O post Relações para 2026: Por que Estratégia Sem Vínculo Não Sustenta o Futuro apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Quando escrevi o artigo anterior sobre o planejamento estratégico para 2026, destaquei como ciclos pedem clareza. Agora, quero ampliar a conversa para um ponto que determina a força de qualquer estratégia. Se você me acompanha, sabe então que esse é um dos alicerces da minha vida e do meu trabalho.
Quero falar sobre relações.
Sim. Relações.
Esse território direto e, ao mesmo tempo, complexo, humano, estrutural. Algo que simplesmente sustenta ou desmonta qualquer ciclo.
Enquanto empresas refinam indicadores, redesenham organogramas e simulam cenários, existe um pilar silencioso definindo se 2026 será um ano de avanço ou de desgaste. Esse pilar tem nome.
Chama-se saúde social.
E ao lado dela, quase como um irmão inseparável, está o netweaving.
Juntos, eles formam o que garante velocidade, inovação e retenção. E o que impede que líderes e equipes sobrevivam a 2026 no modo “cansaço crônico”.
Vou pegar o café e te convidar a olhar para esse tema com mais profundidade. Porque ele não é perfumaria e tampouco modismo. É a base. É o mínimo.
O ritmo atual de trabalho não perdoa. O burnout subiu e a exaustão emocional virou pauta. A hostilidade silenciosa cresceu e a colaboração, muitas vezes, virou uma caricatura de si mesma.
O fenômeno mais preocupante não está nas metas. Está nos vínculos.
Criamos uma falsa sensação de proximidade com telas, agendas cheias e reuniões em sequência.
Estamos hiperconectados, mas não estamos juntos.
A Gallup já alertava, e em 2026 só confirma:
Baixa conexão significa baixo desempenho, baixa inovação e, além disso, perda acelerada de talentos.
É paradoxal. Buscamos produtividade, mas negligenciamos o que sustenta a produtividade: a qualidade das relações entre as pessoas.
Quando saí de casa ainda jovem, deixando a zona rural da Serra Gaúcha e encarando o mundo, a ficha caiu cedo.
Eu me movia sozinha, mas nunca estive sozinha.
Foram as relações que me orientaram quando nada parecia firme.
Foram conversas, apoios, pessoas que cruzaram meu caminho e que, de fato, mudaram rotas inteiras.
Décadas depois, a cena se repete de outro jeito.
2025 trouxe decisões difíceis, reajustes de rota, recomeços necessários e aquela dose de vulnerabilidade que ninguém coloca no planejamento. Tudo sempre devolvendo a mesma verdade: nada se sustenta sem relação.
Isso não é romantismo. É estratégia.
As pessoas não se movem por planilhas, elas se movem por pertencimento, por propósito compartilhado, por saber que fazem parte de algo que vale o esforço.
Em 2026, isso deixa de ser “importante” e se torna fundamental.
Você pode desenhar a melhor estratégia do mundo. Pode investir em tecnologia, OKRs, dashboards e inteligência artificial. Pode ter metas claras e governança impecável.
Mas se as relações estão frágeis, tensas ou ausentes, sua estratégia não se sustenta.
2026 será o ano em que líderes e profissionais vão finalmente admitir que:
E para navegar esse novo ciclo, três elementos precisam, sem dúvida, entrar de vez na pauta:
Falamos tanto de saúde mental, e ainda bem. Mas existe um campo que ganhou terreno e precisa de nome: saúde social.
Ela responde a perguntas simples, mas profundamente estratégicas:
Saúde social não tem nada a ver com ser amigo. É sobre responsabilidade compartilhada, sobre conversar com franqueza sem medo de retaliação, sobre acordos bem feitos, sobre discordar com respeito. É sobre vínculos que sustentam a coragem que a inovação exige.
Quando a saúde social é alta, o ambiente respira. Quando é baixa, as equipes sufocam. E sufocar equipes é certamente a forma mais rápida de perder talentos.
2026 não terá espaço para lideranças isoladas, para equipes que só falam por obrigação e para relações profissionais que parecem transações bancárias.
Resultados sustentáveis vêm de vínculos consistentes.
Networking você já conhece, mas ele é sobre troca. Netweaving é sobre relação.
Networking é transacional. Netweaving é relacional.
Networking coleciona contatos. Netweaving constrói confiança.
Netweaving é intenção. É presença, é generosidade, é perguntar antes de oferecer, é ouvir antes de concluir, é servir antes de pedir.
É reconhecer que pessoas carregam histórias. E histórias entrelaçadas criam, sem dúvida, redes capazes de sustentar carreiras inteiras.
Vivenciei isso em Medellín, vivenciei isso no Caminho de Santiago, onde ninguém avança sozinho.
Vivenciei isso em tantos cafés que começaram como encontros rápidos e terminaram como oportunidades, aprendizados bem como alianças profundas.
Netweaving, em 2026, deixa de ser diferencial. Vira competência crítica. E feliz de você que tem cultivado, regado e mantido seus relacionamentos e conexões.
As empresas que entenderem isso vão prosperar. As pessoas que cultivarem isso vão se diferenciar. Os líderes que praticarem isso vão transformar culturas inteiras.
Antes de entrar nos pilares, vale observar algo simples: Quando a saúde social está viva e o netweaving está em prática, então o efeito se espalha como uma corrente silenciosa. Não é só sobre clima organizacional, mas sobre tudo o que uma equipe consegue fazer a partir desse terreno fértil.
É desse lugar que emergem três pilares que sustentam a estratégia em 2026, a saber:
“Você não pode reter pessoas. Você pode inspirá-las a escolher desenvolver suas carreiras nesta ou naquela organização.”
Não precisamos reinventar o mundo. Precisamos resgatar práticas simples. Intencionais. Estrategicamente humanas.
Se existe algo que 2026 deixa claro é que não avançaremos sozinhos.
Estratégia sem vínculo é só intenção bonita no papel.
Tecnologia sem relação vira ferramenta fria.
