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Um caso de Supervisão em Coaching

Seu cliente tem enfrentado dificuldades para estruturar e colocar em prática seu PDI, pois ele não consegue o apoio familiar. Como você Coach deve agir?”

Supervisão em Coaching

Um caso de Supervisão em Coaching

A partir deste mês de janeiro, apresentarei alguns casos verdadeiros de Supervisão em Coaching que são verdadeiros; porém, com nomes fictícios para os coaches, e sem menção do nome dos clientes.

A coach Maria nos traz a seguinte questão:

“Estou trabalhando com um cliente que tem enfrentado dificuldades para estruturar e colocar em prática seu plano de desenvolvimento individual, o tão conhecido PDI, pois ele não consegue o apoio familiar, ao contrário, sua parceira espera que ele não tenha atividades além de sua jornada de trabalho. Como sua coach, eu não concordo com a posição da família, mas não sei como tratar essa questão, sem fazer sugestões e mostrar possíveis soluções. Confesso que me identifico muito com a situação de meu cliente, pois passei por situação parecida, e estou me controlando para não indicar que ele continue estudando, como devo agir?”

Então vamos lá:

Bem, minha cara Maria, meu convite, é que você pense e reflita sistematicamente, olhando para o contexto do cliente, considerando que na situação, há vários atores como a empresa, se você foi contratada por uma, o próprio cliente, sua parceira, o mercado e você coach.

Considere ainda, que falando de contexto, cada um desses atores tem seus contextos e que o conjunto seguramente impacta o que seu cliente/coachee traz indiretamente para a sessão.

Para dar ainda mais substância ao sistema como um todo, cada ator tem sua característica pessoal – personalidades – e no caso da organização a cultura, em outras palavras, este sistema é composto por questões, habilidades/competências que cada parte traz para uma dada situação.

Quem sabe se você analisar estes aspectos todos, inclusive admitindo que há uma forte evidência que você pode estar em processo paralelo com seu cliente, você possa se afastar da situação, como numa visão desde um helicóptero, para poder provocar reflexões, e idealmente formular perguntas que não impliquem em sugestões disfarçadas, mas aquelas que realmente instiguem seu cliente a pensar em diferentes perspectivas.

Pergunte por exemplo, sobre a dinâmica das relações de seu cliente com os vários atores, principalmente com sua parceira, e de como ocorrem as interações, busque explorar de forma ampliada em que outras situações seu cliente teve ou não o apoio dela.

Pergunte se ele, eventualmente, está deixando de contar algo para você que poderia trazer mais clareza a esta questão. O que seu cliente ganha ou perde se seguir o que a parceira pede para ele? Que outros caminhos ele tem como alternativas? O que ele aprende ou aprendeu sobre ele, ao enfrentar essa situação? O que ele realmente gostaria que acontecesse num futuro próximo?

Me acorre ainda perguntar o quão importante para ele, é continuar os estudos visando seu desenvolvimento.

Quais argumentos ele pode usar como recurso para conseguir o apoio que deseja?

Quem sabe com essa busca, usando sua curiosidade genuína, você possa contribuir e apoiar seu cliente, sem se envolver mais do que o necessário.

E você caro(a) leitor(a) o que diria para a nossa Coach?

João Luiz Pasqual, PCC, CMC & ACS
PCC – Professional Certified Coach
CMC – Certified Mentor Coaching
ACS – Accredited Coaching Supervisor
https://www.intervisionclub.com.br/

Confira também: A importância da Supervisão em Coaching

 

João Luiz Pasqual tem mais de 40 anos de experiência profissional. Coach Executivo e de grupos. Foi por mais de 30 anos, executivo do mercado financeiro tendo ocupado posições de Diretor Executivo em diversos bancos (Sudameris, Banco Real, Unibanco, ABN AMRO e Santander), viveu na Europa por 8 anos e viajou para mais de 30 países. É conselheiro de empresas pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e foi Presidente da ICF no Brasil durante o exercício 2015/2018. É Professional Certified Coach (PCC), Mentor Coach e Accredited Coach Supervisor pela International Coach Federation (ICF). MBA pela FIA-USP e Mestrado em Consulting and Coaching for Change pelo INSEAD-Fontainebleau na França.
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