O post Antes de Amar Alguém, Aprenda a Amar a Própria Vida apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Pode parecer clichê dizer que, antes de amar alguém, precisamos aprender a nos amar. Mas alguns clichês se tornam clichês justamente porque carregam uma verdade que insistimos em esquecer.
O autoamor não significa ser egoísta, pensar apenas em si ou acreditar que não precisamos de ninguém. Significa reconhecer o próprio valor, cuidar de si, respeitar os próprios limites e, principalmente, não entregar ao outro a responsabilidade pela própria felicidade.
Antes de procurar alguém para compartilhar a vida, talvez seja importante perguntar:
Você tem um projeto de futuro, sonhos, interesses ou algo que faça seus olhos brilharem? Tem cuidado da sua saúde, das suas emoções, das suas relações e da pessoa que você é?
Quando não sabemos para onde queremos ir, podemos acabar então escolhendo alguém apenas para não ficarmos sozinhas. E isso é muito diferente de escolher alguém para caminhar ao nosso lado.
Uma pessoa pode nos amar, nos acolher, nos acompanhar e tornar a caminhada mais bonita. Mas ela não pode viver a nossa vida por nós. Não pode preencher todos os nossos vazios, resolver nossas inseguranças ou dar um sentido que não construímos dentro de nós.
Isso não significa que relacionamentos não tragam felicidade. Claro que trazem. O encontro com alguém que respeitamos, admiramos e amamos pode ser uma das experiências mais bonitas da vida.
Mas existe uma diferença enorme entre compartilhar a felicidade e depender do outro para ser feliz.
Quando você não se cuida, quando não se respeita, quando abandona seus sonhos para manter alguém ao seu lado, corre o risco de aceitar muito menos do que merece.
Por isso, o autorrelacionamento é tão importante.
Aquilo que você aceita para si também influencia aquilo que passa a aceitar dos outros.
Quando você aprende a se respeitar, começa a estabelecer limites. Quando estabelece limites, ensina às pessoas como deseja ser tratada. E, quando sabe o seu valor, deixa de confundir migalhas de atenção com amor.
Ter um propósito também faz parte desse processo.
Propósito não precisa ser algo grandioso. Pode ser um projeto profissional, um sonho antigo, uma nova atividade, uma viagem, um estudo, um trabalho voluntário, uma mudança de vida ou simplesmente o desejo de construir uma versão mais consciente de si mesma.
O importante é ter algo que seja seu, algo que continue existindo mesmo quando o outro não está.
Um relacionamento saudável não é a união de duas pessoas que se completam porque são incompletas. Muitas vezes, é a união de duas pessoas inteiras que escolhem compartilhar a caminhada.
Não espere alguém chegar para começar a viver nem um relacionamento para descobrir quem você é. Comece agora.
Olhe para o seu autorrelacionamento. Observe como você tem tratado a pessoa que estará com você durante toda a sua vida: você mesma!
Cuide-se, respeite-se e escolha-se. Construa seus projetos e persiga seus sonhos.
E, quando alguém chegar, que essa pessoa não seja a razão pela qual você passou a ser feliz, mas alguém com quem possa compartilhar a felicidade que já começou a construir dentro de você.
Amar alguém é maravilhoso, mas aprender a não se abandonar é uma das maiores formas de amor-próprio.
Quer saber mais sobre como desenvolver o autoamor para construir relacionamentos verdadeiramente saudáveis e felizes? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Márcia Rosa
https://www.marciarosaconsultoria.com.br
Confira também: Não Desista de Você: Como Superar o Fim de um Relacionamento e Recomeçar com Mais Força
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]]>O post Quando Permanecer Começa a Custar Caro: O Preço de Não Mudar apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Existem momentos em que a vida continua funcionando por fora, enquanto por dentro alguma coisa começa a pedir outro espaço. A agenda segue cheia, os compromissos são cumpridos, as relações permanecem e, para quem olha de longe, tudo pode parecer estável. Ainda assim, um desconforto vai se tornando impossível de ignorar.
O que por muito tempo fez sentido pode começar a pesar de uma forma diferente. Uma relação significativa, uma responsabilidade assumida com amor, uma amizade antiga, um trabalho que trouxe realização ou mesmo uma maneira de viver que nos acompanhou por anos. Nada precisa ter dado errado para que o que um dia nos acolheu comece a parecer estreito demais.
Essa sensação muitas vezes chega sem nome e se insinua no cotidiano: no cansaço diante do que já despertou entusiasmo, na irritação sem motivo evidente, na vontade maior de silêncio ou na estranha impressão de estar disponível para tantas pessoas e, aos poucos, perder a proximidade consigo.
Certos vínculos e escolhas, com o tempo, se misturam à nossa própria identidade. Neles construímos referências, assumimos responsabilidades e criamos uma história. Por isso, questioná-los pode tocar algo maior do que a própria decisão:
O conhecido nos dá segurança. Sabemos como agir, reconhecemos nossas referências e entendemos o que esperam de nós. O conflito começa quando essa estabilidade passa a exigir concessões que já não combinam com a pessoa que nos tornamos. Surge, então, uma pergunta importante:
Nem todo desconforto significa que chegou a hora de partir. Relações, trabalhos e escolhas atravessam fases difíceis e podem encontrar novas formas de existir. O essencial é perceber se ainda há possibilidade de renovação ou se seguimos apenas sustentando algo que já não acompanha nosso movimento interior.
Essa consciência não diminui a importância do que foi vivido. Permanecem os aprendizados, as lembranças, os afetos e tudo o que essa experiência deixou em nós.