Metas sem pertencimento viram desgaste.
O que sustenta um ciclo não são as metas, mas as pessoas. E, sem dúvida, a qualidade dos vínculos entre elas.
Então deixo uma pergunta para você levar para o seu planejamento pessoal e profissional:
O resto a gente conversa com calma, com aquele café que você sabe que eu gosto.
Conecte-se. Ative seu potencial. Lidere. Transforme.
Quer saber mais sobre como fortalecer relações no trabalho para que você possa transformar sua estratégia em 2026? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Até nossa próxima postagem!
Salete Deon
Fundadora da Deon Consulting. Especialista em Gestão de Carreira e Desenvolvimento de Lideranças, Segurança Psicológica de Times, Action Learning, Liderança Feminina, Coach Executiva (PCC), Mentora, Palestrante, Top Voice Linkedin.
https://deonconsulting.com.br/
https://www.linkedin.com/in/salete-deon/
salete@deonconsulting.com.br
Confira também: Por Que Pensar em 2026 Agora: O Poder dos Ciclos Conscientes no Planejamento Estratégico
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]]>“No caleidoscópio, fragmentos formam um padrão, mas não ficam presos… agite, gire, mude o ângulo, mude a perspectiva e esses mesmos fragmentos formarão um padrão inteiramente novo. A realidade, como nos diz o caleidoscópio, é apenas um arranjo temporário. A criatividade consiste em reorganizar as peças para criar uma nova realidade…” (Rosabeth Moss Kanter)
O fim do ano chegou e ao nosso entorno percebemos todo o movimento de preparação, festas. luzes, árvores coloridas, presépios, Papai Noel, compras de presentes…
Para falar de Natal e de um novo ano é preciso abrir portas… sentir e viver o verdadeiro sentimento do nascer e disposição para mudanças!
Tudo bem comemorar as 24 horas de um dia no calendário! É deixar ficar a grata lembrança de família reunida, pinheiros enfeitados, sorrisos e presentes… a comemoração é importante! Mas, que tal pararmos um pouco e prolongar esse estado de confraternização, através de uma viagem pelo que existe de mais profundo em nós? Nós, que sorrimos e entristecemos… e temos todos os sentimentos que só passam por quem é gente.
Empreender esta viagem é descobrir que existem possibilidades de renascer a cada momento, de sentir e produzir novas atitudes diante da vida. Vamos entrar mais profundamente e ver se transformações serão possíveis, de aceitar e dar boas-vindas ao que a vida nos apresenta. Não é fácil! Também não é impossível! Aí está o grande desafio da vida!
É experimentar um contato mais próximo com a natureza e toda a sua energia; é viver este minuto, pois o passado já não existe e o futuro ainda está distante; é ter irmãos de coração para compartilhar os momentos bons e ruins; é renunciar à falsa ilusão de controle sobre a vida; é ter gratidão pelos pequenos-grandes detalhes; é espalhar respeito por onde passamos e encarar a vida de frente, do jeito que vier; é respeitar os limites do próximo e de si mesmo sem preconceitos e julgamentos e pedir perdão quando for preciso.
Você já deve ter experimentado contagiar o outro com um largo e sincero sorriso, ter empatia pelo próximo e saber escutar. E, antes de mais nada, ser você diante das pessoas e situações. Cada ser é único, especial e, sem dúvida, merece ser respeitado na sua individualidade.
Como essas tantas questões surgirão e com elas a proposição de abrir-se a mudanças, renascer, reconstruir e ver o outro não só com os olhos, mas também com o coração. É o que torna o mundo um lugar melhor para se viver!
Desejo a você um feliz nascimento e uma vida feliz! E com esses votos lhe dedico um presente, um poema escrito por Clarice Lispector:
Sonhe
“Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas”.
Quer saber mais sobre como o renascimento interior pode transformar sua relação com a vida e abrir espaço para novas perspectivas? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Graça Bogéa
Pedagoga | Especialista em Saúde Comportamental | Orientadora Vocacional e Profissional | Mentora de Carreira | Master Coach e PNL
https://www.linkedin.com/in/coach-graca-bogea
https://www.gracabogea.com.br/
coach@gracabogea.com.br
Confira também: Habilidades São Essenciais? Como o Equilíbrio Emocional Impacta o Sucesso Pessoal e Profissional
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]]>Quando me debruço para pensar sobre 2026, tenho a sensação de que o tempo parece dobrar sobre si mesmo. Ainda caminhamos pelos últimos meses de 2025, mas já sentimos 2026 se aproximando — suave, insistente, convidativo. É exatamente nesse limiar, entre o que se encerra e o que começa a se formar, que cabe então uma pausa estratégica.
As grandes consultorias reforçam: um ciclo não termina apenas com o virar da página. Ele exige um “reset” consciente – e o início do próximo ciclo, sem dúvida, pede clareza.
De acordo com a McKinsey, muitas organizações enfrentam uma erosão na qualidade de suas estratégias: apenas 21% dos executivos acreditam que suas diretrizes atendem a quatro ou mais dos critérios dos chamados Testes da Estratégia. Isso mostra que o simples “fazer de novo” não basta.
A BCG complementa: planejar o futuro requer enxergar o todo em múltiplos horizontes — curto, médio e longo prazo — e compreender que direção e ritmo são igualmente importantes.
Quando falamos de um novo ciclo, falamos então de três movimentos interligados:
Trago provocações práticas:
“Se 2026 é o início de um novo ciclo, de que ciclo ele será: de presença, de impacto, de abundância, de marca pessoal?”
Essa pergunta amplia a consciência e eleva o olhar para além do calendário.
Não repita simplesmente o que deu certo em 2025. Avalie:
4.1. Em 2025: o que eu fiz bem?
Antes de avançar rumo a 2026, dedique um olhar generoso e honesto ao caminho percorrido.
Essa reflexão não é autocelebração vazia, mas o reconhecimento de conquistas reais. E reconhecer fortalece, alimenta e dá combustível para o próximo ciclo.
