O post Marketing, Estratégia e Humanidade: Lições para o Futuro apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Há momentos em que o mercado pede mais do que respostas rápidas.
Pede reflexão, revisão de modelos e, principalmente, discernimento para separar modismos de fundamentos.
Em um mundo pressionado por tecnologia, velocidade e discursos cada vez mais rasos, ouvir lendas vivas que ajudaram a construir as bases do marketing e da estratégia moderna não é um exercício de nostalgia. É um exercício de responsabilidade estratégica.
Foi sob essa perspectiva que, agora em janeiro, tive a honra de participar de um encontro presencial em Sarasota, na Flórida, com Philip Kotler e José Salibi Neto — um momento raro, histórico e profundamente simbólico para quem atua no campo dos negócios, do marketing e da estratégia.
Mais do que uma palestra, foi a oportunidade de estar diante de duas mentes que não apenas acompanharam a evolução do mercado ao longo de décadas, mas ajudaram a moldar a forma como empresas pensam, se posicionam e se relacionam com o mundo. O foco não esteve no que mudou, mas no que precisa permanecer para que negócios continuem relevantes, éticos e sustentáveis no longo prazo.
Neste artigo, compartilho minhas anotações e reflexões desse encontro de forma exclusiva com os leitores da Cloud Coaching.
Uma das primeiras provocações do encontro foi direta: marketing não é propaganda, não é campanha e não se resume à presença digital.
Kotler reforçou algo que muitos líderes ainda resistem em aceitar: marketing é um sistema estratégico central do negócio, responsável por conectar mercado, comportamento humano, tecnologia, cultura organizacional e geração de valor.
Empresas que tratam marketing como função operacional acabam presas à competição por preço, volume e curto prazo. Já aquelas que o integram à estratégia constroem algo muito mais sólido: reputação, diferenciação e confiança.
O marketing moderno não começa no anúncio. Começa na escuta, na leitura de contexto e na compreensão profunda das necessidades humanas que ainda não foram atendidas.
Kotler relembrou a evolução do marketing ao longo das últimas décadas. Ele deixou de ser suporte às vendas para se tornar peça-chave na criação, comunicação e entrega de valor.
Seu papel final não é apenas gerar crescimento financeiro, mas contribuir para o bem-estar das pessoas e da sociedade, mantendo a rentabilidade como consequência.
Esse ponto é essencial para líderes e empresários.
Negócios orientados apenas por números tendem a perder relevância. Já aqueles que equilibram resultado, impacto e relacionamento constroem bases mais sólidas para atravessar ciclos econômicos desafiadores.
Valor percebido, confiança e reputação passam a ser ativos estratégicos tão importantes quanto faturamento.
Outro conceito central abordado foi o de empresas orientadas a stakeholders.
Organizações que constroem relações consistentes não apenas com clientes, mas também com colaboradores, parceiros, comunidades e o ambiente onde estão inseridas.
As evidências apresentadas mostram que empresas que cultivam esse olhar ampliado inovam mais, engajam melhor suas equipes e, além disso, apresentam desempenho financeiro superior no longo prazo.
Não se trata de altruísmo, mas de inteligência estratégica.
Cultura organizacional e estratégia não caminham separadas. Quando caminham juntas, criam negócios mais resilientes e preparados para o futuro.
O avanço acelerado da inteligência artificial, da automação e da análise de dados também esteve no centro das discussões.
Mas com um alerta importante: tecnologia sem critério estratégico e ética gera ruído, desconfiança e destruição de valor.
Kotler foi enfático ao afirmar que tecnologia deve ampliar a capacidade humana de decisão, e não substituí-la de forma automática.
Dados sem contexto não geram vantagem competitiva. Geram confusão.
O futuro será das empresas que souberem combinar tecnologia, sensibilidade humana e responsabilidade nas escolhas.
Outro ponto relevante foi a evolução da jornada do cliente. Mais do que gerar visibilidade ou conversão, o marketing passa a ter como objetivo a construção de defensores da marca.
O modelo dos “Cinco As” apresentado por Kotler reforça que confiança e recomendação se tornam mais poderosas do que qualquer investimento em mídia.
Marcas fortes reduzem dependência de publicidade porque constroem experiências consistentes ao longo de toda a jornada.
Quando a entrega é coerente, então o cliente passa de consumidor a aliado.
Talvez a síntese mais clara de todo o encontro esteja no conceito de H2H Marketing.
Negócios são feitos entre pessoas. Sempre foram.
Entre marketing agressivo, ineficiente ou superficial, apenas aquele que gera valor mútuo se sustenta.
Empresas que ignoram essa dimensão humana até podem crescer rapidamente, mas dificilmente constroem relevância duradoura.
Kotler encerrou com um alerta que ecoa fortemente: empresas que permanecerem iguais nos próximos anos correm, sem dúvida, sério risco de desaparecer.
Adaptação, visão sistêmica e responsabilidade deixam de ser diferenciais e passam então a ser condições de sobrevivência.
O marketing do futuro não será mais barulhento, nem mais rápido, nem mais barato.
Será mais inteligente, integrado, humano e estratégico.
Estar presente nesse encontro reforçou algo que já observamos diariamente ao lado de empresários e líderes de diferentes setores. Estratégia, marketing e desenvolvimento humano não podem mais caminhar separados.
Empresas que prosperam são aquelas que compreendem o marketing como força de construção de valor, a inovação como responsabilidade compartilhada e as pessoas como o verdadeiro centro do negócio.
