou Busca Criar um Pluriverso?

Palavras-chave: verdade, caráter, consciência, coerência, informação, viver a verdade na prática, alinhamento entre discurso e ação, impacto da verdade no caráter, verdade no mundo digital, como viver a verdade no dia a dia

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Entre a Esperança e a Cautela: O Retrato do Brasileiro para 2026 https://www.cloudcoaching.com.br/brasileiro-em-2026-entre-esperanca-e-cautela/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=brasileiro-em-2026-entre-esperanca-e-cautela https://www.cloudcoaching.com.br/brasileiro-em-2026-entre-esperanca-e-cautela/#respond_69199 Fri, 03 Apr 2026 13:20:29 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=69199 Entenda como o brasileiro encara 2026 com um otimismo cauteloso: mais consciente, menos ingênuo e focado em decisões reais. Uma análise que revela impactos diretos na carreira, na vida pessoal e na forma de planejar o futuro.

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Entre a Esperança e a Cautela: O Retrato do Brasileiro para 2026

Até mesmo por estarmos em pleno ano eleitoral, este é um momento de profunda reflexão para todos nós que buscamos o desenvolvimento humano e a alta performance. Como autor das postagens regulares para dois espaços desta plataforma, trago hoje para a comunidade Cloud Coaching uma análise resumida da pesquisa Sentimentos e Expectativas dos Brasileiros 2025/2026, realizada pela Globo em parceria com a Quaest.

Todos os anos, somos inundados por previsões econômicas e políticas. No entanto, raramente paramos para olhar aquilo que realmente sustenta uma nação: o sentimento das pessoas. A nova edição da pesquisa Globo/Quaest revela um Brasil que caminha sobre uma linha tênue. Se pudéssemos resumir o espírito do tempo atual em uma frase, ela seria: estamos esperançosos, mas não somos mais ingênuos.

Mais do que uma simples leitura estatística, segundo os pesquisadores o estudo funciona como um espelho da alma coletiva do nosso país. Convido você, leitor deste espaço na Cloud Coaching, a me acompanhar não apenas como observador das conclusões da pesquisa, mas como quem quer (ou seria: precisa?) entender: até que ponto esses resultados descrevem minha própria realidade?

O levantamento, que ouviu 2.000 pessoas de diversas classes e regiões, aponta um fenômeno interessante: a coexistência da esperança com a cautela. Após anos de incertezas globais e flutuações internas, o brasileiro desenvolveu uma espécie de “otimismo pé no chão”. A esperança ainda é o sentimento dominante quando olhamos para o futuro individual. No entanto, ela não vem mais acompanhada da euforia de décadas passadas.


Hoje, essa esperança é temperada por uma percepção aguda das dificuldades econômicas e sociais.

Para o profissional que busca coaching, aconselhamento ou mentoria, esse achado é vital: o mercado e a vida pessoal não estão mais sendo planejados sobre castelos de areia, mas lastreados em gestão consciente de riscos. E, nesse sentido, um dos pontos mais instigantes da pesquisa é a disparidade entre a percepção comparativa entre a vida privada e a do país.

Historicamente, o brasileiro tende a ser mais otimista com sua própria vida do que com os rumos da nação. Em 2025/2026, essa tendência se consolida, tendo a maioria dos entrevistados uma postura de acreditar que sua situação pessoal (e familiar) vai melhorar ou permanecer estável. Mas, em paralelo, demonstra um grande ceticismo em relação à economia coletiva e à segurança pública.

Como líderes, gestores, mentores, conselheiros ou coaches, precisamos nos perguntar (e levar nossos clientes a refletirem) sobre isto: estamos criando bolhas de bem-estar individual enquanto negligenciamos o ambiente ao nosso redor? Ou será que essa confiança individual é o motor que acabará por transformar o coletivo?

A pesquisa destaca que as preocupações com o custo de vida e a saúde mental continuam no topo da lista. Não se trata apenas de “as contas chegarem ao fim do mês”, mas da qualidade de vida que se experimenta no processo cotidiano. Na economia doméstica, o preço dos alimentos e o poder de compra são os grandes balizadores do humor nacional. No bem-estar emocional, a preocupação com a ansiedade e o esgotamento (burnout) aparece atingindo desde a Geração Z até os Baby Boomers.


Se você se sente cansado ou percebe que está “correndo para ficar no mesmo lugar”, saiba que faz parte da grande maioria dos brasileiros.

A resiliência nacional está sendo desafiada e a busca por equilíbrio nunca foi tão necessária. Apesar das cautelas e angústias, segundo os pesquisadores, o brasileiro não parou de sonhar. Mas os sonhos mudaram de perfil, como podemos ver a seguir. O foco agora está em:

  1. Educação/Qualificação: Aqui temos a percepção de que o conhecimento é o único escudo contra a instabilidade;
  2. Reformas no Lar: O ambiente doméstico tornou-se o nosso santuário e precisa ser, de fato, constantemente mantido;
  3. Viagens e Experiências: Estão representam a busca por “viver o agora”, possivelmente como herança psicológica do período pandêmico que até hoje tem sequelas.

Ao conhecer esses resultados apresentados na pesquisa, é impossível não fazer uma provocação a cada leitor: Você se sente representado por esse “otimismo cauteloso”? Suas noites de sono são afetadas pelas mesmas preocupações macroeconômicas ou você já conseguiu desassociar seu momento pessoal do contexto do país?

Alguns recortes interessantes da pesquisa podem motivar mais reflexão. Os jovens, pela própria inquietude da idade, acabam por se mostrar mais esperançosos com as suas próprias vidas, enquanto os nortistas estão mais otimistas em relação ao país. As demandas em relação a eventos causados pelas mudanças climáticas foram reduzidas, e a hierarquia de planos pessoais para 2026 foi mantida como em 2025: foco prioritário em finanças, saúde e educação.

Na Cloud Coaching, é lugar comum os profissionais colaboradores defenderem que o autoconhecimento passa por uma pessoa “se conhecer” e, além disso, saber perceber o meio em que está inserido(a). Entender que o seu cansaço, eventualmente, é reflexo de um sentimento coletivo, isso pode ser o primeiro passo para a autoconfiança e, consequentemente, para uma nova estratégia de crescimento.


Para mergulhar profundamente em cada gráfico e recorte regional desta análise, convido você a conhecer a pesquisa completa no portal Globo Gente através do link abaixo :

Sentimentos e Expectativas dos Brasileiros 2025/2026.


O Brasil de 2026 não espera por milagres. É um país de pessoas que aprenderam a valorizar os pequenos passos, que querem proteger sua saúde mental e, apesar de tudo, ainda acordam acreditando que o amanhã pode ser um pouco melhor do que hoje. Como você vai usar esse cenário para impulsionar sua carreira e sua vida pessoal? O ponto de partida é o reconhecimento da realidade, sem pessimismo, mas com a lucidez que o momento exige, tanto nacional como globalmente. Eu sou Mario Divo e você me encontra pelas redes sociais.

OBSERVAÇÃO: A pesquisa foi realizada em dezembro de 2025, com 2000 brasileiros que têm acesso à internet, com 18 anos ou mais, classe ABCDE, de todas as regiões.

Eu sou Mario Divo e posso ser encontrado pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.


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Quer saber como usar o cenário do brasileiro em 2026 para tomar decisões mais inteligentes na sua carreira e na sua vida? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até nossa próxima postagem!

