Oficina de Carreira - Edson Carli - Cloud Coaching https://www.cloudcoaching.com.br/colunas/oficina-de-carreira/ Wed, 20 Jul 2016 06:00:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://www.cloudcoaching.com.br/wp-content/uploads/2023/10/cropped-favicon-1-32x32.png Oficina de Carreira - Edson Carli - Cloud Coaching https://www.cloudcoaching.com.br/colunas/oficina-de-carreira/ 32 32 165515517 Inteligência Profissional: Você já conhece a sua? https://www.cloudcoaching.com.br/inteligencia-profissional-voce-ja-conhece-a-sua/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=inteligencia-profissional-voce-ja-conhece-a-sua https://www.cloudcoaching.com.br/inteligencia-profissional-voce-ja-conhece-a-sua/#respond_10467 Wed, 20 Jul 2016 06:00:01 +0000 http://www.cloudcoaching.com.br/inteligencia-profissional-voce-ja-conhece-a-sua/ Você se considera uma pessoa inteligente? Muitas pessoas tem dificuldade para responder a esta pergunta, pois associam inteligência com cultura. Na verdade, inteligência e cultura são coisas bem diferentes.

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Olá!

Você se considera uma pessoa inteligente?

Antes que você se ofenda, muitas pessoas apresentam dificuldade para responder a esta pergunta pois associam inteligência com cultura e, o contrário de inteligente, geralmente são palavras que não gostamos muito, como burro, ignorante e outras do gênero.

Na verdade, inteligência e cultura são coisas bem diferentes. A inteligência é formada por um conjunto de habilidades, a segunda é formada por conteúdos, experiência e vivência. Existem diversas inteligências que podemos desenvolver em nossa vida, sendo que algumas são mais evoluídas e outras nem tanto. Dependendo da escola que você consulta elas podem ser sete ou nove. Eu particularmente prefiro a definição com sete tipos:

  • Intrapessoal – perceber a si mesmo;
  • Interpessoal – perceber aos outros;
  • Espacial – perceber o seu entorno;
  • Linguística – comunicar-se de maneira clara e eficiente;
  • Lógica – compreender relações numéricas, hipóteses e encadeamento lógico;
  • Musical – percepção e compreensão da sonoridade;
  • Corporal – percepção dos limites e possibilidades físicas.

A palavra inteligência tem origem latina combinando duas palavras Intus e Legere, respectivamente, entre e escolher. Logo, quando o termo foi criado envolvia a capacidade de seres humanos tomarem decisões acertadas e escolhendo entre suas opções.

Uma pessoa inteligente é, antes de tudo, uma pessoa consciente. Ou seja, ela tem a habilidade de observar o seu entorno, reconhecer-se inserida no ambiente, sendo capaz de tomar decisões coerentes com sua vontade e seus objetivos. Literalmente, escolhendo entre as opções que lhe são apresentadas.

Para simplificar, uma pessoa inteligente toma decisões de forma consciente.

Quando elevamos este conceito às diferentes formas de inteligência, é possível perceber um local comum entre toda elas, que nos trabalhos de Coaching, PNL, Mentoria e similares, definimos como a habilidade de recursar. Um termo genérico que representa a capacidade que temos de acessar nossos recursos internos, utilizando-os de maneira consciente para agir sobe o ambiente onde estamos inseridos.

Um tanto complexo, mas quando colocamos no contexto profissional, a visão fica bastante simplificada:

Nosso ambiente profissional é um ambiente majoritariamente controlado por um sofisticado sistema de trocas.

Quem somos e o que pensamos somente é percebido pelos outros quando exercemos um papel ou função. Esta percepção, de acordo com as expectativas destes “outros” pode gerar uma valorização da nossa atuação, uma desvalorização da mesma ou ainda passar despercebida, nas três formas clássicas de reconhecimento.

O reconhecimento positivo se transforma em recompensa ou remuneração (daí o nome atividade remunerada). Logo, toda a remuneração que recebemos está diretamente associada à visão que nossos interlocutores possuem sobre o papel que executamos (o que fazemos) e não sobre a pessoa que o executa (quem somos).

Inteligência profissional, portanto, é a capacidade de o ser humano compreender o ambiente onde está inserido, reconhecer seus recursos internos e compor o personagem mais adequado ao momento, visando obter o reconhecimento esperado. Este reconhecimento invariavelmente está contido em uma das quatro classes de ativos conhecidas:

  • Ativos financeiros – Dinheiro e crédito;
  • Ativos humanos – Pessoas e equipes;
  • Ativos físicos – Itens materiais para posse ou somente uso;
  • Ativos Intelectuais – Aprendizado.

Quando nos tornamos mais inteligentes profissionalmente, entendemos que as relações entre pessoas e empresas são relações comerciais, baseadas nas atividades que são desempenhadas de acordo com o momento e com a necessidade da empresa e cujo reconhecimento depende da percepção de valor dos representantes desta empresa (clientes, colegas, superiores).

Outro ponto fundamental da inteligência profissional é a compreensão dos limites deste reconhecimento, na forma dos quatro grupos de ativos descritos. Somente os quatro e nada mais que os quatro. Um profissional com baixo quociente de inteligência profissional tende a contaminar este modelo comercial, gerando expectativas de reconhecimento emocionais ou ainda, expectativas de valorização do indivíduo pelo que ele é (pessoa) e não pelo que faz (personagem).

Falarmos de inteligência profissional demandaria muito mais que este querido, mas pequeno espaço de reflexão, assim, fica a dica de como aumentar sua inteligência profissional:

Utilize sua inteligência intrapessoal para identificar qual o seu conceito de sucesso e felicidade. Pergunte a você mesmo o que te faz feliz e o que precisa acontecer ou conquistar para reconhecer que o sucesso chegou.

O segundo passo é utilizar sua inteligência lógica para avaliar sua rede de relacionamentos, identificando pessoas que possam auxiliar no seu caminho para o sucesso, assim como as pessoas que eventualmente possam bloquear sua jornada. Além de identificar as pessoas e grupos será preciso mapear a relação de troca existente. O que cada pessoa ou grupo ganharia com o seu sucesso de forma a criar estratégias de conquista.

O terceiro passo é o uso da inteligência interpessoal para atuar com estas pessoas e grupos, visando conquistar os recursos e apoio necessários ao seu plano de desenvolvimento profissional.

Por fim, utilizar a inteligência espacial para perceber os movimentos que ocorrem no mundo corporativo e gerenciar efetivamente este movimento.

Percebeu?

A inteligência profissional é um novo conceito que responde de maneira efetiva o porquê de muitas pessoas, apesar de serem cultas e inteligentes ainda não haverem decolado em suas carreiras. Me encontre nas redes sociais e vamos conversar mais.

É sempre muito bom conversar com pessoas inteligentes.

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Você conhece seu patrimônio emocional? https://www.cloudcoaching.com.br/voce-conhece-seu-patrimonio-emocional/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=voce-conhece-seu-patrimonio-emocional https://www.cloudcoaching.com.br/voce-conhece-seu-patrimonio-emocional/#respond_10394 Wed, 06 Jul 2016 06:00:01 +0000 http://www.cloudcoaching.com.br/voce-conhece-seu-patrimonio-emocional/ Agir envolve realizar tarefas as quais consomem recursos do nosso patrimônio. Formado por ativos, usamos como moeda de troca em uma situação remunerada. Mas você já pensou que nossas atitudes podem ser remuneradas com emoções?

