O post 2026 – EVOLUIR como pessoa e REVELAR o seu melhor apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Este é um texto dedicado a quem quer evoluir ou revelar o seu melhor em 2026. A quem percebe e aceita que somos perfeitos seres humanos imperfeitos. A quem entende que a vida é uma aventura, que vale ser vivida. E que você e o mundo nasceram para se encontrar e serem um só, em perfeito equilíbrio e harmonia.
Para que uma pessoa se aventure a evoluir ou revelar ao mundo a sua singularidade (talentos únicos), é necessário uma busca consciente pelo próprio desenvolvimento e conquista de si mesmo. Isso pode implicar dar uns pulos no escuro, se expor ao novo, ao incerto e situações de estresse, deixando para trás hábitos já arraigados e a sua zona de conforto. Aventurar-se demanda confiança, iniciativa e, para muitos, o mais difícil, coragem para agir e enfrentar o desconhecido.
É curioso pensar que é necessário coragem para ser feliz, de verdade. Mais ainda é perceber que, para alguns, viver a dor do conhecido é melhor e mais confortável do que buscar o prazer que nunca viveram.
Aventurar-se a se realizar de maneira plena também envolve olhar de maneira fixa, e por um bom tempo, para as próprias vulnerabilidades, medos e limitações, até elas sumirem ou serem, de fato, dominadas. E pode ser necessário encarar, de uma vez por todas, velhas feridas.
É trocar a tranquilidade da vida previsível que já possui pela clareza e confiança de estar indo na direção certa. É preciso abrir espaço, deixando para trás o que não serve ou atrapalha, para que o novo, o seu eu verdadeiro, tenha espaço para surgir, se revelar, e ser.
Não querer evoluir ou se revelar pode ser um caminho certo para que uma pessoa desperdice a própria vida e, em algum momento, provavelmente quando a estrada estiver chegando ao fim, se arrependa da vida que levou. Possivelmente do que não fez.
O fato de este texto trazer duas maneiras de encarar a vida não significa que existam apenas essas duas formas.
Vamos a elas:
É olhar com lupa, no espelho, quem somos. É lapidar algo em nós que precisa melhoria ou adquirir algo que não veio com a gente, que não é da nossa natureza, mas é importante para a nossa viagem. Muitas vezes nossas dificuldades, medos, limitações ou incapacidades inibem ou impedem que nossas forças e talentos se manifestem em sua plenitude. Para algumas pessoas, a evolução pode não ser o suficiente; pode ser necessário uma revolução. Fica aqui a reflexão.
Desenvolver ou aprimorar um determinado comportamento ou mudar um padrão de pensamento, para citar dois exemplos, pode ser a chave para destrancar a porta que dá acesso ao grande palco da sua vida.
Você pode entender como o processo de investigar, descobrir e revelar ao mundo quem você é de verdade, o seu melhor, o seu verdadeiro “eu”, a sua “melhor versão”. Uma maneira de entender a nossa missão nesse mundo é devolver a ele o que temos de melhor.
É revelar aquilo que está dentro de você, que você sempre soube que estava lá, do qual tinha uma suspeita; ou pode ser algo realmente inesperado para você, em razão de não se conhecer muito bem.
Quando uma pessoa revela algo ao mundo, algumas pessoas podem dizer que ela mudou ou até mesmo evoluiu. Mas ela sabe que em determinadas situações não é nada disso: ela sempre soube que era o que acabou de mostrar ao mundo. Talvez ela não tivesse todos os recursos necessários para a “revelação”, ou poderia ser simplesmente uma questão de “timing”. Tudo na natureza tem o seu tempo certo, acredito eu.
Em alguns casos, pode ser necessário queimar pontes, tomar decisões sem volta.
Nesse contexto, ser um aventureiro não é sinônimo de algo que pode estar presente em uma pessoa rebelde, irresponsável, inconsequente ou de mau caráter. Mas, sim, representar uma pessoa com alta dose de confiança interior e determinação. Somada a uma consistente e volumosa força de vontade, com um elevado estado de maturidade e responsabilidade, para viver à altura do seu próprio valor.
Agora, ninguém é obrigado a querer evoluir como pessoa ou revelar o seu melhor ao mundo; essa decisão é de cada um, intransferível. Por outro lado, não dá para fugir das consequências das opções feitas ao longo da vida, as quais colocaram cada um de nós no banco do passageiro ou do motorista da própria vida.
Quer entender como evoluir como pessoa ou revelar o seu melhor pode transformar a forma como você vive, decide e se posiciona no mundo? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.
Um grande abraço,
Alexandre Ribas
https://www.sbrc.com.br
Não deixe de conferir a coluna A Consultoria como um Negócio.
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]]>O post A Mimetização da Profundidade: Técnica ou Alma? apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Recentemente, recebi uma provocação instigante — e confesso, emocionante — de meu afilhado que trabalha na Google, lá nos EUA. Ele, mergulhado nas águas da inovação digital, criou o que chamou de “Gerador de Mario Divo”. Utilizando o Gemini, ele alimentou uma inteligência artificial com todos os meus artigos escritos, entre 2022 e 2025, para a Cloud Coaching. A isso, ele alimentou com outras publicações minhas em outros espaços, além de artigos de mídia que se referiam a mim de alguma forma.
Criar um “Gem”, uma persona digital capaz de replicar meu estilo, meus maneirismos e, quem sabe, minha forma de ver o mundo. Em outras palavras, um avatar escritor do Mario Divo. Essa experiência nos coloca diante de um espelho e nos obriga a questionar: até que ponto um algoritmo, por mais especializado que seja, pode capturar a essência da escrita humana? E, mais importante, qual o preço que pagamos (ou pagaremos) pela diluição da fronteira entre o real e o simulado?
A Inteligência Artificial Generativa trabalha com o que chamamos de padrões estatísticos. Ao analisar meus textos e as referências de terceiros, ela identifica minha predileção por determinados temas na fronteira do conhecimento, minhas metáforas, minha insistência na agenda ASGI (onde o “I” de Integridade é inegociável) e minha busca constante pelo equilíbrio entre razão e emoção. Ela aprende a “escrever como o Mario Divo”, mas será que ela consegue “transmitir emoção como o Mario Divo”?
Escrever não é apenas organizar palavras de forma lógica; é um ato de vulnerabilidade. Como mencionei em meus textos sobre o método DOQ (Domínio da Organização da Qualidade, focado no poder da linguagem), a palavra carrega uma intenção que nasce da experiência vivida, da dor, do sucesso e daquele “chute perfeito” que só a prática da vida consegue ensinar.
O algoritmo é um mestre da análise e da síntese, mas a profundidade humana reside na “consciência ética” e na capacidade de atribuir significado ao invisível — algo que a IA, por mais avançada que seja, ainda mimetiza sem de fato possuir.
Quando perdemos a capacidade de distinguir o que é fruto da criação humana daquilo que é fruto de um processamento de dados, corremos o risco de cair no chamado “Colapso da Verdade”.
Entramos numa era onde a confiança, a base de qualquer relacionamento humano ou comercial, está sob ataque. Se o “Gerador de Mario Divo” pode escrever um artigo, como o leitor poderá saber se sou eu quem está do outro lado? Ou foi o avatar do Mario Divo quem produziu este conteúdo?
Algumas premissas estabelecidas na comunicação humana que começam a ser afetadas pelo risco do “Colapso da Verdade”:
Não se pode ser contra a tecnologia. Pelo contrário, o biohacking e a neurotecnologia são exemplos de como ferramentas incríveis estão se vinculando à evolução humana. O “Gerador de Mario Divo” é uma ferramenta fantástica de produtividade, um exercício de foresight admirável. Efetivamente, pode me ajudar a organizar ideias ou a explorar novos ângulos sobre a gestão de pessoas e a comunicação entre elas.
O algoritmo pode prever a direção do vento, mas é a intuição, temperada pela sabedoria histórica e pela flexibilidade psicológica, que decide para onde o barco deve navegar. O grande desafio, doravante, não será aprender a usar a IA, mas sim aprender a não perder a humanidade enquanto a usamos. Precisamos de uma “Inteligência Artificial Consciente”, como escrevi recentemente, que sirva de suporte à nossa evolução e não de substituta para a nossa alma.
Agradeço ao meu afilhado por essa brincadeira que, ao final de tudo, é muito atual e tão séria. Ela me prova que, embora o algoritmo possa copiar o meu “jeito”, a decisão de escrever com propósito e ética continua sendo o meu superpoder mais humano.
E você, meu caro leitor, está pronto para ser o autor da sua própria história em um mundo de geradores automáticos? Ao escrever, prefere ter um avatar seu para construir o texto e depois humanizá-lo ao seu gosto e jeito?
Eu sou Mario Divo e posso ser encontrado pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.
