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Um Jeito de Ser

Todo mundo tem um jeito de ser e estar com o outro. Podemos nascer da mesma mãe, do mesmo pai, ter vivido algo parecido na família, mas nunca seremos iguais.

Jeito de Ser

Um jeito de ser

Olá!

Somos Anne e Brunna, duas irmãs, e desde que nos entendemos por “gente” o que mais gostamos de fazer é facilitar o desenvolvimento das pessoas. Hoje trabalhamos com uma abordagem que acolheu o nosso jeito de ser e nos potencializou. É a partir dela que estaremos aqui, mensalmente, promovendo reflexões sobre saúde psicoemocional, cultura family friendly e humanização dos ambientes de trabalho. Nosso primeiro artigo conta um pouco sobre esse jeito de ser. Espero que gostem.

Brunna Martinato e Anne Bertoli

Um jeito de ser

Toda pessoa que queira apoiar o desenvolvimento de outra pode tornar-se facilitador e é assim que vamos nos colocar aqui.

Todo mundo tem um jeito de ser e estar com o outro. Podemos nascer da mesma mãe, do mesmo pai, ter vivido algo parecido na família, mas nunca seremos iguais.

Existe uma herança genética, transgeracional, mas é mesmo nas relações que vamos encontrando o nosso melhor jeito de viver e sobreviver. Quanto melhor forem as nossas primeiras relações, mais “facilitado” é o caminho que vamos encontrar pela frente – isso quer dizer que as adversidades não existirão? Não! – Quer dizer que estaremos mais integrados e com mais recursos disponíveis para acessarmos nos momentos mais desafiadores da vida.

A má notícia é que, muitos de nós, não vivemos essa facilitação na infância. Nos cobraram “força”, nos pediram que “engolíssemos o choro”, que contivéssemos a raiva, que fôssemos “adequados”, como se existisse um jeito certo de viver. Nos feriram na expressão, e nos distanciamos de quem realmente somos.

E como uma “batata no porão”, onde mesmo em meio ao frio e à umidade – condições nada facilitadoras para brotar – germina, assim, nós, seres humanos.

Encontramos sempre um próximo passo em direção à luz. Foi assim que Carl Rogers, psicólogo humanista, iniciou seu olhar para o pressuposto da “tendência atualizante”, observando batatas no porão da fazenda do seu pai no interior dos EUA, durante os meses de escassez.

Após muitos estudos e observações clínicas rigorosas, Rogers nos apresentou sua visão de que todo ser humano possui uma capacidade inata que lhe impulsiona para a tentativa de progredir. Ou seja, todo mundo faz sempre o melhor que pode com os recursos que tem disponível, e nosso jeito de ser hoje, é sempre o melhor jeito possível de existir agora.

Uma boa notícia: assim como batatas no porão, que ao encontrarem um solo fértil e um clima agradável podem ser a melhor versão de batatas possível, encontraremos um jeito de ser e estar mais “pleno” quando algumas condições facilitadoras estiverem presentes.

Essas condições são, segundo Rogers, a compreensão empática, a aceitação incondicional positiva e a congruência. Assim, a partir de um pressuposto – a tendência atualizante – e três princípios facilitadores, nasce a Abordagem Centrada na Pessoa – um jeito facilitador de estar com o outro.

A ACP (Abordagem Centrada na Pessoa) é uma linha da psicologia escolhida por muitos psicólogos para o trabalho em consultório, mas, a verdade é que esse jeito de se relacionar pode facilitar muitas outras relações. Toda pessoa que queira apoiar o desenvolvimento de outra pode tornar-se facilitador, estamos falando das relações de pai para filho, de líder para liderado, de amigo para amigo, de pessoa para pessoa.

Esse é o jeito que nós, Anne e Brunna, escolhemos para estar com as pessoas, nas empresas, nesta coluna, na vida. Humanizando os espaços e apoiando o desenvolvimento de quem estiver conosco “sempre que possível”, afinal, somos humanas e vamos falhar.

Nossa crença (assim como na ACP) é de que ao sentirem-se aceitas e consideradas, as pessoas tendem a desenvolver uma atitude de maior consideração em relação a si mesmas. Quando são ouvidas de modo empático, isso lhes possibilita ouvir mais cuidadosamente o fluxo de suas experiências internas. E, à medida em que compreendem e consideram seus sentimentos, se tornam mais congruente com suas vivências internas mais profundas, tornando-se mais genuínas e mais livres para serem quem elas quiserem ser.

Conta pra gente, isso faz sentido pra você?

Até mês que vem.

Brunna Martinato e Anne Bertoli
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Não deixe de acompanhar a coluna De Pessoa para Pessoa

 

Somos Mães nas Empresas é uma ONG e uma empresa do setor 2.5 – de cunho social, trabalhamos para a economia do cuidado. Nossas bandeiras são a #saúdepsicoemocional, a #culturafamilyfriendly e a #humanização dos ambientes de trabalho e de onde quer que as pessoas estejam.
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