O post Encerrar Também é Crescer: A Importância de Fechar Ciclos na Carreira apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Iniciei meu novo ano com mudanças conscientes em meu trabalho, sendo que algumas até divulgo nas mídias sociais.
No contexto atual das organizações, a capacidade de reconhecer o momento de encerrar um ciclo tornou-se uma competência tão estratégica quanto a de iniciar um novo projeto. A neurociência tem demonstrado que o desempenho humano está diretamente relacionado à plasticidade neural — a habilidade do cérebro de se reorganizar a partir de novas experiências.
Pesquisadores como Michael Merzenich e Norman Doidge mostram que a plasticidade se fortalece quando alternamos entre períodos de estabilidade, que aprofundam competências, e momentos de transição, que ampliam repertórios. A permanência gera domínio; a mudança gera expansão. O equilíbrio entre esses dois movimentos sustenta a performance ao longo da carreira.
Em minha trajetória, vivi e tenho vivido esse movimento em diferentes momentos. Em um percebi que meu desenvolvimento pedia novas interações, perspectivas e formas de atuação. Meu cérebro e minha alma pediam novos estímulos, outras conversas bem como outras formas de pensar e sentir. A neurociência chama isso de “plasticidade experiencial”: quando nos expomos a ambientes diferentes, criamos novas conexões neurais que ampliam nossa capacidade de perceber, decidir e inovar.
Eu outro momento concluí que meu ciclo ali também havia se completado. E assim vejo hoje, a trajetória vivida nas empresas em que atuei, nos programas e projetos que conduzi, nos clientes que atendi.
Essas decisões não foram motivadas por ruptura, mas por alinhamento, continuidade. A continuidade de um movimento interno que me chama para espaços onde posso aprender, contribuir e me transformar. A neurociência reforça que a motivação e o engajamento se mantêm quando há propósito, significado, desafio e renovação. E nos casos vividos, esses elementos já não estavam tão presentes para mim.
Isso acontece porque nosso cérebro moldado pelo movimento: aprendemos quando mudamos, crescemos quando nos expomos ao novo e nos tornamos mais criativos quando nos permitimos atravessar fronteiras internas.
Saber a hora de sair é, portanto, um ato de maturidade profissional, compreender que a carreira é feita de movimentos. E que, ao honrar cada ciclo até o fim, criamos condições para iniciar o próximo com mais clareza, mais potência e mais consciência do valor que, de fato, podemos gerar.
Sair é honrar o que foi e abrir espaço para o que pode ser. É reconhecer que ciclos se completam e que, ao encerrá-los com consciência, deixamos um legado mais íntegro — para nós e para os outros.
No fim, a carreira não é uma linha reta, contínua, mas uma sequência de movimentos, conscientes ou não, que nos convidam a evoluir. E evoluir exige coragem para partir. Saber a hora de sair é tão importante quanto saber a hora de entrar. É um ato de maturidade, de respeito ao que foi construído e de compromisso com o que ainda pode ser criado. Pode não ser fácil, mas vale a pena.
Quer saber mais sobre como reconhecer o momento certo de encerrar ciclos na carreira e iniciar novos movimentos com consciência? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder..
Até o próximo artigo!
Vera Godoi Costa
https://www.linkedin.com/in/vera-costa-71830715/
Confira também: Por que Sonhar é Estratégico: A Ciência do Atrator Emocional Positivo (AEP)
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]]>O post A Vida Me Forjou Cedo: O Que Aprendi Sobre Dignidade e Liderança apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Eu poderia começar este texto falando de técnicas de liderança, gestão de pessoas, indicadores, metas e performance. Mas, honestamente, eu só consigo falar de liderança a partir de um lugar mais verdadeiro: a vida real.
Porque antes de aprender qualquer ferramenta, eu aprendi o que muitas empresas demoram anos para entender: ninguém cresce de verdade quando está apenas tentando sobreviver.
Quando eu era criança, eu via minha mãe trabalhando pesado.
Costurando, passando roupas para os outros, cozinhando em restaurantes… saindo cedo e chegando tarde. E o que mais me confundia era isso: ela ainda sorria.
Por fora, ela parecia forte.
Por dentro, eu sentia que existia um peso que não cabia no sorriso.
Um dia faltou margarina para comer com pão. Eu pedi para ir na quitanda comprar. A gente comprava “fiado”, pagava quando ela recebia. Só que, naquele dia, o dono disse que a conta tinha sido fechada. Não dava mais para nos vender até pagarmos nossa dívida.
Eu tinha menos de 11 anos e senti uma coisa que criança nenhuma deveria sentir: desespero.
Naquele instante, eu não pensei “puxa, isso é chato”. Eu pensei: “E agora? Como a gente vive?”
Eu cresci ali.
Aos 12 anos, eu comecei a trabalhar como caixa numa lanchonete na rodoviária de Goiânia. Eu estudava de manhã e às 14h ia para o trabalho. Saía de lá às 23h. E tinha uma parte que eu nunca esqueço: no fim do dia, o dono dividia as sobras de salgados com os funcionários. Ele era humano. E eu levava aquilo para casa.
E para mim, a maior alegria não era o dinheiro.
Era ver minha mãe e minhas irmãs me esperando, felizes, porque eu cheguei com comida.
Eu não estava “ajudando”.
Eu estava tentando sustentar o que faltava.
Essa é uma verdade dura, mas libertadora: ninguém entrega o melhor de si quando o básico está em risco.
Quando o time vive inseguro, desvalorizado, pressionado sem direção, com medo de errar, com sensação de injustiça… ele até pode produzir por um tempo, mas não sustenta. Vira um time cansado, reativo, defensivo.
A mente entra em modo sobrevivência.
E em modo sobrevivência, ninguém inova, ninguém coopera de verdade, ninguém sonha.