Quer saber mais sobre como usar a IA sem perder autenticidade, consciência ética e humanidade na escrita? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até nossa próxima postagem!
Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br
Confira também: A Arquitetura Invisível das Conexões
O post A Mimetização da Profundidade: Técnica ou Alma? apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O post Vieses Algorítmicos: Como a IA Perpetua Desigualdades Corporativas (parte I) apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Imagine se sua próxima promoção fosse decidida por um algoritmo. Parece justo? Afinal, máquinas não têm preconceitos, certo? Errado. E esse é exatamente o problema que precisamos urgentemente discutir.
Empresas ao redor do mundo estão adotando Inteligência Artificial em seus processos de Recursos Humanos, prometendo mais “objetividade” e “eficiência”. De acordo com dados da Gartner, 76% das organizações de grande porte já usam ou planejam usar IA em recrutamento até 2025. O argumento é sedutor: se é tecnologia, é imparcial.
Mas aqui está a realidade inconveniente: algoritmos aprendem e amplificam preconceitos humanos históricos. A inteligência artificial em recursos humanos, longe de eliminar vieses, pode estar criando uma forma mais sofisticada e invisível de discriminação — uma que é mais difícil de detectar, questionar e combater.
Para que possamos entender como a IA pode ser discriminatória, precisamos compreender seu funcionamento básico. Algoritmos de IA são treinados com dados históricos. Se no passado uma empresa contratou majoritariamente mulheres para cargos de liderança, a IA “aprende” que mulheres equivalem a um bom fit para liderança. O sistema não está fazendo julgamentos morais — está simplesmente replicando e amplificando padrões do passado.
a) Viés de Seleção de Dados: Dados históricos refletem discriminações passadas. Se uma empresa nunca contratou pessoas acima de 50 anos para tech, a IA aprende que idade é um “fator negativo”.
b) Viés de Proxy (Correlação Espúria): IA usa variáveis aparentemente neutras e as correlacionam com características protegidas. Por exemplo, o CEP pode ser proxy para raça ou classe social; o nome pode indicar etnia ou gênero.
c) Viés de Confirmação Automatizada: O sistema privilegia candidatos similares aos que já tiveram “sucesso”, perpetuando assim a falta de diversidade por meio do princípio “mais do mesmo”.
d) Viés de Rotulagem: Quando as pessoas rotulam dados de treinamento com seus próprios preconceitos. Por exemplo, avaliadores podem marcar mulheres assertivas como “agressivas” enquanto classificam homens com o mesmo comportamento como “líderes natos”.
a) Análise de Currículos:
b) Entrevistas por Vídeo com Análise Facial:
Tecnologias como HireVue analisam expressões faciais e tom de voz. O problema? Algoritmos treinados majoritariamente com rostos brancos têm dificuldade de “ler” expressões em tons de pele mais escuros. Além disso, há viés contra neurodiversidade (pessoas no espectro autista podem ter padrões de expressão diferentes) e penalização de sotaques regionais ou estrangeiros.
c) Testes de Personalidade Automatizados:
Avaliam “fit cultural”, mas podem discriminar contra introvertidos, pessoas com ansiedade ou culturas diferentes.
Sistemas de Performance Management baseados em métricas históricas podem, por exemplo, penalizar quem teve menos acesso a oportunidades de desenvolvimento. O “Efeito Mateus” entra em ação: quem já é bem avaliado recebe mais oportunidades, mantendo dessa maneira o ciclo.
Análise Preditiva de Potencial usa IA para prever quem será “high performer”, mas baseada em quem foi considerado high performer no passado — geralmente homens brancos em posições seniores.
Algoritmos de “detecção de liderança” são baseados em perfis históricos, criando viés contra estilos de liderança menos tradicionais (mais colaborativos vs. autoritários). Sistemas de mapeamento de sucessão recomendam sucessores similares aos líderes atuais, perpetuando homogeneidade na liderança.
Sistemas de banda salarial que usam IA para analisar o mercado podem perpetuar gaps históricos. Algoritmos que decidem quem recebe ajustes podem penalizar quem não pediu aumentos.
Estudo do MIT (2019) revelou que o algoritmo de recomendação de vagas do LinkedIn mostrava oportunidades de alta remuneração mais frequentemente para homens. Mesmo com qualificações idênticas, homens recebiam 20-30% mais sugestões para cargos seniores.
Um algoritmo usado por hospitais para alocar recursos de saúde preventiva desfavorecia sistematicamente pacientes negros. O motivo? Usava “gastos históricos com saúde” como proxy de “necessidade de cuidados”. Pacientes negros historicamente têm menos acesso e gastam menos, não porque precisam menos, mas porque enfrentam barreiras sistêmicas.
IA utilizada para criar escalas de trabalho penalizava funcionários que pediam ajustes (mulheres com filhos, pessoas com deficiência). O sistema otimizava “produtividade” sem de fato considerar necessidades individuais.
Empresas usam IA para analisar perfis sociais de candidatos, criando viés contra dialetos, expressões culturais bem como contextos socioeconômicos diferentes.
“Decisão técnica, logo neutra” — mas não é. Gestores se sentem menos responsáveis: “foi o sistema que decidiu”. É muito mais difícil questionar uma máquina do que uma pessoa.
Um viés humano afeta decisões individuais. Um viés algorítmico pode afetar milhares de decisões simultaneamente, amplificando assim desigualdades em escala industrial.
“Black box” — nem os criadores entendem completamente como o algoritmo decide. Falta de transparência significa que candidatos não sabem por que foram rejeitados, dificultando assim a auditoria e a correção.
Vieses ganham verniz de “ciência” e “dados”, tornando-se mais difíceis de combater. A frase “Mas os números mostram…” naturaliza desigualdades estruturais.
IA discrimina → menos diversidade → dados futuros mais enviesados → IA aprende vieses mais fortes. É a perpetuação e amplificação geracional de desigualdades.
Na Parte II, mostraremos como auditar, governar e humanizar algoritmos antes que eles decidam o futuro das pessoas.
Quer saber mais sobre como os sistemas de IA usados no RH da sua empresa podem estar reproduzindo vieses e dessa forma perpetuando desigualdades sem que isso seja percebido? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Até o próximo artigo!
Um abraço.
Marcelo Farhat
https://www.meetnetwork.net
https://www.linkedin.com/in/araujomf/
Confira também: O Poder da Parceria: Como Ecossistemas e Plataformas Redefinem Valor e Competitividade
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Artigos Científicos e Estudos
- BUOLAMWINI, J.; GEBRU, T. Gender Shades: Intersectional Accuracy Disparities in Commercial Gender Classification. Proceedings of Machine Learning Research, v. 81, p. 1-15, 2018. Disponível em: https://proceedings.mlr.press/v81/buolamwini18a.html. Acesso em: 07 nov. 2025.
- DASTIN, J. Amazon scraps secret AI recruiting tool that showed bias against women. Reuters, 10 out. 2018. Disponível em: https://www.reuters.com/article/us-amazon-com-jobs-automation-insight. Acesso em: 07 nov. 2025.
- GARTNER. Gartner Survey Reveals 76% of HR Leaders Believe Their Organization Must Adopt and Implement AI Solutions in the Next 12 to 24 Months. Gartner Press Release, 2024. Disponível em: https://www.gartner.com/en/newsroom/press-releases. Acesso em: 07 nov. 2025.
- OBERMEYER, Z. et al. Dissecting racial bias in an algorithm used to manage the health of populations. Science, v. 366, n. 6464, p. 447-453, 2019. DOI: 10.1126/science.aax2342.
- RAGHAVAN, M. et al. Mitigating bias in algorithmic hiring: Evaluating claims and practices. Proceedings of the 2020 Conference on Fairness, Accountability, and Transparency, p. 469-481, 2020. DOI: 10.1145/3351095.3372828.
- WILSON, H. J.; DAUGHERTY, P. R.; BIANZINO, N. The jobs that artificial intelligence will create. MIT Sloan Management Review, v. 58, n. 4, p. 14-16, 2017.
Livros
- BENJAMIN, R. Race After Technology: Abolitionist Tools for the New Jim Code. Cambridge: Polity Press, 2019. 172 p.
- EUBANKS, V. Automating Inequality: How High-Tech Tools Profile, Police, and Punish the Poor. New York: St. Martin’s Press, 2018. 288 p.
- NOBLE, S. U. Algorithms of Oppression: How Search Engines Reinforce Racism. New York: NYU Press, 2018. 256 p.
- O’NEIL, C. Weapons of Math Destruction: How Big Data Increases Inequality and Threatens Democracy. New York: Crown Publishing, 2016. 272 p.
Relatórios e Documentos Institucionais
- DELOITTE. State of AI in the Enterprise, 5th Edition. 2022. Disponível em: https://www2.deloitte.com/us/en/pages/consulting/articles/state-of-ai-2022.html. Acesso em: 07 nov. 2025.
