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]]>Dando continuidade à parte I do artigo sobre o que é e como aplicar o potencial de dimensionamento em nossas vidas, então hoje eu vou falar sobre os Fatores Básicos do Dimensionamento.
Fatores Básicos do Dimensionamento

Ter consciência da visão que nos impulsiona na fase inicial e que usaremos durante o ciclo. Geralmente temos pouca consciência da mentalidade ou modelos mentais que nos movem.
Quando percebermos que nossa visão é pequena ou mais restrita – quando estamos agindo com uma visão tecnicista, dicotômica, dogmática, impositiva, emotiva ou outras formas menores – precisaremos nos esforçar para adotarmos uma mentalidade mais ampla e aberta como a visão sistêmica.
Portanto, não inicie nada sem examinar a mentalidade que estará movendo você no ciclo, verifique se ela é condizente ou suficiente para este ciclo.
Este aspecto do Dimensionamento gera posturas e atitudes necessárias para conduzirmos o ciclo. A vontade é um aspecto muito profundo e funciona como uma força impulsionadora natural de nossas ações diárias. Ela faz parte de todos os seres humanos, está sempre presente – e pode ser ativada ou podemos deixar que esta se manifeste naturalmente, o que acontece quando silenciamos mais a mente, quando meditamos ou entramos em conexão com o Todo.
Mas podemos verificar que em determinadas questões este aspecto da vontade esteja ausente ou pouco ativada, o que levará – por exemplo – a procrastinações, inação, letargia e atitudes não são condizentes com a Vida. Os aspectos do hemisfério direito não têm palavras ou cognição, mas agem como um pano de fundo atitudinal e emocional das nossas ações no mundo.
Aqui devemos examinar a nossa aptidão no sentido de preparo operacional, ou capacidade implementadora, de realização, de fazer acontecer. Nem sempre estamos aptos a implementar determinadas ações ou atividades, e neste caso poderá não ser conveniente prosseguir sem antes buscarmos maior aptidão ou nos associarmos a pessoas que possam nos dar este terceiro aspecto do Dimensionamento.
Quando cultivamos permanentemente o Dimensionamento pessoal teremos como resultante a Autonomia e Coerência com a Vida.
Isso permitirá ultrapassarmos aspectos condicionados em nós, como:
Dimensionamento não deve ser entendido de forma simplista ou como algo sem valor.
Precisamos aprender a vibrar nesta frequência quando iniciamos um determinado ciclo, ou seja, estarmos atentos ao que precisamos adquirir ou fazer emergir da Matriz com as qualidade necessárias para o bom andamento dos ciclos que vivemos, sejam estes quais forem.
O Dimensionamento se refere à energia ou potencial disponível no início do ciclo, mas durante o desencadeamento de um ciclo existirão outros potenciais a serem ativados de modo que vivamos todas as fases do ciclo de modo mais coerente e em conexão com os aspectos mais profundos que nos levarão a uma coerência e satisfação de vida. Pretendo explorar e aprofundar estes aspectos nas próximas edições desta revista.
O poder do Dimensionamento reside no interior de cada ser humano. Faz parte de nossa natureza inata de sabedoria. Já está dentro de nós e pode ser ativado mediante conscientização, cultivos e exercícios.
Apresentarei um quadro referencial para entendimento mais elaborado do Dimensionamento onde inseri os principais cultivos que geram as resultantes em cada campo mental, – o quadrado corresponde ao racional, círculo corresponde ao emocional e triângulo ao operacional – e estas três, por sua vez e quando integradas, geram a resultante maior do Dimensionamento.

Cosmovisão é a visão de mundo de cada um. O uso de experiências é extremamente importante para nossa coerência e evolução. Isomorfismo significa a coerência e sintonia com a Vida. Estes aspectos todos são aproximações, não tome este referencial como verdadeiro, mas sim como pontos de apoio para tua própria reflexão e descoberta.
Na minha experiência, a maior demonstração de Dimensionamento de uma empresa é a forma como ela faz a gestão de pessoas.
A resultante será pessoas e equipes motivadas, que é a base primordial do sucesso de uma organização.
Bom proveito!
Tem perguntas ou então Mentoria? Fale comigo pelo e-mail contato@holos.org.br. Terei o maior prazer em atender.
Gostou do artigo? Quer saber mais sobre o que é e como aplicar o potencial de dimensionamento em sua vida? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responde também.
Marcos Wunderlich
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Confira também: Dimensionamento: O que é e como aplicar este potencial em sua vida? (parte I)
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]]>Aprenda neste artigo como trazer o conhecimento e as formas de ativação do seu Potencial Dimensionador para elevar o seu desempenho e o grau de satisfação com a Vida.
No mundo da tecnologia, como na elaboração de projetos por exemplo, a palavra “dimensionamento” tem um sentido de determinar ou especificar medidas – largura, comprimento, altura, diâmetros e suas respectivas tolerâncias. Significa estudar, calcular e especificar características físicas de algo a ser construído ou fabricado, formas de execução, materiais a serem utilizados, tolerâncias permitidas e assim por diante.
Em função de minha graduação inicial na área tecnológica, passei a utilizar esta palavra Dimensionamento para significar o nosso preparo mais consistente – pessoal e/ou profissional – antes de iniciarmos uma determinada ação. Há uma visível diferença qualitativa na condução entre as pessoas que conscientemente se dimensionam e aquelas que não usam este potencial.
Em outras palavras, precisamos saber que para atingirmos uma meta ou obtermos um determinado resultado, dependerá em grande parte de como nos dimensionamos – (como vemos, sentimos e preparamos) para conduzirmos as ações correspondentes ao que queremos atingir.
O Dimensionamento pode ser definido como um conjunto de conhecimentos, atitudes e capacidade de ação que se interligam e interdependem entre si. Estes componentes criam o campo do Dimensionamento, o que representa a emergência de um potencial extra de energia que ficará disponível para utilização no processo ou ciclo a ser considerado. Proporciona um diferencial qualitativo a partir de bases mais firmes nas nossas ações, ou seja, podemos viver e atuar no mundo de forma mais potencializada e capacitada.
Dimensionamento significa fazer vir à tona, trazer à luz, ativar e disponibilizar um potencial interior que será uma base mais sólida durante o ciclo a ser vivido. Trata da forma, condições e disponibilidade energética para um determinado processo, as quais determinarão o andamento e o grau de sucesso que se poderá alcançar. Todo resultado dependerá dessas condições iniciais.