Compartilhar essa visão é também um convite à reflexão.
Porque o futuro não será liderado por quem apenas reage às mudanças, mas por quem entende profundamente o seu papel nelas.
Quer entender como o marketing estratégico pode fortalecer a relevância, a reputação e o futuro da sua empresa e dos negócios? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Um grande abraço,
Queila Fonini
Fundadora e CEO da Aviah Soluções Empresariais
https://www.aviah.com.br
Confira também: O Futuro dos Negócios é Guiado por Autenticidade
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]]>O post Estamos Prontos para Envelhecer Juntos? Envelhecimento, Integração e o Desafio Humano da Nova Pirâmide Etária apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>A pirâmide etária mudou. O que antes era uma base larga de jovens e um topo estreito de idosos, hoje se inverte rapidamente. Vivemos mais, envelhecemos mais — e, paradoxalmente, convivemos menos. A pergunta que se impõe não é apenas demográfica, mas profundamente humana: estamos prontos para envelhecer como sociedade?
Quando se fala em envelhecimento, costuma-se pensar em saúde física, acesso a serviços, medicação e segurança. Tudo isso é essencial. Mas há algo que parece mais simples e, ao mesmo tempo, é o mais difícil de sustentar: integração.
Estudos de Harvard — como o mais longo estudo sobre desenvolvimento humano já realizado — mostram de forma consistente que relações significativas são, de fato, o principal fator de saúde, bem-estar e longevidade, mais do que renda, status ou até mesmo genética. Outros estudos em neurociência e saúde mental confirmam: isolamento social, solidão e falta de pertencimento aumentam o risco de depressão, declínio cognitivo e, além disso, doenças cardiovasculares e mortalidade precoce em idosos.
Ainda assim, vivemos um tempo em que as formas de convivência estão mudando rapidamente. O tempo compartilhado é cada vez mais escasso. As relações são frequentemente mediadas por telas. Famílias vivem cada vez mais dispersas. Comunidades se fragmentam. E o idoso, muitas vezes, ocupa um lugar silencioso, periférico — mesmo estando cercado de pessoas.
No Programa Vem Viver, voltado para a terceira idade, nossa experiência aponta um caminho possível. Trabalhamos saúde emocional a partir de um modelo de integração, com rodas de conversa, temas atuais, trocas genuínas, estímulos cognitivos, emocionais e sociais. Não se trata apenas de atividades, mas de criar novas amizades, campo de presença, de fala/escuta e pertencimento.
O que observamos é claro: quando há integração, algo se reorganiza profundamente. Histórias guardadas por décadas encontram espaço para serem ditas. Emoções que nunca tiveram nome ganham voz. O riso reaparece. O corpo se solta. A mente se engaja. Há movimento interno e relacional.
“Eu não entendo por que as pessoas não ouvem a gente, até nossos familiares não têm tempo para conversarem conosco. Eu não entendo… nós já vivemos tanto… sabemos muito, quase tudo da vida…” (Aluna do Programa Vem Viver, 78 anos)
Do ponto de vista da neurociência, a integração tem efeitos diretos no cérebro adulto e idoso. A interação social significativa regula o sistema nervoso, reduz o estresse crônico e estimula processos de neurogênese (formação de novos neurônios em regiões específicas do cérebro) e de neuroplasticidade (capacidade do cérebro de reorganizar suas conexões ao longo da vida), fortalecendo redes ligadas à memória, à emoção e ao sentido de vida.
O cérebro continua capaz de aprender, se adaptar e se transformar — especialmente quando encontra ambientes seguros, afetivos bem como socialmente estimulantes.
Talvez o maior desafio do envelhecimento contemporâneo não seja viver mais, mas viver junto. A integração é, paradoxalmente, o remédio mais simples, o mais desejado — e um dos mais desvalorizados pela lógica da produtividade/economia, da pressa e da individualização.
Diante da nova pirâmide de envelhecimento, talvez a pergunta mais importante não seja “quanto tempo vamos viver?”, mas: com quem, como e em que qualidade de relação vamos atravessar esses anos?
E você? O que acha?
Quer saber mais sobre a nova pirâmide etária e como envelhecer com integração, pertencimento e qualidade de vida? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Com carinho,
Dra. Marcia Coronha, PhD
CEO do Instituto Consciência
Confira também: O que o Estresse Revela sobre Sua Saúde Emocional e Mental?
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]]>O post Saúde Financeira x Saúde Mental: Como Sua Relação com o Dinheiro Impacta Seu Bem-Estar apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>De 0 a 10 como está a sua saúde financeira atualmente?
Saúde financeira e saúde mental estão intrinsecamente ligadas por um ciclo de causa e efeito.
Problemas financeiros, como dívidas, incapacidade de manter o padrão de vida e descontrole geram estresse, culpa, ansiedade e depressão. Por outro lado, problemas que nos tiram o sono e condições emocionais abaladas podem levar a compras por impulso e decisões financeiras ruins, afetando diretamente e nossa qualidade de vida.
E o cenário revela o problema se potencializando. Pesquisas recentes trazem novos recordes e números que geram ainda mais preocupações para as pessoas, para as empresas, para a sociedade.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o desequilíbrio financeiro é um dos principais causadores de ansiedade e depressão.