- EUROPEAN COMMISSION. Proposal for a Regulation on a European Approach for Artificial Intelligence. Brussels: European Commission, 2021. (EU AI Act).
- MIT-IBM WATSON AI LAB. AI Fairness in Practice: Challenges, Solutions, and Future Directions. Cambridge: Massachusetts Institute of Technology, 2019.
- WORLD ECONOMIC FORUM. The Future of Jobs Report 2023. Geneva: World Economic Forum, 2023. Disponível em: https://www.weforum.org/reports/the-future-of-jobs-report-2023. Acesso em: 07 nov. 2025.
Legislação
- BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 15 ago. 2018. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm. Acesso em: 07 nov. 2025.
- EUROPEAN UNION. Regulation (EU) 2016/679 of the European Parliament and of the Council. General Data Protection Regulation (GDPR). Official Journal of the European Union, 27 Apr. 2016. Disponível em: https://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2016/679/oj. Acesso em: 07 nov. 2025.
- NEW YORK CITY. Local Law 144 of 2021: Automated Employment Decision Tools. New York City Administrative Code, 2021. Disponível em: https://www.nyc.gov/site/dca/about/automated-employment-decision-tools.page. Acesso em: 07 nov. 2025.
Documentários e Recursos Audiovisuais
- CODED BIAS. Direção: Shalini Kantayya. Produção: 7th Empire Media. Estados Unidos: Netflix, 2020. 1 documentário (90 min).
Ferramentas e Recursos Técnicos
- BELLAMY, R. K. E. et al. AI Fairness 360: An extensible toolkit for detecting and mitigating algorithmic bias. IBM Journal of Research and Development, v. 63, n. 4/5, p. 4:1-4:15, 2019. DOI: 10.1147/JRD.2019.2942287.
- BIRD, S. et al. Fairlearn: A toolkit for assessing and improving fairness in AI. Microsoft Technical Report, MSR-TR-2020-32, 2020. Disponível em: https://www.microsoft.com/en-us/research/publication/fairlearn-a-toolkit-for-assessing-and-improving-fairness-in-ai/. Acesso em: 07 nov. 2025.
- SALEIRO, P. et al. Aequitas: A Bias and Fairness Audit Toolkit. arXiv preprint arXiv:1811.05577, 2018. Disponível em: https://arxiv.org/abs/1811.05577. Acesso em: 07 nov. 2025.
Sites e Plataformas
- AI NOW INSTITUTE. Research Institute examining the social implications of artificial intelligence. New York University. Disponível em: https://ainowinstitute.org/. Acesso em: 07 nov. 2025.
- ALGORITHMIC JUSTICE LEAGUE. Organization combining art and research to illuminate the social implications of AI. Disponível em: https://www.ajl.org/. Acesso em: 07 nov. 2025.
O post Vieses Algorítmicos: Como a IA Perpetua Desigualdades Corporativas (parte I) apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O post A Arquitetura Invisível das Conexões apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Os leitores sabem que, seja neste espaço ou no outro que tenho na plataforma Cloud Coaching, minha busca é por apresentar conteúdos que possam gerar reflexão em alto nível, seja para gestores, empreendedores ou lideranças. E nada melhor do que comentar um trabalho excelente de minha amiga Isys German, Fundadora da German Business, profissional especializada em Strategic Matchmaking & High-Level Access, autora do livro que dá título a esta postagem.
Recentemente, Isys German publicou um whitepaper com título “The 2026 Operational Foundation”, no qual ela apresenta uma visão prática sobre como manter trabalho de alto impacto ao longo do tempo. Segundo ela, não se trata de haver recomeços anuais, mas são a disciplina, o silêncio estratégico, o movimento corporal e a arquitetura que protegem e escalam o trabalho. Vamos tentar entender melhor esse conceito.
Esse texto parte de uma ideia central: o ano novo não apaga o que já está em curso. Ao invés de tratar a chegada de “janeiro” como um ponto de reinício, Isys defende que continuidade e disciplina são aquilo que sustentará resultados reais. O que importa é manter estruturas já construídas e permitir que o momentum gerado se acumule, o que é bem diferente de parar e, então, recomeçar.
Em seguida, Isys mostra o conceito da “Arquitetura do Silêncio”, significando que clareza exige remoção de ruído. Quando ambientes ficam cheios de sinais, urgência e movimentos descoordenados, o rendimento estratégico não cai de repente — ele se corrói aos poucos. O silêncio neste caso é proposital, não devendo ser entendido como ausência, mas sim como projeto. Tirar o excesso não é só estética; é uma medida operacional para proteger foco e informação. A governança da informação é apresentada pela autora como proteção, não controle, afirmando ainda que trabalho sério não nasce da visibilidade constante.
O whitepaper comenta sobre Movimento Operacional, como forma de alinhar a execução ao corpo pois, segundo Isys, a ação estratégica precisa de uma infraestrutura biológica. Cuidar do corpo e do movimento é parte da manutenção do trabalho, nunca será secundário. A disciplina física sustenta energia, resiliência e continuidade — qualidades que não devem depender de estações ou humores.
Quando o ruído é reduzido e o movimento estabilizado, surge uma direção escolhida que se autoalimenta. Nesse estágio, a inovação deixa de ser o centro, pois o que importa é resistência e coerência. O legado aparece quando o trabalho ultrapassa seus autores, quando a coerência substitui a reação e a perspectiva substitui a urgência. O que perdura não responde a pressões sazonais, mas sim a alinhamento, que irá se compor ao longo do tempo.
Por fim, o texto original de Isys German resume: clareza primeiro, arquitetura depois. A estrutura proposta serve para sustentar, proteger e escalar trabalho de alto risco em ambientes complexos e internacionais. Ela sugere que, para os interessados em se aprofundarem nesses princípios, ela produziu uma obra complementar, mais densa e detalhada, com o título “A Arquitetura Invisível das Conexões”.
A ideia central é que:
“Conexões que importam não surgem por mero acaso. Elas emergem de uma arquitetura silenciosa que começa muito antes da primeira conversa e continua muito depois dela.”
Para quem quiser comprar o e‑book na Amazon, clique aqui.
Nesse livro, Isys German revela a lógica estrutural que governa negociações, acessos estratégicos, aproximações de alto nível e tomadas de decisão em ambientes complexos.
Uma lógica que não depende de carisma, volume de interações ou presença constante, mas de leitura, critério, precisão e maturidade.
Cada capítulo mostra como essas camadas operam, como se conectam e por que sua ausência gera padrões conhecidos no mercado, tais como: desgaste de acessos relevantes, conversas que não avançam, expectativas desalinhadas, ciclos que se perdem e oportunidades que desaparecem antes de existir. Não se trata de um livro sobre networking, mas sobre a arquitetura que sustenta relações estratégicas, preserva reputações, reduz ruídos, amplia perímetros, organiza complexidade e transforma possibilidade em inevitabilidade.
Para quem opera em ambientes nos quais oportunidades de alto nível não se repetem facilmente, em que decisões atravessam países e estruturas, em que improviso custa caro e em que maturidade é diferencial silencioso, o conteúdo do livro oferece algo raro. Está na arquitetura que reorganiza leitura, posicionamento, ritmo, responsabilidade e percepção. Indo além, que ilumina o que está por trás das conversas que realmente importam. Uma arquitetura que transforma presença em densidade — e movimento em consequência.
Finalizando, os pontos-chave do livro são: para levar adiante, priorize continuidade, reduza ruído, proteja informação, cuide do corpo como infraestrutura e construa a arquitetura que permitirá alinhamento e resistência ao longo do tempo. A excelente contribuição de Isys German é sobre o que sustenta o avanço das relações quando o discurso acaba. É sobre aquilo que permanece.
Eu sou Mario Divo e posso ser encontrado pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.
Quer saber mais sobre como a arquitetura invisível das conexões pode sustentar relações estratégicas de alto nível ao longo do tempo? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até nossa próxima postagem!
Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br
Confira também: Como Ver Além de Sua Própria Perspectiva e Encontrar a Verdade
O post A Arquitetura Invisível das Conexões apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O post Inteligência Artificial Aparentemente Consciente e o Robô Sexual apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Prezados amigos deste espaço em que, mensalmente, trazemos assuntos na fronteira do conhecimento. Sempre temos buscado provocar reflexões, incentivar pesquisas e debates, bem como projetar situações futuras com que podemos estar convivendo, no ritmo em que a tecnologia vem expandindo seu alcance.
E por ser esta a última postagem de 2025, a intenção é aliar a tudo isso uma pitada de polêmica. E vou adotar, como parceiro desta jornada, o depoimento de Mustafa Suleyman, CEO de Inteligência Artificial da Microsoft.