Exemplos: Podemos nos (re)dimensionar intencionalmente para termos uma nova forma de agirmos em família ou com o cônjuge, ou então sermos profissionais com maior performance e resultados.
Normalmente no início de um ciclo. Precisamos ter o entendimento que tudo que nós vivemos acontece em ciclos, que vivemos diferentes ciclos simultaneamente e que cada um tem seu início e final. Todos têm um desencadeamento natural regido pela lei da expansão e recolhimento.
A fase inicial de entrada inicia com movimento de expansão e de ajustes, depois há um engrenamento natural para um funcionamento com desfrute e atendimento, mas, depois de certo tempo inicia a fase de recolhimento ou desgaste, caminhando para o final ao final do ciclo. Há ciclos longos e outros bem curtos, e em cada ciclo podemos estar em diferentes momentos. Por exemplo, uns começando, outros na função e outros já em fase de fechamento e reformulação. Mas o importante é entender que o Dimensionamento acontece geralmente no início de um ciclo, embora seja possível redimensionar-se em qualquer momento do ciclo.
Veja na representação gráfica de um ciclo onde normalmente acontece o Dimensionamento:

Nos momentos iniciais de um ciclo utilizamos todas as nossas experiências e conhecimentos acumulados nos ciclos anteriores, o que denominamos de Matriz.
Primeiro – verificar na Matriz se há um Dimensionamento eficaz para termos uma boa condução no ciclo que estamos iniciando. Veja adiante os fatores básicos.
Segundo – Se não houver um Dimensionamento adequado, suprir-se de mais elementos ou aspectos faltantes.
É preciso observar aqui que a noção de matriz e de Dimensionamento é pouco conhecida. Nestes casos iniciamos os ciclos de forma inconsciente, sem sabermos do nosso preparo e qual o grau de satisfação ou realização que poderemos alcançar.
Quando utilizamos este poder do Dimensionamento nossa atuação no mundo é mais clara e conduzida, favorecendo a gestão, nosso bem-estar e a obtenção de resultados.
No final de um ciclo podemos de forma consciente incorporar a experiência vivida e a aprendizagem correspondente. Isto potencializa a matriz inicial o que poderá permitir o Dimensionamento mais elevado para o ciclo seguinte. Assim funciona o processo evolutivo humano que depende do acúmulo consciente de experiências e aprendizagens nos diferentes ciclos.
Gostou do artigo? Quer saber mais sobre como aplicar o Potencial de Dimensionamento? Então, aguarde a parte II deste artigo na próxima edição.
Marcos Wunderlich
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Confira também:
Ampliação de Mentalidade: O Mundo NÃO É como você o vê! (parte I)
Ampliação de Mentalidade: O Mundo NÃO É como você o vê! (parte II)
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]]>Na primeira parte deste artigo explicitamos as diferentes mentalidades e agora nesta segunda parte vamos percorrer as demais mentalidades, numa ordem crescente de energia e complexidade, vejamos o quadro referencial a seguir:

Ideologizante: Referencial no qual a pessoa se prende a uma ideologia, seja política, religiosa ou filosófica, que se torna uma crença rígida e inquestionável, a defende incondicionalmente e passa a convencer os outros a adotá-la. Embora algumas ideologias possam nos ensinar bons princípios e nos dar bases de boa conduta, elas são sempre unilaterais, impositivas e geram cegueira aos seus seguidores.
Salvadorista: Normalmente o salvadorismo é também ideologizante, pois se vê como o dono da única verdade existente e se esforça para que todos sigam seu modelo. Não há percepção de que possam existir muitas formas e diferentes níveis de entendimento do mundo.
Quem não segue seu modelo ou crença é considerado uma pessoa errada ou perdida. A história humana foi forjada a muito sangue e sofrimento por estas visões salvadoristas.
Moralista: Embora a moral seja uma virtude humana, as visões moralistas advêm de uma cegueira, pois são julgadoras, rotulantes e condenatórias. Passa-se a vigiar os outros pelos princípios moralistas e os tabus vigentes. Onde há fortes discursos sobre a moralidade, ali também existe a imoralidade.
Pessoas centradas e com mentalidade elevada são auto-observadoras e procuram entender e aceitar as pessoas como elas são, e estão dispostas a compartilhar crenças e atitudes mais abertas, comandadas pelo amor e a compaixão.
Dicotomia: Surge quando operamos com uma visão dividida. A palavra dicotomia vem da raiz grega DIKHA, que significa “dividido em duas partes”, mais a radical TOMIA, “parte, pedaço cortado”. Refere-se a algo dividido.
A visão dicotômica, pois, vê tudo dividido, sob dois ângulos mutuamente excludentes: certo x errado; bom x mau; feio x bonito; nós x eles; preto x branco; gerente x funcionário; pai x filho. Muitas dificuldades e conflitos surgem desta visão onde tudo é dividido em duas polaridades antagônicas.
Na visão dicotômica, por exemplo, se estou na área de produção, vejo a área de vendas como algo separado e sem ligação comigo. Se sou pai, vejo o meu filho e não o ser humano e nisto há uma divisão, uma separatividade.
Este raciocínio é muito comum e surge automaticamente em nós, e quando menos esperamos já estamos atuando sob a força da dicotomia. Nossa montagem e nossa formação são dicotômicas.
A visão que vai além da dicotomia é a visão integrativa, da interdependência e da complementariedade.
Gerentes e funcionários, produção e vendas, pai e filho são interdependentes e integrados. Substituímos o “ou” pelo “e”.
Tecnicista e Mecanicista: Ocorrem quando utilizamos a visão analítica, científica e lógica, quando queremos tudo comprovado e explicado. Embora este pensamento seja apropriado para questões técnicas e materiais, se torna muito restritivo para entender as relações humanas.
O tecnicismo, ou mecanicismo, gerou grande desenvolvimento tecnológico, mas também criou a figura do especialista que tem uma visão unilateral e parcial.
Embora no mundo atual os especialistas sejam necessários em todas as áreas, estes não devem perder sua visão mais ampla, generalista e integrativa da vida.
Específica: Nós nos tornamos específicos quando usamos referenciais e visões próprios de uma determinada área de conhecimento, como, por exemplo, a medicina, a engenharia, a psicologia, o direito. E dentro de cada disciplina, vamos aprofundando cada vez mais áreas específicas. É o que faz a ciência e a tecnologia evoluírem.