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Olá!

Tenho trabalhado nos últimos meses sobre o tema felicidade e trabalho, um pouco em decorrência do momento que vive o país, mas também em decorrência do pedido das empresas que compram palestras e querem falar do tema com seus funcionários.

Sempre digo que a felicidade não é um objetivo em si, mas uma soma de momentos onde uma igualdade se estabelece e queremos que o momento se perpetue. Esta igualdade é simples:

O que desejo = O que percebo

O que desejo são as minhas expectativas para o momento e a forma como eu espero que as coisas aconteçam naquele dado momento. O que percebo é a somatória dos meus sentidos (todos os seis), de acordo com o ambiente também naquele dado momento.

Se as duas coisas coincidem, minha expectativa está atendida, então, não tenho motivos para ficar triste, ou seja, fico feliz. Se estes momentos forem se somando mais e mais vezes posso dizer que estou passando por um período de felicidade.

Quando estas duas coisas não coincidem, eu preciso tomar uma decisão, pois minhas expectativas não foram atendidas. Posso tomar dois caminhos possíveis: vitimizar colocando a culpa em tudo e em todos ou assumir um papel protagonista, agindo para alterar o ambiente de forma que o que eu percebo fique igual ao que eu desejo.

Esta é uma receita clássica.

Agir envolve realizar tarefas e as tarefas em geral consomem recursos que são parte do meu patrimônio. Nosso patrimônio é formado de ativos como definem meus colegas economistas.

Sim, em outra vida e em outro século eu era economista.

Todos nós possuímos em menor ou maior nível os seguintes ativos:

  • Financeiros – dinheiro no banco e no bolso;
  • Físicos – Casa, carro, roupas e coisas;
  • Intelectuais – conhecimento, memórias, saber, histórias;
  • Relacionais – Pessoas que conhecemos e que nos auxiliam quando necessário;
  • Intangíveis – Nosso nome, reputação, crédito, imagem.

Estes ativos fazem parte do nosso patrimônio e podemos usá-los como moeda de troca em qualquer situação, ação ou iniciativa que envolva remuneração.

Podemos fazer algo para alguém e em troca aprender com isso. Neste caso adquirimos ativos intelectuais. Podemos trabalhar e receber em dinheiro e neste caso são ativos financeiros.

Simples, não?

Bem simples quando estamos falando de relações profissionais. Contudo, nem tudo na vida são relações profissionais, nem mesmo no ambiente de trabalho.

Com o passar do tempo e com o aprofundamento de meus estudos, pude perceber que existe uma outra família de ativos que não está listada de maneira clássica e são os ativos emocionais.

Sim, podemos ter nossas atitudes remuneradas com emoções.

Veja por exemplo, a relação estabelecida entre pais e filhos. Por mais polêmica que esta análise possa parecer, esta é uma relação de troca onde uma pessoa exerce o personagem pai ou mãe, entregando como produtos a proteção, orientação, sustento, segurança e etc. e recebe de volta (em condições normais) respeito, amor, dedicação, reconhecimento.

Nenhuma destas “moedas” está elencada entre as classes de ativos que citei anteriormente. Os chamados ativos clássicos, contudo, são parte integrante do nosso patrimônio.

  • Somos melhores quando somos mais reconhecidos;
  • Somos maiores quando somos mais amados;
  • Somos mais seguros quando somos apoiados.

Fora do ambiente profissional, o modelo de relacionamento permanece o mesmo, ou seja, as pessoas à nossa volta continuam sendo clientes dos personagens que executamos para elas e a moeda que estes clientes utilizam na “compra” destes personagens são os pequenos itens que formam nossos ativos emocionais.

Agora, a reflexão mais importante:

Estas moedas não se criam sozinhas. Elas somente podem ser entregues a outras pessoas quando temos em nossas poupanças.

Pense comigo: De que tamanho é o seu patrimônio emocional?

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Está complicado? Coloca amor que resolve! https://www.cloudcoaching.com.br/esta-complicado-coloca-amor-que-resolve/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=esta-complicado-coloca-amor-que-resolve https://www.cloudcoaching.com.br/esta-complicado-coloca-amor-que-resolve/#respond_10328 Wed, 22 Jun 2016 06:00:01 +0000 http://www.cloudcoaching.com.br/esta-complicado-coloca-amor-que-resolve/ Se somente por hoje, e somente para uma pessoa você pudesse ser acolhedor, amoroso, atencioso e ainda por cima confortasse esta pessoa em suas dúvidas e angustias, somente por hoje, você seria Deus para esta pessoa?

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Olá!

Não, eu não fiquei louco e nem você está lendo a coluna errada. Esta não é uma coluna exotérica do tipo “abraça árvore” e vamos ser felizes. Sei muito bem como a vida funciona e como diz a minha filha Bárbara, a vida é um jogo que não se joga no modo easy.

Mas, esta semana ocorreu um fato que me chamou muito a atenção e, como sempre, eu gosto de coletar fatos do meu cotidiano e compartilhar com vocês, meus queridos leitores. O oficio do escritor é um ato de amor intransitivo, desmedido e incondicional. Amo vocês e pronto. Meus textos são feitos para compartilhar momentos legais que podem gerar alguma centelha em seus pequenos corações e, quem sabe, a partir daí começar algo de bom para vocês e para outras pessoas.

Bem, voltando ao fato gerador de hoje, faz cinco anos que aceitei um convite bem interessante vindo de uma amiga de muitas vidas chamada Cleide. Cleide é destas pessoas queridas, de riso fácil e jeito simples, impossível não se sentir à vontade na presença dela. Gente de verdade, destas que “passa um café fresquinho” quando chegamos em sua casa. Sabe como é? Bem, esta é a Cleide. Bem, ela é professora em uma entidade chamada Projov que atua aqui na região onde moro, no Oeste da grande São Paulo. Esta entidade, mantida pelos Rotarianos, apoia jovens de baixa renda preparando-os para o mercado de trabalho através dos programas de jovem aprendiz.

Como falo bem sobre carreira e sucesso, ela me pediu uma vez para falar sobre carreira com estes jovens e foi uma experiência muito boa, pois em outra vida e em outro século, eu também fui um destes jovens carentes e é legal poder retribuir o que um dia fizeram por mim também. Assim, assumi o compromisso de duas vezes ao ano, perto da formatura desta turminha, fazer uma palestra para cerca de 450 deles em um grande auditório aqui na cidade. Uma festa. Eles adoram e eu também. De verdade nos divertimos muito e sempre sobra algum aprendizado de lado a lado.

Este trabalho já acontece há seis anos e na última segunda feira estive lá com estes jovens. Sempre faço perguntas filosóficas em meio às provocações que arrancam gargalhadas pois o humor ainda é a melhor forma de fixação da mensagem. Uma das perguntas que faço é se eles concordam que, se realmente quiserem ser algo, eles podem ser o que quiserem.

Normalmente a maioria concorda que sim, mas fico torcendo pelo não, para que eu possa desenvolver o tema e falar sobre competência, vontade, foco e toda a motivação que um bom palestrante deve falar. Sempre dá certo. Desta vez não foi diferente. A maioria concordou, mas um rapaz de moletom branco, bem de frente comigo, cerca de dez filas acima da linha do palco, foi categórico:

– Eu não concordo!

Como a voz dele se sobressaiu aos demais, eu pensei comigo: Perfeito!