O dinheiro é apontado como a maior preocupação de 49% dos brasileiros, superando saúde, violência e família. (Pesquisa fintech Onze com a Icatu, 2025)
Quase 80% dos lares brasileiros possuem dívidas segundo a pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor (PEIC), 2025.
Pesquisa da PwC revelou que 43% dos colaboradores (estressados com problemas financeiros) perdem até 3 horas de trabalho diariamente / 120 horas por ano lidando com essas preocupações.
Ou seja, “temos um enorme elefante na sala” que está impactando direta fortemente em felicidade, afastamentos, performance e resultados.
E dentro das empresas é mais ou menos assim: todos estão vendo (e sentindo) o problema, mas poucos param para falar de saúde financeira para gerar discussões, educação financeira e buscar caminhos para ajudar as pessoas a mudarem hábitos, crenças e comportamentos sobre o dinheiro.
Existem inúmeras crenças limitantes sobre o dinheiro e esse é um dos grandes obstáculos para uma boa saúde financeira.
Ao acreditar que “dinheiro é sujo” ou que “ricos não são bons” a pessoa acaba se sabotando, mesmo que de forma inconsciente e operando na escassez.
Por outro lado, existem também certas crenças que, ao extremo, levam ao excesso de compras desnecessárias, a gastar mais do que se ganha e a uma desorganização financeira – tais como “só se vive uma vez”, “vou gastar tudo antes que eu morra”, “juntar dinheiro é coisa de rico”.
Ambos os tipos de crenças geram comportamentos destrutivos à saúde financeira e consequentemente a saúde mental, fazendo com que a pessoa não poupe, não invista e nem consiga construir metas para o seu futuro, vivendo com fragilidade e medo.
Se você diz que família é um valor importante para você, mas gasta maior parte da sua vida com roupas de grifes, celular e carro do ano, você não está vivendo em coerência. Há um conflito e um desalinhamento.
Uma relação saudável e estratégica com o dinheiro significa você conseguir usá-lo para viver os valores que você afirma serem prioritários nesse momento da sua vida.
É você tomar decisões financeiras direcionando, de forma consciente, seus recursos para as coisas que refletem seus objetivos e valores.
E você? O que acredita sobre “dinheiro”?
Acredita que merece? Que é uma ferramenta de liberdade”? Que é fruto dos seus talentos? E que é caminho para os seus sonhos?
E se nessa jornada de auto-observação você por acaso descobrir que precisa mudar e melhorar a sua relação com o dinheiro, comece hoje mesmo!
Eu sou Ellen Ravaglio e a minha coluna “Alta Performance & Saúde Mental” tem como objetivo instigar o cuidar de si, o cuidar do outro e cuidar do negócio de forma sustentável.
Quer saber mais sobre como transformar sua relação com o dinheiro para fortalecer sua saúde mental? Então, vamos conversar. Eu posso te apoiar nessa caminhada da tão sonhada Alta performance sustentável!
Ellen Ravaglio
https://www.vikaas.com.br
www.linkedin.com/in/ellenravaglio-coach-lideres
vikaas@vikaas.com.br
Confira também: Confiança Gera Saúde Mental: Como Construir Relações que Curam
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]]>Nos últimos anos, o propósito ganhou os holofotes. Ele apareceu em discursos grandiosos de liderança, em campanhas publicitárias emocionantes, em slogans que prometiam transformar o mundo e até em relatórios anuais que pareciam mais poesias do que indicadores. Mas, por trás desse brilho, uma percepção começou a crescer: muitas empresas falavam sobre propósito, mas poucas demonstravam isso na prática.
Agora, o mercado atravessa uma virada decisiva. O futuro não será liderado por marcas que declaram o que acreditam, mas por marcas que vivem o que acreditam com autenticidade e integridade.
O Edelman Trust Barometer 2024, uma das pesquisas globais mais respeitadas sobre confiança em empresas, mídia e instituições, mostra um dado importante: as pessoas estão cada vez mais céticas com marcas que usam o discurso do propósito sem, de fato, demonstrar ações compatíveis. A Edelman estuda confiança há mais de duas décadas, em 28 países, e seu diagnóstico é claro: existe desgaste quando narrativa e prática não se encontram.
Harvard nomeou esse fenômeno de Purpose Fatigue. Não é aversão ao propósito, mas ao vazio que se esconde atrás de algumas mensagens. E quando colaboradores e clientes percebem esse descompasso, a confiança então se rompe. Primeiro vem a perda de crença, depois o desengajamento e, inevitavelmente, eles deixam de vender… e deixam de comprar.
Essa mudança é transversal. Embora seja mais visível entre a Geração Z e os Millennials, pesquisas da Deloitte mostram que consumidores de todas as faixas etárias esperam coerência, e não apenas boas intenções.
Eles buscam marcas que sustentam suas palavras com atitudes. Preferem imperfeições verdadeiras a promessas impecáveis. Essa nova consciência de consumo abriu espaço para empresas menores, mais humanas, mais sensíveis. Empresas que entregam o que prometem e, por isso, ganham mercados inteiros.
Propósito autêntico não se comprova no branding. Ele se revela na cultura. Se expressa nas decisões difíceis. Ganha corpo na forma como a liderança age quando não há plateia. Ele influencia contratações, parcerias, atendimento, relação com colaboradores, bem como a qualidade das entregas. Quando valores se transformam em práticas, eles deixam de ser discurso e se tornam assim impacto humano palpável.
