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Você tem “Capital Psicológico”!

Esperança, Eficácia, Resiliência e Otimismo. Como investir em seu Capital Psicológico para superar esse momento difícil e dele sair mais sábio e forte?

Capital Psicológico

Você tem “Capital Psicológico”!

Amigos leitores, o cenário absolutamente desafiador em que o mundo se encontra, com todos os riscos e limitações que enfrentamos no cotidiano, apenas reafirma a realidade que sempre tentamos transmitir com nossas postagens sobre o mundo VUCA. Em poucas semanas, surgiram incertezas e diferentes caminhos alternativos criados pelas lideranças mundiais em saúde, os quais mudam a cada momento e ressaltam a complexidade do futuro próximo. Assim, é preciso que nos pautemos por informação garantida, orientação séria e, acima de tudo, fontes absolutamente confiáveis.

Como já comentei outras vezes, tenho como uma de minhas referências técnicas o Institute of Coaching. Recebi deles uma publicação de 23/3/2020, com o tema que reproduzo em minha postagem, pela qual a equipe de especialistas do instituto sugere:

Atravessar uma crise súbita, profunda e generalizada, como uma pandemia global, requer calma e resistência resilientes que não acontecem todos os dias, e raramente acontece para a maioria das pessoas. Porém, a ciência nos oferece o conceito de capital psicológico, que são os recursos em nossas contas bancárias psicológicas que mantêm a nós e as nossas organizações positivas, responsivas, ágeis e eficazes. 

Essa postagem do Institute of Coaching se inspirou na pesquisa de Fred Luthans e Carolyn M. Youssef-Morgan, com o título: Psychological Capital: An Evidence-Based Positive Approach (versão livre: Capital Psicológico: uma abordagem positiva baseada em evidências), publicada em 2017 (Annual Review of Organizational Psychology and Organizational Behavior, 4, 339–366). Por ser orientação técnica do mais alto nível, e por estar alinhado ao momento crucial que a humanidade atravessa, a seguir reproduzirei o artigo na íntegra (adequando a linguagem, quando necessário).

O capital psicológico

O capital psicológico ou PsyCap é um construto(*) robusto que emergiu da psicologia positiva nos últimos 15 anos. É composto por quatro recursos que compõem o acrônimo HERO (Hope, Efficacy, Resilience, Optimism – Esperança, Eficácia, Resiliência e Otimismo). Vejamos então como investir nesses recursos HERO de forma sinérgica, mantendo o estado psicológico em zona positiva na grande parte do tempo.

(*) Construto (Michelis online) – (Estatística) Conceito ou construção teórica, puramente mental, elaborada ou sintetizada com base em dados simples, a partir de fenômenos observáveis, que auxilia os pesquisadores a analisar e entender algum aspecto de um estudo ou ciência. (Psicologia) Conhecimento ou concepção da realidade derivado das percepções de um indivíduo, como resultado de suas experiências particulares anteriores (ou presentes).

1. Seja otimista-realista

Enquanto investiga e se prepara para os piores cenários, invista na antecipação de resultados favoráveis. A exploração bem feita de cenários associados aos piores casos e a existência de um plano claro para lidar com eles são essenciais, mas podem se tornar paralisantes caso o medo de sofrer perdas vier a dominar a mente e o humor. Reserve tempo igual para explorar cuidadosamente oportunidades positivas para um futuro melhor que, com ação e atenção, possa emergir de uma crise. Que novas aprendizagens e habilidades podem ser desenvolvidas? Que mudanças de mentalidade, comportamentos e processos podem melhorar o futuro? Uma dose saudável de otimismo certamente emergirá do foco saudável no potencial positivo para pessoas, equipes, organizações e sociedades.

2. Gere esperança fundamentada

Invista na força de vontade e na resiliência que mantém a chama da esperança centrada em um bom resultado, pois investir na esperança significa projetar metas que geram a força de vontade. Em uma crise, primeiro precisamos de metas de curto prazo que sejam significativas, motivadoras e apropriadas para a situação em questão. O segundo passo é fundamentar os objetivos imediatos, gerando pelo menos três caminhos para chegar lá. A criatividade desencadeada pelo processo de geração de ideias e de caminhos aumentará a crença esperançosa de que tem agilidade, flexibilidade e engenhosidade para adaptar um melhor roteiro, à medida que novos eventos se sucedem, rapidamente.

3. Cultive a eficácia continuamente

Faça acontecer a confiança de que pode ser bem-sucedido em cada etapa da futura jornada. A baixa confiança diminui ou interrompe a ação, enquanto a confiança saudável desencadeia e energiza a ação. Crie etapas de ação todos os dias, para que elas sejam um alongamento ativo, em vez de um alcance desanimador. Se você precisar cultivar confiança, quanto mais difícil o desafio, menores serão os próximos passos. Ajude outras pessoas a refletirem sobre o que aumentará a confiança de cada um. Pergunte: “o que é necessário para melhorar sua confiança em atingir um resultado positivo?” para que a cada dia, ou mesmo a cada hora, haja engajamento e progresso que, embora pequenos, sejam bem perceptíveis. Celebre, de bom coração, os pequenos passos de progresso para conseguir ancorar a confiança, quando ela estiver frágil.