Mario Divo
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Palavras-chave: brasileiro em 2026, otimismo cauteloso, expectativas dos brasileiros, pesquisa globo quaest, comportamento do brasileiro, sentimentos e expectativas dos brasileiros 2025 2026, como o brasileiro vê o futuro em 2026, otimismo cauteloso na vida e carreira, impacto da economia na vida dos brasileiros, saúde mental e custo de vida no brasil 2026

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Você Vive em Seu Universo ou Busca Criar um Pluriverso? https://www.cloudcoaching.com.br/pluriverso-expandir-visao-de-mundo-transformar-realidade/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pluriverso-expandir-visao-de-mundo-transformar-realidade https://www.cloudcoaching.com.br/pluriverso-expandir-visao-de-mundo-transformar-realidade/#respond_69060 Tue, 24 Mar 2026 13:20:10 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=69060 Descubra como o conceito de pluriverso pode expandir sua visão de mundo, transformar sua forma de viver e repensar o desenvolvimento humano. Uma reflexão profunda sobre realidade, identidade e novas possibilidades de existência.

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Você Vive em Seu Universo ou Busca Criar um Pluriverso?

Hoje eu decidi adaptar o conteúdo baseado na instigante palestra de Greg Anderson, intitulada “The Reality of the Past: How We Got It Wrong” (em tradução livre – A realidade do passado: como nós nos enganamos), apresentada no TED x OhioStateUniversity (https://www.youtube.com/watch?v=pGJjScfG8h4). Para esta plataforma dedicada ao desenvolvimento humano, esse tema é riquíssimo porque desafia a base de como percebemos o “sucesso”, a “identidade”, o “mundo exterior” e a “relação com o outro”.

Durante muito tempo, o desenvolvimento humano foi tratado como jogo de aperfeiçoamento individual. Ou seja, motivação ao ajuste dos hábitos pessoais, melhoria no desempenho, alcance de metas mais ambiciosas. Mas há uma pergunta mais profunda, quase desconcertante, que raramente entra em cena: e se o desafio não estiver no jogador, mas no próprio tabuleiro?

Essa é a provocação central que emerge da reflexão sobre o pluriverso. Inspirada pela palestra citada, essa ideia nos convida a questionar algo que geralmente aceitamos sem perceber: a própria natureza da realidade que habitamos. Fomos educados a acreditar que vivemos em um ambiente único, objetivo e universal. Um mundo regido por leis materiais, onde o ser humano ocupa o centro e a vida é, essencialmente, uma competição entre indivíduos.


Esse modelo repousa sobre três pilares silenciosos:

  • Materialismo: só é real aquilo que pode ser medido, tocado ou quantificado;
  • Antropocentrismo: o ser humano é o protagonista, e tudo o mais existe como recurso;
  • Individualismo: cada pessoa é um ente isolado, responsável por próprio sucesso ou fracasso.

Segundo Anderson, essas ideias não são percebidas como crenças, mas funcionam como o “ar invisível” que respiramos.

No entanto, ao olhar para outras culturas e períodos históricos, percebemos algo intrigante: esse modelo não é a regra, mas sim a exceção. Se pudéssemos caminhar pela Atenas clássica, encontraríamos uma realidade quase irreconhecível para os padrões modernos. Não só pelas roupas ou arquitetura, mas pela estrutura do mundo ali vivido.

Naquele contexto, o invisível era tão real quanto o visível. Deuses não eram abstrações distantes, mas presenças ativas no cotidiano. A terra não era propriedade e sim uma entidade viva. E o “eu” individual, como o concebemos hoje, praticamente não existia. O sujeito era inseparável do coletivo, do demos. Esse exemplo acima não é um convite à nostalgia, mas uma evidência poderosa: a realidade não é fixa. Ela é construída.

E continuando com Anderson e agora também incluindo outros estudiosos, o modelo que hoje consideramos “natural” foi moldado ao longo de processos históricos específicos, especialmente durante o Iluminismo e a Revolução Industrial. Ele serviu a um propósito: organizar sociedades baseadas na produção, eficiência e na acumulação. Devemos aceitar que funcionou, em parte.

Mas os sinais de esgotamento são cada vez mais evidentes, considerando as crises ambientais, colapso de ecossistemas, epidemias de ansiedade e depressão, relações fragmentadas, falta de colaboração entre as pessoas. É como se estivéssemos operando um sistema sofisticado que, silenciosamente, começou a falhar. Se a realidade que construímos gera esses efeitos, talvez seja hora de revisitar o próprio projeto.

É aqui que entra o conceito de pluriverso. Em vez de um único mundo válido, existe uma multiplicidade de mundos possíveis — diferentes formas de organizar a vida, o conhecimento e as relações. No pluriverso, não há uma verdade única que se impõe sobre todas as outras. Há coexistência, diálogo e diversidade ontológica — ou seja, diferentes maneiras de ser e existir.


Para o desenvolvimento humano, isso muda tudo.

Crescer deixa de ser apenas evoluir dentro de um sistema e passa a incluir a capacidade de questionar e recriar o próprio sistema. Grande parte das abordagens de desenvolvimento pessoal que encontramos hoje atua na superfície: melhorar comportamentos, aumentar produtividade, desenvolver competências.

Mas, se utilizarmos uma lente mais profunda, percebemos que essas ações acontecem dentro de uma estrutura invisível de crenças. É como ajustar a decoração de uma casa sem perceber que os alicerces estão comprometidos. Uma ferramenta útil para compreender isso é a Análise de Camadas Causais, que organiza a nossa realidade em níveis:

  • Litania: os sintomas visíveis (estresse, crise ambiental, competição extrema);
  • Sistemas: estruturas sustendo os sintomas (economia competitiva, mundo individualista);
  • Visão de mundo: crenças validando os sistemas (domínio da natureza, valor maior à ciência);
  • Mito/metáfora: narrativas que moldam tudo (a vida como batalha, o mundo como máquina).

Transformações reais acontecem quando atuamos nas camadas mais profundas.

É ali que o pluriverso ganha força, substituindo a metáfora da máquina pela do organismo vivo, da competição pela interdependência. A ideia pode soar filosófica, mas suas aplicações são surpreendentemente concretas. Eis aqui o que pode ser feito para concretizar o pluriverso:

  1. Humildade epistêmica: Reconhecer que nossa forma de ver o mundo não é a única possível, isso já abre espaço para diálogo e aprendizado. Em conflitos, isso muda a pergunta de “quem está certo?” para “qual realidade está sendo vivida aqui?”;
  2. Do “eu” ao “nós”: O sucesso individual, quando desconectado da colaboração coletiva, revela-se frágil. O pluriverso convida as pessoas a medirem crescimento pelo impacto no todo, ou seja, nas relações humanas, na comunidade e no meio ambiente;
  3. Reencantamento do cotidiano: Ao invés de tratar tudo como recurso, passamos a cultivar uma relação de cuidado e respeito com o mundo, tanto no que se refere às pessoas como ao ambiente. O trabalho deixa de ser apenas produção e se torna participação em algo maior;
  4. Sustentabilidade como modo de ser: Não se trata apenas de práticas ecológicas pontuais, mas de uma mudança ontológica, que é se perceber como parte de uma enorme teia viva.

Continuando com a conclusão proposta pelos estudiosos do assunto, o conceito de pluriverso não está isolado.

Ele ressoa em diversas áreas do conhecimento e tradições culturais. O antropólogo Arturo Escobar propõe um “design para o pluriverso”. Nele, comunidades constroem seus próprios modos de existência, respeitando suas interdependências.

O líder indígena Ailton Krenak critica a separação entre humanidade e natureza, alertando que essa ruptura nos levou a uma crise civilizatória. Na antropologia, o perspectivismo ameríndio, desenvolvido por Eduardo Viveiros de Castro, revela que diferentes seres percebem o mundo a partir de perspectivas distintas, ampliando radicalmente nossa noção de realidade.

