Sobre a Educação Organizacional

O Brasil é um país cada vez mais mal-educado e que por consequência não proporciona amplos exercícios de valores que prontificam toda uma nação. O respeito é raro, a tolerância é a prática e a violência é uma frequente opção.

Infelizmente, o Brasil é um país cada vez mais mal-educado e que por consequência não proporciona amplos exercícios de valores que prontificam toda uma nação. O que vemos e sentimos é a perda – já em grau elevado – daquilo que chamamos de civilidade nas relações humanas: o respeito é raro, a tolerância é a prática e a violência é uma frequente opção.

Somada a essa percepção há também o permanente cinismo e a corrupção vindos da classe política. Estes contravalores produzem comportamentos que inundam e destituem as manutenções/construções de crenças e valores positivos. Esse cenário alcança as empresas: onde a gestão dos recursos humanos acaba por demandar esforços às bases educacionais.

Chamo atenção à baixa qualidade da alfabetização e à dificuldade com a matemática básica. Respectivamente, ambas comprometem: a construção/compreensão da realidade e as capacidades analíticas. O que e como educar no viver organizacional? Como considerar neste processo as dinâmicas socioeconômicas: economia colaborativa, valor compartilhado e empresa social, como caminhos a serem percorridos?

Essas e outras respostas necessitam de estruturas comportamentais e de estratégias que sustentem as diversas e múltiplas relações presentes na organização e proeminentes a ela. As diretrizes aqui pretendidas visam amplificar a perspectiva de que ela é viável e contribui ao mundo; enquanto, desconstrói – aos poucos – a visão de ter como fim, ela mesma.

Quais são os valores que contribuem e que governam essas estruturas? Quais são as estratégias sustentáveis a essas relações? Vamos responder juntos? Inicio aqui com sugestões aos valores: seriedade, dignidade, confiança, coerência, liderança e compromisso. Como educar valores? Como vivenciá-los, praticá-los e exemplificá-los?

Há muita energia e tempo dedicados à educação organizacional. Há trabalhos duros pela frente. Ao educar são criados e mantidos os fundamentos às estruturas pretendidas; por meio das quais são viabilizados os aprimoramentos contínuo e adaptável daqueles que aceitam: o autoconhecimento, a criatividade e a interação, junto aos constantes desafios empresariais.

Leandro Alves da Silva é Gerente de Desenvolvimento Humano Organizacional na First Peopleware e atua desde 2011 em Coaching-Mentoring-Counseling, palestras e treinamentos customizados. Doutor em Educação pela FEUSP e Master Coach pelo BCI.
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