O post O Reencontro com a Nossa Criança Também Pode Ser um Caminho para a Prosperidade apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Outubro é o mês em que celebramos o Dia das Crianças. E, quando essa data chega, normalmente pensamos nos nossos filhos, sobrinhos, netos ou nas crianças que fazem parte da nossa vida.
Mas quero propor uma reflexão diferente:
Hoje somos adultos. Trabalhamos, pagamos contas, construímos carreiras, cuidamos de famílias, administramos empresas e tomamos decisões importantes todos os dias. Mas, antes de tudo isso, fomos crianças cheias de sonhos, medos, expectativas e desejos.
Alguns tiveram uma infância marcada pela escassez financeira. Outros talvez tenham convivido com a falta de apoio, proteção, segurança ou reconhecimento. Há também aqueles que precisaram amadurecer cedo demais e aprenderam, ainda pequenos, a assumir responsabilidades que, de fato, não deveriam ser suas.
E mesmo quando crescemos, algumas dessas experiências continuam influenciando silenciosamente a nossa relação com o dinheiro, com o sucesso e até com aquilo que acreditamos merecer.
Como planejadora financeira, aprendi que prosperidade não começa somente nos investimentos. Ela também começa na maneira como nos relacionamos com a nossa própria história.
Uma pessoa que cresceu ouvindo que “dinheiro é difícil” pode continuar acreditando que precisa sofrer para conquistá-lo. Quem viveu momentos de escassez pode acumular excessivamente por medo de perder. Quem não se sentiu reconhecido talvez passe a vida buscando no patrimônio, no consumo ou no sucesso profissional uma validação que nunca recebeu.
Por isso, revisitar nossa infância não significa permanecer presos ao passado. Significa compreender de onde vieram alguns dos nossos comportamentos para que, hoje, possamos escolher diferente.
É quase como dizer para aquela criança:
“Eu sei o que você viveu. Mas agora eu cresci. Hoje eu posso cuidar de nós.”
Ao mesmo tempo, não devemos reencontrar nossa criança apenas para olhar suas dores. Precisamos reencontrá-la também para que possamos recuperar aquilo que talvez tenhamos deixado pelo caminho: os sonhos, a criatividade, a coragem de imaginar, a curiosidade e o entusiasmo diante da vida.
A maturidade pode nos oferecer consciência. A nossa criança pode nos devolver propósito.
E talvez a verdadeira prosperidade esteja justamente no encontro dessas duas versões.
Quando criança, o que você imaginava para sua vida? Onde queria morar? O que queria conhecer? Quem queria se tornar?
Nem todos esses sonhos precisam ser realizados literalmente, mas eles podem revelar valores importantes sobre quem você é. Talvez aquele desejo de conhecer o mundo represente liberdade. Talvez o sonho de ter uma casa represente segurança. E talvez querer determinada profissão representasse o desejo de cuidar, criar ou transformar.
Pergunte-se: “o que aquele sonho dizia sobre mim e como posso trazê-lo para a minha vida financeira hoje?”
Quais frases você escutava em casa?
Algumas dessas mensagens podem ter sido importantes naquele contexto, mas não precisam determinar suas escolhas para sempre.
O adulto pode olhar para essas crenças e decidir quais ainda fazem sentido e quais precisam ser, de fato, substituídas por uma relação mais consciente e saudável com o dinheiro.
Planejamento financeiro não deveria ser sinônimo de privação.
Construir uma reserva, proteger a família, investir, organizar a aposentadoria e estruturar o patrimônio também são maneiras de oferecer segurança para nós mesmos.
Talvez você não tenha recebido toda a proteção que gostaria quando criança. Hoje, porém, pode construir parte dessa segurança por meio das suas próprias decisões.
Planejar também é cuidar.
Muitas pessoas organizam suas finanças apenas em torno das obrigações: contas, impostos, aposentadoria, patrimônio.
Mas onde estão os sonhos?
Uma viagem. Um projeto pessoal. Um curso. Um novo negócio. Mais tempo com a família. A liberdade de diminuir o ritmo de trabalho no futuro.
Um bom planejamento financeiro precisa ter espaço não apenas para aquilo que precisamos pagar, mas também para aquilo que queremos viver.
Dinheiro sem propósito vira apenas número. Dinheiro conectado aos nossos valores se transforma em instrumento de realização.
Essa talvez seja a pergunta mais importante.
Por quem você quer construir patrimônio? Por seus filhos? Pela sua família? Pela liberdade de escolher? Para transformar a história financeira das próximas gerações? Ou talvez também por aquela criança que um dia sonhou com uma vida diferente?
Quando entendemos o nosso “porquê”, nossas metas financeiras então deixam de ser apenas números.
R$ 1 milhão deixa de ser apenas R$ 1 milhão. Pode significar liberdade.
Uma reserva financeira pode significar tranquilidade. Uma aposentadoria planejada pode significar tempo. Um patrimônio organizado pode significar proteção para quem amamos. E prosperidade passa a ter um significado muito maior do que simplesmente acumular.
Olhe para ela por alguns minutos, observe seus olhos, sua expressão e tente lembrar quais eram seus sonhos naquele momento e então pergunte:
“Se essa criança pudesse olhar para a pessoa que me tornei, do que ela sentiria orgulho?”
E faça mais uma pergunta:
“O que eu ainda posso construir por ela?”
Talvez você descubra que prosperar não significa abandonar quem fomos para nos tornarmos alguém melhor. Talvez seja exatamente o contrário.
Prosperar pode ser levar pela mão a criança que fomos, acolher sua história e, além disso, permitir que a maturidade que conquistamos transforme seus antigos sonhos em escolhas conscientes para o futuro.
Porque cuidar do nosso dinheiro também é cuidar da nossa história.
Quer saber mais sobre como as experiências da infância podem influenciar sua relação com o dinheiro e, além disso, como transformar esse conhecimento em escolhas mais conscientes para construir prosperidade? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Com carinho,
Carol Guimarães
Planejadora Financeira
https://www.instagram.com/carol_investimentos/
Confira também: Você Quer Mudar de Vida, Mas Está Disposto a Carregar as Caixas?
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]]>Olá,
Como vocês está?
Recentemente, vivi uma mudança importante: mudei de apartamento.
E, olhando agora para a casa tomando forma, percebo que essa experiência tem muito mais relação com a vida financeira do que eu poderia imaginar.