– Diga meu jovem, por que você não concorda?

– Você não pode ser Deus!

Uau. Que resposta certeira aquele garoto de não mais de quinze anos havia me laçado em meio a mais de quatrocentos dos seus colegas.

Esperei a turma acalmar do alvoroço causado pela resposta e progredi com ele na resposta.

– Vamos prensar juntos: Deus é acolhimento? Deus é amor? Deus é atenção? Deus conforta?

A todas as perguntas ele respondia sim, sem saber exatamente onde isso ia dar. Então, conclui com a provocação:

– Então vamos pensar da seguinte maneira: Se somente por hoje, e somente para uma pessoa você pudesse ser acolhedor, amoroso, atencioso e ainda por cima confortasse esta pessoa em suas dúvidas e angustias, somente por hoje, você seria Deus para esta pessoa?

Ele abriu um sorriso largo de poucos dentes, fez um sinal de positivo e agradeceu em silêncio a resposta.

A turma aplaudiu e fomos em frente. Quando a palestra acabou, ele veio me procurar e perguntou se minha resposta já estava pronta. Eu disse que não e perguntei se a pergunta estava. Ele disse que sim e que buscava esta resposta. Agora não mais. Nos abraçamos e acredito que não nos veremos mais por algum tempo.

Deste encontro, fiquei com a percepção de que quando temos algo difícil pela frente como uma pergunta que quer calar, uma situação que não quer se resolver ou mesmo um processo que não desemperra, se ao invés de agir instintivamente parássemos um minuto e colocássemos amor?

Amor, assim como Deus, é atenção, cuidado, dedicação, foco, doação, incondicionalidade e outros atributos. Será que não seríamos capazes de resolver? Não estou falando do amor piegas nem de romance, mas sim, dos componentes do amor que certamente todos conhecemos bem.

No fundo, esta é a resposta.

Uma dica para quem quiser conhecer mais. No filme The Ender´s Game (um clássico moderno) em dado momento o protagonista chega à conclusão que para derrotar seu inimigo é necessário conhecê-lo profundamente, entender seus motivos, compreender suas dores e colocar-se no seu lugar. Portanto, para derrotá-lo é preciso amá-lo.

Coloque amor na solução dos seus problemas, tudo ficará bem mais simples.

Pense nisso!

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Da ponta da mesa se entende melhor o sucesso! https://www.cloudcoaching.com.br/da-ponta-da-mesa-se-entende-melhor-o-sucesso/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=da-ponta-da-mesa-se-entende-melhor-o-sucesso https://www.cloudcoaching.com.br/da-ponta-da-mesa-se-entende-melhor-o-sucesso/#respond_10262 Wed, 08 Jun 2016 06:00:01 +0000 http://www.cloudcoaching.com.br/da-ponta-da-mesa-se-entende-melhor-o-sucesso/ É preciso trabalhar duro para ter sucesso. É preciso estudar duro para ter sucesso. É preciso inteligência para ter sucesso. Mas o que é ter sucesso? O que é preciso para alcançá-lo?o?? Como saber que o alcançou?

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Olá!

O último feriado foi um daqueles períodos convidativos à preguiça em família. Minha família é pequena em comparação às famílias brasileiras. Somos dez pessoas ao todo e destes, cinco decidiram passar o feriado juntos. Estávamos eu, minha esposa, minha sogra e meu casal de filhos que cursam universidade fora de São Paulo, o que tornam estas oportunidades de reunião cada vez mais especiais.

Temos nossa casa nas imediações de São Paulo, mas também, mantemos um refúgio no interior, em uma bela cidadezinha, bem interiorana e tradicional que comemora o feriado de Corpus Christi com os tapetes coloridos, procissões e muita festa, assim decidimos passar estes dias por lá.

O dia amanheceu cinza, friozinho com cara de quero cama, mas mesmo assim, meu relógio biológico acostumado com os horários da cidade, trânsito, às vezes aeroporto e muita correria não me deixou passar de 07:30 na cama.

Levantei na ponta dos pés, deixei a esposa dormindo um pouco mais, ela merece, sai pé ante pé pelo corredor pude ver meus filhos enrolados nas cobertas e confortáveis em seus quartos, sem se preocuparem com horários e nada que acontecia do lado de fora.

A casa estava bastante fria, pois é uma casa de campo com muitas árvores no entorno, então resolvi acender a lareira para “quebrar” a friagem enquanto esquentava uma chaleira ainda sem decidir se faria chá, café ou um belo chimarrão. Acabei decidindo pelo chá.

Na varanda já estava como sempre pontual o jornal do dia entregue pelos mensageiros. Gente boa este pessoal que madruga para que possamos ter informações de ontem no primeiro momento de hoje. Curioso isto.

Em tempos de Internet, tablets, tweets e coisas imediatas, ainda têm gente que faz um esforço danado para entregar em nossa casa um objeto com notícias impressas, cuja vida durará menos de meia hora a um custo de pouco mais de um dólar.

Tem coisas que desafiam a relação custo-benefício. Mas, o jornal está ali, a lareira está ali, o chá está ali, o mundo está quieto. Decido curtir o momento de paz e ver o que acontece no mundo quando vejo uma manchete falando sobre os sobreviventes da crise e dentre os comentários havia algo que se destacava:

“Aqueles que sobreviverem, terão sucesso! ”

A mente começa a viajar e relembro as tantas palestras que ministrei sobre carreira e sucesso onde sempre pergunto para as pessoas o que significa “ter sucesso” e todas as respostas diferenciadas que recebia. Dinheiro, poder, mulher bonita, noite bem dormida, paz. Aí penso em todas as pessoas que em suas carreiras hoje em dia estão tentando sobreviver aos tempos revoltos. Não somente pensando em ter sucesso, mas também pensando em sobreviver.

Obviamente não estamos discutindo a sobrevivência física, mas sim a sobrevivência profissional. A capacidade de desenvolver-se em sua área de especialidade, trabalhando com satisfação pessoal e sendo reconhecido por isso, o que no meu modo de ver também significa sucesso.

Viro mais duas páginas e me deparo com as notícias sobre tendências mundiais e que o stress derivado da rotina profissional já é de longe a principal causa de doenças crônicas em países desenvolvidos. Gente tentando sobreviver à crise, empresas buscando fazer mais com menos, metas cada vez mais arrojadas o stress aumentando e as pessoas adoecendo. Este é o cenário que estamos vendo no momento e na minha cabeça fica a pergunta martelando. E para você Edson, o que é o sucesso?

Em breve fará cinquenta anos que habito este planeta sob esta forma física. Desde de muito pequeno, ouvia meus pais dizerem coisas do tipo:

­ É preciso trabalhar duro para ter sucesso;

­ É preciso estudar duro para ter sucesso;

­ É preciso inteligência para ter sucesso;

­ Veja fulano como é bem-sucedido.

Este tal de sucesso, eu não sabia exatamente o que era, mas sabia que não tínhamos e que era uma coisa difícil de conseguir, pois tudo que precisava fazer para conseguir, sempre era muito duro. Outra coisa que eu não sabia era como reconhecer o sucesso. Como saberia que ele chegou?

Ter sucesso era um cargo executivo? Tipo assim, diretor? Hummm, não. Estive lá e ainda achava que o sucesso estava por vir.

Talvez, se fosse diretor, mas de multinacional? Destes que viajam bastante de classe executiva e fazem vídeo conferências em cinco línguas diferentes? Também não. Já estive lá também e continuava trabalhando duro para ter sucesso.