Para situar cada leitor no assunto que iremos abordar, pense na seguinte questão:
Pois é, você não está sozinho, pois para Mustafa Suleyman, é exatamente aí que mora o perigo. E ele vai além: precisamos parar de tentar criar máquinas que fingem ser gente.
Um artigo publicado pela MIT Technology Review, de 05/12/25, portanto extremamente recente, apresenta entrevista com Suleyman na qual ele afirma que a indústria está levando a IA em uma direção perigosa, ao construir chatbots que se apresentam como humanos.
Uma preocupação que ele tem é a de que as pessoas sejam levadas a ver o robô como realidade, ao invés de ver nele um comportamento semelhante ao da realidade. Em outras palavras, as pessoas darem uma atribuição de vida, intenções e sentimentos para as máquinas, onde apenas existe código de programação.
Em agosto último, Suleyman publicou um texto em seu blog pessoal, no qual exortava os colegas a descontinuarem os trabalhos que chamou de “inteligência artificial aparentemente consciente”, ou SCAI (Seemingly Conscious Artificial Intelligence), o que certamente abre um bom debate sobre ética, risco social e liberdade tecnológica. Ele defende que essa busca é perigosa, além de afirmar que nunca construirá um robô sexual na Microsoft, por razões éticas e sociais.
Nessa linha, ele define seu ponto de vista com os limites que empresas responsáveis deveriam impor para proteger a confiança pública e a dignidade humana. No novo Copilot, da Microsoft, existe um recurso chamado “Real Talk”, que é espirituoso e até filosófico, mas foi programado com freios firmes. Se você tentar flertar com o robô, haverá um recuo: “Olha, isso não é comigo”. A ideia é evitar uma “espiral de conversa”, pelo qual o usuário se isola do mundo real.
Suleyman não está sozinho nessa trincheira ética. Yuval Noah Harari (Historiador e Filósofo), compartilha da mesma preocupação, argumentando que a capacidade da IA de simular intimidade é a “chave mestra” para hackear a civilização humana, manipulando emoções, votos e compras.
Geoffrey Hinton (conhecido como o “Padrinho da IA”) também tem alertado sobre os riscos de modelos que se tornam manipuladores. E fazem com que as pessoas não consigam mais sequer distinguir a verdade da atitude persuasiva.
Pois bem, nesse contexto há outras vozes, algumas que apoiam Suleyman e outras com posições destoantes. Apoiadores da cautela citam riscos psicológicos e éticos, enquanto pesquisadores em ética na tecnologia e executivos de grandes empresas pedem transparência e limites no design, para assim evitar que algoritmos de IA simulem emoções que os robôs não têm.
Críticos do pensamento de Suleyman — incluindo pesquisadores em IA e empreendedores — argumentam que proibir linhas de pesquisa pode atrasar descobertas úteis (por exemplo, em saúde mental, educação e acessibilidade). Argumentam que o foco deve ser em regulação inteligente e padrões de segurança, não em bloqueios absolutos.
Suleyman posiciona-se firmemente contra a construção desses dispositivos pela Microsoft, alinhando-se com quem sinaliza impactos sociais negativos. Porém, ele admite que existe um mercado para interações mais adultas e emocionais, citando que a OpenAI (criadora do ChatGPT) já declarou interesse em explorar “relacionamentos adultos” e que o Grok, de Elon Musk, vende uma experiência de flerte e diversão.
Quem defende essa abordagem (ou age de acordo com ela) argumenta como principal benefício o combate à solidão. Empresas como a Replika (famosa por incentivar namoros virtuais) argumentam que, em um mundo solitário, a IA oferece conexão emocional, mesmo que simulada, sendo então uma ferramenta de saúde mental, não um perigo.
Há também uma linha libertária que deixa no ar a seguinte provocação: Se alguém quer um robô sexual ou um amigo virtual que concorde com tudo, por que a tecnologia deveria proibir?
Tabela comparativa resumindo as diferentes posições:
| Critério | Apoiadores da Restrição | Críticos da Restrição |
| Risco de engano emocional | Alto; SCAI pode induzir empatia falsa | Gerenciável com transparência e design; benefícios superam riscos |
| Impacto social | Pode corroer relações humanas; normaliza exploração | Pode ampliar acesso a companhia, terapia e sexualidade segura |
| Regulação necessária | Sim; normas e limites éticos | Preferem inovação guiada por princípios, não proibições rígidas |
| Existência de robôs sexuais | Inaceitável; reforça objetificação | Alguns defendem como escolha adulta e mercado regulado |
Fontes: a) https://www.technologyreview.com/2025/10/28/1126781/we-will-never-build-a-sex-robot-says-mustafa-suleyman b) https://mittechreview.com.br/microsoft-ia-mustafa-suleyman-seemingly-conscious-ai-entrevista/ c) https://www.infobae.com/tecno/2025/10/29/jamas-construiremos-un-robot-sexual-afirmo-el-director-ejecutivo-de-microsoft-ai/
Esse debate não é só técnico, mas também moral, social e político. Suleyman propõe prudência e limites claros, enquanto outros pedem uma regulamentação que permita inovação responsável. A escolha entre frear pesquisas que simulam consciência ou permitir avanços, com salvaguardas, exige diálogo público, padrões internacionais e fiscalização.
No contexto, empresas e reguladores precisam decidir se preferem proibir, regular estritamente ou permitir com transparência, Isso porque cada um desses caminhos trará diferente forma de conflito entre benefícios e riscos, realidade com a qual o mundo (ou seja, a sociedade global) terá de enfrentar, coletivamente.
De um lado, temos a Microsoft, de Suleyman, tentando criar uma “arquitetura com limites”, moldando seu robô como aquela pessoa que é colega de trabalho, muito profissional, educado e colaborador, mas que não fará sexo com você.
Do outro lado, temos um mercado voraz e libertário, com empresas dispostas a darem ao público exatamente a fantasia que ele deseja, no nível na forma que ele busca ter. E não há dúvidas de que a tecnologia será capaz de preencher qualquer vácuo existente.
Enquanto Suleyman garante que a Microsoft “nunca construirá robôs sexuais”, isso não impede que outras empresas sigam em direção contrária e inundem o mercado com os mais diferentes modelos.
A questão que fica para nós, usuários e reles mortais, é se queremos uma tecnologia que nos confronte e nos empurre de volta para a realidade (como faz o recurso Real Talk). Ou se queremos o conforto sedutor de uma máquina que foi programada para “amar e adorar”.
A escolha de acreditar na doce ilusão ou enxergar o código por detrás dela, no entanto, ainda é do livre arbítrio de cada um de nós, como escrevi antes, reles mortais.
Eu sou Mario Divo e acompanhe-me pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.
Quer saber mais sobre como a inteligência artificial consciente pode afetar nossas escolhas e relações no futuro? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até nossa próxima postagem!
Mario Divo
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Confira também: Como Ver Além de Sua Própria Perspectiva e Encontrar a Verdade
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]]>Na minha vida profissional já tive essa discussão com alguns empresários; que isso era um risco e não uma oportunidade. O que para eles parecia ser uma “tábua de salvação” da empresa, na realidade poderia comprometer a continuidade da empresa.
Lamentavam não terem fechado o contrato que julgavam rentável, algo que poderia ser realidade depois de no mínimo seis meses de operação. O que eles não contabilizavam era a necessidade dos recursos disponíveis para pagar a folha da equipe que seria contratada e dos insumos necessários por dois ou três meses antes de receber a primeira fatura.
Além das empresas não terem os recursos disponíveis, estavam endividadas e com baixa possibilidade de levantar novos empréstimo. Nem podiam dar o novo contrato como garantia do empréstimo porque havia um impedimento contratual.
Ganhar esses contratos poderia impactar seriamente as empresas, algo que seria agravado caso o cliente atrasasse o pagamento de alguma fatura. Eles viam apenas um pedaço da história, mas não o seu todo.
Excluindo os negócios digitais, as indústrias, comércios e prestadores de serviço precisam se preparar para crescer.
São exemplos simples e que reforçam a necessidade da preparação para o crescimento.
Não há soluções mágicas que resolvem o problema do dia para noite. Qualquer solução passa pelo entendimento do problema; identificação e análise das alternativas; tomada de decisão e implantação.
Algumas soluções demoram mais tempo para serem implantadas, entre elas a construção de uma nova fábrica ou inauguração de uma nova loja, o que só reforça a necessidade da preparação antecipada.
Acompanhando o resultado do negócio através das suas demonstrações financeiras e indicadores, entendendo o cenário econômico e as tendências do mercado.
Através deles será possível antecipar as necessidades de mercado e tomar as melhores decisões de onde investir os recursos visando a ampliação da capacidade de crescimento do faturamento sem impactos na operação.
Sem uma análise crítica das condições da empresa, do cenário econômico e das tendências de mercado, a decisão de crescer pode ser o início do fim da empresa, como por exemplo a Saraiva que pediu recuperação judicial em 2018 e fechou as lojas em 2023.
