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Síndrome de FoMO – Já ouviu falar?

Sabe aquele medo de perder algo ou de ficar de fora, gerado pela escravidão da compulsão à Internet e às redes sociais? Ele tem nome: a Síndrome de FoMO!

o que é síndrome de FoMO

Síndrome de FoMO – Já ouviu falar?

A Síndrome de FoMO, derivada do inglês “Fear of Missing Out”, que podemos traduzir como “medo de perder algo” ou “medo de ficar de fora”, está sendo gerada pela “escravidão” da compulsão à Internet e às redes sociais.

Ela foi citada a primeira vez em 2000, por Dan Herman e definida anos depois por Andrew Przybylski e Patrick McGinnis como o medo de que outras pessoas tenham boas experiências que você não tem.

Estudos realizados no Reino Unido e nos EUA revelam que a FoMO acomete principalmente jovens adultos entre 18 e 34 anos (geração Millenium), mas pode afetar qualquer idade.

Estar conectado o tempo todo, com a ilusória sensação de que não pode perder nada, leva a pessoa a ficar horas vendo vídeos, acompanhando a rotina dos outros, deixando de viver a própria vida e fazer algo para si.

Há um medo de que se possa perder algo que está acontecendo naquele momento, assim busca novas informações na timeline, clica na tela do celular a cada instante, entra em todas as redes, publica ou compartilha novos stories. Caminham sem ver por onde passam com os olhos grudados na tela do aparelho, e muito pior, alguns dirigem e buscam novas informações com o veículo em movimento, até motos, correndo e colocando outros em risco.

Uma cena que se observa e se repete em bares e restaurantes são pessoas acompanhadas, até mesmo em grupos, que se comportam como se estivessem sós, cada um com seu aparelho, sem se olharem nos olhos, não obstante trocando mensagens entre si.

Você poderia me perguntar: o que há de errado nisso?

Isso depende do grau de dependência que você estabelece com os aparelhos, a Internet, os aplicativos e as suas redes.

Estudos observam que a pessoa que está acometida com a Síndrome de FoMO pode desenvolver alguns sintomas, em maior ou menor grau:

  • Angústia, por acreditar que pode estar perdendo algo importante;
  • Ansiedade, impaciência e irritação, para conseguir estar conectado a todos os acontecimentos;
  • Compulsão, por não controlar os próprios impulsos e pode se tornar um vício;
  • Depressão, por estar tão conectado com o mundo e ao mesmo tempo desconectado de si mesmo, deixando de fazer sentido a própria existência;
  • Baixa autoestima, por acreditar não conseguir atingir as suas próprias expectativas e dos outros.

Você conhece alguém assim?

Nesses casos temos algumas recomendações:

  • Estabeleça um período para interagir em suas redes e seus aplicativos, bem como tempo de uso, isso auxilia a dar limites, você no controle;
  • Ao acordar, estabeleça uma rotina para se cuidar e depois verificar as redes, isso coloca você em primeiro lugar na sua vida;
  • Sempre que possível, desabilite as notificações dos aplicativos, isso lhe permite ver somente quando quiser. Isso lhe dá autonomia para interagir com os seus pensamentos, com as pessoas e com os acontecimentos ao seu redor (para algumas pessoas isso é verdadeiramente assustador);
  • A noite antes de dormir, não se perca em diversos stories, coloque um limite ou nem deixe o celular próximo de você. Faça um balanço do que viveu e planeje o dia de amanhã, leia um livro…

Em alguns casos, é necessária uma intervenção médica ou psicoterápica, para não entrar numa espiral de adoecimento; observe seus usos e costumes, ouça o que seus familiares e amigos lhe dizem, pois, a recuperação pode ser pior que o autocontrole.

Não há dúvida de que a Internet é um caminho sem volta, mas precisamos ter a consciência de que ela deve estar a nosso serviço. É uma ferramenta que pode nos levar a construir pontes e não deve destruir laços.

Utilize-a a seu favor e tenha uma vida mais feliz e plena com aqueles a quem mais ama.

“Antes de tentar arrumar o mundo tente arrumar seu próprio quarto.” (Bill Gates)

Natalia Marques
Psicóloga, Coach e Palestrante
http://www.nataliamantunes.com.br/

Confira também: A nossa capacidade de ser feliz

Natalia Marques é Psicóloga Clínica, Coach e Palestrante. Formada em Psicologia pela FMU (1981) e em Coaching/ Mentoring Life & Self-Instituto Holos, possui pós-graduação em Recursos Humanos pela FECAP. Tem curso de Meditação Chan do Templo Zu Lai em Cotia. Como Psicóloga Clínica realiza atendimento Psicoterápico de base Psicanalítica, trabalha os sintomas de Estresse, Ansiedade, Depressão, Fobias, Síndrome do Pânico, Síndrome de Burnout, Conflitos Pessoais e Profissionais. É Coach de Desenvolvimento Pessoal, ajuda pessoas a atingirem seus objetivos e metas pessoais e profissionais, para se tornarem mais felizes. Especialista em Saúde Organizacional e Ocupacional, atua ainda como palestrante em temas de saúde, resiliência, trabalho, carreira e pós carreira. Associada da ABRH, ISMA Brasil e SOBRARE. É coautora no livro “Planejamento Estratégico para a Vida”, onde trata o tema da “Resiliência”.
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