Mas levamos esta visão específica para olhar o mundo que nos rodeia. E o mundo não é específico. Não há como ver o Todo com uma visão específica. De modo geral é uma visão ainda presa a uma dicotomia de certo x errado, fruto do treinamento cartesiano matemático de avaliar tudo, inclusive os comportamentos humanos, que são muito mais complexos. Porém, ao tomarmos consciência de que estamos operando com uma visão específica, podemos mudar e ir além.
Só aqui é que começamos a superar a visão dicotômica que tanto tem travado a compreensão dinâmica e interligada da Vida em geral e do ser humano em especial.
Interdisciplinar: É quando adotamos a visão de interdependência. Professor e aluno caminham juntos, professores de física, química e português trabalham integrados. A visão de interdisciplinaridade gera cooperação e ajuda mútua. Nas empresas ela é muito útil quando reúne diferentes especialidades frente a uma questão comum.
Multidisciplinar: A visão multidisciplinar aprofunda a interdisciplinar. Surge quando se procura ver uma determinada questão sob as mais variadas especializações, ou seja, profissionais de diferentes áreas se reúnem sobre um tema e isto aumenta consideravelmente a capacidade de percepção e entendimento.
Transdisciplinar: Quando buscamos ir além das disciplinas e adentramos o espaço ilimitado do conhecimento e da sabedoria. Neste nível há maior grau de liberdade, sem a prisão aos dogmas de cada disciplina específica.
Holística: Holos significa o todo, ou seja, uma visão abrangente, ampliada, conjunta, de cima. Ver toda a empresa e não apenas uma parte, ver toda a cidade e não apenas sua casa, ver a vida pulsando em tudo. A visão holística nos leva a ver o todo na parte e a parte no todo.
Sistêmica: A visão sistêmica consiste em captar a interligação de tudo, onde nada é visto separadamente. Tudo depende de tudo. Para viver, precisamos do ar, da água, da terra, do fogo. Sem estes elementos não existiríamos.
Então, numa folha de papel podemos ver a árvore, a chuva, o sol, a terra. Uma coisa gera a outra e assim sucessivamente. Uma empresa só existe porque os recursos, processos, relacionamentos e sua identidade estão presentes.
Uma pessoa que não vai ao trabalho afeta toda a empresa; um radar de aeroporto que deixa de funcionar por algumas horas afeta vários voos, que afetam inúmeras pessoas em muitas cidades no país e até no mundo todo. Tudo é movimento e mudança, tudo é conexão.
Ter visão sistêmica implica em conhecer as variáveis que afetam de forma significativa os resultados.
Os sistemas abertos, como as organizações humanas, são dinâmicos e não podem ser tratados como se fossem estáticos.
A Visão Complexa: está ligada à chamada “era da incerteza”. Pressupõe uma visão sistêmica da realidade, vista através de subsistemas e uma ampla visão ecológica que coloca o ser humano como parte da cadeia ecossistêmica do planeta. Nos mais recentes avanços científicos, esta visão vem encontrando seu lugar, sobretudo a partir do aprofundamento da visão quântica da energia, que tudo abrange.
Podemos dizer que a humanidade está vivendo uma fase incrível. O economista John Galbraith chamou de “Era da Incerteza”.
“Quando as proposições da matemática correspondem à realidade, elas não são certezas. E, quando são certezas, elas não correspondem à realidade.”
Todos os modelos que vimos, desde os clichês, até os mecanicistas e específicos, se fundavam na certeza, na verdade estabelecida, em dogmas religiosos ou científicos. Uma característica perpassa por todos eles: são dualistas, dicotômicos, onde o que é certo é certo e o que é errado é errado. Um exclui o outro.
Se de um lado, em base a esses conceitos, se construíram civilizações, tecnologias avançadas, por outro lado uma visão de mundo não holísticossistêmica provoca viseiras estreitas que se refletem na ação humana. Muitas das correntes que nos aprisionam não são físicas, são mentais. Principalmente as visões ideológicas e as dogmáticas têm provocado, e ainda estão provocando, injustiças, perseguições, destruições, guerras, chacinas – tudo justificado pelo fervor de impor uma verdade sobre os outros a qualquer custo.
Até mesmo os cientistas, quando não se abrem para uma visão aberta e complexa da vida, são engajados nesta luta de imperialismos religiosos, culturais, políticos e econômicos.
Por isso é importante estarmos atentos a nós mesmos e ao nosso entorno. O mundo que sonhamos para nossos filhos e netos, um mundo de harmonia e bem-estar físico, intelectual e espiritual, pede nossa colaboração em fazermos evoluir nossa mente e a das pessoas com quem convivemos.
Há que descobrirmos em nós mesmos a verdade que já está ali implantada desde nossa concepção. Não precisamos de ninguém para nos dizer o que é verdade ou não. Basta consultarmos nosso interior e nos conectarmos com a Fonte da Vida que está em nós. E precisamos ter uma mente aberta para não rejeitarmos as diferentes formas de pensar e os diferentes princípios que determinam os comportamentos humanos.
É importante sabermos decodificar quais dos referenciais estamos usando e quais realidades estamos criando a partir deles.
Decodificando os que mais usamos, podemos nos educar e treinar para ampliar nossa visão, isto é, usar referenciais de maior energia. Porque isto nos vai ampliando o espaço de liberdade interior, de autocondução, de definições mais adequadas e leais, segundo nossas crenças e não segundo crenças que nos foram postas na mente, fora de nosso controle.
Para ter uma visão mais ampliada, uma mentalidade elevada é necessária ter consciência; conhecimento não basta. Pessoas com muito conhecimento, com títulos de mestrado ou doutorado, podem atuar no mundo com mentalidades bastante restritas, quando suas especialidades não se conectam com uma visão holísticossistêmica ou complexa.
Então, é importante cultivarmos nosso estado mental, nossa mentalidade. Este cultivo é processo de autoeducação contínua, de auto-observação. Envolve leituras, cursos e, sobretudo, meditação. Este cultivo muda nossos comportamentos e atitudes. Nos dá condições de levarmos uma vida mais rica e livre, e, sobretudo, com mais alegria de viver.
As organizações são constituídas por pessoas. Qual a mentalidade que predomina no trabalho, na organização, na sua equipe?
Conforme o referencial usado, daí decorrem as formas, as maneiras de levar, de conduzir as atividades humanas. A forma como as coisas são feitas é que vão determinar uma boa ou má gestão profissional e é daí também que decorre o clima organizacional.
