O post O Mundo em Desordem: Quando os Alertas se Repetem e a Escuta Continua Falhando apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O mundo entrou em 2026 sem pontos de repouso. Fevereiro chegou e a sensação de instabilidade deixou de ser episódica e passou a compor o pano de fundo permanente da vida social, política e organizacional. Guerras prolongadas, fragmentação geopolítica, avanço acelerado da inteligência artificial, crise climática e erosão da confiança institucional já não são alertas de futuro, mas elementos do presente com os quais aprendemos — ou somos forçados — a conviver.
O Fórum Econômico Mundial, realizado em janeiro, voltou a mapear esses riscos de forma precisa. Seus relatórios reiteram que conflitos, desinformação, polarização e colapso de confiança figuram entre os riscos mais prováveis e impactantes no curto prazo. O diagnóstico é claro. O que chama atenção não é a falta de informação, mas a repetição quase ritualística dos alertas, acompanhada de uma dificuldade coletiva de transformação real.
Ela é a nova condição do sistema. Tentamos seguir governando o mundo, as organizações e as pessoas com modelos mentais criados para um contexto previsível, linear e relativamente estável. Esse descompasso entre realidade e desenho é o que transforma risco em crise contínua.
Em 2020, ao escrever Uma Nova (des)ordem Organizacional, eu já apontava que estávamos entrando em um ciclo perigoso: organizações cada vez mais pressionadas por contextos voláteis, mas sustentadas por estruturas rígidas, lideranças exaustas e culturas pouco preparadas para lidar com ambiguidade. A pandemia escancarou esse movimento. Os anos seguintes apenas aprofundaram o cenário.
Hoje, a desordem externa se reflete de forma direta dentro das organizações. Decisões reativas, excesso de urgência, conflitos difusos, perda de foco e desgaste emocional tornaram-se frequentes. Não porque as pessoas estejam menos competentes, mas porque os sistemas em que operam não foram desenhados para sustentar tamanha complexidade.
Relatórios recentes sobre trabalho e aprendizagem mostram que poucas organizações conseguem, de fato, criar estruturas que sustentem desenvolvimento contínuo, mobilidade e clareza em ambientes instáveis. Onde falta desenho, sobra esforço individual. Onde falta coerência, cresce o cansaço. A desordem do mundo encontra, sem dúvida, terreno fértil em organizações mal preparadas para absorvê-la.
Planejamentos mais detalhados, metas mais agressivas e discursos mais inspiradores não resolvem um problema que é estrutural. O que este momento exige é consciência sistêmica, capacidade de leitura do contexto e organizações mais adaptativas por desenho, não por heroísmo.
Liderar em um mundo em desordem exige sustentar tensões, conviver com incertezas e tomar decisões sem todas as respostas. Isso não é fraqueza; é maturidade. Organizações que reconhecem essa condição deixam de buscar certezas artificiais e passam a investir em clareza, alinhamento e aprendizado contínuo.
O mundo não está à beira do caos. Ele está nos convidando a abandonar a nostalgia de uma ordem que não volta. A pergunta central não é como restaurar o passado, mas como redesenhar nossas formas de organizar, trabalhar e decidir em um presente instável.
A travessia que se impõe em 2026 não será feita com mapas antigos. Ela exigirá novos desenhos organizacionais, novas lideranças e, sobretudo, a coragem de reconhecer que a desordem não é o problema a ser eliminado, mas o contexto a ser compreendido para que possamos seguir avançando com mais consciência, responsabilidade e humanidade.
Talvez o ponto mais importante deste momento não seja encontrar respostas prontas, mas criar espaços de reflexão compartilhada e se isso faz sentido para você:
Compartilhe sua percepção, suas dúvidas e suas experiências. Talvez o caminho para atravessar este tempo não esteja em respostas individuais, mas na construção coletiva de novos sentidos e esse é o meu propósito.
Quer saber como liderar e redesenhar organizações para operar com maturidade em um mundo instável e em desordem permanente? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Marco Ornellas
https://www.ornellas.com.br/
Confira também: 2026: Sinais de Travessia, Maturidade e Escolhas Conscientes
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]]>O post Endomarketing: A Importância da Escuta e da Transparência para Fortalecer a Cultura Organizacional apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Quem nunca trabalhou em uma empresa em que os colaboradores conversavam pelos corredores espalhando boatos, mas na hora das avaliações do clima organizacional não se sentiam seguros para expressar suas opiniões? Ou aquela equipe que se sente incomodada com algum aspecto, responde a avaliação expressando sua insatisfação e é retaliada pelo chefe que se sente incomodado porque vai receber menos na PLR?
São muitas as situações em que os colaboradores são incentivados a expressar sua opinião, mas, na prática, são expostos a situações desagradáveis por terem expressado o que percebem e vivenciam no dia a dia.
Quando o colaborador sente que recebe as informações com clareza e honestidade, também se sente confiante para ser honesto nas suas percepções com a organização.