A neurociência contemporânea sugere que aquilo chamado de “realidade” é, em boa parte, construção do cérebro baseada em previsões, projeções e experiências. Essas vozes, vindas de campos distintos, convergem para uma mesma direção: o mundo não é único, fixo ou neutro. Ele é plural, dinâmico, cocriado.

No contexto organizacional, essa mudança de paradigma já começa a aparecer, mesmo que tardiamente. Modelos de liderança regenerativa substituem a lógica de comando e controle dos antigos chefes por abordagens que favorecem colaboração, adaptabilidade e cuidado sistêmico. O líder deixa de ser controlador e passa a ser cultivador de ambientes onde a vida — em suas múltiplas formas — possa florescer.

Isso exige mais do que novas técnicas. Exige nova visão de mundo. Talvez o maior obstáculo não seja estrutural, mas imaginativo. Fomos treinados a acreditar que não há alternativa: “o mundo é assim mesmo”. O pluriverso rompe essa narrativa, pois nos lembra que outras formas de viver já existiram — e podem existir novamente.

Desenvolvimento humano, nesse contexto, deixa de ser apenas autossuperação e se torna um ato criativo, em que aparece a capacidade de imaginar e habitar novos mundos. O modelo atual, centrado no consumo, na competição e na separação social, mostra sinais claros de desgaste. Persistir nele pode significar aprofundar crises que já estão à vista.


O pluriverso não oferece respostas prontas, mas abre um campo fértil de possibilidades.

Ele nos convida a escutar outras vozes, aprender com diferentes culturas e experimentar novas formas de relação. A pergunta que fica não é apenas conceitual, mas profundamente prática: Em qual mundo você está escolhendo viver?

Talvez o primeiro passo não seja mudar tudo de uma vez, mas apenas deslocar o olhar. Como quem abre uma janela em um quarto fechado há muito tempo. O ar que entra pode ser suficiente para lembrar que existem muitos outros mundos possíveis, e alguns deles já podem começar dentro de você.

Seja você um coach, mentor, consultor, terapeuta ou influenciador de qualquer natureza, já está no momento de você refletir se leva o seu cliente a se manter em um único universo ou se já o motiva a encontrar o próprio pluriverso.

Eu sou Mario Divo e posso ser encontrado pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.


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Até nossa próxima postagem!

Mario Divo
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Confira também: A Guerra dos Algoritmos: Alvo Certeiro ou Alucinação Fatal?

Referências

ANDERSON, Greg. The Reality of the Past: How We Got It Wrong. TEDxOhioStateUniversity.

ESCOBAR, Arturo. Designs for the Pluriverse: Radical Interdependence, Autonomy, and the Making of Worlds. Duke University Press.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. Companhia das Letras.

VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Perspectivismo e multinaturalismo na América indígena.

INAYATULLAH, Sohail. Causal Layered Analysis: Post-structuralism as Method.

HUTCHINS, Giles; STORM, Laura. Regenerative Leadership.
Palavras-chave: pluriverso, visão de mundo, desenvolvimento humano, realidade, modelo de mundo, o que é pluriverso e como aplicar, o que é visão de mundo, como expandir a visão de mundo, pluriverso no desenvolvimento humano, como questionar a realidade atual, como transformar a visão de mundo, novas formas de viver e existir

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A Guerra dos Algoritmos: Alvo Certeiro ou “Alucinação” Fatal? https://www.cloudcoaching.com.br/inteligencia-artificial-militar-alvo-ou-alucinacao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=inteligencia-artificial-militar-alvo-ou-alucinacao https://www.cloudcoaching.com.br/inteligencia-artificial-militar-alvo-ou-alucinacao/#respond_68847 Tue, 10 Mar 2026 13:20:37 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=68847 A inteligência artificial já influencia decisões militares no campo de batalha. Entre análises estratégicas, “alucinações” algorítmicas e manipulação de dados, surge um dilema ético: até que ponto podemos confiar à IA a identificação de alvos em guerras?

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A Guerra dos Algoritmos: Alvo Certeiro ou “Alucinação” Fatal?

Escrevo esta postagem no dia 7 de março de 2026, no final da tarde. É o momento em que o mundo observa um novo capítulo de conflito armado. Neste caso, o conflito envolve EUA, Israel e Irã, mas também atinge outros países no Oriente Médio.

Aqui, meu objetivo não é opinar ou defender narrativas sobre as razões que tenham levado ao conflito. Busco apenas trazer uma reflexão sobre até que ponto a Inteligência Artificial (IA) deixa de ser acessória para os envolvidos e passa a se tornar um cérebro perigoso nas operações estratégicas.

Diferentemente de guerras passadas, a IA agora atua diretamente no planejamento, na identificação dos alvos e no processamento de volumes massivos de dados coletados em campo. Estudos e planos de ataque e defesa que, no passado, exigiam equipes muito bem preparadas e duravam horas ou dias agora podem ser realizados em questão de minutos.

Porém, essa evolução traz uma pergunta inquietante para o desenvolvimento humano: até que ponto podemos confiar o “botão de disparo” a algoritmos passíveis de falhas catastróficas?

Antes de mergulharmos nesta análise, é fundamental esclarecer que as afirmações e os fatos aqui narrados estão baseados em informações publicadas por veículos de imprensa de prestígio e reconhecimento, no Brasil e no exterior.

No entanto, em um cenário de conflito bélico no qual a “guerra de narrativas” se mostra uma possibilidade estratégica, é importante considerar um ponto. Certas referências do texto podem apresentar distorções ou interpretações equivocadas. Isso pode ocorrer conforme os interesses de cada um dos envolvidos, de suas narrativas e de suas posições ideológicas.


Claude e o Dilema de Washington

Os Estados Unidos têm utilizado o assistente Claude, da Anthropic, para realizar avaliações de inteligência e simular cenários de batalha na atual ofensiva contra o Irã. A ferramenta é considerada crucial para mapear riscos e prever reações do inimigo.

Entretanto, essa parceria gerou um embate ético sem precedentes. A Anthropic recusou-se a liberar sua tecnologia para uso em armas plenamente autônomas e vigilância em massa. A empresa alegou que a IA ainda não foi testada o suficiente para garantir que não atacaria civis ou cometeria equívocos fatais.

A reação do governo americano foi dura. O governo americano classificou a empresa como “risco à sua cadeia de suprimentos”, e agências federais e empresas militares receberam ordem para cortar laços com a companhia.

Apesar disso, o Claude continua sendo operado (clandestinamente ou por necessidade técnica) na ofensiva atual, segundo os jornais mais renomados. Especialistas afirmam que seriam necessários vários meses para remover totalmente essas ferramentas do aparato militar americano.


Estratégia contra Tecnologia

Enquanto os EUA apostam no processamento de dados em modelos de IA, o Irã demonstrou que o conhecimento humano, estratégico e metódico, ainda pode combater a tecnologia mais avançada.

Em uma operação sequencial, o Irã destruiu três radares americanos instalados na Jordânia, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes. Esses radares são os “olhos” do sistema de defesa de mísseis utilizado pelos EUA. Trata-se de um equipamento capaz de rastrear ameaças com altíssima precisão.

Essa ação não foi fruto de improviso, mas resultado de um estudo de quase duas décadas sobre a arquitetura defensiva americana. Ao remover essa capacidade operacional, o Irã criou “zonas cegas” no horizonte de ameaças. Com isso, a rede de sensores dos EUA foi reduzida a um quadro crítico.

Sem os dados desses radares, os sistemas de interceptação americanos perdem eficácia. Com isso, aumentam drasticamente as chances de mísseis inimigos atingirem seus alvos estratégicos. Ou seja, o uso de IA pelos EUA acaba tendo efeito muito limitado nessa situação.