Se você quer alta performance, então o seu primeiro papel como líder é proteger o básico:
Alta performance é consequência.
Dignidade é a base.
Minha mãe sorria, mas doía.
E aquilo me ensinou a desenvolver um tipo de sensibilidade que eu, sem dúvida, considero rara na liderança: percepção.
Tem gente no seu time sorrindo e performando… mas está no limite.
Tem gente que não reclama, não confronta, não dá trabalho, e exatamente por isso passa despercebida.
Só que uma equipe não quebra sempre com barulho.
Às vezes ela quebra no silêncio.
Liderança não é só “acompanhar indicador”.
É perceber clima, microexpressões, energia, retraimento, irritação, ausência emocional.
É olhar para além do resultado e então perguntar: “Como você está sustentando isso?”
Aqui vão três práticas simples, aplicáveis e muito poderosas, para você fortalecer sua liderança na vida real:
Uma vez por semana, escolha 3 pessoas do time e então pergunte (de verdade):
E a regra é: não responda com defesa.
Só escute. Anote. E aja em pelo menos 1 ponto.
Isso muda cultura rápido, porque gera confiança.
Antes de exigir mais performance, revise:
Muitos líderes tentam “motivar” quando, na verdade, o problema é estrutura fraca e comunicação confusa.
Fortalecer liderança não é virar duro.
É virar coerente.
Coerência é o que dá segurança ao time.
Um líder coerente pode cobrar alto porque o time confia que existe respeito, verdade e justiça por trás.
A vida me forjou cedo.
E eu honro isso.
Eu honro minha mãe.
Honro a criança que sentiu desespero.
Honro a adolescente que trabalhou até tarde.
E honro as pessoas que passaram pela minha história.
Porque foi tudo isso que me ensinou uma liderança que não nasce em cargo:
nasce no caráter.
E se eu pudesse deixar uma frase para você levar hoje, seria essa:
Antes de querer um time de alta performance, construa um ambiente de dignidade.
Porque técnica sem valores não sustenta legado.
Você gosta deste tipo de conteúdo? Então siga a minha coluna na Cloud Coaching, clique aqui.
Quer saber mais sobre como desenvolver uma liderança coerente bem como construir um ambiente de dignidade para sua equipe? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar com você sobre esse tema.
Tudy Vieira
https://www.tudyvieira.com.br/
Confira também: Liderança Sem Verdade é Gestão de Aparência
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]]>O post O Verdadeiro Eu diante do Mundo Corporativo apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Quando falo de sucesso, refiro-me, antes de tudo, a estar bem consigo.
A viver de forma coerente entre o que pensa, o que sente e o que faz.
Essa coerência sustenta a inteireza, um estado interno que se manifesta quando o líder age a partir do próprio eixo, reconhece-se nas decisões que toma e mantém de fato um alinhamento entre intenção, discurso e ação. Em ambientes corporativos complexos, essa consistência deixa de ser apenas um valor pessoal e passa então a ocupar um lugar estratégico.
A liderança contemporânea opera sob pressão constante por resultados, adaptação e , sem dúvida, velocidade. Nesse cenário, profissionais altamente capacitados passam a atuar de forma cada vez mais ajustada às expectativas externas. Com o tempo, a referência interna que orienta decisões, relações e posicionamentos pode perder força.
Quando essa desconexão acontece, então o efeito se revela de maneira progressiva. A atuação segue tecnicamente eficiente. Ao mesmo tempo, a consistência relacional se enfraquece. A comunicação torna-se funcional, as relações assumem um caráter mais transacional e assim o líder entrega o que é solicitado sem, necessariamente, sustentar sentido no que constrói.
Esse fortalecimento ocorre quando há atenção consciente às próprias escolhas, clareza sobre o que sustenta o sentido do trabalho e responsabilidade na forma de se relacionar.
Líderes que operam a partir desse lugar constroem ambientes mais confiáveis, tomam decisões com maior consistência e estabelecem relações baseadas em clareza, respeito e presença efetiva.
O desenvolvimento da autoconsciência ocupa posição central nesse processo. Algumas atitudes sustentam esse amadurecimento, a saber:
Essa compreensão fundamenta a metodologia COMURE (Comportamentos que Mudam Resultados). O modelo parte do princípio de que transformações organizacionais consistentes dependem de evolução comportamental, relacional e coletiva.
A COMURE orienta líderes e equipes a reconhecerem como atitudes cotidianas, padrões de relação e formas de decisão influenciam diretamente a cultura, o desempenho e os resultados das organizações. O foco está na construção de uma consciência coletiva capaz de sustentar mudanças estruturais ao longo do tempo.
A Allure Desenvolvimento Humano construiu sua reputação atuando nesse campo, ao lado de líderes, equipes e empresas que compreendem que gestão ultrapassa processos e indicadores. Por meio de programas de gestão da cultura organizacional, a Allure apoia organizações na criação de ambientes mais maduros, responsáveis e coerentes, onde comportamentos alinhados fortalecem resultados consistentes.
Liderar, hoje, exige competência técnica, clareza relacional e escolhas conscientes. Quando esses elementos integram, o impacto deixa de ser circunstancial e passa a se consolidar de forma estrutural.
Eu sou Cristiane Maziero, escritora, mentora, coach.
Quer saber mais sobre como desenvolver inteireza na liderança e fortalecer resultados de forma consciente e sustentável diante do mundo corporativo ? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo.
Cristiane Maziero
Fundadora/Idealizadora @ Allure Desenvolvimento Humano | Psicologia Transpessoal
Instagram: @inspiradora_de_lideres
Facebook: Allure Desenvolvimento Humano
LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/cristianemaziero/
Site: https://www.alluredh.com.br
WhatsApp: (11) 99878-1452
E-mail: crismaziero@alluredh.com.br
Acompanhe conteúdos no YouTube: @inspiradora_de_lideres
Confira também: O Chamado da Alma: Quando o Corpo Pede Pausa e a Consciência Pede Verdade
O post O Verdadeiro Eu diante do Mundo Corporativo apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O post O Mesmo Padrão Que Você Vive em Casa, Vive no Trabalho e em Todas as Outras Áreas da Sua Vida! apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Olá!