Uma cultura de compliance, também pode ajudar nesse processo – com o apoio do Endomarketing comunicando através das lideranças os códigos de conduta e ética das organizações. E não adianta abrir um canal de compliance e deixar vazar as informações pelos corredores. Até para receber essas denúncias é necessário um trabalho de conscientização dos líderes para manter sigilo e ética diante das denúncias.
Uma política de portas abertas também ajuda nessa construção de escuta e transparência. Quando os colaboradores podem usar o mesmo elevador do presidente da empresa, almoçar na mesma mesa, ou acessar sua sala quando preciso, eles se sentem mais próximos dessa liderança. E, dessa maneira, seguros para compartilharem suas ideias e sugestões.
Feedbacks, treinamentos de comunicação, ambiente inovador, alinhamento e comunicação das estratégias organizacionais… todos esses fatores estimulam os colaboradores a falar e compartilhar suas propostas.
E assim, o Endomarketing vai trabalhando através da comunicação um clima de trabalho leve, seguro, transparente e aberto a novas ideias e sugestões.
Como é o canal de comunicação na sua empresa?
Compartilhe conosco!
Quer saber mais sobre como o Endomarketing pode fortalecer a cultura organizacional por meio de escuta ativa e transparência real na sua empresa? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Um abraço e até a próxima!
Karine Gomes
http://www.criarecriar.com.br/
Confira também: Tendências de Endomarketing 2025: Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) na Comunicação Interna
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]]>O post O Lugar Que Sua Marca Ocupa Diz Mais Do Que Você Imagina apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Você já parou para observar como determinadas marcas dividem o mesmo território nas grandes cidades do mundo? Apple, Louis Vuitton, Gucci, Prada. Não é incomum encontrá-las na mesma avenida, no mesmo shopping, às vezes até no mesmo quarteirão.
Seria coincidência?
Dificilmente. O que está em jogo ali não é apenas ponto comercial, mas território simbólico. Marcas não escolhem espaços apenas por fluxo ou valor de aluguel.
Elas escolhem pelo que aquele ambiente comunica sobre elas.
E essa reflexão vai muito além do varejo de luxo.
Empresas comunicam o tempo todo, inclusive quando acreditam estar falando apenas por meio de seus produtos. O endereço, as parcerias, os eventos que frequentam, o tipo de cliente que expõem nas redes sociais, o design do espaço físico, o ambiente digital em que se inserem. Tudo isso constrói significado.
Existe um princípio conhecido como posicionamento por adjacência. Quando uma marca se coloca ao lado de outras que já possuem determinado status, valor ou reputação, parte dessa percepção é transferida simbolicamente. O cérebro humano funciona por associação. Ele compara, agrupa, classifica. É assim que a percepção de valor é formada.
Muitos empresários enfrentam a dificuldade constante de justificar preço. Questionam se o problema está na qualidade do serviço, na comunicação ou na concorrência. Em alguns casos, a resposta pode estar no palco escolhido para apresentar sua oferta.
Um serviço premium inserido em um contexto desalinhado tende a gerar dúvida. Já uma proposta estrategicamente apresentada em ambiente coerente gera confiança.
O espaço que você ocupa conta uma história. E hoje, essa história não se limita ao endereço físico, mas também ao ambiente digital que você constrói. Todo lugar carrega um significado. Seja uma esquina nobre de uma cidade ou então um perfil nas redes sociais, o contexto molda a percepção antes mesmo do produto falar.
Por isso, talvez a pergunta não seja apenas como vender mais, mas onde sua marca está decidindo jogar. Em qual cenário deseja ser percebida e com quais referências pretende ser associada.
O lugar que sua marca ocupa comunica antes da primeira reunião comercial. Comunica antes da proposta enviada. Comunica antes mesmo do cliente compreender tecnicamente o que você oferece.
Escolher território é decidir como se deseja ser percebido. E é essa percepção que, ao longo do tempo, constrói autoridade, diferenciação e valor.
Talvez o verdadeiro movimento estratégico não esteja em falar mais alto, mas em ocupar o espaço certo.
Quer saber como fortalecer seu posicionamento de marca para aumentar a percepção de valor bem como sua autoridade no mercado? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Um grande abraço,
Queila Fonini
Fundadora e CEO da Aviah Soluções Empresariais
https://www.aviah.com.br
Confira também: Marketing, Estratégia e Humanidade: Lições para o Futuro
Notas de rodapé: 1. Nielsen (2015). Global Trust in Advertising Report. – 59% dos consumidores preferem comprar de marcas familiares e confiáveis. 2. Edelman (2024). Edelman Trust Barometer – Global Report. – Confiança como ativo competitivo central para marcas. 3. Harvard Business School Working Knowledge (2019). Estudos sobre signaling theory e percepção de valor em ambientes competitivos. 4. Kotler, P.; Keller, K. (Marketing Management). Conceito de posicionamento e construção de valor simbólico.
