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Seja feliz praticando a Resiliência Transformadora!

A combinação de um estilo de vida saudável e a prática da Resiliência Transformadora pode ser uma excelente resposta ao desafio. Mas, o que é a tal Resiliência Transformadora?

Resiliência Transformadora

Seja feliz praticando a Resiliência Transformadora!

Na minha última postagem de 2019 para a plataforma Cloud Coaching, eu resolvi postar um texto bem especial, com conteúdo que mantivesse relevância, ineditismo e fosse bem focado em uma vida melhor para o ano então entrante. Como estamos perto do final de 2020, e aqui temos a última postagem do Espaço do Coach deste ano, por conta dos problemas causados pela pandemia que acometeu o mundo, creio que faz sentido rever as sugestões e caminhos ali mostrados. Afinal, este ano de 2020 ficará globalmente marcado pela tragédia na saúde, afetando dramaticamente nossos modelos mentais de vida e de relacionamento.

Vamos lembrar que, principalmente na virada de cada ano, é comum ouvir as pessoas cantando  “… muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender…”. Mesmo sem querer “dar ou vender a saúde”, ter saúde para consumo próprio é o desejo sempre presente em nossas vidas. E, se ao longo do ano as postagens acabam dando muito foco no trabalho, nas necessidades das pessoas e nos negócios de coaching (e até de mentoria ou consultoria), esta publicação de hoje pretende relembrar como é possível construir uma sustentável ponte futura para a sua saúde.

Para isso, vou reconsiderar estudo científico muito profundo e sério, publicado na Escandinávia. Mas antes que alguém possa pensar, erroneamente, que as conclusões do estudo não servirão a brasileiros, leia até o final a postagem.

Desde já aviso que o texto é longo, mas eu me desculpo por se tratar de final de ano, celebração de festas natalinas e esta postagem “ser um gentil e carinhoso presente a todos os leitores”.

Em Fevereiro de 2019, trinta especialistas nórdicos em saúde foram reunidos, em Copenhague, para participar do evento Nordic Health 2030. Ali foram realizados vários encontros e debates para se abordar a melhor forma de moldar o futuro da saúde para os nórdicos (dinamarqueses, suecos, noruegueses, islandeses e finlandeses). Desde o início, houve amplo consenso no grupo de que os serviços de saúde, hoje oferecidos, não são mais adequados ao momento do mundo, havendo necessidade urgente de mudar o equilíbrio de cuidados médicos reativos e caros para cuidados proativos, sustentáveis ​​e preventivos.

E a pergunta que estava sem resposta era: como fazer a transição? Quem irá liderar a transição?

Para essas perguntas nasceu uma resposta inovadora: é fundamental haver o compromisso de toda a sociedade nórdica para que sejam estabelecidas bases sólidas, as quais possam levar a um sistema de saúde genuinamente preventivo. Foi então divulgada a publicação Nordic Health 2030 Magazine, editada pelo Copenhagen Institute for Futures Studies, tendo por objetivo documentar como é possível trabalhar nesse princípio e propor uma visão de saúde que, acima de tudo, garanta condições de vida robusta, sustentável ​​e resiliente para gerações futuras.

Ali encontramos algumas conclusões ousadas até na identificação de quais podem ser os melhores catalisadores para essa revolução preventiva em saúde. Esses catalisadores, tendo por foco a promoção da resiliência em indivíduos e comunidades, bem como o desenvolvimento de novos modelos de dados de saúde, são a essência da publicação acima citada e a fonte de minha abordagem, nesta postagem de final de ano.

Uma conclusão óbvia, que merece ser apontada, é a de que hoje somos a geração que realizará todos os esforços, mas não seremos  recompensados com os benefícios dessa transição. Assim como os construtores que, séculos atrás, estavam entre os primeiros a lançar as fundações das grandes catedrais e não viram as obras quando terminadas, precisamos ter a consciência de que os resultados finais dessa nova realidade em saúde estarão sendo colhidos pelos filhos e netos. E, ao começar agora, há expectativas de que os nórdicos sejam uma luz a iluminar o resto do mundo.

O ponto de partida do estudo vem de uma constatação: se os nórdicos devem acreditar no que o resto do mundo afirma sobre eles, então eles estão entre as pessoas mais educadas, mais felizes e mais saudáveis ​​que habitam o planeta. Muitos atribuem esse sucesso ao modelo de bem-estar social, que se baseia em princípios de confiança, igualdade, justiça e redistribuição.