Quando essa compreensão envolve outras pessoas, então tudo se torna mais delicado. Elas podem continuar esperando de nós uma presença que já não conseguimos oferecer como antes. Esse desencontro pode despertar o medo de decepcionar, a culpa e a insegurança diante do que vem depois.
A naturalidade vai sendo substituída por um esforço cada vez maior. Os limites ganham contorno, necessidades deixadas em segundo plano se tornam mais presentes e determinados papéis, por muito tempo familiares, deixam de representar quem somos.
Decidir, porém, nem sempre acontece no instante em que entendemos o que mudou. Existe um tempo entre reconhecer que algo já não nos cabe e conseguir escolher o que fazer com essa percepção.
A pergunta deixa, então, de ser apenas “o que posso perder se mudar?” e passa a incluir outra, talvez mais difícil: “o que estou perdendo de mim enquanto permaneço?”
Se você estiver vivendo esse momento, olhe com honestidade para o que sustenta por hábito, lealdade, medo de decepcionar ou receio do que encontrará adiante.
Ser fiel à própria vida também exige coragem para escutar o que mudou por dentro, mesmo quando tudo ao redor ainda espera que sejamos quem sempre fomos.
E, quando essa escuta acontece, uma pergunta se torna inevitável:
Até onde ainda faz sentido permanecer quando o preço começa a ser você?
Com carinho,
Luiza Nizoli Rocha
Facilitadora em Desenvolvimento Humano e Consciência Organizacional
@luizanizoli
Confira também: O Preço de Não Viver a Própria Verdade
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]]>O post Gerir no Escuro: Por Que Tantos Gestores Trabalham Muito e Decidem Pouco apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Pergunte a um gestor como foi o mês. Na maioria das vezes, a resposta vem em forma de sensação: “foi corrido”, “acho que melhorou”, “a equipe está cansada”. Agora pergunte quanto melhorou, comparado a que período, por causa de qual decisão. É nesse ponto que o silêncio aparece.
Esse silêncio raramente é falta de competência. Quase sempre é falta de instrumentos. O gestor trabalha muito, resolve muito, atende muito, mas decide no escuro.
A base que estou chamando de instrumentos não é burocracia. É o mínimo que torna a operação legível: um organograma que deixa claro quem responde pelo quê; descrições de funções com missão, entregas e destinatário; indicadores que separam o que a pessoa faz do que a pessoa entrega; processos escritos; e reuniões com pauta, número e decisão registrada.
Um piloto não voa melhor porque olha o painel, voa melhor porque, olhando o painel, sabe onde está mesmo sem enxergar o horizonte. Sem instrumentos, todo voo depende de céu limpo. E o céu, na operação, quase nunca está limpo.
Quando não existe descrição de função, ninguém sabe exatamente o que se espera dele, e, portanto, ninguém pode ser cobrado com justiça. Quando não existe indicador, o desempenho é avaliado por impressão: quem aparece mais, quem fala mais alto, quem está mais perto do gestor.
A partir daí, todo feedback vira opinião. E opinião se discute. O colaborador não discorda do número, discorda da percepção do chefe. A conversa deixa de ser sobre entrega e passa a ser sobre relação. É assim que nascem os conflitos que consomem semanas da liderança sem produzir um único ponto de melhoria.
Quem não tem informação confiável não decide: adia. E o adiamento tem uma aparência respeitável, chama-se “vamos pensar melhor”, “vamos ver o próximo mês”. Na prática, a empresa inteira fica parada esperando uma decisão que não vem.
O efeito é em cadeia e é previsível: o gestor inseguro centraliza; ao centralizar, vira gargalo; como é gargalo, não tem tempo de estruturar; como não estrutura, continua inseguro. De fora, isso parece apenas “falta de tempo”.
E existe um custo que raramente entra na conta: a paz de quem gerencia. Quem conduz sem base leva para casa a apreensão permanente de que algo está escapando. Férias viram ansiedade, delegar vira risco, desligar o telefone vira imprudência. Quando a estrutura existe, então a lógica se inverte: o gestor passa a ser avisado pelos indicadores, em vez de surpreendido pelos fatos consumados. Isso não é só eficiência, é qualidade de vida.
Empresa que só funciona com o dono olhando não é um negócio: é um emprego muito caro que ele criou para si mesmo.
Porque dá muito trabalho, e merece honestidade dizer isso. Estruturar base é trabalho lento, silencioso e sem aplauso. Ninguém elogia um gestor por ter escrito descrições de funções. O reconhecimento vai para quem resolve o problema visível, não para quem impede que ele aconteça.
Por isso a energia migra para onde há retorno imediato. Fechar a venda dá retorno hoje. Apagar o incêndio dá retorno hoje, e ainda gera reconhecimento. Já planejar, analisar indicadores e pensar dá retorno em seis meses, quase sempre de forma invisível: na forma de um problema que simplesmente não aconteceu. O resultado é que muitos gestores, ao dedicar duas horas para refletir, sentem culpa. Sentem que estão perdendo tempo.
Vamos inverter o cálculo. Quanto custa uma decisão tomada no impulso? Custa a contratação errada desfeita em quatro meses; custa o investimento na área que não era o gargalo; custa a promoção dada a quem parecia entregar; custa o retrabalho de uma equipe inteira porque a prioridade mudou pela terceira vez no mês.
Cada uma dessas decisões consome semanas de trabalho, dinheiro real e desgaste de várias pessoas, e todas poderiam ter sido evitadas por algumas horas de análise antes, não depois.
Um exemplo simples de como o dado muda a conduta: quando os indicadores de esforço estão fortes e os indicadores de resultado estão fracos, o problema não é de empenho, mas sim de estratégia. A pessoa está fazendo muito, e da forma combinada, mas o caminho combinado não leva ao resultado. Sem essa leitura, o gestor faz o que se faz na ausência de dados: cobra mais empenho de quem já está se empenhando. E perde a pessoa e o resultado ao mesmo tempo.