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]]>O post Inadimplência no Brasil: Um Retrato Nacional que Exige Mudança de Comportamento apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O Brasil vive uma realidade preocupante quando o assunto é inadimplência. Dados do Serasa referentes a dezembro de 2025 mostram que 49,77% da população adulta do país está inadimplente. Isso representa 81,2 milhões de brasileiros com contas em atraso. O valor médio das dívidas por pessoa chega a R$ 6.382, enquanto cada débito possui valor médio de R$ 1.593,27. No total, o estoque das dívidas ultrapassa R$ 518 bilhões.
Mais do que números, estamos falando de famílias pressionadas, sonhos adiados e qualidade de vida comprometida.
Quando analisamos os estados, percebemos que o problema é nacional e estrutural. O Amapá lidera o ranking, com 66,02% da população adulta inadimplente, seguido pelo Distrito Federal, com 61,84%, Amazonas, com 58,25%, Rio de Janeiro, com 58,13%, e Mato Grosso do Sul, com 58,12%. São índices bastante elevados.
São Paulo, maior economia do país, aparece na sétima posição, com 54,23% da população adulta inadimplente, acima da média nacional. Logo depois vêm estados como Mato Grosso, com 52,54%, Roraima, com 51,63%, e Ceará, com 51,55%.
Na outra ponta, temos estados com percentuais menores, mas ainda preocupantes, como Paraná, com 44,84%, Paraíba, com 44,33%, Bahia, com 44,07%, Sergipe, com 44,04%, Espírito Santo, com 42,72%, Piauí, com 40,08%, e Santa Catarina, que registra o menor índice do país, com 39,44%.
O que esses dados mostram é que, embora haja diferenças percentuais entre as unidades federativas, a inadimplência é uma realidade disseminada. Mesmo o estado com menor índice tem praticamente quatro em cada dez adultos com dívidas em atraso. Isso revela que o problema não está restrito a uma região ou perfil específico. Sem dúvida, trata-se de uma questão comportamental e estrutural da relação do brasileiro com o dinheiro.
Ela é construída ao longo do tempo, por decisões financeiras tomadas sem planejamento. O uso recorrente de crédito de alto custo, como cartão de crédito, cheque especial e parcelamentos longos, aliado à ausência de controle orçamentário, compromete grande parte da renda mensal apenas com juros. E quando se paga apenas o mínimo ou se renegocia sem estratégia, a dívida se prolonga.
Defendo há anos que sair da inadimplência é possível, mas exige método, disciplina e consciência financeira. O primeiro passo é conhecer profundamente a própria realidade, levantar todas as dívidas, identificar valores, prazos e taxas de juros. É fundamental priorizar aquelas que mais impactam o orçamento, especialmente as de juros mais altos.
Outro ponto essencial é preservar as despesas básicas, como moradia, energia, água e alimentação, e reorganizar o restante do orçamento com rigor. Recomendo registrar todos os gastos por, no mínimo, 30 dias. Pequenos valores, quando somados, fazem grande diferença. Esse diagnóstico é libertador, pois permite enxergar excessos e criar espaço para quitar débitos.
A negociação com credores deve acontecer somente após esse mapeamento financeiro. É preciso saber exatamente quanto se pode pagar por mês, evitando acordos que não se sustentam e geram assim novas frustrações. Em alguns casos, concentrar dívidas em uma linha com juros menores pode ser estratégico, desde que haja clareza e responsabilidade.
Também é importante refletir sobre hábitos de consumo. Muitas vezes, o endividamento está ligado a decisões emocionais e à busca por satisfação imediata. Educação financeira não é apenas matemática, é comportamento.
A inadimplência elevada em praticamente todos os estados é um sinal claro de que precisamos mudar a forma como lidamos com o dinheiro. Quando a população aprende a planejar, priorizar e alinhar seus gastos aos seus objetivos de vida, não apenas reduz dívidas, ela transforma sua relação com o futuro.
E essa transformação começa pela educação financeira.
Quer saber como fazer uma mudança efetiva no seu comportamento e sair da inadimplência, mesmo diante do cenário atual no Brasil, reconstruindo sua vida financeira com método, consciência e estratégia? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Um grande abraço,
Reinaldo Domingos
Presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN), PhD em Educação Financeira e criador da Metodologia DSOP. Autor de mais de 150 obras sobre o tema, incluindo o best-seller “Terapia Financeira”
https://www.dsop.com.br
Confira também: Educação Financeira nas Prefeituras: Por Que o Tema se Tornou Imprescindível
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]]>O post O Que as Grandes Empresas Nos Ensinam Sobre Maturidade Organizacional apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Nos últimos meses, escrevi nesta coluna sobre gestão integrada, liderança em tempos de incerteza, burnout, governança silenciosa e a importância das competências socioemocionais na construção de carreiras sólidas. À primeira vista, podem parecer temas distintos. Na prática, todos convergem para um mesmo ponto: maturidade organizacional.
Ao observar os resultados do 4º trimestre de 2025, divulgados por grandes empresas brasileiras como Vale, Ambev, XP Inc., Riachuelo, TOTVS, Neoenergia, Assaí Atacadista, Banco do Brasil e Banco BV, percebemos algo que vai além dos números: existe método por trás da performance.
