Empreendedorismo - Cloud Coaching https://www.cloudcoaching.com.br/topicos/empreendedorismo/ Tue, 17 Feb 2026 13:38:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://www.cloudcoaching.com.br/wp-content/uploads/2023/10/cropped-favicon-1-32x32.png Empreendedorismo - Cloud Coaching https://www.cloudcoaching.com.br/topicos/empreendedorismo/ 32 32 165515517 Código de Defesa do Contribuinte: O que vem por aí https://www.cloudcoaching.com.br/codigo-de-defesa-do-contribuinte-lei-complementar-225-2026/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=codigo-de-defesa-do-contribuinte-lei-complementar-225-2026 https://www.cloudcoaching.com.br/codigo-de-defesa-do-contribuinte-lei-complementar-225-2026/#respond_68502 Tue, 17 Feb 2026 12:20:29 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=68502 Descubra o que muda com o Código de Defesa do Contribuinte, instituído pela Lei Complementar nº 225/2026, quem pode ser classificado como devedor contumaz, os critérios legais e como a nova lei impacta empresas, benefícios fiscais e estratégias tributárias.

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Código de Defesa do Contribuinte:
Saiba o que vem por aí com a Lei Complementar nº 225/2026

No dia 09 de janeiro de 2026 foi publicada a Lei Complementar nº 225, que instituiu o Código de Defesa do Contribuinte. Ela estabelece, de acordo com seu artigo 1º, normas gerais relativas aos direitos, às garantias, aos deveres e aos procedimentos aplicáveis ao sujeito passivo, contribuinte ou responsável, junto à administração tributária. A grande novidade é a introdução de conceitos relativos a “contribuintes bons pagadores” e “devedor contumaz”.

De acordo com a legislação, a identificação dos contribuintes “bons pagadores e cooperativos” será determinada por meio de lei ou regulamento próprio. Se assim classificados, eles terão acesso a canais de atendimento simplificados para orientação e regularização.

Ainda, a nova legislação considera o sujeito passivo cujo comportamento fiscal se caracteriza pela inadimplência substancial, reiterada e injustificada de tributos, como sendo um “devedor contumaz”. Vale destacar que, para a caracterização de um devedor contumaz, é necessária a presença cumulativa dos 3 elementos. São eles:

  • inadimplência substancial;
  • inadimplência reiterada e
  • inadimplência injustificada.

A lei define os elementos da seguinte forma:

  • inadimplência substancial: os créditos tributários em situação irregular atingem ou superam R$ 15 milhões e ultrapassam 100% do patrimônio conhecido do contribuinte;
  • inadimplência reiterada: manutenção dos créditos irregulares por pelo menos 4 períodos consecutivos de apuração ou 6 períodos alternados, no prazo de 12 meses; e
  • inadimplência injustificada: a ausência de motivos objetivos que afastem a configuração da contumácia. Na esfera estadual, distrital e municipal, cada ente definirá tais critérios em sua própria legislação, com aplicação subsidiária dos valores e critérios acima na ausência de lei própria.

A lei também destaca que, para a configuração da inadimplência substancial e reiterada, a situação irregular do crédito tributário caracteriza-se pela:

  • ausência de patrimônio conhecido em montante igual ou superior ao valor principal do débito; ou
  • não ocorrência de moratória, depósito do seu montante integral ou garantia idônea, parcelamento ou medida judicial que suspenda a exigibilidade do crédito tributário.

Outro ponto importante é que a lei esclarece que também considerará devedor contumaz o sujeito passivo que integre, como parte relacionada, pessoa jurídica baixada ou declarada inapta nos últimos 5 (cinco) anos, com créditos tributários em situação irregular em valor igual ou superior a R$ 15 milhões, inscritos ou não em dívida ativa da União, ou que mantenha a qualificação de devedora contumaz.

Haverá um processo administrativo fiscal para a identificação e caracterização do contribuinte como devedor contumaz. A autoridade fiscal deverá indicar os créditos tributários que dão causa ao enquadramento como devedor contumaz e fundamentar a decisão, com indicação dos fatos e das provas que justificam a medida.

Por sua vez, o contribuinte terá um prazo de 30 dias, contado a partir da data da notificação, para regularizar a situação dos créditos tributários, ou apresentar defesa com efeito suspensivo, assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa em face da notificação prévia de caracterização como devedor contumaz.


Ocorre que o efeito suspensivo obtido com a apresentação da defesa não se assegura nos casos em que o contribuinte incorrer em uma das seguintes hipóteses:

  • tiver sido constituído como pessoa jurídica utilizada para a prática de fraude, conluio ou sonegação fiscal, inclusive em proveito de terceiras empresas;
  • tiver participado, segundo evidências, de organização constituída com o propósito de não recolher tributos ou de burlar os mecanismos de cobrança de créditos fiscais, inclusive por meio de emissão de documentos fiscais que relatem operações fictícias ou cessão de créditos inexistentes ou de terceiros;
  • utilizar como insumo, produzir, comercializar ou armazenar mercadoria roubada, furtada, falsificada, adulterada ou objeto de contrabando ou descaminho;
  • for fraudulentamente constituída, gerida, dirigida ou administrada por interpostas pessoas que não sejam os verdadeiros sócios ou acionistas;
  • inexistir, de fato, no local em que declara ter o seu domicílio fiscal; ou
  • no caso de pessoa física, seja na condição de contribuinte ou corresponsável, deliberadamente ocultar bens, receitas ou direitos, inclusive por parte de pessoa jurídica da qual seja sócia, acionista ou administradora de forma ostensiva ou oculta.

Após o término do processo, quando a autoridade competente caracterizar o contribuinte como devedor contumaz, poderá aplicar, isolada ou cumulativamente, as seguintes medidas:

  • impedimento de fruição de quaisquer benefícios fiscais;
  • participação em licitações da administração pública;
  • formalização de vínculos com a administração pública (autorização, licença, habilitação, etc.); e
  • propositura de recuperação judicial ou de seu prosseguimento.

Se houver pagamento ou negociação das dívidas, o processo administrativo será encerrado, no caso do pagamento integral das dívidas; ou suspenso, se houver alguma negociação que implique em pagamento parcelado das dívidas.


Destacamos que, além do acima exposto, a referida lei instituiu também programas de conformidade tributária e aduaneira no âmbito da Receita Federal. São eles:

  • Programa de Conformidade Cooperativa Fiscal (Confia);
  • Programa de Estímulo à Conformidade Tributária (Sintonia); e
  • Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (Programa OEA).

Se você tiver alguma dúvida, por favor, entre em contato conosco, teremos o maior prazer em responder!


Gostou do artigo?

Quer saber como o Código de Defesa do Contribuinte, instituído pela Lei Complementar nº 225/2026, pode impactar sua empresa e sua estratégia tributária? Então,  entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Desejamos a você muito sucesso e até o próximo encontro!

Mária Pereira Martins de Carvalho
https://www.pnst.com.br/profile/maria-pereira-martins-de-carvalho

Confira também: Mudanças nos Benefícios Fiscais – Lei Complementar nº 224/2025

Palavras-chave: Código de Defesa do Contribuinte, devedor contumaz, inadimplência substancial, processo administrativo fiscal, benefícios fiscais, Lei Complementar 225, Lei Complementar nº 225/2026, Lei 225/2026, contribuintes bons pagadores, inadimplência reiterada e injustificada, créditos tributários em situação irregular, programas de conformidade tributária

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Vieses Algorítmicos: Como a IA Perpetua Desigualdades Corporativas (parte II) https://www.cloudcoaching.com.br/vieses-algoritmicos-como-a-ia-perpetua-desigualdades-corporativas-parte-2/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=vieses-algoritmicos-como-a-ia-perpetua-desigualdades-corporativas-parte-2 https://www.cloudcoaching.com.br/vieses-algoritmicos-como-a-ia-perpetua-desigualdades-corporativas-parte-2/#respond_68498 Mon, 16 Feb 2026 13:20:26 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=68498 Entenda como enfrentar vieses algorítmicos no RH exige auditoria, governança e responsabilidade humana. Conheça soluções técnicas, práticas organizacionais e caminhos regulatórios para usar IA com ética, transparência e justiça corporativa.

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Vieses Algorítmicos: Como a IA Perpetua Desigualdades Corporativas (parte II de II)
Análise sobre como sistemas de IA em RH podem discriminar sem que percebamos

Dando continuidade à parte I (leia aqui) sobre a análise de como os sistemas de IA em RH podem discriminar sem que percebamos, vamos então concluir com uma chamada à ação sob o aspecto de que a IA em RH não é vilã nem heroína — é ferramenta.


7. O Que Pode Ser Feito? Soluções e Boas Práticas


7.1 No Nível Técnico

Auditoria Algorítmica: Testes regulares de viés em diferentes grupos demográficos, análise de disparate impact (impacto desproporcional). Ferramentas disponíveis: AI Fairness 360 (IBM), Fairlearn (Microsoft), What-If Tool (Google).

Dados Diversos e Representativos: Garantir que dados de treinamento incluam diversidade real. Não usar apenas dados históricos enviesados. Aplicar técnicas de balanceamento de dataset.

Explicabilidade (XAI – Explainable AI): Usar modelos mais interpretáveis quando possível, documentar fatores de decisão e permitir que humanos entendam o ‘por quê’.

Técnicas de Debiasing

  • Pre-processing: limpar vieses dos dados de entrada;
  • In-processing: ajustar algoritmo durante treinamento;
  • Post-processing: corrigir outputs enviesados.

7.2 No Nível Organizacional

Governança de IA: Criar comitês de ética em IA, incluir diversidade de perspectivas e estabelecer políticas claras de uso responsável.

Transparência: Informar candidatos/funcionários quando IA é usada, garantir direito de explicação sobre decisões e, além disso, possibilidade de contestação com revisão humana.

Humanos no Loop (Human-in-the-Loop): IA deve ser utilizada como ferramenta de apoio, mas não como decisor único. Revisão humana de decisões críticas e empoderamento de pessoas para que possam questionar o sistema.

