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Você é um profissional que tem valor agregado?

Qual o motivo que você deve ser contratado? O que você tem de diferente profissionalmente? Que valores você agrega ao seu trabalho?

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No meu trabalho, tenho contato com vários profissionais dos mais variados níveis e de diversas empresas. Uns possuem carreiras sem expressão, não se preocupando com ela, apenas vão ao trabalho um dia após o outro, enquanto outros, são notados pelas suas carreiras brilhantes. Chegam até a receber ofertas de trabalho mesmo estando ligados à outra empresa. Os primeiros, porém, em caso de demissão ficam semanas e até meses em busca de uma nova oportunidade.

Profissionais de sucesso constroem suas carreiras, são felizes e sabem onde estão e onde querem chegar, além de serem otimistas.

Possuem otimismo, não só pela confiança que têm neles mesmos, como reconhecem as suas capacidades profissionais e estão em constante desenvolvimento técnico e comportamental. Infelizmente a maioria não pertence a este seleto grupo, apenas enviam seus currículos às empresas e ficam ansiosos na espera de serem chamados para alguma entrevista, de maneira semelhante a uma loteria: se tiverem sorte, serão selecionados, porém nem sempre recrutados.

Nas sessões de Coaching costumo perguntar a eles: Se você fosse o recrutador, por quais motivos você deveria ser contratado? Na quase totalidade dos casos, vejo respostas evasivas, vagas e sem convicção. Em resumo: não conhecem a si mesmos, não reconhecem ou não apresentam diferenciais competitivos e vão apenas alimentar as estatísticas de um mercado que, a cada dia, necessita de aprimoramentos técnicos e comportamentais.

O que me deixa muito intrigado é que este tipo de profissional, que infelizmente é maioria, ano após ano leva uma vida de insegurança e infelicidade profissional e, nada faz para mudar a situação – apenas coloca a culpa nos outros – no governo, na crise, no mercado, na vida, em sua última empresa e etc.

São profissionais que não têm prazer em exercer as suas atividades, trabalham apenas para sobreviver, não agregam nada nem à sua vida e nem à empresa. Não percebem que deveriam ser disputados pelas empresas e serem reconhecidos pelo mercado.

Minha proposta é mostrar que tudo isto pode ser mudado, que podemos ter felicidade no trabalho e que o ponto de partida é saber construir uma marca pessoal. Marca de valor e reconhecida, pois não adianta sermos excelentes e desconhecidos no mercado.

Já fiz esta pergunta: se você fosse o recrutador, por qual motivo você deveria ser contratado, mas agora, quero ampliar esta pergunta: se você fosse um produto na prateleira de um supermercado, por que você deveria ser comprado?

Observe o que você sabe fazer e veja quantas pessoas fazem exatamente a mesma coisa. Quantas, até têm a mesma formação que você? Quantas fizeram os mesmos cursos e têm as mesmas certificações? Repito: qual o motivo que você deve ser contratado e não elas? O que você tem de diferente profissionalmente? Que valores você agrega ao seu trabalho?

Você deve apresentar diferenciais competitivos, não só técnicos, mas também comportamentais. Você tem que superar as expectativas de quem busca um profissional em sua área.

Você deve ter a sua marca pessoal, como se fosse um produto.

Vá à luta. Seja um produto de valor.

Cleyson Dellcorso tem formação em engenharia e filosofia e suas atividades estão relacionadas ao Coaching Profissional e Pessoal, além de atuar com Coaching de Casais. Seus atendimentos têm embasamento em uma metodologia própria com fundamentação filosófico / dialógico. Possui MBA pela UCLA (EUA), com foco em gestão de pessoas, é especialista em liderança pelo Haggai Advanced Leadership Institute (Singapura) e instrutor do mesmo instituto. É professor de liderança e motivação no curso de pós-graduação em gestão de projetos (PMI) do Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada do grupo IBMEC. Atua como Coach desde 2003 e foi um dos primeiros a se especializar no atendimento a Gerentes de Projetos. É diretor do INSTITUTO DE COACHING MAIÊUTICA desde 1999 e tem como área de interesse o estudo das Inteligências – Emocional e Espiritual. Cleyson Dellcorso é casado, tem três filhos e um neto e tem como hobbies – radioamadorismo, velejar e mergulhar.
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