Apesar de atuarem em setores diferentes, todas têm:
O empresário de uma pequena ou média empresa muitas vezes acredita que sua realidade é diferente demais para aplicar essas práticas. Escuto com frequência: “Somos menores”, “Nosso mercado é mais volátil”, “Não temos estrutura para isso”, “Eu sou um só”. São frases comuns, até que compreendam que existe uma governança adequada para cada tipo de empresa, compatível com diferentes tamanhos e orçamentos.
Estratégia clara, por exemplo, não é um documento elaborado uma vez por ano. É a capacidade de definir prioridades reais e comunicá-las de forma coerente a toda a organização. Grandes empresas desdobram suas estratégias em metas mensuráveis, indicadores objetivos e rituais periódicos de acompanhamento. Isso reduz ambiguidades e evita esforços dispersos.
Nas PMEs, é comum encontrar energia e dedicação, mas falta alinhamento. Cada área segue sua própria lógica. O comercial busca crescimento a qualquer custo, o financeiro tenta conter despesas, a operação reage às urgências. Quando a estratégia não é integrada, a empresa trabalha muito e avança pouco.
Disciplina na execução é outro ponto crítico. Não basta decidir o que fazer; é preciso definir quem faz o quê, como, quando e por que, além de garantir consistência. Grandes organizações estruturam processos, acompanham indicadores e revisam rotas com base em dados. Não é rigidez; é método.
Em empresas menores, muitas vezes a execução depende exclusivamente do dono. A centralização excessiva gera sobrecarga, reduz a velocidade das decisões e cria assim dependência estrutural. O resultado é previsível: crescimento limitado à capacidade individual do líder.
A gestão financeira também diferencia empresas maduras. Não se trata apenas de controlar o fluxo de caixa, mas de mapear riscos, estruturar controles e tomar decisões com critérios claros. Quando companhias falam em disciplina de capital ou rotação de ativos, demonstram consciência estratégica sobre onde investir, onde desinvestir e como proteger a sustentabilidade do negócio.
PMEs frequentemente confundem flexibilidade com ausência de controle. Mas flexibilidade sem governança se transforma em vulnerabilidade.
Grandes empresas sabem que cultura desalinhada corrói estratégia. Não basta definir valores; é necessário traduzi-los em comportamentos, sistemas de recompensa bem como critérios de decisão.
Em negócios familiares ou de porte médio, vínculos emocionais podem dificultar ajustes necessários. Conflitos não endereçados, favoritismos ou ausência de critérios claros acabam impactando desempenho. Cultura madura não elimina emoções, organiza a forma como são geridas.
O uso inteligente de tecnologia também se destaca. A inteligência artificial, por exemplo, deixou de ser tendência distante para se tornar ferramenta estratégica. No entanto, tecnologia só gera valor quando está integrada aos processos e à estratégia.
Quantas empresas investem em sistemas que não conversam entre si? Ou implementam ferramentas digitais sem treinar adequadamente suas equipes? Tecnologia desconectada da gestão torna-se um custo invisível.
Outro padrão comum é o foco genuíno no cliente. Grandes empresas estruturam jornadas, analisam dados e ajustam operações com base na experiência entregue. Não é discurso; é modelo de negócio.
Nas PMEs, muitas vezes o relacionamento é próximo e pessoal, o que é uma vantagem competitiva. Porém, sem processo estruturado, essa proximidade não se traduz necessariamente em fidelização ou crescimento sustentável.
A capacidade de adaptação também merece destaque. O ambiente econômico brasileiro é desafiador e volátil. Empresas maduras revisam cenários, simulam impactos e ajustam estratégias sem perder coerência. Adaptar não significa improvisar; significa ajustar mantendo direção.
A fragmentação interna é um dos pontos mais negligenciados nas pequenas e médias empresas. Quando áreas operam de forma isolada, surgem retrabalhos, conflitos e perda de margem. Quando estratégia, operação, financeiro e gestão de pessoas não conversam, a empresa então paga o preço em eficiência.
Exige capacidade de ouvir, alinhar expectativas e desenvolver sucessores. Empresas que crescem de forma sustentável investem no desenvolvimento de seus líderes, inclusive dos próprios sócios.
Ao conectar todos esses pontos, fica evidente que o diferencial das grandes empresas não está apenas no capital disponível, mas na presença de um sistema integrado de gestão.
Gestão integrada significa alinhar estratégia, processos, pessoas, cultura e governança de forma coerente. Quando esses elementos caminham juntos, então a empresa ganha previsibilidade, reduz riscos e amplia sua capacidade de crescimento sustentável.
A pergunta que proponho aos empresários é simples, mas profunda: se sua empresa dobrasse de tamanho amanhã, sua estrutura suportaria?
Avalie se os processos estão claros, se as responsabilidades estão definidas, se os riscos estão mapeados, se a cultura sustenta ou sabota a estratégia e se a liderança está preparada para escalar.
Muitas empresas crescem em faturamento antes de crescer em estrutura. E, quando a estrutura não acompanha, o resultado é desalinhamento, desgaste da liderança e perda de margem.