O modelo de bem-estar ajudou a estabelecer um senso de coesão e segurança social, garantindo que todos os cidadãos tenham acesso a serviços e instituições públicas de qualidade.

A assistência médica, entretanto, algo que todos os nórdicos têm em comum, tem se mostrado um sistema sob tensão e sido confrontado por muitos desafios. Quando olhamos para a realidade brasileira como um todo, a conclusão é simples: temos o problema crônico e nunca tivemos uma condição favorável que pudesse estimular elogios. E uma constatação interessante foi assumir os avanços em tecnologia como fortes aliados, principalmente pela integração com o cotidiano das pessoas (por exemplo, Google, Facebook, Amazon e Apple, no Ocidente; e Alibaba, Tencent, Baidu e Huawei, no Oriente).

Hoje, os prestadores de serviços de saúde tradicionais podem se conectar com os indivíduos de uma forma muito mais íntima e direta, até mesmo para diagnóstico em tempo real. Os aplicativos para celulares podem acelerar as visitas ao hospital ou na prática médica, além de incentivar comportamentos saudáveis. Cada vez mais as interações com os sistemas de saúde são mediadas por tecnologia, aumentando também a nossa compreensão sobre “o que é saúde”.

Mesmo no universo nórdico, testemunha-se formas inovadoras de tratamento e da construção de  hospitais com alta tecnologia, mas ainda há pouca inovação em termos de serviços preventivos em saúde. Uma transição nesse sentido permitirá que cidadãos bem informados, apoiados pelo acesso a ferramentas, dados e informações relevantes, permaneçam saudáveis ​​por mais tempo. E também contribuirá para que as pessoas se recuperem de maneira mais rápida e eficaz de lesões e doenças, aumentando a resiliência geral ao lidar com os desafios diários e eventos significativos da vida, tais como casar e constituir a família, mudar-se para outra cidade, sofrer a perda de emprego ou de ente querido.

Além disso, a responsabilidade coletiva pela saúde preventiva terá o efeito positivo de garantir assistência médica tradicional onde for mais necessária.

Se lá no mundo nórdico a saúde preventiva está em amplo debate, será que nós podemos fazer alguma coisa similar aqui no nosso país tupiniquim (com ações que não dependam de uma liderança política ou empresarial)?

Pois bem, prezados leitores, escarafunchei o relatório citado e encontrei um conceito novo, muito interessante, que recomendo ser seguido e até orientado aos amigos e clientes: A boa saúde no futuro não dependerá apenas de sistemas bem projetados, pois cada pessoa também terá um papel importante na garantia proativa da própria saúde. A combinação de um estilo de vida saudável e a prática da Resiliência Transformadora pode ser uma excelente resposta ao desafio.

Mas, o que é a tal Resiliência Transformadora?

Não há dúvida de que, nas próximas décadas, cada pessoa precisará ser mais proativa quando se trata de sua saúde e de seus entes queridos. É cada vez mais difícil para o sistema de saúde público lidar com crescente demanda, sendo esse problema gerado pelo crescimento da população idosa, bem como pelas taxas mais altas de doenças cardíacas, câncer, diabetes, Alzheimer, depressão e ansiedade. No mundo todo, discute-se como transferir parte da responsabilidade do sistema público de saúde, ora centralizado, para comunidades locais e até para os cidadãos, individualmente. Então, o que fazer para isso?

É certo que o estilo de vida saudável é vital para a saúde, mas apenas uma pequena fração da população mundial (aí se inclui a brasileira) cumpre essa recomendação. Mas, e se houvesse algo ainda mais crítico em jogo? Qualquer condição subjacente que afeta profundamente todos nós, como notícias alarmantes, violência urbana, desemprego, crises climáticas e até terrorismo, aliada a uma quantidade crescente de informações e de relacionamentos com que as pessoas se envolvem no cotidiano, tudo isso gera dores e traumas. Não importa se alguém está consciente ou não do estresse a que está exposto, é preciso fortalecer a capacidade de se recuperar e prosperar.

Tradicionalmente, a resiliência tem sido definida “como a capacidade de nos recuperarmos em resposta a desafios”, enquanto novas interpretações apontam para “como a capacidade de prosperar diante dos desafios que enfrentamos”. Ou seja, como a pessoa se transforma em circunstâncias difíceis para então se tornar uma versão melhor e mais sustentável dela mesmo. Isso é conhecido como Resiliência Transformadora, sendo segredo que vale adotar: a combinação de um estilo de vida saudável com a capacidade de alcançar transformação positiva sob estresse é, não só essencial, como também o caminho natural de melhorar a saúde e evitar doenças.