Harvard aponta que empresas com forte alinhamento entre propósito, cultura e comportamento crescem mais rápido e com mais estabilidade, porque constroem algo raro no mercado: confiança duradoura.
Significa que o futuro do setor será seleto. Não haverá espaço para discursos vazios. Pacientes, clientes e comunidades buscarão profissionais e marcas que demonstrem responsabilidade, verdade e cuidado.
Nesse universo, o propósito não pode ser estético. Precisa ser vivido. Precisa estar presente no atendimento, no acolhimento, no cuidado com a equipe, na ética diária e na relação com o paciente. A integridade é o novo diferencial.
Na Aviah, acompanhamos marcas que cresceram sustentadas por autenticidade e marcas que perderam força porque tratavam propósito como moda.
Aprendemos que nenhuma estratégia é forte se a cultura for fraca. Nenhum posicionamento se sustenta sem coerência interna. Nenhuma narrativa convence quando os bastidores contradizem sua história.
É por isso que nossa metodologia integra estratégia e desenvolvimento humano. Marcas são feitas de pessoas. Pessoas só florescem em ambientes coerentes. E nenhuma marca conquista território emocional se não tiver, de fato, integridade em frente ou por trás das câmeras.
O futuro dos negócios será construído por empresas que respeitam o que dizem e vivem o que prometem.
Propósito autêntico não é sobre ter uma Bio bonita nas redes sociais. É sobre construir caminhos inteiros. Ele se manifesta nas escolhas diárias, na postura diante de desafios e, sem dúvida, na qualidade das relações.
O futuro será guiado por quem honra sua própria essência e multiplica com integridade.
Quer saber mais sobre como o futuro dos negócios será guiado por autenticidade e propósito que vai muito além de palavras? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Um grande abraço,
Queila Fonini
Fundadora e CEO da Aviah Soluções Empresariais
https://www.aviah.com.br
Confira também: A Revolução do Mercado de Saúde e Wellness com a Geração Z
Notas de rodapé:
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]]>O post Performance: Os Riscos Ocultos da Busca pela Produtividade Extrema e pelos Modismos de Saúde apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Todos os dias recebo em meu consultório pacientes querendo usar hormônios e medicações. Mulheres de todas as idades. Que veem principalmente nos hormônios as fontes de todos os seus problemas ou as possíveis soluções para tudo.
Vivemos em uma realidade na qual o valor de uma pessoa é dado por sua produtividade. E que é necessário sempre mais. O básico é pouco. O normal é insuficiente e o suprafisiológico é aplaudido. Isso vale para as relações, para o trabalho, para o corpo e a mente.
É só observar a busca desenfreada por profissionais que se dizem especialistas em “performance” e que sequer têm de fato uma inscrição de especialista válida no Conselho Federal de Medicina.
Mas se estiver bem apessoado nas redes sociais, com centenas de milhares de seguidores falando pelos cotovelos de músculos e emagrecimento e vendendo condutas que não encontramos nos guidelines dos conselhos de especialidades, tornam-se referência de busca por pacientes ávidos por acreditarem no que esses profissionais vendem.
Do mesmo jeito que existem as fake news que se compartilham pelo WhatsApp sem antes averiguar a veracidade dos fatos, existem os fake profissionais que são vistos, ouvidos e compartilhados sem se verificar suas inscrições no CFM, ou seu tempo de formação e, muito menos, suas supostas especializações.
No universo feminino, que mais uma vez, entra século e sai século, segue um modismo de beleza imposto sei lá por quem e seguido sei muito menos por quê, nota-se um movimento em massa de harmonização de rostos, corpo e vulvas, tornando todas igualmente equivocadas com sua autoimagem, e encantadas com as promessas mágicas de resultados rápidos e incríveis em pouco tempo e com muitos hormônios e medicamentos, inclusive ansiolíticos e antidepressivos.
Buscam tanto que se perdem. Hormônios demais, bom senso de menos. Resultados imediatos que colocam a saúde e a vida em risco. AVCs, infartos, insônia, surtos psicóticos, menopausa precoce, patologias cardíacas e hepáticas já estão sendo vistas nos consultórios médicos (estes com RQE – Registro de Qualificação de Especialista devidamente aprovados em residências médicas e subespecialidades e reconhecidos em seus Conselhos Regionais de Medicina).
Outro dia, uma paciente de 29 anos me procurou para usar hormônios para mais performance no corpo e na academia. Em primeiro lugar fiquei pensando se deveria contar pra ela, do alto dos meus 46 anos de vida e 20 anos de formada, que ainda tinha uma longa caminhada pela frente e já se encontrava no auge da idade e juventude em termos de corpo. Que ainda viriam maternidade, puerpério e perimenopausa. Que já estava excelente pois se cuidava muito e não haveria necessidade de mais do que já havia alcançado com alimentação e atividade física. E contei.
Conversamos por um longo tempo sobre expectativa e realidade e como essa visão deturpada de saúde vendida nas redes sociais pode ser perigosa e danosa para o corpo e para a saúde mental. Ela concordou e seguiu. E quantas outras não concordam, e retornam cheias de hormônios, voz alterada, magérrimas, apáticas e às vezes irreconhecíveis?
Que tal sermos guias de nossas mentes e investirmos em nossa própria melhor versão com o mínimo de intervenções médicas possível? De acordo com dados da Ginecologia do Esporte – especialidade que estuda a fisiologia esportiva e rendimento da saúde feminina, a melhor resposta física depende da tríade: genética, alimentação, tipo, intensidade e frequência de treinos.