4.2. Em 2025: o que poderia ter sido melhor?
Com humildade e curiosidade, encare as perguntas difíceis:
Esse olhar não é para julgamento, mas sim para aprendizado. A neurociência e as práticas de coaching mostram que transformações genuínas nascem da compaixão + curiosidade e não da culpa. Entendo o que não funcionou e então escolho outra rota.
“O futuro – que já começa agora – é a intersecção entre o que fomos, o que somos e o que escolhemos ser.”
Em 2025, mantive firme a direção de uma vida com leveza, realização, saúde e abundância. Superei desafios, revisei rotas, me reconectei com meu propósito e com aquilo que é, de fato, importante para mim.
Em 2026, é tempo de transformar – ainda mais – essa consciência em ação.
Quer saber mais sobre como ciclos conscientes podem de fato transformar seu planejamento estratégico para 2026? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Salete Deon
Salete Deon é Fundadora da Deon Consulting. Especialista em Gestão de Carreira e Desenvolvimento de Lideranças, Segurança Psicológica de Times, Action Learning, Liderança Feminina, Coach Executiva (PCC), Mentora, Palestrante, Top Voice Linkedin.
https://deonconsulting.com.br/
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Confira também: Quantas Pessoas Vão Ler Este Artigo? O Paradoxo de Produzir Tanto e se Conectar Tão Pouco
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]]>“O maior presente que podemos dar ao mundo é a nossa própria transformação.” (Lao-Tsé)
Na minha atuação em organizações, enquanto consultora, líder e coach, observo como as questões comportamentais afetam os resultados e o relacionamentos entre pessoas, causando desgastes e desmotivação.
Todos nós experimentamos uma infinidade de flutuações emocionais ao longo do dia e muitas vezes nem sequer compreendemos o que está causando certa onda de raiva, tristeza ou de outras emoções. Mas o importante é usar a sensibilidade e a consciência para reconhecer que estas emoções podem estar afetando o nosso comportamento.
Termos consciência e reconhecer um estado emocional não significa julgar. Não devemos sentir remorso ou vergonha por uma crise de raiva e muito menos por qualquer outra emoção que, por um momento, nos impede de ter respostas satisfatórias e ações coerentes com nossos valores.
Entretanto podemos investigar por que determinada emoção vem à tona e como podemos lidar com ela.
O cotidiano é inundado de surpreendentes situações e cada uma delas, com certeza, pode afetar a forma como agimos ou reagimos. É relevante ter em mente quais são as emoções básicas do ser humano:

Uma pessoa que sabe lidar com suas emoções aprende a identificar suas áreas de forças, de pontos a melhorar e analisa como pode atuar dentro de determinado contexto. Essa consciência gera a autoconfiança, que é um dos principais pontos de equilíbrio emocional. Se você sabe em que é realmente eficaz, pode operar a partir dessa confiança.
Aqui, enfocamos algumas habilidades necessárias, para obter o equilíbrio emocional:

Aqui estão algumas dicas que podem contribuir no ambiente de trabalho e nos seus relacionamentos com a família, amigos e conhecidos. Pense nisso:
Considere essas atitudes e veja como vão lhe trazer sabedoria e alegrias!
Peça ajuda de um profissional que saberá como lhe apoiar, nesta e outras questões, que lhe permitirão prosseguir confiante e preparado para continuar obtendo resultados positivos e contribuindo não só com a organização, mas com pessoas e outros ambientes também.
Para tanto, este profissional se comunicará de forma bastante objetiva, utilizando metodologias, ferramentas e estratégias focadas para a sua necessidade, com o propósito de potencializar capacidades, desenvolver competências de autoliderança, mudar comportamentos, aumentar autoconfiança pessoal e profissional. Ou seja, contribuir na sua transformação de vida, para que você consiga atingir seus objetivos.
Quer saber mais sobre como desenvolver habilidades para ser bem-sucedido como líder ou atingir transformações nas diversas áreas da sua vida? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em lhe falar a respeito.
Graça Bogéa
Pedagoga | Especialista em Saúde Comportamental | Orientadora Vocacional e Profissional | Mentora de Carreira | Master Coach e PNL
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Confira também: Feedback: Uma Ferramenta Poderosa da Liderança
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]]>Você já parou pra pensar quantas pessoas vão realmente ler o que você escreveu numa manhã de domingo? E quem você está alimentando ao repetir esse ritual de publicar sem parar?
A essa hora, talvez você esteja com o café na mão e o celular na outra, lendo mais um artigo entre dezenas de abas abertas. Pode até ter chegado aqui por acaso, entre um scroll e outro.
E eu te pergunto: quantas pessoas de fato irão ler até o final?
E entre essas poucas, quantas realmente vão sentir o que estou dizendo?
Foi sobre isso que me peguei pensando ao definir sobre que tema escreveria a minha coluna de hoje. Estamos imersos em uma enxurrada de conteúdo. Todo mundo — do ceramista que mostra o passo a passo da peça, ao criativo que publica reflexões, memes ou carrosséis — sente uma pressão invisível: produzir, postar, postar, postar. Se você não posta, não existe. Se não existe, não cresce. E se não cresce, parece que ficou para trás.
Mas onde, nessa repetição frenética, está o que você realmente faz? Onde está o ofício, o propósito, a alma do que você entrega — sem filtro, sem pressa, sem o algoritmo ditar o ritmo?
Imagine que você prepara um café artesanal, com tempo, aroma e carinho. E serve a xícara para… ninguém. Ou para alguém que dá meio gole, faz um story e vai embora. Você repetiria esse ritual todos os dias?
O conteúdo virou esse café servido em série: quente, abundante — mas, muitas vezes, indiferente. A conexão leve, rasa, efêmera. Estamos servindo café sem perguntar: “quem vai beber isso?”.
E, pior: talvez nem estejamos mais sentindo o sabor do próprio café.