Então o negócio era ter o próprio negócio. É isso, ser empresário. Poder definir o próprio caminho, conquistar clientes e mercado. Isso sim é sucesso. Só que não. Empresários são guerreiros que buscam seu lugar ao sol todos os dias e lutam em busca do sucesso.

Talvez, se eu fosse famoso? Um pouco famoso pelo menos? Tivesse um livro? Mais de um e virasse palestrante? Este seria um bom caminho. Também não. Já estive lá e continuo buscando ser bem-sucedido.

As lembranças foram passando na minha cabeça e nem me dei conta do tempo, o barulho da lareira a caneca de chá, tudo isso me prendeu em um mundo de lembranças que quando me dei conta a casa havia acordado e todos estavam à mesa para o café da manhã, com cheiro de pão fresco, café de bule e aquelas coisas que só fazemos quando estamos com tempo e na casa de campo. Minha esposa me chamou e sentei como de costume à cabeceira da nossa mesa da sala de jantar olhando a família à mesa, todos brincando, rindo e comendo. Acredito que foi neste momento que entendi o que meus pais quiseram me ensinar quando falavam do trabalho duro e do estudo para para ter sucesso.

O sucesso não é algo que está lá fora. Ele está dentro de nós. Nossa atividade profissional é um caminho, a forma para conquistar dias de paz, com o coração tranquilo, com aqueles que amamos à nossa volta.

Simples assim.

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Está chegando a hora, de novo! https://www.cloudcoaching.com.br/esta-chegando-a-hora-de-novo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=esta-chegando-a-hora-de-novo https://www.cloudcoaching.com.br/esta-chegando-a-hora-de-novo/#respond_10197 Wed, 25 May 2016 06:00:01 +0000 http://www.cloudcoaching.com.br/esta-chegando-a-hora-de-novo/ Estamos chegando aos últimos dias de maio e com isso os vestibulares de meio de ano. Dedicar-se aos estudos é a parte mais fácil de todo o processo. A grande dificuldade está antes disso: Qual carreira seguir?

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Olá!

Estamos chegando aos últimos dias de maio e com isso chegam coisas conhecidas como a procissão de Corpus Christi, as festas juninas, o frio, a fogueira e os vestibulares de meio de ano. Alguns jovens já se preparam como “treineiros“, outros já atuam para valer após o primeiro semestre do cursinho pré-vestibular, tentando encurtar o caminho até a faculdade em pelo menos seis meses.

Gosto de observar que este momento, embora pensemos como sendo um momento do jovem, ele é de fato um momento para a família inteira. Todos participam da angustia da decisão e do empenho destes futuros profissionais na busca de seus sonhos. Mas, na esmagadora maioria das vezes, este não é um caminho simples. Dedicar-se aos estudos é a parte mais fácil de todo o processo. A grande dificuldade está na parte anterior da conversa: Qual carreira seguir?

Quero compartilhar com você, meu querido leitor, algumas dicas que considero fundamentais para o auxílio aos jovens de ensino médio que está buscando fazer a melhor opção para o mercado de trabalho. Primeiro, vamos começar pelas coisas que fazemos com boa intenção, mas que no fundo atrapalham e muito.

Comecemos pelos professores e mentores residentes nas instituições de ensino: A grande maioria das escolas de ensino médio, seguem uma cartilha conteudista, ou seja, oferecem o máximo de conteúdo, inserido em uma grade estruturada, dando aos jovens uma versão generalista do mundo. Esta cartilha conteudista é reforçada pelos processos avaliatórios como ENEM e Vestibulares onde o candidato precisa demonstrar conhecimento abrangente e atualizado. Assim, pensando na aprovação para o vestibular, as escolas fazem um excelente trabalho preparando seus alunos para passarem nos exames avaliatórios. Sem atentar-se a qual carreira o jovem escolheu. Ainda que algumas escolas ofereçam serviços de orientação vocacional para aqueles que estão em dúvida, pouco ou nada é feito para aqueles que já fizeram a escolha no sentido de validar esta escolha.

Em seguida, passemos para os cursinhos pré-vestibulares: O foco absoluto na aprovação, combinando técnicas de revisão e memorização. Os cursinhos são famosos pelas músicas, mnemônicos e outras técnicas que levam o jovem a memorizar itens para a prova que provavelmente não mais utilizarão após a realização dos exames. A intenção muito positiva dos cursinhos é facilitar o acesso dos jovens às carreiras escolhidas. Novamente, os jovens têm sua decisão aceita e apoiada, mas não questionada ou validada o que pode no futuro gerar, como de fato podemos observar, desistências nos primeiros anos de curso superior.

Certa vez entrevistei o diretor pedagógico de um um grande curso pré-vestibular de São Paulo sobre este tema e ele foi taxativo ao dizer que a escolha cabe ao jovem e que eles não questionam se a decisão está certa ou errada. Não cabe ao cursinho provocar este tipo de dúvida, não em um momento tão importante. Olhando pela ótica do cursinho, de sua missão e seu propósito, faz todo o sentido.

Finalmente, vamos para a família: Em uma família típica, quando os filhos atingem a idade pré-vestibular, os pais estão na idade entre quarenta e cinquenta anos, o que na prática significa que passaram pelo menos uma década e meia construindo suas próprias carreiras, sem tempo para analisar o mercado e as mudanças que a economia passou. Desta forma, seu conhecimento sobre o mercado de trabalho fica restrito às suas atividades e assim como dizia o filósofo Arthur Schopenhauer seu mundo fica do tamanho do seu conhecimento. Outro fator impeditivo para que a família oriente de maneira efetiva seus jovens reside no fato que há poucos anos, estes mesmos jovens eram crianças. Como crianças, não tinham direito a grandes opiniões e todos, repito, todos os comportamentos apresentados eram avaliados gerando duas situações.

  • Se o comportamento estiver correto, nada a fazer pois é tratado como obrigação;
  • Se o comportamento estiver incorreto, correções são obrigatórias, nem sempre aplicadas de maneira construtiva.

Por fim, fica claro que os pais, em sua maioria, não estão aptos a orientar a carreira de seus filhos, gerando frustração, pois no final do dia, o que interessa é que os filhos sejam “bem-sucedidos” e isso envolve conceitos como sucesso, segurança, autonomia e tantos outros tantos.

O cenário não é dos mais animadores, mas a boa notícia é que existe uma nova linha de pensamento alinhada com o chamado Coaching Vocacional que preenche este vazio. Diferentemente da orientação vocacional, o Coaching Vocacional, segmento onde o método CARMA é pioneiro, tanto no Brasil, como em outros seis países, trata a dificuldade da escolha profissional em sua origem que é o mundo do jovem. De maneira estruturada, esta forma de trabalho constrói com o jovem uma linha de escolha e não somente dita regras simplicistas, indicando numericamente o potencial para direito, engenharia, medicina, administração e etc.

