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Universitário morando na casa dos pais: ou respeito recíproco ou convivência inviável

É preciso estar mais sensível e reflexivo com os comportamentos para manter e até mesmo melhorar o respeito e a humildade perante os pais.

Esse é o último texto que lhes escrevo estando de férias da Faculdade. Portanto achei devido tratar de outro aspecto que as férias nos proporcionam: o maior convívio com nossos pais.

A maioria de nós já é maior de idade e isto pode nos subir à cabeça fazendo nos esquecer que mesmo totalmente capazes, ainda somos e sempre seremos mais novos que nossos pais. Portanto temos que estar mais sensíveis e reflexivos com os nossos comportamentos para manter e até mesmo melhorar o respeito e humildade perante nossos genitores.

Graças ao sustento de nossos responsáveis, temos a impressão de que a maioridade apenas tem o bônus da liberdade de escolha. Claro que agora não temos mais que acatar as ordens e decisões sobre as nossas próprias vidas oferecidas por nossos pais, mas isso não significa que temos a mesma experiência que eles. Temos que achar um ponto de equilíbrio, que será fundamentado no respeito e humildade, para que a convivência sob o mesmo teto seja pacificamente possível.

Claro que nossos pais têm que fazer a parte deles também. A humildade é necessária para eles tanto quanto para nós. Se para nós a humildade é difícil, pois estamos entusiasmados com o aumento de horizonte de liberdade que vislumbramos, por parte deles a humildade pode ser difícil pois, depois de tantas experiências, podem acreditar que sabem todos os caminhos e, pior, quais deles são os certos e os errados.

Não podemos esquecer que além de argumentos racionais e experiências que eles nos apresentam, o cuidado e preocupação advindos do amor que sentem por nós também estão presentes em suas falas e, às vezes, podem se sobrepor à racionalidade. Isso, além de normal, é um ótimo sinal pois prova o amor que tem por nós. Nos momentos de discussões mais acaloradas por um discordar de ideias pode ocorrer tal sobreposição e temos que ter paciência, respeito e calma para não ofendermos tal sentimento primário de amor. Após tal discussão que conversemos mais calmos e humildes.

Caso nossos pais não percebam a diferença, nós somos os encarregados de lhe mostrar tal entre comandar e influenciar. Nossos “velhos” sempre irão nos influenciar, pois nossos valores e caráter foram construídos por eles. Comandar não é mais o papel principal, dialogar e explicar sim.

Por último, morar com nossos pais e com isso ter o sustento deles nos faz respeitá-los ainda mais. Respeito não é medo. Respeito não é dívida. Respeito é a gratidão livre, sem se sentir devedor, e compreender o cuidado e carinho que temos que ter para com eles.

Texto dedicado à minha mãezinha. Te amo muito, mãe!

Estudante de Direito na PUC-SP, estagiando na área e em São Caetano do Sul, São Paulo.
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