Os problemas, bem como as soluções, contêm a sua visão correspondente.
Então, é importante atuar profissionalmente com elevada visão holísticossistêmica ou complexa. Com esta visão conseguimos ver o todo na parte e conhecer as variáveis que afetam o todo.
Com esta visão as organizações certamente terão resultados consistentes com mais facilidade, com mais alegria. E é esta visão mais ampliada que fará emergir uma organização onde as pessoas se sintam felizes de trabalhar.
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Marcos Wunderlich
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Confira também: Ampliação de Mentalidade: O Mundo NÃO É como você o vê! (parte I)
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]]>Que coisa maravilhosa que é nossa mente! É ela que comanda tudo em nossa vida: ela nos dirige, orienta; com ela nós sentimos, nos emocionamos; é ela que nos faz fazer!
Mas existe uma questão muito séria quanto à nossa mente: quem a comanda, a serviço de que e de quem ela trabalha? O que e como eu vejo e sinto através de minha mente? Como vejo o mundo?
Parece óbvio: eu vejo o mundo com minha mente, que comando meus sentidos, meus sentimentos e meus pensamentos e crenças.
Mas na realidade o mundo não é como eu o vejo.
É apenas a minha mente que constrói e interpreta o mundo da maneira como vejo. Ou seja, a realidade como a vejo é criada por nós a cada momento. Não há uma única realidade sólida e verdadeira, a mesma vista por todos, mas muitas realidades simultâneas e todas elas são virtuais, criadas e interpretadas individualmente na mente de cada um.
Isso significa dizer que a mente cria diferentes paisagens mentais.
Existem níveis diferentes de mentalidade. Uma criança enxerga o mundo de um jeito, um adolescente, um adulto ou um idoso enxergam de outra forma.
Acontece que as pessoas, mesmo adultas, têm níveis diferentes de ver a realidade.
Qual a influência da mentalidade na vida? À medida que formos analisando cada nível, vamos percebendo qual a enorme influência que isso tem na vida e na convivência humana.
E você acha que é possível mudar de mentalidade? Vamos ver isto também.
A seguir vemos os referenciais mentais no Sistema ISOR® do Instituto Holos, apresentados em forma de um fluxograma evolutivo:

O início do fluxograma são os referenciais de menor energia, mais grosseiros, e vamos caminhando até os mais complexos, de maior refinamento e maior grau de consciência e compreensão.
Vejamos cada uma das diferentes paisagens mentais, caminhando a partir das de menor energia até as mais sutis:
É uma mente apoiada em frases prontas, ditos populares. Exemplos: “Deus ajuda a quem cedo madruga”; “Em time que está ganhando, não se mexe”; “Uma andorinha só, não faz verão”. Pode ilustrar uma realidade, mas seu uso indiscriminado e sem análise gera uma visão muito restrita. Usado de forma quase inconsciente e impede um bom raciocínio ou discernimento, pois tudo passa a ser rotulado por algum clichê. Às vezes também é alguma frase decorada de algum livro, eventualmente considerado sagrado, aplicada de forma aleatória e até mesmo impositiva.
Em ambientes organizacionais, os clichês se tornam uma espécie de “verdade interna” que funcionam como bitoladores mentais, como uma barreira para o bom desempenho profissional. Por exemplo: “Manda quem pode e obedece quem tem juízo”; “Aqui sempre fizemos assim”: “Você é pago para trabalhar e não para pensar”.
Muitas vezes rotulamos as pessoas e passamos a ver o rótulo e não mais a pessoa: ‘o chefe’, ‘a galega’, ‘o cdf’, ‘o cobra’, ‘a recepcionista’, etc.
É uma visão onde a pessoa se prende a crendices populares como: gato preto dá azar; passar debaixo da escada dá azar; sou influenciado por um mau olhado; os espíritos me perseguem. Pessoas assim são governadas pelo medo. E não assumem sua própria vida, pois são entidades instaladas em sua mente que as manipulam.
Acontece quando a pessoa teme e dramatiza o fim de algo. Por exemplo: “O mundo vai acabar”; “Nossa empresa deste jeito vai falir”. Existe um desconhecimento dos inícios, meios e fins dos constantes ciclos de mudanças que vivemos naturalmente. Esta mentalidade não é brincadeira, não. Porque as pessoas dominadas por esta mente apocalíptica às vezes ficam paralisadas, sem ação, ou ficam doentes de medo ou, até mesmo, algumas se suicidam, apavoradas. E é uma coisa que só existe na mente das pessoas.
Visão que é baseada nas crenças e superstições que se transmitem através das tradições, lendas, contos, provérbios, canções, danças, artesanato, jogos, religiosidade, brincadeiras infantis, mitos, idiomas e dialetos. Muitas vezes são adultos presos a um nível mental infantil.
Visão pronta ou definitiva da vida; aí não cabe mudança. “ O mundo sempre foi assim”. “Não tem jeito mesmo, sempre foi assim”. Resultado de uma rigidez mental, do querer estabilidade ou do medo de mudanças.
É a rigidez mental tomando conta do mundo de crenças. Um dogma prende as pessoas a uma verdade imposta, a uma visão definitiva, eterna e inquestionável sobre uma situação. Isto torna as pessoas bitoladas, cegas, cabeças duras e muitas vezes intolerantes, o que pode levar a fanatismos e fundamentalismos, que tanta desgraça já trouxeram ao mundo.
Repetição constante de um modelo, sem criatividade de fazer algo novo. A pessoa acredita em algo, não pensa e nem se reformula mais e repete as mesmas frases, jargões ou pontos de vista. Essa visão impede a pessoa de reformular-se e viver novos tempos, de adequar-se a novas realidades. Isto tira das pessoas sua expressão própria. Viram verdadeiras máquinas, que não pensam nem sentem, mas obedecem cegamente a modelos colocados em sua mente. Já dizia Charles Chaplin:
“Não sois máquina! Homens é que sois!”
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Marcos Wunderlich
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Confira também: O que é Motivação Altruísta ou Pura
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]]>Como ministrante, no início de algumas aulas da Formação de Mentores com visão humanizada, eu faço um exercício de estabelecimento da motivação altruísta ou pura para o bom aproveitamento de cada participante.
A motivação pura é estabelecer em primeiro lugar a obtenção de uma aprendizagem pessoal, que esta possa ser a mais ampla e profunda possível. Em seguida ampliamos a visão para que a aprendizagem seja para termos melhores condições e habilidades para beneficiar as pessoas da nossa família mais próxima: pais, esposa, marido filhos, genros, noras, netos, e que todos estes possam ser beneficiados com esta aprendizagem, e que possam também manter as condições da felicidade.