A mudança foi para melhor. Fui para um apartamento maior, com mais infraestrutura e mais qualidade de vida, sem que isso representasse um aumento equivalente nas minhas despesas mensais. Minha filha ganhou mais conforto, eu ganhei mais espaço e hoje tenho uma casa onde posso receber amigos, criar novas memórias e viver de uma maneira que combina mais com o momento atual da minha vida.
Olhando apenas para o resultado, parece uma decisão óbvia, mas existe uma parte que ninguém vê quando olha a casa pronta.
O caminho até ela.
Mudar exigiu esforço físico. Carregar coisas, separar objetos, abrir caixas, fechar caixas e, além disso, decidir o que ficava e o que precisava ir embora.
Também houve perdas, algumas coisas quebraram durante o processo e outras simplesmente deixaram de fazer sentido na casa nova.
Talvez essa tenha sido uma das partes mais simbólicas da experiência: perceber que nem tudo aquilo que coube em uma fase da nossa vida precisa necessariamente ser levado para a próxima.
Também precisei reconhecer que não conseguiria fazer tudo sozinha, por isso contratei profissionais para a mudança e para a organização da casa. Foi necessário pensar onde cada coisa ficaria, usar organizadores, colmeias, gavetas e criar uma lógica para aquele novo espaço.
Ou seja: não bastava mudar de endereço.
Era preciso organizar uma nova forma de viver.
E foi exatamente nesse momento que pensei em quantas pessoas desejam uma transformação financeira, mas querem chegar à casa organizada sem passar pelas caixas.
Querem o resultado, mas evitam o processo.
Mudar financeiramente pode significar rever investimentos, organizar dívidas, criar reservas, estruturar a aposentadoria, pensar na sucessão patrimonial, contratar proteção, diversificar investimentos e, sem dúvida, questionar hábitos construídos durante décadas.
E isso pode gerar desconforto porque organizar dinheiro não é apenas organizar números.
Dinheiro carrega comportamento, histórias, medos, crenças, relações familiares, sensação de segurança e certamente lembranças.
Por isso, algumas pessoas permanecem durante anos em uma situação financeira que já não atende às suas necessidades.
Não necessariamente porque não exista uma alternativa melhor, mas porque mudar dá trabalho.
É como permanecer em um apartamento que ficou pequeno simplesmente porque não queremos enfrentar as caixas da mudança.
Na mudança de apartamento, precisei investir dinheiro para contratar profissionais que sabiam fazer determinadas coisas melhor do que eu.
Na vida financeira acontece o mesmo.
Existe um momento em que tentar resolver tudo sozinho pode deixar de ser economia e passar a ser limitação.
Um bom profissional não elimina todas as decisões difíceis. Ele ajuda a organizar as caixas.
Ajuda a identificar o que deve permanecer, o que precisa ser substituído, o que já não faz sentido e onde cada parte do patrimônio deve, de fato, estar para cumprir determinada função.
É parecido com organizar uma casa.
Não colocamos documentos importantes junto com utensílios de cozinha. Não guardamos aquilo que usamos diariamente no fundo do armário. E não ocupamos espaços valiosos com objetos que não têm mais utilidade.
Por que, então, tantas vezes fazemos exatamente isso com o dinheiro?
Mantemos investimentos antigos apenas porque sempre estiveram ali. Misturamos reserva de emergência com recursos de longo prazo. Concentramos patrimônio sem perceber o risco. Adiamos decisões sucessórias. Deixamos dinheiro parado por medo de tomar uma decisão.
A desorganização financeira também ocupa espaço.
Existe uma característica interessante em praticamente toda transformação: o esforço costuma aparecer antes da recompensa.
Primeiro vieram as caixas, o cansaço, as decisões e a bagunça.
Depois veio a casa organizada.
Nas finanças acontece algo semelhante.
Primeiro pode vir a necessidade de rever hábitos, conversar sobre assuntos desconfortáveis, reorganizar investimentos, abrir mão de determinadas escolhas e aceitar orientação profissional.
A recompensa aparece depois: mais clareza, segurança, liberdade de escolha e um patrimônio mais coerente com a vida que queremos construir.
Talvez uma das maiores armadilhas comportamentais seja escolher o conforto imediato e, sem perceber, pagar por ele com a limitação futura.
Às vezes, não mudar também tem um preço.
Faça um diagnóstico real da sua vida financeira. Quanto você possui? Onde está investido? Quanto custa sua vida? Quais são suas dívidas, proteções, reservas e objetivos?
Não é possível organizar aquilo que preferimos não olhar.
Assim como existem objetos que pertencem à casa antiga, existem comportamentos financeiros que pertencem a versões anteriores de nós mesmos.
Investimentos inadequados, gastos automáticos, concentração excessiva, decisões tomadas por medo ou simplesmente hábitos que nunca foram questionados.
Nem tudo precisa seguir para o próximo ciclo.
Liquidez, proteção, renda, crescimento, aposentadoria, sucessão e projetos de vida possuem objetivos diferentes.
Quando cada recurso tem uma função, o patrimônio deixa de ser apenas um conjunto de investimentos e começa a se transformar em planejamento.
Eu poderia ter tentado organizar cada caixa sozinha. Talvez economizasse algum dinheiro, mas provavelmente gastaria muito mais tempo, energia e cometeria mais erros.
Na vida financeira, contratar bons profissionais também significa reconhecer o valor do conhecimento, da experiência e do olhar externo.
Pedir ajuda não significa abrir mão das decisões. Significa ter melhores elementos para tomá-las.
Essa talvez seja a dica mais importante.
Durante uma mudança, existe um momento em que a casa antiga já foi desmontada e a nova ainda não está pronta.
É desconfortável.
Financeiramente também existem períodos de transição.
O fato de algo estar sendo reorganizado não significa que a decisão esteja errada. Algumas transformações precisam de tempo até que os benefícios apareçam.
Hoje, quando olho para minha nova casa, vejo muito mais do que um apartamento maior.
Vejo espaço.
Espaço para minha filha, para os amigos, para novos encontros e para uma nova fase da vida.
Mas também vejo todas as caixas que precisei carregar para chegar até aqui.
Talvez essa seja uma boa pergunta para levarmos para a nossa vida financeira:
Você está permanecendo onde está porque esse lugar ainda faz sentido ou simplesmente porque não quer enfrentar o trabalho da mudança?
Nem toda mudança será confortável.
Algumas exigirão esforço, outras exigirão desapego. Algumas terão custos e muitas precisarão da ajuda de pessoas especializadas.
Mas existe uma diferença enorme entre pagar o preço de uma transformação e continuar pagando, silenciosamente, o preço da estagnação.
