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Você se preocupa com a opinião alheia?

O quanto você se preocupa com o que os outros vão pensar sobre você? Você acredita que existe alguém que não se preocupa nem um pouco com a opinião alheia?

Você se preocupa com a opinião alheia?

Você se preocupa com a opinião alheia?

O quanto você se preocupa com o que os outros vão pensar sobre você?

De 0 a 10, “sendo 0 não estou nem aí” e 10 “Sou totalmente dependente do que as pessoas vão pensar de mim”.

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Você deve ter ouvido muito que uma pessoa segura e autoconfiante decide com base em seus pensamentos, independentemente do que os outros pensam.

Quero propor a você algumas reflexões para clarificarmos o significado dessa afirmação.

Você acredita que existe alguém que não se preocupa nem um pouco com a opinião alheia?

Sim, existe! Aquele que já jogou a toalha e desistiu dos relacionamentos saudáveis, pois acredita que não tem mais nada a perder e pouco se importa com o outro.

Mas você que tem sangue nas veias, tem propósito na vida e quer construir bons relacionamentos, sabe muito bem o quanto é salutar ter uma boa reputação junto às pessoas que você considera importantes.

Sim, a opinião alheia influencia suas decisões. Sabe por quê? Simplesmente porque o ser humano é um ser social!

Porque é inerente ao ser humano cuidar da sua autoimagem perante si e perante os outros.

Seu autoconceito é determinante para sua autoestima, porém a sua reputação, na visão de pessoas importantes para você, também tem forte impacto na sua autoestima.

Will Schutz, psicólogo americano, concluiu em suas pesquisas que, ao ser analisado em seu convívio social, o ser humano busca se realizar em três necessidades sociais: Inclusão, Controle e Afeto.

Ele mostra, em seu livro  “Psicoterapia pelo Encontro”, que a forma como o ser humano lida com essas necessidades vai definir o seu grau de maturidade social, o quanto se sentirá aceito, adequado e seguro nos seus relacionamentos.

Schutz mostra, em seu livro “Profunda Simplicidade”, que:

  • o comportamento da inclusão se manifesta como o desejo de atenção, de interação, de se distinguir dos demais. A ansiedade da inclusão origina-se do medo de ser insignificante. O problema aqui é estar fora ou dentro da vida do outro;
  • o comportamento de controle se refere ao processo de tomada de decisão entre as pessoas na área do poder, da influência e da autoridade. O problema aqui é estar acima ou abaixo do outro;
  • o comportamento do afeto se manifesta pela necessidade de criar vínculos emocionais. O problema aqui é sentir-se íntimo ou distante do outro.

Schutz mostra que essas necessidades sociais bem resolvidas nutrem positivamente o nosso autoconceito, pois quando:

  • somos incluídos, nos sentimos importantes e assim sentimos que fazemos a diferença no ambiente;
  • assumimos papéis e responsabilidades sentimos que somos competentes e temos poder de influência sobre as pessoas;
  • criamos vínculos sentimos que somos aceitos e queridos.

Assim, todos nós buscamos saciar essas necessidades sociais e, na medida em que elas são atendidas, nos sentimos bem integrados ao meio, com autoestima equilibrada e autoconfiantes.

Necessidades sociais não atendidas

Quando elas não são bem atendidas, podemos nos sentir desapontados, menos valia, inseguros, autoestima baixa. E o que acontece? Simples! Corremos o sério risco de escolhermos o comportamento defensivo, porque a partir do momento que estabelecemos estratégias de defesas nos relacionamentos sociais, as nossas ações serão movidas por três tipos de medo: exclusão, humilhação e rejeição.

Como sabemos, o medo é uma emoção que nos protege e nos avisa sobre os riscos da exclusão, da humilhação e da rejeição. Isso nos leva a sermos agradáveis e gentis com os outros, pois só teremos uma reciprocidade positiva se despertarmos no outro, bons sentimentos de aceitação e respeito.

Como vê, o problema está no equilíbrio da balança entre levar ou não em conta a opinião alheia.

Eu Real x Eu desejado

Quando suas escolhas são baseadas exclusivamente para agradar o outro, você se submete ao outro, você abdica de seus próprios pensamentos e desejos.

Então o seu EU REAL fica em segundo plano e toda sua atenção focará o seu eu desejado pelos outros.

E o que você deseja? Seu desejo não tem a menor importância. Você se torna obstinado em conseguir a aceitação, o elogio e o afeto daquela pessoa considerada muito importante para seu bem-estar.

Você fica a mercê do outro

Quando somos devorados pelos três medos, perdemos o equilíbrio entre agradar a mim ou agradar ao outro, e, nosso comportamento passam a operar no grau 10, totalmente passivo ou no grau 0, totalmente agressivo.

EQUILÍBRIO É TUDO!!! Assertividade é equilíbrio!

Ao assumir comportamentos equilibrados, conseguimos desenvolver uma boa reputação na percepção das pessoas, pois demonstramos iniciativa, competência e abertura nos relacionamentos, o que nos tornam autoconfiantes e assertivos.

Assim, podemos concluir que o equilíbrio sempre é o ideal, ou seja, antes de tomar uma decisão, é conveniente que você pare e, empaticamente, analise os impactos nas pessoas envolvidas.

Somente depois desse exercício de reflexão imparcial e consciente, você parte para a decisão.

Tenha certeza, você se sentirá bem mais adequado, aceito e confiante.

Seja Assertivo!

Você se sentirá autoconfiante e assertivo quando conseguir alinhar seu EU DESEJADO com seu EU REAL. Isso é viver na essência do seu EU. Isso é se transformar para melhor.

Vera Martins
https://vera-martins.com/

Confira também: Você sabe lidar com um conflito?

 

Vera Martins Author
Vera Martins é autora dos livros: “Seja Assertivo!” e “O Emocional Inteligente”. Trabalhou por 21 anos como Executiva em Recursos Humanos e há 18 anos atua em consultoria de desenvolvimento humano. É educadora com especialização em desenvolvimento de pessoas. Possui mestrado em Comunicação e especialização em Medicina Comportamental.Atua como coach, palestrante, facilitadora de seminários e professora de universidades, tais como: Fundação Vanzolini e Escola de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo em cursos de pós-graduação.Através de intensos estudos e publicação dos seus livros tornou-se precursora da competência Assertividade e especialista em comunicação e inteligência emocional. Por isso, vem atuando fortemente nos diversos níveis profissionais nas empresas, em competências que envolvam a comunicação relacional, tais como: Estratégias de Negociação, Gestão de Conflitos, Comunicação e Influência, Liderança Assertiva, Inteligência Emocional, Coaching, Gestão de Pessoas, Formação de times e competências correlatas. É fundadora da Assertiva Educação e Cultura.
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