Sim, mas isso não basta, pedimos em seguida o mesmo para que nossos parentes mais distantes também sejam beneficiados. E assim vamos ampliando o leque para nossos vizinhos, pessoas conhecidas, e também nossos clientes. Em seguida ampliamos para as pessoas que pouco conhecemos e também a quem não conhecemos. Em seguida aspiramos que nossos inimigos também possam ser beneficiados e serem mais felizes a partir de nossas ações novas de forma direta e ou indireta.
Assim, também aspiramos que toda a humanidade possa ser beneficiada, e por fim incluímos os outros seres que convivem conosco como os seres animais e os seres invisíveis ou incorpóreos.
Na realidade pessoas que tem consciência ampliada e aberta, ou que estejam no processo de despertar, já fazem isto de forma natural.
Uma das razões é que ao pensarmos bondosamente no bem-estar e benefício de outras pessoas e seres, nos afastamos de nosso ego, deixamos de estar centrados apenas em nós mesmos, o que por sua vez abre um acesso interior à nossa Fonte de Vida, que nada mais é do que a nossa Consciência Original, sempre plena e perfeita, e que é permeada de Amor, Compaixão e Felicidade Incondicional, ou em outras palavras, acessamos a Consciência Divina e Eterna que desta forma, sem a barreira do Ego, nos inunda de paz e felicidade profunda.
Vejamos então, podemos ter uma motivação pura ou impura, esta última se dá quando estamos motivados apenas para nosso ego, só para si mesmo. Esta não é uma boa motivação, pois vai gerar muitas vezes o orgulho, ou ativar outros venenos que adquirimos ao longo ao longo da vida, como apegos, raivas, rejeições, invejas, etc.
Muito comum as pessoas se moverem a partir desses venenos, por mero desconhecimento de como isto tudo funciona.
Por exemplo, o veneno do apego é querer manter as coisas boas, e isto inclui ter o veneno da aversão às coisas que não gostamos. Isto gera muito sofrimento porque não estamos numa visão elevada, onde poderíamos atuar numa região mental além do apego e além da aversão.
Por exemplo, se você tem uma raiva o antidoto é o amor e se você tem um apego o antídoto da generosidade. Então você vai aplicando a generosidade, ou o amor e com isso vai surgindo uma nova realidade mais elevada e livre como o respeito os outros, o não julgamento e o bem querer, ou seja, um estado mental de paz e assertividade.
Então a motivação pura nos ajuda a ultrapassar a prisão que os venenos mentais nos causam. Vejamos uma tabela simplificada aqui abaixo:
| Venenos Mentais | Antídotos |
| Raivas, Ódios | Amor |
| Orgulhos ou Apegos ao Ego | Equanimidade, tudo é UM |
| Apegos ou Desejos | Generosidade, Bondade |
| Invejas | Compaixão |
| Ignorância | Sabedoria Transcendental |
Então veja só que maravilha, estamos falando da obtenção de um benefício para nós mesmos, mas vamos além disto, aspiramos que esse benefício seja voltado não só para o bem das pessoas próximas, mas também para os nossos inimigos! E quando conseguimos amar o inimigo, ele deixa de existir, desaparece, se dissolve e assim vemos que não há mais inimigos na nossa mente, na nossa vida.
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Marcos Wunderlich
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Confira também: A Sabedoria Transcendental vai te Transformar e te Libertar!
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]]>Você sabe qual a diferença entre Conhecimentos e Sabedoria Comum? Os Conhecimentos são obtidos por meio de aprendizagens cognitivas, inclusive pelos saberes comuns. São o que aprendemos em escolas, leituras de livros e experiências do cotidiano. Estão relacionados ao hemisfério esquerdo do cérebro, o lado lógico, analítico e conceitual.
Já a Sabedoria Comum é representada pelo hemisfério direito do cérebro, que evidencia os aspectos mais vivenciais e emocionais. Nessa área do cérebro, estão acumuladas lembranças da vida, insights e compreensões que alcançamos e que nos propiciam uma vida mais feliz e um dia a dia mais prazeroso, o que nos prepara para, por que não, beneficiarmos as outras pessoas com boas orientações de aconselhamentos, dicas, mentorias.
Após fazer essa diferenciação, quero explicar sobre a Sabedoria Incomum ou Transcendental, que envolve dinâmicas da espiritualidade do Ser e reflete uma compreensão abrangente da realidade e da vida, ou seja, transcende a superfície, o dia a dia comum.
A natureza absoluta é o espaço vazio universal, aquele que não tem começo ou fim, onde inexiste o tempo. Portanto, é sempre igual e, por isso, permite o aparecimento daquilo que processa, sendo o berço ou a mãe de todas as manifestações. Esse espaço vazio universal tem o potencial de favorecer o surgimento da energia e massa daquilo que vai se movimentar, isto é, da realidade processual ou manifesta.
Tudo o que surge e que vai se processar (aglomerados de galáxias, o sol, a terra, os seres vivos) está imerso no espaço. Absoluto e Relativo coexistem, o processual não existe sem a natureza absoluta. A Sabedoria Transcendental implica, portanto, considerarmos que o Absoluto está presente em nossa realidade processual temporária.
Nós estamos contidos naquilo que não se processa e que podemos denominar de eterno AGORA. Nele está tudo concluído, não há problemáticas, nem pensamentos ou emoções, nem nascimento e nem morte. É um aspecto nosso inteiramente pacífico, neutro e consciente, capaz de conhecer a si mesmo. A qualquer momento podemos reconhecer (nos voltar) a esse Agora e direcionar essa paz profunda para o nosso dia a dia processual. Aonde formos e o que fizermos será permeado por essa absoluta felicidade. A verdadeira espiritualidade, caro leitor, é de fato a ligação com o que é divino, imaterial, sábio e eterno a cada momento.
Viver o agora é um estado de atenção ao momento, é a capacidade de desenvolver um estado lúcido e de vigilância da mente, desprovido de tensão e preocupação, causadoras de conflitos internos que podem afetar negativamente o nosso ambiente externo. E viver o agora implica ser consciente do que estamos vivendo e sentindo no momento presente, bem como a convicção de que não temos controle sobre pessoas e muitos movimentos do mundo.