Treinamento: Educar RH sobre vieses algorítmicos, desenvolver consciência crítica sobre limitações da tecnologia e, além disso, não terceirizar responsabilidade ética para máquinas.


7.3 No Nível Regulatório/Legal

Legislações Emergentes:

  • LGPD (Brasil): direito a não ser submetido a decisões automatizadas;
  • GDPR (Europa): direito a explicação do resultado;
  • EU AI Act: classificação de risco de sistemas de IA;
  • NYC Local Law 144: auditoria obrigatória de ferramentas de contratação automatizadas.

Responsabilização: Empresas devem ser responsáveis por discriminação algorítmica, assim como já são por discriminação humana. Por isso, são necessárias políticas claras, ações de compliance e mecanismos de prestação de contas sobre a análise de imparcialidade dos sistemas de IA.


8. O Paradoxo: IA Pode Reduzir Vieses?


O Lado Otimista

Sim, IA BEM FEITA pode ajudar:

  • Remover informações identificadoras (blind hiring);
  • Analisar padrões de linguagem enviesada em descrições de vaga;
  • Detectar inconsistências em avaliações humanas;
  • Expandir pool de candidatos além de networks tradicionais;
  • Monitorar equidade salarial em tempo real.

Exemplos Positivos:

  • Textio: IA que reescreve descrições de cargos para eliminar linguagem enviesada;
  • GapJumpers: auditoria cega para habilidades, não currículos;
  • Pymetrics: jogos neurocientíficos que avaliam competências sem viés de background.

Mas…

Esses sistemas funcionam porque foram INTENCIONALMENTE desenhados para combater vieses. Não acontece automaticamente. Requer vigilância constante e, sem dúvida, atualização.


9. Conclusão — Chamada à Ação


A IA em RH não é vilã nem heroína, mas uma ferramenta. O problema não é a tecnologia em si, mas a ilusão de que ela nos isenta de responsabilidade moral. Vieses algorítmicos são, em última análise, vieses humanos sistematizados e amplificados.

Não podemos terceirizar justiça para algoritmos. A responsabilidade por equidade, diversidade e inclusão continua, sem dúvida alguma, sendo humana, ética e política — não técnica.

  1. Sua empresa usa IA em processos de RH? Você sabe como funciona?
  2. Já questionou decisões automatizadas que pareciam injustas?
  3. Como líder/profissional de RH/coach, você está de fato preparado para identificar e combater vieses algorítmicos?
  4. Que papel você pode desempenhar na criação de sistemas mais justos?

Gostou do artigo? 

Quer saber mais sobre como combater vieses algorítmicos no RH e usar IA com responsabilidade, transparência bem como justiça nas decisões corporativas? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Até o próximo artigo!

Um abraço.

Marcelo Farhat
https://www.meetnetwork.net
https://www.linkedin.com/in/araujomf/

Confira também: Vieses Algorítmicos: Como a IA Perpetua Desigualdades Corporativas (parte I)


Palavras-chave: vieses algorítmicos no RH, IA em RH, discriminação algorítmica, governança de IA, equidade e diversidade, como combater vieses algorítmicos no RH, auditoria algorítmica em recrutamento, IA ética em processos de RH, human-in-the-loop em decisões automatizadas, explicabilidade em sistemas de IA corporativos

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

* Artigos Científicos e Estudos
BUOLAMWINI, J.; GEBRU, T. Gender Shades: Intersectional Accuracy Disparities in Commercial Gender Classification. Proceedings of Machine Learning Research, v. 81, p. 1-15, 2018. Disponível em: https://proceedings.mlr.press/v81/buolamwini18a.html. Acesso em: 07 nov. 2025.
DASTIN, J. Amazon scraps secret AI recruiting tool that showed bias against women. Reuters, 10 out. 2018. Disponível em: https://www.reuters.com/article/us-amazon-com-jobs-automation-insight. Acesso em: 07 nov. 2025.
GARTNER. Gartner Survey Reveals 76% of HR Leaders Believe Their Organization Must Adopt and Implement AI Solutions in the Next 12 to 24 Months. Gartner Press Release, 2024. Disponível em: https://www.gartner.com/en/newsroom/press-releases. Acesso em: 07 nov. 2025.
OBERMEYER, Z. et al. Dissecting racial bias in an algorithm used to manage the health of populations. Science, v. 366, n. 6464, p. 447-453, 2019. DOI: 10.1126/science.aax2342.
RAGHAVAN, M. et al. Mitigating bias in algorithmic hiring: Evaluating claims and practices. Proceedings of the 2020 Conference on Fairness, Accountability, and Transparency, p. 469-481, 2020. DOI: 10.1145/3351095.3372828.
WILSON, H. J.; DAUGHERTY, P. R.; BIANZINO, N. The jobs that artificial intelligence will create. MIT Sloan Management Review, v. 58, n. 4, p. 14-16, 2017.

* Livros
BENJAMIN, R. Race After Technology: Abolitionist Tools for the New Jim Code. Cambridge: Polity Press, 2019. 172 p.
EUBANKS, V. Automating Inequality: How High-Tech Tools Profile, Police, and Punish the Poor. New York: St. Martin's Press, 2018. 288 p.
NOBLE, S. U. Algorithms of Oppression: How Search Engines Reinforce Racism. New York: NYU Press, 2018. 256 p.
O'NEIL, C. Weapons of Math Destruction: How Big Data Increases Inequality and Threatens Democracy. New York: Crown Publishing, 2016. 272 p.

* Relatórios e Documentos Institucionais
DELOITTE. State of AI in the Enterprise, 5th Edition. 2022. Disponível em: https://www2.deloitte.com/us/en/pages/consulting/articles/state-of-ai-2022.html. Acesso em: 07 nov. 2025.
EUROPEAN COMMISSION. Proposal for a Regulation on a European Approach for Artificial Intelligence. Brussels: European Commission, 2021. (EU AI Act).
MIT-IBM WATSON AI LAB. AI Fairness in Practice: Challenges, Solutions, and Future Directions. Cambridge: Massachusetts Institute of Technology, 2019.
WORLD ECONOMIC FORUM. The Future of Jobs Report 2023. Geneva: World Economic Forum, 2023. Disponível em: https://www.weforum.org/reports/the-future-of-jobs-report-2023. Acesso em: 07 nov. 2025.

* Legislação
BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 15 ago. 2018. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm. Acesso em: 07 nov. 2025.
EUROPEAN UNION. Regulation (EU) 2016/679 of the European Parliament and of the Council. General Data Protection Regulation (GDPR). Official Journal of the European Union, 27 Apr. 2016. Disponível em: https://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2016/679/oj. Acesso em: 07 nov. 2025.
NEW YORK CITY. Local Law 144 of 2021: Automated Employment Decision Tools. New York City Administrative Code, 2021. Disponível em: https://www.nyc.gov/site/dca/about/automated-employment-decision-tools.page. Acesso em: 07 nov. 2025.

*Documentários e Recursos Audiovisuais
CODED BIAS. Direção: Shalini Kantayya. Produção: 7th Empire Media. Estados Unidos: Netflix, 2020. 1 documentário (90 min).

*Ferramentas e Recursos Técnicos
BELLAMY, R. K. E. et al. AI Fairness 360: An extensible toolkit for detecting and mitigating algorithmic bias. IBM Journal of Research and Development, v. 63, n. 4/5, p. 4:1-4:15, 2019. DOI: 10.1147/JRD.2019.2942287.
BIRD, S. et al. Fairlearn: A toolkit for assessing and improving fairness in AI. Microsoft Technical Report, MSR-TR-2020-32, 2020. Disponível em: https://www.microsoft.com/en-us/research/publication/fairlearn-a-toolkit-for-assessing-and-improving-fairness-in-ai/. Acesso em: 07 nov. 2025.
SALEIRO, P. et al. Aequitas: A Bias and Fairness Audit Toolkit. arXiv preprint arXiv:1811.05577, 2018. Disponível em: https://arxiv.org/abs/1811.05577. Acesso em: 07 nov. 2025.

*Sites e Plataformas
AI NOW INSTITUTE. Research Institute examining the social implications of artificial intelligence. New York University. Disponível em: https://ainowinstitute.org/. Acesso em: 07 nov. 2025.
ALGORITHMIC JUSTICE LEAGUE. Organization combining art and research to illuminate the social implications of AI. Disponível em: https://www.ajl.org/. Acesso em: 07 nov. 2025.

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ELA NÃO SE CALA: O Custo Invisível do Silêncio Emocional nas Empresas  https://www.cloudcoaching.com.br/ela-nao-se-cala-o-custo-invisivel-do-silencio-emocional-nas-empresas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ela-nao-se-cala-o-custo-invisivel-do-silencio-emocional-nas-empresas https://www.cloudcoaching.com.br/ela-nao-se-cala-o-custo-invisivel-do-silencio-emocional-nas-empresas/#respond_68357 Fri, 06 Feb 2026 13:20:28 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=68357 O silêncio emocional tem um custo invisível que adoece pessoas dentro das empresas. Entenda como microagressões, assédio sofisticado e culturas tóxicas levam ao autoabandono profissional e por que a saúde emocional se torna responsabilidade das empresas.

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ELA NÃO SE CALA: O Custo Invisível do Silêncio Emocional nas Empresas 

Durante muito tempo fomos treinados para ser profissionais exemplares. Chegar antes do horário, sair depois, não reclamar, não levar nada para o lado pessoal, engolir desconfortos com educação e chamar isso de maturidade. Hoje, olhando com mais consciência, eu me pergunto se não demos esse nome bonito para algo que, na prática, era autoabandono.


Nos últimos meses lancei no meu canal do YouTube a minissérie “Ela Não Se Cala”.


São dez episódios curtos, em formato vertical, como um diário íntimo. A protagonista, Clara, é o retrato de milhares de profissionais que vemos todos os dias: competente, dedicada, estudiosa, apaixonada pelo que faz.

