O post A Conexão do Pintor e Sua Tela — e a Comunicação nas Organizações apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Noutro dia, analisava uma foto tirada de um pintor, no exato momento em que ele deslizava seu pincel sobre a tela branca de um futuro quadro seu. E percebi algo quase mágico fluindo entre essas duas personas: o artista e sua tela.
Ao observar os momentos anteriores a esse encontro, percebo que há etapas e preparos. A tela não poderia ser tão somente uma tela qualquer. Para cada tipo de trabalho, há determinado aspecto da tela que merece ser observado.
Normalmente, o artista opta por telas constituídas de um tecido esticado e fixado, a rigor, a uma estrutura de madeira denominada painel ou chassi. Sobre esse tecido, é posta uma base branca, denominada gesso acrílico, que se constitui num preparo a ser aplicado sobre esta superfície. Os tipos mais usuais são os de linho, de maior durabilidade; os de algodão, mais afeitos aos ofícios de estudantes e trabalhos cotidianos; e os sintéticos.
O mais popular é o de algodão, por ser mais acessível e exigir menos esforço para ser esticado, sendo o preferido para tintas acrílicas e tintas a óleo. Já o de linho, considerado o padrão-ouro pelos pintores, caracteriza-se por conter fibras mais longas, ser de alta durabilidade e não se deformar com facilidade. Por fim, temos o sintético (poliéster), que apresenta maior resistência ao mofo e à umidade.
O artista, por seu turno, já separou as tintas com as quais pretende exercer seu ofício e encara a área branca à sua frente, tragando inspirações de sua musa ou de outros pontos profundos de sua alma, história e lembranças, despejando sua habilidade motora e sensorial, envolvendo-se num balé com seus pincéis e sua tela, ora num ritmo suave, ora numa fúria estrondosa e cheia de energia, dominado que foi por sua relação com sua obra.
Durante o processo criativo, as emoções e ideias que vão surgindo à mente do pintor se debruçam sobre a aquarela e demais opções de cores dispostas na sua bancada, travando uma comunicação silenciosa entre elas e as possibilidades que resultem no quadro mais próximo daquilo que o seu desejo pretende retratar, com a maior fidelidade que esses elementos permitam. Nada lhe pode escapar ou ser-lhe negligenciado! Nem um sobretom decorrente das misturas das tintas, nem um traço desenhado de forma imprudente. A figura que se constrói exige esmero, preparo, sensibilidade aguçada, empatia com a obra e a sua mensagem! O balé permanece vibrante, usando movimentos e cores complementares. Visão aguçada e ultradimensional, invadindo até órbitas espirituais, resvalando em Deus e retornando com iluminação divina.
A realidade toma, então, forma e vida, simulando uma conversa final entre a obra e seu criador sem que uma só palavra tenha saído dos lábios do artista. E a tela branca e antes desnuda, que se doou à arte e ao pintor, agora se recupera da frenética evolução do quadro, desde o seu início até o lavar dos pincéis pelo artista, e descansa silente sobre o cavalete que a suporta. Contudo, a mensagem está nela gravada para sempre. Os visitantes da sua futura exposição, seja em casas particulares ou museus públicos, terão reações das mais diversas, porque a interpretação da obra não é de cunho particular. Mas só o pintor e sua obra detêm, cada um de per si, a intensidade do processo criativo.
Essa cena acima descrita é uma metáfora útil para a comunicação nas organizações — uma arte que combina técnica, sensibilidade e preparo para produzir resultados claros, eficazes e duradouros, em que o preparo da tela engloba pelo menos três aspectos: estrutura, clareza e contexto.
Antes de o pincel tocar a superfície, o artista selecionou o tecido, esticou-o no chassi e aplicou a base apropriada. Na empresa, isso equivale a definir estruturas e contextos que permitam uma comunicação eficiente. Sem um briefing claro, objetivos bem definidos e canais adequados, as mensagens perdem-se como tinta sobre superfície mal preparada.
Isso pressupõe também três aspectos, a saber: o nível da linguagem do seu conteúdo, bem como o tom e a audiência.
O pintor escolhe entre linho, algodão ou sintéticos conforme a durabilidade e o efeito desejado. Da mesma forma, a escolha do conteúdo e do tom deve considerar o receptor: executivos, equipe técnica, clientes ou parceiros. Um relatório técnico exige densidade e precisão; uma comunicação motivacional pede linguagem concreta e empática.
Técnicas aplicáveis:
Inclui o ritmo, o feedback e igualmente, a iteração. O balé entre pincel e tela envolve movimentos suaves e explosões de energia. Comunicação eficaz também tem ritmo: alternância entre emissão e escuta, uso de feedback e ajustes contínuos. A ausência desse ciclo torna a comunicação unidirecional e menos eficaz.
Como operacionalizar:
Atenção às emissões de sinais não verbais e à coerência! No quadro, matizes sutis e traços determinam a percepção final. Na empresa, linguagem corporal, entonação e consistência entre discurso e prática pintam a reputação da organização. Mensagens contraditórias corroem confiança tão rapidamente quanto pinceladas descuidadas danificam uma obra.
Práticas recomendadas:
Uma obra que fala! Ao final, a tela não é mais um objeto passivo; ela carrega uma mensagem que inspira reações diversas, dependendo do olhar de quem a vê. Nas organizações, uma comunicação bem-feita não garante interpretações idênticas, mas reduz ruídos, aumenta o alinhamento e fortalece a cultura.
Uma empresa de médio porte, conforme pesquisas da área comercial, implementou três mudanças simples: briefing obrigatório antes de anúncios, resumo executivo em todos os relatórios e rodadas mensais de feedback. Em seis meses, registrou uma queda de 28% nas dúvidas enviadas por e-mail e um aumento de 15% na percepção de clareza em pesquisa interna.
Comunicar bem é preparar a tela, escolher os materiais, executar com técnica e ajustar a partir do retorno dos resultados colhidos. A conexão entre emissor e receptor, quando calibrada, transforma informações em ações concretas — e essa é a verdadeira arte da liderança organizacional. Eu diria, ainda, que é uma verdadeira obra de arte!