O mercado já percebeu: há excesso. A Creator Economy, esse universo de criadores que transformam ideias em audiência, está inflada. A atenção humana virou o ativo mais disputado do planeta — e o algoritmo é o novo oráculo.
Pesquisas apontam que os criadores estão produzindo menos conteúdo, mas mais estratégico. Há um cansaço generalizado. Os orçamentos diminuem, a visibilidade despenca, e o retorno emocional raramente compensa o esforço. O mais paradoxal? Nunca estivemos tão conectados — e tão desconectados de nós mesmos.
Estive recente em eventos de creator economy e estes mostram que creators e plataformas estão transformando a forma de comunicar, cocriar e gerar impacto. E o protagonismo continua sendo — das pessoas — Autenticidade. Consistência. Intencionalidade. Generosidade. Profissionalismo.
Parece óbvio, mas é exatamente o que se perde quando transformamos criação em corrida.
É como estar no Caminho de Santiago de Compostela, mas correndo de etapa em etapa, com medo de não chegar antes dos outros.
O sentido da caminhada — o encontro, a pausa, o aprendizado — se perde na pressa de chegar.
Assim estamos na jornada digital: produzindo sem integrar, falando sem ouvir, conectando sem se relacionar.
E quando paramos, vem o vazio: será que alguém está mesmo lendo o que faço? Ou será que está curtindo e seguindo para o próximo?
Você pode continuar alimentando o algoritmo — dançando conforme a música das tendências. Ou pode escolher um outro caminho: o da profundidade.
Publicar menos, conversar mais. Este ano, o Café com Sassá foi movimentado — mais intimista, mais sereno —, ao mesmo tempo que me recolhi um pouco. Falar com menos gente, mas ser lembrado por quem importa.
O que move o mundo não é quem fala mais — é quem fala com verdade.
O que transforma não é o volume de postagens, mas o peso daquilo que ressoa.
E sim, talvez isso signifique ter menos alcance, mas mais impacto. Menos aplausos, mais sentido.
Por mais que eu observe e tente manter a consciência, ainda me pego rolando a tela sem perceber o tempo passar — ou cedendo à tentação do “tem que escrever”, “tem que postar”, como se isso fosse um dever… ou pior, um vício.
E é nesse instante que percebo o quanto essa engrenagem digital também me captura, como captura você.
Quantas vezes, hoje, deixamos de estar com quem amamos para estar com o celular na mão, consumindo a nova droga do momento — conteúdo?
Essa reflexão começa em mim, mas talvez ecoe em você também.
Mas entre o joio e o trigo, como separar o que vale a pena?
Como um título de um artigo consegue chamar sua atenção o suficiente para te trazer até aqui, e o que acontece depois que você feche essa aba?
Curioso, não?
Talvez o ponto não seja parar de postar — tampouco de consumir conteúdo —, mas lembrar por que e pra quem você começou a fazer isso.
Não é sobre volume. É sobre presença.
Então, se chegou até aqui, respira.
Desliga a tela.
E agora sim. Prepara um novo café e chama alguém pra tomar com você — desta vez, de verdade, com presença.
Porque, no fim, não é o conteúdo que nos sustenta — são as conexões que nos lembram quem somos e por que fazemos o que fazemos.
Quer saber mais sobre o paradoxo da atenção e como recuperar presença e propósito em meio ao excesso digital? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Salete Deon
Especialista em Gestão de Carreira e Desenvolvimento de Lideranças, Segurança Psicológica de Times pelo IISP, Liderança Feminina pela StartSe/SBE, Coach Executiva (PCC), Palestrante, Top Voice Linkedin, Fundadora da DeON Consulting
https://www.linkedin.com/in/salete-deon/
salete@deonconsulting.com.br
Confira também: Apagão da Mão de Obra ou Descompasso de Expectativas?
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]]>O post Feedback: Uma Ferramenta Poderosa da Liderança apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>É um “parecer” sobre determinada pessoa ou um grupo de pessoas na realização de um trabalho, com a intenção de avaliar um desempenho. Do meu ponto de vista, trata-se de uma ferramenta poderosa no campo da liderança.
Ao longo da minha experiência como líder tenho observado que esta ferramenta revela tanto os pontos positivos quanto as necessidades de melhoria do trabalho executado, tendo em vista a performance do profissional, bem como um melhor resultado nas suas entregas.
Particularmente, aplico muito esta regra prática, não só por ser simples, mas como citei acima, por contribuir no desenvolvimento do profissional em questão e contribuir no resultado positivo das suas entregas.
Sendo assim, o feedback deve ser fornecido logo depois do fato ocorrido e pode ser de “patrocínio positivo” ou de “melhoria”.
Para fornecer um feedback a alguém, identifique três elementos essenciais: o momento, a ação e o impacto:
Seja qual for o parecer recebido sobre uma conduta ou trabalho, sinta que a intenção é, de fato, ajudar no crescimento do seu perfil como profissional. Portanto, ouça o que deve ser dito, entenda, avalie o verdadeiro sentido e agradeça.
Peça ajuda a um profissional que saiba como apoiá-lo nesta e em outras questões de liderança, para que você prossiga confiante e preparado para continuar se desenvolvendo como líder.
Esse profissional se comunicará de forma objetiva, utilizando metodologias, ferramentas e estratégias focadas em suas necessidades, com o propósito de potencializar capacidades, desenvolver competências de autoliderança, mudar comportamentos, aumentar a autoconfiança pessoal e profissional. Ou seja, contribuir para sua transformação de vida, ajudando-o a atingir seus objetivos com resultados positivos.
