Resiliência no ambiente de Gestão em TI

Além dos requisitos técnicos, é necessário que o profissional de TI tenha resiliência para lidar com as emoções, superar o estresse e os possíveis fracassos em sua rotina.

1485
1485
Resiliência em TI

Resiliência no ambiente de Gestão em TI
Por Cris Munhoz*

O perfil do profissional de Tecnologia da Informação vem mudando ao longo do tempo. No passado se via o tipo introspectivo e bem técnico, aquele “nerd” que ficava por trás dos computadores, com inteligência acima da média e que se dedicava à criação de programas. Claro que os “nerds” continuam, porém, adaptados a novas incorporações tecnológicas da atualidade que requerem outros tipos de interações, como: Internet das Coisas – IoT, Big Data, Cloud Computing, Blockchain e a própria robótica, entre outros.

Hoje, vemos que o trabalho com tecnologia não tem nada de solitário, como era antigamente. Além dos requisitos de conhecimento técnico, é altamente necessário que o profissional de TI tenha outros atributos. Por exemplo: iniciativa, buscar conhecimentos distintos e complementares, paixão pelo que faz para promover a criatividade. Além disso, que trabalhe bem em equipe e que tenha resiliência para lidar com as emoções e superar possíveis fracassos na rotina de TI.

Nesse cenário de cobranças, exigências e pressão sofridas ao longo de um projeto, o estresse aparece com frequência. Tarefas mal estimadas, prazos apertados, reclamação de clientes devido a atrasos ou erros, máquinas ou sistemas lentos. Esses são alguns dos contratempos que geram problemas, desentendimentos e insatisfações.

Vale lembrar que o estresse é um estado natural do organismo e, por si só, não deve ser visto como algo prejudicial ao ser humano. Um pouco de estresse pode ser positivo, à medida que gera motivação e estímulo para realizar algo ou superar um obstáculo.

Porém, quando não administrado, o estresse pode atingir níveis mais graves tornando-se nocivo à pessoa e desencadeando problemas físicos e emocionais. De acordo com a OMS – Organização Mundial de Saúde, a cada dez doenças diagnosticadas, sete estão associadas com a causa do estresse. Entre os sintomas de estresse profissional, podem estar o esgotamento emocional, a irritabilidade permanente, insônia, ansiedade. Além disso, impactos físicos na saúde como, por exemplo, hipertensão, enxaqueca, taquicardia, tonturas, falta de ar, depressão, alergias, entre outros quadros.

No enfrentamento desse tipo de quadro de estresse em profissionais de TI, além das atividades técnicas como replanejar, fazer um bom dimensionamento de tarefas entre a equipe, estimular a troca de informações entre os profissionais, investir em bons equipamentos, também se faz necessário equilibrar as emoções para superar as dificuldades, sem comprometer o rendimento e o resultado de cada envolvido no processo.

Nesse contexto de equilibrar a emoção, desenvolver a resiliência é um processo que habilita o profissional a pensar de forma estratégica em como enfrentar e lidar com o estresse, promovendo mudanças significativas em seu comportamento.

Esse processo é realizado a partir da escala de resiliência “QUEST Resiliência”, um dos instrumentos desenvolvidos pela SOBRARE – Sociedade Brasileira de Resiliência, onde a pessoa acessa uma plataforma on-line para realizar o instrumento e, como resultado, recebe um diagnóstico e a interpretação do mapeamento de seu estado de resiliência. Esse resultado habilita o entendimento das forças e também das vulnerabilidades de crenças, que poderão ser trabalhadas em sessões individuais.

Estar em equilíbrio, portanto, resiliente, é conseguir lidar com uma situação de estresse e saber manejar de forma saudável a contaminação da emoção nociva, como por exemplo, ódio, tristeza, culpa, raiva, medo, ansiedade, agressividade, entre outros.

Acredite, é uma capacidade que pode ser desenvolvida e que nos habilita a estarmos preparados para as adversidades da vida.

Quer saber mais? Acesse sempre essa nossa página e acompanhe os posts sobre resiliência nas corporações.

(*) Sobre a autora: Cris Munhoz é graduada em Tecnologia da Informação e pós-graduada em Gestão Estratégica de Empresas, atuando há mais de 20 anos em empresas nacionais e multinacionais, desempenhando funções que exigem visão estratégica de negócios e relação interpessoal. Ao longo dos anos vivenciando a gestão de pessoas dentro das organizações, bem como organizando seminários e reuniões de planejamento estratégico, constituiu o Conexão Eu (Instagram ou no Facebook), que tem como missão auxiliar pessoas a superar suas crenças limitantes para alcançar seus objetivos de vida.

Cris Munhoz
http://sobrare.com.br/

Confira também: A Pat mudou de emprego! De olho na resiliência corporativa

 

SOBRARE Author
Nascida em 2009, a SOBRARE (Sociedade Brasileira de Resiliência), tem, desde sua organização, a missão de divulgar, de forma fácil e prática, conhecimentos em resiliência dentro da perspectiva científica. Para tanto, ao longo dos anos, foi consolidando sua teoria, métodos e instrumentos de avaliação para dar suporte aos que buscam pesquisar e trabalhar com resiliência. A resiliência em si é formada por oito áreas específicas: O Autocontrole, a Análise de Contexto, a Autoconfiança, a Empatia, o Conquistar e Manter Pessoas, a Leitura Corporal, o Otimismo para com a Vida e o Sentido de Vida. Devido a este construto científico definido da resiliência, a SOBRARE já possui diversos doutorados, mestrados, TCCs e MBAs defendidos em universidades com tais conceitos teóricos e seu ferramental. Esta atuação também tem sido intensa com as organizações por meio de treinamentos, capacitações e mapeamento das áreas da resiliência em líderes e colaboradores.
follow me
Neste artigo


Participe da Conversa



Loading cart ...