Na vida e nas finanças, talvez amadurecer seja justamente compreender isso: não precisamos levar tudo conosco para o próximo ciclo. Precisamos levar aquilo que ajuda a construir a vida que queremos encontrar quando todas as caixas finalmente estiverem abertas.
Quer saber mais sobre como estar disposto a mudar de vida começando pela sua vida financeira, mesmo que isso signifique enfrentar as caixas que você vem adiando? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Com carinho,
Carol Guimarães
https://www.instagram.com/carol_investimentos/
Confira também: Quando Recuar Também É Avançar: Como Atravessar Ciclos sem Perder a Visão de Abundância
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]]>Existem fases da vida em que crescer significa conquistar mais. Mais espaço, mais dinheiro, mais reconhecimento, mais conforto, mais possibilidades.
Mas existem outras em que crescer exige exatamente o contrário: aceitar temporariamente menos para construir algo maior.
Talvez seja necessário deixar um emprego que já não faz sentido, mesmo sem ter imediatamente a mesma remuneração. Mudar para uma casa menor para reorganizar as finanças. Reduzir viagens, restaurantes e consumo porque um novo projeto exige investimento. Recomeçar profissionalmente, voltar a estudar, empreender, encerrar uma sociedade ou relacionamento. Ou simplesmente reconhecer que aquilo que funcionou durante determinado ciclo já não sustenta a pessoa que estamos nos tornando.
Esses movimentos mexem profundamente conosco porque não envolvem apenas dinheiro. Envolvem identidade.
Quando melhoramos nosso padrão de vida, rapidamente incorporamos aquele padrão à percepção que temos sobre nós mesmos. O endereço onde moramos, o carro que dirigimos, os lugares que frequentamos, nossa posição profissional e até a liberdade de consumir deixam de ser apenas circunstâncias e começam, silenciosamente, a fazer parte da nossa identidade.
Por isso, quando precisamos reduzir, podemos interpretar essa mudança como uma perda de valor pessoal. Mas reduzir o padrão de vida não significa reduzir o próprio valor.
Às vezes, estamos apenas reorganizando recursos para atravessar uma ponte entre dois ciclos.
A vida financeira raramente acontece em linha reta.
Existem períodos de expansão, estabilidade, transição e reconstrução. Quem observa uma trajetória de vinte ou trinta anos perceberá que dificilmente uma pessoa permanecerá todo esse tempo crescendo continuamente, sem enfrentar mudanças profissionais, familiares, econômicas ou emocionais.
Há momentos de colheita e momentos de plantio.
E existe também aquilo que gosto de chamar de período de vale: quando conseguimos enxergar a montanha que queremos alcançar, mas ainda estamos atravessando um território menos confortável.
O perigo está em confundir uma condição temporária com uma sentença definitiva.
Quando pensamos “minha vida piorou”, nosso cérebro pode interpretar a situação como perda e ameaça. Quando conseguimos reformular para “estou reorganizando minha vida para construir meu próximo ciclo”, começamos a recuperar uma sensação fundamental: agência.
Na psicologia, esse movimento se aproxima do conceito de reframing, ou ressignificação. Os fatos podem permanecer os mesmos, mas a maneira como os interpretamos influencia nossas emoções e, consequentemente, nossas decisões.
Isso não significa negar dificuldades ou praticar um otimismo artificial. Significa perguntar: O que posso construir a partir da realidade que tenho hoje?
Essa pergunta muda muita coisa.
Uma das primeiras armadilhas de uma fase financeiramente mais restrita é acreditar que tudo precisa piorar.
Não precisa.
Talvez você tenha menos dinheiro disponível, mas ainda pode cuidar do corpo, estudar, caminhar, organizar sua casa, cultivar boas relações, cozinhar, dormir melhor, ler, desenvolver espiritualidade, fortalecer vínculos e investir na própria formação.
Padrão de vida está muito relacionado ao quanto consumimos, enquanto qualidade de vida está relacionada à maneira como vivemos.
Quando conseguimos separar essas duas coisas, descobrimos que determinadas reduções financeiras não precisam representar empobrecimento emocional.
Às vezes, inclusive, um período de maior simplicidade nos devolve algo que a abundância de compromissos havia retirado: presença.
Existe uma diferença enorme entre dizer “Não posso mais gastar.” e dizer “Durante os próximos meses, escolhi direcionar meus recursos para uma prioridade maior.”
A primeira frase transmite impotência, enquanto a segunda transmite decisão.
Isso é importante porque nosso comportamento financeiro melhora quando existe propósito.
Se você está reduzindo despesas para estudar, abrir uma empresa, quitar dívidas, formar uma reserva, cuidar da família, mudar de carreira ou construir patrimônio, dê nome ao projeto. Determine prazo, meta e indicadores.
Uma restrição sem propósito parece punição. Já uma restrição associada a um projeto se transforma em investimento.
Existe uma ideia equivocada de que investimento só começa quando sobra muito dinheiro.
Na verdade, durante períodos de menor renda, talvez o investimento mais importante não seja o valor acumulado, mas a manutenção do comportamento de investir.
Pode ser R$ 100, R$ 200 ou R$ 500 por mês. O valor dependerá da realidade de cada pessoa.
O objetivo é preservar a identidade de alguém que constrói patrimônio.
Do ponto de vista comportamental, hábitos são fortalecidos pela repetição. Quando interrompemos completamente um comportamento durante muito tempo, retomá-lo pode exigir muito mais esforço.
Por isso, se houver condições, mantenha algum investimento recorrente — ainda que pequeno — e priorize liquidez e segurança quando estiver atravessando um período de maior instabilidade financeira.
E lembre-se de que capital não é apenas financeiro. Você também pode investir em conhecimento, relacionamentos, saúde, reputação, novas competências e conexões profissionais.
Alguns dos investimentos que mais transformam nossa renda futura não aparecem imediatamente no extrato bancário.
Nem todo ciclo precisa ser socialmente expansivo.
Há momentos em que precisamos aparecer, circular, produzir e conquistar. Mas existem outros em que precisamos diminuir o ruído externo para reconstruir internamente.
Se você está vivendo uma fase mais reservada por causa de um projeto, estudo, transição profissional ou reorganização financeira, utilize esse período conscientemente.
Pergunte: Quem preciso me tornar para sustentar a próxima fase que desejo viver?
Talvez o próximo nível da sua vida exija mais conhecimento, disciplina, maturidade emocional, uma relação diferente com dinheiro, melhores escolhas profissionais e mais capacidade de dizer não. Ou até mais coragem para dizer sim quando a oportunidade chegar.