O Risco Real: “Alucinações” e Sequestros de Lógica

O perigo real que o mundo corre quando uma potência resolve usar modelos de IA como Claude ou OpenClaw em conflitos armados reside na sua instabilidade inerente.

Estudos recentes — como mostra matéria publicada na MIT Technology Review (leia aqui) — apresentam casos em que modelos de linguagem sofrem de “alucinações”. São situações em que geram informações falsas com aparência de verdade.

Um exemplo real ocorreu recentemente quando um agente de IA alucinou e apagou todos os e-mails de uma diretora de segurança da Meta. Outro caso relatado envolveu o apagamento completo de um disco rígido por uma IA de codificação.

Quando esse risco chega ao campo de batalha, um erro desses pode significar o ataque a áreas civis. O resultado pode ser tragédias e milhares de mortes de inocentes.

Além disso, existe o risco da “injeção de prompt”. Trata-se de um tipo de sequestro em que forças de um lado do conflito podem inserir textos ou imagens maliciosas em sistemas e bases de dados que a IA consultará. Assim, o algoritmo pode ser enganado e executar ordens no interesse contrário ao do outro lado combatente.

Como a IA não diferencia instruções dadas por usuários de dados externos, ela se torna vulnerável a ordens manipuladas. Isso também pode causar danos irreparáveis em áreas que deveriam ser, de fato, protegidas.


A Necessidade de uma “Bússola Humana”

A conclusão inevitável é que o desenvolvimento humano está em risco quando delegamos decisões de vida ou morte a sistemas que especialistas comparam, atualmente, a “entregar a própria carteira a um estranho na rua”.

Há quem defenda que a regulamentação da IA deva funcionar como leis de trânsito. Sem um regulamento que defina limites claros, o uso dessas ferramentas em conflitos bélicos pode resultar em caos, mortes e perda de qualquer controle ético.

Embora alguns profissionais acreditem que seja possível usar modelos de IA com segurança, outros garantem que a tecnologia ainda não chegou lá.

Existe a possibilidade de o modelo “errar de propósito” devido a uma injeção de prompt. Também pode simplesmente falhar por alucinação lógica. Em qualquer desses cenários, civis acabam colocados na linha de frente de um erro de código.

O conflito no Irã nos mostra que a eficiência da IA no ataque e na defesa é inegável. Porém, sem supervisão humana robusta e políticas que priorizem a vida acima da utilidade bélica, estaremos apenas automatizando a nossa própria vulnerabilidade.

Por fim, é imperativo reconhecer que o uso indiscriminado da IA em conflitos bélicos escala o perigo para a população civil a níveis alarmantes.

Quando sistemas e algoritmos são encarregados de identificar alvos estratégicos, o risco de a máquina orientar um ataque ao “alvo errado” deixa de ser mera falha técnica. Nesse cenário, o erro passa a se tornar uma tragédia humanitária imperdoável.

No fim das contas, vale reforçar que, na busca pelo desenvolvimento humano em todas as suas melhores práticas, mesmo em momentos de conflito bélico a eficiência tecnológica jamais deve se sobrepor à responsabilidade moral de preservar a vida.

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Quer saber até que ponto a inteligência artificial no uso militar pode apoiar decisões estratégicas em guerras, sem que o ser humano abdique da responsabilidade moral pelo resultado? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

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Mario Divo
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Confira também: Produtividade ou Precarização: Será esse o Novo Contrato Social com IA?

Palavras-chave: inteligência artificial militar, inteligência artificial em guerras, algoritmos militares, guerra dos algoritmos, modelos de IA, modelos de IA em guerras, IA em conflitos armados, riscos da inteligência artificial, alucinações de IA, uso de inteligência artificial em decisões militares, riscos da IA em conflitos bélicos, alucinações de inteligência artificial em sistemas críticos, algoritmos identificando alvos em guerras, ética no uso de inteligência artificial militar

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Do Algoritmo ao Sentimento: É o Vibe Coding transformando Gestores em Maestros Digitais https://www.cloudcoaching.com.br/vibe-coding-a-ia-que-transforma-gestores-em-maestros-digitais/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=vibe-coding-a-ia-que-transforma-gestores-em-maestros-digitais https://www.cloudcoaching.com.br/vibe-coding-a-ia-que-transforma-gestores-em-maestros-digitais/#respond_68802 Fri, 06 Mar 2026 13:20:32 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=68802 O Vibe Coding inaugura uma nova era em que a programação acontece por conversas e intenção. Descubra como essa mudança transforma profissionais em arquitetos de experiências e torna comunicação, visão sistêmica e curadoria humana essenciais na economia digital.

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Do Algoritmo ao Sentimento: É o Vibe Coding transformando Gestores em Maestros Digitais

Você já teve aquela sensação de estar tentando explicar uma ideia incrível para alguém, mas então começa a se perder nos detalhes técnicos e acaba frustrado?

Pois é, no mundo do desenvolvimento de software, essa barreira sempre foi o código de programação. Para transformar um pensamento (uma ideia) em um aplicativo, você precisava dominar linguagens complexas, sintaxes rígidas e uma lógica de difícil acesso às pessoas em geral.

Pois bem, abra agora um espaço na sua mente, porque o jogo virou. Recentemente, a MIT Technology Review Brasil trouxe à tona um termo que está “explodindo” o cérebro de quem trabalha com tecnologia: o Vibe Coding. Cunhado por Andrej Karpathy (ex-OpenAI e Tesla), o conceito de Vibe Coding não é apenas sobre programar mais rápido. É sobre uma enorme mudança de paradigma no desenvolvimento humano. Estamos saindo da era dos “executores de tarefas” para a era dos “curadores de intenção”.

Se você trabalha com coaching, mentoria, liderança ou desenvolvimento de pessoas, este é o momento de prestar muita atenção naquilo que está acontecendo, pois as competências que  chamamos de “soft” acabam de se tornar o novo motor da economia digital.

Imagine que, em vez de escrever centenas de linhas de código, você simplesmente descreve a “vibe” do que deseja. Por exemplo, “quero um app que pareça um diário minimalista, entenda meu humor pelo tom da voz e que me sugira músicas baseadas nisso”.

Com os novos modelos da OpenAI (como o o1 e o projeto Prism), além de completar o que você escreve, eles ainda raciocinam sobre a sua intenção ou desejo. O Vibe Coding é o ato de programar através de conversas, ajustes finos e, principalmente, através do julgamento estético e funcional. Como o próprio Karpathy descreveu, é “entregar-se às vibrações e deixar que a máquina lide com a parte chata da sintaxe”.

Não é à toa que o dicionário britânico Collins elegeu “Vibe Coding” como a expressão do ano, em 2025. O termo captura a essência de um tempo em que a linguagem natural — o bom e velho português ou inglês — tornou-se a linguagem de programação mais poderosa do mundo.

Mas como terá acontecido essa grande mudança de COMO fazer para O QUÊ fazer?

Para os meus leitores da plataforma Cloud Coaching, o impacto potencial disso é profundo. Durante décadas, o treinamento profissional focou no “COMO”: como usar o Excel, como programar em Java, como usar melhor um aplicativo. No Vibe Coding, o “COMO” é terceirizado para o modelo. O que sobra para o ser humano? O “O QUÊ” e o “POR QUÊ”.