Sou Sarah Martins, Mentora de Autoliderança, Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional. Atuo apoiando pessoas que queiram ser líderes da sua própria vida, podendo estender para empresas ou não. Trago o entendimento de qual seu perfil, e com isso montamos um plano de ação claro com suas habilidades, pontos de crescimento e desejos.
Ao longo da minha trajetória, percebi que o maior diferencial de qualquer pessoa não está apenas nas habilidades técnicas, mas na forma como ele se relaciona consigo mesmo, com as emoções, com os desafios e com as pessoas ao seu redor.
Acredito que liderança começa de dentro para fora. Quando aprendemos a nos observar, regular emoções, reconhecer padrões e agir com intenção, além de termos um plano claro de onde estamos indo, as coisas começam a mudar. Os resultados aparecem como consequência.
Nesta coluna, você pode esperar reflexões práticas e profundas sobre ser líder sua própria vida. Além de entender como as pessoas se comportam dentro de sua área profissional também como consequência.
A proposta é provocar consciência, ampliar perspectivas e oferecer caminhos possíveis para quem busca evoluir respeitando que você já é.
Seja bem-vindo(a).
Sarah Martins
Muitas empresas sabem dessa informação, mas não percebem no dia a dia como isso funciona. E mais, não fazem ideia de que você pode identificar esses padrões logo na entrevista.
Sabe aquele funcionário que, na entrevista, fala super bem, se conecta com todo mundo logo de cara, sai cumprimentando as pessoas, está sempre com um sorriso, e depois de um tempo na empresa, começa a apresentar problemas relacionais com os colegas.
Pessoas com esse perfil tendem a ser extremamente comunicadoras, sensíveis, intuitivas e são excelentes para gerenciar conflitos. Elas entendem o que se passa com o outro, sem que o outro nem mesmo precise falar uma palavra. Elas são excelentes em estar à frente de eventos e trabalhar com pessoas.
O ponto é quando elas estão em dor, seja em casa ou no trabalho, começam a se sentir abandonadas e esse comportamento começa a se repetir em todo lugar e com frequência. Elas começam a se distanciar das pessoas, preferem ficar sozinhas, e se sentem emotivas de uma hora para outra. Muitas vezes até vão para os excessos, como comida, compras e jogos. Sua performance começa a cair.
Se planeje para estar ao redor de pessoas. E tenha certeza que essas pessoas não vão criticá-las. Às vezes nem sequer precisam interagir. O que para muitos pode ser considerado distração, para eles é produtividade. O ponto aqui é apenas evitarem lugares e ambientes onde elas não possam existir, onde possam ser criticadas, por estarem mais emotivas e sensíveis.
A maior dor dessas pessoas é a de estar sendo abandonada, esquecida, não vista. E seu maior recurso é o da comunicação, o sexto sentido, a conexão com as pessoas.
Agora a melhor parte: todos nós temos uma porcentagem desse traço! E uma vez que você aprende a usá-lo, ou no caso tirá-los da dor se for a situação atual, você passa a ter maior controle emocional sobre suas emoções. E tendo essas informações, você passa a se entender e entender melhor as pessoas, e seus relacionamentos ficam melhores.
Quer saber mais sobre como lidar com suas emoções e seus padrões emocionais e desenvolver autoliderança na sua vida e no trabalho? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Sarah Martins
Mentora de Autoliderança, Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional
http://linkedin.com/in/sararmartins
Não deixe de acompanhar a coluna Diário do Seu Corpo.
O post O Mesmo Padrão Que Você Vive em Casa, Vive no Trabalho e em Todas as Outras Áreas da Sua Vida! apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O post Quando Tudo Vira Urgência, Vender Deixa de Ser Leve apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Existe uma sensação silenciosa que ronda muitas empresas hoje: tudo é urgente.
O pedido é urgente; A resposta é urgente; O cliente é urgente; A meta é urgente.
E quando tudo vira urgência, então algo importante se perde no caminho: a clareza.
E sem clareza, vender deixa de ser leve.
No papel, muitas empresas falam sobre experiência do cliente, humanização e cuidado. Mas, na prática, vivem apagando incêndios. O dia a dia vira uma sucessão de exceções, improvisos e decisões tomadas sob pressão.
E isso não pesa só para quem compra — pesa, principalmente, para quem vende.
Existe uma diferença grande entre ser ágil e viver no modo urgência.
Agilidade nasce de processos bem definidos.
Urgência constante, quase sempre, nasce da falta deles.
Quando tudo precisa ser resolvido “para ontem”, o time trabalha no limite, o atendimento responde no automático e, sem dúvida, o cliente sente. Sente na resposta atravessada, na promessa que não se cumpre, no “deixa eu verificar” que nunca volta.
A venda até acontece, mas vem acompanhada de desgaste. E desgaste não escala.
Vendas com leveza não nascem da pressa. Nascem da previsibilidade.
Um ponto pouco falado é que a forma como a empresa se organiza internamente reflete diretamente no comportamento do cliente. Quando tudo é tratado como exceção, o cliente aprende que precisa pressionar para que possa ser atendido.
É aquele cenário conhecido:
Sem perceber, a empresa educa o cliente a agir na urgência também. E dessa forma o ciclo se repete: mais pressão, mais cobrança, mais ruído, menos leveza.
Não porque o cliente é difícil, mas porque o “sistema” ensinou esse caminho.