Prosperar exige método. Sustentar exige integração.
As grandes empresas apenas evidenciam aquilo que vale para qualquer porte: disciplina, clareza estratégica e governança não são luxo, são fundamentos.
Talvez o verdadeiro diferencial competitivo não esteja em inovar mais rápido, mas em integrar melhor.
E, no fim, a maturidade organizacional não é um destino final, mas um processo contínuo de ajuste, aprendizado e fortalecimento estrutural.
Porque crescer é importante. Mas crescer com consistência é o que constrói legado.
Com respeito à sua trajetória e ao legado que você está construindo, deixo então essa reflexão.
E, se fizer sentido para o momento da sua empresa, fico à disposição para uma conversa mais personalizada.
Quer saber como fortalecer a maturidade organizacional da sua empresa e prepará-la para crescer com estratégia, governança e consistência? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.
Até mais!
Graziela Heusser Azeredo
https://www.linkedin.com/in/grazielaheusserazeredo/
Confira também: Gestão Integrada como Sustentação da Liderança em Tempos de Incerteza
O post O Que as Grandes Empresas Nos Ensinam Sobre Maturidade Organizacional apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O post Produtividade ou Precarização: Será esse o Novo Contrato Social com IA? apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Prezados amigos deste espaço, hoje o tema será bem provocativo e para muitas reflexões, seja quanto a gestores e lideranças empresariais, ou mesmo por aquelas pessoas que se interessam pela temática do trabalho. E, nesse sentido, vou me basear nas principais conclusões do Fórum de Davos 2026, alinhando o futuro do emprego e a presença da chamada Inteligência Artificial (IA) nas nossas vidas.
O Fórum de Davos consolidou um consenso pragmático: a inteligência artificial (IA) não é apenas uma tecnologia a ser adotada, é um fator estrutural que redesenha tarefas, modelos organizacionais e políticas públicas. Ao invés de um choque único e que elimina empregos em massa, os debates apontaram para uma transição complexa e desigual, em que ganhos de produtividade e novas funções coexistirão com deslocamentos setoriais e diferentes formas de pressão sobre as habilidades humanas.
Particularmente, há um olhar todo próprio e específico para o que se pode esperar com relação aos países do Terceiro Mundo, e especificamente na América do Sul. As conclusões apontam para quatro pilares fundamentais:
Países com infraestrutura digital, capital humano e mercados integrados conseguirão capturar os benefícios da IA mais rapidamente. Na América do Sul, isso criará uma divergência interna, com centros urbanos e setores exportadores (fintech, agronegócio de alta tecnologia, serviços digitais) avançando, enquanto regiões rurais e economias informais enfrentarão maior estagnação.
Sem políticas ativas de requalificação e proteção social, a automação pode empurrar trabalhadores para formas mais precárias de renda. Será a expansão de um mercado de trabalho baseado em tarefas temporárias, projetos pontuais ou serviços sob demanda, em geral realizados por profissionais freelancers ou independentes, sem vínculo empregatício. Isso reduzirá a renda média e aumentará as desigualdades (que já são críticas). A experiência de países que já enfrentam altas taxas de informalidade torna esse risco particularmente relevante na América do Sul.
A adoção estratégica de IA em setores-chave (agricultura de precisão, logística, saúde básica, educação a distância) pode gerar ganhos de produtividade significativos. Os projetos públicos‑privados e parcerias com plataformas globais podem acelerar esse processo, desde que acompanhados de políticas de inclusão digital. Vale lembrar que a agricultura de precisão já é uma realidade no Brasil, permitindo otimizar o uso de insumos, maximizar a produtividade e aumentar a sustentabilidade.
O Fórum de Davos 2026 destacou que a resposta não será apenas técnica, mas política: regulação inteligente, incentivos à requalificação, redes de proteção social adaptadas e investimentos em conectividade são essenciais. Para países em desenvolvimento, priorizar infraestrutura digital e educação básica com foco em habilidades transferíveis é, de fato, mais urgente do que perseguir tecnologias de ponta.
Caminhando para o fim deste resumo sobre as principais conclusões do Fórum de Davos 2026, há recomendações adicionais que fazem muito sentido e dependerão, sem dúvida, de um arsenal consistente de políticas públicas para os países em desenvolvimento:
O Fórum de Davos 2026 deixou claro que o futuro do trabalho em um mundo com IA será misto, e haverá, simultaneamente, a criação de valor para uns e os riscos de exclusão, para outros.
Na América do Sul e em países do Terceiro Mundo, o desafio é transformar a tecnologia em alavanca de inclusão, não em catalisadora de desigualdades. Isso exige escolhas políticas concretas, tais como investimento em conectividade, educação orientada para competências, proteção social adaptativa e excelência em parcerias público‑privadas.
Por fim, essa nova ordem global que se forma no planeta Terra irá cobrar, também, a visão estratégica que coloque a requalificação e a governança no centro da agenda. Sem essas medidas, os países em desenvolvimento correm o risco de ficarem presos na periferia de uma nova economia. Porém, com essas medidas, poderão aproveitar uma janela histórica para acelerarem o crescimento e a inclusão.