A objeção legítima é: “não tenho como parar tudo para estruturar”. E não precisa. Comece pelo organograma, escreva as descrições de funções de cima para baixo, defina de dois a quatro indicadores por função e, além disso, bloqueie uma hora e meia por semana na agenda, com hora marcada e sem exceção, só para olhar números e decidir. Trate de fato esse compromisso com a mesma seriedade de uma reunião com o maior cliente.
Estruturar a base de gestão não é exercício técnico nem exigência de consultor. É a condição para o gestor deixar de ser refém do próprio negócio. Sem ela, ele lidera por impressão, decide por instinto, trabalha por reação e vive por sobressalto. Com ela, ele conduz, que é uma palavra diferente de correr atrás.
Dá trabalho? Dá. Mas o trabalho de construir a base é finito. O trabalho de viver sem ela, não.
Se este texto te incomodou no lugar certo, vem continuar essa conversa comigo na minha coluna na Cloud Coaching, clique aqui.
Quer saber mais sobre como deixar de gerir no escuro parar estruturar e construir uma gestão capaz de tomar decisões com mais clareza, segurança e direção? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Tudy Vieira
Atua em consultoria de gestão e cultura organizacional, com foco em estruturação de funções, indicadores de desempenho e desenvolvimento de lideranças
https://www.tudyvieira.com.br/
Instagram:@tudyvieira
Confira também: A Empresa é um Espelho, e Quase Ninguém Quer Olhar
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]]>O post Progresso Exige Direção. Você Sente Que Está Avançando? apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Era início das atividades daquele ano. Mês de fevereiro.
Agenda cheia, muitas reuniões, necessidade de decisões rápidas, projetos em andamento e aquela conhecida sensação de produtividade.
Tudo parecia estar funcionando. As tarefas eram cumpridas no tempo e as demandas atendidas conforme surgiam.
Mas vale uma pergunta:
Muitas entregas, respostas rápidas, agenda ocupada, vários projetos acontecendo ao mesmo tempo, presença em todas as discussões e agilidade nas decisões costumam ser vistos como sinais positivos.
E podem ser.
Mas movimento significa atividade, não necessariamente progresso.
O movimento é visível. É fácil perceber quem está fazendo, resolvendo, respondendo e participando.
Já rever uma rota, reorganizar prioridades, dizer não, parar para pensar ou mudar uma decisão pode parecer atitudes menos produtivas, mas muitas vezes representam escolhas mais maduras.
Porque nem sempre quem faz mais está avançando mais.
Na liderança, isso aparece com frequência.
Líderes centralizam porque acreditam que será mais rápido. Entram em todas as discussões, mantêm projetos simplesmente porque já começaram, respondem antes de investigar e ocupam a agenda com tanta operação que deixam pouco espaço para planejar.
Por isso, precisamos diferenciar movimento de progresso.
Essas perguntas parecem simples, mas mudam o lugar de onde tomamos decisões.
Às vezes, progresso exige reduzir o ritmo, abandonar uma iniciativa, mudar a rota, delegar, esperar mais informações ou simplesmente parar de fazer algo que perdeu sentido.
Isso confronta uma ideia muito presente na vida profissional: a de que avançar significa, necessariamente, fazer mais e mais rápido.
Nem sempre.
Progresso não é quantidade de movimento. É qualidade de direção.
E talvez valha olhar para a própria agenda e perguntar: o que hoje ocupa meu tempo, mas já não move a mim, minha equipe ou o negócio na direção certa?
Quer saber mais sobre por que progresso exige direção e como identificar se você está realmente avançando ou apenas se mantendo em movimento? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Valquiria Jorge
Fundadora da Mente & Movimento e cofundadora da RebrandSe
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https://instagram.com/valjorge_menteemovimento
Confira também: E Se Você Estiver Repetindo O Que Queria Deixar para Trás?
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]]>O post O Que Muda Quando um Líder Muda a Forma de Pensar? apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Tenho pensado sobre quanto da realidade que construímos começa na maneira como aprendemos a interpretar a vida. Pensamentos ganham força quando os repetimos, influenciam nossas escolhas e, aos poucos, passam a participar da maneira como nos relacionamos, decidimos e lideramos.
Quando falo em Reconexão Essencial®, parto desse lugar. Interessa-me aquilo que existe de genuíno em cada pessoa e que continua capaz de escolher, mesmo depois de anos repetindo determinadas formas de pensar, sentir e agir.
Reconectar-se com a própria essência significa também assumir escolhas, inclusive aquelas que, em determinado momento, julgamos ruins. O tempo possui uma inteligência interessante: algumas decisões que pareciam equivocadas tornam-se fundamentais quando compreendemos o que aprendemos com elas; outras, defendidas durante anos como certas, perdem o sentido quando nossa consciência muda.
Ninguém assume uma grande responsabilidade de liderança de um dia para o outro. Antes do momento visível da conquista existe uma história composta por decisões, relações, negativas, conflitos, dúvidas, erros, acertos e situações em que foi necessário sustentar uma escolha mesmo sem, de fato, possuir todas as respostas.
Muito antes de uma posição ganhar relevância, já existia alguém aprendendo a influenciar pessoas e sendo influenciado por elas.
Por isso, quando observo um líder, interessa-me compreender a história que o trouxe até ali. Quais pensamentos ajudaram a avançar? Quais continuam sendo repetidos porque um dia foram importantes? E quais se transformaram em fronteiras que hoje podem ser ultrapassadas?