Outro ponto que já não dá mais para fingir que não vemos: atendimento não conserta processo ruim. Ele até ameniza, segura, acolhe… mas não sustenta.
Quando os procedimentos são confusos, prazos são irreais ou decisões mudam o tempo todo, então o atendimento vira a linha de frente do erro. É ali que chegam as frustrações, as cobranças e o cansaço emocional de quem atende e de quem compra.
Nenhum time aguenta, por muito tempo, ser o amortecedor de uma operação desorganizada. E nenhuma venda é leve quando quem está do outro lado está sempre tentando “dar um jeito”.
Leveza começa muito antes da resposta ao cliente. Começa na decisão interna.
Vivemos a cultura do imediatismo. A ideia de que responder rápido é sempre melhor do que responder bem. Isso tem custo.
Responder no susto gera retrabalho, prometer rápido gera frustração e decidir sob pressão gera exceções que viram regra.
Empresas mais maduras entendem que nem tudo precisa ser resolvido na mesma hora mas tudo precisa ser bem comunicado. Quando há clareza de prazos, critérios e caminhos, então a ansiedade diminui e a relação se fortalece.
Leveza não é lentidão. É intenção e alinhamento.
Muitas vezes, o volume de pedidos, mensagens e solicitações não é o verdadeiro problema. O problema está em como tudo é, de fato, priorizado, organizado e comunicado.
Quando tudo é urgente:
Vendas com leveza pedem escolhas conscientes: o que é prioridade, o que pode esperar, o que precisa ser revisto.
Talvez o convite aqui não seja para fazer mais, responder mais rápido ou correr mais. Talvez seja para pausar e se perguntar:
Vendas com leveza não acontecem por acaso. Elas são consequência de processos possíveis, decisões sustentáveis e comunicação honesta.
Porque quando tudo vira urgência, vender deixa de ser leve e quando a urgência diminui, a qualidade aparece.
Quer saber mais sobre como construir vendas com leveza sem viver refém da urgência constante? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo mês!
Renata Cristina Paulino
https://www.linkedin.com/in/renatapaulino/
Confira também: Vendas com Leveza em 2026: O Que Não Dá Mais para Fingir que Não Vemos
O post Quando Tudo Vira Urgência, Vender Deixa de Ser Leve apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O post O Labirinto Digital: Desarmando os Mecanismos de Defesa no Século 21 – Um Guia para Terapeutas, Psicanalistas, Coaches e Mentores apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Vivemos em um século paradoxal. Nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão isolados. A tecnologia que prometia aproximar distâncias criou, de fato, abismos existenciais. Como profissionais que lidam com a alma humana – psicanalistas, terapeutas, coaches e mentores – enfrentamos um desafio inédito: os mecanismos de defesa clássicos se metamorfosearam, ganharam roupagens digitais e certamente se tornaram mais sofisticados do que Freud jamais poderia imaginar.
Este artigo não é apenas um guia técnico, mas um mapa para navegar nas complexidades da psique contemporânea. Uma bússola para orientar aqueles que se dedicam a ajudar outros a encontrar seu caminho no labirinto do século 21.
No século passado, projetávamos nossos conflitos em pessoas próximas. Hoje, projetamos em algoritmos, redes sociais e sistemas. O paciente não diz “meu chefe me odeia”, mas “o algoritmo do LinkedIn não mostra meu perfil”.
Como trabalhar:
A negação clássica ganhou um aliado poderoso: o scroll infinito. Em vez de enfrentar problemas, deslizamos por feeds, notificações e conteúdos que nos mantêm em estado de negação permanente.
Estratégias terapêuticas:
Nas redes sociais, criamos versões idealizadas de nós mesmos. Essa formação reativa digital é mais perigosa porque é coletivamente validada através de likes e compartilhamentos.
Intervenções:
Transferimos nossa capacidade de decisão para algoritmos e estatísticas. Por exemplo, “O Tinder diz que não sou atraente”, “O LinkedIn diz que não sou qualificado”. A racionalização agora tem “provas científicas”.
Abordagem:
A frustração no trabalho vira raiva no trânsito, que vira briga no WhatsApp, que então vira postagem passivo-agressiva no Instagram. A cadeia de deslocamento se estende por meio de múltiplas plataformas.
Técnicas:
Peça ao cliente para trazer prints de seu feed e então analise:
Exercício:
Pergunte, por exemplo: “Se seu feed fosse seu inconsciente, o que ele estaria tentando dizer?”
Em vez de pedir um diário tradicional, sugira então:
Peça ao cliente para:
Pergunta poderosa: “Quem você precisa ser online para que você se sinta aceito offline?”
No século 21, a atenção é a nova moeda. Trabalhe, por exemplo:
O maior paradoxo do nosso tempo é este: estamos hiperconectados tecnologicamente, mas hipodesconectados humanamente. Nossa tarefa como profissionais da psique não é demonizar a tecnologia, mas humanizar o digital.
Os mecanismos de defesa não são inimigos a serem destruídos, mas portas a serem compreendidas. No século 21, essas portas têm fechaduras digitais, mas ainda abrem para as mesmas salas antigas: medo, desejo, amor, perda.
Nossa missão é dupla:
O terapeuta do século 21 não é um técnico de softwares emocionais, mas um tradutor entre mundos. Uma ponte entre o digital e o humano. Entre a persona e a pessoa. Entre a defesa e a autenticidade.
Quer saber mais sobre como compreender e trabalhar os mecanismos de defesa digitais no século 21? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar com você a respeito.
Um abraço e até a próxima!