Então, seja para quem tem (ou não) uma rotina atribulada com muitas obrigações e compromissos profissionais e pessoais, o melhor a fazer é viver no momento presente, pois esse estado de atenção permitirá que nossa consciência esteja sempre em alerta para atuar da melhor maneira na tomada de decisões, beneficiando nós mesmos e aqueles que nos rodeiam.
A Sabedoria Transcendental (de fato) transforma e liberta!
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Confira também: O Mundo da Comunicação Justificante
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]]>Olá, estava refletindo sobre algumas experiências da minha vida, lembrando dos muitos aprendizados que tive. Aliás, estamos em eterna aprendizagem…
Mas eu lembro que sempre fui uma pessoa proativa, aquilo que eu propunha a fazer ou realizar, aquilo eu fazia. Um deles é assumir os meus compromissos, de realmente comparecer aos eventos programados no dia e hora marcados.
Isso me remeteu aos meus primeiros anos em Florianópolis, quando cheguei aqui após meu divórcio lá pelos idos de 1984; vim para recomeçar a vida. Na época havia decidido “viver de cursos de desenvolvimento pessoal”. Eu já tinha certificação e qualificação em ISOR® numa das suas primeiras versões, dada pelo meu mestre Odival Serrano (in memoriam).
Eu mesmo me esforçava para montar os grupos, bem como ministrava as aulas e vivências aos finais de semana, geralmente em alguma casa de praia de algum dos membros dos grupos. Módulo 1, módulo 2, etc. até o módulo 5! Em média um módulo por mês para cada grupo e assim atendia os vários grupos. Isso foi os primórdios de minha carreira de mentor, professor, palestrante…. Vivi um tempo em república, alugava um telefone e fazia contatos telefônicos e pessoais, o dia todo. Não havia as facilidades da Internet de hoje em dia…
Muitas vezes, era um esforço hercúleo convidar as pessoas a participarem, aprendi que de 10 contatos eu poderia fechar apenas uma inscrição. Ou seja, para montar um grupo de 10 pessoas eu deveria contatar aproximadamente com 100 pessoas ou mais!
Cansei de receber promessas sérias e fortes que, por exemplo, uma determinada pessoa iria participar do evento. Com toda a certeza ela iria e que pagaria a inscrição no dia… Ledo engano, salvo raras exceções! Se eu contatasse com a pessoa depois do curso, eu recebia as mais diversas e esfarrapadas justificativas. Que esquecera que era padrinho de um batizado ou casamento, que receberia visita, que teve que cuidar de alguém, que o carro quebrou, que estava com dor de cabeça. Enfim, nem vou continuar, pois ficaria uma enorme lista com mais de 90% de justificativas mentirosas.
Uma vez, lembro, fiz essa lista de justificativas, ficou extensa mesmo! Assim, fui ficando “especialista em justificativas”… Então optei por uma outra forma, comecei a cobrar antecipadamente ao menos uma parcela do curso! Bom, então outra decepção o “tiro saiu pela culatra”, pois passei a receber novamente milhares de justificativas antecipadamente!
Claro, uma pessoa tem o livre arbítrio de decidir de ir ou não, mas não era o que acontecia. Quase todas se justificavam…e foi aí que eu percebi que a comunicação justificante não é uma Comunicação Real, clara, objetiva. Comunicação justificante é uma enrolação. É uma tentativa consciente ou não de enganar, de se omitir… Enfim era algo realmente difícil para mim, pois eu sabia do valor dos conteúdos de melhorias profundas de vida que eu oferecia. Mas não adiantava mostrar ou argumentar, as respostas eram geralmente evasivas e dissimulações!
Ah se chover, ah se tiver sol não poderei ir. Ah se isso, ah se aquilo, etc. Se a reunião fosse outra hora aí eu poderia participar porque é muito tarde, se fosse mais cedo, se fosse em outro dia… etc… etc… Isso obviamente está associado ao *“quando”*, tipo quando for verão ou inverno, quando mudar o governo ou o prefeito, quando meus filhos crescerem, quando houver… Quando mudar a chefia, quando isso e quando aquilo… blá, blá, blá!!!
A questão então é cultivar, treinar e utilizar a comunicação real, clara, explícita. Mas muito mais do que isso, trata-se de saber decidir e priorizar as atividades. Organizar-se para cumprir os compromissos assumidos. Sermos proativos e honestos conosco mesmos e com os demais. Devemos dar uma basta à procrastinação, ao “nhé-nhe-nhé” ao “blá, blá, blá”. Estas eternas, criativas ou repetitivas justificativas que geram desordem nas nossas vidas…
Foquei neste relato um tanto na “comunicação desfocada e justificante”, bastante recorrente e inconsciente, que não permite assumirmos a nossa vida nas nossas mãos, de sermos proativos e participativos em reuniões ou grupos. Lógico, há outras comunicações desfocadas como a de guerra, de ataque-defesa, verbosidade, mutismo, impositiva, projetiva, livre associação, vitimizante, reclamações, banalizante, desmerecedora, indutiva, evasiva, fofocas, mentiras, difamação, de “bulling” e tantas outras formas de comunicação cheias de negatividades. Mas claro, vamos cultivar a comunicação real, a explicitação, a negociação que são, de fato, comunicações focadas. Vamos evitar as comunicações desfocadas.
Gostou do artigo? Quer saber mais sobre como cultivar a comunicação real, a explicitação, a negociação? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Marcos Wunderlich
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Confira também:
Como se Libertar das Prisões Emocionais (parte I de II)
Como se Libertar das Prisões Emocionais (parte II de II)
O post O Mundo da Comunicação Justificante apareceu primeiro em Cloud Coaching.
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]]>Dando continuidade ao artigo publicado anteriormente, hoje vamos à parte II. Caso não tenha lido, então acesse: Como se Libertar das Prisões Emocionais e Mentais (parte I)
Ao mesmo tempo em que estamos presos nesse “gosto” (de querer ter), existe o que a gente “não gosta”. E quando estamos inclinados para esse “não gosto”, há o mal-estar, desagradabilidade, existe uma aversão, aí vem expressões do tipo: “que coisa chata”, “que raiva”, “que ódio”… Às vezes, surge o medo de algo que ainda não vivenciamos, porque pensamos que, quando realmente acontecer, não vamos nos sentir bem. Ou, então, um aborrecimento, porque determinada pessoa, considerada por nós como “chata”, chega perto de nós. Isso gera agressão, uma forma de não vivermos a aversão, pois nos sentimos mal e buscamos somente as coisas que nos fazem feliz. Queremos nos livrar do sofrimento, então as pessoas têm essa agressão, uma “gana”, uma raiva, uma indignação. Há muitas emoções perturbadoras que surgem desse não gostar.