Ela conquista o emprego que sonhou durante anos e, pouco a pouco, começa a desaparecer dentro dele. Nada explode, nada vira escândalo. Não há gritos nem agressões explícitas. O que existe é muito mais perigoso: microagressões, silêncios estratégicos, exclusões elegantes, ironias travestidas de brincadeira, críticas em público disfarçadas de orientação. É, sem dúvida, o tipo de ambiente que adoece sem deixar prova. E a pergunta que não sai da cabeça é: quantas Claras existem hoje dentro da sua empresa?

Ainda imaginamos o assédio como algo escancarado, grosseiro, fácil de identificar. Mas o que mais destrói atualmente é o assédio sofisticado. É não ser chamada para reuniões importantes, é ter um arquivo que “some” justamente na sua vez, é ouvir correções na frente de todo mundo, receber elogios atravessados, perceber o grupo de WhatsApp ficar em silêncio quando você entra.

Nada documentado, nada oficialmente denunciável. Tudo sentido. O mais cruel é quando a própria pessoa começa a duvidar de si mesma. Será que estou exagerando? Será que o problema sou eu? Esse é o início do adoecimento emocional.

Na série, Clara começa a cortar o almoço para ganhar tempo, passa a comer em frente ao computador sem nem perceber o gosto da comida, abandona a academia, para de atender a mãe, se afasta dos amigos. E chama isso de foco.


Quantas pessoas você conhece vivendo exatamente assim?


Quando o corpo treme, chamamos de estresse. Quando falta ar, chamamos de ansiedade. E quando não dormimos, chamamos de fase. Mas o corpo está dizendo algo muito simples: isso aqui não está saudável. Só que aprendemos a silenciar o corpo para continuar cabendo.

Em 2026, a NR-1 amplia oficialmente o olhar sobre os riscos psicossociais no trabalho. Isso muda completamente o jogo. Saúde emocional deixa de ser um tema “fofo” e passa a se, de fato, responsabilidade organizacional.

Não é sobre oferecer yoga na sexta-feira ou então colocar uma mesa de frutas na copa. É sobre cultura, sobre liderança, sobre a forma como as pessoas são tratadas, sobre metas possíveis, comunicação honesta e limites claros. A série “Ela Não Se Cala” antecipa essa conversa sem juridiquês, sem palestra, sem manual, apenas mostrando o que acontece quando ninguém pode falar.

Em um dos episódios, Clara tem um insight que considero fundamental: emoção não é fraqueza, emoção é dado. Medo mostra risco, raiva mostra limite ultrapassado, cansaço mostra excesso, tristeza mostra perda de sentido. Líder que ignora emoção toma decisão ruim. Líder que sabe ler emoção antecipa crise. Simples assim.

No último episódio, Clara diz uma frase que resume tudo: “Eu não vou mais me abandonar pra caber.” Essa frase dói porque é espelho. Quantas pessoas estão se abandonando hoje para caber em culturas que não as respeitam? Quantos líderes continuam normalizando o adoecimento em nome do resultado?

Eu criei “Ela Não Se Cala” porque o burnout está sendo romantizado, o silêncio virou estratégia de sobrevivência, o medo virou rotina e a liderança está ficando cada vez mais dura, enquanto o humano fica cada vez mais invisível. A série está disponível gratuitamente no YouTube porque acredito que conversa transforma mais do que cartilha.


No fim, não é sobre fragilidade. É sobre consciência. Não é sobre parar de trabalhar, é sobre parar de se abandonar. Porque, no final das contas, o maior risco psicossocial não é a pressão. É achar normal viver sem sentir.


Se esse texto te atravessou, então ele não foi escrito em vão. Compartilhe com quem decide cultura, metas e modelos de liderança na sua organização.


Gostou do artigo?

Quer entender melhor como a minissérie “Ela Não Se Cala” revela comportamentos silenciosos que a liderança ainda normaliza — sem perceber que eles estão adoecendo pessoas todos os dias e criando assim um custo invisível para a saúde emocional no trabalho? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Até a próxima!

Leila Navarro
Palestrante Internacional, Futurista Humanista, Especialista em Liderança Sensorial e Inteligência Humana na Era da IA. Autora de 16 livros traduzidos para diversos idiomas, astronauta análoga certificada e referência latino-americana em presença, comportamento e futuro do trabalho.
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Confira também: RH Fora do Eixo: Por Que os Líderes Precisam Recuperar o Norte na Era da Inteligência Artificial

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Gestão Integrada como Sustentação da Liderança em Tempos de Incerteza https://www.cloudcoaching.com.br/gestao-integrada-como-sustentacao-da-lideranca-em-tempos-de-incerteza/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=gestao-integrada-como-sustentacao-da-lideranca-em-tempos-de-incerteza https://www.cloudcoaching.com.br/gestao-integrada-como-sustentacao-da-lideranca-em-tempos-de-incerteza/#respond_68176 Tue, 27 Jan 2026 13:20:21 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=68176 Em tempos de incerteza, liderança exige mais do que estratégia isolada. Descubra como a gestão integrada conecta estratégia, execução, pessoas, cultura e governança para sustentar decisões, reduzir desalinhamentos e fortalecer negócios ao longo do tempo.

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Gestão Integrada como Sustentação da Liderança em Tempos de Incerteza

Vivemos um tempo em que a complexidade deixou de ser exceção e passou a ser o pano de fundo permanente das decisões empresariais. Instabilidade geopolítica, tensões econômicas globais, mudanças regulatórias frequentes e margens cada vez mais pressionadas formam um cenário que não admite improviso contínuo nem liderança solitária.

Neste início de 2026, torna-se evidente que muitos negócios não enfrentam dificuldades por falta de estratégia, inteligência ou esforço. O que se revela, de forma cada vez mais clara, é uma fragilidade menos visível e mais profunda: a fragmentação da gestão. Estratégias bem formuladas que não se traduzem em execução consistente. Lideranças competentes que atuam de forma desconectada. Decisões corretas isoladamente, mas incoerentes quando observadas como um todo.

A gestão integrada surge, nesse contexto, não como uma tendência conceitual, mas como um critério de sobrevivência e sustentação do negócio.

Empresas resilientes não são aquelas que acertam sempre, mas aquelas que conseguem sustentar decisões ao longo do tempo, mesmo quando o ambiente externo muda. E essa sustentação não nasce da genialidade individual de um empresário nem da centralização excessiva do poder decisório. Ela emerge da capacidade de empresários, gestores e líderes atuarem como um verdadeiro time conectado, alinhado por uma visão comum e por uma leitura sistêmica do negócio.


Para mim, a gestão integrada, na prática, é quando estratégia, execução, pessoas, cultura e governança preventiva deixam de competir por atenção e passam a se reforçar mutuamente.


É quando decisões estratégicas não morrem no papel, porque encontram estrutura, clareza de papéis, maturidade emocional e responsabilidade compartilhada para se materializarem. É quando a cultura deixa de ser um discurso aspiracional e passa a orientar escolhas concretas, inclusive as difíceis.

Esse modelo exige um tipo específico de liderança. Não a liderança heroica, que centraliza e resolve tudo, mas a liderança estratégica e humanizada, capaz de sustentar tensão, ouvir com profundidade, integrar perspectivas distintas e tomar decisões conscientes dos impactos sistêmicos que produzem. Uma liderança que entende que governar um negócio hoje não é apenas definir rumos, mas criar condições para que esses rumos sejam percorridos com coerência.

Em contextos instáveis, torna-se comum observar organizações que reforçam controles financeiros, revisam custos e redesenham planos estratégicos. Esses movimentos são necessários, mas insuficientes quando realizados de forma isolada. Sem integração, eles tendem a gerar efeitos colaterais: desgaste de pessoas-chave, conflitos silenciosos entre áreas, decisões contraditórias e uma sensação difusa de perda de direção.

A gestão integrada atua justamente nesse espaço invisível onde muitos negócios se fragilizam: entre o que se decide no topo e o que acontece no dia a dia; entre a intenção estratégica e a experiência real das pessoas; entre o desejo de crescimento e a capacidade estrutural de sustentá-lo. É ali que os riscos mais relevantes se formam, não por falhas técnicas, mas por desalinhamentos não tratados.


Quando empresários, gestores e líderes desenvolvem a capacidade de pensar e agir de forma integrada, algo importante acontece: o negócio ganha coerência.


As prioridades ficam mais claras. As decisões deixam de ser reativas e passam a ser mais conscientes. Os conflitos não desaparecem, mas são tratados com maturidade. A confiança deixa de depender de pessoas específicas e passa a ser sustentada pelo sistema.

Esse é um processo que exige tempo, consciência e disposição para rever modelos mentais. Exige abandonar a ilusão de controle absoluto e substituir a centralização por alinhamento. Exige reconhecer que liderança não se exerce apenas pelo cargo, mas pela qualidade das conexões que se constroem dentro da organização.

Em um cenário em que o futuro é menos previsível, a vantagem competitiva deixa de estar apenas na estratégia escolhida e passa a residir na capacidade da empresa de se manter integrada enquanto executa, aprende e ajusta sua rota. Não se trata de buscar o caminho perfeito, mas de construir um caminho possível, coerente e menos tortuoso.

Ao final, a gestão integrada não promete estabilidade em um mundo instável. Ela oferece algo mais valioso: clareza suficiente para decidir, estrutura suficiente para executar e maturidade suficiente para sustentar escolhas ao longo do tempo. E, em tempos como os que vivemos, isso não é apenas gestão. É liderança em sua forma mais responsável.


Talvez, no fundo, a pergunta mais importante não seja sobre cenários globais ou modelos de gestão, mas sobre postura.


O que cada um de nós pode fazer, hoje, para tornar o dia a dia da sua equipe mais saudável, as relações mais honestas e as decisões mais responsáveis?

Um mundo melhor não se constrói apenas por grandes discursos ou estratégias sofisticadas, mas por escolhas cotidianas, feitas com consciência, respeito e humanidade. É nas pequenas atitudes, na forma como ouvimos, decidimos e conduzimos pessoas, que a harmonia começa a se formar, dentro das empresas e além delas.