Um bom Coaching Vocacional segue os seguintes passos:

  • Ressignificação: Buscar todos os julgamentos e feedbacks recebidos ao longo da vida, ressignificando e demonstrando que todo comportamento é bom em algum contexto;
  • Zona de exclusão: Diante da dificuldade de definir o que se quer, identificar claramente o que não se quer, delimitando a zona de escolhas;
  • Autoconhecimento: Quem sou, quais minhas fortalezas, quais minhas fraquezas e qual a minha essência;
  • Produtação: Com as minhas características mais marcantes, quais as carreiras que poderia seguir;
  • Pesquisa de campo: Conhecer e entrevistar profissionais das potenciais carreiras;
  • Plano de ação: Colocar o jovem no centro das decisões;
  • Mentoria: Orientar os jovens com temas como preparo físico, alimentação, simulação de provas e familiarização com a dinâmica das provas;
  • Foco: Clareza na decisão liberando a mente para concentrar-se nos estudos.

Com estas linhas mestras, uma nova forma de orientação de carreira para jovens começarem a tomar mais e mais espaço no mercado, primeiramente como opção de famílias antenadas que perceberam os efeitos dos modelos tradicionais e em segundo lugar, com escolas tradicionais ou não que percebem que o mundo muda em uma velocidade muito maior do que o modelo conteudista consegue acompanhar.

Bom para todos e principalmente, bom para os jovens que não precisam mais temer a chegada do inverno.

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Um breve ensaio sobre a verdade https://www.cloudcoaching.com.br/um-breve-ensaio-sobre-a-verdade/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=um-breve-ensaio-sobre-a-verdade https://www.cloudcoaching.com.br/um-breve-ensaio-sobre-a-verdade/#respond_10142 Wed, 11 May 2016 06:00:01 +0000 http://www.cloudcoaching.com.br/um-breve-ensaio-sobre-a-verdade/ A verdade pode ser considerada um ponto de vista. De fato, a verdade sempre apresentará três versões distintas, a de quem fala, a de quem ouve e a real, sendo que esta última, talvez nunca seja conhecida.

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Olá!

Faz alguns meses que penso em escrever sobre este tema, todavia, a cada novo artigo algum outro tema mais urgente e, nem por isso mais importante, acaba tomando o espaço e este pequeno ensaio volta para a gaveta mental das ideias que não afloram. Hoje a história mudou e o texto com sua vida própria acaba de aflorar e se apresentar a você, meu querido leitor.

Pare por um momento e olhe atentamente o mundo ao seu redor. Observe as pessoas, as coisas, sinta os cheiros e sons. Existem coisas que lhe agradam e certamente outras tantas que não, separando o seu mundo entre coisas boas, ruins e indiferentes. Este sentido inconsciente de valorização está associado diretamente ao seu conceito de certo e errado, ou como dizem os especialistas, o seu sistema interno de crenças. Um conjunto próprio e único e valores que separa o bom do ruim, o certo do errado, o prazer do sacrifício.

Em outras palavras, este sistema define seu conjunto e verdades.

Interessante pensarmos na verdade como um conceito plural. Lembro de quando era criança e recebia frases prontas como:

  • A verdade é uma só;
  • Quem fala a verdade não merece castigo;
  • Uma hora a verdade aparece;
  • A mentira tem pernas curtas.

Naquela época me parecia que a verdade era absoluta, como algo mágico conhecido somente pelos adultos e que deveríamos buscar sempre e à toda hora. Hoje, passados quase cinquenta anos, posso dizer com toda a certeza que a verdade é um ponto de vista. Cada um de nós percebe a verdade de acordo com nosso sistema mental e obviamente nosso sistema de crenças interno.

No excelente filme “O contato dirigido por Robert Zemeckis”, estrelado por Jodie Foster, pai e filha discutem sobre a crença no divino e a existência de Deus. Em dado momento a menina pergunta sobre como o pai pode ter tanta certeza de algo e ele responde simplesmente: “Eu escolhi acreditar nisso”.

Esta singela passagem demonstra, de forma exemplar, como a verdade pode ser considerada um ponto de vista e obviamente, carece de permissão do crente para se tornar realidade. De fato, a verdade sempre apresentará três versões distintas, a de quem fala, a de quem ouve e a real, sendo que esta última, talvez nunca seja conhecida.

A verdade ocupa o espaço da dúvida, dando fim a discussões, pensamentos, filosofias e até mesmo a essência de nossa existência. Acredito que por isso, muitas pessoas temem ficar cara a cara com a verdade, ainda que fiquem de frente com uma de suas versões.

A esposa que desconfia que o marido não lhe é fiel, entretanto, este mesmo marido é bondoso, carinhoso, provedor e responsável. A névoa da dúvida, por vezes é muito mais confortante que a certeza absoluta do fato, que pela simples existência aniquilará a relação demandando que ações drásticas sejam tomadas. Os folhetins literários estão repletos de situações como estas.

No momento que escrevo estas linhas, o Brasil está prestes e afastar pela segunda vez um presidente da república eleito democraticamente e vemos forças opostas discutindo a verdade dos fatos. Hora um lado com provas, hora o outro lado com contraprovas, mas de fato, nem mesmo a decisão democrática colocará fim a este estado de dúvidas. Houve crime ou não?

Acredito que voltaremos à obra de Zemeckis e a verdade será algo que escolhemos acreditar.

Mas, como fazemos esta escolha?

O que nos faz querer acreditar em algo?

O fator mais importante é a credibilidade do interlocutor. Quando uma pessoa em quem confiamos nos passa sua visão de mundo, tendemos a acreditar sem questionamento, criando uma verdade absoluta ou um dogma. Pense nas coisas que você acredita por acreditar e ponto. Muito provavelmente, estas coisas lhe foram contadas na primeira infância por alguém de sua confiança como seus pais ou seus professores.

Em seguida, tendemos a acreditar em nossas experiências pessoais. Coisas que vivemos e sentimos nos fazem acreditar que podem se repetir. Como por exemplo, a certeza de que o fogo pode queimar, que determinado grupo de pessoas não é confiável, que determinado alimento faz bem ou mal e assim por diante. Este é o nosso senso comum falando e nos fazendo acreditar que o passado determina o futuro. Esta versão da verdade é elástica o suficiente para receber a experiência de terceiros e acreditamos que se algo aconteceu com outra pessoa, também pode acontecer conosco. Assim, acreditamos em livros de autoajuda com fórmulas milagrosas, dietas absurdas e até mesmo, nos testemunhos largamente utilizados por vertentes religiosas.

Finalmente, acreditamos em fatos e dados. Provas materiais, números e evidências. Estes são os únicos elementos que podem se sobrepor aos dois anteriores, contudo, sempre haverá um espaço para a discussão pois eles se estabelecem como fatos que são, não criando em quem ouve a permissão para acreditar.

Assim, meu querido leitor, não espero que você acredite em tudo que leu aqui. A verdade é sem sombra de dúvida uma permissão que concedemos aos fatos para que possam integrar a nossa forma de pensar. Verdades podem ser construídas, empacotadas e vendidas de acordo com o interesse de seu criador. Quanto mais formos capazes de criar verdades e repassá-las adiante, mais aceitos, acolhidos, bem-sucedidos e influenciadores seremos.

Requer prática e muita habilidade. Mas no final tudo recompensa.

Não é verdade?

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Sete motivos para não deixar sua carreira nas mãos de outra pessoa! https://www.cloudcoaching.com.br/sete-motivos-para-nao-deixar-sua-carreira-nas-maos-de-outra-pessoa/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=sete-motivos-para-nao-deixar-sua-carreira-nas-maos-de-outra-pessoa https://www.cloudcoaching.com.br/sete-motivos-para-nao-deixar-sua-carreira-nas-maos-de-outra-pessoa/#respond_10098 Tue, 03 May 2016 06:00:01 +0000 http://www.cloudcoaching.com.br/sete-motivos-para-nao-deixar-sua-carreira-nas-maos-de-outra-pessoa/ Nós como espécie somos incrivelmente hábeis para analisar, diagnosticar e recomendar soluções para a vida dos outros, mas quando precisamos ficar frente à frente com a nossa própria alma, simplesmente não conseguimos.