O período aparentemente silencioso pode estar desenvolvendo justamente as competências necessárias para aquilo que virá depois.
Aceitar um período difícil não significa acomodar-se nele. Essa talvez seja uma das distinções mais importantes.
Precisamos desenvolver serenidade para viver o presente sem transformar essa serenidade em conformismo.
Eu gosto da ideia da insatisfação construtiva: reconhecer e agradecer pelo que temos hoje, enquanto continuamos trabalhando por aquilo que sabemos que podemos construir amanhã.
É possível dizer:
Isso cria movimento sem desprezar o presente.
Talvez precisemos ampliar nossa definição de prosperidade.
Prosperidade não é apenas ter dinheiro, mas sim possuir recursos internos e externos suficientes para reconstruir quando a vida muda.
É ter conhecimento para tomar decisões, inteligência emocional para não transformar uma dificuldade temporária em identidade e saber reduzir despesas quando necessário sem sentir vergonha. É conseguir recomeçar, ter coragem para pedir ajuda, desenvolver relações que nos sustentem e preservar nossa capacidade de produzir.
E, principalmente, é não abandonar a visão de futuro quando o presente ainda não se parece com ela.
Na construção patrimonial, aprendemos que mercados passam por ciclos. Existem períodos de expansão e retração, e investidores experientes sabem que decisões tomadas nos momentos difíceis podem influenciar profundamente os resultados futuros.
Com a vida acontece algo semelhante. Nem sempre estaremos no topo, mas podemos atravessar o vale acumulando aquilo que será necessário para a próxima subida.
Também precisamos tomar cuidado para não romantizar dificuldades.
Nem todo sofrimento é necessário. Nem toda escassez ensina. E nem todo recuo é estratégico.
Um período de redução só se transforma verdadeiramente em preparação quando existe consciência e movimento.
Por isso:
Esperança sem ação pode se transformar apenas em expectativa. Mas esperança acompanhada de planejamento, disciplina e movimento se transforma em possibilidade.
Talvez você esteja vivendo hoje uma realidade diferente daquela que imaginou para si. Talvez tenha precisado diminuir, recuar, recomeçar ou aceitar temporariamente condições que, em outro momento da sua vida, acreditava já ter superado.
Não permita que isso diminua a percepção que você tem sobre quem é.
Uma estação não define uma trajetória inteira.
Use esse período para reorganizar suas finanças, fortalecer sua mente, rever prioridades, investir no que realmente importa e preparar terreno.
Tenha esperança e acredite novamente na sua capacidade, mas preserve também aquela dose saudável de insatisfação que nos impede de permanecer indefinidamente onde sabemos que não pertencemos.
Porque algumas vezes a vida nos pede um passo para trás, não para permanecermos ali, mas para ganhar impulso.
E talvez, quando o próximo ciclo chegar, você perceba que não voltou apenas a ter mais.
Você se tornou alguém mais preparado para sustentar aquilo que conquistou.
Quer saber mais sobre como transformar um período de “menos” em preparação consciente para construir prosperidade no próximo ciclo da sua vida? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Com carinho,
Carol Guimarães
https://www.instagram.com/carol_investimentos/
Confira também: O Melhor Investimento, às vezes, é Mudar de Ideia
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]]>No mercado financeiro existe uma habilidade que diferencia bons investidores dos excelentes: a capacidade de rever uma decisão.
Ao contrário do que muitos imaginam, investir bem não significa acertar sempre. Significa reconhecer quando o cenário mudou e ter maturidade para ajustar a rota.
Essa lógica vale para o patrimônio. E, talvez, ainda mais para a vida.
Quantas pessoas permanecem presas a uma escolha apenas porque já investiram tempo, dinheiro ou emoções nela? Outras fazem o caminho inverso: descartam oportunidades por causa de uma primeira impressão, sem permitir que o tempo revele uma nova perspectiva.
Não precisamos ter compromisso com o erro. Precisamos ter compromisso com o aprendizado.
Mudar de opinião não é fraqueza. É evolução.
No mundo dos investimentos, revisamos carteiras constantemente. Um ativo que fazia sentido há alguns anos pode deixar de fazer hoje. Um cenário econômico muda, os objetivos da família mudam, o perfil do investidor amadurece.
Permanecer imóvel apenas para provar que a decisão inicial estava certa pode custar caro.
Na vida acontece exatamente o mesmo.
Às vezes, insistimos em um relacionamento, em um negócio ou em uma convicção apenas para não admitir que poderíamos agir de forma diferente. Em outras ocasiões, deixamos de revisitar uma oportunidade por orgulho ou pelo receio de parecermos incoerentes.
Mas a verdadeira coerência não está em nunca mudar. Está em agir de acordo com aquilo que faz sentido hoje.
No fim, investir é um exercício permanente de equilíbrio entre razão e sensibilidade. Saber a hora de manter uma posição é importante. Mas saber a hora de revisá-la pode ser ainda mais valioso.
Os melhores investidores não são aqueles que nunca mudam de ideia. São aqueles que mudam quando encontram boas razões para isso.
E talvez essa seja uma das maiores lições da vida: não tenha compromisso com o erro. Tenha compromisso com a sua evolução. Afinal, os maiores retornos financeiros e pessoais costumam nascer da coragem de reavaliar, ajustar a rota e seguir em frente com mais consciência.
Quer saber mais sobre por que mudar de ideia pode ser de fato o melhor investimento e como rever decisões, ajustar a rota e transformar mudanças em oportunidades de evolução? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Com carinho,
Carol Guimarães
https://www.instagram.com/carol_investimentos/
Confira também: O Investimento Mais Rentável da Vida: Construindo Relacionamentos que Geram Riqueza Emocional
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]]>Olá, tudo bem?
Iniciamos o mês de junho, um período marcado por celebrações afetivas, como o Dia de Santo Antônio e o Dia dos Namorados. E talvez esse seja um excelente momento para refletirmos sobre algo que, muitas vezes, deixamos em segundo plano: os investimentos que fazemos, ou deixamos de fazer, em nossos relacionamentos.
Vivemos uma era em que se fala muito sobre crescimento profissional, independência financeira, construção patrimonial e investimentos. Aprendemos desde cedo que é preciso trabalhar, economizar, investir, pensar no futuro, montar uma reserva de emergência, planejar aposentadoria e construir segurança financeira. E tudo isso é extremamente importante.
A verdade é que as mesmas habilidades necessárias para construir riqueza financeira também são necessárias para construir relações sólidas, profundas e duradouras.