Que este novo ano nos convide a liderar com mais presença, mais empatia e mais responsabilidade. Que sejamos mais humanos em nossas atitudes e decisões, para que possamos colher, juntos, um ambiente de trabalho mais íntegro, relações mais equilibradas e um mundo mais harmonioso para se viver.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como a gestão integrada sustenta decisões, fortalece a liderança e traz coerência em tempos de incerteza? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.

Desejo a todos um feliz e abençoado ano!

Graziela Heusser Azeredo
https://www.linkedin.com/in/grazielaheusserazeredo/

Confira também: Quando o Ciclo se Fecha: A Travessia da Sucessão em Empresas Familiares

Palavras-chave: gestão integrada, liderança em tempos de incerteza, decisões estratégicas, integração entre estratégia e execução, governança e cultura organizacional, como a gestão integrada fortalece a liderança, liderança estratégica em cenários instáveis, alinhamento entre estratégia e execução nas empresas, gestão integrada para reduzir riscos organizacionais, liderança humanizada e gestão integrada

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Mudanças nos Benefícios Fiscais – Lei Complementar nº 224/2025 – Você está preparado? https://www.cloudcoaching.com.br/mudancas-nos-beneficios-fiscais-lei-complementar-224-2025/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=mudancas-nos-beneficios-fiscais-lei-complementar-224-2025 https://www.cloudcoaching.com.br/mudancas-nos-beneficios-fiscais-lei-complementar-224-2025/#respond_68048 Tue, 20 Jan 2026 12:20:06 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=68048 A Lei Complementar nº 224/2025 altera benefícios fiscais, incentivos tributários e critérios de concessão a partir de 2026. Veja o que muda em IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, créditos fiscais e como essas regras impactam a carga tributária das empresas.

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Mudanças nos Benefícios Fiscais – Lei Complementar nº 224/2025 – Você está preparado?

Nos últimos dias de 2025, após sanção presidencial, foi publicada em 26 de dezembro de 2025 a Lei Complementar nº 224/2025. Ela dispõe sobre a redução e os critérios de concessão de incentivos e benefícios tributários, financeiros ou creditícios concedidos pela União e que fixa novos critérios para aprovação, ampliação ou prorrogação de benefícios.

Com relação aos benefícios tributários, haverá redução em 10% de benefícios e incentivos tributários federais que abrangem os seguintes tributos: PIS, Cofins, PIS-Importação, Cofins-Importação, IRPJ, CSLL, IPI, Imposto de Importação e contribuição previdenciária do empregador. Assim, a norma aplica às atuais isenções e alíquotas zero 10% da alíquota padrão sobre a base de cálculo.

Já as alíquotas reduzidas, serão majoradas, ou seja, a nova alíquota corresponderá à soma de 90% da alíquota anterior com 10% da alíquota padrão. Os benefícios que tratam de redução de base de cálculo, terão um aumento de carga tributária efetiva, o que corresponde a 90% da base de cálculo reduzida prevista na legislação que originou o benefício.

As empresas optantes pelo regime tributário do Lucro Presumido, quando há a aplicação de uma alíquota de presunção sobre o faturamento, terão seus percentuais de presunção majorados em 10%. Aplica-se esse aumento apenas às empresas que faturam acima de R$ 5 milhões por ano.

Os créditos financeiros, presumidos e/ou fictícios sofrerão redução de incentivos de créditos a compensar e da formação de saldos credores. Dessa forma, a norma limita o aproveitamento desses créditos a 90% do valor original e cancela os valores não aproveitados. Os regimes especiais ou favorecidos optativos em que os tributos são cobrados por porcentagem da receita bruta terão aumento de carga tributária, com elevação em 10% da porcentagem de cálculo da receita bruta utilizada como base da tributação.


Entretanto, benefícios e incentivos:

  • de imunidades constitucionais;
  • de desenvolvimento regional, como Zona Franca de Manaus e áreas de livre comércio;
  • dos itens de cesta básica e produtos hortícolas, frutas e ovos;
  • REIDI e REHIDRO;
  • de programas sociais setoriais (Minha Casa Minha Vida, ProUni), permanecem inalterados.

Ainda, houve mudança nos critérios para a concessão de benefícios tributários federais a partir de 2026. Assim, não poderão ser concedidos incentivos e benefícios tributários se os valores da renúncia fiscal ultrapassarem 2% do Produto Interno Bruto (PIB).


Outras alterações trazidas pela lei são:

  • aumento da alíquota de IRRF sobre o pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) que era 15% e passou a ser 17,5%;
  • cobrança escalonada sobre a receita bruta dos jogos, que passará de 12% em 2025, para 13% em 2026, 14% em 2027 e 15% a partir de 2028;
  • aumento na tributação das Fintechs, que atualmente pagam 9% de CSLL em sua maioria, sofrerá modificação da seguinte forma:
    • sociedade de crédito CSLL de 17,5% de 2026 a 2027 e 20% a partir de 2028;
    • outras fintechs CSLL de 12% em 2026 e 2027 e 15% a partir de 2028.

Algumas mudanças entraram em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026, ressalvadas as medidas relativas à redução de benefícios e à majoração de tributos, que deverão observar o prazo da anterioridade nonagesimal, de 90 dias.

Se você tiver alguma dúvida, por favor, entre em contato conosco, teremos o maior prazer em responder! Desejamos a você muito sucesso e até o próximo encontro!


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Quer saber mais sobre como a Lei Complementar nº 224/2025 pode impactar a carga tributária da sua empresa em 2026? Então, entre em contato conosco. Terei o maior prazer em responder.

Desejamos a você muito sucesso e até o próximo encontro!

Mária Pereira Martins de Carvalho
https://www.pnst.com.br/profile/maria-pereira-martins-de-carvalho

Confira também: Mudanças no Imposto de Renda: O Que Muda para 2026 e Seus Impactos

Palavras-chave: Lei Complementar nº 224/2025, benefícios fiscais, incentivos tributários, carga tributária das empresas, redução de benefícios fiscais, impactos da Lei Complementar nº 224/2025, mudanças nos benefícios fiscais a partir de 2026, redução de incentivos tributários federais em 2026, como a Lei Complementar nº 224/2025 afeta a carga tributária, novos critérios de concessão de benefícios fiscais federais

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Vieses Algorítmicos: Como a IA Perpetua Desigualdades Corporativas (parte I) https://www.cloudcoaching.com.br/vieses-algoritmicos-rh-como-a-ia-perpetua-desigualdades-corporativas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=vieses-algoritmicos-rh-como-a-ia-perpetua-desigualdades-corporativas https://www.cloudcoaching.com.br/vieses-algoritmicos-rh-como-a-ia-perpetua-desigualdades-corporativas/#respond_68033 Mon, 19 Jan 2026 13:20:39 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=68033 Descubra como vieses algorítmicos em sistemas de IA aplicados ao RH reproduzem preconceitos históricos, ampliam desigualdades corporativas e criam uma perigosa ilusão de neutralidade nas decisões de recrutamento, avaliação e promoção.

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Vieses Algorítmicos: Como a IA Perpetua Desigualdades Corporativas (parte I de II)
Análise sobre como sistemas de IA em RH podem discriminar sem que percebamos

1. O Paradoxo da Neutralidade Tecnológica

Imagine se sua próxima promoção fosse decidida por um algoritmo. Parece justo? Afinal, máquinas não têm preconceitos, certo? Errado. E esse é exatamente o problema que precisamos urgentemente discutir.

Empresas ao redor do mundo estão adotando Inteligência Artificial em seus processos de Recursos Humanos, prometendo mais “objetividade” e “eficiência”. De acordo com dados da Gartner, 76% das organizações de grande porte já usam ou planejam usar IA em recrutamento até 2025. O argumento é sedutor: se é tecnologia, é imparcial.

Mas aqui está a realidade inconveniente: algoritmos aprendem e amplificam preconceitos humanos históricos. A inteligência artificial em recursos humanos, longe de eliminar vieses, pode estar criando uma forma mais sofisticada e invisível de discriminação — uma que é mais difícil de detectar, questionar e combater.


2. Como a IA “Aprende” Preconceitos

2.1 O Princípio do Espelho Digital

Para que possamos entender como a IA pode ser discriminatória, precisamos compreender seu funcionamento básico. Algoritmos de IA são treinados com dados históricos. Se no passado uma empresa contratou majoritariamente mulheres para cargos de liderança, a IA “aprende” que mulheres equivalem a um bom fit para liderança. O sistema não está fazendo julgamentos morais — está simplesmente replicando e amplificando padrões do passado.

  • Caso Real: Amazon (2018): Um dos casos mais emblemáticos ocorreu na Amazon. A empresa desenvolveu uma IA para filtrar currículos automaticamente, mas logo descobriu que o sistema penalizava currículos que continham palavras como “mulheres” (exemplo: “capitã do time de xadrez feminino”) e desfavorecia graduadas de universidades exclusivamente femininas.
  • O motivo? A IA foi treinada com dados de contratações dos últimos 10 anos, que eram predominantemente masculinas na área de tecnologia. O sistema estava simplesmente fazendo seu trabalho: identificando padrões. O problema é que esses padrões refletiam uma discriminação histórica.
  • O resultado? O projeto foi descontinuado, mas quantos outros sistemas similares estão operando agora mesmo, sem que ninguém tenha detectado os vieses?
2.2 Os Tipos de Vieses Algorítmicos em RH

a) Viés de Seleção de Dados: Dados históricos refletem discriminações passadas. Se uma empresa nunca contratou pessoas acima de 50 anos para tech, a IA aprende que idade é um “fator negativo”.

b) Viés de Proxy (Correlação Espúria): IA usa variáveis aparentemente neutras e as correlacionam com características protegidas. Por exemplo, o CEP pode ser proxy para raça ou classe social; o nome pode indicar etnia ou gênero.

c) Viés de Confirmação Automatizada: O sistema privilegia candidatos similares aos que já tiveram “sucesso”, perpetuando assim a falta de diversidade por meio do princípio “mais do mesmo”.

d) Viés de Rotulagem: Quando as pessoas rotulam dados de treinamento com seus próprios preconceitos. Por exemplo, avaliadores podem marcar mulheres assertivas como “agressivas” enquanto classificam homens com o mesmo comportamento como “líderes natos”.