Quer saber mais sobre como a comunicação eficaz e eficiente nas organizações pode reduzir ruídos, alinhar equipes e transformar informações em ações concretas? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Acácio Lima dos Santos
https://acacio.lovable.app
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]]>O post Os Arrependimentos que Carregamos — e Aqueles que Ainda Podemos Mudar apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Ao longo da vida, passamos décadas nos conectando, nos desconectando, trabalhando, amando, crescendo e mudando ao lado de outras pessoas. Se pensarmos bem, muitos de nós passaremos quase quatro décadas trabalhando com pessoas. E, hoje em dia, por vivermos de forma mais saudável e por mais tempo, a longevidade deixou de ser apenas algo que perseguimos — ela passou a ser algo que, de fato, estamos vivendo.
Estamos vivendo mais. Entre os mais de oito bilhões de pessoas que compartilham este planeta, essa realidade nos traz um presente, mas também um desafio: talvez precisemos conviver por mais tempo com os nossos arrependimentos. E, como a vida continua, os relacionamentos também continuam — na vida pessoal, na profissional, nas amizades e nas histórias de amor.
Arrependimento faz parte de ser humano.
Às vezes, nos arrependemos porque a maturidade muda a nossa perspectiva. O que antes parecia gigantesco já não parece tão importante. Às vezes, é a distância que muda as coisas. O tempo nos transforma. As prioridades mudam. Mudamos de cidade, de país, de trabalho e até de versão de nós mesmos.
E, em algum momento do caminho, os arrependimentos silenciosamente se instalam.
O arrependimento de conexão acontece quando a distância entra na nossa vida — distância emocional, geográfica ou simplesmente a distância criada pelo tempo. Perdemos contato com pessoas de quem um dia gostamos profundamente. A vida acontece. Alguém se muda. Ficamos ocupados. Relacionamentos desaparecem sem grandes dramas, apenas no silêncio.
Mas aqui fica uma pergunta importante: estamos realmente fazendo esforço para nos reconectar?
A verdade é que, no mundo de hoje, reconectar-se muitas vezes leva apenas alguns segundos. Uma mensagem. Um áudio. Um simples “lembrei de você”. A tecnologia, com todas as suas falhas, também nos deu algo sem dúvida poderoso: a capacidade de diminuir distâncias. E talvez, por isso, o arrependimento de conexão seja um dos poucos arrependimentos que ainda podemos reescrever.
Você conhece aquela voz silenciosa dentro da cabeça que diz: essa não foi a minha melhor versão?
Talvez tenha sido aquele momento em que você falou de forma rude com alguém porque estava estressado. Talvez o medo tenha feito você agir de uma maneira que não refletia quem você realmente é. E talvez a preocupação, o orgulho ou o cansaço tenham falado mais alto.
Todos nós cometemos erros. Todos nós temos momentos que não representam o nosso melhor.
E, ainda assim, o arrependimento moral também pode ser um convite — um convite para refletir, pedir desculpas, crescer e, às vezes, consertar aquilo que ficou mal resolvido.
Mas os arrependimentos de conexão e os arrependimentos morais compartilham algo bonito em comum: muitas vezes, eles ainda podem ser desfeitos.
Independentemente da sua idade, da situação ou do tempo que passou, quase sempre existe uma oportunidade para nos reconectarmos, repararmos e escolhermos uma versão melhor de nós mesmos.
E talvez isso também faça parte do que significa ser humano.
Quer saber mais sobre como lidar com arreependimentos pode ajudar você a se reconectar, reparar erros e escolher uma versão melhor de si mesmo? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar sobre este tema.
Paulina Illanes
Especialista em Comunicação Corporativa e Business English
https://www.inglescompaulina.com.br
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]]>O post Conversa Segura Também Se Faz Com Limites apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Quando iniciamos uma relação — seja afetiva, de amizade ou profissional — costumamos fazer alguns acordos, ainda que nem sempre sejam verbalizados.
Dizemos que valorizamos a sinceridade. Que preferimos ouvir a verdade. Que estamos abertos ao diálogo. E que, se algo incomodar, a melhor escolha será conversar.
Nos relacionamentos amorosos, prometemos transparência. Nas amizades, lealdade. Nas equipes, feedbacks construtivos. E nas lideranças, abertura para ouvir.
Mas, com o passar do tempo, algo curioso acontece. As pessoas deixam de dizer o que sentem, adiam conversas necessárias, engolem pequenos incômodos, suportam situações que gostariam de questionar.
E, quando finalmente encontram coragem para se expressar, nem sempre encontram escuta.
Muitas vezes encontram resistência, justificativas, defesas, interpretações equivocadas, ou ainda a tentativa de invalidar aquilo que estão sentindo.
Talvez por isso tantas relações não se desgastem pela falta de afeto, e sim pela falta de espaço para a verdade.
Porque toda relação saudável precisa de algo que vai muito além da boa intenção: ela precisa ser capaz de sustentar conversas honestas. E é justamente nesse ponto que os limites entram na conversa.
Infelizmente, limites ainda carregam uma reputação injusta. Muitas pessoas os associam à rejeição, ao egoísmo ou ao afastamento, como se estabelecer um limite significasse erguer um muro entre si e o outro.
Mas a experiência mostra algo diferente. Na maioria das vezes, não são os limites que enfraquecem as relações. O que enfraquece as relações é a ausência desses limites.
Quando não comunicamos nossas necessidades, expectativas e desconfortos, abrimos espaço para interpretações, frustrações e ressentimentos.
O que não é dito não desaparece; apenas muda de lugar e vai se acumulando em silêncio, transformando-se em irritação, mágoa, desgaste, distanciamento físico e emocional.
Mas será que ele realmente começou ali?
Ou seria apenas a consequência de necessidades que ficaram tempo demais sem resposta?
Limites raramente surgem do nada. Frequentemente são precedidos por sinais, tentativas de comunicação, pedidos sutis, desconfortos que não encontraram acolhimento e verdades que não conseguiram permanecer na relação.
Talvez por isso seja tão importante compreender que o limite não é uma punição. Ele é uma informação: comunica o que é importante para nós, mostra o que conseguimos oferecer, explica o que já não conseguimos sustentar, revela onde precisamos de respeito, equilíbrio e reciprocidade.
Sem essas informações, o outro é obrigado a supor. E relações construídas na suposição costumam gerar mais frustração do que conexão.
Cabe uma pergunta aqui: será que queremos, de fato, relações honestas, ou queremos apenas relações “confortáveis”?
Porque relações honestas inevitavelmente exigem ajustes, conversas honestas, disposição para ouvir aquilo que talvez não gostaríamos de escutar e maturidade para compreender que o desconforto nem sempre é um ataque. Às vezes, ele é apenas um convite ao crescimento.