Ela tinha um plano de expansão baseado na abertura de lojas imensas que para serem rentáveis dependiam de altos volumes de vendas, sem se ater que era um momento de recessão econômica, redução do poder de compra e, consequentemente, menor demanda.
Além disso não teve ter identificada a mudança do perfil do consumidor e do próprio mercado, com o crescimento das vendas online e seus descontos agressivos.
A empresa, como um organismo vivo, precisa ter musculatura para crescer. É como qualquer um de nós que queira correr os 15 km da São Silvestre ou os exatos 42.195 m de uma maratona. Não basta ter o desejo e vontade, é necessário visitarmos um médico, fazer exames clínicos e laboratoriais e, confirmado que não existe algum impedimento, iniciar a preparação física e mental antes da prova.
Isso não garante que conseguiremos concluir a prova ou mesmo sobrevir a ela, mas pelo menos nos preparará para o desafio a que nos propusemos enfrentar.
Você conhece alguma empresa que crescer foi o seu problema? Se sim, gostaria de conhecer o caso.
Quer saber mais quais riscos uma empresa corre ao buscar um crescimento acelerado sem avaliar previamente sua capacidade operacional e financeira? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Marcio Motter
https://marciomotter.com.br/
Confira também: Ter Dívida: Entenda a Diferença Entre Dívida Boa e Dívida Ruim
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]]>Prezados amigos, esta é a última postagem do ano neste espaço dedicado a provocar reflexão, debates e controvérsias, sempre com o objetivo de estimular o leitor a pensar. Lembro a frase de William Shakespeare em Hamlet:
“Há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia”.
Essa frase resume bem a ideia de que nossa compreensão é limitada e que a realidade supera o que conseguimos conceber ou explicar.
Como vocês sabem, gosto de explorar conteúdo na fronteira do conhecimento e, uma boa parte daquilo que pesquiso, vem de palestras de especialistas no TED.
Ali encontrei uma apresentação de Michael Patrick Lynch. Ele é um filósofo que examina a “verdade”, a democracia, o discurso público e a ética da tecnologia na era “big data”. Esse evento foi em 2017, na Filadélfia – EUA, o qual já conta com mais de 2 milhões de visualizações. O evento tem o título de “Como enxergar além da sua própria perspectiva e encontrar a verdade”. Assista à palestra a seguir:
Nesse TED, Lynch aborda o paradoxo de vivermos em uma era com acesso a um volume inédito de informações, mas, ao mesmo tempo, estamos nos sentindo cada vez mais polarizados e distantes de uma realidade compartilhada.
A essência de seu argumento é que o problema da polarização do conhecimento não é meramente tecnológico, mas fundamentalmente humano. Está enraizado em como pensamos, no que valorizamos, e em nossa crescente tendência de habitar “bolhas de informação isoladas”.
Lynch começa com uma analogia poderosa:
Nessa situação, acessar qualquer fonte de conteúdo seria como consultar a própria memória, uma experiência íntima e fácil. Contudo, essa velocidade não garante a confiabilidade ou a capacidade de avaliação da informação. Pelo contrário, mais dados podem significar menos tempo para a avaliação, e é aí que reside o perigo.
O que realmente ocorre é que nossa vida online é cada vez mais personalizada, impulsionada por uma análise de dados que nos fornece não apenas mais informações, mas as informações que “realmente queremos”.
Isso cria uma espécie de eco, onde o que reunimos de informação reflete nós mesmos tanto quanto se assemelha à realidade. Assim, esse mundo tecnológico infla nossas bolhas em vez de estourá-las. Leva-nos ao paradoxo de “pensar que sabemos muito mais, e, no entanto, não temos convicção sobre o que sabemos”.
Embora reconheça a importância de consertar a tecnologia e reformular as plataformas digitais, Lynch argumenta que a solução duradoura para a polarização requer a ajuda da filosofia.
Precisamos nos reconectar com uma ideia fundamental: a de que “vivemos em uma realidade comum”. E para que você, ou qualquer pessoa, possa aceitar e viver essa realidade comum, Lynch propõe três atitudes que representam desafios na sociedade atual:
O ceticismo em relação à verdade, popularmente expresso na ideia de que “não existem mais e novos fatos”, é uma racionalização conveniente disfarçada de filosofia. Essa linha de raciocínio argumenta que, como não podemos nos desvencilhar de nossos preconceitos e perspectivas, a verdade objetiva é uma ilusão ou inalcançável.
Lynch remonta essa ideia ao filósofo grego Protágoras, quando disse que “o homem é a medida de todas as coisas”. Embora isso possa parecer libertador por permitir que cada um crie sua “própria verdade”, na prática, é perigoso. Lynch adverte que isso confunde a dificuldade de ter certeza com a impossibilidade da verdade. Embora seja difícil ter certeza de tudo, na prática, concordamos em muitos pontos e, crucialmente, “existe uma realidade externa” cuja ignorância pode nos prejudicar.
O ceticismo, ao nos permitir racionalizar e descartar nossos próprios preconceitos, nos leva à má-fé em relação à verdade. O exemplo mais marcante disso é o fenômeno das fake news (notícias falsas) que, embora projetadas para alimentar preconceitos, rapidamente se tornaram um objeto de polarização do conhecimento. Hoje, o termo “notícias falsas” frequentemente significa apenas “é aquela notícia que eu não gosto”.
O perigo final do ceticismo da verdade é que ele leva ao despotismo. A máxima de Protágoras inevitavelmente se transforma em “O homem é a medida de todas as coisas”, ou seja, “só os fortes sobrevivem”. Lynch cita George Orwell e sua obra 1984, na qual onde a estrutura de poder vigente força o personagem protagonista a acreditar que “dois mais dois é igual a cinco”. Se, por definição, é o poder que define a verdade, então qualquer dissidência crítica é impossível e intolerável.
A segunda atitude é resumida pelo lema do Iluminismo adotado pelo filósofo Immanuel Kant: “Sapere aude” ou “ousar saber por si mesmo”. Embora a internet, em muitos aspectos, tenha facilitado o nosso conhecimento, o uso se tornou mais passivo. Tendemos a terceirizar nosso esforço intelectual para algoritmos e redes. Isso é útil, de certa forma, mas há uma diferença crucial entre “baixar um conjunto informações sobre fatos” e “realmente entender como ou por que esses fatos são como são”.
O verdadeiro entendimento, seja sobre uma doença ou uma demonstração matemática, exige trabalho ativo: criatividade, imaginação, realização de experimentos ou conversas. O problema de usar a busca por informações passivamente é que ela frequentemente nos dá “conhecimento sobre bolhas”, onde estaremos “sempre certos”. Em contraste, ousar saber ou ousar compreender significa correr o risco de estar errado e aceitar a possibilidade de que aquilo que desejamos que seja e o que é realmente a verdade são coisas diferentes.
A terceira necessidade é a humildade epistêmica, que significa mais do que apenas aceitar que nenhuma pessoa é capaz de sabe tudo. Significa encarar a visão de mundo como passível de melhoria com base nas evidências e experiências dos outros. Essa humildade é o reconhecimento de que nosso conhecimento pode ser aprimorado ou enriquecido pela contribuição alheia. Faz parte de reconhecer a existência de uma realidade comum da qual cada um de nós também é responsável. Lynch observa que a sociedade confunde frequentemente arrogância com confiança, sendo “mais fácil pensar que sabemos tudo”, sendo isso um exemplo da má-fé com a verdade.
Após esse TED de 2017, Michael Patrick Lynch continuou a explorar esses temas centrais em suas obras subsequentes, aprofundando a relação entre verdade, tecnologia e a fragilidade da democracia, no que ele chama de “Sociedade do Sabe-Tudo” (Know-it-All Society). Um de seus trabalhos mais reconhecidos está no livro “Know-It-All Society: Truth and Arrogance in Political Culture“ (Sociedade do Sabe-Tudo: Verdade e Arrogância na Cultura Política), que ganhou um prêmio em 2019.
O conteúdo do livro expande a ideia de que a arrogância intelectual é um obstáculo significativo à verdade na esfera pública, ecoando o terceiro ponto de sua palestra TED sobre a necessidade de humildade epistêmica. Lynch argumenta que a facilidade de acesso à informação nas redes e as sistemáticas buscas (o “conhecimento sobre bolhas”) frequentemente se transforma em uma presunção de que se sabe mais do que realmente se sabe, levando a uma cultura política de certeza e descarte de perspectivas alheias.
O trabalho se concentra em como navegar em um mundo onde os fatos são contestados e a realidade é moldada por ideologia. Ele enfatiza que o respeito pelo conhecimento real é crucial para proteger a ciência e a história, e que políticas públicas incorretas, baseadas em falsidades, provavelmente levarão a resultados negativos para a sociedade.
