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Startup: como planejar um negócio sustentável!

As expectativas de sucesso não podem se basear apenas na busca de investidores, afinal, o fator sobrevivência não é ligado exclusivamente ao dinheiro, mas também ao modo como a empresa se comporta para ser uma operação sustentável.

Uma característica muito atual no mercado é o aumento do número de aberturas de empresas do tipo startup. Um dos motivos óbvios é que esse modelo possibilita um grande potencial de crescimento em comparação com o, geralmente, baixo investimento inicial.

Pode-se dizer que o negócio é uma organização formada por um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável. Por mais que possa parecer interessante, quem opta por esse modelo atua com condições de extrema incerteza. Vejamos algumas características de uma startup:

  • Modelo de trabalho inovador, contudo, com grandes dúvidas sobre sua assertividade;
  • Estrutura inicial enxuta, não necessitando de grandes investimentos;
  • Possibilidade de entrega de forma ilimitada do mesmo produto, sem muitas customizações ou adaptações para cada cliente, possibilitando crescer cada vez mais sem que influencie o modelo de negócios;
  • Ter boas margens de lucro, crescendo em receita e reduzindo custos.

Assim, para quem tem um negócio nesse modelo, um bom caminho é buscar investidores. Ainda assim, as expectativas de sucesso não podem se basear apenas nisso, afinal, o fator sobrevivência não é ligado exclusivamente ao dinheiro, mas também – e principalmente – ao modo como a empresa se comporta para de fato ser uma operação sustentável. É necessário reunir recursos financeiros, humanos, materiais e organizacionais para consolidar o empreendimento.

Como cito em minha obra “Papo Empreendedor – Uma reflexão essencial para chegar ao topo e ter sustentabilidade nos negócios”, que escrevi com Irani Cavagnoli (ex-diretor executivo do Sebrae), é preciso buscar fechar a equação do sucesso empresarial, mostrando que ela passa pela busca constante de conhecimento, consolidação de uma rede de contatos, perseverança e o descarte de receitas mágicas, ingredientes essenciais no dia a dia do empreendedor.

Para isso, recomendo que se siga quatro pilares: diagnosticar, sonhar, orçar e poupar. O primeiro significa que o empreendedor deve, antes de qualquer coisa, fazer o “reconhecimento do terreno que pretende pisar”. Sonhar se refere ao fato de que as oportunidades para empreender são muitas e o empreendedor precisa escolher a que mais se ajusta ao seu sonho, ampliando sua motivação. No orçar, o sonho ganha um planejamento sobre os custos da sua materialização, e o item final, poupar, indica que um plano de negócios precisa ser acompanhado de algo concreto que entregue valor para a sociedade.

É importante o empreendedor conhecer diversos conceitos e analisar sua aplicação na sua vida prática em busca da melhor forma de viabilizar seus sonhos.

Reinaldo Domingos é PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira. Está a frente do canal Dinheiro à Vista, é colunista do de diversos meios de comunicação. Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira e o livro Empreender Vitorioso.
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