Quer saber mais como o feedback pode se tornar a ferramenta mais poderosa da liderança e capaz de desenvolver pessoas, confiança e resultados duradouros? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Graça Bogéa
Pedagoga | Especialista em Saúde Comportamental | Orientadora Vocacional e Profissional | Mentora de Carreira | Master Coach e PNL
https://www.linkedin.com/in/coach-graca-bogea
https://www.gracabogea.com.br/
coach@gracabogea.com.br
Confira também: Coaching e um Mundo Orientado por Valores
O post Feedback: Uma Ferramenta Poderosa da Liderança apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O post Setembro Amarelo: Quando os Vínculos Iluminam e Sustentam a Vida apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Enquanto me sirvo mais um gole de café, percebo que setembro chega trazendo não apenas a mudança das estações, mas também um convite à pausa e à reflexão. É como se o aroma do café se misturasse ao ar desse mês, lembrando que a vida é feita de encontros simples, mas profundamente significativos.
Não se trata apenas de uma campanha de prevenção ao suicídio, mas de um movimento que nos lembra que saúde mental também nasce no calor das relações humanas – no afeto, na presença e na escuta verdadeira.
Cada conversa, cada gesto de cuidado, cada espaço de acolhimento que criamos é um lembrete de que não precisamos caminhar sozinhos. É nos vínculos que a vida pulsa com mais força e o mundo se torna mais acolhedor. Setembro nos convida, portanto, a cuidar das nossas conexões – com os outros e com nós mesmos.
Decidi escrever sobre este tema porque tenho percebido, nas interações do dia a dia – seja no trabalho, em conversas rápidas ou até nas redes sociais — o quanto os aspectos ligados à saúde mental estão críticos. Nunca se falou tanto sobre ansiedade, exaustão, solidão e sobre a dificuldade de manter equilíbrio em meio a tantas demandas. Isso me mostra que, mais do que campanhas pontuais, precisamos de uma consciência coletiva para transformar o cuidado em prioridade.
Ao mesmo tempo, reconheço o quanto me sinto privilegiada por estar bem, por ter vínculos fortes que me sustentam e por encontrar nos cafés, nas caminhadas e nas conversas sinceras, um espaço de renovação. Essa sensação de “estar inteira” não me afasta do tema – ao contrário, me dá ainda mais responsabilidade de trazer à tona reflexões que possam inspirar, acolher e fortalecer quem precisa.
Desde 2015, o Setembro Amarelo celebra a prevenção ao suicídio no Brasil, inspirado no Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, em 10 de setembro. A campanha reforça: a vida importa, e o tema não está limitado a um dia, mas deve ser lembrado o ano inteiro. Em 2025, a mensagem segue clara:
“Se precisar, peça ajuda!” – um lembrete de que buscar amparo é sinal de coragem, não de fraqueza.
No Brasil, os números permanecem preocupantes, por isso, a campanha nos impele a ouvir, acolher e agir – muitas vezes, com simples gestos que se transformam em atos de cuidado.
E não é apenas no Brasil que o tema desperta atenção. Simon Sinek, em suas reflexões sobre conexões humanas, lembra que amizades genuínas e pequenos gestos podem ser um verdadeiro antídoto emocional.
Ao compartilhar sua visão sobre o quanto amizades genuínas e pequenas demonstrações de presença podem ter um impacto profundo na saúde emocional, sugere que não precisamos de horas para cuidar de um vínculo: oito minutos de atenção real já podem mudar o dia de alguém.
“Oito minutos! Quando alguém te manda uma mensagem dizendo ‘Você tem oito minutos?’, qualquer um de nós pode pausar um filme, sair de uma reunião ou deixar um cômodo para conversar com um amigo que precisa de nós por oito minutos.”
Não se trata apenas de boas intenções. A ciência mostra que sentir-se conectado faz diferença real na saúde mental e física.
Em síntese: vínculos são mais do que companhias – são recursos vitais de vida.
No calor de uma conversa, no toque amigo ou na presença silenciosa, encontra-se cura. Relacionamentos saudáveis oferecem:
É nessas redes – familiares, amigáveis, comunitárias – que encontramos pertencimento, coragem e, muitas vezes, salvação.
A teoria da “troca de afeto”, por exemplo, mostra que expressar carinho – mesmo em palavras simples – reduz o cortisol (hormônio do estresse) e normaliza o ritmo cardíaco depois de momentos tensos.
Já na adolescência, a qualidade das amizades tem papel protetor contra ansiedade, depressão e pensamentos negativos.
No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) é um dos maiores símbolos desse cuidado coletivo. Com presença em quase todas as capitais, oferece apoio emocional voluntário, gratuito e anônimo, pelo telefone 188, chat e até presencialmente. Mais do que responder ao desespero imediato, essa rede traduz em prática uma mensagem poderosa: sempre existe alguém disposto a escutar, sem juízo, com empatia e presença.
Mas o CVV não está sozinho. Campanhas como o Setembro Amarelo mobilizam escolas, empresas, universidades, igrejas, grupos de jovens e comunidades inteiras a falarem abertamente sobre saúde mental. Esse movimento coletivo ajuda a quebrar o silêncio, reduzir o estigma e mostrar que pedir ajuda é um ato de coragem — não de fraqueza.
Quando a comunidade se engaja, cria-se uma cultura de cuidado que vai além do individual. Um ambiente de trabalho pode se tornar mais saudável se abrir espaço para diálogos genuínos. Uma escola pode salvar vidas ao treinar professores e colegas para reconhecer sinais de sofrimento. Uma igreja ou associação de bairro pode ser o ponto de apoio onde alguém encontra acolhimento.
Essa rede de instituições, somada aos nossos vínculos pessoais, é o que sustenta a esperança. Porque saúde mental não se constrói sozinha: ela nasce no encontro entre pessoas, no cuidado compartilhado e na consciência de que a vida é responsabilidade de todos nós.
Neste Setembro Amarelo, proponho um ritual silencioso, porém potente: cultivar conexões:
A vida se renova nos pequenos gestos – como no primeiro gole de café que desperta e aquece. Mas não floresce sozinha. Somos feitos de encontros, de vínculos que nos sustentam e de redes que nos lembram que não precisamos caminhar isolados.
No Setembro Amarelo, esse lembrete ganha ainda mais força. A saúde mental se fortalece quando temos alguém para dividir o peso dos dias — seja em uma conversa rápida, em um silêncio respeitado ou em um olhar que diz: “eu estou aqui”.