Isso exige um novo tipo de metodologias e processos orientados ao desenvolvimento das pessoas. Se a máquina faz o trabalho pesado, o profissional precisa ter competências diferenciadas e conseguir desenvolver:

1. Gosto e Curadoria:

Se qualquer um pode gerar um código ou um texto, a diferença entre o básico e o excepcional estará na capacidade humana de dizer: “Isso aqui está bom, mas falta alma“. É o que especialistas chamam de Human-in-the-loop (humano no controle);

2. Visão Sistêmica:

Não basta pedir um “Vibe Coding“. É preciso entender como essa peça se encaixará no todo de sua intenção (ou expectativa). O líder do futuro não é quem saberá apertar um botão do painel, mas quem saberá desenhar o painel com todos os botões;

3. Comunicação de Alta Precisão:

Ironicamente, para o “vibe codificar“, você precisa ser um comunicador impecável. Se você não sabe exatamente o que quer, o modelo vai entregar uma “vibe” confusa. A comunicação nunca foi tão vital aos profissionais de qualquer área de atuação, e aqui temos coaches, mentores e consultores que precisam ter atenção a isso.

Como sempre acontece na vida, nem tudo são flores ou celebrações na terra das “vibes”. Como bem pontuado nas publicações HackerNoon e MIT Technology Review Brasil, confiar cegamente na “vibe” do modelo é bem perigoso. O código gerado pode parecer perfeito superficialmente, mas é possível que esconda falhas críticas de segurança ou lógica (as temíveis “alucinações do modelo”). E aqui fica mais evidente o papel do profissional que está promovendo o uso do Vibe Coding com seu time.

Como desenvolver em nossos times a responsabilidade técnica em um mundo que privilegia a velocidade?

O desafio maior é não deixar que a facilidade da ferramenta atrofie a capacidade analítica. Ou pior, que acabe gerando preguiça intelectual nas competências de comunicação e na sensibilidade com relação à precisão do que se deseja obter. Precisamos ensinar as pessoas a serem “editores-chefes” de seus próprios trabalhos gerados por modelos de IA.

Estamos vendo uma democratização histórica, e sem precedentes, no processo criativo das soluções que dependem de uma programação de códigos. Pessoas que nunca imaginaram construir um sistema agora podem fazê-lo mais facilmente, desde que cumpram os rituais descritos anteriormente. O modelo remove a barreira técnica, mas eleva a demanda por criatividade, estratégia, comunicação e sensibilidade.

Para quem atua com desenvolvimento humano, algumas perguntas que ficam à reflexão estão aqui:

  • Como você treina alguém para ter “bom gosto”?
  • Como você ajuda um profissional a lidar com a ansiedade de ser “substituído” por uma ferramenta que ele mesmo opera?
  • Como manter a identidade humana em processos tão automatizados?

A resposta está em voltar ao básico, que é conquistar a capacidade de fazer perguntas melhores e mais objetivas. O Vibe Coding é, na verdade, uma grande sessão de coaching entre um ser humano e o modelo fornecido (a famosa dupla conhecida como o hardware e o software). O profissional dá o input (comando), o modelo devolve uma primeira “solução”, o profissional questiona, desafia e refina até que a “vibe” esteja correta.

O Vibe Coding não é o fim dos programadores ou dos especialistas.

É a libertação que haverá para os profissionais de várias áreas, quando enfim deixarão de ser dependentes da lógica de programação para se tornarem arquitetos de experiências. Se a tecnologia agora entende a sua “vibe“, a maior vantagem competitiva estará em garantir que essa “vibração” seja carregada de propósito, ética e inteligência emocional. Afinal, o modelo pode até escrever o código, mas quem define o ritmo do coração do projeto ainda serão os seres humanos.

Prepare-se, pois o futuro não será mais escrito em linguagens de programação na relação profissional com o computador. O futuro será conversado com toda a exigência natural de uma boa comunicação. Eu sou Mario Divo e você me encontra pelas redes sociais.

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Mario Divo
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Confira também: 12 Novos Direitos dos Passageiros 65+ em Aeroportos em 2026


Palavras-chave: Vibe Coding, programação por intenção, economia digital, competências humanas, desenvolvimento humano, o que é Vibe Coding, Vibe Coding e liderança digital, como a IA muda o desenvolvimento de software, competências humanas na era da IA, programar através de conversas com IA

Fontes e Referências:

1. MIT Technology Review Brasil: "Prism, OpenAI, ‘Vibe Coding’ e a Ciência" — Publicado originalmente em 05/12/2024 (artigo que consolidou o termo no ecossistema brasileiro).
2. Andrej Karpathy (via X/Blog): O termo "Vibe Coding" explodiu em suas redes em novembro de 2024, após o lançamento de novo modelo da OpenAI.
3. HackerNoon: "Vibe Coding: AI's Impact on Software Engineering" — Publicado em 12 de janeiro de 2025.4. Collins Dictionary: Proclamação de "Vibe Coding" como palavra do ano — novembro de 2025.
4. 8th Light Insights: "The Rise of Vibe Coding" — Publicado em fevereiro de 2025.

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Produtividade ou Precarização: Será esse o Novo Contrato Social com IA? https://www.cloudcoaching.com.br/impacto-ia-trabalho-produtividade-precarizacao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=impacto-ia-trabalho-produtividade-precarizacao https://www.cloudcoaching.com.br/impacto-ia-trabalho-produtividade-precarizacao/#respond_68628 Tue, 24 Feb 2026 13:20:04 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=68628 A inteligência artificial pode redefinir o futuro do emprego: será uma alavanca de produtividade ou um vetor de precarização? Descubra as conclusões do Fórum de Davos 2026, o impacto da IA no trabalho e os caminhos para transformar IA em inclusão e crescimento sustentável.

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Produtividade ou Precarização: Será esse o Novo Contrato Social com IA?

Prezados amigos deste espaço, hoje o tema será bem provocativo e para muitas reflexões, seja quanto a gestores e lideranças empresariais, ou mesmo por aquelas pessoas que se interessam pela temática do trabalho. E, nesse sentido, vou me basear nas principais conclusões do Fórum de Davos 2026, alinhando o futuro do emprego e a presença da chamada Inteligência Artificial (IA) nas nossas vidas.

O Fórum de Davos consolidou um consenso pragmático: a inteligência artificial (IA) não é apenas uma tecnologia a ser adotada, é um fator estrutural que redesenha tarefas, modelos organizacionais e políticas públicas. Ao invés de um choque único e que elimina empregos em massa, os debates apontaram para uma transição complexa e desigual, em que ganhos de produtividade e novas funções coexistirão com deslocamentos setoriais e diferentes formas de pressão sobre as habilidades humanas.


Resumidamente, a IA e trabalho vão conviver, nos próximos anos, com o seguinte cenário:

  • Redesenho do contexto: Empresas vencedoras serão as que redesenharem processos para sinergia humano-máquina, não apenas as que comprarem ferramentas de IA. Isso implica reconfigurar tarefas, criar papéis híbridos e investir em gestão da mudança;
  • Aceleração da automação de tarefas repetitivas: Funções com alto conteúdo repetitivo e previsível serão automatizadas mais rapidamente. Ao mesmo tempo, haverá demanda por habilidades cognitivas superiores, criatividade, supervisão de sistemas e ética aplicada;
  • Mudança nas competências: A ênfase desloca‑se de diplomas formais para capacidade de aprender continuamente. Nisso estão incluídos a alfabetização digital, o pensamento crítico e as habilidades sociais. Programas de requalificação e microgestão ganharão centralidade;
  • Novos modelos de empregabilidade: Espera‑se maior diversidade das formas de trabalho, tais como o contratado por projeto, as plataformas digitais e os contratos flexíveis, exigindo assim redes de proteção social bem adaptadas.

Impactos da IA na América do Sul e Países em Desenvolvimento

Particularmente, há um olhar todo próprio e específico para o que se pode esperar com relação aos países do Terceiro Mundo, e especificamente na América do Sul. As conclusões apontam para quatro pilares fundamentais:

1. Mais de uma velocidade de transformação

Países com infraestrutura digital, capital humano e mercados integrados conseguirão capturar os benefícios da IA mais rapidamente. Na América do Sul, isso criará uma divergência interna, com centros urbanos e setores exportadores (fintech, agronegócio de alta tecnologia, serviços digitais) avançando, enquanto regiões rurais e economias informais enfrentarão maior estagnação.

