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Tendências Tecnológicas Estratégicas do Futuro!

Caso as organizações não planejem e avaliem como tratar essas tendências tecnológicas, em pouco tempo, os impactos negativos aparecerão de maneira bastante frequente.

Tendências Tecnológicas Estratégicas do Futuro!

Tendências Tecnológicas Estratégicas do Futuro!

Em um dinâmico mundo VUCAH, como já descrevemos neste espaço inúmeras vezes, acaba sendo recorrente a abordagem sobre o contexto bastante disruptivo no qual a tecnologia tem presença preponderante.  Porém, quando alguém quer identificar aquelas tecnologias mais estratégicas para nosso “olhar à frente”, o assunto requer ciência, competência e estudo aprofundado. Fundada em 1979 e presente em mais de 100 países, com 14 mil clientes, a Gartner é uma empresa de consultoria britânica com liderança global quando se trata de pesquisa avançada em tecnologias, fornecendo assim conhecimentos relevantes relacionados à construção das organizações do futuro.

No início deste ano de 2021, assinado por Brian Burke (VP de Pesquisa e Desenvolvimento da Gartner), foi publicado estudo com o título Principais tendências de tecnologia para 2021. As principais tendências de tecnologia estratégica apontadas destacam oportunidades e impactos significativos para os próximos anos. Gestores e suas lideranças deverão decidir qual a combinação dessas tendências criará mais valor, irá gerar mais resultados e trará transformação para a empresa.

A publicação lembra que “a ruptura com padrões” tem sido o grande marco recente nas organizações. Embora muitos gestores já estejam acostumados a algum nível de constante inovação, o cenário de 2020 impactou o mundo, e as organizações tiveram que rapidamente se articular e criar estratégias inusitadas. E agora, em 2021, à medida que as organizações continuam a responder à crise e a explorar novas maneiras de operar para impulsionar seu crescimento, as principais tendências estratégicas destacam oportunidades para a diferenciação dos concorrentes.

Selecionadas dado seu potencial transformador, essas tendências tecnológicas podem ser enquadradas em três categorias: Centradas em Pessoas; Independência Geográfica, e Execução Resiliente. Ou seja:

  • Centrada nas Pessoas – Apesar de a pandemia afetar bastante as pessoas que trabalham e interagem com as organizações, essas pessoas ainda estarão no centro de todos os negócios – e precisam de processos digitalizados confiáveis para essa relação funcionar bem no ambiente atual;
  • Independência Geográfica – O contexto atual mudou a localização física onde estão os funcionários, clientes, fornecedores e ecossistemas organizacionais, requerendo novas estratégias e mudanças tecnológicas para suportar essa nova versão dos negócios;
  • Execução Resiliente – Seja em momento de pandemia, de conflitos ou de recessão, os atributos VUCAH (volatilidade, incerteza, complexidade, ambiguidade e hiperconectividade) continuam a impactar as organizações, fazendo com que tendências tecnológicas estratégicas não operem de forma independente, mas que aconteçam e se reforcem mutuamente. Vejamos o gráfico a seguir, com um melhor detalhamento:

Tendências Tecnológicas Estratégicas do Futuro!

A Internet dos Comportamentos (loB) captura a “poeira digital” da vida das pessoas a partir de uma variedade de fontes, informação que pode ser usada por entidades públicas ou privadas para influenciar comportamentos. Os dados podem vir de diferentes fontes (dados comerciais de clientes a mídias sociais, e até reconhecimento facial) e, à medida que mais dados se tornam disponíveis, a tecnologia sofisticada da loB gera volumes crescentes de informação, com significativas questões sociais e éticas envolvidas.

A Experiência Total combina disciplinas isoladas, tais como a multiexperiência (MX), a experiência do cliente (CX), a experiência do funcionário (EX) e a experiência do usuário (UX). Isso não apenas simplifica a experiência geral, pois haverá otimização em todas essas experiências, mas também oferece oportunidade de diferenciar a organização dos concorrentes.

A Garantia de Privacidade necessária compreende três tipos de tecnologias que protegem os dados. O primeiro tipo fornece um ambiente confiável, no qual dados confidenciais podem ser processados ​​ou analisados com segurança (chamada de computação confiável). O segundo tipo executa o processamento e a análise de maneira descentralizada e, ainda, o terceiro tipo transforma os dados e algoritmos antes do processamento (isso incluirá privacidade diferencial, criptografia de ponta, computação segura, associação de dados privados e devida recuperação de informações).

