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A Assertividade e a Comunicação na Atualidade: A Mensagem do Luto como um Silencioso Professor

Você sabia que o luto também ensina líderes e equipes a enxergar legados invisíveis? Entenda como comunicação, assertividade e rituais de memória podem transformar perdas em aprendizado organizacional.

A Assertividade e a Comunicação na Atualidade: A Mensagem do Luto como um Silencioso Professor

A Assertividade e a Comunicação na Atualidade: A Mensagem do Luto como um Silencioso Professor

A mensagem do Luto

Um dos momentos mais difíceis de todo mundo nesta breve passagem pela vida, e digo breve mesmo, considerando que alguns de nós consigam a proeza de passar dos cem anos, se dá quando somos atravessados pela notícia da morte de alguém. Sobretudo, quando esta pessoa é alguém do nosso círculo íntimo familiar ou de amizade.

Difícil… Muito difícil… Seja pela notícia repentina ou pelo desfecho de uma longa doença ou ainda, farta idade. Trata-se de alguém que até pouco esteve ao nosso lado, nos brindando com alegrias e histórias, suas lutas e vitórias, bem como suas expectativas vívidas que, de forma repentina, quase sempre sem nenhum aviso,  parece que foram lacradas numa caixa de absoluta ausência e silêncio e disparadas para o espaço ou às profundezas do mar.


Um Silencioso Professor

Nessa hora, a da contemplação do corpo moribundo, que às vezes traz um rosto tranquilo como que confirmando a passagem para o céu e, ou talvez num outro momento, um semblante marcado por dores sofridas durante a vida ou até mesmo selado dentro de um caixão em quietude, nós entramos num momento mais singular comumente denominado luto.

E ali, todos nós mesmo desprovidos de uma clássica erudição grega, filosofamos… E todos nós refletimos… Nosso relógio para teimosamente, como que querendo eternizar a presença do falecido pelo maior tempo possível. E envoltos num mar de lembranças que nos envolve, tanto de certezas como também de dúvidas e de esperanças, ficamos ali, passivos. Com esperanças pelo ente que se foi e esperanças sobre o que o futuro nos reserva após essa partida.

O luto é como uma página rasgada de dentro do livro da nossa vida, de um capítulo que já passamos por ele e que sabemos que não está mais lá, mas do qual nos lembramos com clareza daquilo que nele estava escrito. E isto nos marca profundamente. E muito…


Uma Mensagem Complexa

Na nossa comunicação, enquanto vivos, vamos pontuando histórias e ações que deixam registros, bons e ruins em todos que esbarram no nosso cotidiano. E quando morremos, esses registros perduram, da mesma forma como perduram os aromas das deliciosas comidas preparadas com carinho por nossas mães e bem assim, os carinhos dos tempos de namoro da nossa juventude. Emoções que se misturam com sabores, aromas, sensações das mais variadas. Tudo comunica, tudo se intensifica, tudo se consolida.

No luto, todo caixão deixa uma mensagem. Uma no mínimo, pois à medida que as pessoas prestam homenagens ou tecem comentários sobre o ente que partiu, histórias somam-se a outras histórias e outras vidas, revelando fatos até então encobertos, sejam bons ou ruins.

Descobre-se um ser multifacetado, cheio de episódios e aventuras. O luto provoca, ele convida, instiga-nos de várias formas. Ora de um modo suave, e em outro momento nos assalta num susto por uma determinada faceta até então alheia à nossa percepção. O luto fala… E muito…


O Luto no Ambiente Corporativo: Lições de um Silencioso Professor para Líderes e Equipes.

Imagine uma situação em que um líder da empresa venha a falecer ou se afastar em definitivo — seja por aposentadoria, demissão ou outra razão qualquer.

Nesse momento de “contemplação”, como descreve o texto acima sobre o luto, o tempo parece parar. Equipes param, há uma ruptura, e elas refletem sobre o ocorrido, sendo inundadas por um mar de lembranças: projetos bem-sucedidos, feedbacks marcantes ou até mesmo dúvidas sobre caminhos não trilhados. O luto, nessa perspectiva, é como uma página rasgada do livro da organização — onde a pessoa está ausente, mas eternamente lembrada, moldando o futuro da empresa.

No mundo corporativo, onde é comum perdermos colegas, mentores ou até líderes icônicos, ignorar esse “silencioso professor” é um erro de postura estratégica. Cada partida deixa uma “mensagem complexa”: registros de ações boas e ruins, que se misturam como aromas de memórias.

Histórias emergem em velórios corporativos (ou reuniões de homenagem), revelando facetas multifacetadas do indivíduo — o gerente rigoroso que, nos bastidores, preparava cafés para a equipe exausta e outros ocorridos. Como dito acima, o luto instiga: convida à reflexão suave ou assalta com surpresas, forçando-nos a filosofar sobre legados.


E aqui vão algumas sugestões de como fazer valer esse aprendizado do luto e transformar o luto em crescimento organizacional:
  • Crie momentos de Reflexão Coletiva: Após uma partida, organize “sessões de legados” em um tempo não muito longe do fato, talvez dentro de 48 horas. Peça à equipe para compartilhar uma memória positiva e uma lição aprendida, como no luto que eterniza presenças. Isso humaniza o RH e fortalece laços, reduzindo turnover em 20% (dados de estudos da Gallup sobre pertencimento).
  • Mapeie “Mensagens Multifacetadas”: Use ferramentas como feedback 360 póstumo ou “árvore de impactos” (um diagrama simples de ações deixadas pelo colaborador) ou uma linha do tempo. Descubra histórias ocultas — o impacto de um e-mail motivador anos atrás — e integre ao plano de sucessão. Resultado: líderes mais completos, evitando vieses de percepção superficial.
  • Eternize “Páginas Rasgadas” com Narrativas Vivas: Implemente “livros de memórias” digitais (via Google Workspace ou Notion), onde equipes registram aprendizados de quem partiu. No luto, o relógio para; na empresa, isso acelera inovação, transformando perdas em “esperanças pelo futuro”, como sugere o texto.

Essas práticas não são só empáticas — são rentáveis. Empresas como Google e Patagonia usam rituais semelhantes para processar experiências decorrentes de lutos, elevando engajamento e resiliência. O caixão corporativo (ou a cadeira vazia) sempre deixa uma mensagem: ouça-a, e sua organização filosofará menos sobre perdas e mais sobre legados duradouros.

Mas nunca esqueça de algo fundamental! É o fato de estarmos vivos que torna possível mudarmos todas as coisas!

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” (Eclesiastes 9:10)


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Quer saber mais sobre como o luto no ambiente corporativo pode revelar mensagens importantes sobre comunicação, legado e cultura organizacional? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Acácio Lima dos Santos
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Confira também: A Assertividade e a Comunicação na Atualidade: O Cavalo, a Sela e a Oportunidade nas Decisões Profissionais

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Acácio L. dos Santos é servidor público, com mais de 34 anos na Justiça do Trabalho, exercendo funções em Vara do Trabalho, Setores Administrativos, na Vice-Presidência Judicial e Assessoria à Presidência, todas no TRT da 2a Região, sendo hoje Instrutor na Escola Judicial do TRT da 2ª Região (EJUD2), instrutor na Academia Nacional da Polícia Judicial (ANPJ), vinculada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em Brasília. É Bacharel em Direito, Coaching, Tecnólogo em Segurança Pública, com Pós-graduação em Língua Portuguesa e Entendimento de Texto, em Docência no Ensino Superior e em ABA – Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo, sendo também Mestrando em Direito da Saúde e Licenciando em Filosofia.
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