Talvez por isso tantas pessoas tenham dificuldade em estabelecer limites. Não porque desconheçam suas necessidades, mas porque temem as consequências.
Temem decepcionar, desagradar, gerar conflitos, perder pertencimento e, então, dizem “sim” quando gostariam de dizer “não”. Aceitam quando gostariam de recusar, concordam quando gostariam de questionar, cedem quando gostariam de se posicionar.
À primeira vista, parece uma forma de preservar a relação, mas pode acontecer um adoecido incômodo interno.
Porque existe um custo silencioso em permanecer dizendo “sim” para aquilo que já não faz sentido. Esse custo costuma aparecer na forma de cansaço emocional, ressentimento, sobrecarga e perda gradual da autenticidade.
A relação permanece. Mas a pessoa começa a desaparecer dentro de si mesma.
Dizer “não” não é necessariamente um ato de rejeição. Muitas vezes, é um ato de cuidado consigo mesmo e com a própria relação, porque prometer o que não podemos cumprir, aceitar o que nos machuca e sustentar o insustentável não fortalece vínculos. Isso apenas adia problemas que mais cedo ou mais tarde precisarão ser, de fato, enfrentados.
Quando um “não” é comunicado com respeito, ele oferece clareza. Quando se estabelece um limite com honestidade, ele cria previsibilidade. E quando uma necessidade é expressa de forma madura, ela amplia as possibilidades de compreensão.
Isso não significa que o outro sempre gostará do que ouvirá, mas relações saudáveis não dependem de concordância permanente; dependem de confiança. E confiança se fortalece quando existe espaço para a verdade.
Talvez a maturidade relacional não esteja apenas em compreender o outro. Ela também pode estar na coragem de se tornar compreensível, de mostrar suas possibilidades, limites, valores, seus “sim” e seus “não”.
Porque limites não são barreiras erguidas contra as pessoas. Limites são estruturas que ajudam as relações a permanecerem saudáveis. Eles não afastam quem deseja construir uma relação verdadeira. Ajudam, na verdade, a criar condições para que ela se sustente ao longo do tempo.
Ao final, talvez o desafio não seja aprender a dizer “não”. O desafio pode ser acreditar que uma relação saudável consegue sobreviver a ele, porque vínculos construídos apenas sobre concordâncias são frágeis.
Já aqueles que conseguem acolher diferenças, necessidades e limites têm mais chances de permanecer. Afinal, relações maduras não exigem que alguém desapareça para que o outro permaneça.
E a pergunta que fica de reflexão para esta nossa conversa hoje é:
Quais limites você já reconheceu internamente, mas ainda não encontrou coragem para transformar em diálogo?
Porque, muitas vezes, a conversa mais importante para fortalecer uma relação é justamente aquela que nos ajuda a permanecer inteiros dentro dela.
Quer saber mais sobre como estabelecer limites faz parte de uma conversa segura e pode fortalecer suas relações com mais verdade e confiança? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Até breve!
Angela Passadori
http://facebook.com/angelapassadori
https://www.linkedin.com/in/angelapassadori/
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]]>O post A Engrenagem Oculta dos Grupos: Como Inteligência Coletiva e CNV Constroem a Verdadeira Segurança Psicológica apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Olhe para a sua equipe hoje.
O que você enxerga? Um grupo de pessoas de mentes brilhantes, trabalhando individualmente, um organismo vivo em que a inteligência coletiva emerge, capaz de gerar soluções que ninguém conseguiria desenhar sozinho?
No cenário corporativo atual, muito se fala sobre Inteligência Coletiva. O conceito é sedutor: a soma das inteligências de um grupo, gerando um resultado exponencialmente maior, mas a verdade que o chão de fábrica e as salas de reuniões nos mostram todos os dias é que a inteligência coletiva não brota espontaneamente apenas reunindo pessoas talentosas em uma sala, ou em um canal de conversas. Ela exige um terreno fértil. E esse terreno atende pelo nome de Segurança Psicológica de Times.
Para que um grupo atinja seu potencial máximo, precisamos decodificar a dinâmica das relações humanas por meio de uma lente prática e empática. É aí que a Comunicação Não-Violenta deixa de ser uma teoria poética e então se torna uma abordagem para gestão estratégica.
Todo grupo passa por fases. Desde o entusiasmo inicial da formação até o momento inevitável em que as diferenças de perspectiva gerem atrito. Esse atrito é natural; o erro da liderança é querer silenciá-lo.
Quando um grupo não tem maturidade nas suas dinâmicas relacionais, então duas coisas costumam acontecer diante do conflito:
Em ambos os cenários, a inteligência coletiva morre. O grupo emburrece e empobrece. Para que possamos virar essa chave, precisamos mudar a qualidade da presença e da escuta mútua.
A Comunicação Não-Violenta, desenvolvida por Marshall Rosenberg, muitas vezes é mal compreendida como podem dizer que é “falar de forma fofa”. Na realidade, ela é uma das abordagens mais robustas de liderança e diagnóstico que conheço. Ela nos convida a sair do campo dos julgamentos, dos próprios erros e dos erros dos outros e buscar as necessidades/valores humanos universais de ambos.
Quando aplicamos os quatro pilares da CNV (Observação, Sentimento, Necessidade e Pedido) na dinâmica de um grupo, então o ambiente se transforma de forma gradual:
Amy Edmondson, professora de Harvard que ampliou o termo cunhado por Edgar Shein, define a segurança psicológica como a crença de que o ambiente é seguro para se correr riscos interpessoais. É saber que você não será ridicularizado ou punido ao admitir um erro, fazer uma pergunta “boba” ou propor uma ideia disruptiva.
A relação aqui é de causa e efeito:
Isso significa que se a relação for negativa, não será possível ter conversas que tragam possibilidades para superfície, com objetivo de gerar oportunidades que levem a ação e consequentemente a resultados sustentáveis
Quando os colaboradores percebem que suas vozes são escutadas com generosidade e sem vieses punitivos, então a dinâmica do grupo muda de patamar. O erro passa a ser visto como um dado de aprendizado, e não como uma falha de caráter. A inovação real surge porque a criatividade emerge nesse espaço de liberdade.
Se você quer ativar a inteligência coletiva na sua organização ou na sua equipe por meio da segurança psicológica de times, comece com quatro movimentos simples, mas profundos:
A inteligência coletiva não é um evento, mas um processo relacional. Cuidar da forma como nos comunicamos e como estruturamos o espaço para o outro existir e criar é, no fim do dia, o melhor investimento que podemos fazer pela sustentabilidade e saúde de qualquer negócio.