As relações não eliminam as dificuldades, mas tornam o caminho mais leve. Elas funcionam como pontos de apoio em meio às incertezas, mostrando que não é preciso ter todas as respostas para ser presença significativa na vida de alguém.
Que este setembro nos lembre de oferecer – e também aceitar — a presença do outro. Porque cada vínculo cuidado pode salvar alguém… inclusive nós mesmos.
E você, quais vínculos têm iluminado sua vida? Compartilhe suas impressões conosco e continue essa conversa no próximo Café com Sassá!
Quer saber mais sobre a importância da campanha Setembro Amarelo e de que forma pequenos gestos de presença e cuidado podem se transformar em pilares de prevenção e fortalecimento da saúde mental? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Salete Deon
Especialista em Gestão de Carreira e Desenvolvimento de Lideranças, Segurança Psicológica de Times pelo IISP, Liderança Feminina pela StartSe/SBE, Coach Executiva (PCC), Palestrante, Top Voice Linkedin, Fundadora da DeON Consulting
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]]>O processo de Coaching é um recurso eficaz para o reconhecimento dos valores humanos, por ser uma metodologia estruturada, de desenvolvimento comportamental e que promove o autoconhecimento
Com o Coaching, você terá uma clara percepção de expansão da consciência, do que é importante para você e quais valores são essenciais em sua vida.
Na experiência com os meus clientes de Coaching e alunos, percebo que tomar consciência dos seus valores, às vezes, torna-se um exercício bastante complexo. Por esse motivo, deveria ser uma prática adotada desde a infância, fazendo parte da educação recebida pela pessoa, de suas experiências de vida e daquilo em que acreditam.
A conscientização dos valores humanos é um dos exercícios mais valiosos de autoconhecimento!
O Coaching apoiará na percepção do que é importante para o indivíduo, quais valores são essenciais e como trabalhar as metas que estão de acordo com o que ele acredita e aceita. Trabalhar os valores, alinhando metas e objetivos, em um processo de Coaching, significa identificar o que motiva o sujeito, como motiva e por que motiva.
Valores são o conjunto de características de uma determinada pessoa, organização e nação, que determinam a forma como se comportam e interagem com outros indivíduos e com o meio ambiente.
Existem diversos valores como dignidade, respeito por si próprio, pelo próximo, pela natureza e pelo meio ambiente, aceitação, tolerância, flexibilidade, sinceridade, amizade, inovação, verdade, riqueza, cautela, desafios, realismo, confiança, e muitos outros.
O Coaching ajudará a ampliar a compreensão de tudo que é essencial e que está de acordo com o que você acredita e deseja conquistar.
Alguns autores afirmam que “a maior crise que o ser humano está enfrentando, atualmente, é a crise de valores. Essa crise está afetando a humanidade, que passa a viver sem um propósito, de forma egoísta, cruel e violenta. Assim, é necessário enfatizar a importância de bons exemplos na sociedade, pois a transmissão de importantes valores humanos consiste na base de um futuro mais pacífico e sustentável”.
A todo momento, os meios de comunicação, as instituições e familiares, fomentam valores que não pertencem, nem a mim, nem a você, enquanto indivíduo.
Richard Barrett, em seu livro “A Organização Dirigida por Valores”, cita que:
“Valores são um método simplificado de descrever o que é importante para nós, em qualquer momento no tempo. Valor é um motivo que impulsiona nossas vidas e precisamos nos manter fiéis a eles porque nos dão um firme sentimento de autovalorização. Nem sempre nos damos a oportunidade de sair da segurança para questionar valores herdados por nossos pais ou estabelecidos culturalmente. Valores não são fixos… a hierarquia de valores muda com a idade ou a partir das condições atuais da vida de um indivíduo. Geralmente, os valores são um reflexo das suas necessidades de vida, no momento. Valores ajudam a criar o futuro que estamos dispostos a viver e dão suporte a sobrevivência de um indivíduo…”.
“Existe um movimento, em quase todo o mundo, para expansão da consciência, que permite tomar decisões com base em valores e não mais em crenças”.
É importante mostrar as diferenças entre valores e crenças. Valores são universais e surgem da experiência de ser humano, ajudam a criar o futuro que a pessoa quer viver. Já as crenças surgem de determinado contexto e cultura, podem ser verdadeiras ou não, podem levar a resultados positivos ou não.
Na organização, os valores são os princípios que regem as relações dentro da empresa. São a base para orientar os comportamentos e decisões das pessoas que dela fazem parte. Estão diretamente relacionados com a visão e a missão da empresa e dos colaboradores.
Por exemplo, as empresas almejam que os colaboradores sejam éticos, confiáveis, proativos, responsáveis, flexíveis, tenham atitudes positivas etc. Mas será que os próprios dirigentes têm as respostas para questões como:
Da mesma forma, os dirigentes de uma nação devem pensar qual a sua missão e qual a sua visão de futuro para aquele país ou estado, para que as pessoas exerçam sua cidadania com dignidade. Quem está à frente de uma nação, está a serviço de um povo e deve servir aos interesses desse povo, priorizando valores que estejam de acordo com as necessidades do cidadão. Nesse caso, é fundamental rever posturas e atitudes para que os interesses de todos estejam acima dos interesses próprios.
O processo de Coaching é o recurso ideal para aprender como identificar e trabalhar os valores humanos.
O nosso objetivo é despertar uma reflexão profunda em todos aqueles que estão comprometidos com a evolução da consciência humana.
Quer saber mais sobre como o alinhamento entre valores pessoais e profissionais pode transformar a forma como tomamos decisões e construímos relacionamentos? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em lhe falar a respeito.
Graça Bogéa
Pedagoga | Especialista em Saúde Comportamental | Orientadora Vocacional e Profissional | Mentora de Carreira | Master Coach e PNL
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coach@gracabogea.com.br
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]]>Em muitos Cafés com Sassá, as conversas têm girado em torno de uma inquietação: o chamado “apagão da mão de obra”.