Iússef Zaiden Filho
Psicanalista, Terapeuta e Coach
http://www.izfcoaching.com.br/
Confira também: Ansiedade e Autocrítica no Século 21: Estratégias Práticas para Psicanalistas, Terapeutas e Coaches
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]]>O post A Voz, o Silêncio e a Arte de Escutar: Como a escuta consciente integra o que dizemos, o que calamos e quem nos tornamos no caminho apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Querido leitor,
Vivemos em um tempo ruidoso. Não apenas pelos sons que nos cercam, mas pelo excesso de palavras, opiniões, respostas rápidas e posicionamentos imediatos. Falar tornou-se quase um reflexo automático. Silenciar, por outro lado, passou a ser confundido com ausência, fraqueza ou falta de conteúdo. E talvez por isso seja tão urgente resgatar o valor simbólico da voz e do silêncio como dimensões complementares da consciência.
Ela organiza a comunicação com o mundo e com a gente mesmo. Dá contorno ao que antes era apenas sensação difusa. Nomear sentimentos, expressar limites, compartilhar ideias — tudo isso cria pontes. A voz abre caminhos internos e externos. E quando bem alinhada, então ela não invade nem impõe, ela alcança.
Mas há um ponto delicado que muitas vezes ignoramos: a voz não nasce pronta. Ela precisa de espaço para se tornar verdadeira. E esse espaço é o silêncio.
Ele é um campo fértil. Um intervalo vivo onde a escuta se aprofunda. É no silêncio que percebemos se o que estamos prestes a dizer vem da presença ou da reação, da alma desperta ou do ego. É nele que a palavra encontra raiz antes de ganhar forma. Sem esse intervalo, então a voz tende a se tornar ruído, mesmo quando carrega boas intenções.
Existe uma sabedoria sutil na alternância entre falar e silenciar. Há momentos em que a vida pede expressão clara. E há outros em que ela convida ao recolhimento atento. Não como oposição, mas como dança. Voz e silêncio não competem. Eles se sustentam.
Quando silenciamos com presença, então algo se reorganiza internamente. A escuta se amplia, não apenas do outro, mas de nós mesmos. Passamos a ouvir nuances, entrelinhas, gestos, o que não foi dito. E essa escuta refinada transforma a qualidade da nossa comunicação. A palavra que nasce depois do silêncio costuma carregar mais verdade, menos excesso, mais direção.
Talvez o maior aprendizado dessa metáfora seja perceber que existe algo ainda mais essencial do que a voz ou o silêncio: a escuta. É ela que integra, sustenta o que é dito e o que permanece guardado. Escutar é um gesto profundo de maturidade emocional e espiritual. Um gesto que não apressa, não julga e não precisa provar nada.
Em um mundo que fala demais, escutar se torna um ato de sabedoria e coragem. Coragem de não reagir imediatamente, de permitir que o tempo organize o que ainda está em formação, de confiar que nem toda verdade precisa ser dita agora — algumas precisam primeiro ser compreendidas.
Uma das formas mais simples e profundas de aprender a ouvir antes de falar é pausar o corpo. Antes de responder, observe a respiração. Um ciclo consciente de inspiração e expiração já cria espaço suficiente para perceber de onde a palavra quer nascer. Muitas vezes, essa pausa revela que não é a voz que precisa sair, mas o silêncio que precisa permanecer.
Outra prática essencial é escutar sem formular resposta. Quando estamos realmente presentes, não ensaiamos argumentos enquanto o outro fala. Apenas ouvimos. Isso exige humildade e confiança. Humildade para não ocupar o espaço com a própria urgência. Confiança de que a palavra certa surge quando é tempo — e não quando é ansiedade.
Também aprendemos a escutar quando nos perguntamos, com honestidade: o que me move agora? É clareza? É cuidado? Ou é defesa? Essa pergunta simples reorganiza a comunicação por dentro. Às vezes, ela nos conduz à fala consciente. Outras vezes, ao silêncio necessário.
Há ainda o exercício do silêncio habitado. Não aquele silêncio tenso, carregado de contenção, mas o silêncio vivo — aquele que permanece disponível, atento, acolhedor. Um silêncio que escuta com os olhos, com o corpo, com a sensibilidade. Ele não se fecha. Ele sustenta.
Escutar antes de falar — ou antes de se calar — é reconhecer que toda comunicação verdadeira nasce de um espaço mais profundo do que o som. Nasce da presença. E a presença sempre sabe o momento certo de dizer, de esperar ou de simplesmente estar.
Que possamos, querido leitor, aprender a honrar tanto a nossa voz quanto os nossos silêncios. E, sobretudo, cultivar a escuta como esse espaço vivo onde a consciência amadurece e a comunicação ganha sentido.
Porque, no fim, não é sobre falar mais ou calar mais.
É sobre estar presente o suficiente para saber quando cada um é necessário.
Quer saber mais sobre como desenvolver escuta consciente para transformar sua comunicação e presença no mundo? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Com carinho,
Shirley Brandão
Mentora de Prosperidade Integral, escritora e terapeuta sistêmica
https://shirleybrandao.com.br/
@shirleybrandaooficial
Confira também: O Barco, o Submarino e o Mar: As Diferentes Formas de Crescimento e os Processos Invisíveis da Vida
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]]>O post Educação Financeira nas Prefeituras: Por Que o Tema se Tornou Imprescindível apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>A gestão pública brasileira entra em 2026 diante de um cenário cada vez mais complexo. Pressão por eficiência, aumento dos custos operacionais, crescimento dos afastamentos de servidores por questões de saúde e maior cobrança da sociedade por políticas públicas sustentáveis colocam as prefeituras no centro de um desafio estrutural: cuidar das pessoas para garantir a continuidade dos serviços essenciais.
Nesse contexto, a educação financeira deixa de ser um tema complementar e passa então a ocupar um papel estratégico dentro da administração municipal.
O endividamento crônico de servidores públicos, especialmente professores, profissionais da saúde e equipes administrativas, tornou-se um dos principais fatores associados ao adoecimento mental, à queda de produtividade e ao aumento de licenças médicas. Em muitas prefeituras, não é raro que uma única função precise ser coberta por dois ou três profissionais devido a afastamentos sucessivos.