Quer saber mais sobre como a CNV e a inteligência coletiva podem construir verdadeiramente a segurança psicológica, transformar a comunicação da sua equipe e impulsionar os resultados? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Um grande abraço e até o próximo artigo!
Wania Moraes Troyano
Especialista em Resiliência Científica e Neurociências
http://www.waniamoraes.com.br/
Confira também: Pensamentos: A Chave para Transformar Problemas em Soluções
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]]>O post Protagonistas do Futuro: Como a Escola Pode se Conectar ao Mercado de Trabalho apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>No ambiente corporativo, impressiona-me constatar que profissionais com excelente formação e grande bagagem de vida, mostram apenas pequena parte de seu potencial quando precisam se comunicar; seja em liderança, apresentações, aulas, treinamentos ou mesmo em reuniões. Problemas diversos, tais como limitações na fala, na organização do pensamento, no uso da voz e da expressão corporal acabam por limitar carreiras, mesmo quando a competência técnica é indiscutível.
A pergunta que permanece é: de que vale um grande potencial intelectual, se ele não consegue de fato mostrar e dele fazer bom uso?
Ao longo de mais de 40 anos formando líderes, palestrantes e profissionais de todas as áreas, observei padrões que se repetem:
O resultado é previsível: bloqueios emocionais, estagnação na carreira e a crença equivocada de que não nasceram para falar, principalmente em público. Muitos relatam a mesma frustração, dizendo: “Gostaria de ter aprendido isso na escola.”
Pesquisando escolas e modelos pedagógicos, percebi que, apesar dos esforços, a comunicação ainda é pouco trabalhada como competência estruturante. Raros são os programas que desenvolvem, de maneira contínua, habilidades socioemocionais e comunicacionais.
Essa lacuna ganhou ainda mais relevância com a chegada do Novo Ensino Médio e a atualização das diretrizes do Projeto de Vida.
Vivemos um ambiente imprevisível, tecnológico, acelerado e, sem dúvida, emocionalmente desafiador. Nesse contexto, a pergunta essencial para as escolas é:
Como preparar de fato jovens para um mundo complexo sem perder de vista sua humanidade, identidade e propósito?
A BNCC (Base Nacional Comum Curricular), reforça essa necessidade ao incluir comunicação, autonomia, pensamento crítico e protagonismo entre as competências essenciais.
Com base nessa realidade e inspirados pelos resultados obtidos em décadas de formação corporativa, estruturamos um programa destinado a jovens do ensino fundamental e médio, chamado “Protagonistas do Futuro”, com a finalidade de fortalecimento do protagonismo dos alunos, por meio do ensino e tomada de consciência dos recursos de Comunicação, Liderança e Empreendedorismo.
A proposta é oferecer aos estudantes ferramentas práticas para:
Ganham confiança, autonomia e recursos emocionais para enfrentar transições como vestibular, primeiros empregos e escolhas profissionais. Aprendem a comunicar ideias, liderar iniciativas, bem como se posicionar no mundo real.
Além de agregar valor à formação integral, fortalecem sua reputação, aumentam o envolvimento com as famílias dos jovens, alunos mais engajados, fortalecimento da marca, porque mostram que são instituições capazes de preparar seus filhos para além do conteúdo acadêmico. Programas como este diferenciam a escola, atraem novas matrículas e reforçam valores de humanização, protagonismo e propósito.
Educadores tornam-se multiplicadores de uma metodologia moderna e aplicável à vida real. Ao ensinar, também desenvolvem competências que raramente fizeram parte de sua própria formação, um ganho duplo.
Maior proximidade com os alunos, pois além dos itens oferecidos no programa, poderão incluir suas próprias experiências, gerando maior engajamento.
Terão filhos que tenham maior desenvoltura para se expressar, liderar enfrentar mais facilmente os desafios da vida profissional e pessoal, percebendo que seus filhos estão desenvolvendo competências úteis, distintas da grade escolar tradicional, reconhecendo a iniciativa da escola que adotar esse projeto de vida, alinhado às novidades da BNCC do MEC. (Ministério da educação e Cultura)
Terão, as empresas, a oportunidade de contratar jovens certamente mais bem preparados para o início da vida profissional, mais seguros e comunicativos. Além disso, mais maduros e com uma visão sobre o mundo dos negócios e liderança, mais aptos ao convívio com outros profissionais e facilitando-lhes o engajamento e a prática dos seus conhecimentos.
O mundo não espera, e os desafios das próximas décadas exigem jovens mais preparados, comunicadores mais conscientes e, sem dúvida, líderes mais humanos.
O programa “Protagonistas do Futuro” nasce justamente para preencher essa lacuna, conectando assim escola, propósito e mercado de trabalho em uma jornada coerente, inspiradora e transformadora.
Por fim, nos colocamos à disposição caso queira apresentar esse projeto para a escola de seu filho ou escolas que se interessem em conhecer mais sobre esse sistema que se propõe fazer a diferença na vida dos seus alunos.
Para isso, nosso contato é www.passadori.com.br.
Quer saber mais sobre como escolas podem formar alunos mais preparados para os desafios da vida profissional, desenvolvendo comunicação e liderança, e tornando-os protagonistas do futuro? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Reinaldo Passadori
CEO da Passadori Comunicação, Palestrante e Mentor
https://www.passadori.com.br/
Confira também: A Comunicação e o Equilíbrio Emocional na Era da IA
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]]>O post Confiança e Competência: A Armadilha de Confundir os Dois apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Brené Brown e Adam Grant perguntam no quarto episódio do seu podcast: “O que acontece quando a nossa confiança supera a nossa competência?” A pergunta é poderosa e me colocou na urgência de compartilhar o que observo na prática: confiança e competência não se medem na mesma escala.
A questão não é quando uma supera a outra. A questão é o que acontece com a nossa percepção de competência quando a confiança está distorcida.
“Confio nele(a), é muito competente.”
Essa frase é dita com frequência nas organizações. E parece certa, mas ela já carrega dentro de si a armadilha.
Confiar porque é competente não é confiar. É aprovar uma performance. E essa confusão tem custo alto: na liderança, na equipe e na relação que cada líder tem consigo mesmo. Acompanho líderes há anos e essa é uma das confusões mais recorrentes que encontro nos diagnósticos de confiança.