Um grande investidor entende que construir patrimônio exige abrir mão de prazeres imediatos. Ele sabe que não pode gastar tudo hoje se quiser colher estabilidade amanhã. Aprende sobre constância, disciplina, paciência, estratégia e visão de longo prazo. Entende que os juros compostos só funcionam para quem permanece investindo ao longo do tempo.
Nos relacionamentos, a lógica é exatamente a mesma.
Relações saudáveis não sobrevivem apenas de sentimentos intensos ou momentos felizes. Elas precisam de investimento contínuo. Precisam de tempo, dedicação, presença, escuta, paciência e, principalmente, da capacidade de abrir mão do ego para construir algo maior do que apenas a própria vontade individual.
Hoje, porém, vemos muitas pessoas buscando apenas atender necessidades emocionais imediatas. E isso se reflete diretamente nas relações amorosas, familiares e sociais.
Assim como alguém que gasta tudo o que ganha dificilmente construirá patrimônio financeiro, pessoas que investem apenas em si mesmas dificilmente construirão vínculos profundos e duradouros.
E ninguém constrói intimidade verdadeira sem investimento emocional constante.
Nos relacionamentos amorosos, vemos casais desistindo diante das primeiras dificuldades. Muitos querem receber, mas poucos estão dispostos a investir. Poucos aceitam o desconforto necessário para ouvir o outro, negociar diferenças, amadurecer juntos e construir um projeto de vida em comum.
Vivemos uma cultura da substituição rápida. Relações são trocadas como produtos descartáveis. Mas vínculos profundos não são construídos na lógica do imediatismo. Eles exigem permanência.
Isso também aparece fortemente nas relações entre pais e filhos.
Muitos pais trabalham intensamente para oferecer conforto material, mas acabam terceirizando aquilo que somente a presença pode construir: conexão emocional.
Delegam às telas, às escolas, aos cursos e à correria da rotina uma parte importante da construção afetiva. E depois, na vida adulta, sentem a dor do afastamento emocional dos filhos.
A intimidade é construída nos pequenos aportes emocionais do dia a dia: na conversa antes de dormir, na presença em uma apresentação escolar, no acompanhamento de um esporte, em um abraço num momento difícil, em uma refeição compartilhada sem distrações.
São investimentos invisíveis que geram dividendos emocionais ao longo da vida.
O mesmo acontece nas amizades.
Vivemos uma epidemia silenciosa de solidão. Muitas pessoas investem intensamente em suas carreiras — porque delas vem o sustento —, mas deixam de investir em suas amizades, em encontros, em conexões verdadeiras e em presença nos momentos difíceis.
E depois se perguntam por que se sentem tão sozinhas.
Assim como uma carteira financeira precisa de manutenção constante, nossa vida emocional também necessita de cuidado contínuo. Amigos não aparecem apenas nos momentos de necessidade. Eles são construídos em anos de convivência, reciprocidade, disponibilidade e afeto.
E investimento exige prioridade.
Talvez por isso tantas pessoas tenham patrimônio financeiro e, ainda assim, experimentem uma profunda pobreza emocional. Porque aprenderam a investir dinheiro, mas não aprenderam a investir presença.
O mundo moderno valoriza velocidade, performance e autonomia extrema. Mas relações profundas exigem exatamente o oposto: tempo, vulnerabilidade, paciência e construção coletiva.
Nenhum patrimônio financeiro substitui o conforto de ter alguém para ligar em um momento de dor. Nenhum sucesso profissional substitui o acolhimento de uma família emocionalmente presente. Nenhuma conquista material elimina completamente o vazio da ausência de vínculos verdadeiros.
E os dados mostram isso.
Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), a solidão já é considerada uma preocupação global de saúde pública, estando associada ao aumento de casos de ansiedade, depressão, doenças cardiovasculares e declínio cognitivo.
Além disso, pesquisas mostram que pessoas com boas redes de apoio emocional tendem a apresentar maior longevidade, mais qualidade de vida e até melhor desempenho profissional.
Ou seja: investir em relações não é apenas uma questão emocional. É também uma construção de saúde, equilíbrio e bem-estar.
Assim como planejamos aposentadoria, reserva de emergência e patrimônio, também deveríamos planejar tempo para quem amamos:
Porque no final da vida, dificilmente alguém dirá: “Gostaria de ter trabalhado mais.”
Mas muitos dizem:
Talvez a maior riqueza que alguém possa conquistar não esteja apenas no patrimônio acumulado, mas na quantidade de vínculos verdadeiros que construiu ao longo da vida.
E essa é uma riqueza diferente: ela não sofre oscilação de mercado, não depende da taxa de juros, não perde valor com o tempo.
Pelo contrário. Quanto mais investimos em amor, presença, amizade, família e conexão humana, maior tende a ser o retorno emocional que recebemos.
Por isso, neste mês de junho, em que celebramos o amor e os vínculos afetivos, deixo um convite:
Porque talvez essa seja a aplicação mais valiosa e mais rentável que você fará em toda a sua vida!
Quer saber mais sobre como o investimento emocional pode fortalecer seus vínculos e gerar riqueza nas relações ao longo da vida? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar sobre o tema.
Com carinho,
Carol Guimarães
https://www.instagram.com/carol_investimentos/
Confira também: Você Não Está Perdendo Dinheiro, Você Está Deixando de Crescer: O Custo Silencioso da Inércia Financeira
O post O Investimento Mais Rentável da Vida: Construindo Relacionamentos que Geram Riqueza Emocional apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O post Sua Empresa Está Preparada em Relação à Reforma Tributária? apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Espero que ela não faça parte da maioria que, segundo pesquisas, estão pouco preparadas ou iniciando a avaliação dos impactos.
Não estou falando apenas dos impactos tributários e fiscais, mas sim dos impactos nos negócios, nas pessoas e sistemas da empresa.
A criação do IBS[1] e CBS[2] através da Emenda Constitucional 132/2023 elimina mais de 5,5 mil normas municipais e estaduais, padroniza regras, alíquotas e prazos de pagamento, facilitando significativamente o operacional das empresas quando estiver em operação plena a partir de 2033.
A simplificação virá, mas a complexidade virá antes pela coexistência dos dois modelos e necessidade de adequação das mudanças por parte das empresas.
Independentemente das incertezas e indefinições, entre elas as alíquotas do IBS e CBS, as empresas devem avaliar os impactos no seu negócio.
O cronograma de transição do modelo começou em 2025 e o ano de 2026 é para testes, planejamento e preparação; revisão da estrutura organizacional, processos e investimentos, entre elas a avaliação se o regime fiscal atual (Simples Nacional ou Lucro Presumido), continuará vantajoso a partir de 2027.