Embora nem sempre seja tratado de forma explícita, o fator financeiro está diretamente ligado a esse cenário. Crédito consignado elevado, falta de planejamento financeiro, uso inadequado da renda e ausência de orientação estruturada geram um ciclo contínuo de estresse, ansiedade e instabilidade, com impacto direto nos cofres públicos e na qualidade do serviço prestado à população.
Em 2026, ignorar essa realidade já não é mais uma opção para os gestores municipais.
Quando aplicada de forma estruturada, a educação financeira atua como uma política pública preventiva. Ela reduz riscos antes que eles se transformem em custos elevados para a administração.
Prefeituras que implementam programas de educação financeira observam benefícios claros, como:
Trata-se de uma abordagem que atua na causa do problema, e não apenas em seus efeitos.
A obrigatoriedade da educação financeira prevista na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) torna as escolas públicas um ponto de partida natural para os municípios. No entanto, o impacto vai muito além dos alunos.
Ao capacitar professores, gestores escolares e equipes pedagógicas, a prefeitura promove uma transformação que alcança toda a comunidade escolar. Professores mais equilibrados financeiramente tendem a apresentar menor índice de adoecimento, maior estabilidade emocional e melhor desempenho em sala de aula. Os alunos levam esse conhecimento para casa, influenciando diretamente as famílias.
O resultado é a formação de uma comunidade mais consciente, autônoma e preparada para lidar com seus recursos.
Em 2026, a saúde mental consolida-se como uma das principais preocupações do setor público. O aumento dos afastamentos, a sobrecarga das equipes ativas e o crescimento dos custos indiretos exigem soluções integradas.
A educação financeira, quando associada a programas de bem-estar e qualidade de vida, torna-se uma ferramenta poderosa. Ao ajudar o servidor a organizar sua vida financeira, a gestão pública contribui diretamente para a redução do estresse, a melhora da autoestima e o fortalecimento da estabilidade emocional.
Cuidar da saúde financeira do servidor é, na prática, cuidar da saúde institucional da prefeitura.
A atuação das prefeituras não se limita aos servidores. Programas de educação financeira voltados a comunidades específicas, como microempreendedores, mulheres empreendedoras, beneficiários de programas sociais e trabalhadores informais, fortalecem o desenvolvimento econômico local.
Municípios que integram educação financeira a políticas de microcrédito, geração de renda e assistência social conseguem reduzir a dependência contínua de benefícios e dessa forma estimular a autonomia financeira da população. Em vez de ações pontuais, cria-se um ciclo sustentável de desenvolvimento.
O ano de 2026 representa um momento decisivo para as administrações municipais. A combinação entre maior fiscalização, cobrança por resultados, escassez de recursos e aumento das demandas sociais exige uma nova forma de pensar políticas públicas.
A educação financeira se consolida como um eixo transversal, capaz de impactar educação, saúde, assistência social, administração e desenvolvimento econômico ao mesmo tempo.
Prefeituras que incorporam esse tema à sua estratégia não apenas cumprem obrigações legais ou respondem a demandas imediatas, mas constroem bases sólidas para uma gestão mais eficiente, humana e sustentável.
Mais do que um programa, a educação financeira representa uma mudança de mentalidade. Em 2026, investir na organização financeira das pessoas é investir na estabilidade das instituições, na eficiência da gestão bem como na qualidade de vida da população.
Para as prefeituras, o recado é claro: educação financeira deixou de ser opcional. Tornou-se uma ferramenta indispensável para quem deseja governar com responsabilidade, visão de longo prazo e, sem dúvida, compromisso com o desenvolvimento social.
Quer saber mais sobre como a educação financeira pode transformar a gestão pública municipal e fortalecer servidores e comunidades? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Um grande abraço,
Reinaldo Domingos
Presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN), PhD em Educação Financeira e criador da Metodologia DSOP. Autor de mais de 150 obras sobre o tema, incluindo o best-seller “Terapia Financeira”
https://www.dsop.com.br
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]]>“Nunca tivemos tanta informação. Nunca estivemos tão paralisados. O problema não é falta de dados — é falta de musculatura coletiva para sustentar escolhas difíceis.”
Caro leitor, preciso de uma resposta honesta:
De um lado, a ciência está aí — números, curvas, relatórios, imagens — insistindo que nosso modelo civilizacional não fecha as contas com a realidade: biodiversidade em queda, clima instável, riscos sistêmicos se acumulando.
Do outro, o imaginário dominante acelera na direção oposta: data centers em órbita, promessas de inteligência artificial como salvação, uma fé tecnológica que parece não ter limite — mesmo quando o preço é alto, social e moralmente: concentração radical de riqueza, assimetrias de poder e um futuro “aumentado” que sugere um novo ser humano-ciborgue reservado para os poucos.
Não por falta de informação, mas pelo excesso — e pela ausência de um diálogo coletivo. Quando eu era adolescente, eu acreditava numa ideia simples: “quando a informação chegar, a consciência virá; quando a consciência vier, a mudança começa”. Hoje a informação chegou, em abundância. O que não chegou, com a mesma força, foi a capacidade coletiva de escutar o que esses dados significam — de construir uma resposta que seja, de fato, uma prova de escuta.
Minha tese é simples: informação não basta. Nossa programação é afinada para a sobrevivência imediata e individual; quando o desafio exige pensar a sobrevivência coletiva nas próximas décadas, nos faltam instrumentos — e, sobretudo, inteligência coletiva — para cocriar respostas à altura dos desafios.