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Faz algumas semanas, eu estava dando uma pequena folga ao cérebro e navegando sem objetivos claros pela Internet, quando reencontrei uma citação antiga, da época de meus estudos universitários:

“Não há despertar de consciência sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar a sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão.”

Esta frase, atribuída a Carl Jung, um de meus mais profundos inspiradores, me faz lembrar do desafio que é para muitas pessoas fazer uma das coisas mais básicas para o ser humano que é tomar conta da própria vida. Nós como espécie somos incrivelmente hábeis para analisar, diagnosticar e recomendar soluções para a vida dos outros, mas quando precisamos ficar frente à frente com a nossa própria alma, simplesmente não conseguimos.

Seja porque conhecemos muito bem quem somos, seja porque somos derrotados por nós mesmos ou, ainda, porque no fundo, sabemos que a batalha será tão grande que queremos que os outros nos socorram. Eu travei esta batalha há muitos anos e hoje posso dizer que consigo manter meus diversos “Eus” prontos e à disposição para entrarem em cena quando necessários. Para isso, precisei ficar cara a cara com cada um deles e reconhecer que existem em toda a sua plenitude, tanto em luz, como em sombra.

Para você, que entende o sentimento, mas que ainda não recebeu estímulos suficientes para percorrer este caminho, resolvi listar os sete principais motivos pelos quais você deve assumir o comando da sua carreira profissional sem nunca delegar à outra pessoa, departamento ou empresa.

Primeiro motivo, a vida é sua.

Sim, a vida é sua e de mais ninguém. Nossa vida, mesmo em toda a sua complexidade é formada por uma viagem que executamos a cada dia, das pessoas que encontramos e deixamos pelo caminho e, acima de tudo, pela realização das metas e objetivos que definimos para nós mesmos. Algumas pessoas defendem que a vida é feita de escolhas. Assim, a profissão e a carreira são escolhas que fizemos no passado, mas que renovamos todos os dias ao sair da cama. A carreira profissional é uma ferramenta para que sua vida seja conduzida da forma como você estabeleceu que seria. Quando você deixa suas decisões de carreira nas mãos de outra pessoa você deixa de escolher.

Segundo motivo, você se conhece melhor que ninguém.

Seja qual for a profissão ou carreira que você decidiu seguir, ela exigirá de você uma coisa ampla e cinzenta chamada competência. A competência é aquilo que torna você capaz de fazer algo com qualidade suficiente para ter o valor reconhecido por outras pessoas e assim, ser valorizado. Valor, nada mais é que o benefício que você conquista ao realizar algo com competência. No entanto, a competência é formada por conhecimentos, habilidades e atitudes. Conhecimentos podem ser comprados e transferidos. Habilidades podem ser adquiridas com força de vontade, metodologia e apoio adequados. Mas a atitude, esta depende diretamente de como pensamos, de como vemos o mundo, do que acreditamos e de algo que costumo chamar de “nossa verdade”. Esta, ninguém conhece. Somente você é capaz de gerenciar suas atitudes de maneira verdadeira, logo, nunca espere que treinamentos, cursos e certificações tornem você 100% competente. Sempre faltará a sua verdade no processo.

Terceiro motivo, o seu conceito de sucesso.

Mesmo que inconscientemente, você possui um objetivo de vida. Algumas pessoas dizem que não possuem metas específicas como comprar uma casa maior, um carro novo, sair do país e etc., mas, mesmo assim, possuem o desejo de viver bem e feliz. A felicidade de maneira geral é o acumulado de momentos felizes, onde aquilo que desejamos coincide com o que sentimos. Ou seja, direta ou indiretamente, todos desejamos algo e isto é o nosso conceito de sucesso. Este conceito não é claro e nem tão pouco explícito e assim sendo nenhuma outra pessoa pode ajudar no nosso caminho em direção a ele. Somente nós, ou seja, você sabe, de verdade, o que é sucesso para você e acredite, mesmo você pode mudar de ideia muitas vezes. Empresas trabalham com conceito de trilhas profissionais que partem do pressuposto que o sucesso é a conquista de posições mais importantes e melhor remuneradas. Isto nem sempre é verdadeiro.

Quarto motivo, o jogo.

Todas as relações humanas são motivadas por interesses comuns, acredite. Por mais cruel que seja esta frase, todas as relações são baseadas em interesses comuns. Vejo muitas famílias desmoronando simplesmente por esquecerem esta regra e acreditar que a genética se sobrepõe ao interesse comum das partes. Não acredita? Quantos casos você já viu de famílias estáveis que tiveram rupturas terríveis porque um de seus membros resolveu viver de maneira diferente do “normal”? Havia um interesse comum que foi substituído por uma meta pessoal e aí tudo se quebrou. No ambiente corporativo os interesses comuns são como colas que mantêm a organização em pé. Eu reconheço seu valor como profissional, na medida que sou beneficiado por este valor de alguma forma também. Não existe, portanto, nenhum processo corporativo que monitore todas as relações. Ninguém, a não ser você mesmo, pode fazer esta análise do tabuleiro de jogo.

Quinto motivo, empresa não é família nem escola.

Você já parou para pensar no significado da expressão Recursos Humano? Toda empresa séria, ao ser constituída procura crescer de maneira sustentável o que invariavelmente envolve a implantação e o gerenciamento de processos. Estes processos somente podem ser executados através do pleno uso dos recursos da empresa. Recursos são elementos que estão à disposição, possuem um custo de existência e uma vez usados adequadamente, oferecem resultados. Os recursos disponíveis em todas as organizações são: Recursos financeiros (dinheiro), recursos materiais (coisas, máquinas e veículos), recursos intelectuais (modelos, patentes, fórmulas) e recursos humanos (pessoas como eu e você). Assim, de fato, embora as empresas mantenham ambientes de trabalho agradáveis, no final da história as pessoas são recursos que possuem um custo e precisam oferecer resultados. Sua carreira somente será interessante para a empresa enquanto ela oferecer resultados adequados aos negócios.

Sexto motivo, o poder de escolha.

A sua carreira é formada pelos vários cargos e funções que você desempenhará ao longo de sua trajetória. Porém quando uma organização precisa escolher um elemento para ser promovido, a empresa invariavelmente considera a pessoa que já está mais preparada. São raros os casos em que a empresa investe na preparação de um profissional que não apresentou evidências de sucesso, devido ao risco econômico envolvido. Assim, para conquistar uma promoção é preciso que você já possua grande parte das qualidades exigidas no cargo-alvo e para isso, sempre será preciso uma boa dose de autodesenvolvimento.

Sétimo motivo, sua assinatura no livro da vida.

Quando você chegar aos sessenta anos e for se aposentar, como você gostaria de contar o que foi a sua vida? Uma sucessão de projetos, escolhas, batalhas e vitórias ou um eterno esperar que “os caras lá de cima” reconhecessem o seu valor? Como seus filhos falarão de você? Que histórias serão contadas?