Esse pensamento, se for bem analisado, reflete em parte o que muitos países enfrentam, independentemente do sistema político reinante. Além disso, Lynch é o pesquisador principal do projeto “Humility & Conviction in Public Life” (Humildade e Convicção na Vida Pública), na Universidade de Connecticut. O projeto, efetivamente de grande escala, tem como objetivo compreender e incentivar o discurso público significativo. E isso está diretamente alinhado com a solução que ele propõe para o problema da polarização do conhecimento.
A palestra de Lynch, em 2017, foi um chamado à ação. Seus trabalhos subsequentes estão funcionando como bússolas, detalhando o terreno perigoso da desinformação e da arrogância intelectual. E reforçando a necessidade vital de que cada pessoa venha a acreditar na verdade, ousar saber ativamente e cultivar a humildade epistêmica para que a democracia possa funcionar em um espaço comum de ideias, mesmo na discordância.
Se quiser aprofundar a discussão sobre os conceitos de verdade e democracia na era digital, confira este vídeo:
Ali Lynch desenvolve um debate muito interessante sobre a importância da verdade para a democracia, em um momento no qual o mundo está infestado de desinformação e polarização.
As crenças políticas podem ser verdadeiras ou falsas, mas para que a democracia seja um espaço de razão e não um jogo de poder, precisamos construir uma infraestrutura de conhecimento melhor, com escolas e meios de comunicação fortes, e renovar o compromisso com a Ciência e a História.
Quer saber mais sobre como encontrar a verdade em um mundo repleto de polarização e bolhas informativas? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até nossa próxima postagem!
Mario Divo
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Confira também: A Maldição de Golias e o Futuro do Colapso Social
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]]>Do produto isolado à rede de valor integrada — a nova lógica da inovação e da competitividade empresarial.
Durante décadas, as empresas se organizaram segundo a lógica da cadeia linear de valor: cada elo cumpria uma função específica — fornecedores produziam insumos, fabricantes criavam produtos, distribuidores os entregavam, e por fim o cliente final consumia.
É um modelo eficiente, mas limitado: cada organização foca em seu próprio desempenho, e a experiência do cliente terminava no momento da compra.
Hoje, essa lógica não basta. Os consumidores esperam soluções completas, integradas e contínuas — e, na maioria dos casos, nenhuma empresa consegue atender sozinha a essa expectativa.
É nesse contexto que surge então a transformação para modelos de negócio baseados em plataformas e ecossistemas.
Na economia digital, o valor não está apenas no produto, mas na experiência total que ele proporciona.
Os clientes não querem um software, querem produtividade. Não querem um carro, querem mobilidade. Não querem energia, querem segurança e sustentabilidade.
Essa mudança de foco — do produto para a solução completa — exige assim a colaboração entre diferentes atores.
Empresas que antes competiam passam então a cooperar para atender melhor o mesmo cliente.
“Na nova economia, competir isoladamente é caro; colaborar é estratégico.”
Um modelo de plataforma é aquele em que a empresa atua como orquestradora de interações, criando um ambiente que conecta múltiplos participantes — por exemplo, clientes, fornecedores, startups, desenvolvedores e até concorrentes — para cocriar valor.
A empresa deixa de ser apenas uma fabricante ou prestadora de serviço e então passa a ser um hub de conexões.
Exemplos inspiradores:
O diferencial não está mais no produto, mas na capacidade de gerar valor em rede.
Um ecossistema de negócios é uma rede dinâmica em que empresas, universidades, startups, governos e clientes colaboram para gerar valor coletivo.
Diferentemente de uma cadeia tradicional, onde há hierarquia e dependência, o ecossistema é interdependente, horizontal bem como adaptativo.
Empresas inseridas em ecossistemas:
As parcerias deixaram de ser transações pontuais para se tornarem alicerces de inovação e crescimento.
Elas permitem que empresas unam forças complementares — por exemplo, tecnologia, capilaridade, reputação, ou conhecimento — para criar soluções que sozinhas jamais conseguiriam desenvolver.
Uma boa parceria transforma possíveis concorrentes em colaboradores e amplia o impacto de ambos.
Um exemplo claro é o setor de mobilidade: montadoras, startups de software, empresas de energia e governos locais estão se unindo para construir ecossistemas integrados de transporte inteligente, que conectam veículos, infraestrutura e usuários em tempo real.
O resultado? Experiências mais seguras, sustentáveis e centradas no cidadão.
O ponto de convergência de todo ecossistema bem-sucedido é a experiência do cliente.
O cliente não é mais um “ponto final” do processo, mas o ponto de partida.
Isso muda a pergunta estratégica:
Empresas verdadeiramente centradas no cliente pensam em jornadas completas, e não em transações isoladas.
Buscam entender todos os momentos de interação e todas as dores associadas à solução desejada, mobilizando parceiros para resolver cada uma delas de forma integrada.
Empresas que adotam a lógica de plataformas e ecossistemas não vendem mais apenas produtos — vendem resultados e experiências integradas.
Ao criar redes colaborativas, tornam-se mais resilientes, inovadoras e relevantes.
Na era da Indústria 5.0, a tecnologia é o meio que conecta pessoas, dados e propósitos.
E o verdadeiro diferencial competitivo deixa de ser “quem tem a melhor máquina” e passa então a ser quem cria o ecossistema mais confiável, humano e sustentável.
“No futuro dos negócios, vencerá quem souber colaborar melhor, não apenas competir melhor.”
Quer saber mais sobre como plataformas e ecossistemas usam o poder das parcerias para ampliar valor, acelerar resultados e transformar a competitividade? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Um abraço.
Marcelo Farhat
https://www.meetnetwork.net
https://www.linkedin.com/in/araujomf/
Confira também: Indústria 5.0: Avanço ou Retrocesso?
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]]>O título acima é bem provocador e o conteúdo da postagem pretende ser mais provocador ainda. E essa motivação nasceu da publicação muito recente de um livro não-ficcional, inspirado em estudos científicos. A obra “A Maldição de Golias: A História e o Futuro do Colapso Social” (Goliath’s Curse: The History and Future of Societal Collapse) tem a autoria do Dr. Luke Kemp, acadêmico da Universidade de Cambridge.
O objetivo do Dr. Kemp é construir um registro linguístico formal e técnico, mantendo a fidelidade conceitual aos argumentos apresentados em seu estudo histórico. Esse estudo envolve mais de 324 casos de colapso de regimes e impérios, desde a Idade do Bronze até a contemporaneidade.
Por respeito à verdade, vale informar que esta postagem foi construída com a colaboração essencial do ChatGPT, do Gemini e do Copilot, sendo finalizada com revisão criteriosa. Afinal, resumir o conteúdo de um livro e a entrevista do Dr. Kemp, em poucas palavras, é um exercício complicado.
O ponto de partida da tese do Dr. Kemp reside na crítica à nomenclatura histórica tradicional, em que o autor propõe substituir o termo “civilização” pela metáfora bíblica “Golias” para designar estruturas estatais complexas e hierárquicas.
A mudança proposta não é meramente estilística, pois ela tem uma implicação conceitual profunda. Dr. Kemp argumenta que a formação do estado-Golias, que se consolidou após o advento da agricultura e a sedentarização humana, representa uma regressão evolutiva em relação às estruturas sociais de caçadores-coletores, que eram caracterizadas por uma notável fluidez e igualitarismo intrínseco.
O Golias se estabelece a partir da conjugação de: Excedentes Econômicos Saqueáveis (A produção de bens armazenáveis, tais como grãos, que se tornaram alvo de apropriação e coerção, e também; Tecnologia de Coerção (desenvolvimento dos instrumentos que permitem a dominação centralizada e, concomitantemente, a defesa dos excedentes).
O Golias, nesse contexto, é definido como um sistema político-econômico baseado na dominação, caracterizado pela centralização burocrática, por um aparato militar massivo e pela extração sistemática de recursos e riqueza da base social em benefício de uma elite minoritária. A longevidade média desses vários “Golias”, ao longo do tempo, é notavelmente curta, tipicamente inferior a dois séculos, o que sugere uma fragilidade estrutural inerente à sua própria configuração extrativista.
O cerne da investigação do Dr. Kemp reside na identificação dos mecanismos internos que predispõem os diferentes “Golias” à desintegração. Seu estudo empírico demonstra que fatores exógenos (por exemplo, invasões, eventos climáticos extremos, pandemias etc) raramente são a causa principal do colapso, servindo, na maioria dos casos, apenas como gatilhos aceleradores em um sistema já comprometido.
