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Um coração disposto é mais poderoso que um dedo inquisidor…!

Você tem sua resolução de ano novo? Algum desafio a conquistar nos próximos meses? Já tentou alcançá-lo e falhou? A chave do sucesso está mais perto do que você imagina.

Um coração disposto é mais poderoso que um dedo inquisidor...!

Um coração disposto é mais poderoso que um dedo inquisidor…!

Como primeira publicação deste ano, estou a me inspirar em mensagem que recebi dias atrás, a qual me pareceu ser muito oportuna a todos os profissionais, de todas as áreas. A autora é Susan David, cofundadora e codiretora do Institute of Coaching – IoC, instituição que acompanho já há oito anos. O IoC foi criado em 2009, com a missão de explorar a base científica e as melhores práticas em Coaching, viabilizado graças a uma doação de dois milhões de dólares da Fundação Harnisch para o McLean Hospital (afiliado da Harvard Medical School).

Susan David é uma liderança reconhecida internacionalmente, tanto no campo dos negócios como no da Psicologia. Seu foco está em definir e executar estratégias eficazes para o desenvolvimento das pessoas, particularmente nas áreas de relacionamento funcional, liderança de alto desempenho e mudança na cultura organizacional. A seguir, em versão livre, reproduzo a mensagem que ela encaminhou à lista particular de contatos, levando-me à reflexão pessoal para manter meu coração sempre bem disposto, a começar de 2020.

Espero que o recado dado seja útil a todos os leitores:

Caro Mario,

 

Alguns anos atrás, eu atendi um executivo muito exigente, o qual pouco se importava com a saúde física. As constantes viagens dificultavam o estabelecimento de bons hábitos e então, a repreensão de seu médico somada à preocupação da esposa conseguiam apenas irritá-lo. Intimamente, ele sabia que estava se arriscando a ter sua vida útil reduzida e vir a sofrer complicações desagradáveis, mas isso não era suficiente para esse executivo fazer da saúde uma prioridade. Então, eis que seu filho, finalmente, mudou as coisas.

 

O executivo e sua esposa haviam adotado um garoto órfão que, quando na adolescência, acabou por se tornar um artista talentoso. Um dia, o jovem mostrou a seu pai um autorretrato com a expressão triste, intitulado “O Órfão”, em versão atual dele próprio – o agora jovem de 16 anos, não o garotinho adotado anos antes. Então o executivo perguntou sobre o título: “filho, você ainda se sente órfão”? O jovem começou a chorar, argumentando temer que o estilo de vida de seu pai atual logo viesse a torná-lo órfão, pela segunda vez.

 

Eis aí o momento que sensibilizou o executivo a dar mais atenção à própria saúde.

Esse é exatamente o tipo de cenário com o qual muitos de nós podemos nos relacionar, ainda mais se pensarmos nos desafios que aparecem em um novo ano, com grandes esperanças para os objetivos que queremos finalmente alcançar. Você tem sua resolução de ano novo? Existe um desafio que você deseja conquistar nos próximos meses? Você já tentou alcançar essa meta e falhou? Que tipo de estrutura mental está fornecendo a base para sua mudança? A chave do sucesso está no momento da descoberta pelo qual passou o executivo: um coração disposto é mais poderoso que um dedo inquisidor…

 

Muitas vezes, somos bombardeados com mensagens sobre o que os outros pensam que devemos fazer. No caso desse executivo, tanto o médico quanto a esposa o pressionavam a fazer mudanças de comportamento com relação à saúde, sem mencionar todos os tipos de menção que o contexto apresenta para convencer alguém a ter um corpo bem torneado. Os valores que estavam sendo trabalhados pela esposa e pelo médico – benefícios abstratos à saúde, corpo tonificado e todo o resto – não eram os valores do executivo. Mas o filho reformulou a situação, levando o executivo a perceber que era necessário ter mais atenção e cuidados, não só para acalmar o jovem como para permanecer ao seu lado, em tempo suficiente para vê-lo crescer.

 

Esse caso real tem ramificações óbvias em nosso cotidiano pessoal e profissional. A impulsividade que acompanha um dedo inquisidor, apontado para alguém, geralmente é compreensível.