Podemos ampliar responsabilidades, conquistar espaços e continuar respondendo à vida a partir de pensamentos criados por uma versão anterior de nós mesmos.
Quando penso em desenvolvimento humano, meu olhar se volta para aquilo que fomos acumulando ao longo da existência e que continua participando de nossas escolhas. Experiências, afetos, perdas, conquistas, recusas, medos e expectativas ajudam a formar a maneira como interpretamos aquilo que acontece conosco.
Há uma história dentro de cada decisão que tomamos.
Por isso, compreendo a essência como algo que vamos reconhecendo à medida que adquirimos consciência sobre aquilo que pensamos, sentimos, escolhemos e repetimos.
Talvez uma das maiores possibilidades humanas esteja justamente em perceber que posso observar um pensamento antes de transformá-lo automaticamente em verdade.
Posso questionar uma certeza antiga, olhar novamente para uma experiência e assim descobrir outro significado. Posso perceber que determinada reação deixou de representar aquilo que desejo construir e então escolher outra resposta.
O conhecido possui uma enorme capacidade de se apresentar como verdade.
Quando experimentamos outras maneiras de pensar, sentir e agir, criamos assim possibilidades que antes estavam fora do nosso repertório. Uma escolha diferente produz outra experiência. Essa experiência oferece novas informações sobre nós mesmos e aquilo que parecia distante começa então a encontrar espaço na realidade.
É assim que compreendo a transformação: um pensamento percebido de outra maneira pode modificar uma escolha e, quando essa escolha ganha coerência em nossas ações, amplia aquilo que acreditávamos ser possível.
A pessoa que dizia “eu sou assim” talvez descubra que, durante muito tempo, estava apenas dizendo: “foi assim que aprendi a ser”.
Existe uma enorme diferença entre essas duas afirmações.
Nas organizações, uma equipe também revela muito sobre a liderança que experimenta. Ela observa como o líder recebe uma discordância, lida com o erro, distribui confiança, exerce poder, escuta e se posiciona quando a realidade segue por um caminho diferente daquele que havia imaginado.
Os hábitos de uma equipe podem carregar sinais importantes sobre a liderança existente naquele ambiente.
Estudar liderança a partir de conceitos oferece conhecimento. Observar os efeitos que nossa presença produz nas pessoas acrescenta outra dimensão: exige que o líder se inclua naquilo que está tentando compreender.
Para mim, liderança consciente passa por essa disposição de revisitar certezas e perceber quais delas ainda fazem sentido diante da pessoa, da equipe e da realidade que existem hoje.
Vivemos cercados por novas tecnologias, novas formas de trabalhar e novas maneiras de organizar negócios e relações. Ainda assim, podemos responder ao novo utilizando pensamentos antigos.
Desejamos inovação e precisamos abrir espaço para novas formas de pensar. Buscamos confiança enquanto revemos controles. Falamos de autonomia enquanto aprendemos a acolher escolhas diferentes das nossas.
É diante do imponderável que descobrimos quanto daquilo que chamávamos de certeza estava ligado à necessidade de manter o mundo conhecido.
Isso também acontece dentro das empresas.
Um líder que acredita que as pessoas precisam ser constantemente controladas tende a criar estruturas que confirmem essa percepção. Quanto maior o controle, menor pode se tornar o espaço para autonomia. Diante de pessoas cada vez mais dependentes de suas decisões, esse líder acaba encontrando exatamente a realidade que esperava encontrar.
Quando percebemos esse ciclo, ganhamos a possibilidade de criar outro movimento. Uma pergunta diferente pode produzir outra conversa. Outra conversa pode revelar uma capacidade ainda pouco percebida. A confiança experimentada pode gerar responsabilidade e transformar a percepção inicial.
É por isso que acredito que mudar um pensamento pode participar da transformação de uma vida e, quando falamos de liderança, alcançar também a vida de outras pessoas.
Pensamentos influenciam escolhas. Escolhas sustentam comportamentos. Comportamentos interferem nas relações. E relações ajudam a construir a cultura que experimentamos todos os dias dentro das organizações.
Uma mudança que começa em uma pessoa pode, portanto, alcançar muito além dela.
Foi dessa compreensão que nasceu o Ecossistema Reconexão Essencial®.
Ao longo de minha trajetória acompanhando líderes, executivos, equipes e organizações, fui percebendo um movimento recorrente: algo precisava ser percebido, explorado, transformado e integrado à vida.
Dessa observação surgiram quatro movimentos: Despertar, Explorar, Transformar e Integrar.
Eles se relacionam e acompanham o próprio ritmo da experiência humana. Podemos despertar para algo que acreditávamos já ter integrado, transformar um comportamento e, diante de uma nova circunstância, descobrir outra dimensão que merece ser explorada.
Aquilo que acontece dentro de uma pessoa alcança suas relações. As relações influenciam os ambientes. Os ambientes participam da cultura. A cultura interfere nas escolhas das pessoas e nos resultados que uma organização consegue produzir.
O líder influencia o sistema e o sistema também modifica o líder.
Reconectar-se com a própria essência significa, para mim, recuperar autoria sobre aquilo que ainda pode ser construído. Significa reconhecer a história, ampliar possibilidades, perceber pensamentos e escolher quais deles ainda merecem ser alimentados; assumir escolhas, aprender com elas e escolher novamente.
Acredito em líderes capazes de olhar para resultados e enxergar as pessoas que os tornam possíveis. Acredito em organizações nas quais consciência, prosperidade e realização possam ocupar a mesma conversa. E acredito na responsabilidade que cada pessoa possui sobre a realidade que ajuda a construir.
Talvez seja justamente aí que a transformação de uma liderança comece: na capacidade de perceber aquilo que pensamos antes que nossos pensamentos decidam, silenciosamente, a maneira como continuaremos agindo.