3. Onde os Vieses Se Manifestam no Ciclo de RH

3.1 Recrutamento e Seleção

a) Análise de Currículos:

  • Sistemas ATS (Applicant Tracking Systems) filtram por palavras-chave e podem penalizar gaps no currículo, afetando desproporcionalmente mulheres que tiraram licença-maternidade;
  • Desfavorecem formações não-tradicionais como bootcamps ou autodidatas.

b) Entrevistas por Vídeo com Análise Facial:

Tecnologias como HireVue analisam expressões faciais e tom de voz. O problema? Algoritmos treinados majoritariamente com rostos brancos têm dificuldade de “ler” expressões em tons de pele mais escuros. Além disso, há viés contra neurodiversidade (pessoas no espectro autista podem ter padrões de expressão diferentes) e penalização de sotaques regionais ou estrangeiros.

c) Testes de Personalidade Automatizados:

Avaliam “fit cultural”, mas podem discriminar contra introvertidos, pessoas com ansiedade ou culturas diferentes.

3.2 Avaliação de Desempenho

Sistemas de Performance Management baseados em métricas históricas podem, por exemplo, penalizar quem teve menos acesso a oportunidades de desenvolvimento. O “Efeito Mateus” entra em ação: quem já é bem avaliado recebe mais oportunidades, mantendo dessa maneira o ciclo.

Análise Preditiva de Potencial usa IA para prever quem será “high performer”, mas baseada em quem foi considerado high performer no passado — geralmente homens brancos em posições seniores.

3.3 Promoções e Sucessão

Algoritmos de “detecção de liderança” são baseados em perfis históricos, criando viés contra estilos de liderança menos tradicionais (mais colaborativos vs. autoritários). Sistemas de mapeamento de sucessão recomendam sucessores similares aos líderes atuais, perpetuando homogeneidade na liderança.

3.4 Remuneração

Sistemas de banda salarial que usam IA para analisar o mercado podem perpetuar gaps históricos. Algoritmos que decidem quem recebe ajustes podem penalizar quem não pediu aumentos.


4. Casos Reais que Expõem o Problema

Caso 1: LinkedIn – Viés de Gênero em Sugestões

Estudo do MIT (2019) revelou que o algoritmo de recomendação de vagas do LinkedIn mostrava oportunidades de alta remuneração mais frequentemente para homens. Mesmo com qualificações idênticas, homens recebiam 20-30% mais sugestões para cargos seniores.

Caso 2: Programa de Benefícios da Saúde (EUA)

Um algoritmo usado por hospitais para alocar recursos de saúde preventiva desfavorecia sistematicamente pacientes negros. O motivo? Usava “gastos históricos com saúde” como proxy de “necessidade de cuidados”. Pacientes negros historicamente têm menos acesso e gastam menos, não porque precisam menos, mas porque enfrentam barreiras sistêmicas.

Caso 3: Sistema de Agendamento da Amazon

IA utilizada para criar escalas de trabalho penalizava funcionários que pediam ajustes (mulheres com filhos, pessoas com deficiência). O sistema otimizava “produtividade” sem de fato considerar necessidades individuais.

Caso 4: Análise de Sentimento em Redes Sociais

Empresas usam IA para analisar perfis sociais de candidatos, criando viés contra dialetos, expressões culturais bem como contextos socioeconômicos diferentes.


5. Por Que Isso É Tão Perigoso?

5.1 Ilusão de Objetividade

“Decisão técnica, logo neutra” — mas não é. Gestores se sentem menos responsáveis: “foi o sistema que decidiu”. É muito mais difícil questionar uma máquina do que uma pessoa.

5.2 Escala e Velocidade

Um viés humano afeta decisões individuais. Um viés algorítmico pode afetar milhares de decisões simultaneamente, amplificando assim desigualdades em escala industrial.

5.3 Invisibilidade e Opacidade

“Black box” — nem os criadores entendem completamente como o algoritmo decide. Falta de transparência significa que candidatos não sabem por que foram rejeitados, dificultando assim a auditoria e a correção.

5.4 Legitimação Técnica do Preconceito

Vieses ganham verniz de “ciência” e “dados”, tornando-se mais difíceis de combater. A frase “Mas os números mostram…” naturaliza desigualdades estruturais.

5.5 Círculo Vicioso

IA discrimina → menos diversidade → dados futuros mais enviesados → IA aprende vieses mais fortes. É a perpetuação e amplificação geracional de desigualdades.


6. Sinais de Alerta: Como Identificar Vieses

a) Indicadores Quantitativos
  • Disparidade estatística: Grupos demográficos têm taxas de aprovação/reprovação significativamente diferentes?
  • Taxa de falsos positivos/negativos: Erros são distribuídos igualmente entre grupos?
  • Representatividade nos dados: Base de treinamento reflete diversidade populacional?
b) Perguntas Críticas para Fazer:
  1. Quais dados históricos estão alimentando este sistema?
  2. Quem treinou este algoritmo e qual era a composição demográfica da equipe?
  3. Este sistema foi testado em diferentes grupos demográficos?
  4. Há transparência sobre quais fatores pesam nas decisões?
  5. Existe processo de auditoria e correção regular?
  6. Candidatos/funcionários podem contestar decisões automatizadas?
c) Red Flags Organizacionais:
  • Empresa não consegue explicar como o sistema toma decisões;
  • Nenhuma auditoria de viés foi realizada;
  • Fornecedor de tecnologia não oferece garantias de equidade;
  • Dados de treinamento são de períodos/contextos não-diversos;
  • Não há diversidade na equipe que desenvolveu/implementou a IA.

Na Parte II, mostraremos como auditar, governar e humanizar algoritmos antes que eles decidam o futuro das pessoas.


Gostou do artigo? 

Quer saber mais sobre como os sistemas de IA usados no RH da sua empresa podem estar reproduzindo vieses e dessa forma perpetuando desigualdades sem que isso seja percebido? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Até o próximo artigo!

Um abraço.

Marcelo Farhat
https://www.meetnetwork.net
https://www.linkedin.com/in/araujomf/

Confira também: O Poder da Parceria: Como Ecossistemas e Plataformas Redefinem Valor e Competitividade


Palavras-chave: vieses algorítmicos, inteligência artificial no RH, discriminação algorítmica, IA em recursos humanos, desigualdades corporativas, como a IA perpetua desigualdades corporativas, vieses algorítmicos em processos de RH, discriminação em algoritmos de recrutamento, impacto da IA nas decisões de RH, o que são vieses algorítmicos, o que são vieses algorítmicos no RH

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

* Artigos Científicos e Estudos
BUOLAMWINI, J.; GEBRU, T. Gender Shades: Intersectional Accuracy Disparities in Commercial Gender Classification. Proceedings of Machine Learning Research, v. 81, p. 1-15, 2018. Disponível em: https://proceedings.mlr.press/v81/buolamwini18a.html. Acesso em: 07 nov. 2025.
DASTIN, J. Amazon scraps secret AI recruiting tool that showed bias against women. Reuters, 10 out. 2018. Disponível em: https://www.reuters.com/article/us-amazon-com-jobs-automation-insight. Acesso em: 07 nov. 2025.
GARTNER. Gartner Survey Reveals 76% of HR Leaders Believe Their Organization Must Adopt and Implement AI Solutions in the Next 12 to 24 Months. Gartner Press Release, 2024. Disponível em: https://www.gartner.com/en/newsroom/press-releases. Acesso em: 07 nov. 2025.
OBERMEYER, Z. et al. Dissecting racial bias in an algorithm used to manage the health of populations. Science, v. 366, n. 6464, p. 447-453, 2019. DOI: 10.1126/science.aax2342.
RAGHAVAN, M. et al. Mitigating bias in algorithmic hiring: Evaluating claims and practices. Proceedings of the 2020 Conference on Fairness, Accountability, and Transparency, p. 469-481, 2020. DOI: 10.1145/3351095.3372828.
WILSON, H. J.; DAUGHERTY, P. R.; BIANZINO, N. The jobs that artificial intelligence will create. MIT Sloan Management Review, v. 58, n. 4, p. 14-16, 2017.

* Livros
BENJAMIN, R. Race After Technology: Abolitionist Tools for the New Jim Code. Cambridge: Polity Press, 2019. 172 p.
EUBANKS, V. Automating Inequality: How High-Tech Tools Profile, Police, and Punish the Poor. New York: St. Martin's Press, 2018. 288 p.
NOBLE, S. U. Algorithms of Oppression: How Search Engines Reinforce Racism. New York: NYU Press, 2018. 256 p.
O'NEIL, C. Weapons of Math Destruction: How Big Data Increases Inequality and Threatens Democracy. New York: Crown Publishing, 2016. 272 p.

* Relatórios e Documentos Institucionais
DELOITTE. State of AI in the Enterprise, 5th Edition. 2022. Disponível em: https://www2.deloitte.com/us/en/pages/consulting/articles/state-of-ai-2022.html. Acesso em: 07 nov. 2025.
EUROPEAN COMMISSION. Proposal for a Regulation on a European Approach for Artificial Intelligence. Brussels: European Commission, 2021. (EU AI Act).
MIT-IBM WATSON AI LAB. AI Fairness in Practice: Challenges, Solutions, and Future Directions. Cambridge: Massachusetts Institute of Technology, 2019.
WORLD ECONOMIC FORUM. The Future of Jobs Report 2023. Geneva: World Economic Forum, 2023. Disponível em: https://www.weforum.org/reports/the-future-of-jobs-report-2023. Acesso em: 07 nov. 2025.