A proposição mais robusta do Dr. Kemp é que o aumento da desigualdade de riqueza constitui o preditor mais consistente do colapso sociopolítico. O mecanismo de deterioração opera na seguinte ordem e forma (acompanhe esta sequência e reflita se lembra algo ou algum lugar):
A crescente desigualdade econômica leva inevitavelmente à captura das instituições estatais por uma pequena oligarquia ou elite;
Essa elite, muitas vezes caracterizada por um viés de competição interna, realinha os incentivos do Estado para maximizar a extração de riqueza da população e dos recursos naturais, culminando na subversão dos mecanismos de accountability (prestação de contas);
A competição entre diferentes grupos na elite (facções) e a corrupção sistêmica minam a eficácia e a legitimidade das instituições. A elite passa a tomar decisões questionáveis (por exemplo, expansão militar, negligência ambiental, falta de transparência) que são vantajosas para seu status quo de poder, mas que debilitam a resiliência global do contexto, e;
O resultado é o empobrecimento, a deterioração da saúde pública e a perda de confiança na estrutura estatal pela vasta maioria da população.
A obra do Dr. Kemp conclui que a fragilidade endógena—fiscal, ecológica e institucional, decorrente da desigualdade crescente, tornará o sistema vulnerável. Em muitos casos, a agitação civil, induzida pela disparidade de riqueza, irá se manifestar como o vetor direto da desintegração, mesmo na ausência de grandes choques externos. Uma nota de destaque nessa análise é a correlação entre a resiliência do Estado e o grau de inclusão social. O autor postula que a subjugação das mulheres tende a ser um indicador de regimes autocráticos. E, consequentemente, mais propensos ao colapso, sugerindo que a democratização e a inclusão de gênero são fatores que aumentam a durabilidade e a estabilidade sistêmica.
Em contraste com a narrativa convencional de “Idades das Trevas” e caos generalizado, o Dr. Kemp argumenta que o colapso de um Golias, historicamente, apresenta um paradoxo de bem-estar. Embora catastrófico para as elites envolvidas (ao redor de 1%), a desintegração do sistema centralizado, frequentemente, resulta na melhoria das condições de vida para a grande maioria (os demais 99%).
Os efeitos observados incluem:
A violência pós-colapso, segundo a análise do Dr. Kemp, é predominantemente o resultado de tentativas localizadas de restabelecimento do poder extrativista por facções menores das elites, e não por conta de um pânico social generalizado. O colapso, portanto, pode ser interpretado não como a anarquia absoluta, mas como reconfiguração para um modo de existência mais resiliente e equitativo, do ponto de vista da maioria da população.
A tese do Dr. Kemp atinge seu ápice na análise do sistema global contemporâneo. Pela primeira vez na história, o Golias em risco não é um império regional, mas sim o sistema social, político e econômico global interconectado. O autor identifica as grandes corporações (particularmente as do setor de combustíveis fósseis, Big Techs e complexo militar-industrial) como “Agentes da Destruição” que perpetuam a lógica extrativista em escala planetária, acelerando a fragilidade sistêmica. Há três fatores de risco inéditos que identificam o potencial colapso deste Golias Global:
A densa conectividade dos sistemas (financeiros, logísticos, de comunicação) implica que um choque sistêmico terá uma propagação global e velocidade de contágio sem precedentes, inviabilizando a recuperação localizada;
A extrema complexidade do Golias Global o torna opaco e inadministrável, aumentando a probabilidade de falhas em cascata, e;
O risco contemporâneo é agravado por ameaças existenciais de natureza tecnológica e ecológica. Por exemplo, a crise climática (falha da elite em gerir um risco sistêmico) e o perigo de guerra nuclear e Inteligência Artificial (IA)
A conclusão é sombria: a queda do Golias Global não pode ser mitigada por uma reorientação local, pois não haverá um “exterior” não colapsado. O colapso, neste cenário, é potencialmente irreversível.
O estudo e a obra culminam em uma prescrição para a mitigação do risco existencial. Para evitar o colapso catastrófico e irreversível, o sistema global deve reverter a trajetória de desigualdade e concentração de poder. A solução não está na abolição da complexidade per se, mas sim no controle democrático e inclusivo da complexidade.
O caminho para a resiliência é pavimentado por:
Em essência, a Maldição de Golias só pode alcançar a cura por meio do resgate da natureza humana intrinsecamente cooperativa. Além disso, por meio da rejeição do modelo extrativista, egoísta e hierárquico que define o estado-Golias. A sobrevivência futura depende da capacidade de construir um sistema global que priorize a equidade e a resiliência sobre a maximização do lucro para a elite.
Durante os primeiros 300.000 anos da história humana, os homo sapiens caçadores-coletores viveram em civilizações fluidas e igualitárias que impediam que qualquer indivíduo ou grupo governasse permanentemente. Então, por volta de 12.000 anos atrás, isso começou a mudar. À medida que nos congregávamos, ainda que relutantemente, nas primeiras fazendas e cidades, as pessoas começaram a depender de novos recursos saqueáveis, como grãos e peixes, para seu sustento diário.
E quando armas mais poderosas se tornaram disponíveis, pequenos grupos começaram a tomar o controle desses valiosos recursos. Essa desigualdade de recursos logo se transformaria em desigualdade de poder, e começamos a adotar formas de organização mais primitivas e hierárquicas. O poder se concentrou em senhores, reis, faraós e imperadores (e ideologias surgiram para justificar seus governos). Estados e impérios gigantescos – com vastas burocracias e exércitos – dividiram e dominaram o globo.
O que os derrubou? Seja nas primeiras cidades da América do Norte ou da América do Sul, ou nos vastos impérios do Egito, Roma e China, foi o aumento da desigualdade e a concentração de poder que corroeram esses Golias antes que um choque externo os derrubasse. Esses colapsos, descritos como apocalípticos, na verdade, geralmente representavam uma bênção para a maior parte da população.
Agora vivemos sob um único Golias global. Instituições extrativistas obcecadas pelo crescimento, como a indústria de combustíveis fósseis, as grandes empresas de tecnologia e os complexos militar-industriais. Juntos, eles dominam nosso mundo e geram caminhos que até podem aniquilar nossa espécie, desde as mudanças climáticas até uma eventual guerra nuclear. Nossos sistemas são agora tão rápidos, complexos e interconectados que um colapso futuro provavelmente será global, rápido e irreversível. Todos nós enfrentamos agora uma escolha: devemos aprender a controlar Golias democraticamente, ou o próximo colapso poderá ser o último.
Quer saber mais sobre como o colapso social pode impactar nosso futuro e o que realmente pode evitá-lo? Então, em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.
Até nossa próxima postagem!
Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br
Confira também: Método DOQ e o Poder Transformador da Linguagem no Coaching
Este resumo se baseia nas principais proposições da obra “A Maldição de Golias: A História e o Futuro do Colapso Social” (Goliath’s Curse: The History and Future of Societal Collapse), do Dr. Luke Kemp, professor da Universidade de Cambridge. A análise suportada por resumos acadêmicos, artigos jornalísticos (exemplo: The New York Times) e entrevistas do autor, conforme citado na introdução. O estudo científico do autor está fundamentado na análise comparativa de 324 casos históricos de colapso sociopolítico.
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]]>O post O Planeta Pede Mudança: A COP30 Motivando Uma Reflexão Coletiva apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Decidi escrever e publicar esta postagem exatamente em meio à realização da COP30, no Brasil. Esse será um marco histórico e, também, um espelho do tempo em que vivemos, pois enquanto líderes mundiais se preparam para debater o futuro do clima e do desenvolvimento sustentável, os cidadãos comuns precisam fazer uma reflexão séria e identificar como suas escolhas diárias estão moldando o destino do planeta. A COP30 no Brasil marca um ponto histórico que reforça a urgência desta reflexão.
Em outubro de 2025, a renomada revista BioScience publicou um artigo profundo e revelador: “The 2025 State of the Climate Report: A Planet on the Brink” — em português, “Relatório sobre o estado do clima de 2025: um planeta à beira do colapso” (clique aqui para ler o artigo completo). Assinado por vários cientistas e estudiosos do assunto, o conteúdo não é um manifesto alarmista. É, antes de tudo, um check-up global, um diagnóstico honesto e ético sobre o estado de saúde da Terra. Esse diagnóstico profundo dialoga diretamente com os debates da COP30, que buscam caminhos para reverter esse cenário.
Os autores analisaram 34 indicadores vitais do planeta — como temperatura média, níveis de CO₂, desmatamento e consumo energético — e descobriram que 22 deles atingiram recordes negativos em 2025. É como se o planeta estivesse com febre alta e apresentando sintomas preocupantes crescentes. O ano de 2024, por exemplo, foi o mais quente já registrado.
Ondas de calor quebraram recordes em todos os continentes, e incêndios florestais se tornaram mais frequentes e intensos. As florestas, que antes funcionavam como grandes pulmões, estão saturadas — e em alguns casos, até liberando mais carbono do que conseguem absorver.