 

Por exemplo, se queremos que um ente querido pare de fumar, nascerá uma repreensão quando sentimos o cheiro de tabaco em suas roupas. Se queremos oferecer um serviço de alta qualidade a um cliente sem sucesso, por conta disso advertiremos nossa equipe quando o que entregarmos for de nível inferior. No entanto, também sabemos que as tentativas de impor aos outros os nossos valores têm histórico ruim. Enfim, nossos entes queridos e amigos podem fazer um esforço incrível para nos agradar, mas se eles não se conectarem visceralmente com a meta em questão. É improvável que continuem comprometidos por muito tempo.

 

Em vez de pressionar alguém de fora para dentro, é mais eficaz cultivar (motivar, engajar) essa pessoa de dentro para fora. Se você estiver tentando incentivar uma mudança em alguém (ou em você mesmo), então considere os valores que já existem nesse alguém (ou em você).

 

Na dúvida, tente se inspirar nestas dicas:

 

  • Comece honestamente (e sem julgar), considerando o que move essa pessoa. Talvez possa haver problemas com um funcionário que se mostra indiferente com relação à aprovação de um cliente para seu serviço. O elogio não o anima e as reclamações não o incomodam. Você notou, porém, que esse funcionário se motiva por um desafio intelectual, estando sempre disposto a ser encaixado nos projetos mais complicados, orgulhando-se da autocompetência de resolver problemas difíceis; 
  • Pense em como alinhar o resultado necessário aos valores pré-existentes da pessoa em questão. Podemos enquadrar a satisfação do cliente como um quebra-cabeça, onde diferentes variáveis ​​devem ser consideradas para atingir o resultado desejado. Isso não é apenas uma tática para o escritório – talvez o cônjuge seja idiota, mas você sabe que ama profundamente essa pessoa. Em vez de se irritar com o constrangimento de uma casa bagunçada, você pode incentivar a ter a louça limpa como uma maneira fácil de fazer se sentir bem. Quando você vê a pessoa à sua frente – “lendo” suas motivações e valores, isso o ajudará a gerar um caminho sustentável pela frente; 
  • Por último, mas não menos importante, considere como a pessoa está enquadrando mentalmente a meta. Mudar é um processo, não um evento, e você deve ser paciente com você e com os outros, isso diante de qualquer transição. Esse tipo de gentileza é essencial para uma mudança bem-sucedida – simplesmente nada acontecerá sem um senso de compaixão. 

As resoluções de Ano Novo não precisam ser alcançadas imediatamente ou descartadas até fevereiro. Com paciência, compaixão e ação sempre baseada em valores, você pode trabalhar em prol da sua própria mudança ao longo do ano, enquanto incentiva outras pessoas a fazerem o mesmo.

 

Quando nossas ações e proposições se irradiam de um coração aberto e com amor ao próximo, é bem provável que os resultados positivos sejam duradouros. Enfim: o coração disposto é mais poderoso que um dedo inquisidor…

 

Desejando o melhor dos mundos para você, em 2020.

 

Susan

Como os leitores podem perceber, essa mensagem é bem interessante para nos fazer pensar em como enfrentar esse mundo VUCA, à nossa volta. Entretanto, sabendo controlar o estresse, a pressão por resultados, as cobranças profissionais e as da família. Não há outra saída: invista em descobrir o seu modelo de vida, cuide da saúde e conviva em sociedade com o coração aberto a um relacionamento positivo.

Boa sorte e feliz 2020.

Mario Divo
https://www.dimensoesdesucesso.com.br

Confira também: O mundo VUCA em 2020… o que nos espera?

 

Mario Divo Author
Mario Divo tem incrível experiência profissional, tendo chegado a meio século de atividade ininterrupta, em 2019. É PhD e MSc pela Fundação Getulio Vargas, com foco em Gestão de Negócios, Marcas e Design, Marketing e Comunicação Corporativa. Tem formação como Master Coach, Mentor e Adviser pela Sociedade Brasileira de Coaching e pelo Instituto Holos. Consultor credenciado para aplicação do diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool), Professor e Palestrante. CEO e Coordenador Executivo da plataforma Dimensões de Sucesso, acumulando com o comando da MDM Assessoria em Negócios. Foi Diretor Executivo do Automóvel Clube Brasileiro e Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras. Liderou a Comunicação Institucional e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Foi Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e, também, Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior em 126 países e territórios, voltada ao desenvolvimento das potencialidades das jovens lideranças em todo o mundo.
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