E deixo uma pergunta que também faço a mim mesma: Que parte da sua liderança pertence à consciência que você possui hoje e que parte ainda responde à pessoa que você precisou ser no passado?
Reconexão Essencial® — consciência que se transforma em escolha e ganha expressão na vida e na liderança.
Quer saber mais sobre como desenvolver uma liderança consciente, reconhecer quais pensamentos ainda orientam suas escolhas e transformar aqueles que já não representam quem você é hoje? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo.
Cristiane Maziero
Escritora, autora do livro Alma de Líder e criadora do Ecossistema Reconexão Essencial®. Atua há mais de duas décadas com desenvolvimento humano, liderança e cultura organizacional, acompanhando líderes, executivos, equipes e organizações.
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Acompanhe conteúdos no YouTube: @inspiradora_de_lideres
Confira também: Quando a Cultura Adoece, a Saúde Mental Pede Socorro: Por Que Ampliar a Consciência é o Próximo Passo das Organizações
O post O Que Muda Quando um Líder Muda a Forma de Pensar? apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O post Talvez Não Seja o Seu Sonho Que Seja Grande Demais, Mas Sim O Preço Emocional de Realizar Seus Sonhos apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Não quero falar aqui sobre constância, resiliência, continuar a fazer o que precisa ser feito para chegar onde se quer chegar. Tudo isso é muito válido sim, nobre, e principalmente: real. Mas porque existem pessoas que mesmo se dedicando tanto, ainda tem dificuldade em ter os resultados que deseja?
O preço emocional é muito maior que o físico, financeiro, ou até mesmo de tempo. O desgaste emocional que uma pessoa passa para atingir o sucesso, vem de encarar que nem sempre vai ter estômago. E nem sempre estará pronta para o próximo passo.
Muitas vezes ouvimos que o sucesso é solitário, e sim, muitas pessoas não vão nos acompanhar. E pode ser que você já esteja bem com essa informação, pode ser que você já tenha colocado cada pessoa no seu papel em relação a sua vida, as suas escolhas. Mas e quando você esquece de colocar qual o seu próprio papel na vida delas?
Quantas vezes você não deixou de se impor, falar o que pensa, dizer não quando simplesmente não está a fim, só porque não queria passar pelo desconforto de descobrir como o outro iria reagir.
Pois é no desconforto real que mora o crescimento. Justamente esse que você pensou agora, mas não tem nem coragem de assumir.
A dor às vezes é tão profunda que arrumamos mil justificativas e desculpas, todas com muito sentido, racionais e possíveis, para não encarar o que de fato nos machuca, nos paralisa, nos deixa irracionais por um momento.
E não tem nada de errado com esse momento. Sinta a dor, deixe ela existir, mas saiba de onde ela vem, e por quanto tempo você vai querer ficar nesse lugar: o lugar de vítima.
Ignorar quem você é e o que você sente, tentar se transformar em outra pessoa completamente diferente, só gera frustração e ainda mais dor, pois não há autoaceitação, autoperdão, autocompaixão, autoestima, autoconfiança, e por aí vai…
Agora, quando você entende que sim, às vezes você vai se sentir sozinho e abandonado, e você não vai nem conseguir enxergar o apoio das pessoas ao seu redor, porque esse apoio não veio da forma que você esperava, o jogo todo muda!
Quando você entende que às vezes suas ideias mirabolantes vão sim parecer ridículas para muitas pessoas, e que essas ideias vão sim ser rejeitadas, e que isso não tem nada a ver com você, mas apenas com aquelas ideias específicas, você perde o medo de compartilhar o que pensa! Perde o medo de ser você mesmo.
E tem ainda aquelas situações superdesconfortáveis onde você sente até dor de cabeça. Isso porque você não tem controle nenhum sobre a situação e as pessoas envolvidas. Aqui, por medo de ser manipulado, você acha que tem que fazer tudo sozinho e do seu jeito, e deixa de crescer porque não consegue confiar, e compartilhar com o outro!
E existem ainda aquelas pessoas, ou uma parte de nós (algumas pessoas uma parte maior, outras menor), em que achamos que temos que ser úteis e necessários, ou seremos descartados. Que para gerar valor, temos que fazer tudo, resolver todos os problemas, carregar todo mundo nas costas. Não só porque conseguimos (haja energia!), mas porque não suportamos lidar com o que o outro vai pensar de nós: egoísta, preguiçoso, irresponsável, incompetente…
E tudo isso a que custo? Da nossa própria saúde, dos nossos próprios sonhos…
E tem uma parte de nós que é super ativa, cheia de energia, garra e conquista muitas vitórias. Mas o preço nesse caso para ir ainda mais longe, seria aceitar que nem sempre você vai ganhar, nem sempre você vai ser o melhor, vai ser o primeiro, o perfeito. Mas isso não define quem você é.
Esse é o ponto. Você AINDA não sabe, ainda tem o que aprender, e a vida é uma curva de aprendizagem. Aprenda a ser gentil consigo mesmo e curtir a jornada, isso vai fazer toda a diferença.
Com tudo isso, o que quero te dizer é que: vale a pena arriscar mais! Vale a pena o desconforto, enfrentar a resistência, e ver que no final: você pode, de fato, conquistar aquilo que tanto diz querer!
Deseje de coração, se prepare com a mente, e encare o desafio com a alma. É aí que está o verdadeiro caminho do que podemos chamar de sucesso, ou para mim, de felicidade.