Espero que estes motivos sejam suficientes para que você tome a decisão e encare a batalha da sua vida. Conheça sua luz e esteja consciente da escuridão. Afinal de contas, cabe somente a você criar o roteiro da história da sua vida.

Pense nisso!

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O peso da fantasia em nossas vidas https://www.cloudcoaching.com.br/o-peso-da-fantasia-em-nossas-vidas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-peso-da-fantasia-em-nossas-vidas https://www.cloudcoaching.com.br/o-peso-da-fantasia-em-nossas-vidas/#respond_10026 Wed, 13 Apr 2016 06:00:01 +0000 http://www.cloudcoaching.com.br/o-peso-da-fantasia-em-nossas-vidas/ O personagem é aderente aos valores, crenças e ao propósito do ator que o interpreta? O gerenciamento de sua carreira na busca do sucesso e da realização passa pela completa compreensão do cenário onde seu personagem está inserido.

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– Chefe, quero a minha demissão!

– Logo agora? Você melhorou muito nos últimos meses.

– Sim, percebi que nestes últimos meses estou me tornando um profissional igual a você.

– Bem, sou seu superior, isso deveria ser a meta de muita gente.

– O motivo da minha demissão não é ter me tornado um profissional igual a você. O que me revolta é perceber que para ser um profissional igual a você, precisei me tornar uma pessoa igual a você e isto eu não posso aceitar.

Olá!

O diálogo acima foi retirado de um seriado de televisão e foi protagonizado por dois médicos durante, obviamente, uma situação limite que levou um dos cirurgiões a sair do hospital fictício e da série de televisão. Separei este diálogo para comentar com você, meu querido leitor, os efeitos que a pluralidade dos relacionamentos pode causar na forma como nos vemos e como nos valorizamos.

Quando desenvolvi o método CARMA no início do século, eu ainda não tinha uma ideia clara de onde o programa com sua forma diferenciada de fazer Coaching, me levariam e principalmente à mudança que poderia causar em pessoas de diferentes crenças, regiões e culturas. O raciocínio era elementar e simples, como é hoje: Somos plurais, o sentido de valor cabe ao nosso observador e para conseguir progredir na carreira, precisamos ter nosso valor reconhecido pelos observadores. Até aí, tudo ok.

Contudo, não podemos simplesmente ignorar o fato que nossos personagens profissionais são criações nossas que somente existem no meio físico fazendo uso das características, pensamentos, verdades e crenças do Eu verdadeiro, ou seja, daquela porção da nossa identidade que é imutável. Somos quem somos e com o passar do tempo, simplesmente, confirmamos esta identidade de maneira mais e mais contundente.

É impossível para qualquer um de nós, exercer um protocolo de comportamentos profissional que seja radicalmente diferente da forma como pensamos, somos e acreditamos, por um tempo demasiadamente prolongado. O efeito sobre nossa estrutura psicológica é devastador e corremos o risco de passar, na vida pessoal, sem o personagem que desenvolvemos ou ainda, desenvolver um conjunto de patologias próprios do acúmulo de frustrações, como por exemplo, o isolamento e a depressão. Não. Não sou psicólogo e nem tampouco terapeuta. O diagnóstico de depressão é algo sério e só pode ser realizado por profissionais capacitados. A depressão a que me refiro é a depressão profissional, configurada pela apatia, irritabilidade, falta de interesse e foco demasiado no ganho financeiro.

Gosto muito de metáforas para ilustrar situações complexas, então eu recorro a algo que nós brasileiros conhecemos bem: O carnaval. Mais precisamente os desfiles de escolas com suas alas e enredos. Vamos focar por um minuto em uma das alas mais respeitadas e merecedoras de nosso carinho que é a ala das baianas. Pense naquelas senhoras, muitas delas com o peso dos anos nas costas, recebendo o peso dos adereços, da fantasia e das alegorias de cabeça. Naquele curto espaço de tempo, cada pessoa daquela, independente da profissão, escolaridade, religião, histórico familiar ou qualquer outra característica de unicidade, torna-se uma baiana. Desfila e evolui alegremente ao som do samba enredo e, ao final, passando pelo portão da dispersão, livra-se da fantasia e conclui sua passagem.

Agora pense que por um momento, o portão e a dispersão não existissem. Pense por um momento que estas belas senhoras tivessem que usar esta fantasia por horas e mais horas, sem saber exatamente quando poderiam deixar de ser baianas para voltar a serem elas mesmas? Como ficariam? Como o peso da fantasia poderia incomodar e incomodar e incomodar até que a alegria desaparecesse, o samba não mais fosse ouvido e a evolução tornar-se-ia uma marcha cruel, cadenciada e vazia.

Este é o ponto principal de nossa reflexão, ao trabalharmos nossas carreiras e, principalmente, quando trabalhamos os mapas mentais de nossos clientes para o sucesso na carreira.

O personagem é aderente aos valores, crenças e ao propósito do ator que o interpreta?

Se sim, maravilha! Como faremos disso nossa ferramenta de construção de momentos felizes, que na somatória, serão nossas lembranças da felicidade. Mas, e se não?

E se hoje, estamos aprisionados em uma fantasia pesada, vagando pela avenida viciados nos aplausos que recebemos das arquibancadas disfarçados de regalias como:

  • Reconhecimentos materiais e intangíveis;
  • Benefícios diferenciados;
  • Vaga privativa no estacionamento;
  • Sala e mesa maiores;
  • Viagens internacionais em classe executiva;
  • Milhares de amigos reais e virtuais que são mais amigos do cargo que da pessoa.

Se isto estiver acontecendo, meu querido leitor, a hora é de parar. Não. Não quero que você se desligue da sua empresa e nem tampouco faça nada radical. É hora de parar de ouvir somente as arquibancadas e passar a ouvir o seu coração. É hora de criar em sua mente o portão que leva para a área de dispersão da escola de samba. É hora de estabelecer um limite de tempo para o uso da fantasia.

É hora de usar a inteligência.

O gerenciamento de sua carreira na busca do sucesso e da realização passa pela completa compreensão do cenário onde seu personagem está inserido. Cada passo, cada movimento e cada comportamento devem ter única e exclusivamente o propósito de tornar a vida do Eu verdadeiro mais feliz e realizada. Quando criei o Método CARMA, este era o meu sonho:

Tornar melhor todas as pessoas que cruzarem o meu caminho.

Sigo confiante que esta missão está sendo realizada e a cada contato que faço com as pessoas que praticam o método ao redor do mundo ou mesmo aqueles que ainda não deram o passo decisivo, mas que leem os livros e deixam seus recados nas mídias sociais. Sinto que é possível ser bem-sucedido, conquistar seus sonhos e ainda assim, não abrir mão de nossa essência.

Semanas atrás quando treinava um grupo de profissionais para receberem a certificação de Master Coaches, relembrei uma frase que compartilho com você agora. Repita para você mesmo:

Eu sou bom. Sou muito bom. Sou tão bom que posso ser quem eu quiser, sem deixar de ser quem eu sou!

Pense nisso!

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Quando a má fé se disfarça de burrice! https://www.cloudcoaching.com.br/quando-a-ma-fe-se-disfarca-de-burrice/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=quando-a-ma-fe-se-disfarca-de-burrice https://www.cloudcoaching.com.br/quando-a-ma-fe-se-disfarca-de-burrice/#respond_9963 Wed, 30 Mar 2016 06:00:01 +0000 http://www.cloudcoaching.com.br/quando-a-ma-fe-se-disfarca-de-burrice/ Você já ficou furioso, após várias tentativas de explicar o óbvio a uma pessoa, ela continua se recusando a enxergar ou mesmo a aceitar discutir a possibilidade, apesar de uma série de irrefutáveis evidências?

