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Você é grato? Verdadeiramente grato?

Você já se sentiu em meio ao caos e, acreditando que chegou ao fundo, descobriu que poderia piorar ainda mais? Isto já aconteceu com você?

Há alguns dias presenciei um acidente de trânsito no caminho de volta para casa. Coincidentemente, o carro que havia colidido na traseira de outro veículo era de uma amiga, que parecia muito aflita. Por se tratar de uma via rápida, não pude parar para socorrê-la, me restando enviar uma mensagem oferecendo ajuda.

Assim como eu, ela é empreendedora. Para minha surpresa, em sua resposta quase que imediata o primeiro comentário tratou das suas aflições devido às dificuldades que vem enfrentando em seu negócio e o impacto que mais uma ocorrência negativa geraria sobre todo o cenário. Não se tratava do seu bem-estar, nem de tranquilidade por não haver feridos. Apenas mais uma conta, mais um gasto inesperado, mais aperto e mais sufoco.

Já aconteceu com você? Sentir-se em meio ao caos e, acreditando que chegou ao fundo, descobrir que pode piorar ainda mais?

Nas diversas ocasiões em que algum cliente ou mesmo amigo trouxe relatos desta natureza me chamou a atenção a contaminação das emoções. Sentimento de injustiça e vitimização, associados à ansiedade, raiva e medo são muito comuns. Mas, sempre me questiono: poderia ser diferente?

Em textos anteriores venho ressaltando a importância da nossa percepção em nossos resultados. Quando uma intercorrência surge diante dos nossos planos, cabe a cada um de nós entendê-la como negativa ou positiva. Sim, eu sei, bater o carro é sempre um susto, um transtorno. Mas onde eu estava naquele momento em que não fui capaz de frear evitando o acidente?

Quantas vezes esperamos que acontecimentos externos nos “freiem” ao invés de assumir a responsabilidade diante de tudo que acontece em nossas vidas, em nosso negócio? Seja nas finanças ou na organização do tempo, na qualidade dos processos ou mesmo no volume de trabalho aceito e acumulado. O quanto tenho decidido de forma consciente ocupar as posições onde me encontro?

Pensando desta forma consigo exercer a verdadeira gratidão. Ser capaz de perceber ganhos em qualquer acontecimento do meu dia a dia. Agradecer especialmente quando algo foge à minha vontade, entendendo que são nestes momentos em que mais cresço enquanto indivíduo.

Perceber que uma colisão traseira é um “acorda” para meu distanciamento do momento presente. Uma chance “barata” de rever minha rotina, minha velocidade. Enxergar que a funilaria é um preço pequeno diante do valor de tudo que posso resgatar a partir desta experiência.

Afinal, é muito fácil agradecer pelos presentes e bons acontecimentos da vida. Mas agradecer por qualquer acontecimento, esta é a verdadeira gratidão. E eu a considero a mãe de todas as outras virtudes.

Parafraseando Nelson Mandela: “Eu nunca perco. Ou eu ganho, ou eu aprendo!”

Sheila Berna Author
⚙️ Sheila Berna
Sheila Berna é Psicóloga pela USP, Especialista em Orientação de Carreira pela USP, Master Coach pela FEBRACIS, Consultora e Palestrante. Com mais de 12 anos de experiência em atendimento individual, há 5 anos trabalha desenvolvendo lideranças e equipes. Residente do Vale do Paraíba, atuou em diferentes projetos da região assim como em São Paulo e Rio de Janeiro. Empreteca, apoia o movimento dos Empretecos do Vale do Paraíba, contribuindo para a organização de eventos relevantes ao empreendedorismo da região.
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