* Legislação
BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 15 ago. 2018. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm. Acesso em: 07 nov. 2025.
EUROPEAN UNION. Regulation (EU) 2016/679 of the European Parliament and of the Council. General Data Protection Regulation (GDPR). Official Journal of the European Union, 27 Apr. 2016. Disponível em: https://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2016/679/oj. Acesso em: 07 nov. 2025.
NEW YORK CITY. Local Law 144 of 2021: Automated Employment Decision Tools. New York City Administrative Code, 2021. Disponível em: https://www.nyc.gov/site/dca/about/automated-employment-decision-tools.page. Acesso em: 07 nov. 2025.

*Documentários e Recursos Audiovisuais
CODED BIAS. Direção: Shalini Kantayya. Produção: 7th Empire Media. Estados Unidos: Netflix, 2020. 1 documentário (90 min).

*Ferramentas e Recursos Técnicos
BELLAMY, R. K. E. et al. AI Fairness 360: An extensible toolkit for detecting and mitigating algorithmic bias. IBM Journal of Research and Development, v. 63, n. 4/5, p. 4:1-4:15, 2019. DOI: 10.1147/JRD.2019.2942287.
BIRD, S. et al. Fairlearn: A toolkit for assessing and improving fairness in AI. Microsoft Technical Report, MSR-TR-2020-32, 2020. Disponível em: https://www.microsoft.com/en-us/research/publication/fairlearn-a-toolkit-for-assessing-and-improving-fairness-in-ai/. Acesso em: 07 nov. 2025.
SALEIRO, P. et al. Aequitas: A Bias and Fairness Audit Toolkit. arXiv preprint arXiv:1811.05577, 2018. Disponível em: https://arxiv.org/abs/1811.05577. Acesso em: 07 nov. 2025.

*Sites e Plataformas
AI NOW INSTITUTE. Research Institute examining the social implications of artificial intelligence. New York University. Disponível em: https://ainowinstitute.org/. Acesso em: 07 nov. 2025.
ALGORITHMIC JUSTICE LEAGUE. Organization combining art and research to illuminate the social implications of AI. Disponível em: https://www.ajl.org/. Acesso em: 07 nov. 2025.

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Quando o Ciclo se Fecha: A Travessia da Sucessão em Empresas Familiares https://www.cloudcoaching.com.br/quando-o-ciclo-se-fecha-a-travessia-da-sucessao-em-empresas-familiares/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=quando-o-ciclo-se-fecha-a-travessia-da-sucessao-em-empresas-familiares https://www.cloudcoaching.com.br/quando-o-ciclo-se-fecha-a-travessia-da-sucessao-em-empresas-familiares/#respond_67748 Tue, 02 Dec 2025 13:20:28 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=67748 A sucessão em empresas familiares é mais do que uma troca de comando: é uma travessia que envolve legado, técnica, governança, vínculos emocionais e coragem para encerrar ciclos. Descubra os pilares que tornam essa transição madura, segura e sustentável.

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Quando o Ciclo se Fecha: A Travessia da Sucessão em Empresas Familiares

À medida que um ano se encerra, empresas naturalmente revisitam estratégias, resultados e certamente decisões que moldarão o ciclo seguinte. E, entre todos os movimentos estratégicos possíveis, poucos têm impacto tão profundo quanto a sucessão em empresas familiares.

O fechamento de um ciclo organizacional, seja de liderança, de modelo de gestão ou de direção estratégica, é sempre simbólico. Ele marca a continuidade do negócio ao mesmo tempo em que encerra uma etapa construída por quem o liderou até aqui. E, sem dúvida, nenhum outro processo traduz tão bem esse equilíbrio entre continuidade e renovação quanto a passagem de bastão.

A sucessão não é apenas uma transição de comando: é uma travessia que exige preparo técnico, maturidade emocional bem como clareza entre todos os envolvidos. E, embora existam métodos consistentes para conduzi-la, o maior desafio não está na técnica, mas na forma como fundadores, sucessores e familiares vivenciam esse momento. Independentemente de quem assumirá o bastão, um herdeiro, um filho de sócio, um familiar agregado ou então um executivo de confiança, uma sucessão saudável costuma se apoiar em alguns pilares fundamentais:


O lado técnico: o que sustenta uma sucessão bem-sucedida

1. Diagnóstico profundo da maturidade de governança da empresa e da família

Antes de qualquer plano ou decisão, é indispensável entender “como a casa está”.

  • Mapeamento das relações formais e informais;
  • Avaliação da cultura organizacional e aplicação de pesquisa de clima;
  • Identificação de papéis e responsabilidades (formais e informais);
  • Avaliação da maturidade, do perfil e do grau de interesse de cada possível sucessor;
  • Clareza sobre expectativas, motivações e capacidades das partes envolvidas.

Esse diagnóstico reduz idealizações e abre espaço para que conversas mais objetivas e menos emocionais aconteçam.


2. Definição objetiva das “regras do jogo”

Com o diagnóstico em mãos, então o próximo passo é trazer clareza.

  • Contratação de um Business Advisor ou formação de um Conselho Consultivo/Administração para auxiliar nesse processo;
  • Definição do perfil ideal de sucessor alinhado à estratégia e à cultura da empresa;
  • Critérios claros de escolha: competência, preparo e alinhamento, não apenas consanguinidade;
  • Definição de modelos de remuneração, participação societária e governança entre familiares;
  • Clareza sobre papéis, limites bem como expectativas para cada envolvido;
  • Regras transparentes de entrada e saída para familiares, agregados e sócios.

Quando as regras são claras, a sucessão deixa de ser um tabu e passa então a ser um processo estruturado.


3. Preparação estruturada do(s) sucessor(es)
(foco no desenvolvimento, não na transição)

A prontidão não nasce espontaneamente, ela é construída ao longo do tempo.

Desenvolvimento prático e vivencial:
  • Vivência direta nas áreas-chave da empresa;
  • Exposição progressiva a decisões estratégicas;
  • Acompanhamento do dirigente atual e dos gestores;
  • Acompanhamento estruturado com Advisor.
Desenvolvimento técnico, comportamental e de liderança:
  • PDI (Plano de Desenvolvimento Individual) estruturado;
  • Capacitação técnica alinhada às necessidades do negócio;
  • Desenvolvimento comportamental com apoio de Advisor;
  • Feedback estruturado e indicadores de evolução.

O fundador não prepara apenas um gestor: prepara alguém capaz de sustentar, de fato, um legado.


4. Plano de transição e passagem de bastão
(foco no planejamento da transferência de comando)

Depois de preparar, então é hora de planejar a travessia.

  • Construção de um cronograma com fases e marcos claros;
  • Definição dos momentos de transferência parcial e total de responsabilidades;
  • Critérios objetivos de prontidão para que seja possível avançar entre fases;
  • Planejamento da coexistência entre fundador e sucessor, evitando assim ruídos;
  • Definição da comunicação interna e externa sobre o processo.

A ausência de um plano claro é, sem dúvida, uma das principais causas de conflitos e sucessões que nunca se consolidam.


5. Implantação do plano + estruturação legal, societária, contábil e tributária
(o pilar mais negligenciado e o mais crítico)

Aqui se transforma intenção em segurança jurídica, financeira bem como patrimonial.

5.1 Execução da transição
  • Sobreposição inicial entre dirigente atual e sucessor;
  • Transferência gradual e monitorada de autoridade;
  • Acompanhamento de desempenho e validações formais;
  • Consolidação do papel do novo líder com apoio do Business Advisor ou do Conselho Consultivo.
5.2 Estrutura societária, jurídica e familiar
  • Revisão ou criação do Acordo de Sócios;
  • Criação ou atualização do Protocolo Familiar;
  • Planejamento sucessório: holding patrimonial, reorganização societária, testamento, doações programadas, com ou sem usufruto, regras de voto assim como sucessão de cotas;
  • Acordos de sócios;
  • Regras de participação (ou não) de cônjuges e agregados;
  • Políticas para evitar conflitos de interesse.
5.3 Estrutura tributária
  • Simulações de ITCMD, ganho de capital e reorganizações;
  • Estratégias para reduzir carga tributária na transmissão patrimonial.
5.4 Estrutura contábil e financeira
  • Valuation independente;
  • Diagnóstico financeiro completo;
  • Reorganização contábil para transparência;
  • Regras claras para pró-labore, distribuição de lucros e reinvestimentos.
5.5 Gestão de riscos e proteção patrimonial
  • Seguros empresariais e de sócios;
  • Políticas de compliance e mitigação de riscos.

O lado emocional: onde o processo realmente acontece

Mesmo quando todos concordam racionalmente com a necessidade da sucessão, o campo emocional costuma pesar e muito.

O fundador/dirigente atual vivência:
  • Orgulho da continuidade;
  • Medo de perder relevância;
  • Apego ao papel de “quem sempre decide”;
  • Dúvidas sobre a maturidade do sucessor;
  • Resistência à ideia de que o negócio seguirá sem ele — e possivelmente diferente.

É uma ambivalência humana e legítima.

O sucessor vivencia:
  • Pressão para provar competência;
  • Insegurança sobre corresponder às expectativas;
  • Medo de inovar e parecer desrespeitoso com o legado;
  • Temor de errar e ser visto como “não pronto”;
  • A necessidade de conquistar respeito, não apenas receber autoridade.

Muitas vezes, pensa silenciosamente: “Preciso ser eu mesmo, mas será que eles me permitem ser?”

E a empresa sente:
  • Duplicidade de comando;
  • Incerteza sobre quem decide o quê;
  • Momentos de paralisia ou tensão silenciosa.

Nada disso é falta de competência, mas excesso de vínculo emocional.