Precisamos nomear a diferença, porque ela organiza o que vem depois.
Competência é técnica, mensurável, contextual. Para Guy Le Boterf, referência no tema, a competência não é um estado fixo. É um saber agir em situação: ela se revela no que a pessoa faz diante de um contexto real, pode ser observada, avaliada e desenvolvida. Responde à pergunta: o que essa pessoa sabe e consegue fazer agora?
Confiança vive na relação, comigo e com o outro. São os comportamentos que me aproximam: a coerência entre o que sinto, digo e faço; a capacidade de me expressar e de deixar espaço para o outro; a disponibilidade de estar presente sem precisar controlar. Responde a uma pergunta diferente: como me relaciono, incluindo no que ainda não sei?
São perguntas diferentes. E quando as confundimos, o custo então aparece na relação:
Perco a percepção de onde me situo. E perco a do outro também.
O primeiro caso é interno. O(A) líder diz que é autoconfiante, mas o que governa é uma régua de competência alta e exigente, sinônimo de autocobrança alta. Ela produz dois comportamentos opostos com a mesma raiz: avançar e ocupar todo o espaço, sem escuta, sem abertura para o outro; ou recuar e não se posicionar, porque nunca atinge o próprio critério de saber o suficiente. Em ambos, a expectativa do outro, ou da organização desaparece, pois o(a) líder está sempre respondendo à própria régua.
A relação some e, com ela, a possibilidade de um diagnóstico real.
O segundo caso é com a equipe. Líderes frequentemente confundem nível de delegação com nível de confiança: autonomia baixa vira incompetência, incompetência vira desconfiança. O ciclo se fecha e, assim, nunca muda. A equipe aprende a entregar o que é cobrado, mas não a contribuir com o que é possível. E o(a) líder permanece convicto de que o problema é de competência, quando o que falta é a relação.
O que escapa nessa lógica: a relação precede o diagnóstico de competência. É na relação lúcida que consigo identificar o que o outro de fato sabe, onde está o limite e o que precisa ser desenvolvido. Sem esse contato, minha avaliação é sempre parcial.
Não se trata de calibrar confiança e competência entre si, mas de perceber que elas respondem a perguntas diferentes, e parar de usar uma como medida da outra. Quando essa separação acontece, algo muda: consigo construir confiança enquanto desenvolvo competência, e não depois. Consigo confiar no meu posicionamento mesmo sem ter todas as respostas. E consigo criar espaço real para a relação acontecer, com a equipe, com os pares, comigo mesmo.
Confiança não é o prêmio da competência. É o solo em que a competência pode ser vista e crescer.
Na próxima vez que perceber que está avaliando alguém, ou a si mesmo, pause e pergunte: estou medindo competência ou construindo relação?
A resposta pode revelar onde está a verdadeira armadilha.
Quer saber mais sobre como a confusão entre confiança e competência pode distorcer decisões, enfraquecer relações bem como comprometer a liderança nas organizações? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Sara Veloso
Coach Executiva ICF | 25+ anos em liderança e RH global
Especialista em confiança, Advisor STARTRUST, Análise comportamental e estabilização emocional
Criadora e Facilitadora do Programa “Liderar pelo Prisma da Confiança”
contato@saraveloso.coach
https://www.linkedin.com/in/saraveloso-ptfr/
Confira também: Autoconfiança: O Superpoder Que Talvez Você Ainda Não Acessou
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]]>Nasci numa cidade litorânea chamada Santos, que na verdade é uma ilha muito apreciada por turistas com várias características que a moldaram ao longo dos anos. Temos prédios e construções históricas que apresentam a riqueza de nossas terras e a pujança da força da indústria e agricultura, como se vê nos espaços da Bolsa do Café.
Destaca-se também a minha cidade, na política brasileira, que desfrutou da presença de imperadores. Vários nomes de peso na vida pública nacional e internacional já transitaram por aqui. Reis e rainhas, presidentes de nações estrangeiras e pessoas de poderoso vulto na área da economia mundial. Além disso, esportistas, artistas de vários seguimentos e outros tantos.
Contudo, um dos seus maiores destaque está na sua praia, que conta com o maior jardim de praia do mundo, ocupando uma área de aproximadamente 218.000 m² (5.335 metros de comprimento, que acompanham sete praias da cidade, com uma largura que varia de 45 a 50 metros, circunstância esta reconhecida oficialmente pelo Guinness World Records), que faz o limite com sua baía, quase que fechada ao centro, com um mar quase sempre amigável, mais parecendo uma lagoa com ondas do que qualquer outra coisa.
Numa destas surpresas marítimas, fui arrastado pelo refluxo[1] da onda que me sobreveio e puxado para alguns metros mar adentro. Era uma criança, o susto foi tremendo, não tinha estrutura física para vencer o mar frente a frente a frente. A preocupação maior era recuperar o fôlego a todo custo. E, como um dia me ensinaram, nadar paralelamente às ondas e a faixa de areia, aproveitando a força das ondas para retornar à margem.
[1] O refluxo das ondas do mar é o denominado retorno da água ao oceano após rebater na orla da praia, e nesse momento ela o faz em alta velocidade por canais nos bancos de areia, que se chamam correntes de retorno (ou rip currents).
Todavia, no início desta ferrenha batalha, uma ou duas ondas me pegavam novamente e me embrulhavam como um presente, devolvendo-me para o fundo do mar e sugando todas minhas energias. Denominávamos essa experiência como “caixote”, em função do espaço restrito que as ondas nos empunhavam, quando nos víamos num estado de transição entre a vida e a morte. Mas sobrevivi, como podem deduzir por estar aqui escrevendo este texto, que está longe de ser psicografado.
Estas memórias me trazem à lembrança, uma frase costumeira que se ouve ou se lê dentro de algumas empresas e instituições, e que assim diz: “Estamos vivendo um momento de transição.” Mas o que esta frase de fato diz ou não diz?
Bem, num primeiro momento podemos dizer que esta frase vem à tona quando de uma hora para outra percebe-se que algumas coisas não estão indo como deveria, e aqui e acolá começam a aparecer alguns desajustes na organização. Realização equivocada de tarefas, falta de padrão ou referência nas atividades da empresa, dissabores nos relacionamentos dentro do ambiente de trabalho, desconfiança, comunicação ineficiente, hierarquia comprometida, erro de condução do panejamento até a execução dos ofícios, etc. Um verdadeiro “caixote”.