Quer saber mais sobre como identificar o que está impedindo você de enfrentar o preço emocional de realizar seus sonhos e conquistar aquilo que realmente deseja? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Sarah Martins
Mentora de Autoliderança, Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional
http://linkedin.com/in/sararmartins
Confira também: Seu Futuro Já Foi Decidido. Você Só Ainda Não Percebeu
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]]>Olá,
Sou Simone Mitsue, Jornalista, Mentora e Especialista em Comunicação Estratégica.
Jornalista e Pós-graduada em Marketing de Serviços. Minha formação une duas áreas que se completam: o jornalismo, que me ensinou a apurar, ouvir e transformar fatos em narrativas claras e o marketing de serviços, que trouxe a visão estratégica de como comunicar valor, construir relacionamentos e gerar impacto. Naveguei pelo mundo editorial, saúde, seguros, odontologia e pessoas.
Meu nome Simone significa “ouvir” e eu honro isto, pois a comunicação não é apenas falar e sim, ter uma escuta sem vício e sem julgamento.
Como mentora, além de orientações de Comunicação, também pratico e compartilho histórias que inspiram.
Minha proposta é compartilhar reflexões sobre temas diários com conexões emocionais ou profissionais.
Cada publicação vai trazer observações do cotidiano, histórias pessoais vinculadas com o mundo corporativo. Quero provocar insights, pensamentos e contemplação pelas palavras e situações.
Sou uma curiosa nata e amo histórias. A coluna Comunicação de TransformAção vai retratar que o simples pode ser o mais belo. Que ninguém nasce corajoso, se você tem medo, vai com ele. Viva intensamente, saboreie cada instante. A vida é feita de pequenos momentos felizes. Ler e escrever, cada palavra é um alimento para a alma.
Seja muito bem-vindo(a)!
Aprecie a leitura e compartilhe a sua opinião.
Simone Mitsue
Pensei nisso andando de metrô nestes dias.
Na correria de São Paulo, quem está no transporte público precisa carregar notebook, livros, cadernos e mais o quê? Se coloca a bagagem nas costas, pode atrapalhar outras pessoas. Se não a segura, ela pode ser roubada. Daria para reduzir os pertences?
Como sou uma boa observadora, acho muito interessante pensar no que cada um carrega em sua bagagem, seja mochila ou bolsa, de vários tamanhos, modelos e marcas.
Crianças e adolescentes carregam seus livros e cadernos; alguns levam apostilas e notebooks. O celular já está proibido nas escolas. Além disso, vi algumas mulheres se maquiando no transporte público. Então, além da bolsa, levavam a nécessaire de maquiagem e todos os acessórios. Os homens carregavam mochilas com seus pertences; alguns levavam suas marmitas e lanches.
Naquele dia, eu estava indo para uma consulta médica com uma bolsa que continha documentos, cartões, batom, espelho, bala, água, álcool em gel, lenço de papel, caneta e um caderninho. Ultimamente, é o meu kit.
Mas pensei no quanto a gente muda de bagagem. Lembrei que, quando morei no Japão por quase 2 anos, adquiri muita coisa, e voltar para o Brasil com 2 malas de 23 kg foi difícil. Na década de 90, minha prioridade naquele momento foi trazer muitas fotos, muitas fitas cassete com músicas e fitas VHS (Video Home System) nas quais eu tinha gravado doramas e programas japoneses para mostrar aos meus pais. Agora, por exemplo, temos tudo nas plataformas digitais.
Minhas outras viagens já foram diferentes. Eu nunca levo muita coisa. Como gosto de presentear, levo a mala quase vazia e compro presentes.
Quando saio com as minhas sobrinhas, já levo uma bolsa cheia de guloseimas, lenços umedecidos, elásticos de cabelo, água e todo o restante do meu kit.
O que eu tenho de bagagem ou o que tenho na bagagem? O que eu ainda preciso de fato carregar? E o que não preciso carregar mais? Tudo ainda é manual ou já está nas nuvens ou na IA (inteligência artificial)?
Quer descobrir o que a sua bagagem profissional revela sobre a sua carreira, bem como o que ainda faz sentido e o que você precisa deixar para trás para abrir espaço para o próximo passo? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Simone Mitsue
linkedin.com/in/simone-mitsue/
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]]>O fim de um relacionamento raramente acontece sem dor. Quando um vínculo importante se rompe, é natural sentir tristeza, medo, frustração e até a sensação de que uma parte da vida ficou para trás. Mas, por mais intenso que seja esse sofrimento, ele não representa o fim da sua história.
Recomeçar é possível. Recomece com você!
Reserve um tempo para a autorreflexão.
Pergunte-se quais sentimentos habitam seu coração neste momento e quais necessidades ficaram esquecidas ao longo do caminho.
Compreender suas emoções não significa permanecer fiel a elas, mas acolhê-las para que possam, aos poucos, se transformar.
Em muitos términos, não existe um único culpado, mas uma combinação de histórias, escolhas, limitações e circunstâncias. A culpa excessiva apenas prolonga o sofrimento e impede que você enxergue seu próprio valor. Em vez de se condenar, procure aprender com a experiência e crescer a partir dela. Livre-se da culpa e assuma as responsabilidades. Em vez de buscar culpados, procure reconhecer, com honestidade, a sua parcela de responsabilidade e aprender com a experiência.
Reconecte-se com quem você é. Resgate seus sonhos, seus interesses, suas amizades e tudo aquilo que faz sentido para sua vida. Cada passo dado em direção ao autoconhecimento fortalece sua capacidade de construir novos caminhos.
E nunca se esqueça: relacionamentos saudáveis não são sustentados apenas pelo amor. Eles precisam de respeito, diálogo, confiança, reciprocidade, liberdade para ser quem se é e disposição para crescer juntos.