O que suaviza a travessia emocionalmente e na prática

  1. Reconhecer que a sucessão é um encerramento para uns, mas um início para outros. Fundadores elaboram um luto simbólico; sucessores constroem uma nova identidade;
  2. Criar espaços de diálogo transparente. Por exemplo, perguntas simples mudam tudo:
    • Do que você tem medo neste processo?
    • O que tornaria esta transição mais leve?
    • O que precisa ser revisto para que todos se sintam respeitados?
  3. Ter um terceiro neutro para facilitar. Um Advisor ou um Conselho cria o espaço seguro que a família, sozinha, muitas vezes não consegue;
  4. Separar legado de controle. O legado permanece. O controle muda e isso é natural;
  5. Criar rituais de passagem. Eles integram emoção e técnica, algo essencial em empresas familiares.

A verdadeira força está na maturidade da transição

Uma sucessão bem-sucedida não é a que acontece sem atritos, mas aquela que acontece com consciência, respeito e coragem para lidar com o que está realmente em jogo: a história de quem veio antes, a visão de quem continua e a capacidade da empresa de seguir viva, relevante e forte.

A técnica organiza o processo, mas é a conduta estratégica e humanizada que torna a sucessão possível.


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Quer saber mais sobre como conduzir a sucessão em empresas familiares com segurança, maturidade e respeito ao legado? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Desejo que este fim de ano traga clareza para os ciclos que se encerram e serenidade para os que começam. Que 2026 seja um período de decisões maduras, crescimento sustentável e recomeços conscientes para todos nós.

Abraços fraternos em seu coração,

Graziela Heusser Azeredo
https://www.linkedin.com/in/grazielaheusserazeredo/

Confira também: Esforço com Propósito: Como Driblar o Burnout na Liderança

Palavras-chave: sucessão em empresas familiares, processo de sucessão, transição de liderança, empresas familiares, governança familiar, como conduzir a sucessão em empresas familiares, pilares de uma sucessão bem-sucedida, desafios emocionais na sucessão familiar, planejamento sucessório nas empresas familiares, transição de comando em negócios familiares

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Mudanças no Imposto de Renda: O Que Muda para 2026 e Quem Será Impactado https://www.cloudcoaching.com.br/mudancas-no-imposto-de-renda-o-que-muda-para-2026-e-quem-sera-impactado/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=mudancas-no-imposto-de-renda-o-que-muda-para-2026-e-quem-sera-impactado https://www.cloudcoaching.com.br/mudancas-no-imposto-de-renda-o-que-muda-para-2026-e-quem-sera-impactado/#respond_67662 Tue, 25 Nov 2025 12:20:01 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=67662 As novas regras do Imposto de Renda para 2026 incluem isenção até R$ 5 mil, tributação de dividendos e a criação do IRPFM. Entenda o que muda, quem será impactado e como essas alterações podem afetar seu planejamento financeiro.

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Mudanças no Imposto de Renda: O Que Muda para 2026 e Quem Será Impactado

Foi aprovado em 05.11.2025 o Projeto de Lei nº 1.087/25, que altera a Lei nº 9.250/1995, a qual trata do Imposto de Renda das pessoas físicas. O projeto apresentado pelo Governo Federal em março de 2025 e aprovado somente em novembro pelo Senado, segue então agora para a sanção presidencial.

Os principais pontos do Projeto de Lei são a isenção de contribuintes do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) que recebam rendimentos até R$ 5 mil e a instituição do Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM) para as pessoas que recebem acima de R$ 600 mil por ano, ou seja, acima de R$ 50 mil mensais.


Dessa forma, a partir de janeiro de 2026, os contribuintes que receberem até R$ 5 mil mensais passam a ter isenção de IRPF. Já aqueles que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7.350,00 passam a contar com uma redução regressiva. A partir de 2027, ocorre redução do Imposto de Renda anual para contribuintes que receberem entre R$ 60 mil e R$ 88.200 na Declaração de Ajuste Anual (ano-calendário de 2026).


Outra alteração que está sendo muito discutida é a tributação de dividendos. A pessoa física que, a partir de janeiro de 2026, receber rendimentos mensais superiores a R$ 50 mil relativos a dividendos estará sujeita à retenção na fonte de Imposto de Renda (IRRF) à alíquota de 10% sobre o total pago. Vale destacar que, aos dividendos relativos ao ano de 2025, aprovados até 31.12.2025 e cujo pagamento ocorra até 2028, a nova regra não se aplica.

A partir de 2026, as pessoas físicas residentes no Brasil que recebam rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil estarão sujeitas ao pagamento do Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM). A alíquota aplicada é progressiva e varia de 0% a 10% para rendimentos entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão, e é fixa de 10% para valores acima de R$ 1,2 milhão.

O cálculo consolidado do IRPFM será realizado na Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) e incluirá na base de cálculo todos os rendimentos e ganhos. Haverá, contudo, exclusões previstas em lei e dedução de créditos.


O projeto prevê a exclusão, do cálculo do IRPFM, dos seguintes itens a saber:

  • ganhos de capital de operações fora do mercado da bolsa;
  • rendimentos recebidos acumuladamente tributados exclusivamente na fonte;
  • doação em adiantamento da legítima ou herança;
  • rendimentos de títulos incentivados (por exemplo: LCI, CRI, CDA, WA, CDCA, LCA, CRA, CPR, LIG, LCD, debêntures incentivadas de infraestrutura, FI-Infra, FII e FIAGRO);
  • juros e rendimentos de poupança;
  • certas indenizações;
  • certas aposentadorias e pensões;
  • títulos e valores mobiliários isentos ou tributados a 0%, exceto participações societárias; e
  • lucros e dividendos apurados e deliberados até 31.12.2025 e distribuídos até 31.12.2028.

O cálculo para o IRPFM terá como base os rendimentos anuais apurados e ocorrerá da seguinte forma:

  • para rendimentos entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão, aplica-se uma alíquota progressiva de 0% a 10%, conforme a fórmula: alíquota IRPFM (%) = (total de rendimentos / R$ 60 mil) – 10;
  • para rendimentos superiores a R$ 1,2 milhão, aplica-se a alíquota fixa de 10%.

O contribuinte pode deduzir do IRPFM os créditos relativos às deduções de IRPF e IRRF. Também pode deduzir o redutor de tributação da pessoa jurídica e o IRRF de lucros e dividendos antecipados no período. Além disso, após a realização de todo o cálculo por meio da DIRPF, o contribuinte recebe a devolução dos valores retidos em excesso do IRRF de lucros e dividendos, porém sem correção monetária ou juros.


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Quer saber mais sobre Mudanças no Imposto de Renda 2026 e como elas podem influenciar seu planejamento financeiro? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Desejamos a você muito sucesso e até o próximo encontro!

Mária Pereira Martins de Carvalho
https://www.pnst.com.br/profile/maria-pereira-martins-de-carvalho

Confira também: Transação Tributária em São Paulo 2025: Como Funciona o Acordo Paulista

Palavras-chave: mudanças no imposto de renda 2026, imposto de renda pessoa física, irpf 2026, tributação de dividendos, irpfm imposto mínimo, isenção do imposto de renda. Alíquota progressiva irpfm, regras do imposto de renda para 2026, impacto das mudanças no imposto de renda, isenção imposto de renda 2026

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O Poder da Parceria: Como Ecossistemas e Plataformas Redefinem Valor e Competitividade https://www.cloudcoaching.com.br/o-poder-da-parceria-como-ecossistemas-e-plataformas-redefinem-valor-e-competitividade/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-poder-da-parceria-como-ecossistemas-e-plataformas-redefinem-valor-e-competitividade https://www.cloudcoaching.com.br/o-poder-da-parceria-como-ecossistemas-e-plataformas-redefinem-valor-e-competitividade/#respond_67635 Mon, 24 Nov 2025 13:20:06 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=67635 Na nova economia, competir sozinho já não basta. Descubra como plataformas e ecossistemas estão transformando a lógica empresarial, criando valor integrado, acelerando resultados e redefinindo inovação, competitividade e experiência do cliente na economia digital.

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O Poder da Parceria: Como Ecossistemas e Plataformas Redefinem Valor e Competitividade

Do produto isolado à rede de valor integrada — a nova lógica da inovação e da competitividade empresarial.

Durante décadas, as empresas se organizaram segundo a lógica da cadeia linear de valor: cada elo cumpria uma função específica — fornecedores produziam insumos, fabricantes criavam produtos, distribuidores os entregavam, e por fim o cliente final consumia.

É um modelo eficiente, mas limitado: cada organização foca em seu próprio desempenho, e a experiência do cliente terminava no momento da compra.

Hoje, essa lógica não basta. Os consumidores esperam soluções completas, integradas e contínuas — e, na maioria dos casos, nenhuma empresa consegue atender sozinha a essa expectativa.

É nesse contexto que surge então a transformação para modelos de negócio baseados em plataformas e ecossistemas.


Do produto à solução: o novo olhar sobre o valor

Na economia digital, o valor não está apenas no produto, mas na experiência total que ele proporciona.

Os clientes não querem um software, querem produtividade. Não querem um carro, querem mobilidade. Não querem energia, querem segurança e sustentabilidade.

Essa mudança de foco — do produto para a solução completa — exige assim a colaboração entre diferentes atores.

Empresas que antes competiam passam então a cooperar para atender melhor o mesmo cliente.

“Na nova economia, competir isoladamente é caro; colaborar é estratégico.”


O que é um modelo de negócio baseado em plataforma

Um modelo de plataforma é aquele em que a empresa atua como orquestradora de interações, criando um ambiente que conecta múltiplos participantes — por exemplo, clientes, fornecedores, startups, desenvolvedores e até concorrentes — para cocriar valor.

A empresa deixa de ser apenas uma fabricante ou prestadora de serviço e então passa a ser um hub de conexões.

Exemplos inspiradores:

  • Amazon conecta vendedores, compradores;
  • Airbnb conecta anfitriões e viajantes, criando um mercado global de hospitalidade;
  • Nubank conecta clientes, parceiros de crédito e fornecedores de serviços financeiros;
  • Apple e Microsoft criam ecossistemas onde terceiros desenvolvem soluções que ampliam o valor da plataforma.

O diferencial não está mais no produto, mas na capacidade de gerar valor em rede.