2. Risco de precarização e informalidade persistente

Sem políticas ativas de requalificação e proteção social, a automação pode empurrar trabalhadores para formas mais precárias de renda. Será a expansão de um mercado de trabalho baseado em tarefas temporárias, projetos pontuais ou serviços sob demanda, em geral realizados por profissionais freelancers ou independentes, sem vínculo empregatício. Isso reduzirá a renda média e aumentará as desigualdades (que já são críticas). A experiência de países que já enfrentam altas taxas de informalidade torna esse risco particularmente relevante na América do Sul.

3. Janela de oportunidade para saltos de produtividade

A adoção estratégica de IA em setores-chave (agricultura de precisão, logística, saúde básica, educação a distância) pode gerar ganhos de produtividade significativos. Os projetos públicos‑privados e parcerias com plataformas globais podem acelerar esse processo, desde que acompanhados de políticas de inclusão digital. Vale lembrar que a agricultura de precisão já é uma realidade no Brasil, permitindo otimizar o uso de insumos, maximizar a produtividade e aumentar a sustentabilidade.

4. Necessidade de políticas públicas pragmáticas

O Fórum de Davos 2026 destacou que a resposta não será apenas técnica, mas política: regulação inteligente, incentivos à requalificação, redes de proteção social adaptadas e investimentos em conectividade são essenciais. Para países em desenvolvimento, priorizar infraestrutura digital e educação básica com foco em habilidades transferíveis é, de fato, mais urgente do que perseguir tecnologias de ponta.


Recomendações Estratégicas para Países em Desenvolvimento

Caminhando para o fim deste resumo sobre as principais conclusões do Fórum de Davos 2026, há recomendações adicionais que fazem muito sentido e dependerão, sem dúvida, de um arsenal consistente de políticas públicas para os países em desenvolvimento:

  • Priorizar a conectividade e o amplo acesso, ampliando a banda larga e instalando dispositivos em escolas e centros comunitários para reduzir a lacuna digital;
  • Escalar programas de requalificação, incentivando estágios em empresas de tecnologia e parcerias com plataformas para treinar as competências demandadas;
  • Focar em setores de vantagem comparativa, tais como agronegócio, serviços de exportação digital, turismo inteligente e saúde remota;
  • Modernizar a proteção social, adaptando as regras de seguro-desemprego, os subsídios temporários e os programas de transição para trabalhadores deslocados;
  • Estimular ecossistemas locais de inovação, apoiando startups, hubs regionais e incubadoras que traduzam IA em soluções locais;
  • Inibir o aumento da desigualdade social com formas de distribuição dos ganhos de produtividade gerados pelo novo ambiente;
  • Cuidar para não haver dependência tecnológica externa em regiões onde é mais complexo desenvolver capacidades locais de adaptação e governança de IA;
  • Ter plena atenção e formas de atendimento para com as populações vulneráveis (mulheres, jovens sem qualificação, trabalhadores informais), e;
  • Governança e ética evitando o uso indevido de IA em vigilância e/ou na seleção de pessoas para funções profissionais. Ou haverá o risco de aprofundar exclusões.

Conclusão: O Impacto no Futuro do Trabalho com IA — Inclusão ou Exclusão?

O Fórum de Davos 2026 deixou claro que o futuro do trabalho em um mundo com IA será misto, e haverá, simultaneamente, a criação de valor para uns e os riscos de exclusão, para outros.

Na América do Sul e em países do Terceiro Mundo, o desafio é transformar a tecnologia em alavanca de inclusão, não em catalisadora de desigualdades. Isso exige escolhas políticas concretas, tais como investimento em conectividade, educação orientada para competências, proteção social adaptativa e excelência em parcerias público‑privadas.

Por fim, essa nova ordem global que se forma no planeta Terra irá cobrar, também, a visão estratégica que coloque a requalificação e a governança no centro da agenda. Sem essas medidas, os países em desenvolvimento correm o risco de ficarem presos na periferia de uma nova economia. Porém, com essas medidas, poderão aproveitar uma janela histórica para acelerarem o crescimento e a inclusão.

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Confira também: O Cafezinho Digital e a Teoria da Troca

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O “Cafezinho Digital” e a Teoria da Troca https://www.cloudcoaching.com.br/boca-a-boca-o-cafezinho-digital-e-a-teoria-da-troca/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=boca-a-boca-o-cafezinho-digital-e-a-teoria-da-troca https://www.cloudcoaching.com.br/boca-a-boca-o-cafezinho-digital-e-a-teoria-da-troca/#respond_68408 Tue, 10 Feb 2026 12:20:55 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=68408 Por que elogiamos marcas nas redes sociais? Descubra como altruísmo digital, emoções positivas, gratidão e identidade explicam o boca a boca eletrônico e como essas interações moldam vínculos, confiança e desenvolvimento humano na era digital.

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Boca a Boca: O “Cafezinho Digital” e a Teoria da Troca

Amigos leitores, hoje decidi trazer em debate um assunto que nos fascina e é um ponto central do nosso desenvolvimento humano na era digital:

Por que gastamos nosso tempo precioso no Facebook (ou em qualquer rede social) para falar bem de uma marca, de um restaurante ou de um serviço?

Muitas vezes, pensamos que as redes sociais são apenas lugares de reclamação, o famoso “muro das lamentações”. Mas a verdade é que o elogio — o chamado boca a boca eletrônico positivo (e-WOM) — é uma engrenagem poderosa de conexão humana e altruísmo. Para mergulhar nesse tema, estou usando como base especial um estudo acadêmico fascinante de Daniel Tubenchlak e três outros colegas seus da FGV – Fundação Getulio Vargas, pessoas por quem tenho enorme carinho.

O acadêmico Diego Favari foi meu colega de mestrado e doutorado, Marco Tulio Zanini foi meu coorientador do mestrado, e Rafael Goldszmidt foi meu coorientador do doutorado. E, por coincidência descubro os três em um mesmo e afinado estudo, publicado na RAC – Revista de Administração Contemporânea. Também utilizei aqui outras referências que ajudam a entender o que se passa na nossa cabeça quando clicamos em “compartilhar”.

Imagine que você está tomando café com um amigo e conta: “Cara, fui a um restaurante ontem, em que a comida era divina e o atendimento me fez sentir em casa!”. Isso é boca-a-boca tradicional. Quando se trata de mídia social, esse “cafezinho” ganha um megafone. O estudo citado investigou o que leva as pessoas a fazerem isso. E os pesquisadores concluíram que, ao contrário do que muita gente pensa, ganhar descontos ou prêmios (incentivos econômicos) quase não motiva o elogio sincero nas redes sociais. O que nos move é algo muito mais profundo e “humano”, sendo explicado pela Sociologia e Psicologia.

A seguir, vamos analisar algumas dessas descobertas:


1. O Prazer de Ajudar (Altruísmo Digital)

Uma das maiores motivações encontradas foi a preocupação com os outros consumidores. Quando você posta que aquele curso de desenvolvimento pessoal mudou sua vida, sua intenção primária não é ajudar o dono do curso, mas sim garantir que outras pessoas também tenham essa experiência transformadora. Isso é puro desenvolvimento humano! É o altruísmo em sua forma digital. Nós sentimos prazer em sermos úteis. Queremos que nossos amigos façam boas escolhas e evitem ciladas. O estudo mostra que, quanto mais fortes são nossos laços com as pessoas na rede, mais forte será esse desejo de ajudar.