O término de um relacionamento pode marcar o fim de um capítulo, mas nunca precisa ser o fim da sua vida. Enquanto houver disposição para se conhecer, cuidar de si e acreditar na possibilidade de um novo começo, sempre haverá espaço para reescrever a própria história.
Escolha olhar para si com a mesma compaixão que você oferece a quem ama. Cuide das suas feridas, fortaleça sua essência e permita-se florescer novamente. O amor mais importante da sua vida começa quando você decide caminhar ao seu lado. E, quando isso acontece, o recomeço deixa de ser uma esperança e se torna uma escolha.
Nem todo amor é para durar. Mas todo amor pode nos ensinar a viver de forma mais consciente. Leve os aprendizados, deixe a dor seguir seu caminho e principalmente não desista de você.
Quer saber mais sobre como superar o fim de um relacionamento, fortalecer o amor-próprio bem como transformar a dor em um recomeço mais consciente? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Márcia Rosa
https://www.marciarosaconsultoria.com.br
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]]>Na maior parte das vezes, esse afastamento acontece de forma tão discreta que passa despercebido. Ele começa quando deixamos de dizer o que pensamos para evitar conflitos, escondemos o que sentimos para não decepcionar alguém ou aceitamos situações que já não combinam conosco apenas para preservar um lugar, um relacionamento ou uma imagem.
Cada renúncia parece pequena, quase insignificante. O problema é que, com o tempo, elas deixam de ser exceções e passam a definir a maneira como conduzimos a nossa existência.
A vida continua seguindo seu curso. Trabalhamos, cumprimos compromissos, construímos uma carreira, cuidamos da família e seguimos respondendo ao que a rotina exige. Quem nos observa dificilmente percebe qualquer diferença. A mudança acontece em silêncio: a alegria pelas próprias conquistas já não tem a mesma intensidade, uma inquietação passa a acompanhar os dias e surge a sensação de que estamos vivendo uma vida que funciona por fora, mas já não encontra o mesmo lugar dentro de nós.
Há alguns anos, tomei uma decisão que surpreendeu muitas pessoas ao meu redor. As perguntas vieram rapidamente: “Você ficou maluca?” “Como assim vai fazer isso?”. Naquele momento, percebi que existiam escolhas que ninguém poderia fazer por mim. Eu poderia continuar vivendo de uma maneira que fazia sentido para os outros ou assumir a responsabilidade de seguir um caminho coerente com aquilo em que eu realmente acreditava.
Não foi uma decisão fácil. Houve dúvidas, críticas, inseguranças e momentos em que também me perguntei se estava fazendo a escolha certa. Hoje, olhando para trás, percebo que aquela experiência me ofereceu algo muito maior do que uma mudança de direção. Ela me ensinou que existe um preço silencioso quando deixamos de viver de acordo com a própria consciência, e que esse preço costuma ser pago em pequenas renúncias.
Somente mais tarde encontrei em Carl Rogers uma explicação para aquilo que eu já havia vivido. O psicólogo chamava de incongruência o desalinhamento entre aquilo que sentimos, pensamos e expressamos na maneira como conduzimos a nossa vida. Ler esse conceito foi como encontrar palavras para algo que eu conhecia pela experiência, mas ainda não sabia nomear.
Quando essa distância aumenta, gastamos uma enorme quantidade de energia tentando sustentar uma vida que já não reflete quem somos. Não é difícil compreender por que, nesse caminho, tantas pessoas passam a conviver com ansiedade, desmotivação, perda de sentido e um cansaço emocional que parece surgir sem motivo aparente. O corpo e a mente acabam dando voz ao que a consciência deixou de escutar.
O afastamento de nós mesmos se constrói em gestos quase imperceptíveis do cotidiano. Cada vez que deixamos de nos escutar, ignoramos um incômodo persistente ou permanecemos em um lugar onde já não conseguimos nos reconhecer, vamos construindo uma trajetória que deixou de expressar aquilo que sentimos.
Antes de qualquer mudança visível, acontece um reencontro interior. Aos poucos, deixamos de perguntar o que esperam de nós e passamos a considerar o que realmente faz sentido para a nossa vida. Quando essa pergunta muda, então a forma de caminhar também se transforma.
Cada pessoa viverá esse reencontro de um jeito. Algumas transformarão caminhos inteiros. Outras descobrirão que a mudança começa em decisões mais discretas, quando passam a conduzir a própria história em harmonia com aquilo que reconhecem dentro de si.
Mais do que encontrar respostas, acredito que este tema nos convida a uma pergunta:
Ao olhar para a vida que construiu, você de fato reconhece nela a pessoa que é hoje?
Com carinho,
Luiza Nizoli Rocha
Facilitadora em Desenvolvimento Humano e Consciência Organizacional
@luizanizoli
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]]>Tem uma cena que eu já vi tantas vezes que hoje eu quase consigo prever antes de entrar na sala.
O empresário me recebe, senta, respira fundo e diz alguma variação da mesma frase:
“Tudy, eu preciso que você desenvolva meu time. Eles não me acompanham.”
E eu ouço. Ouço de verdade, porque por trás dessa frase quase sempre tem um ser humano cansado, que carrega a empresa nas costas há anos, que já investiu em treinamento, em benefício, em festa de fim de ano, em consultoria, e continua sendo a pessoa que resolve tudo.
Mas depois de muitos anos fazendo isso, eu aprendi uma coisa que demora a ser aceita e é libertadora quando é:
O time quase nunca é o problema. O time é o retrato.
Fui chamada para um trabalho num hotel. A demanda inicial era simples: “o atendimento está frio, por isso precisamos treinar a recepção”.
Poderia ter feito o óbvio. Um treinamento de simpatia, um roteiro de acolhimento, uns combinados de sorriso na porta. Todo mundo sai animado, aplaude, mas trinta dias depois está tudo igual.