Eu sou Mario Divo e posso ser encontrado pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.
Quer saber mais sobre o futuro do emprego e como transformar o impacto da IA no trabalho em ganhos reais de produtividade sem gerar precarização? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até nossa próxima postagem!
Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br
Confira também: O Cafezinho Digital e a Teoria da Troca
O post Produtividade ou Precarização: Será esse o Novo Contrato Social com IA? apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O post O Peso da Mochila Invisível: Como Aliviar Cargas Emocionais e Desenvolver Resiliência no Trabalho e na Vida apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Traumas passados, frustrações, crenças, repetições e expectativas não resolvidas pesam silenciosamente em nossas vidas e costumamos nos sentir como um elefante acorrentado.
Sob a ótica da resiliência científica entendida como a capacidade de pensar de forma estratégica para lidar com as adversidades, conflitos e caos com respostas construtivas, e não resistência as situações, mas sim identificar, perceber como aliviar o peso oculto é fundamental para crescer pessoal e profissionalmente.
Nessa mochila acumulamos inseguranças por rejeições, culpas, decepções, fracassos sejam eles pessoais ou profissionais, elementos esses que limitam nosso potencial quase sem notarmos por meio das repetições. Em ambientes de trabalho, essas cargas se manifestam como fadiga mental, queda de autoestima e ansiedade frequente, prejudicando o desempenho e afetando relações. Ignorar esses pesos só piora o esgotamento, transformando-se em fontes de conflito.
A resiliência, fundamentada em estudos científicos, incentiva a regulação emocional: contribui para reconhecer nossos próprios limites por meio do desenvolvimento da autoconfiança e da tolerância às frustrações, pedir ajuda, desenvolver a autoconfiança e contribui para ressignificar o que nos impede de crescer.
A abordagem da Comunicação Não Violenta (CNV) e a autocompaixão facilitam para “esvaziar” essa mochila, percebendo e identificando como se sente, onde no corpo aparece os sinais, contribuindo para identificar as necessidades importantes, aprendendo a negociar limites saudáveis, valorizando a flexibilização e adaptação de forma inteligente. Desse modo, dificuldades tornam-se oportunidades para conquistar mais leveza, como quando prioriza-se descansar depois de um ano intenso, sem culpa.
A mochila invisível está junto de nós mesmo antes de nascermos, pois ela também contém tudo que nossa ancestralidade viveu e sentiu. Além disso temos um medo absurdo de perder e por isso muitas vezes acreditamos que queremos o que não queremos.
Todos nós temos medo de se expor e acabamos por criar barreiras invisíveis, como por exemplo buscando controlar tudo para não assumir riscos e dessa forma gera um cansaço extremo, podendo chegar a doenças físicas que nem nos damos conta que estejam ligadas a ansiedade ou angústia.
O convite não é excluir e sim na verdade incluir, para poder abrir espaço para o novo que ainda não conhecemos.
Quer saber como aliviar cargas emocionais e desenvolver resiliência para viver com mais leveza e clareza emocional, no trabalho e na vida pessoal? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Um grande abraço e até o próximo artigo!
Wania Moraes Troyano
Especialista em Resiliência Científica e Neurociências
http://www.waniamoraes.com.br/
Confira também: A Vulnerabilidade como Potencial Transformador nas Lideranças e nas Relações Humanas: Contribuições da NR-1
O post O Peso da Mochila Invisível: Como Aliviar Cargas Emocionais e Desenvolver Resiliência no Trabalho e na Vida apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O post Como Preparar Seu Filho para a Vida: As Habilidades Emocionais e Práticas que Constroem Adultos Independentes apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Existe um momento inevitável na vida de todo pai e toda mãe: o dia em que seu filho não precisará mais de você da mesma forma.
Ele tomará decisões sozinho. Enfrentará desafios sem buscar sua aprovação imediata. Construirá sua própria trajetória. E, embora isso aconteça no futuro, é hoje que essa independência começa a ser construída.
Preparar o filho para a vida não significa apenas oferecer proteção, educação formal ou conforto. Significa ajudá-lo a desenvolver recursos internos que, de fato, o sustente quando você não estiver por perto. Essa é a base da verdadeira autonomia.
Um dos maiores equívocos na educação dos filhos é acreditar que eles aprendem principalmente com o que dizemos. Na realidade, eles aprendem com o que observam.
Seu filho observa:
É através dessas experiências que ele constrói sua própria forma de existir no mundo. O exemplo é, sem dúvida, o principal instrumento de formação emocional. Não é o discurso que ensina respeito. É o comportamento.
A autonomia é uma habilidade que influencia diretamente a saúde emocional, a autoestima e a capacidade de adaptação ao longo da vida.
Crianças que desenvolvem independência tendem a se tornar adultos:
Isso acontece porque aprendem, desde cedo, que são capazes de agir, resolver e se adaptar.