A Computação em Nuvens Distribuídas oferece opções para diferentes locais físicos. Essencialmente, a empresa mantém, opera e desenvolve os serviços fisicamente no ponto de necessidade, mas se aproveita das vantagens operacionais e econômicas de usar o processamento em nuvens. Atualmente, os tipos mais frequentes são a nuvem pública local, a nuvem voltada à Internet das Coisas (IoT), a distribuição de serviços em nós com várias nuvens, os serviços em nuvens de nível 5G e, ainda, os serviços em nuvem tecnicamente projetados para se integrarem à infraestrutura de rede global, como torres de celular, hubs e roteadores.

As Operações em Contexto Global se referem a um modelo operacional de computação projetado para oferecer suporte a clientes em todos os lugares, capacitar funcionários à distância e gerenciar a implantação de serviços em infraestruturas distribuídas. A base dessa tecnologia exige colaboração e produtividade, acesso remoto seguro, uso de nuvem e infraestrutura de ponta, monitoramento de experiência digital e, também, excelente nível de automação para suportar operações remotas.

A Segurança Cibernética exige uma adequada arquitetura tecnológica para controle de segurança escalável, flexível e confiável, mantendo os principais ativos e dispositivos preservados quanto aos tradicionais parâmetros de segurança existentes. A malha de segurança permitirá que qualquer pessoa ou coisa acesse e use com segurança um ativo digital, não importa onde esteja localizado.

Processos Decisórios mais Avançados têm relação direta com um conceito cada vez mais presente nas organizações (em inglês: intelligent composable business). As organizações que se baseiam prioritariamente em ganhos de eficiência têm dificuldade para se adaptarem rapidamente a novos contextos. No processo de reconstrução de um negócio é necessária arquitetura que permita melhor acesso à informação e que facilite a tomada de decisão.

As plataformas tecnológicas devem priorizar a flexibilização e a composição dos dados, resultando em experiências de aplicativos mais personalizados aos usuários. As unidades de negócios devem se aproveitar desde aplicativos prontos até outros aplicativos próprios, os quais permitirão processos bem específicos aos gestores.

A Engenharia Avançada de Inteligência Artificial (IA) é algo bem emergente. Os projetos de IA muitas vezes falham devido a problemas de manutenção, escalabilidade e governança. No entanto, uma estratégia robusta de engenharia facilitará o desempenho, permitindo que as organizações avancem além das provas de conceito e protótipos para alcançar a produção em maior escala. Cabe lembrar que “Inteligência Artificial” está sendo uma expressão abrangente, incluindo questões ligadas a valor, risco, confiança, transparência, ética, justiça, segurança e conformidade, entre outras.

A Hiperautomação diz respeito à crescente automação dos processos de negócios, de Tecnologia de Informação e, tanto quanto possível, da adoção de inteligência artificial em softwares de gestão, para processos robóticos e em outros tipos de processos de decisão. Atualmente, muitas organizações estão sendo penalizadas por ainda manterem conjunto extenso e caro de processos de negócios sustentados por uma colcha de retalhos de tecnologias não alinhadas. Em um mundo em que a aceleração digital dita a regra, excelência operacional digital é absolutamente necessária.

Ainda que esta postagem seja longa, exigente na atenção e reflexão do conteúdo, ela desenha um caminho que não tem mais volta. As organizações precisam planejar e trabalhar na avaliação de como tratar essas tendências tecnológicas a bem de seus negócios ou, em pouco tempo, os impactos negativos aparecerão de maneira bastante frequente.

Cabe então lembrar que mentores e coaches qualificados são aqueles que assumem o papel de agentes de transformação porém, primeiramente, devem eles mesmos se transformarem para essa nova realidade. Depois, ficará então coerente, objetivo e possível colaborar com os clientes diante desse incrível desafio tecnológico estratégico que o mundo VUCAH impõe aos gestores e suas lideranças.

Gostou do artigo? Quer saber mais sobre como tendências tecnológicas estratégicas do futuro? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br

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Mario Divo Author
Mario Divo possui meio século de atividade profissional ininterrupta, hoje estando dedicado à gestão de negócios e de pessoas. É PhD pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com foco em Gestão de Marcas Globais e MSc, também pela FGV, com foco em Dimensões do Sucesso em Coaching (contexto brasileiro). Formação como Master Coach, Mentor e Adviser pelo Instituto Holos. Formação em Coach Executivo e de Negócios pela SBCoaching. Consultor credenciado no diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool). Credenciado pela Spectrum Assessments para avaliações de perfil em inteligência emocional e axiologia de competências. CEO da plataforma MENTALFUT® e da MDM Assessoria em Negócios, desde 2001. Mentor e colaborador da plataforma Cloud Coaching. Ex-Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Ex-Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, ex-Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e ex-Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior, voltada ao desenvolvimento de jovens lideranças em todo o mundo.
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