4. Impulsione a resiliência

Tenha proatividade para identificar o positivo no negativo, de forma a apoiar uma vitória rápida sobre a adversidade. Otimismo realista, esperança fundamentada e melhorias graduais (e perceptíveis) de confiança, todos eles reunidos, ajudam a recuperar rapidamente de uma crise, mesmo tendo que atravessar dias ou semanas ruins. Acrescente a isso um nível adequado de emoções positivas como combustível para a resiliência. As emoções positivas vêm em diferentes embalagens, tais como: gratidão pelo que é bom em nossas vidas, conexão e compartilhamento de desafios, compaixão e amor pelo sofrimento alheio, sentimento de entusiasmo e aventura ao navegar pelo desconhecido, senso de propósito e, não menos importante, o chamado para transcender a crise e manter a alegria do trabalho colaborativo em equipe para superar desafios.

Enfim, a par do que trata da alma, da mente e do espírito, não se pode deixar de lado outro quesito humano: exercícios físicos, nutrição saudável e sono equilibrado apoiam a resiliência psicológica e, o mais importante neste momento, o sistema imunológico.

Por fim, os autores apresentam algumas dicas aos coaches (e eu estendo aqui a todos os profissionais que se dedicam à melhoria do ser humano, em todas as dimensões da vida).

  • Seja você também um otimista realista. Equilibre o seu planejamento para os piores cenários, imaginando possibilidades positivas para crescimento e o bem que surgirão.
  • Gere esperança fundamentada. Gere pelo menos três caminhos para atingir suas metas, a fim de criar agilidade e engenhosidade para seguir adiante.
  • Nunca pare de cultivar confiança. Qualquer pessoa fica paralisada e estática ​​quando a confiança é baixa. Use todas as suas habilidades em coaching para ajudar as pessoas a terem confiança suficiente para dar o próximo passo.
  • Impulsione a resiliência. Acima de tudo, além de um foco intencional em incorporar as experiências positivas de uma crise, crie conexões, colabore, seja grato e compassivo, aproveite seu senso de propósito e a capacidade de se aventurar pelo desconhecido.
  • Cuide do corpo e da saúde. É o nosso bem mais importante, quando um vírus ameaçador é nosso inimigo coletivo.

Agindo com inteligência, cuidado e bom senso, todos nós superaremos esse momento difícil e dele sairemos mais sábios e fortes. Acredite: venceremos uma crise sem precedentes tendo a ciência como base! Nos últimos 60 a 70 anos, houve um grande avanço na maneira como a Psicologia entende a Felicidade (e a Infelicidade), mesmo em momentos difíceis, e isso está diretamente ligado ao grau de sociabilidade.

Ser social e se relacionar bem com os outros é uma característica de quem é feliz, mas nestes novos tempos precisamos entender que a sociabilidade não exigirá, doravante, a proximidade física (estar no mesmo local e no mesmo momento).

Veja esta palestra de Martin Seligmann (clique aqui) e entenda as três formas de Felicidade que deveremos trabalhar em nossas vidas: a que diz respeito a emoções positivas (e a capacidade de saber ampliá-las), a que diz respeito ao engajamento (ser capaz de obter prazer do trabalho, da família, do lazer e do tempo dedicado a si próprio) e, ainda, ter competência de dar significado (propósito) à vida. A crise global nos obrigará a aprender tudo isso! Só de passagem, antes de finalizar, Seligmann afirma que cada uma dessas formas tem seus riscos e desvantagens. E conclui que, para de fato alguém ser feliz, é fundamental juntar tudo isso dando prioridade ao significado, na maneira de respeitar e ajudar o próximo.

Acho que, de surpresa e sem aviso prévio, o coronavírus veio tomar essa lição de casa da Humanidade! Será que passaremos nessa prova de entendimento e ajuda ao próximo?

Mario Divo
https://www.dimensoesdesucesso.com.br

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Mario Divo Author
Mario Divo tem extensa experiência profissional, tendo chegado a quase meio século de atividade ininterrupta, em 2020. É PhD e MSc pela Fundação Getulio Vargas, com foco em Gestão de Negócios, Marcas e Design, Marketing e Comunicação Corporativa. Tem formação como Master Coach, Mentor e Adviser pela Sociedade Brasileira de Coaching e pelo Instituto Holos. Consultor credenciado para aplicação do diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool), Professor e Palestrante. CEO e Coordenador Executivo das plataformas de negócios MENTALFUT® e Dimensões de Sucesso®, acumulando com o comando da sua empresa MDM Assessoria em Negócios. Foi Diretor Executivo do Automóvel Clube Brasileiro e Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras. Liderou a Comunicação Institucional e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Foi Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e, também, Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior em 126 países e territórios, voltada ao desenvolvimento das potencialidades das jovens lideranças em todo o mundo.
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