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Sobre clientes com esgotamento físico e mental!

Se há esgotamento e este é percebido pelo Coach, não deve-se insistir em uma metodologia que busque o alcance de metas pelo cliente, sem adequar o processo a um “auto ganho” cognitivo associado ao bem-estar interior com autoconfiança e motivação.

Recebo regularmente pautas jornalísticas de empresas afins ao contexto profissional das empresas. Como já afirmei aqui várias vezes, o Coach nunca para de ler, de estudar, de se aprimorar e de conhecer novidades que possa trazer ao seu ambiente e, certamente, ao ambiente dos amigos e clientes. E ontem eu recebi um texto que me surpreendeu e motivou-me a compartilhar assunto de extrema relevância com os leitores.

É muito comum, nos dias de hoje, usar-se a expressão “estressado” para apontar alguém no limite de suas forças e capacidades, beirando um total esgotamento. Nessa situação, querer manter alto ritmo de trabalho e um método por demais assertivo para o seu cliente chegar ao objetivo pode ser complicado. E até gerar conflitos entre Coach e Coachee. No release da CDN Comunicação está informado que 30% dos brasileiros sofrem com esse quadro e, um potencial sintoma está na desmotivação no ambiente de trabalho.

Ou seja, se o esgotamento existe e é percebido pelo profissional de Coaching, insistir em uma metodologia que busque trazer o alcance de metas ou objetivos ao cliente, sem adequar o processo a um “auto ganho” cognitivo associado com o bem-estar interior, com autoconfiança e motivação, é por demais contraindicado. Pela pesquisa apresentada, realizada entre 2013 e 2014 pela International Stress Management Association (Isma), 72% dos entrevistados brasileiros sofrem com estresse e 30% deles apresentam um quadro de esgotamento total (tecnicamente, chama-se de “burnout”).

A demissão em massa, em meio à crise econômica enfrentada pela sociedade, é um dos fatores que contribui para o cenário. O mercado de trabalho mais competitivo, os profissionais pressionados por mais produção e bons resultados, e a carga excessiva de atividades e responsabilidades levam a esse esgotamento físico e mental. Exaustão emocional, dor de cabeça e muscular, e cansaço excessivo são alguns dos sintomas associados constantemente ao estresse do dia a dia, podendo compor um sinal de alerta para a Síndrome de Burnout. A intensidade varia conforme a carga que cada pessoa se impõe e nas próprias cobranças internas.

Resumindo a seguir a forma como os especialistas sugerem controlar o problema, fica aqui o alerta ao Coach para estar alerta ao limite bastante sensível entre “trazer de volta a motivação e com isso superar uma síndrome associada ao esgotamento” e “levar o cliente a um esgotamento ainda maior, agravando um quadro de autopercepção totalmente negativa”. Atenção para:

  • A pessoa deve fazer do local de trabalho ou estudo um ambiente prazeroso e se manter sempre motivada. Se, sistematicamente, ela perder a vontade de ir a esse ambiente e sentir-se desmotivada pelas coisas que acontecem ao seu entorno, eis aí um sinal de que um esgotamento pode estar se aproximando;
  • Vale colocar prioridade nas demandas mais importantes e simplificar a rotina. Quem quer fazer tudo ao mesmo tempo vai ficando mais cansada e se torna forte candidato à síndrome. Sem querer cair na mesmice de tantos outros, livre-se da dependência extrema do celular e das redes sociais;
  • Um toque de sabedoria é ter a força e a determinação de separar a vida profissional da vida pessoal, sempre reservando um tempo especial para a família, amigos e lazer.

Como todos sabem, acabamos de lançar a plataforma do Espaço do Coach para uma grande troca de ideias e opiniões, a par de estudo técnicos. Por enquanto ela está em versão de teste para alguns Coaches e, brevemente, entrará em ação com mais gente participando. Mas por agora, que tal comentar esta postagem e responder: você viveu experiências com um cliente passando pela síndrome do esgotamento total? E então?

Mario Divo Author
Mario Divo tem extensa experiência profissional, tendo chegado a quase meio século de atividade ininterrupta, em 2020. É PhD e MSc pela Fundação Getulio Vargas, com foco em Gestão de Negócios, Marcas e Design, Marketing e Comunicação Corporativa. Tem formação como Master Coach, Mentor e Adviser pela Sociedade Brasileira de Coaching e pelo Instituto Holos. Consultor credenciado para aplicação do diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool), Professor e Palestrante. CEO e Coordenador Executivo das plataformas de negócios MENTALFUT® e Dimensões de Sucesso®, acumulando com o comando da sua empresa MDM Assessoria em Negócios. Foi Diretor Executivo do Automóvel Clube Brasileiro e Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras. Liderou a Comunicação Institucional e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Foi Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e, também, Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior em 126 países e territórios, voltada ao desenvolvimento das potencialidades das jovens lideranças em todo o mundo.
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