Nesse contexto, exsurge essa expressão acerca de uma “transição”, geralmente dita por alguém que procura restabelecer alguma ordem na bagunça que foi criada, dando-se a esta frase um “quê” de pausa, antes de mudanças que sobrevirão. É um pedido de tempo dentro do jogo, geralmente partindo da direção, onde serão reavaliadas as circunstâncias e as causas do imbróglio para o encerramento da crise instaurada.
Esse é o primeiro locus desta expressão. É a preocupação de quem tem a responsabilidade de colocar ordem na casa, de analisar o que de fato está ocorrendo e distinguir a verdade da invencionice. Esta pessoa é quem vai verificar o cerne da questão, os personagens atuando para o bem ou o mal da instituição e as providências efetivas a serem tomadas a fim de restabelecer a direção para onde o barco deve ir, de que forma e bem assim, com quem, pois essas circunstâncias também apontam os responsáveis.
Para isso, a pausa é necessária, a fim de a comunicação ser refeita de modo a amainar preocupações infundadas e proporcionar clareza nas recomendações e diretrizes a serem aplicadas. A pausa é o ponto de partida de toda transformação!
Mas muitas vezes, a frase não se encontra num contexto de recuperação do controle da situação. Ela só está mascarando uma situação que a cúpula da entidade está se valendo para simular uma gerência preocupada com seus subordinados. Frase dita para segurar provisoriamente uma situação que a direção já sabe das consequências, ou não se preocupa com elas, fingindo dar providências saneadoras.
É o que acontece com empresas criadas para juntar riquezas a qualquer custo, distantes de uma postura ética, sem vínculo com o verdadeiro papel social de uma instituição séria. E desatrelada de um verdadeiro compliance, permanecendo alheia aos colaboradores e suas demandas.
Antevendo que a catástrofe se aproxima, os responsáveis por gerir a empresa preparam seus botes deixando os tripulantes do Titanic a mercê de sua sorte, amarrados a um caixote, sem qualquer perspectiva de uma melhora da situação.
Mar calmo não faz bom marinheiro, contudo, também exige vigilância. E nas praias de Santos, onde o mar muitas vezes parece uma lagoa mansa, existe uma armadilha: o refluxo súbito que arrasta banhistas desprevenidos para o “caixote” — aquele espaço angustiante entre ser levado mar adentro e conseguir voltar à margem. A imagem é poderosa para qualquer organizador, gestor ou líder de equipe. Ela ilustra em poucas braçadas como situações corporativas aparentemente estáveis podem esconder correntes perigosas — falhas de processo, comunicação ineficiente, cultura permissiva — cujos efeitos só se revelam quando alguém é pego pela maré.
Assertividade não é agressividade nem passividade: é comunicar limites, decisões e expectativas com clareza e respeito. Em termos práticos, a assertividade funciona como colete salva-vidas de duas formas:
E é de bom que se diga que o Compliance não é apenas um conjunto de regras formais. Na verdade, ele é o sistema que torna sustentáveis tanto as atitudes assertivas bem como o gerenciamento responsável. Pense no compliance como o mapa dos bancos de areia e canais de retorno:
Da combinação destes três elementos, podemos comunicar regras e consequências de forma mais clara. Aumentando assim a absorção às normas, de modo que os colaboradores entendam limites e façam escolhas mais alinhadas.
À guisa de exemplo, procure imaginar uma fábrica com repetidos pequenos acidentes. A direção usa a expressão “estamos em transição” sem fechar causas nem medidas. O resultado será: medo, boatos e passividade — ou seja, um “caixote”, engessando a empresa.
Uma intervenção assertiva diria:
“Temos três causas identificadas; hoje a partir de X horas vamos aplicar medidas A, B e C; todo colaborador tem canal direto para reportar falhas.”
O compliance garante que as medidas sejam formalizadas e auditáveis; o gerente responsável acompanha métricas e corrige a rota quando necessário. Assim a “maré” será identificada, e caso alguém seja arrastado, há uma linha de resgate pronta.
A lição que Santos nos traz, é o fato de que, viver numa cidade de mar aparentemente calmo ensina vigilância, humildade e preparo. Seja na empresa, como na praia, o fato de tudo parecer sob controle não dispensa o uso de mapas atualizados (compliance), comunicação firme e humana (assertividade) e pessoas que estejam prontas para agir com responsabilidade — o barco segue seguro e a tripulação confiante.
E quando a onda vier, não dependeremos só de sorte: teremos coletes bem ajustados e gente que sabe nadar paralela à corrente para voltar à margem. Mesmo que o mar não esteja para peixe!
Quer saber mais sobre como o gerenciamento responsável ajuda empresas a prevenir crises, fortalecer a assertividade e transformar transições em ações concretas? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Acácio Lima dos Santos
https://acacio.lovable.app
Confira também: A Assertividade e a Comunicação na Atualidade: A Mensagem do Luto como um Silencioso Professor
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]]>Abraham Maslow, um psicólogo norte-americano, introduziu uma estrutura poderosa que explica a motivação humana: a Hierarquia de Necessidades – Maslow’s Hierarchical Needs.
Este modelo em forma de pirâmide categoriza nossas necessidades fundamentais, começando pelas mais básicas de sobrevivência e progredindo em direção à autorrealização. Embora tenha sido originalmente criado para entender o comportamento humano, ele continua extremamente atual e funciona muito bem para gerar insights valiosos sobre carreira e crescimento profissional — independentemente do setor ou da posição.
E talvez hoje faça ainda mais sentido. Em um mundo cada vez mais influenciado por inteligência artificial, entender o que nos move como humanos deixou de ser um diferencial — passou a ser de fato essencial. A tecnologia evolui, mas a motivação humana continua sendo a base de tudo.
A hierarquia de Maslow consiste em cinco níveis, cada um construído sobre o anterior. No contexto profissional, esses níveis ajudam a entender o que realmente nos motiva — e como podemos crescer com consistência, não apenas com pressa.
Physiological Needs – The Foundation
Na base da pirâmide estão as necessidades básicas de sobrevivência: comida, água, abrigo e descanso. No ambiente de trabalho, isso se traduz em remuneração justa, segurança no emprego e condições adequadas.
Sem esses fundamentos, é desafiador manter foco, energia e desempenho.
Safety Needs – Stability and Security
Quando o básico está atendido, então o foco passa a ser estabilidade — tanto financeira quanto profissional. As pessoas buscam previsibilidade, benefícios e um ambiente de trabalho saudável, sem pressão excessiva ou insegurança constante.