2. Extravasando a Alegria

Sabe quando você tem uma experiência tão incrível, que parece que vai “explodir” se não contar para alguém? O artigo citado chama isso de extravasar emoções positivas. O consumo, hoje, não é só sobre o objeto que se está a consumir, mas é principalmente sobre a emoção que acompanha o consumo. Compartilhar essa alegria ajuda a processar o que sentimos e, de quebra, “contagiamos” os outros. Aqui entra um conceito extra do autor Jonah Berger, no seu livro Contágio. Ele explica que a emoção é um dos combustíveis da viralização. Emoções de alta ativação (como o encantamento ou a surpresa) dão um “balde” de energia que nos impele à ação de compartilhar. É como se o post fosse um transbordamento do nosso bem-estar interno.


3. Moeda Social: O Desejo de “Sair Bem na Fita”

Embora o estudo publicado na RAC foque muito no altruísmo, não podemos ignorar o nosso ego. Outra referência importante é a proposta de Moeda Social (também de Jonah Berger). Quando compartilhamos algo bacana, inteligente ou sofisticado, isso reflete em nós mesmos. Ao dizer que leu um livro denso de filosofia e adorou, uma pessoa se faz parecer inteligente e profunda. No desenvolvimento humano, isso fala sobre a construção da nossa identidade digital. Usamos nossas indicações para dizer ao mundo: “Olha quem eu sou e o que eu valorizo”.


4. Ajudar a Empresa: A Gratidão como Motor

Outro achado interessante do artigo base é o desejo de ajudar a empresa. Quando somos muito bem tratados, desenvolvemos um sentimento de gratidão e reciprocidade. Sentimos que “devemos uma cortesia” àquele pequeno empreendedor ou àquela marca que resolveu nosso problema com carinho, atenção e qualidade. O elogio público é a nossa forma de retribuir o valor recebido. É a isso que chamamos de Teoria da Troca Social em plena ação: trocamos um bom serviço por uma boa avaliação que será compartilhada em nosso grupo social..


O Impacto no Nosso Desenvolvimento

Por que falar disso num grupo de desenvolvimento humano? Porque a forma como interagimos online molda nossa saúde mental e nossas relações:

  • Foco no Positivo: Escolher compartilhar o que é bom treina nosso olhar para a gratidão, em vez de focar apenas no que falta ou no que está errado;.
  • Fortalecimento de Vínculos: Quando recomendamos algo de valor, geramos confiança. E confiança é a base de qualquer comunidade saudável;
  • Consciência Digital: Ao entendermos que não somos “robôs de marketing”, mas seres movidos por conexões, isso nos ajudará a usar as redes sociais de forma mais intencional e consciente, deixando de lado o comportamento automático.

Antes de finalizar, cabe aqui esmiuçar um pouco mais as propostas do livro Contágio. Para nosso desenvolvimento humano, as ideias de Berger são muito relevantes porque mostram que o “compartilhar” é um reflexo da nossa identidade, pois compartilhamos aquilo que nos faz parecer mais inteligentes, descolados ou bondosos diante dos outros. É como se cada postagem fosse um tijolinho na construção da nossa imagem pública. Além disso, Berger fala dos “gatilhos”: estímulos do ambiente que nos fazem lembrar de algo. Se um conteúdo de autoconhecimento consegue se conectar com algo do seu cotidiano — como o café da manhã —, a chance de você falar dele para alguém explode.

Outro ponto relevante do livro é a do “Cavalo de Troia”. Sabemos que um dado técnico sobre Psicologia pode ser complexo, mas uma história real de superação conquista nossa mente! Berger explica que informações valiosas viajam disfarçadas de narrativas e, quando alguém conta uma história emocionante, então a lição de moral ou o benefício do produto vai “de carona” com ela. Não é apenas marketing, mas sim como nossa mente processa o que é relevante e decide o que merece ser passado adiante para fortalecer nossa tribo.


Conclusão: Seja um Influenciador de Bem-Estar

Da próxima vez que você postar um elogio ou comentário positivo sobre um produto ou serviço, saiba que está exercendo seu altruísmo, fortalecendo sua rede de contatos e transbordando algo bom que aconteceu com você. O boca-a-boca positivo é, no fundo, uma conversa sobre valores e sobre o cuidado que temos uns com os outros. É claro que, nas redes sociais, encontraremos muitos influenciadores ganhando dinheiro para fazerem isso, porém nosso caso é de outra esfera, contexto e cenário.

Indo além, entenda ainda mais e o que você pode aprender sobre o livro Contágio, a partir do vídeo abaixo, o qual resume os princípios de Jonah Berger sobre o porquê de compartilharmos conteúdos, complementando a visão do artigo acadêmico sobre as motivações psicológicas por trás do elogio digital. E quanto a você, o que motiva a dar aquele “cinco estrelas” ou a fazer um post elogiando algo?

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Confira também: A Mimetização da Profundidade: Técnica ou Alma?


Referências Bibliográficas 

BERGER, Jonah. Contágio: por que as coisas pegam. Tradução de Marcello Lino. 1. ed. Rio de Janeiro: Leya, 2014.

TUBENCHLAK, Daniel Buarque; DE FAVERI, Diego; ZANINI, Marco Tulio; GOLDSZMIDT, Rafael. Motivações da Comunicação Boca a Boca Eletrônica Positiva entre Consumidores no Facebook. RAC - Revista de Administração Contemporânea, Rio de Janeiro, v. 19, n. 1, art. 6, p. 107-126, jan./fev. 2015. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1982-7849rac20151998

Palavras-chave: boca a boca digital, boca a boca eletrônico, boca a boca positivo, e-wom, altruísmo digital, desenvolvimento humano, teoria da troca social, redes sociais, boca a boca eletrônico positivo nas redes sociais, por que as pessoas elogiam marcas no Facebook, motivação para compartilhar experiências positivas online, altruísmo e identidade digital no consumo, impacto do boca a boca digital no desenvolvimento humano

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12 Novos Direitos dos Passageiros 65+ em Aeroportos em 2026 https://www.cloudcoaching.com.br/12-novos-direitos-dos-passageiros-65-em-aeroportos-em-2026/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=12-novos-direitos-dos-passageiros-65-em-aeroportos-em-2026 https://www.cloudcoaching.com.br/12-novos-direitos-dos-passageiros-65-em-aeroportos-em-2026/#respond_68354 Fri, 06 Feb 2026 12:20:32 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=68354 Passageiros acima de 65 anos ganharam 12 novos direitos em aeroportos internacionais a partir de 2026. Conheça estas regras pouco divulgadas que garantem assistência contínua, menos estresse, economia de taxas e uma viagem muito mais digna.

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12 Novos Direitos dos Passageiros 65+ em Aeroportos em 2026

Prezado leitor, se você vai viajar para o exterior, e essa é a realização de um sonho para muitos brasileiros (alguns até que já passaram dos 65 anos), o ambiente aeroportuário costuma ser sinônimo de estresse, filas intermináveis e processos burocráticos desgastantes. No entanto, entre o final de 2025 e o início de 2026, uma “revolução silenciosa” tomou conta da aviação civil internacional. Vale a pena você conhecer e, se for o caso, orientar parentes e amigos para que tirem proveito dessa recente regulamentação.

Novas diretrizes de segurança e acessibilidade, fundamentadas em atualizações rigorosas de órgãos como o Departamento de Transporte dos EUA (DOT) e a Federal Aviation Administration (FAA), mudaram as regras do jogo. As companhias aéreas raramente divulgam esses benefícios de forma clara, pois o desconhecimento do passageiro simplifica a operação e evita custos adicionais para as empresas. Nesta postagem, teremos então as doze novas proteções e direitos que garantem experiência digna, segura e econômica para o viajante sênior, em 2026.


