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A Tecnologia Nos Conectou ao Mundo — E Nos Desconectou de Nós Mesmos

Em meio à hiperconectividade, redes sociais e algoritmos criam uma sensação de proximidade que nem sempre é real. Entenda como a tecnologia pode ampliar a solidão e por que resgatar o encontro, o sentido e a presença é imprescindível.

Tecnologia e Solidão: Por Que Nos Sentimos Tão Sozinhos? A Tecnologia Nos Conectou ao Mundo E Nos Desconectou de Nós Mesmos -

A Tecnologia Nos Conectou ao Mundo — E Nos Desconectou de Nós Mesmos

Vivemos a era da hiperconectividade. Nunca na história tivemos acesso a tantas pessoas ao mesmo tempo. Uma notificação aqui, um like ali, uma mensagem de voz que fica para responder depois. E no meio de tanto “contato”, uma pergunta silenciosa se instala: por que nos sentimos tão sozinhos?

A vida moderna construiu uma arquitetura perfeita para o isolamento disfarçado. Trabalhamos em casa, pedimos comida pelo aplicativo, resolvemos tudo pela tela. A cidade passa pela janela como um cenário, não como um convite. O tempo que antes seria gasto num café com um amigo agora é consumido rolando o feed em busca de algo que, no fundo, a tela nunca vai entregar.

As redes sociais aprofundam essa ilusão.

Elas nos dão a sensação de uma vida social rica — dezenas de conexões, centenas de reações, milhares de seguidores. Mas há uma diferença fundamental entre presença e proximidade. Seguir a vida de alguém não é estar na vida de alguém. O algoritmo simula intimidade sem oferecê-la. E o que fica, muitas vezes, é uma fome que não sabe o próprio nome.

O filósofo Henri Bergson, no início do século XX, já anunciava esse perigo ao falar da mecanização do espírito — o processo pelo qual as engrenagens da vida moderna vão substituindo o espontâneo pelo automático, o vivo pelo repetitivo. Para Bergson, quando o mecanismo toma o lugar do impulso criador, então algo essencial em nós se fecha. Hoje, poderíamos dizer que os algoritmos são a forma mais sofisticada dessa mecanização: eles formatam nossa atenção, domesticam nosso desejo e, dessa forma, nos devolvem uma versão simplificada de nós mesmos.

Reconhecer isso não é ser contra a tecnologia.

É exercer sobre ela a mesma consciência que Bergson pedia diante de qualquer automatismo: olhar para o que está sendo obstruído. O que está sendo obstruído é a nossa capacidade de encontro — real, presente, imperfeito e necessário.

Quando esse encontro falta por tempo demais — consigo mesmo e com o outro —, algo mais profundo começa a se esvaziar: o senso de que a própria vida tem direção e significado. É nesse ponto que o aconselhamento filosófico oferece um caminho discreto, mas preciso. Não como diagnóstico, mas como conversa. Uma conversa que ajuda a resgatar as perguntas essenciais que o ruído digital foi, aos poucos, silenciando.

A pergunta não é se você usa as redes. A pergunta é: o que você ainda está adiando em nome delas?


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Quer saber mais sobre como encontrar um equilíbrio saudável entre a tecnologia, os relacionamentos, a presença e o sentido da vida? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Até o próximo artigo.

Um abraço,

Cleyson Dellcorso
https://www.dellcorso.com.br/

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Cleyson Dellcorso tem formação em engenharia e filosofia e suas atividades estão relacionadas ao Coaching Profissional e Pessoal, além de atuar com Coaching de Casais. Seus atendimentos têm embasamento em uma metodologia própria com fundamentação filosófico / dialógico. Possui MBA pela UCLA (EUA), com foco em gestão de pessoas, é especialista em liderança pelo Haggai Advanced Leadership Institute (Singapura) e instrutor do mesmo instituto. É professor de liderança e motivação no curso de pós-graduação em gestão de projetos (PMI) do Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada do grupo IBMEC. Atua como Coach desde 2003 e foi um dos primeiros a se especializar no atendimento a Gerentes de Projetos. É diretor do INSTITUTO DE COACHING MAIÊUTICA desde 1999 e tem como área de interesse o estudo das Inteligências – Emocional e Espiritual. Cleyson Dellcorso é casado, tem três filhos e um neto e tem como hobbies – radioamadorismo, velejar e mergulhar.
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