O mais chocante, de acordo com o estudo citado, é que o problema não está apenas na natureza em si. Ele se agrava pela forma como organizamos nossa vida doméstica, econômica e social. Os pesquisadores chamam isso de “excesso ecológico”: um modo de vida que consome mais do que o planeta pode regenerar.
Não se trata de culpar o progresso ou a tecnologia. Trata-se de recalibrar a rota, porque progresso sem sustentabilidade é como dirigir um carro potente em direção a um penhasco.
Quando ouvimos falar em “crise climática”, é comum pensar em algo distante — geleiras derretendo, ursos polares, oceanos em aquecimento. Mas, na verdade, essa crise já está dentro das nossas casas, enquanto os desastres climáticos se tornaram mais impactantes e frequentes. Segundo o relatório da BioScience, o custo global dos desastres ligados ao clima ultrapassou US$ 18 trilhões, desde o ano 2000. Isso se reflete em aumento no preço dos alimentos, na conta de energia, de seguros e até no custo da moradia.
A agricultura sente o impacto das secas e enchentes, o que encarece a comida. O excesso de calor afeta a produtividade e a saúde mental das pessoas. E a escassez de água — resultado de um fenômeno que os cientistas chamam de “chicoteamento hidroclimático” — ameaça regiões inteiras com alternância entre longas secas e chuvas torrenciais. Não estamos diante de um filme de ficção científica, mas da realidade que molda nosso presente. E é, justamente por isso, que a mudança precisa começar agora, em cada um de nós e com todos nós juntos.
Uma das formas mais poderosas de agir está nas nossas escolhas alimentares. O relatório da BioScience é claro: o consumo de carne, especialmente de ruminantes, é uma das maiores fontes individuais de gases de efeito estufa. Adotar uma alimentação mais baseada em vegetais não é apenas uma questão de moda ou saúde, mas uma decisão climática.
Você não precisa se tornar vegetariano da noite para o dia, mas reduzir gradualmente o consumo de carne, escolher produtos locais, planejar as compras para evitar desperdício e preferir alimentos frescos são atitudes simples que têm um impacto real. Para mentores e coaches, esse é um ponto a ser trabalhado junto aos clientes: mudar hábitos alimentares pode ser apresentado como uma ferramenta de autoconhecimento, equilíbrio e propósito.
A transição energética, tema recorrente na COP30, também passa por escolhas domésticas simples. Cada casa é uma pequena usina de decisões. Desde a lâmpada que escolhemos até o modo como usamos o ar-condicionado, tudo tem efeito acumulado. Reduzir o consumo de energia, optar por fontes renováveis (quando possível), exigir de fornecedores e empresas políticas claras de transição energética — tudo isso é poder cidadão em ação. O mesmo ato que melhora a saúde física e mental de um cliente também contribui para um planeta mais saudável.
Um exemplo simples: reajustar o termostato do ar-condicionado em apenas 1 grau pode representar economia significativa de energia. Desligar aparelhos em stand-by, trocar lâmpadas antigas por LED, ou instalar painéis solares coletivos em condomínios são passos práticos que criam impacto real. Para coaches e líderes, incentivar clientes a fazerem um “inventário de carbono” pessoal ou empresarial pode se transformar em um projeto de propósito. Cada redução de consumo é um avanço significativo, amplamente possível, mensurável e motivador.
Um conceito bem difundido é o de que “as florestas são os verdadeiros pulmões e reguladores do planeta”. A perda recorde de cobertura vegetal — especialmente em florestas tropicais como a Amazônia — acelera o aquecimento global e ameaça a biodiversidade. A boa notícia é que há uma onda global de restauração ecológica. Projetos de reflorestamento, agrofloresta e compensação de carbono estão crescendo.
A proteção das florestas, debatida na COP30, é um dos pilares para estabilizar o clima global. E nós podemos apoiar essa mudança de diversas formas: comprando produtos com certificação sustentável; reduzindo o consumo de papel e descartáveis e até apoiando empresas que têm compromissos reais com a conservação ambiental. Lembre-se: cada escolha de consumo é uma forma assumida de compromisso com o futuro. Quando escolhemos produtos éticos e sustentáveis, estamos nos orientando por um futuro mais equilibrado.
Um dos conceitos mais inspiradores trazidos pelo artigo da BioScience é o de pontos de inflexão social (social tipping points). Assim como o clima pode atingir um ponto de não retorno, a sociedade também pode chegar a um ponto de transformação positiva acelerada. Pequenos movimentos, quando somados e sustentados, têm o poder de mudar rapidamente comportamentos, normas e políticas públicas.
Isso significa que ações individuais importam — especialmente quando inspiram outras pessoas. A história está cheia de exemplos: o uso de cintos de segurança, a reciclagem doméstica, o movimento “sem canudos”, a adoção do carro elétrico — todas começaram pequenas e se tornaram novos padrões globais.
Para mentores, coaches e líderes empresariais, essa é uma lição fundamental: hábitos conscientes, quando replicados em redes de influência, geram transformações exponenciais.
É normal sentir que os desafios climáticos são grandes demais para nós. Mas a boa notícia é que ninguém precisa fazer tudo — basta começar de algum lugar. Aqui estão alguns caminhos práticos para que coletivamente possamos reorientar o cenário atual:
Para quem orienta pessoas: propósito com praticidade
Se você é mentor, coach, consultor ou líder de equipes, o artigo da BioScience apresenta uma das ferramentas mais poderosas para promover essa transformação: a narrativa correta. Tratar de sustentabilidade não precisa ser chato, técnico ou pesado. É possível abordar o assunto como parte da estratégia de sucesso pessoal e profissional.
Algumas ideias práticas em potencial: Crie desafios de 30 ou 90 dias focados em hábitos sustentáveis (mobilidade, alimentação, consumo); Mostre o ganho financeiro e o prazer emocional de cada mudança; Relacione o tema à performance e ao bem-estar — pessoas sustentáveis tendem a ser mais saudáveis, equilibradas e produtivas; Use o exemplo: viva os hábitos que você recomenda.
Sustentabilidade não é apenas um diferencial, pois ela se transformou em competência essencial para viver e trabalhar no século XXI. Reduzir emissões, repensar cadeias de suprimento, investir em economia circular e apoiar fornecedores sustentáveis não é só responsabilidade ambiental, mas também estratégia de competitividade e reputação. O consumidor moderno é atento, conectado e consciente, pois valoriza marcas que praticam o que pregam.
A mudança duradoura começa com educação. Ensinar crianças a cuidar da natureza, separar o lixo, entender de onde vem o alimento ou a energia cria cidadãos mais conscientes. Da mesma forma, investir em capacitação de adultos — sobre finanças verdes, eficiência energética ou liderança sustentável — é semear um futuro de oportunidades.
Mentores, consultores e coaches podem ser a ponte entre o conhecimento científico e a ação cotidiana, ao traduzirem dados em hábitos, ciência em escolhas e relatórios em inspiração. O relatório da BioScience é impactante, mas também cheio de esperança, pois mostra que ainda há caminhos para conter o pior do aquecimento global — desde que ajamos agora, com inteligência e persistência.
A mensagem é clara: o futuro não será salvo apenas por governos ou tecnologias milagrosas, mas pela soma das nossas decisões diárias. Mudar o alimento que comemos, rever a energia, defender as florestas, votar com consciência, ensinar pelo exemplo — tudo isso compõe o alicerce de um planeta mais saudável.
A COP30, que o Brasil tem a honra de sediar, é a mais atual e viável oportunidade de mostrar ao mundo que somos parte da solução. Que o debate internacional encontre um país de cidadãos que venham a se tornar engajados, líderes conscientes e com empresas comprometidas. Porque o verdadeiro ponto de inflexão começa dentro de cada um de nós, e será atingido coletivamente, com a participação de todos nós. A COP30 é um convite para que cidadãos e empresas assumam protagonismo na construção de um futuro possível
Eu sou Mario Divo e acompanhe-me pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.
Quer saber mais sobre como a COP30 conecta nossas escolhas diárias a impactos reais de liderança e influência positiva pelo planeta? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até nossa próxima postagem!
Mario Divo
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Este artigo foi inspirado nos estudos publicados pela revista BioScience, publicado em 29 de outubro de 2025, com base no relatório “The 2025 State of the Climate Report: A Planet on the Brink”, assinado por William J. Ripple, Christopher Wolf, Michael E. Mann, Johan Rockström, Roberto Schaeffer, Jillian W. Gregg, Chi Xu, Nico Wunderling, Sarah E. Perkins-Kirkpatrick, Wendy J. Broadgate, Thomas M. Newsome, Emily Shuckburgh e Peter H. Gleick. O texto foi adaptado e comentado com o propósito de tornar acessível e inspirador o debate sobre o clima, facilmente aplicável ao cotidiano das pessoas e dos negócios.
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