Enquanto tomo meu café e escuto diferentes histórias, me pego pensando:
Será que estamos diante de uma real escassez de talentos ou de um descompasso entre modelos de trabalho e novas expectativas?
E o que, de fato, pode ser feito para que empresas e profissionais encontrem novos caminhos diante desse cenário?
O que o mercado chama de “apagão da mão de obra” não é apenas a ausência de pessoas para preencher vagas. É a combinação de mudanças profundas no perfil e nas prioridades de quem trabalha, somada ao envelhecimento populacional e a uma transformação cultural que desafia a lógica tradicional das empresas.
De um lado, profissionais que ingressam agora no mercado chegam com demandas diferentes: querem propósito, flexibilidade e equilíbrio – e dificilmente repetem a disposição de sacrificar saúde e vida pessoal em nome de estabilidade.
De outro, há quem esteja no auge da carreira, carregando múltiplas responsabilidades, metas agressivas, pressão constante e, muitas vezes, sinais claros de esgotamento.
E temos também um contingente cada vez mais expressivo de profissionais experientes que, após anos de dedicação, hoje escolhem onde e como desejam contribuir – seja no mundo corporativo ou empreendendo.
Essa dança de ritmos e prioridades cria um cenário complexo para as organizações.
Como manter operações rodando quando parte da equipe busca mais flexibilidade, outra parte está sobrecarregada e outra deseja redefinir sua relação com o trabalho?
Não há política de RH ou pacote de benefícios que, isoladamente, dê conta disso.
O envelhecimento populacional adiciona novas camadas a essa equação. A redução da taxa de natalidade, combinada ao aumento da longevidade, significa que teremos menos jovens entrando no mercado e mais profissionais experientes ativos por mais tempo.
Isso exige rever modelos de contratação, mas também repensar o próprio desenho das carreiras, integrando diferentes ritmos e estágios de vida numa mesma estrutura produtiva.
Há um detalhe que muitos líderes preferem ignorar: aquele Gen Z de quem tanto reclamam no trabalho é, muitas vezes, muito parecido com o filho que têm dentro de casa.
A mesma postura questionadora, a busca por sentido, a pressa para alcançar objetivos e a impaciência com processos que parecem lentos ou desnecessários.
Como liderar, dialogar e engajar quem, culturalmente, aprendeu a valorizar a autonomia desde cedo?
Como criar pontes em vez de muros?
Enquanto isso, cresce o movimento de profissionais – de todas as idades – que optam por empreender.
Para alguns, é a chance de ter mais autonomia e alinhar trabalho e propósito.
Para outros, é a saída para escapar de ambientes complexos ou estruturas engessadas.
Mas é preciso lembrar: empreender não é para todos. Exige resiliência, tolerância ao risco e disposição para lidar com incertezas que nem todos estão prontos para enfrentar.
Ainda assim, esse fluxo alimenta o ecossistema de inovação, mas também amplia a sensação de escassez de talentos dentro das empresas, que veem bons profissionais migrarem para projetos próprios.
Para as organizações, lidar com esse quadro significa mais do que abrir vagas e esperar que elas se preencham.
É preciso criar ambientes que sustentem relações de trabalho saudáveis, que respeitem limites e aproveitem o melhor de cada profissional, independentemente de sua etapa de vida.
É tratar o bem-estar como parte do motor que sustenta resultados duradouros. E reconhecer que um time diverso em idade, experiência e expectativas pode ser uma vantagem competitiva, desde que bem gerido.
Para os profissionais, o desafio é igualmente grande. As novas dinâmicas exigem clareza de escolhas, desenvolvimento contínuo e coragem para redesenhar a própria trajetória.
Talvez o grande segredo esteja em tratar a carreira como um bom café: cada fase tem seu tempo de preparo, sua temperatura ideal e seu sabor único.
Forçar o processo pode amargar o resultado; respeitar o ponto certo pode transformar a experiência.
E, como toda boa jornada, exige pausas, trocas e disposição para experimentar novos caminhos.
O apagão da mão de obra, no fundo, é um alerta. Um convite para que empresas e profissionais revisitem suas premissas sobre o que é trabalhar, produzir e viver – sem romantizar demais, mas reconhecendo que, além de propósito, todos temos contas para pagar e responsabilidades para cumprir.
Talento não é recurso; é gente. E gente decide onde quer estar. Para ficar, precisa se sentir reconhecida, ter espaço para crescer e motivos para permanecer.
E olhando para dentro das nossas casas e empresas, fica a pergunta: estamos prontos, de fato, para lidar com diferentes demandas, ritmos e expectativas?
Talvez a resposta esteja em abandonar o modelo único e aceitar que cada jornada – assim como cada xícara – pede um preparo diferente.
Quer saber mais sobre como lidar com o apagão da mão de obra no Brasil e alinhar expectativas no mercado de trabalho? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar você em sua jornada.
Salete Deon
Especialista em Gestão de Carreira e Desenvolvimento de Lideranças, Segurança Psicológica de Times pelo IISP, Liderança Feminina pela StartSe/SBE, Coach Executiva (PCC), Palestrante, Top Voice Linkedin, Fundadora da DeON Consulting
https://www.linkedin.com/in/salete-deon/
salete@deonconsulting.com.br
Confira também: Tá passando rápido demais ou tá tudo acontecendo no tempo certo?
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]]>Abro meu caderno de anotações, hoje mais cheio de perguntas do que de respostas, e me dou conta: já estamos na metade de 2025. Como assim? Outro dia mesmo eu estava escrevendo meu primeiro artigo do ano sobre “a permissão para ser”, e agora me vejo aqui, entre balanços e esperanças, tomando meu café e tentando entender o que esse ano tem me ensinado.
2025 chegou com tudo e mais um pouco. Um ano de encerramento de ciclos para muitos de nós. De portas que se fecham e de espaços que se abrem sem pressa. Um ano que, diferente de outros, não exige correr. Ele nos convida a perceber.