1. Privacidade e Isenção Médica na Segurança

Historicamente, a triagem de segurança (o famoso “raio-X”) era o momento mais invasivo da viagem. A partir de 2026, as normas da TSA e de segurança europeia ampliaram a proteção à privacidade de maiores de 65 anos. Se você utiliza dispositivos médicos como CPAP, bombas de insulina ou transporta medicamentos líquidos, não é mais necessário removê-los da mala.

O segredo aqui é usar a frase correta para evitar que agentes desatualizados apliquem protocolos antigos: “Meus dispositivos médicos estão isentos pela política médica vigente”. Isso garante que seus itens de saúde não sejam expostos publicamente, reduzindo a ansiedade e acelerando o processo.


2. O Direito ao Embarque Assistido (Mesmo sem Cadeira de Rodas)

Muitos idosos evitam pedir ajuda por não se considerarem “inválidos” ou por não quererem usar uma cadeira de rodas. Contudo, em 2026, as novas regulamentações reconhecem limitações leves, como dores articulares ou dificuldade de permanecer longos períodos em pé.

Se você tem mais de 65 anos, pode solicitar o Embarque Assistido. Esse benefício coloca você nos grupos prioritários, permitindo que entre no avião antes da multidão e encontre espaço para sua bagagem de mão com calma. No balcão, basta dizer: “Gostaria de adicionar uma solicitação de embarque assistido na minha reserva”.


3. Proteção ao Acompanhante: A Regra da Não Separação

Uma das maiores angústias para o viajante sênior é ser separado de seu acompanhante (filho, cônjuge ou cuidador) durante os processos de triagem e embarque. As atualizações inspiradas no Air Carrier Access Act (ACAA) reforçaram que, se o idoso recebe assistência, seu acompanhante tem o direito legal de permanecer ao seu lado em todas as etapas. Para que você possa ativar isso, use a frase: “Pode vincular meu acompanhante pela regra de assistência de mobilidade?”.


4. Assistência Contínua e o Fim do “Abandono”

É comum vermos idosos sendo deixados em cadeiras de rodas em corredores isolados enquanto aguardam trocas de funcionários. As novas regras de 2026 exigem que os aeroportos garantam assistência ininterrupta. Se você solicitar com 48 horas de antecedência, tem direito a um guia dedicado que o acompanhará do check-in até o seu assento dentro da aeronave. Solicite especificamente por “Assistência contínua sem trocas”.


5. Assentos Acessíveis Sem Taxas Extras

As companhias aéreas lucram vendendo assentos com mais espaço ou localizados na frente da cabine. No entanto, o DOT estabeleceu que viajantes com necessidades de mobilidade ou problemas circulatórios podem solicitar assentos adequados (como corredores ou áreas próximas ao banheiro) sem custo adicional, independentemente da tarifa paga. Se o atendente hesitar, peça para falar com o CRO (Complaint Resolution Officer), o oficial de resoluções de reclamações que toda empresa é obrigada a ter.


6. Armazenamento Seguro de Medicamentos em Cabine

Medicamentos como insulina ou remédios cardíacos não podem sofrer grandes variações térmicas. A FAA reforçou, em 2026, que a tripulação deve, quando solicitado, armazenar medicamentos sensíveis no refrigerador da aeronave. Não é um favor, mas sim é uma exigência de segurança biológica. Basta informar: “Tenho medicamentos que precisam de refrigeração; a FAA autoriza o armazenamento em cabine”.


7. Acesso a Áreas de Descanso e Salas VIP de Acessibilidade

Aeroportos internacionais começam a liderar um movimento de inclusão que disponibiliza “salas silenciosas”, ou seja, áreas de acessibilidade para passageiros sob embarque assistido. Se a conexão for longa, pergunte então: “Sou elegível para a sala de acessibilidade ou área tranquila?”. Muitas vezes, esse refúgio oferece hidratação e descanso longe do caos do terminal.


8. A “Terceira Bagagem” Gratuita: A Bolsa Médica

Você não precisa sacrificar sua mala de bordo para levar seus remédios. Em 2026, consolidou-se a regra de que uma bolsa térmica ou maleta exclusiva para itens médicos não conta como bagagem de mão. Você pode levar sua mala, sua mochila pessoal e sua bolsa médica separadamente, sem cobranças.


9. O Código SSR: Seu “Passaporte” para o Atendimento Prioritário

No sistema das companhias, o código SSR (Special Service Request) é o que realmente ativa os protocolos. Ao chegar ao portão, em vez de apenas pedir ajuda, diga então: “Pode confirmar minha nota SSR para assistência de mobilidade?”. Isso sinaliza profissionalismo e conhecimento dos seus direitos, mudando instantaneamente a postura da equipe de solo.


10. Proteção Contra Despacho Forçado

Quando o avião está lotado, os comissários costumam retirar malas de mão para despachar no porão. Todavia, se sua mala contém dispositivos médicos (CPAP, nebulizadores, medidores), ela está protegida e deve permanecer com você. Use o argumento: “Este é um item médico essencial; a política da FAA permite armazenamento em cabine”.


11. Isenção de Tarifas Ocultas para Maiores de 65

Algumas companhias iniciaram, em 2026, políticas de isenção de taxas de serviço (como remarcações no mesmo dia ou atendimento telefônico) para idosos. Esse benefício é “invisível” e só aparece se você perguntar explicitamente: “Existe isenção de tarifas para passageiros acima de 65 anos nesta reserva?”.


12. Flexibilidade de Cortesia (Anulação de Regras)

Por fim, existe a “margem de decisão” dos supervisores. Em 2026, as tripulações são mais treinadas para oferecer mudanças de assento após o fechamento das portas por questões de bem-estar. Se o seu assento for desconfortável ou longe do banheiro, então peça com gentileza: “Se houver alguma flexibilidade de cortesia para melhorar meu conforto, eu agradeço”.


Conclusão

O conhecimento é a ferramenta mais poderosa do viajante sênior, em 2026. Ao entender que essas facilidades não são “mimos”, mas direitos regulamentados por órgãos internacionais, você retoma o controle da sua jornada. Use as palavras certas, exija dignidade e aproveite sua viagem com a segurança de quem sabe exatamente onde pisa. Este é um artigo, neste espaço, a não tratar de questões de gestão ou de negócios, mas sim de direitos que os passageiros de voos internacionais terão, doravante. A expectativa é a de que, se você for menos de 65 anos, que divulgue a quem considerar necessário.

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Referências 

AERO HACKS: O GUIA DO AEROPORTO PT. Regras Aeroportuárias 2026 para Maiores de 65: O Essencial Antes de Viajar. YouTube, 7 dez. 2025. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=PIk5e06qhKQ. Acesso em: 27 jan. 2026.

BRASIL. Estatuto do Idoso. Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003. Brasília, DF: Presidência da República, [2026].

MARTINS, Julia. Regras de aeroportos para 2026 entraram em vigor e idosos precisam ter atenção. O Povo, Fortaleza, 9 dez. 2025. Disponível em: https://www.opovo.com.br. Acesso em: 27 jan. 2026.

REDAÇÃO O ANTAGONISTA. Regras dos aeroportos em 2026 para maiores de 65 anos: O essencial antes de viajar. O Antagonista, 8 dez. 2025. Disponível em: https://oantagonista.com.br. Acesso em: 27 jan. 2026.

U.S. DEPARTMENT OF TRANSPORTATION (DOT). Traveling with a Disability: Air Carrier Access Act updates 2025-2026. Washington, DC, 2025. Disponível em: https://www.transportation.gov. Acesso em: 27 jan. 2026.
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