Empresas que ignoram esse nível costumam enfrentar alta rotatividade. Não é sobre geração — é sobre comportamento humano.
Belongingness and Love Needs – Workplace Relationships
Somos seres sociais. O senso de pertencimento é indispensável.
No trabalho, isso aparece na colaboração, na mentoria e em uma cultura que realmente inclua. E, principalmente, no sentimento de ser valorizado de forma genuína (being strongly valued) por colegas e líderes.
Isso impacta diretamente a motivação — muitas vezes mais do que o próprio salário.
Esteem Needs – Recognition and Achievement
Com segurança e conexão estabelecidas, surge a necessidade de reconhecimento, respeito e evolução.
Este nível está ligado ao avanço na carreira, ao desenvolvimento de habilidades bem como à construção de credibilidade. E um ponto importante: a falta de reconhecimento pode gerar desengajamento, mesmo quando todo o resto está “certo”.
Self-Actualization – Purpose and Fulfillment
No topo está a autorrealização — o desejo de atingir o próprio potencial.
No ambiente profissional, isso pode significar liderar projetos, desenvolver pessoas ou encontrar um sentido mais profundo no que se faz. Aqui, o trabalho deixa de ser apenas sobre salário e passa então a ser sobre impacto.
E mesmo com o avanço da inteligência artificial, esse nível continua sendo essencialmente humano: propósito não se automatiza.
Entender essa hierarquia nos ajuda a avaliar onde estamos na nossa jornada profissional.
O exercício que eu faço comigo mesma — e incentivo meus clientes a fazerem — é refletir sobre o seguinte:
Você está de fato disposto a passar por todas essas fases? E já desenvolveu a maturidade para entender, absorver e aplicar que, muitas vezes, queremos pular etapas… mesmo tendo muito conhecimento… mas com um pensamento que ainda não mudou?
No final das contas, a decisão sempre estará nas suas mãos.
Quer saber mais sobre como a Pirâmide de Maslow pode ajudar você a compreender sua carreira em tempos de IA, fortalecendo segurança, pertencimento, reconhecimento e propósito? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar sobre este tema.
Paulina Illanes
Especialista em Comunicação Corporativa e Business English
https://www.inglescompaulina.com.br
Confira também: A Jornada Infinita do Aprendizado e Por Que as Empresas PRECISAM Investir em Conhecimento para Seus Funcionários
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]]>Existe um tipo de silêncio que acalma.
Aquele que acolhe, organiza os pensamentos, desacelera o corpo e oferece descanso.
Mas existe também um outro silêncio.
Um silêncio pesado.
Um silêncio que não traz paz, traz acúmulo.
E talvez um dos maiores equívocos emocionais da vida adulta seja confundir silenciamento com equilíbrio.
Quantas vezes você já disse que estava tudo bem apenas para evitar desgaste?
Quantas vezes escolheu “deixar para lá” quando, na verdade, algo dentro de você queria ser escutado?
E quantas emoções foram engolidas em nome da maturidade, da desejada harmonia ou da manutenção de uma relação?
Vivemos em uma sociedade que frequentemente elogia pessoas que suportam muito, que evitam conflitos, que não “dão trabalho”, que conseguem permanecer calmas mesmo diante do desconforto.
Mas pouco se fala sobre o custo interno disso.
Porque emoções não desaparecem só porque não foram verbalizadas. Elas permanecem.
Se acumulam no corpo, nas tensões, no cansaço constante, na irritação silenciosa, na falta de entusiasmo, na dificuldade de relaxar. Se acumulam na sensação de estar sempre sustentando algo por dentro.
Muitas pessoas passaram tantos anos se adaptando emocionalmente que já não conseguem identificar o que realmente sentem. Aprenderam a minimizar incômodos, justificar excessos, racionalizar dores.
E, aos poucos, foram transformando silêncio em algo normal.
Existe uma diferença importante entre escolher o silêncio com consciência e silenciar a si mesmo por medo, exaustão ou insegurança.
Talvez por isso algumas pessoas convivam com uma sensação difícil de explicar: aparentemente está tudo sob controle, mas internamente existe um esgotamento emocional contínuo.
É como se a alma estivesse cansada de sustentar o que nunca encontra espaço para existir.
E nem sempre isso acontece em relações explicitamente difíceis. Às vezes acontece em ambientes onde a pessoa sente que precisa manter uma imagem forte, equilibrada, disponível ou agradável o tempo inteiro.
Então ela se adapta.
Evita falar para não decepcionar. Evita se posicionar para não gerar desconforto. E evita demonstrar fragilidade para não parecer fraca.
Até que um dia percebe que desaprendeu de se escutar. Quem silencia excessivamente para manter vínculos começa, pouco a pouco, a se abandonar dentro deles.
E isso costuma acontecer de maneira muito sutil.
Primeiro você deixa passar pequenas coisas. Depois relativiza desconfortos maiores. Até que emoções importantes passam a ser tratadas como exagero, sensibilidade excessiva ou drama.
Mas será mesmo?
Ou talvez exista apenas uma necessidade legítima de ser escutado, respeitado e emocionalmente considerado?
Existe uma pergunta importante que poucas pessoas fazem a si mesmas:
Porque nem todo silêncio é sinal de maturidade emocional. Às vezes, é apenas o medo de não ser compreendido.
E isso merece atenção.
Há pessoas que não falam porque não conseguem organizar o que sentem. Outras porque cresceram em ambientes onde emoção era invalidada. Algumas porque aprenderam que se posicionar gerava punição, afastamento ou rejeição.
Então silenciam.
Não porque não sentem. Mas porque aprenderam que expressar o sentir não era seguro.
E, com o tempo, o silêncio vai deixando de ser uma escolha pontual para se tornar uma forma de existir.
Só que o corpo percebe. O corpo sempre percebe.
Ele manifesta aquilo que a mente tenta controlar. Ele grita silenciosamente o peso das conversas não ditas, das emoções reprimidas, dos limites ignorados:
Às vezes o corpo está apenas tentando devolver à consciência aquilo que foi silenciado por tempo demais.
Existe um ponto importante aqui: este texto não é um convite para sair falando tudo impulsivamente.
É perceber o que você vem calando de si mesmo, reconhecer o que está sendo acumulado emocionalmente. É identificar em quais ambientes sua voz se retrai, entender quais relações acolhem sua verdade e quais apenas toleram versões adaptadas de você.