Essa ignorância gera o que a gente gosta e não gosta, apego e aversão, bem como obtusidade, indiferença, estupidez. Uma pessoa imbecil é uma pessoa grosseira, rude e, quase sempre, extremamente egoísta. Ela só pensa em si, “eu e o meu ego”, “eu sou o máximo”. É uma pessoa que não tem nenhuma compaixão pela Vida, por si e pelos outros seres. A pessoa vive um ego enorme, e começa a fazer essas construções mentais.
Temos que começar a investigar esses olhares para desenvolvermos nossa Sabedoria e não sermos governados por essa prisão mental do gosto e não gosto, do apego e da aversão. Eu posso começar a observar como essa dicotomia age dentro de mim, e aí eu começo a treinar para que isso não me governe mais. Assim, começamos a nos livrar dessas inúmeras emoções que acabam prejudicando nossa vida.
Desse modo, estaremos observando-as “de fora”. Essa iniciativa permite identificarmos a origem dessas emoções e de onde advêm o apego, a ignorância, a aversão. É um modo eficiente para neutralizar, por exemplo, a ação do apego. Além disso, contribui para que não nos liguemos a tais emoções, que quando compreendidas tendem a desaparecer, deixando-nos livres de seus efeitos perturbadores. Com esse exercício mental, você consegue acessar o estado livre, feliz e pleno, sem obstruções. Todos nós temos uma plenitude, basta treinarmos nossa mente para acessá-la de forma assertiva.
Quando vivemos no aqui e agora, as emoções perturbadoras não têm mais poder sobre nós. Eu mesmo já fui uma pessoa muito “estourada”, mas adquiri o hábito de treinar minha mente e meditar até que pude perceber de onde e como surgem esses mecanismos que levam a emoções perturbadoras. Hoje eu sei lidar com isso, mesmo que eu sinta raiva, ela não me domina mais, eu identifico a sua origem e, assim, desaparece de minha mente.
Quando você sentir raiva, observe-a, olhe para ela e fale com ela. Diga a raiva que ela não exerce poder sobre você. Perceba o quanto essa raiva está vinculada a um apego, uma aversão ou um ego inflado. Assim, você está treinando para não viver em função nem dos desejos e nem dos apegos. Claro, podemos ter desejos disso, daquilo, mas não se apegue a eles.
Procure viver o momento presente em sua plenitude e permita que o fluxo da Vida também exerça a sua graça e força sobre você e seus sonhos.
Quando você age dessa maneira, você alcançou o primeiro estágio da Sabedoria e não é mais arrastado pelos mecanismos mentais, você começa a ter um estado livre, começa a viver uma liberdade interior. Isso é o que também chamamos de caminho espiritual, a libertação desses extremos de emoções mentais.
Observe este outro exemplo. Você está caminhando por uma rua onde tem um mau cheiro, um cheiro forte de esgoto, por exemplo. Você tem duas opções: pode ficar muito irritado e chateado, com raiva até, ou então você sente aquela desagradabilidade, mas ela não te governa mais. E você sai do local sem se perturbar com a situação. Neste caso, você experimentou um estado de liberdade. Ficou claro como a profusão de emoções e conceitos negativos nos tiram desse estado de liberdade.
Por meio do autoconhecimento, a Sabedoria transcendental vai se estabelecendo, ela emerge quando você se conhece, entende seus mecanismos mentais, ou seja, exercita, de certo modo, sua inteligência emocional. Não permita que o gosto e não gosto governe sua Vida. As emoções vêm e vão, não se agarre a nenhuma delas.
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Marcos Wunderlich
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Confira também: Como se Libertar das Prisões Emocionais (parte I de II)
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]]>O sofrimento pode ser evitável. Por mais controversa que seja essa frase, o sofrimento se torna desnecessário quando entendemos que é resultado de uma prisão mental, e a maioria das pessoas está nesse cárcere. A questão, portanto, é: como sair, se livrar do sofrimento, de dificuldades e de emoções perturbadoras? E se libertar dessas prisões mentais e emocionais?
Precisamos ter o entendimento de que mecanismos mentais se formam e se consolidam em nossa mente, como é o caso do sofrimento. Você nunca vai ver um conflito, um sofrimento andarem na rua, por exemplo. Somos nós que os criamos em nossa mente. Por isso, passamos a acreditar em conceitos, percepções, mentalidades, sentimentos provenientes das nossas próprias mentes. Pense um pouco: Quando dizemos que alguém nos irrita incessantemente, será que não somos nós que nos irritamos com essa pessoa devido a um condicionamento mental?
Todos os seres humanos querem viver melhor, ser mais felizes. Não digo que existe uma receita pronta para alcançar esse objetivo, mas afirmo que o autoconhecimento é fundamental para entendermos o funcionamento da nossa mente e, assim, conquistar a verdadeira felicidade, que já está dentro de nós.
Quando isso acontece, estamos em uma prisão mental. Se não houvesse prisão mental, ou melhor, prisões emocionais, não haveria sofrimento. Existe uma máxima que diz o seguinte: “Tudo na Vida tem uma causa”. Então as dificuldades, as emoções perturbadoras, aquilo que nos faz mal, têm também uma causa. Se essa causa for remoVida, o efeito cessa.
Existem dois tipos de prisões mentais. A prisão mental racional, que entre outros aspectos afirma que a mente constrói e interpreta o mundo da maneira como o vemos, e a emocional. Neste conteúdo, o nosso foco será na prisão de caráter emocional.
A questão emocional é básica do ser humano. Está relacionada com o que chamamos de ignorância, pois os seres humanos podem ter uma ignorância sobre como viver, lidar com a Vida, com a mente. Essa ignorância é reflexo de uma certa obtusidade, uma não compreensão, um não conhecer a Vida. Se entramos na Vida e, ao longo do tempo, fazemos as coisas de qualquer jeito, entramos em uma “normose” ou “matrix”, sem nos darmos conta do quanto somos influenciados por mecanismos mentais.