Que tal desembrulhar menos e descascar mais? Entender nossa fisiologia e acolher nossas oscilações de humor, hormônios e corpo.
Reconhecer nossas limitações, já que não somos máquinas de produtividade. Aceitar que a construção da longevidade saudável requer tempo, paciência bem como persistência, cujo resultado se torna mais sólido e estável. Sem modismos, sem excessos.
Apenas confiando e ajudando o processo. Envelhecer e amadurecer. Permitir e sentir. Sorrir e seguir. Parece difícil na prática, mas podemos nos inspirar na poesia para levarmos a vida mais leve e mais feliz.
Pense nisso!
Quer saber mais sobre os riscos ocultos da produtividade extrema e dos modismos de saúde — e como eles podem colocar sua saúde e sua vida em risco? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Prazer, Clarissa!
Clarissa Marini
Ginecologista, Sexóloga & Escritora
CRM 11468-GO
https://www.instagram.com/clamarini/
Confira também: Da Depressão à Menopausa: Sintomas, Relações e Diferenças Importantes
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]]>O post A Revolução do Mercado de Saúde e Wellness com a Geração Z apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>As últimas décadas foram marcadas por uma transformação silenciosa no modo como as pessoas percebem a própria saúde. A pandemia acelerou essa consciência global, mas é a Geração Z, nascida entre 1997 e 2012, que vem redefinindo o conceito de bem-estar.
De acordo com a McKinsey & Company, essa geração é a primeira a enxergar a saúde como um ecossistema integrado, no qual corpo, mente e estilo de vida caminham juntos. Para esses jovens, cuidar de si é também cuidar do planeta, das relações e da saúde mental. Esse novo olhar está transformando o comportamento dos consumidores e, sem dúvida, exigindo das marcas e dos profissionais de saúde uma nova forma de se conectar.
Os jovens da Geração Z cresceram em um mundo digital, dinâmico e participativo. Por isso, não acreditam em autoridade sem autenticidade. Querem se relacionar com profissionais e marcas que comuniquem com transparência, mostrem bastidores e sustentem coerência entre o que dizem e o que fazem.
De acordo com pesquisas da Deloitte Health Care Consumer Report (2024), 55% dos jovens de 18 a 25 anos preferem profissionais de saúde que ofereçam experiências híbridas, combinando o digital e o presencial. Valorizam conveniência, mas também esperam empatia e personalização.
Mais do que pacientes, eles se tornaram curadores da própria saúde. Pesquisam, comparam e compartilham informações sobre tratamentos, tecnologias e medicamentos antes de decidir por um procedimento ou uma consulta. Isso muda a lógica da confiança e desafia o mercado a evoluir na forma de comunicar e gerar valor.
Além do consumo consciente, essa geração vem redefinindo o lazer e a forma de socializar. Jovens da Geração Z têm mostrado preferência por baladas diurnas, casas de chá, cafés funcionais bem como academias que funcionam também como espaços de trabalho e convivência. O estudo The Gym Group Report 2025 mostra que quase metade das pessoas entre 16 e 28 anos considera a academia ou o clube de fitness uma das principais prioridades de gasto.
Outro levantamento, da Rabobank (2024), aponta que o consumo de bebidas alcoólicas entre jovens caiu significativamente em relação às gerações anteriores. O motivo principal é a busca por saúde e autocontrole, além da valorização de experiências mais equilibradas.
Esses movimentos revelam que o novo consumidor de saúde e wellness quer viver de forma integrada. Ele busca ambientes que unam cuidado, socialização e produtividade. Quer treinar de dia, trabalhar entre pausas, relaxar em espaços que inspirem e que promovam equilíbrio real. Esse perfil exige das marcas muito mais do que tecnologia: exige sensibilidade para criar experiências que de fato façam sentido.
A revolução também avança na área da inovação. Relatórios da CB Insights mostram que startups voltadas a bem-estar mental, dispositivos vestíveis e plataformas de acompanhamento de saúde já movimentam bilhões em investimentos anuais. A inteligência artificial e a medicina regenerativa estão redefinindo o autocuidado e abrindo debates éticos sobre até onde vai o controle da própria saúde.
Essa geração deseja resultados, mas também busca coerência entre performance e humanidade. O futuro da saúde, portanto, não está apenas em tecnologias mais rápidas, e sim em experiências que devolvam sentido e equilíbrio ao viver.
Na Aviah, acompanhamos de perto essa mudança nos projetos de comunicação e posicionamento de marcas de saúde e wellness. Observamos uma geração que não quer apenas produtos ou tratamentos, mas vivências que transmitam verdade e que reconecte-a consigo mesma e com um sentido maior.
Nosso trabalho tem sido ajudar líderes e profissionais a traduzirem inovação em experiência e posicionamento em valor percebido. Acreditamos que o futuro da saúde será construído por quem souber equilibrar tecnologia e sensibilidade, dados e empatia.
A revolução da Geração Z no mercado de saúde não é apenas sobre idade, mas sobre mentalidade. É o início de uma nova cultura do cuidado, mais consciente, mais conectada e mais humana. E quem entender isso agora não estará apenas acompanhando o futuro, mas participando ativamente da sua criação.
