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Você está pronto para comandar um Coaching de Liderança?

Você, que assume a responsabilidade de trabalhar com Coaching de Liderança, saberia identificar as várias formas, contextos, necessidades e conceitos envolvidos com essa questão?

O leitor deste espaço sabe o quanto eu insisto para que a prática profissional seja associada a um nível essencial de teoria. Imagine que alguém lhe diga que vai falar de sua vida (presente e futuro) a partir do café que você derramará em uma toalha branca e, além do mais, você acredita que aquela pessoa seja mesmo capaz disso. Antes de perguntar “como ela faz essa leitura e que dom essa pessoa tem”, a sua certeza e fé seriam mais completas se você soubesse “qual a teoria científica que explica a leitura”. Eu concordo que há mistérios difíceis de serem explicados pela razão, mas a busca do racional não é pecado e deve nortear a vida dos profissionais em geral.

Alguém já deve estar pensando… como esse colunista está chato hoje (espero que só hoje)! Pois bem, esse meu preâmbulo foi para que os interessados pelo Coaching fiquem sintonizados com a necessidade de um continuado aprimoramento de competência, em todos os sentidos. E o texto a seguir vai especialmente àqueles que assumem a responsabilidade de trabalhar com o chamado Leadership Coaching (ou o Coaching de Liderança). Afinal, para quem trabalha com Liderança, você saberia identificar as várias formas, contextos, necessidades e conceitos envolvidos com a questão?

Recentemente, tive acesso a pesquisas que mostram aspectos extremamente importantes na teoria da Liderança e selecionei algumas das conclusões para estimular um esforço de autoaprendizagem e capacitação para vocês leitores. Um estudo de 2014, publicado por cientistas de universidades americanas e inglesas (Jessica Dinh, Robert Lord, William Gardner, Jeremy Meuser, Robert Liden e Jinyu Hu), mostrou a evolução da teoria da Liderança nos últimos 25 anos. Afirmam eles que os estudos têm crescido de forma assustadora, o que resulta no desenvolvimento de diversas novas teorias e abordagens. Fica uma conclusão: se um cliente contratar você para um trabalho voltado à área de Liderança, pode ser que o uso de velhas técnicas e modelos do passado sejam ineficazes.

Os pesquisadores entendem que Liderança é um fenômeno complexo e que opera em vários tipos de análise, envolve múltiplos fatores mediadores e moderadores, e está influenciado pelo tempo. Depois, a dinâmica da Liderança envolve múltiplos níveis e pode produzir tanto resultados no top-down como no bottom-up. Por exemplo, tratando de cultura organizacional, um líder pode criar normas éticas afins ao comportamento moral de grupos, em uma direção de cima para baixo. Ao mesmo tempo, ele pode apelar diretamente aos indivíduos desse grupo, alinhando valores e identidades (ou códigos de conduta) para modelar o comportamento ético geral. Logo, são igualmente importantes os processos que refletem a dinâmica intrapessoal como a interpessoal.

Continuando, outro ponto destacado pelos autores é que pesquisas anteriores mostram que há menos informações sobre como os líderes fazem as organizações serem eficazes do que como os líderes são percebidos. Uma possível conclusão é de que isso decorre do foco dado em qualidades dos líderes, ao invés de um aspecto chave da liderança que está em estruturar a maneira com que a participação de cada indivíduos poderá ser combinada para produzir resultados à organização. Fica então o recado direto ao leitor que é Coach: é fundamental ter consciência e saber mais da pesquisa científica para melhorar os processos de liderança organizacional, pois será necessário selecionar a teoria mais adequada entre as que estão disponíveis a cada momento. E então, organize essas teorias em termos de processos que produzem avanços no individual, no grupo e na organização.

Apenas a título de provocação, além das teorias já conhecidas e bem aplicadas sobre Liderança, hoje passam a fazer parte do cardápio dos profissionais da área (o Coach incluido) nascentes teorias como: liderança estratégica; liderança de times; sistemas complexos e contextuais de liderança; desenvolvimento de novas lideranças; teorias ético/morais de liderança; liderança para a criatividade e inovação; liderança baseada em identidade social e/ou étnica; teorias em questões afins com drogas e vícios; empreendedorismo; informação e redes sociais; biotecnologia e, até mesmo; lideranças sabotadoras. Atualmente, são mais de 60 domínios teóricos diferentes e uma grande variedade de abordagens metodológicas sobre Liderança.

E você, meu amigo ou amiga Coach, está pronto(a) para encarar esse vibrante jogo de desafios do Coaching de Liderança?

Mario Divo Author
Mario Divo tem extensa experiência profissional, tendo chegado a quase meio século de atividade ininterrupta, em 2020. É PhD e MSc pela Fundação Getulio Vargas, com foco em Gestão de Negócios, Marcas e Design, Marketing e Comunicação Corporativa. Tem formação como Master Coach, Mentor e Adviser pela Sociedade Brasileira de Coaching e pelo Instituto Holos. Consultor credenciado para aplicação do diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool), Professor e Palestrante. CEO e Coordenador Executivo das plataformas de negócios MENTALFUT® e Dimensões de Sucesso®, acumulando com o comando da sua empresa MDM Assessoria em Negócios. Foi Diretor Executivo do Automóvel Clube Brasileiro e Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras. Liderou a Comunicação Institucional e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Foi Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e, também, Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior em 126 países e territórios, voltada ao desenvolvimento das potencialidades das jovens lideranças em todo o mundo.
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