Para remover a ignorância, precisamos adquirir Sabedoria, ou seja, começarmos a perceber que temos uma Consciência Plena, uma Fonte de Vida dentro de nós, que são sempre constantes e nos proporcionam bem-estar e tranquilidade. Nós precisamos substituir a ignorância por essa Sabedoria, que também recebe o nome de transcendental, pois transcende o dia a dia comum, os conhecimentos comuns. Vai além das teorias, de certa forma. A falta de Sabedoria gera essa ignorância e deixa as pessoas mais infelizes.
Se você olhar bem a sua vida, você está sempre querendo coisas. Por exemplo, que bom trafegar por essa via sem trânsito, que bom reunir a família para um almoço de confraternização no domingo.
O mecanismo do “gosto e não gosto” advém da ignorância. Essa busca profunda por felicidade externa propicia esse querer gostar das coisas. Quando gostamos de alguma coisa, nos sentimos bem, é agradável e assim queremos manter isso. É desse movimento que surge o que chamamos de desejos. Por exemplo: Queremos alcançar alguma coisa e quando alcançamos, há outra coisa que passa a ser alvo do nosso interesse. Às vezes, surge o orgulho, pois conquistamos algo que é importante para nós, ou a soberba, uma vez que algumas pessoas podem se sentir superior às demais por terem obtido algo. A ganância também pode emergir nesse contexto. De qualquer forma, isso tudo vai provocando uma vida intranquila e, muitas vezes, passamos a ter inúmeras atividades para possuir cada vez mais.
É desse fluxo que nascem emoções perturbadoras. Nós somos perturbados por desejos, pela posse, pelo orgulho e pela ganância de querer sempre mais, fazer mais para sermos felizes. Mas é um engano, porque a felicidade está dentro de nós, ela nunca vai estar do lado de fora. A felicidade não é conquistada pelo orgulho, pelo bem-estar, pela avareza.
Outro aspecto a destacar é o apego às emoções. Algumas pessoas são fanáticas por times de futebol, esportes radicais. Elas acabam se apegando à adrenalina até virar um vício. Talvez uma das piores doenças do ser humano é o que chamamos de apego, e o pior apego é o apego a alguém. Muitas vezes, há quem pense assim: “Eu tenho um apego àquela pessoa, porque ela é fonte de Vida para mim.” Nesse caso, haverá um sofrimento enorme, um ciúme tremendo. Isso vem de uma ignorância, de não saber assumir a Vida e processos mentais nocivos e continuados.
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Marcos Wunderlich
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Confira também: Cosmovisão Holossistêmica: O que é e por que você precisa saber
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]]>O post Cosmovisão Holossistêmica: O que é e por que você precisa saber (parte final) apareceu primeiro em Cloud Coaching.
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Arrume um lugar confortável e desligue o celular.
Sente-se confortavelmente. Se necessário. peça para não ser incomodado por alguns minutos.
As pessoas anseiam pela felicidade. Quando entendemos isso, já não podemos julgar mais ninguém. Ninguém faz o seu pior. As pessoas anseiam acima de tudo por ser amadas e compreendidas. E amar as pessoas implica na aceitação incondicional.
A nossa dificuldade de viver está ligada à visão que temos de mundo.
Vivemos do jeito que vemos o mundo. Cada pessoa vê o mundo de forma diferente, dependendo das suas percepções. Somos nós que enxergamos o mundo assim e então o mundo é assim para nós. Se quisermos mudar alguma coisa, precisamos então mudar ou ampliar a nossa visão. E, além disso, estimular as pessoas a ampliarem as suas visões de mundo, de vida e de relacionamentos.
Com a crise nos suportes tradicionais advindos das religiões e de princípios científicos defasados, está de fato ocorrendo também uma profunda crise no interior das pessoas. Quem somos? Donde viemos? Qual o sentido da vida?
Não é à toa que cresce o número de suicídios, geralmente fruto da dificuldade de encontrar uma razão de viver. E, com muito mais frequência, mas pouco avaliada, ocorre uma forma de suicídio indireto. É o crescente consumo de drogas, de fuga em festinhas caóticas, de refúgio na Internet. E o assustador aumento de casos de depressão enchendo as clínicas psicológicas e psiquiátricas. As pessoas tentam, muitas vezes, fugir dessa descrença da vida numa troca ansiosa de religiões e credos. Ou então de entrega a ideologias discriminantes e excludentes.
Alegria, amor, compaixão, automotivação, posturas prestadias surgem naturalmente dessa sensação de conter e estar contido no universo.
Isso é fundamental para quem pretende mudanças reais na sua vida e no meio em que vive, por exemplo: família, empresa, comunidade, país ou mundo. A crise que hoje estamos vivendo é, certamente, a maior pela qual já tenha passado a humanidade.
As instituições estão todas postas contra a parede, pois não estão mais atendendo aos anseios do ser humano da atualidade. As igrejas e religiões estão todas em crise de identidade. As crenças que as sustentam estão postas em cheque pelos avanços da ciência. A linguagem que é usada em geral é de conteúdo estático, dicotômico, preso a mitos que a ciência suplantou. Partidos políticos e governantes não mais representam os anseios comunitários. As novas gerações estão encontrando intransponíveis dificuldades de se adaptarem às estruturas organizacionais e empresariais vigentes. Sem falar das enormes crises políticas e financeiras que estão abalando o mundo todo.
Já não é mais possível apenas consertar o que parece estar errado. Já não basta melhorar o que está aí, fazer melhor do mesmo. É bom e mesmo necessário ir melhorando tudo que é possível. Mas não é suficiente. Temos que ir mais a fundo. Por quê?
Sabemos que é a mente que comanda tudo. Por isso, a chave do sucesso de mudanças reais, mudanças adequadas ao mundo novo que está emergindo, está na nossa mente. Há que expandir a nossa mente. Enxergar para além dos pensamentos limitantes comandados pelos nossos recheios mentais.
O sentido maior deste ensaio está ligado a isso: colaborar, de fato, com as pessoas no esforço de abrir a mente para uma verdadeira cosmovisão holísticossistêmica, para uma visão de vida e de mundo que dê sentido e razão de viver, com mais alegria e felicidade.
Gostou do artigo? Quer saber mais sobre Cosmovisão Holossistêmica na vida ou na organização? Então entre em contato conosco. Teremos o maior prazer em responder.
Renato Klein & Maria Luiza Furlan Klein
Adaptado por Marcos Wunderlich para Cloud Coaching
Mentalizadores do Sistema ISOR®
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Cosmovisão Holossistêmica: O que é e por que você precisa saber (parte I), (parte II), (parte III), (parte IV), (parte V) e (parte VI)
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