A independência emocional infantil é construída por meio das experiências que os pais permitem que os filhos vivenciem.
Algumas habilidades práticas são fundamentais para o desenvolvimento da autonomia:
Essas habilidades fortalecem a percepção interna de capacidade. Dessa forma, a criança começa a entender que pode cuidar de si mesma.
As habilidades emocionais são ainda mais determinantes do que as habilidades práticas. São elas que influenciam decisões, relacionamentos e, além disso, a forma como seu filho enfrentará o mundo.
Essas habilidades funcionam como um alicerce interno. Elas sustentam seu filho ao longo de toda a vida.
Muitos pais acreditam que proteger significa evitar qualquer desconforto, mas o desenvolvimento emocional exige experiência.
Isso inclui:
Essas experiências ajudam a construir resiliência. A criança aprende que é capaz de enfrentar dificuldades e se adaptar.
Criar filhos emocionalmente fortes é preparar adultos emocionalmente saudáveis. Quando uma criança desenvolve autonomia emocional e prática, então ela se torna mais preparada para lidar com os desafios inevitáveis da vida.
Ela não depende exclusivamente da validação externa.
Ela não paralisa diante das dificuldades.
E confia em sua própria capacidade de enfrentar o mundo.
Esse é um dos maiores presentes que um pai ou uma mãe pode oferecer. Não é eliminar todos os obstáculos, mas sim ajudar seu filho a desenvolver recursos internos para atravessá-los.
O objetivo final da educação não é criar dependência. É criar autonomia. É formar um ser humano que saiba cuidar de si, construir relações saudáveis, tomar decisões conscientes e, além disso, viver com equilíbrio emocional.
Seu filho não precisa que você resolva tudo por ele. Ele precisa que você o ajude a descobrir que é capaz. E essa é uma construção que acontece todos os dias, através do exemplo, do apoio e das experiências que você permite que ele de fato viva.
Quer saber como preparar seus filhos para a vida, ajudando-os a se tornarem independentes e fortes por meio do desenvolvimento de habilidades emocionais e práticas no dia a dia? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.
Danielle Vieira Gomes
http://daniellegomescoach.com.br/
Confira também: O Erro Silencioso da Parentalidade Moderna
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]]>O post Final de Ciclo: Despedindo-se com Amor apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Um dos momentos mais significativos e delicados de qualquer história é o seu final. Dependendo de como ele acontece, um rompimento ou uma despedida pode marcar negativamente a trajetória vivida. E pode demandar muito tempo e energia para, de fato, ficar definitivamente no passado.
Seja uma amizade, um relacionamento afetivo, uma sociedade ou qualquer outro tipo de relação profissional, a arte de fechar ciclos é muito importante para que o passado passe. E os novos ciclos sejam inaugurados com plena condição de ser dado um passo à frente.
Quando a história teve muitos momentos bons, desde um início promissor e energizado, os ganhos recíprocos, crescimento, aprendizado e gestos de reconhecimento, ainda assim, um dia, esse capítulo terá que se encerrar. Às vezes, tudo foi tão bom e significativo que, para poder terminar, é preciso haver uma crise. Um conflito, às vezes até barulhento, e um afastamento carregado de emoções. Acontece com casamentos e com empregos. Quando vista à distância, uma história que teve um final infeliz pode ser vista por inteiro. Afinal, o ciclo não se resume ao seu final.
Ao fazer o inventário de um ciclo, quando olhamos para a história sem o viés das emoções, é possível reconhecer, antes de tudo, o que nos levou a fazer aquela escolha. Qual era a real situação quando a história começou, as buscas, necessidades e quais foram os ganhos obtidos por todos os envolvidos. O quanto crescemos, os talentos que desenvolvemos, os exemplos edificantes que observamos, as soluções que encontramos, as vitórias que festejamos, as risadas que demos, o dinheiro que ganhamos, etc.
Se nossos objetivos se distanciaram, se passaram a ser mais visíveis as desvantagens de continuar, se o custo estava alto demais, se os interesses e as prioridades mudaram, paciência. Da melhor maneira possível, é hora de colocar um ponto final. Quando as partes chegam à essa constatação juntos, fica mais fácil. Distratos, acordos amigáveis, o desejado ganha-ganha acontece com mais finalidade, mesmo na despedida.
A proposta da visão sistêmica, que considera o movimento como um todo, não apenas os aspectos relevantes e as razões de um dos lados, é que o fechamento de ciclos aconteça “com amor”, mesmo quando são reflexos de que o amor, a paixão pelo projeto, o entusiasmo pela missão do negócio esfriou, é possível sair bem, com elegância e com uma bagagem valorizada, tornando-se assim uma experiência genuinamente positiva.
Tudo o que eu dei e tudo o que ganhei ao longo de toda a história, tudo isso é meu. Se eu dei é porque eu tinha e tenho. Se eu ganhei, eu passei a me beneficiar de algo conquistado.
Assim, o passado passa, com gratidão, confiança e leveza. E as memórias construídas permanecem, enriquecendo a vida, gerando aprendizado, maturidade, e ajudando a fazer novas e ainda melhores escolhas.