É um momento que a gestão e equipes precisam ter resiliência, equilíbrio, leitura crítica das normas técnicas (nem tudo o que está escrito é aplicável a todas as empresas), sensibilização e priorização.
As Pequenas e Médias empresas não têm a robustez das Grandes, quer pela menor disponibilidade de recursos ou conhecimento especializado, o que as tornam mais vulneráveis, mais expostas ao risco de autuações por inconsistência fiscais e mais sobrecarregadas administrativamente.
A complexidade e sobrecarga de trabalho aumenta pelas novas demandas geradas pelo negócio e regulatórias, entre elas o CNPJ alfanumérico obrigatório a partir de junho de 2026 nas novas inscrições e abertura de filiais, exigindo a adequação de todos os sistemas de vendas, contábeis e emissão de notas ao novo padrão.
Uma alternativa à sobrecarga seria a automação ou terceirização de atividades, porém isso implica na demanda de recursos financeiros que não necessariamente estão disponíveis. Normalmente as pequenas e médias empresas precisam equilibrar os investimentos em tecnologia e compliance com a gestão de custos e competitividade.
Será pouco mais de 6 anos de muita análise, tomada de decisão, trabalho, definição e implantações de novas regras e políticas até a entrada plena de todas as regras em 2033. Uma sugestão de pauta, de acordo com a hierarquia na empresa:
Avaliação e definição dos cenários a serem utilizados na elaboração das simulações, na medição do risco de ruptura da cadeia de fornecedores ou de clientes, bem como no suprimento dos recursos humanos e financeiros que atenderão as demandas de adequação e capacitação
Revisão das margens, regras de precificação e política comercial. Redimensionamento e capacitação das equipes. Elaboração do planejamento e orçamento para atender simultaneamente à operação e à adequação tecnológica requerida pela reforma tributária. E priorização das atividades dos times operacionais.
Revisão dos contratos e propostas comerciais de fornecedores e clientes dentro das novas regras tributárias, principalmente na coexistência entre 2027 e 2032. Revisão dos relatórios, margens e outros indicadores de acordo com as novas regras, principalmente os relacionados ao fluxo de caixa. Definição e criação de novos controles, conciliações e tratamento de possíveis divergências entre sistemas. E adequação tecnológica de todos os sistemas, incluindo integrações, cadastros, configurações, parametrizações, testes e implantação em produção. Tudo isso sem deixar de lado o conflito entre as demandas do negócio e as demandas regulatórias.
Como vocês podem ver é muito trabalho e, quanto antes começar, menos sobrará para ser feito às pressas ou às vésperas da obrigatoriedade.
Quer saber mais sobre como a reforma tributária pode impactar a estratégia, os sistemas e a competitividade da sua empresa? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Marcio Motter
https://marciomotter.com.br/
Confira também: BSC, OKR ou KPI: O Que Você Utiliza na Sua Empresa?
[1] IBS – Imposto sobre Bens e Serviços dos estados e municípios em substituição do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza).
[2] CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços que é federal no lugar do PIS (Programa de Integração Social), COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), IOF-seguros (Imposto de Operações Financeiras sobre seguros e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), sendo que este último será mantido para cerca de 5% dos produtos.
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]]>Olá,
Clientes com capacidade financeira permanecem estagnados por não revisarem suas carteiras, não estudarem novas oportunidades ou simplesmente por evitarem decisões que exigem desconforto momentâneo.
No dia a dia como planejadora financeira, observo um padrão recorrente: não é a falta de dinheiro que impede muitas pessoas de prosperarem é o comportamento.
A raiz comportamental: por que evitamos o esforço?
A programação neurolinguística (PNL) explica que o cérebro humano tende a repetir padrões que geram segurança emocional, mesmo que esses padrões sejam limitantes.
Entre os principais fatores estão a busca por economia de energia mental, o medo do desconhecido e a presença de crenças limitantes como “sempre foi assim”, “não sei fazer” ou “depois eu vejo”.
Na prática, isso se traduz em comportamentos muito comuns: evitar abrir o aplicativo para acompanhar investimentos, adiar ajustes na carteira, não buscar conhecimento financeiro ou manter estratégias que já não fazem mais sentido.
Ou seja, não se trata de falta de capacidade mas de falta de ação.
Investidores que não revisam suas carteiras acabam perdendo oportunidades relevantes, mantendo ativos pouco eficientes e assumindo riscos que muitas vezes nem percebem.
O mercado é dinâmico, e quem não se movimenta deixa de capturar boas taxas, perde momentos estratégicos de entrada e não aproveita ciclos econômicos importantes.
Ao longo do tempo, isso resulta em uma consequência silenciosa, porém poderosa: a estagnação patrimonial. O patrimônio cresce abaixo do potencial, perde força para a inflação e deixa de acompanhar os objetivos de vida do investidor.
Diversas referências clássicas ao longo da história reforçam a mesma ideia: o desejo, sem ação, não gera resultado.
Provérbios 13:4 traz a reflexão de que querer não é suficiente é a diligência que conduz à realização.
Já Provérbios 14:23 reforça que o trabalho prático gera retorno, enquanto apenas falar ou adiar decisões leva à estagnação.
Independentemente de crenças pessoais, o princípio é claro e atemporal: ação consistente supera intenção.
Existe um risco que não aparece nos relatórios, mas que compromete o crescimento ao longo do tempo: a inércia.
O investidor que não age pode até evitar erros no curto prazo, mas também abre mão da evolução no longo prazo. Evita o desconforto das decisões, mas paga o preço da estagnação.
Criar desconforto intencional é um bom começo. Estabelecer momentos específicos para revisar a vida financeira ajuda a transformar intenção em ação. Disciplina, nesse contexto, vale mais do que motivação.
Reprogramar crenças também é essencial. Substituir pensamentos como “depois eu vejo” por “eu resolvo agora” ou “é complicado” por “eu posso aprender” muda a forma como você se posiciona diante das decisões.
Buscar acompanhamento profissional faz diferença. Quando estamos sozinhos, tendemos a evitar o que é desconfortável. Com orientação, o processo se torna mais claro, estratégico e consistente.
Investir em conhecimento amplia possibilidades. Aprender sobre finanças, mercado e novas oportunidades não é custo é um dos caminhos mais diretos para evolução de renda e patrimônio.
E, acima de tudo, conectar dinheiro com propósito torna o processo mais significativo. Quando existe clareza sobre o porquê, o esforço deixa de ser um peso e passa a ser uma escolha.