Quer saber mais sobre como a Geração Z está transformando o mercado de saúde e wellness e o que isso significa para marcas e profissionais do setor? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Um grande abraço,
Queila Fonini
Fundadora e CEO da Aviah Soluções Empresariais
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O post A Revolução do Mercado de Saúde e Wellness com a Geração Z apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O post O que o Estresse Revela sobre Sua Saúde Emocional e Mental? apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O estresse é uma resposta natural do corpo diante de situações que exigem adaptação. É o organismo se preparando para agir — liberando adrenalina e cortisol, hormônios que aumentam o foco e a energia.
Em pequenas doses, ele é até benéfico. Mas, quando se torna constante, o corpo permanece em estado de alerta — e o cérebro começa a sofrer as consequências.
As pesquisas mostram que mais de 70% dos brasileiros relatam sentir-se frequentemente estressados. O ritmo acelerado, a hiperconectividade, a sobrecarga de tarefas bem como a ausência de pausas profundas estão entre as principais causas.
“Vivemos em modo de sobrevivência — o corpo não repousa e a mente não silencia.”
Um cérebro estressado tem áreas como o hipocampo e o córtex pré-frontal funcionando de forma reduzida, prejudicando assim a memória, a atenção e a regulação emocional. Já a amígdala cerebral, responsável por detectar ameaças, fica hiperativada. O resultado: irritabilidade, cansaço, ansiedade e perda de clareza mental.
Mas a boa notícia é que é possível prevenir e reduzir o estresse com estratégias simples e cientificamente comprovadas. Vamos lá:
Antes de agir, é preciso perceber. Então pergunte-se:
Observe também o corpo: tensão muscular, insônia, irritabilidade, palpitações, lapsos de memória — todos são sinais de alerta.
“Reconhecer o estresse é o primeiro grande passo — é dar nome ao que te desequilibra.”
Quando você identifica o que sente e quando sente, ativa o autocontrole emocional e assim reduz a reatividade automática.
Dizer “sim” o tempo todo é uma das maiores causas de estresse. Estabelecer limites é um ato de autocuidado e de inteligência emocional.
Estudos mostram que pausas conscientes de 2 a 3 minutos não só reduzem significativamente os níveis de cortisol no sangue mas, também, recuperam sua energia, presença, e sua capacidade de assumir um saudável “não”.
“Limites saudáveis preservam seu tempo, energia e sua atenção — alicerces da saúde emocional.”
O corpo é o primeiro a sentir o estresse — e podemos usá-lo para curá-lo.
Movimente-se: caminhar, dançar, alongar ou praticar uma atividade física regular libera endorfina e BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro), substâncias que, em conjunto, promovem bem-estar, reduzem a dor e aumentam a neuroplasticidade.
Sono reparador, hidratação, alimentação equilibrada e respiração consciente são pilares para o equilíbrio físico, emocional e mental.
“Quando a respiração é calma e a expiração é longa, reduz-se a turbulência do sistema nervoso — e o bem-estar tem espaço para florescer.”
Nosso cérebro é atraído por más notícias — ele quer te manter vivo. E a mente funciona como uma Netflix: há sempre a chance de escolher o “filme” que vai rodar aí dentro.
Pensamentos autocríticos e catastróficos ativam o sistema de ameaça, de socorro; já os compassivos e realistas despertam o sistema de calma e segurança.
Experimente então:
Relacionamentos afetivos, espiritualidade, natureza, música e propósito são de fato reguladores naturais do estresse.
Conexões humanas positivas liberam ocitocina, hormônio que “neutraliza” o cortisol e gera calma e pertencimento.
“O estresse não é um inimigo a ser combatido, mas um mensageiro a ser escutado.”
Reserve tempo para estar com quem te inspira, fazer o que te nutre e silenciar assim o ruído do mundo.
No fim das contas…
Reduzir o estresse não é eliminar os desafios da vida, mas aprender a se relacionar melhor com eles.
Quer saber mais sobre como o estresse afeta sua saúde emocional e mental — e o que fazer para restaurar o equilíbrio e o bem-estar? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Com carinho,
Dra. Marcia Coronha, PhD
CEO do Instituto Consciência
Confira também: O Poder Oculto das Crises: Caminhos Práticos para Fazer da Crise uma Aliada
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]]>Um estudo do Sebrae revelou que mais de 70% dos empreendedores brasileiros convivem com sintomas de estresse, ansiedade ou sobrecarga emocional. Não se trata apenas de uma dificuldade individual, mas de um fenômeno que atravessa clínicas, startups, escritórios e grandes empresas.
Estudos em neurociência mostram que as emoções não são opostas à razão, mas parte essencial dela. Quando o sistema emocional está sobrecarregado, nossa capacidade de decidir se fragiliza. Isso significa que, diante da pressão e da incerteza, líderes e empreendedores não apenas sentem o peso emocional, como também perdem lucidez para tomar decisões estratégicas.
E quando o empresário ou o líder se perde, todo o ecossistema ao redor sente. Equipes passam a trabalhar sem visão, sem foco e sem rumo. A sobrecarga que antes estava concentrada no topo se espalha, contaminando assim liderados e parceiros, que também deixam de enxergar sentido e perdem energia para inovar e avançar.
Foi justamente esse efeito em cadeia que levou grandes organizações a buscar alternativas mais estruturadas. A McKinsey cita o caso da Novo Nordisk, gigante da indústria farmacêutica com mais de 64 mil colaboradores, que decidiu enfrentar a questão em escala global.