A força dos ecossistemas: colaboração como vantagem competitiva

Um ecossistema de negócios é uma rede dinâmica em que empresas, universidades, startups, governos e clientes colaboram para gerar valor coletivo.

Diferentemente de uma cadeia tradicional, onde há hierarquia e dependência, o ecossistema é interdependente, horizontal bem como adaptativo.

Empresas inseridas em ecossistemas:

  • Aceleram a inovação, combinando expertises diversas;
  • Compartilham riscos e investimentos;
  • Ganham flexibilidade e velocidade de resposta;
  • Oferecem soluções mais completas ao cliente final.O foco deixa de ser otimizar processos internos e então passa a ser otimizar o valor entregue ao cliente em toda a jornada.

Parcerias estratégicas: o motor da nova economia

As parcerias deixaram de ser transações pontuais para se tornarem alicerces de inovação e crescimento.

Elas permitem que empresas unam forças complementares — por exemplo, tecnologia, capilaridade, reputação, ou conhecimento — para criar soluções que sozinhas jamais conseguiriam desenvolver.

Uma boa parceria transforma possíveis concorrentes em colaboradores e amplia o impacto de ambos.

Um exemplo claro é o setor de mobilidade: montadoras, startups de software, empresas de energia e governos locais estão se unindo para construir ecossistemas integrados de transporte inteligente, que conectam veículos, infraestrutura e usuários em tempo real.

O resultado? Experiências mais seguras, sustentáveis e centradas no cidadão.


O cliente no centro do ecossistema

O ponto de convergência de todo ecossistema bem-sucedido é a experiência do cliente.

O cliente não é mais um “ponto final” do processo, mas o ponto de partida.

Isso muda a pergunta estratégica:

  • De: “O que vendemos?”
  • Para: “Que necessidade completa resolvemos — e com quem podemos resolvê-la melhor?

Empresas verdadeiramente centradas no cliente pensam em jornadas completas, e não em transações isoladas.

Buscam entender todos os momentos de interação e todas as dores associadas à solução desejada, mobilizando parceiros para resolver cada uma delas de forma integrada.


Caminhos para transformar seu modelo de negócio

  • Etapa 1 – Repensar o propósito e a proposta de valor: Identifique o que realmente o cliente busca resolver e então mapeie onde a sua empresa cobre apenas parte dessa jornada.
  • Etapa 2 – Mapear e engajar parceiros complementares: Busque quem pode ampliar seu alcance ou agregar valor à solução — por exemplo: fornecedores, startups, universidades, fintechs, govtechs.
  • Etapa 3 – Criar a plataforma de interação: Desenvolva uma infraestrutura física ou digital que permita conexão, troca de dados bem como colaboração contínua.
  • Etapa 4 – Orquestrar com confiança: Estabeleça governança, padrões de interoperabilidade e mecanismos de confiança.
  • Etapa 5 – Aprender e evoluir continuamente: Ecossistemas são vivos. Seu valor cresce à medida que aumenta o número de interações e a profundidade das parcerias.

Conclusão: o poder de pensar em rede

Empresas que adotam a lógica de plataformas e ecossistemas não vendem mais apenas produtos — vendem resultados e experiências integradas.

Ao criar redes colaborativas, tornam-se mais resilientes, inovadoras e relevantes.

Na era da Indústria 5.0, a tecnologia é o meio que conecta pessoas, dados e propósitos.

E o verdadeiro diferencial competitivo deixa de ser “quem tem a melhor máquina” e passa então a ser quem cria o ecossistema mais confiável, humano e sustentável.

“No futuro dos negócios, vencerá quem souber colaborar melhor, não apenas competir melhor.”


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Quer saber mais sobre como plataformas e ecossistemas usam o poder das parcerias para ampliar valor, acelerar resultados e transformar a competitividade? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até o próximo artigo!

Um abraço.

Marcelo Farhat
https://www.meetnetwork.net
https://www.linkedin.com/in/araujomf/

Confira também: Indústria 5.0: Avanço ou Retrocesso?


Referências: 

  • COMISSÃO EUROPEIA. Industry 5.0: Towards a sustainable, human-centric and resilient European industry. Brussels: European Commission, Directorate-General for Research and Innovation, 2021. Disponível em: <https://research-and-innovation.ec.europa.eu/publications/industry-50_en>. Acesso em: 16 out. 2025.
  • OECD. Business Ecosystems and Platforms: Enabling Innovation and Productivity. Paris: Organization for Economic Co-operation and Development, 2022. Disponível em: <https://www.oecd.org/innovation/>. Acesso em: 16 out. 2025.
  • ISMAIL, S.; MALONE, M.; VAN GEEST, Y. Exponential Organizations: Why new organizations are ten times better, faster, and cheaper than yours (and what to do about it). New York: Diversion Books, 2014.
  • IVES, B.; LEINER, S.; BARTHÉLEMY, J. How to Thrive in the Ecosystem Economy. MIT Sloan Management Review, Cambridge, v. 61, n. 4, p. 23–29, 2020.

Palavras-chave: parcerias, ecossistemas de negócios, plataformas digitais, parcerias estratégicas, valor integrado, competitividade empresarial, modelos de negócio, parcerias que geram valor integrado, ecossistemas como vantagem competitiva, transformação para modelos de ecossistema, soluções completas centradas no cliente

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RH Fora do Eixo: Por Que os Líderes Precisam Recuperar o Norte na Era da Inteligência Artificial https://www.cloudcoaching.com.br/rh-fora-do-eixo-por-que-a-inteligencia-artificial-exige-lideres-mais-presentes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=rh-fora-do-eixo-por-que-a-inteligencia-artificial-exige-lideres-mais-presentes https://www.cloudcoaching.com.br/rh-fora-do-eixo-por-que-a-inteligencia-artificial-exige-lideres-mais-presentes/#respond_67519 Fri, 14 Nov 2025 13:20:24 +0000 https://www.cloudcoaching.com.br/?p=67519 Na Era da Inteligência Artificial, líderes e profissionais de RH enfrentam exaustão, perda de propósito e desorientação emocional. Entenda como recuperar o centro humano por meio da Liderança Presente e Sensorial para atuar com consciência, equilíbrio e impacto real.

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RH Fora do Eixo: Por Que os Líderes Precisam Recuperar o Norte na Era da Inteligência Artificial

O novo desequilíbrio humano

Vivemos uma era em que o humano perdeu o centro. O planeta continua girando, mas parece que o campo eletromagnético da Terra, e o emocional das pessoas, saiu do eixo.

Profissionais de RH, líderes e gestores de talentos estão exaustos, tentando cuidar de outros enquanto mal conseguem cuidar de si. Estamos diante de um fenômeno global de desorientação humana, que mistura aceleração tecnológica, excesso de estímulos e uma crise silenciosa de propósito.

Costumo brincar que uma vez ganhei uma bússola de presente e perguntei: “Por que isso? Eu não sou navegadora!” E ouvi: “Porque você é desnorteada.” Na época, rimos. Hoje, a piada virou diagnóstico coletivo.


Da Terra ao algoritmo: cada era nos tirou o chão

Quando Copérnico mostrou que a Terra não era o centro do universo, o mundo se desesperou. Quando Darwin afirmou que viemos do macaco, o ego humano estremeceu. E quando a ciência criou o bebê de proveta, parecia o fim da moralidade. Agora, com a Inteligência Artificial, a humanidade enfrenta um novo abalo: descobrimos que não somos os únicos seres inteligentes e, pior, que a IA domina uma linguagem de fato mais poderosa que a nossa.

O que antes dava sentido, a ideia de sermos o topo da cadeia, desabou. E o resultado é um ser humano fora de eixo, assustado, ansioso, sem chão e sem norte.


O RH no olho do furacão

Os profissionais de RH e líderes de pessoas são os primeiros a sentir os efeitos dessa crise invisível. Enquanto tentam equilibrar engajamento, performance, pertencimento e saúde emocional, eles próprios estão no limite. Quem cuida de gente precisa estar saudável, centrado, ancorado e, principalmente, presente.

Não dá mais para cuidar com o corpo cansado, a mente em sobrecarga e o coração desconectado. O cuidado hoje é fisiológico, não apenas psicológico. O corpo é o radar da consciência. Se ele adoece, então a liderança desintegra.


Liderança Presente: a bússola do novo humano

O futuro exige um novo tipo de liderança: a Liderança Presente. Uma liderança que está inteira no agora, que sente o ambiente, percebe nuances e, acima de tudo, sabe parar antes de reagir. É a habilidade de estar plenamente consciente em um mundo que tenta nos fragmentar.

E junto dela surge a Liderança Sensorial, o segundo pilar dessa nova era. Ela se ancora nos sentidos, na escuta do corpo, na respiração e na percepção fina do outro. Enquanto as máquinas ampliam sua capacidade de cálculo, nós precisamos ampliar nossa capacidade de sentir.

A tecnologia é funcional. O humano é sensorial. E é nessa diferença que mora a nossa vantagem competitiva.


Conclusão: recuperar o norte é um ato de liderança

A inteligência artificial vai continuar evoluindo. A biotecnologia vai criar úteros artificiais, corpos modificados, mentes aumentadas.

Mas nenhuma dessas inovações será capaz de substituir o que nos torna humanos: a consciência, o afeto e a presença.

Recuperar o norte é um ato de coragem. E talvez o primeiro passo seja lembrar que a bússola está dentro de nós.


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Quer saber mais sobre como a liderança presente pode se tornar a bússola humana essencial na era da Inteligência Artificial? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar com você a respeito.

Até a próxima!

Leila Navarro
Especialista em Saúde Integral, Liderança Sensorial e Cultura Regenerativa. Criadora dos conceitos de Ergonomia Sensorial, Inteligência Sensorial e Liderança Presente. Atua em empresas e eventos no Brasil e no exterior, unindo ciência, neurociência e experiência prática para provocar a reconexão entre corpo, emoção, propósito e tecnologia

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