A crise é grande demais para caber numa mente isolada, e nossa vida moderna — acelerada, fragmentada, hiperestimulada — nos treina para o oposto: resposta curta, indignação breve, esquecimento rápido. Sem falar na multiplicação dos sofrimentos individuais, que trava qualquer reflexão. A mente entra em curto-circuito não por falta de inteligência, mas por falta de ferramentas sociais, de espaços e de diálogo. Abaixo, cinco motivos para nossa surdez coletiva.
Os pontos de ruptura do clima e da biodiversidade operam em décadas, a política, em ciclos de 4 ou 5 anos. As decisões são desenhadas para sobreviver à próxima eleição, ao próximo relatório anual, ao trimestre, à meta, ao bônus… não para atravessar a próxima geração. O planeta fala em tempo longo; nós respondemos com urgências pequenas. Falta um sistema capaz de sustentar compromissos além do mandato.
O viés hiperbólico do futuro faz o amanhã parecer sempre menos urgente do que o alívio de hoje. O sofrimento das próximas décadas, mesmo quando previsível, perde para o conforto imediato do presente. E assim adiamos… enquanto o mundo real não adia, ele acontece – inexoravelmente.
Clima estável e biodiversidade são bens comuns. Embora cada um de nós dependa deles, ninguém sente posse. O incentivo então se distorce: “se eu abrir mão do ganho imediato, outro não abrirá.” A floresta vira oportunidade, o carbono vira externalidade, o oceano vira estoque. E a economia, como está desenhada, frequentemente premia essa lógica: mede lucro, escala e velocidade — e o que não é medido (vida, regeneração, tempo longo) vira detalhe. A pergunta deixa de ser “por que as pessoas não mudam?” e passa então a ser mais cruel: como esperamos mudança se o sistema paga por não mudar?
O colapso raramente chega como um evento único e inequívoco. Ele chega como normalização. O extraordinário vira rotina: “verão forte”, “azar”, “sazonalidade”. Sem um único culpado, a urgência evapora. E, quando a urgência evapora, a responsabilidade também se dissolve: cidadãos culpam governos, governos culpam empresas, empresas culpam consumidores, consumidores culpam “o sistema”. Quando todo mundo é responsável, ninguém se sente responsável o suficiente para que possa começar. A responsabilidade difusa vira uma apatia organizada — e o relógio ecológico continua rodando.
Além disso, sofremos do viés de linearidade — projetamos o futuro como uma continuação suave do presente — e do viés de normalidade, que nos faz apostar que nada ‘quebra’ de repente. Só que sistemas complexos não avisam com delicadeza: mudam por saltos. O planeta funciona com pontos de ruptura e efeitos em cascata. A governança humana, no entanto, costuma operar por negociação lenta, interesses divergentes, ciclos eleitorais e cumprimento voluntário. Exatamente o oposto do que sistemas não-lineares exigem. E aqui vale lembrar: atraso não é neutro. Atraso é decisão — porque em sistemas complexos, tempo perdido vira irreversibilidade.
Volto ao início: não é falta de conhecimento. É falha de escuta. Escuta, aqui, não é consumir informação; é admitir seus limites como indivíduo, sair da paralisia e procurar ferramentas, espaços, rituais de conversa real para uma nova democracia transgeracional, vínculos, capacidade de sustentar escolhas ao longo do tempo. Precisamos exercitar um músculo coletivo para encarar o viés hiperbólico do futuro e escolher, juntos, o que de fato queremos preservar — e o que precisamos abandonar.
Se você chegou até aqui, eu faço então uma pergunta simples: onde esse assunto falha para você? No medo? No cansaço? Na falta de tempo? Na sensação de impotência? Ns descrença nas instituições? Ou na ausência de espaços para conversar de verdade?
Eu quero ler você. Eu quero escutar você.
Quer saber mais sobre como o viés hiperbólico do futuro e a falha de escuta impactam nossas decisões coletivas e o futuro da sociedade? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Thomas BRIEU
https://www.linkedin.com/in/thomas-brieu/
https://www.instagram.com/thomasbrieu_/
Autor do livro “Escutatória” – Link: https://www.h1editora.com/produto/escutatoria-150183
Coautor do livro “Escute Expresse e Fale” – https://encurtador.com.br/31Vwa
Leia o meu artigo da edição anterior: A Magia das Provas de Escuta: Como Criar Conexões Verdadeiras e Comunicação de Alto Impacto
Confira também: Nada é Óbvio: O Risco de Não Dizer o Que Precisa Ser Dito
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]]>Amigos leitores, hoje decidi trazer em debate um assunto que nos fascina e é um ponto central do nosso desenvolvimento humano na era digital:
Muitas vezes, pensamos que as redes sociais são apenas lugares de reclamação, o famoso “muro das lamentações”. Mas a verdade é que o elogio — o chamado boca a boca eletrônico positivo (e-WOM) — é uma engrenagem poderosa de conexão humana e altruísmo. Para mergulhar nesse tema, estou usando como base especial um estudo acadêmico fascinante de Daniel Tubenchlak e três outros colegas seus da FGV – Fundação Getulio Vargas, pessoas por quem tenho enorme carinho.
O acadêmico Diego Favari foi meu colega de mestrado e doutorado, Marco Tulio Zanini foi meu coorientador do mestrado, e Rafael Goldszmidt foi meu coorientador do doutorado. E, por coincidência descubro os três em um mesmo e afinado estudo, publicado na RAC – Revista de Administração Contemporânea. Também utilizei aqui outras referências que ajudam a entender o que se passa na nossa cabeça quando clicamos em “compartilhar”.
Imagine que você está tomando café com um amigo e conta: “Cara, fui a um restaurante ontem, em que a comida era divina e o atendimento me fez sentir em casa!”. Isso é boca-a-boca tradicional. Quando se trata de mídia social, esse “cafezinho” ganha um megafone. O estudo citado investigou o que leva as pessoas a fazerem isso. E os pesquisadores concluíram que, ao contrário do que muita gente pensa, ganhar descontos ou prêmios (incentivos econômicos) quase não motiva o elogio sincero nas redes sociais. O que nos move é algo muito mais profundo e “humano”, sendo explicado pela Sociologia e Psicologia.