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Olá!

Acredito que eu não seja a única pessoa que ficou furiosa após várias tentativas de explicar o óbvio, a pessoa à minha frente continuava se recusando a enxergar ou mesmo a aceitar discutir a possibilidade.

Após muitos anos trabalhando na área de orientação pessoal e profissional, o que envolve a consultoria, o mentoring e logicamente o Coaching, passei a entender que as pessoas podem sim ficar presas ao seu sistema de crenças e mesmo diante de um conjunto irrefutável de evidências, continuam negando o óbvio e refugiando-se em sua argumentação primária. Algumas vezes, este refúgio acaba em violência verbal e até mesmo física.

Este processo de recusa ao raciocínio pode ser observado em todos os setores da humanidade, independentemente de credo, cor, orientação sexual ou classe social. Quem de nós nunca ouviu de nossos pais a expressão “é assim porque eu estou mandando e pronto!”. Violência muito comum na fase em que a criança fala um milhão de vezes por dia as palavras “por que”.

Assim, segui meus estudos na psique humana acreditando que as pessoas não concordavam com o óbvio devido aos seus sistemas de crenças e isto era uma patologia que precisava ser tratada com sessões de terapia, Coaching, hipnose e outras técnicas de reprogramação associadas aos princípios da PNL, até que um belo dia caiu em minhas mãos um livro cuja origem são as anotações de Antonio Pigafeta, escriba da esquadra de Fernão de Magalhães. O nome do livro é Além do fim do mundo e o escritor, se não me engano, é Laurence Bergreen.

Eu sou apaixonado por relatos de volta a mundo. Como velejador, sempre alimentei o sonho de um dia dar a volta ao globo velejando como já fizeram os Schurmann, meu querido amigo Amyr Klink e o grande velejador Aleixo Belov. Enquanto a vida não me permite realizar este sonho, sigo de carona com estes fantásticos viajantes e seus relatos. Mas, voltando ao nosso tema, o livro de Laurence relata de maneira clara a batalha do navegador Fernando de Magalhães, português (que depois viraria Fernão) ao tentar convencer o rei de Portugal que haveria sim um caminho para o pacífico através do sul da América do Sul, se a necessidade de enfrentar o tão temido Cabo Horn, com suas águas geladas e ventos traiçoeiros.

Por mais que Fernando justificasse sua visão com fatos e dados, o tal rei de Portugal não autorizava a expedição de forma alguma, recusando-se a aceitar o óbvio. A rejeição foi tanta que Fernando, agora Fernão, aliou-se ao rei de Espanha e este sim, autorizou a expedição que culminou na descoberta do Estreito de Magalhães.

O fato que chama a atenção no relato de Laurence Bergreen é que em dado momento fica claro que o rei de Portugal não só sabia que o tal caminho existia, como já havia feito uso deste para negociar com os povos da Polinésia, Micronésia e Ilha da Páscoa. Nosso querido e amado rei sabia que Fernão contava a verdade, mas fez-se de desinformado e cabeça dura, passando até mesmo por tolo, para esconder seus pequenos segredos comerciais.

Quando acabei a leitura deste belo livro, escrito sobre relatos de Antonio Pigafeta, me ocorreu que o fato acontecido entre Fernão de Magalhães e o rei de Portugal em muito se assemelha a fatos que ocorrem em nosso dia a dia. No meu, no seu, enfim no de todos nós.

Encontramos pessoas que insistem em recusar apoio a ideias óbvias, não aceitam adotar comportamentos recomendados, ainda que estes sejam claramente melhores em relação aos comportamentos atuais ou ainda, quando estamos no mercado corporativo, percebemos que algumas pessoas resistem às mudanças sugeridas, apesar de todos os esforços para convencê-las do contrário. Em resumo, não fazem porque não querem.

Não querer algo, do ponto de vista da programação neurolinguística, significa que a pessoa, diante de sua formação de juízo sobre algo, escolhe deliberadamente um caminho contrário ao proposto.

Logo, meu querido leitor, diante dos que percebi e que compartilho contido, posso atestar com toda a certeza que em alguns casos, não se trata de sistema de crenças, dogmas, ou mesmo carência de inteligência. A máxima que carrego comigo é: Burrice em demasia é sinal de má fé!

Pense nisso!

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A violência nossa de cada dia! https://www.cloudcoaching.com.br/a-violencia-nossa-de-cada-dia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-violencia-nossa-de-cada-dia https://www.cloudcoaching.com.br/a-violencia-nossa-de-cada-dia/#respond_9903 Wed, 16 Mar 2016 06:00:01 +0000 http://www.cloudcoaching.com.br/a-violencia-nossa-de-cada-dia/ Mesmo as atitudes mais absurdas como a falta de educação e a falta de respeito podem vir revestida de intenções positivas como “engajar as pessoas” “despertar para o desafio” e outras baboseiras.

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Olá!

Que bom poder falar novamente com você, meu querido leitor. Hoje quero falar de um tema que acomete dez em cada dez pessoas que trabalham em ambientes corporativos. A violência.

Não estou falando de violência física, pois esta é inaceitável em qualquer cenário das relações humanas, mas sim da violência relacional, aquela que fere ainda que esteja revestida das melhores intenções.

Um grande amigo me disse uma vez que toda a violência é resposta a um nível não administrável de frustração, ou seja, quando uma pessoa toma uma atitude violenta para com outro, na verdade, esta pessoa está frustrada consigo mesma e percebendo-se incapaz de resolver a situação, assume uma postura descontrolada, muitas das vezes, repetindo padrões de comportamento que encontrou em seu passado.

A violência corporativa possui vários formatos:

  • Falta de educação;
  • Falta de respeito;
  • Tratamento diferenciado;
  • Excesso de controle;
  • Delegação extremada;
  • Falta de alçada.

Certamente você já deve ter recebido algum comportamento deste ou mesmo presenciado alguém que atuou desta forma. Perceba que mesmo as atitudes mais absurdas como a falta de educação e a falta de respeito podem vir revestida de intenções positivas como “engajar as pessoas” “despertar para o desafio” e outras baboseiras. Mas de fato, trata-se de violência.

Voltando ao ponto principal, a violência é fruto de frustrações, para poder lidar com estas situações é necessário que tenhamos nosso radar ligado para identificar o tipo de frustração do nosso interlocutor e estas também possuem tipos bem específicos.

  • Não sou competente;
  • Assumi um compromisso que não vou cumprir;
  • Não quero parecer inapto perante meus pares;
  • Não me sinto respeitado em minha posição;
  • Não me sinto ouvido em minhas demandas.

Tenho muitos anos de experiência neste mundo corporativo e, acredite, já fui violento com algumas pessoas e sofri outras tantas formas desta violência corporativa. A única forma de colocar as coisas em ordem foi abrir-se para a pessoa que estava à minha frente, respirar algumas vezes e procurar, sempre que possível entender o que causava a frustração.

Algumas vezes, percebi que eu mesmo era o agente provocador da frustração que se transformou em violência e voltou-se contra mim. Cármico!

Não somos responsáveis pela ação violenta dos outros, mas devemos pensar se não somos causadores das frustrações. Fique de olho e pense nisso.

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