Este primeiro semestre passou como um daqueles dias intensos que a gente nem vê acabar, mas que deixa marcas profundas e lições valiosas. Em minha vivência como coach e mentora executiva, ouvi relatos de muitas pessoas que se surpreenderam com o ritmo acelerado das transformações.
Mudanças de carreira, realocações geográficas, reencontros com o que faz sentido, redirecionamentos de propósito. Foram meses intensos. Intensos em silêncios também. Porque nem tudo o que muda faz barulho. Algumas mudanças só conseguimos nomear depois que passam.
Acompanhando profissionais em seus processos de desenvolvimento, percebo o quanto estamos coletivamente aprendendo a respeitar o tempo da vida real: a gestar ideias, a permitir que projetos amadureçam, a reconhecer que crescer também é silenciar. Esse movimento tem sido uma resposta ao que compartilhei em um artigo recente sobre a valorização das pausas. Pausas que são, muitas vezes, o lugar onde nascem as respostas que procuramos.
Encerrar ciclos não é o mesmo que desistir. É um ato de coragem. Coragem de reconhecer que algo já cumpriu seu papel. Coragem de dizer não para o que já foi importante, mas hoje está desalinhado com quem nos tornamos. E coragem também de se abrir para o novo, mesmo quando ele ainda não tem forma.
Tenho vivido isso de forma muito pessoal. Este ano, tem sido um tempo de revisitar minhas escolhas, rever rotas e deixar ir o que não faz mais sentido. Entre o que foi e o que está por vir, fui compreendendo que o movimento de encerrar também pede escuta, acolhimento e principalmente confiança. Confiança em mim, nos processos, no tempo que respeita cada etapa, mesmo quando a mente insiste em querer acelerar.
Encerrar também é preparar o solo. E preparar é tarefa delicada. Requer retirar excessos, permitir que a terra respire, adubar com boas conversas, silenciar, bem como cultivar boas intenções. Ao olhar para a gestão de carreira, vejo isso acontecer cada vez mais: pessoas escolhendo com mais consciência, buscando propósito sem romantizar, e construindo redes de apoio que sustentam a jornada.
Se o primeiro semestre foi sobre perceber, o segundo é sobre confiar. Confiar que mesmo entre tantos conflitos globais, polarizações e incertezas econômicas, ainda assim, podemos cultivar esperança. Não uma esperança ingênua, mas uma esperança ativa. Que se movimenta. Que constrói. Eue encontra beleza no que ainda não está pronto.
Já escrevi por aqui sobre “carreiras regenerativas” e continuo acreditando que essa é uma das grandes palavras-chave dos novos tempos. O que vem pela frente pede mais autenticidade. Pede mais presença. Pede um jeito mais humano de liderar, de planejar e de viver.
As lideranças que mais admiro hoje são aquelas que aprenderam a gestar. Que sabem que boas ideias precisam de tempo, que projetos precisam de escuta, que equipes fortes são construídas com segurança psicológica e com clareza sobre o que, de fato, se espera e o que se entrega.
E grandes autores, que respeito muito, têm reforçado essa mesma direção. Simon Sinek, por exemplo, tem falado que 2025 é o ano da reconstrução dos vínculos: “As organizações que vencerão não são as mais rápidas, mas as mais humanas.” Junto a ele, Brené Brown reforça que a vulnerabilidade continua sendo o caminho mais eficaz para lideranças autênticas. E Adam Grant vem destacando que o futuro do trabalho está menos em cargos e mais em contribuição significativa: “Desempenho não é o quanto você aparece, é o quanto você agrega.”
Estamos entrando no segundo semestre. E com ele, vem também a energia e o impulso do movimento. Um novo semestre é um convite a revisitarmos nossas prioridades com a lucidez de quem já atravessou bastante do ano.
Então aqui quero deixar um convite: e se não for sobre fazer mais? Mas sobre fazer melhor? E se for sobre fazer junto? Reconhecer o que já está maduro para ser colhido e o que ainda precisa de tempo para brotar?
Florescer exige paciência. E exige também que a gente pare de se comparar. Cada um está num estágio diferente de sua jornada. Em uma das edições passadas do “Café com Sassá”, falei sobre a coragem de simplificar. Volto a esse ponto porque sigo acreditando que simplificar é um ato estupendo. É sobre dizer não ao que está em excesso. É sobre cultivar o simples. E é sobre um bom café…
Talvez seja a vida que esteja nos chamando a estar mais presentes. Talvez a pressa venha da desconexão com o que realmente importa. E talvez seja hora de aceitar que nem tudo precisa estar pronto agora. Que o melhor pode estar vindo, sim. Mas que virá no tempo certo. Com a maturidade das escolhas que fazemos hoje.
E assim como um bom café precisa do tempo exato de infusão para revelar seu melhor aroma e sabor, nossa jornada também precisa de tempo. Tempo para gestar ideias, para amadurecer conexões, para florescer com autenticidade. Sem pressa. Mas com intenção.
No meu próprio caminho, vejo o segundo semestre como um tempo de consolidação. Um momento para sustentar o que plantei, fortalecer parcerias que fazem sentido continuar fazendo a minha jornada com intencionalidade, conexões e autenticidade. Sigo com menos urgência e mais presença, confiando que o tempo certo nem sempre é o mais rápido.
E você, está encerrando ou iniciando? Que ciclo dentro de você pede fim? E qual está apenas esperando que você lhe dê passagem para começar?
Compartilhe suas impressões conosco e continue essa conversa no próximo Café com Sassá! 
Quer saber mais sobre como encerrar ciclos com consciência e florescer com autenticidade no tempo certo? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar você em sua jornada.
Salete Deon
Especialista em Gestão de Carreira e Desenvolvimento de Lideranças, Segurança Psicológica de Times pelo IISP, Liderança Feminina pela StartSe/SBE, Coach Executiva (PCC), Palestrante, Top Voice Linkedin, Fundadora da DeON Consulting
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