Prosperidade não é um evento isolado é o resultado de comportamentos repetidos ao longo do tempo.
A pergunta que fica é simples: você está construindo sua riqueza… ou apenas protegendo a sua zona de conforto?
Porque, no fim, não é o mercado que limita o investidor, é o próprio investidor que limita o seu crescimento.
E muitas vezes, o nome disso não é falta de oportunidade.
É apenas… falta de movimento.
Talvez seja só a sua zona de conforto fazendo um excelente trabalho, em te manter exatamente onde você está.
Quer saber mais sobre como vencer a inércia financeira e transformar intenção em crescimento real do seu patrimônio? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar sobre o tema.
Com carinho,
Carol Guimarães
https://www.instagram.com/carol_investimentos/
Confira também: Copa, Eleições e Feriados: Ano das Distrações
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]]>Antes de mais nada, preciso explicar cada uma delas, a saber:
Criado em 1992 por Robert Kaplan e David Norton. A sua estrutura traduz a estratégia da empresa em ação, alinhando a organização aos objetivos estratégicos, integrando as áreas da empresa e avaliando o desempenho de longo prazo equilibrado em 4 pilares:
Criado por Andy Grove (Intel) na década de 1970, mas disseminado por John Doerr (Google). É um modelo de gestão que conecta objetivos qualitativos e inspiradores a resultados chave mensuráveis, ousados e desafiadores com o objetivo de aumentar o engajamento das equipes, priorizar o que é mais importante e fomentar a agilidade na execução. Normalmente são revisitados trimestralmente, o que permite a sua adaptação as condições de mercado.
É um conceito genérico de gestão cujo foco são as métricas quantitativas tangíveis e cruciais da operação. Com base na meta estabelecida é possível medir a saúde de processos em tempo real, avaliar o sucesso de projetos, fornecer dados para tomadas de decisão e indicar os desvios que necessitam de ação. Eles também permitem avaliar o desempenho em níveis individuais e organizacionais.
Apesar de metodologias diferentes, todas têm algo em comum: são baseadas em indicadores que precisam ser, de fato, claramente definidos. Por exemplo: nome; frequência de medição (dia, semana, mês, etc.); numerador; denominador; responsável pela medição; entre outros.
O ideal é que sejam todos, já que cada um deles tem um objetivo específico e uma aplicação prática.
Assumindo que a empresa não tenha nada, eu começaria pelos KPIs, pela sua simplicidade e independência, ou seja, cada área pode implantar o seu sem depender da outra. O cuidado a se tomar é que não haja conflito nos KPIs das áreas; melhorar KPI de uma área, comprometer KPI da outra.
A existência do KPIs possibilitará a organização tomar ações em relação a um KPI com resultado negativo, por exemplo: alto índice de insatisfação do cliente. Com essa informação ela buscará a causa raiz desse resultado para corrigir o problema e acompanhar a efetividade da ação tomada.
O meu segundo passo seriam os OKRs pela sua flexibilidade, por alinharem as áreas da organização e estarem integrados com a visão estratégica da organização. Uma recomendação adicional é avaliar os KPIs existentes, por exemplo: o KPI satisfação do cliente pode ser utilizado como base do OKR.
Por último seria a implantação do BSC por serem mais estáveis, alinhados com a visão de longo prazo e seu foco estratégico. Aqui também vale a recomendação acima de visitar os KPIs e OKRs para evitar indicadores similares ou sobrepostos.
A grande vantagem que eu vejo no BSC é a integração de toda a empresa através dos 4 pilares já mencionados e apresentados em conjunto, o que facilita as análises e a tomada de decisão na correção ou melhoria da performance da empresa.
Por exemplo: vendo os indicadores de Finanças acima das metas definidas e os Cliente não; uma decisão poderia ser destinar recursos na melhoria de um processo, treinamento do time visando melhorar a satisfação do cliente.
Essa conclusão poderia ser feita sem o BSC? Sim, com toda certeza, mas dependeria de uma avaliação mais profunda e não tão imediata porque os resultados das áreas são apresentados de forma isolada e apartada.
A estruturação deste modelo é trabalhosa e custosa, mas permitirá que a tomada de decisão seja com base em fatos e informação atualizada e, mais do que isso, consolidada e consensada entre todas as áreas da empresa e sem depender de subjetividades.
Quer saber mais sobre como integrar BSC, OKR ou KPI para alinhar estratégia, execução e resultados na sua empresa? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Marcio Motter
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Confira também: Você Diz Mais “Sim” ou Mais “Não” na Sua Vida? O Custo Invisível de Não Saber Priorizar
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]]>Olá,
Abril costuma ser um mês muito simbólico. Ele marca o momento em que o ano deixa de ser promessa e começa, de fato, a mostrar seu ritmo real.
Já passamos pela empolgação inicial de janeiro, já sentimos o peso da rotina e também começamos a perceber o quanto manter o foco talvez seja mais desafiador do que traçar metas.
Em 2026, esse cenário fica ainda mais evidente. Estamos em um ano que naturalmente convida à dispersão. Ao longo dos próximos meses, teremos feriados, Copa do Mundo e eleições. Todos esses acontecimentos mobilizam o país, alteram o funcionamento do comércio, mudam horários, dominam conversas e capturam a atenção coletiva.
Naturalmente, isso afeta também a nossa vida prática. E não estou falando apenas da produtividade no trabalho. Estou falando da forma como organizamos prioridades, tomamos decisões, conduzimos nossos investimentos, administramos nossos negócios e mantemos disciplina diante daquilo que realmente importa.
Acompanhar a Copa, torcer pelo Brasil e observar o cenário político com atenção faz parte da vida. O problema não está nesses acontecimentos em si, mas no espaço que eles ocupam dentro da nossa rotina quando passam a se transformar em distração, adiamento ou perda de direção.
Muitas pessoas começaram 2026 com metas importantes: organizar a vida financeira, investir melhor, rever gastos, sair de dívidas, estruturar patrimônio, expandir um negócio ou simplesmente colocar mais ordem na própria vida. Mas anos com muitos estímulos externos costumam trazer um risco silencioso: o de empurrar decisões relevantes para depois.
E o “depois” quase sempre vem acompanhado de justificativas socialmente aceitáveis. Depois do feriado, depois da Copa, depois da eleição, depois que o cenário ficar mais claro… Só que, enquanto isso, os meses passam.
Algumas atitudes podem ajudar:
Isso porque a instabilidade do ambiente externo muitas vezes afeta menos os resultados do que o comportamento das pessoas diante dele. Em outras palavras: o que prejudica não é apenas o cenário, mas a forma como reagimos a ele.