A empresa implementou pesquisas recorrentes para medir estresse em suas equipes e descobriu que cerca de 14% dos profissionais apresentavam sintomas significativos. As áreas mais afetadas receberam apoio psicológico estruturado bem como treinamentos específicos para gestores. O resultado foi expressivo: após um a dois anos de intervenção, houve redução de 20 a 30% no número de colaboradores relatando sintomas de estresse.
Esse exemplo mostra que, quando líderes assumem a responsabilidade de lidar com a sobrecarga emocional, então é possível transformar um cenário de paralisia em avanço sustentável.
É definir rumos realistas para avançar. Estruturar escolhas em estratégia, mapear cenários e alinhar prioridades devolve ao líder uma visão de fato mais nítida de suas decisões e, com ela, a energia criativa necessária para continuar evoluindo.
Na Aviah, entendemos que paz não está na pausa ou na estagnação, mas na capacidade de seguir em frente com consciência e direção. Nossa vivência diária com empresários e equipes nos mostrou algo essencial: não é possível impulsionar marcas nem sustentar crescimento se não olharmos de fato para as pessoas por trás delas.
Foi dessa constatação que nasceu, em janeiro de 2024, a Soul Brand. Nossa plataforma exclusiva de capacitação, treinamentos, imersões e desenvolvimento humano foi criada para abraçar essa dimensão durante os projetos de marketing. Ela traduz a convicção de que marcas não existem sem pessoas e que toda marca precisa ter alma.
Ao unir estratégia e desenvolvimento humano, a Soul Brand fortalece líderes e equipes para que possam avançar com consistência, construindo negócios saudáveis, inspiradores e capazes de gerar impacto positivo duradouro.
Talvez o maior desafio do nosso tempo não seja a velocidade do mercado, mas a coragem de parar para refletir antes de agir. É nesse espaço de consciência que empreendedores e líderes encontram serenidade para crescer sem se perderem de si mesmos.
Quer saber mais sobre como a sobrecarga emocional dos líderes impacta as decisões estratégicas e a saúde das organizações? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Um grande abraço,
Queila Fonini
Fundadora e CEO da Aviah Soluções Empresariais
https://www.aviah.com.br
Confira também: Pertencimento: Um Novo Capital para as Marcas
1. Sebrae (2021). Saúde Mental do Empreendedor. Brasília: Sebrae.
2. McKinsey Health Institute (2025). Thriving Workplaces: How employers can improve productivity and change lives. McKinsey & Company.
3. Bechara, A., Damasio, H., & Damasio, A. R. (2000). Emotion, decision making and the orbitofrontal cortex. Cerebral Cortex, 10(3), 295-307.
4. Immordino-Yang, M. H., & Damasio, A. (2007). We feel, therefore we learn: The relevance of affective and social neuroscience to education. Mind, Brain, and Education, 1(1), 3-10.
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]]>A palavra “crise” carrega, desde a sua origem, a ambiguidade entre ameaça e possibilidade. No século XVIII, entrou no português a partir do latim crisis, termo usado pela medicina para descrever o ponto crítico na evolução de uma doença: vida ou morte, recuperação ou agravamento. Com o tempo, a palavra se expandiu para a economia, a religião, a política e a esfera pessoal, tornando-se sinônimo de instabilidade e ruptura.
Mas será que uma crise é apenas uma ruptura? Ou pode ser também um portal para transformação?
Na natureza, encontramos lições eloquentes sobre como lidar com os momentos de desconforto e mudança. A lagosta, por exemplo, vive protegida por um exoesqueleto rígido que, ao mesmo tempo que lhe dá segurança, impede o crescimento.
Em determinado momento, a casca torna-se pequena demais. É preciso abandoná-la, ficando exposta e vulnerável, até formar uma nova carapaça, maior e mais adequada. Esse processo, repetido várias vezes, ilustra como a pressão e o desconforto são estímulos inevitáveis para o crescimento.
Do mesmo modo, a ostra nos ensina a transformar dor em beleza. Quando um corpo estranho invade sua concha, o molusco reage produzindo camadas sucessivas de madrepérola, gerando, ao longo de anos, uma pérola única.
Como lembra Rubem Alves: “São os que sofrem que produzem a beleza, para parar de sofrer.” A metáfora nos convida a olhar para os nossos próprios incômodos como matéria-prima para o florescimento.
Assim também a borboleta, que precisa enfrentar a resistência do casulo para fortalecer suas asas, ou as árvores que, no outono, se recolhem para depois renascer na primavera. Todas essas imagens revelam um princípio fundamental:
“O desconforto pode ser o motor da evolução”
A neurociência nos mostra que o cérebro humano, essa massa de pouco mais de um quilo e meio, é o dispositivo mais sofisticado do universo conhecido. Ele interpreta o mundo a partir da informação que recebe, mas também segundo o significado que atribuímos a essas informações.
Uma mesma situação pode ser percebida como ameaça ou como oportunidade. Se interpretamos um desafio como injustiça ou castigo, ativamos o estresse, a fuga, o medo — e muitas vezes entramos no ciclo da vitimização. Mas se conseguimos ressignificar, perguntando “O que posso aprender com isso?”, abrimos espaço para criatividade, resiliência e superação.
As crises, inevitáveis no estágio de consciência em que nos encontramos, podem levar tanto ao adoecimento quanto ao florescimento. Estudos mostram que situações mal elaboradas podem gerar sintomas físicos, transtornos emocionais e até pensamentos suicidas — realidade que o Setembro Amarelo busca conscientizar.