Com este artigo eu fecho um gratificante ciclo de contribuições com o vigoroso e necessário projeto da Cloud Coaching. Esperando ter ajudado a inspirar leitores, compartilhando aquilo que minha experiência me permitiu aprender. Desejo a todos os envolvidos com a revista, editores, colunistas e leitores, que a vida seja farta e que não lhes falte inspiração e motivação para vencer.
Um forte abraço!
Quer saber mais sobre como fechar ciclos na vida ou na carreira e transformar despedidas em experiências de crescimento e fortalecimento pessoal? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Almir J Nahas
Consultor Sistêmico
https://olharsistemico.com.br/
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]]>Olá!
Eu sou Natália Monetti. Sou psicóloga, especialista em Recursos Humanos e mentora de carreiras, com 20 anos de experiência em recrutamento, desenvolvimento de pessoas e cultura organizacional em empresas nacionais e multinacionais.
Possuo MBA em Gestão Estratégica de Pessoas (FGV), pós-graduação em Psicologia Positiva e Mindfulness (PUC-PR) e formação em mentoria pelo Instituto de Mentoria.
Sou fundadora da Despertar Carreiras, que apoia profissionais em transição e reposicionamento a construírem carreiras mais estratégicas, humanas e alinhadas ao propósito.
A minha coluna abordará temas de carreira e vida pessoal, com dicas, provocações e caminhos possíveis para crescer profissionalmente sem se perder de si. Um espaço para falar de escolhas, limites saudáveis e desenvolvimento contínuo.
Escolhi o título Carreira e Vida porque acredito que uma trajetória profissional só faz sentido quando está em sintonia com quem somos.
Espero que goste!
Natália Monetti
Como escolher 3 prioridades profissionais que cabem na vida real — com foco em movimentação de carreira e crescimento sustentável.
O começo de ano chega com aquela energia de renovação. E, junto com ela, a lista mental: carreira, networking, curso, saúde, relacionamentos, finanças… quando você vê, já está cansada(o) antes mesmo de começar.
Para dar conta de tudo isso, não é só disciplina. O ponto central é outro: quando tudo vira prioridade ao mesmo tempo, o foco se espalha, a execução emperra e surge a sensação de estar sempre “devendo”.
A virada acontece quando você troca a pergunta “o que eu quero fazer?” por “o que realmente muda meu jogo este ano?”. Ou, mais simples ainda: “o que me aproxima de verdade dos meus objetivos principais de forma sustentável?”
Antes de escolher, faça então um mini check-in: “o que eu quero que esteja diferente na minha vida profissional até dezembro?” (uma frase). Agora vem a pergunta que destrava: “o que eu preciso parar de fazer ou parar de carregar para isso caber?” Foco não nasce só do que você adiciona. Nasce, principalmente, do que você solta.
Com isso em mãos, selecione então: 1 prioridade de resultado, 1 de competência e 1 de posicionamento:
Se você está em recolocação profissional, pense assim: resultado é voltar ao mercado com direção; competência é fechar a lacuna que mais aparece nas vagas-alvo; posicionamento é facilitar o “sim” do recrutador antes mesmo da entrevista — com um LinkedIn forte, uma história bem contada e conexões certas.
Agora transforme sua intenção em ação com um pacote simples. Para cada prioridade, escreva em quatro linhas: (1) frase clara, (2) prova/entregável, (3) indicador, (4) reserva fixa na sua agenda. Por exemplo:
1. Frase clara: Em 30 dias, estarei pronta(o) para a vaga X
2. Prova: currículo + LinkedIn alinhados3. Indicador: 4 candidaturas qualificadas por semana
4. Agenda: terça e quinta, 60 minutos.
Perceba como isso te tira do “quando eu tiver tempo” e te coloca no “está marcado”. Prioridade sem agenda vira desejo. E desejo, no meio a rotina, tende a perder para a urgência e permanecer no mundo das ideias.
Talvez você não precise de mais metas. Talvez precise de mais clareza e suporte. Mentoria de carreira e suporte profissional servem exatamente para isso: reduzir ruído, acelerar decisões e transformar esforço em evidência, sem cobrança vazia, com direção.
No fim, foco não é rigidez. Foco é liberdade. É a forma mais inteligente de você se respeitar enquanto constrói um próximo passo concreto.
Escolha um primeiro passo para esta semana, algo que você realmente consegue cumprir. Sua carreira não muda de uma vez. Ela muda quando você decide o essencial e sustenta com constância.
O seu próximo capítulo não precisa ser perfeito. Precisa ser possível. E, principalmente, sustentável.
Se você quer apoio para transformar prioridades em plano (estratégia de transição de carreira ou recolocação, orientação profissional), então procure suporte profissional/mentoria e não caminhe sozinha(o).
Quer saber como definir prioridades profissionais estratégicas para crescer na carreira com foco e sustentabilidade? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Natália Monetti
natalia.monetti@despertarcarreiras.com
https://www.despertarcarreiras.com
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