É justamente por isso que o planejamento financeiro se torna tão essencial. Planejar não é engessar a vida. Planejar é criar direção. É transformar intenção em meta, meta em estratégia e estratégia em acompanhamento. É saber que, mesmo em um ano cheio de pausas, ruídos e acontecimentos coletivos, ainda é possível sustentar decisões coerentes com aquilo que você quer construir.
Mais do que isso, o planejamento financeiro também oferece uma base emocional. Ele reduz a ansiedade, melhora a leitura sobre prioridades e ajuda a separar urgência de importância. Em vez de viver reagindo ao calendário, ao noticiário ou ao humor do mercado, a pessoa passa a se orientar por algo mais sólido: seus próprios objetivos.
Nem sempre é fácil manter esse compromisso sozinho. Contar com profissionais que ajudem a organizar metas, revisar estratégias, ajustar rotas e acompanhar decisões ao longo do tempo faz diferença real. Em um ano de tantas distrações, ter apoio técnico, visão estratégica e acompanhamento próximo pode ser exatamente o que mantém um plano vivo.
No fim, 2026 será um ano lembrado por grandes eventos coletivos. Mas, no plano individual, o que realmente fará diferença será a capacidade de cada um de não se afastar daquilo que deseja construir.
Torcer, acompanhar, participar e se informar são atitudes legítimas. Mas preservar foco, disciplina e direção continua sendo indispensável.
Que este seja um ano não apenas de movimento ao redor, mas de avanço verdadeiro dentro daquilo que cada um escolheu como prioridade.
Porque resultados consistentes não nascem da ausência de distrações. Eles nascem da presença de propósito, da clareza de metas e da coragem de seguir o plano, mesmo quando o mundo inteiro parece querer nos desviar dele.
Quer saber como manter o foco em 2026 mesmo em um ano cheio de distrações e tomar decisões mais consistentes? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar sobre o tema.
Com carinho,
Carol Guimarães
https://www.instagram.com/carol_investimentos/
Confira também: Entre o Amor e o Patrimônio: O que O Morro dos Ventos Uivantes Ensina Sobre Decisões Financeiras e Escolhas de Vida
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]]>Eu acredito que dizemos mais “sim”, o que pode nos criar problemas ou comprometendo o nosso desempenho.
Em pouco ou maior escala somos acumuladores e por isso precisamos cada vez de mais espaço físico ou virtual para guardar as nossas coisas o que, no limite, implica em um dispêndio de recurso financeiro.
Assumimos mais responsabilidades ou atividades do que conseguimos realizar, e com isso ficamos com uma sensação muito ruim de incapacidade ou de incompetência, o que não necessariamente é verdade.
Somos bombardeados por e-mail e whatsapp de artigos, relatórios, livros, revistas e tantas outras publicações que nos causa ansiedade e medo de perder algo importante ou ficar desinformado, o conhecido FOMO – Fear of Missing Out (medo de ficar de fora).
Os exemplos acima têm algo em comum: consomem recursos limitados (tempo, energia, financeiros, pessoas, etc.) e portanto, precisamos tratá-los de uma forma racional. Investir naqueles com maior retorno.
Precisamos a aprender a dizer não para aquilo que não nos agrega, caso contrário estaremos sempre atolados correndo o risco de dizer não para algo muito importante.
No mundo corporativo sempre tem aquele que pede ajuda para todo mundo e, para ajudá-lo, assumimos as tarefas dele. Para dar conta estendemos o horário de trabalho e, numa dessas ocasiões, não vamos a apresentação da nossa filha ou filho. Ao invés de dizer não ao colega do trabalho, o não foi dito para alguém muito mais importante.
Mas como fazer num caso como o acima? Se for um pedido eventual, ou ajuda pontual, não vejo problemas desde que isso não comprometa as suas atividades, caso contrário responder que não será possível ajudar desta vez.
Vejo três situações nas empresas geradoras de atrito e, consequentemente, perda de recursos ou destinação inadequada de recursos:
Não é difícil as empresas acumularem listas imensas de iniciativas, muitas delas sem objetivos definidos, sem vínculo com o planejamento estratégico, ou mesmo desatreladas de questões regulatórias ou requisitos legais.
Isso só gera ansiedade no time por não saber qual atender primeiro. É cada um correndo para um lado, priorizando de acordo com o seu entendimento ou avaliação, enfim, uma confusão.
Uma confusão que gera desgaste dos times, sobrecarga de trabalho e até retrabalho sem efetivamente alcançar o resultado esperado.
Não vejo problemas existirem muitas iniciativas, mas elas precisam ser priorizadas com base em critérios claros, objetivos e transparentes, o que deixa claro onde os recursos serão alocados.
Surgiu uma nova iniciativa, ela deve ser avaliada com os mesmos critérios e atualizada a lista de prioridades.
Nem todo projeto vai para frente! Essa é uma realidade empresarial!
Mesmo assim, muitos projetos continuam com a desculpa do tempo e dinheiro investido. Se não há perspectivas positivas o melhor é encerrar o projeto e destinar os recursos para outro.
Isso vale para um novo produto, um novo canal de distribuição ou mesmo uma empresa que foi comprada, como foi o caso da Nokia (divisão de celulares) comprada pela Microsoft em 2013.
O projeto Windows Phone fracassou e, ao invés de continuar insistindo, a Microsoft lançou para prejuízo cerca de US$ 7,6 bilhões em julho de 2015.
Essa é uma discussão eterna nas empresas. Sempre tem aquela pessoa que defende a continuidade desse produto pelas mais diversas razões, algumas até emotivas, mas de ordem prática não faz sentido.
Cada unidade vendida de um produto com margem de contribuição negativa significa a redução da lucratividade da empresa, por isso ele tem que ser descontinuado.
Só faz sentido mantê-lo se impulsionar a venda de um produto com margem de contribuição positiva e que juntos, o resultado seja positivo. Se não for esse caso, do ponto de vista econômico-financeiro, o produto tem que ser descontinuado.
Toda escolha implica em uma renúncia, mas precisamos aprender a dizer não para aquilo que não nos agrega! Aprender a desapegar daquilo que não nos serve mais! Aprender que há limites para corrigir o que precisa ser,, de fato, corrigido!
Quer saber como melhorar a priorização nas empresas e tomar decisões mais estratégicas que realmente geram resultados? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Marcio Motter
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Confira também: Mapeamento de Processos: Burocracia ou Alavanca para a Produtividade?
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