Mas o cérebro também nos oferece caminhos de transformação: plasticidade neural, novos aprendizados e capacidade de adaptação.
“A interpretação é a chave que define se a crise será vivida como prisão ou como salto evolutivo”.
Se a crise é inevitável, o que podemos fazer é aprender a lidar com ela de forma mais construtiva. Algumas práticas simples podem ajudar a mudar a perspectiva:
Essas práticas não eliminam a crise, mas mudam o olhar sobre ela, abrindo espaço para resiliência, clareza e ação estratégica.
Como a lagosta que cresce, a ostra que cria pérolas, a borboleta que rompe o casulo, ou a árvore que renasce após o inverno — cada um de nós pode escolher transformar dor em sabedoria, e turbulência em renovação.
Quer saber mais como ressignificar as crises e transformá-las em oportunidades de crescimento, resiliência e renovação pessoal? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Com carinho,
Dra. Marcia Coronha, PhD
CEO do Instituto Consciência
Confira também: Neurorrígido x Neuroplástico: O Desafio para Nossa Saúde e Bem-estar
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]]>Um estudo pela Universidade de Harvard, ao longo de 80 anos, concluiu algo surpreendente: a maior fonte de felicidade e saúde na vida não é a riqueza, nem a carreira, mas sim os relacionamentos próximos. No entanto, vivemos hoje uma realidade oposta a esse achado. Pesquisas recentes mostram que o número de pessoas que afirmam não ter nenhum amigo próximo quadruplicou, desde 1990.
Ao mesmo tempo, o hábito de conviver em grupos e cultivar amizades profundas tem diminuído drasticamente. A solidão, antes vista como uma condição temporária, está se transformando em padrão cultural — e com consequências graves. Estudos apontam que o isolamento social pode ser tão prejudicial quanto fumar 15 cigarros por dia, aumentando riscos de doenças cardíacas, demência e mortalidade.
Se a ausência de conexões significativas ameaça a saúde física e emocional, fica evidente que o pertencimento deixou de ser um luxo para se tornar necessidade vital. É nesse cenário que o marketing contemporâneo, quando conduzido com propósito, assume papel de transformação: criar comunidades, restaurar laços e oferecer às pessoas algo maior do que um produto — um espaço de identidade e conexão.
Mais do que motos, a Harley-Davidson construiu uma irmandade. O consumidor não compra apenas o veículo; ele adquire o direito de fazer parte de um grupo que compartilha valores, estilo de vida e até códigos de reconhecimento. Rodar com uma Harley-Davidson é carregar uma bandeira invisível de pertencimento, onde a experiência de comunidade se sobrepõe ao produto em si.
A Nike entendeu cedo que o esporte é coletivo. Ao criar o Nike Run Club, a marca deixou de ser apenas fornecedora de tênis e roupas esportivas para se tornar organizadora de experiências que unem corredores no mundo todo. Corridas, grupos de treino e aplicativos que conectam atletas de diferentes países reforçam a ideia de que quem usa Nike não corre sozinho — corre com um movimento global.
No Brasil, a Reserva transformou a moda masculina em uma comunidade. Com campanhas irreverentes e ações sociais que envolvem diretamente seus clientes, a marca construiu um espaço no qual vestir Reserva significa participar de uma conversa cultural sobre comportamento, masculinidade contemporânea e impacto social. O consumidor deixa de ser espectador para ser parte ativa da narrativa.
Do produto ao pertencimento, esses exemplos mostram que o verdadeiro diferencial não está apenas na inovação ou na qualidade, mas na capacidade de criar vínculos. O consumidor atual busca sentir que é parte de algo maior, pois ele quer compartilhar valores, quer se reconhecer em um grupo. Ele quer viver experiências coletivas que vão além da mera compra.
Esse movimento não é exclusivo do varejo ou do lifestyle. Na área da saúde, clínicas e profissionais também podem — e devem — criar comunidades de pertencimento. Pacientes não querem ser vistos apenas como números ou consultas agendadas. Eles buscam lugares onde possam trocar experiências, aprender, cuidar de si mesmos e se sentir valorizados. Clubes de benefícios, eventos exclusivos, campanhas educativas em que os pacientes se tornam protagonistas — tudo isso fortalece vínculos emocionais e transforma a marca, de fato, em um espaço de conexão genuína.
Se os estudos de Harvard mostram que relacionamentos são o maior determinante de felicidade e saúde, então a ausência deles é um risco coletivo. E nesse contexto, o marketing pode — e deve — assumir papel transformador. Mais do que vender produtos ou serviços, as marcas que constroem comunidades de pertencimento sem dúvida oferecem ao mundo um antídoto contra a solidão. Criam tribos, histórias compartilhadas e experiências que fazem sentido.
E no final, é isso que todos buscamos: um lugar para chamar de nosso. É essa reflexão que pretendo trazer continuamente neste espaço: como o marketing pode, de forma ética e criativa, ser um agente de transformação cultural e social. Seguiremos explorando cases e insights que mostram que, quando há pertencimento, há também evolução do mercado e da sociedade.
Quer saber mais sobre as marcas que se tornaram comunidades e como o pertencimento pode, de fato, transformar clientes em verdadeiros embaixadores das marcas? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Um grande abraço,
Queila Fonini
Fundadora e CEO da Aviah Soluções Empresariais
https://www.aviah.com.br
Confira também: Transformar para Servir: Marketing Ético e Regulamentado na Saúde
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