Um conceito muito dinâmico, aberto a diferentes interpretações

Há uma grande quantidade de pesquisas científicas que dão base a essa afirmação. Resiliência Transformadora é, afinal, um conceito muito dinâmico, aberto a diferentes interpretações, e que leva continuamente a novas ideias e práticas. Devemos pensar nela como um equilíbrio essencial em nossas vidas, pelo qual devemos lutar, estabelecer e manter. Essa transformação pode ocorrer através de nossos próprios esforços, através da ajuda de outras pessoas ou, mais provavelmente, pela combinação dos dois.

A Resiliência Transformadora inclui aproveitar nossos relacionamentos, as habilidades para a vida e um adequado enquadramento no ambiente. Quanto a relacionamentos, devemos tirar proveito de todos aqueles com a família, amigos e na comunidade onde vivemos. Também devemos cultivar boas relações no trabalho, na escola e onde exercemos práticas esportivas e de lazer. E nunca podemos nos esquecer da nossa integração com a Arte, a História e o Meio Ambiente.

No que diz respeito a habilidades fundamentais, o fundamento estará em:

  • autoconhecimento: capacidade de se conhecer em um nível mais profundo. E de quanto o estilo de vida impacta na vitalidade, energia e nas interações sociais;
  • autoadministração: capacidade de experimentar melhores maneiras de ter controle sobre a vida, aproveitar experiências passadas, transformar culpas e ressentimentos com ações construtivas. Inovar e resolver problemas com melhores rituais diários;
  • autoconfiança: capacidade de identificar o que permite alguém se transformar com sucesso ao longo do tempo. Refletir sobre os problemas que tem e de como gosta de resolver. Construir mais confiança em comportamentos e valores pessoais para responder a desafios diários.

Todas essas habilidades têm, em comum, a oportunidade de a pessoa identificar, qualificar e exercitar aquilo que lhe é mais importante para a própria vida e quanto ao ambiente onde está. Seja por construir uma história pessoal alinhada aos desejos e sonhos, seja por conseguir ainda se apoiar em uma estratégia de aproximação social (ou mesmo, nessas duas situações). Talvez alguém esteja lidando com vícios, doenças de longa data, problemas em casa, questões de saúde mental ou financeiras e, certamente, não conseguirá lidar com todos esses desafios em conjunto.

Então, cabe lembrar que as fontes de uma Resiliência Transformadora vão além do que está dentro de cada um de nós. Depende do que há entre a pessoa e o seu mundo (o ambiente que a cerca). Se uma pessoa sozinha não conseguir encontrar os recursos para aumentar sua Resiliência Transformadora, apoie-se na família, nos amigos ou na comunidade. Todos nós precisaremos de Resiliência Transformadora e de estilo de vida saudável no futuro. Se você pode ajudar outras pessoas, deve apoiar proativamente a saúde daqueles ao seu redor. E, sem dúvida, nós também nos transformaremos melhor ao contribuir para que outras pessoas possam prosperar. E assim, nós mesmos prosperaremos!

Recado dado, eu espero que todos os leitores comecem a estudar essa visão nova de Resiliência Transformadora.

Levem esse conceito para casa e para a família. Orientem seus clientes para que também entendam e pratiquem o conceito. E nunca esqueçam que a Resiliência Transformadora pode servir de base ao seu compromisso pessoal para o ano entrante: conquistar excelente patamar de saúde preventiva, para si e para os que estão à sua volta! Feliz Ano Novo de 2021.

Gostou do artigo? Quer saber mais sobre Resiliência Transformadora? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Mario Divo
https://www.dimensoesdesucesso.com.br/

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Mario Divo Author
Mario Divo possui meio século de atividade profissional ininterrupta, hoje estando dedicado à gestão de negócios e de pessoas. É PhD pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com foco em Gestão de Marcas Globais e MSc, também pela FGV, com foco em Dimensões do Sucesso em Coaching (contexto brasileiro). Formação como Master Coach, Mentor e Adviser pelo Instituto Holos. Formação em Coach Executivo e de Negócios pela SBCoaching. Consultor credenciado no diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool). Credenciado pela Spectrum Assessments para avaliações de perfil em inteligência emocional e axiologia de competências. CEO da plataforma MENTALFUT® e da MDM Assessoria em Negócios, desde 2001. Mentor e colaborador da plataforma Cloud Coaching. Ex-Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Ex-Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, ex-Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e ex-Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior, voltada ao desenvolvimento de jovens lideranças em todo o mundo.
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