A seguir, vamos analisar algumas dessas descobertas:
Uma das maiores motivações encontradas foi a preocupação com os outros consumidores. Quando você posta que aquele curso de desenvolvimento pessoal mudou sua vida, sua intenção primária não é ajudar o dono do curso, mas sim garantir que outras pessoas também tenham essa experiência transformadora. Isso é puro desenvolvimento humano! É o altruísmo em sua forma digital. Nós sentimos prazer em sermos úteis. Queremos que nossos amigos façam boas escolhas e evitem ciladas. O estudo mostra que, quanto mais fortes são nossos laços com as pessoas na rede, mais forte será esse desejo de ajudar.
Sabe quando você tem uma experiência tão incrível, que parece que vai “explodir” se não contar para alguém? O artigo citado chama isso de extravasar emoções positivas. O consumo, hoje, não é só sobre o objeto que se está a consumir, mas é principalmente sobre a emoção que acompanha o consumo. Compartilhar essa alegria ajuda a processar o que sentimos e, de quebra, “contagiamos” os outros. Aqui entra um conceito extra do autor Jonah Berger, no seu livro Contágio. Ele explica que a emoção é um dos combustíveis da viralização. Emoções de alta ativação (como o encantamento ou a surpresa) dão um “balde” de energia que nos impele à ação de compartilhar. É como se o post fosse um transbordamento do nosso bem-estar interno.
Embora o estudo publicado na RAC foque muito no altruísmo, não podemos ignorar o nosso ego. Outra referência importante é a proposta de Moeda Social (também de Jonah Berger). Quando compartilhamos algo bacana, inteligente ou sofisticado, isso reflete em nós mesmos. Ao dizer que leu um livro denso de filosofia e adorou, uma pessoa se faz parecer inteligente e profunda. No desenvolvimento humano, isso fala sobre a construção da nossa identidade digital. Usamos nossas indicações para dizer ao mundo: “Olha quem eu sou e o que eu valorizo”.
Outro achado interessante do artigo base é o desejo de ajudar a empresa. Quando somos muito bem tratados, desenvolvemos um sentimento de gratidão e reciprocidade. Sentimos que “devemos uma cortesia” àquele pequeno empreendedor ou àquela marca que resolveu nosso problema com carinho, atenção e qualidade. O elogio público é a nossa forma de retribuir o valor recebido. É a isso que chamamos de Teoria da Troca Social em plena ação: trocamos um bom serviço por uma boa avaliação que será compartilhada em nosso grupo social..
Por que falar disso num grupo de desenvolvimento humano? Porque a forma como interagimos online molda nossa saúde mental e nossas relações:
Antes de finalizar, cabe aqui esmiuçar um pouco mais as propostas do livro Contágio. Para nosso desenvolvimento humano, as ideias de Berger são muito relevantes porque mostram que o “compartilhar” é um reflexo da nossa identidade, pois compartilhamos aquilo que nos faz parecer mais inteligentes, descolados ou bondosos diante dos outros. É como se cada postagem fosse um tijolinho na construção da nossa imagem pública. Além disso, Berger fala dos “gatilhos”: estímulos do ambiente que nos fazem lembrar de algo. Se um conteúdo de autoconhecimento consegue se conectar com algo do seu cotidiano — como o café da manhã —, a chance de você falar dele para alguém explode.
Outro ponto relevante do livro é a do “Cavalo de Troia”. Sabemos que um dado técnico sobre Psicologia pode ser complexo, mas uma história real de superação conquista nossa mente! Berger explica que informações valiosas viajam disfarçadas de narrativas e, quando alguém conta uma história emocionante, então a lição de moral ou o benefício do produto vai “de carona” com ela. Não é apenas marketing, mas sim como nossa mente processa o que é relevante e decide o que merece ser passado adiante para fortalecer nossa tribo.
Da próxima vez que você postar um elogio ou comentário positivo sobre um produto ou serviço, saiba que está exercendo seu altruísmo, fortalecendo sua rede de contatos e transbordando algo bom que aconteceu com você. O boca-a-boca positivo é, no fundo, uma conversa sobre valores e sobre o cuidado que temos uns com os outros. É claro que, nas redes sociais, encontraremos muitos influenciadores ganhando dinheiro para fazerem isso, porém nosso caso é de outra esfera, contexto e cenário.
Indo além, entenda ainda mais e o que você pode aprender sobre o livro Contágio, a partir do vídeo abaixo, o qual resume os princípios de Jonah Berger sobre o porquê de compartilharmos conteúdos, complementando a visão do artigo acadêmico sobre as motivações psicológicas por trás do elogio digital. E quanto a você, o que motiva a dar aquele “cinco estrelas” ou a fazer um post elogiando algo?
Eu sou Mario Divo e posso ser encontrado pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.
Quer saber mais sobre como o boca a boca eletrônico positivo influencia relações, identidade e desenvolvimento humano nas redes sociais? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até nossa próxima postagem!
Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br
Confira também: A Mimetização da Profundidade: Técnica ou Alma?
Referências Bibliográficas BERGER, Jonah. Contágio: por que as coisas pegam. Tradução de Marcello Lino. 1. ed. Rio de Janeiro: Leya, 2014. TUBENCHLAK, Daniel Buarque; DE FAVERI, Diego; ZANINI, Marco Tulio; GOLDSZMIDT, Rafael. Motivações da Comunicação Boca a Boca Eletrônica Positiva entre Consumidores no Facebook. RAC - Revista de Administração Contemporânea, Rio de Janeiro, v. 19, n. 1, art. 6, p. 107-126, jan./fev. 2015. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1982-7849rac20151998
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