Porque paz não é ausência de conflito. Paz é ausência de guerra interna.
E talvez algumas pessoas estejam tão acostumadas a evitar conflitos externos que não percebem o tamanho do conflito emocional que carregam por dentro.
Por isso, antes de continuar silenciando para manter tudo funcionando, talvez valha refletir:
Talvez o silêncio mais perigoso não seja aquele que acontece entre duas pessoas, mas aquele que acontece dentro de nós.
Quando deixamos de nomear dores, de validar emoções, de reconhecer limites, de admitir cansaços.
Porque tudo aquilo que não encontra espaço para se elaborar internamente continua buscando alguma forma de se manifestar.
Muitas vezes, a vida inteira começa a ficar pesada sem que a pessoa compreenda exatamente por quê.
Nem todo silêncio é paz.
Às vezes, é apenas uma emoção esperando coragem, segurança ou acolhimento para finalmente existir.
E então, talvez a reflexão mais importante não seja sobre aquilo que você ainda não conseguiu dizer aos outros, mas sobre aquilo que você vem deixando de dizer a si mesmo.
Porque o primeiro lugar onde uma conversa segura precisa acontecer, é dentro de você.
Quer saber mais sobre como o silenciamento emocional pode afetar sua paz interior, sua saúde emocional e causar exaustão? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Até breve!
Angela Passadori
http://facebook.com/angelapassadori
https://www.linkedin.com/in/angelapassadori/
Confira também: Nem Toda Conversa Precisa Acontecer e Isso Também é Maturidade
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]]>“Eu não resolvo os meus problemas. Eu conserto meus pensamentos. E então meus problemas se resolvem sozinhos.”
Essa frase da Louise Hay é um convite para pararmos de lutar contra a corrente e começarmos a olhar para o leme. Muitas vezes, passamos a vida tentando apagar incêndios externos, sem perceber que a faísca está dentro de nós. Isso nos leva sempre a refletir que, por mais que busquemos respostas para questões, problemas e situações externamente, na verdade, só encontraremos a resposta dentro de nós mesmos.
Temos o hábito exaustivo de tratar a vida como um jogo. Ou seja, temos uma crise financeira e, assim que a resolvemos, achamos que tudo irá se acalmar; então emerge um conflito familiar e a mesma coisa se repete. Quando silenciamos uma crítica externa, uma insegurança interna então grita mais alto. Estamos rotineiramente correndo para consertar o mundo, as pessoas e as situações, acreditando que a paz está no próximo problema resolvido e que somos capazes de fazê-lo.
Mas a verdade, como Louise Hay tão gentilmente nos ensinou, é que o mundo exterior é um reflexo do nosso cenário interno.
Quando Louise diz que “conserta seus pensamentos”, ela não está sugerindo uma negação da realidade, mas sim uma mudança de frequência.
Se você busca resolver um problema mantendo a mentalidade que o criou, você está apenas adiando o inevitável, Dzogchen Ponlop diz a mesma coisa no livro Resgate Emocional. É como buscar limpar uma mancha no espelho quando a sujeira está, na verdade, no seu rosto. Ao limpar o rosto, o pensamento e a imagem no espelho se transformam instantaneamente. Somos pura energia e, se não soubermos utilizá-la, andamos em círculos. Dzogchen nos diz que temos o positivo e o negativo dentro de nós, e o que precisamos é perceber que está tudo incluído. Essa é a base que Buda nos traz quando fala do caminho do meio; não é aceitar uma coisa e rejeitar a outra, mas, sim, perceber que temos ambas dentro de nós.
Existe uma economia de energia profunda em focar no interno. Quando você percebe que tem medo e busca pela a confiança, percebe que também tem coragem. Assim como acontece com a escassez e a gratidão, e com o autojulgamento e o acolhimento, a estrutura da sua realidade se reorganiza e você consegue se autorregular.
Consertar o pensamento não é sobre perfeição, mas sobre curadoria. É se perguntar, diante de um desafio: Qual crença eu estou alimentando que faz esse problema parecer insolúvel?
Ao ajustar a lente, a paisagem muda. Evite lutar contra as sombras e perceba que a luz está ali e você precisa acendê-la. Quando você cuida da qualidade das sementes que planta em sua mente, o jardim da sua vida floresce por conta própria.
Tudo o que você está enfrentando hoje é uma oportunidade para mudar a forma como você pensa. Nada é singular, permanente ou independente e tudo depende de causas e condições.
Como você se sente ao procurar aplicar essa perspectiva em algo que está te preocupando hoje?
E como a CNV pode apoiar?
Mudar o pensamento, como sugere Louise Hay, não é apenas repetir afirmações positivas; é aprender a escutar o que está por trás do barulho mental. É aqui que a CNV entra como uma lanterna, ajudando-nos a ressignificar nossos pensamentos por meio da clareza e da autoempatia.
A frase de Louise nos ensina que o problema não é o evento em si, mas como pensamos sobre ele. A CNV nos convida a substituir o julgamento (“Isso é terrível”, “Eles estão errados”) pela observação neutra.
Problemas persistem quando ignoramos as necessidades humanas universais e básicas que estão sendo sinalizadas. Quando Louise fala em remodelar ou ressignificar o pensamento, ela está nos pedindo para sair da mentalidade de vítima ou, como diz Carol Dweck, do mindset fixo, e entrar na mentalidade de autorresponsabilidade, utilizando o mindset de crescimento.
Muitas vezes, nossos pensamentos são violentos conosco. Nós nos criticamos por ter problemas. A fusão Hay/CNV sugere que a solução nasce do acolhimento e de sermos nossos melhores amigos.
Quando você une essas abordagens, então o processo de resolver problemas sozinhos se torna lógico e possível:
A violência é a expressão trágica de necessidades não atendidas. Ao identificar essas necessidades, você transforma o pensamento e a vida se reorganiza.
Qual área da sua vida você sente que mais precisa desse “olhar de compaixão” para que os pensamentos comecem a se transformar?
Quer saber mais sobre como transformar problemas em soluções mudando a forma como você pensa e se comunica? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Um grande abraço e até o próximo artigo!
Wania Moraes Troyano
Especialista em Resiliência Científica e Neurociências
http://www.waniamoraes.com.br/
Confira também: Quando a Boa Intenção Não se Transforma em Ação: O Que a CNV e a Psicanálise Têm em Comum?
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