Só que quando eu olhei para dentro, o que estava lá não era falta de simpatia. Era de fato uma equipe inteira montada com perfis analíticos e estáveis, gente ótima, cumpridora, correta, colocada exatamente no lugar onde o negócio precisava de calor humano. Ninguém ali estava errado. Estavam todos no lugar errado.
Não existia treinamento capaz de resolver aquilo. Porque você não treina alguém para ser quem ela não é. Você posiciona.
Perder um cliente por falta de acolhimento não é um problema de recepção, mas um problema de decisão. E decisão é coisa de dono.
Outro cliente, outro universo. Uma empresa sólida, do campo, gente que trabalha muito e de verdade.
Chegaram até mim com uma lista de dores: caixa que some, diária que estoura, comunicação que não flui entre setores, time desengajado, promessa de benefício que não se cumpriu. Cada uma dessas dores já tinha sido “resolvida” antes. Várias vezes. Com dinheiro, com reunião, com puxão de orelha.
E aí eu enxerguei o padrão, e o padrão era mais grave do que qualquer item da lista:
Aquela empresa tratava sintoma. Sempre. Há anos.
Aparecia um problema, alguém apagava o fogo, todo mundo respirava aliviado, e seis meses depois o mesmo problema voltava com outra roupa. Investimento alto, resultado curto, cansaço acumulado.
A causa raiz nunca foi o combustível, nem a caixa, nem o setor X falando mal do setor Y. A causa raiz era mais simples e certamente mais dura: não havia dado confiável. E onde não tem número, a gestão vira sem dúvida palpite. E onde a gestão vira palpite, o dono vira o único que decide, sobre tudo, o tempo todo, para sempre.
Não dá para construir time de alta performance sobre um chão que balança.
Agora vem a parte que dói e que eu preciso te contar, porque não seria honesto escrever esse texto só apontando o dedo para fora.
Há alguns meses eu parei para fazer o raio-x da minha própria empresa. O mesmo raio-x que eu aplico nos meus clientes.
E o resultado foi constrangedor.
Eu, que cobro indicador de todo mundo, não estava medindo os meus com o rigor que eu exijo dos outros. Eu, que falo de foco, tinha linhas de produto demais rodando ao mesmo tempo. E eu, que ensino a descentralizar, era o gargalo da minha própria operação. Eu estava gastando muita energia criando e pouca energia colhendo.
Ninguém está imune ao espelho. Nem quem segura o espelho.
E foi ali que eu entendi por que essa profissão faz sentido para mim: não porque eu já cheguei, mas porque eu já passei, e continuo passando, pelas mesmas travessias que os meus clientes.
Se você é dono de empresa e está lendo isso, eu quero te devolver algumas perguntas. Não para te julgar. Mas sim para te dar um espelho, que é a coisa mais rara e mais cara que alguém pode te oferecer.
Se alguma dessas perguntas te incomodou, é bom sinal. Porque incômodo é o começo de tudo que muda.
Eu acredito em número. Acredito em meta escrita, em cobrança com consistência, em processo desenhado. Não abro mão disso e não vou abrir.
Mas eu não acredito em número antes de gente. Acredito em número por causa de gente.
Indicador não existe para vigiar ninguém, mas para que uma pessoa saiba, com clareza, o que se espera dela, e possa ganhar. Processo não existe para engessar, mas para que ninguém precise adivinhar. Meta clara não é dureza; é respeito. Porque meta vaga gera desculpa vaga, e desculpa vaga adoece time bom.
A empresa que não mede, não enxerga. A empresa que não enxerga, culpa. E quando a empresa culpa, ela sempre culpa quem está mais embaixo , que é justamente quem tem menos poder de mudar a estrutura.
Por isso eu digo, e vou continuar dizendo até cansar:
Pessoas fazem resultados.
Não é frase bonita para camiseta. É a coisa mais estratégica que eu aprendi em toda a minha carreira. Máquina não bate meta. Sistema não bate meta. Planilha não bate meta. Gente bate meta, quando sabe o que se espera dela, quando é posta no lugar certo, quando é cobrada com constância e reconhecida com verdade.
Não vou te pedir para mudar sua empresa inteira. Isso não acontece por artigo de blog.
Vou te pedir uma coisa só, e ela cabe nos seus próximos sete dias:
Escolha o problema que mais se repete no seu negócio. O que volta sempre. Aquele que você já “resolveu” três vezes. E, em vez de resolver de novo, sente e pergunte cinco vezes seguidas: por que isso acontece?
Na quinta vez, você não vai mais estar olhando para o sintoma. Você vai olhar para a causa. E, muito provavelmente, vai olhar para uma decisão que só você pode tomar.
É desconfortável. Eu sei. Eu passei por isso.
Mas eu nunca vi uma empresa crescer de verdade sem que o dono, em algum momento, tenha tido a coragem de parar de olhar para o time e começar a olhar para o espelho.
Se este texto te incomodou no lugar certo, vem continuar essa conversa comigo na minha coluna na Cloud Coaching, clique aqui.
Quer saber mais sobre como fortalecer sua gestão empresarial identificando as causas que realmente impedem o crescimento da empresa? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Tudy Vieira
Especialista em Gestão de Gente & Resultado
Há quase 20 anos desenvolvendo pessoas para que o resultado aconteça. Mais de 1.300 turmas realizadas, com métodos próprios aplicados a empresários, líderes e times de todos os portes, com métodos autorais: GDR – Gente de Resultado, COBAM – Comando de Operações Bate Meta, Liderança Shark, Conexão CEO e Raio X Empresarial
https://www.tudyvieira.com.br/
Instagram:@tudyvieira
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