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Reações emocionais na crise e escolhas frente ao medo do desconhecido

O medo é uma reação emocional normal em uma situação de crise, de ameaça. Porém como você vai lidar com ele é sua escolha. Você escolhe resistir ou enfrentá-lo?

medo do desconhecido

Reações emocionais na crise e escolhas frente ao medo do desconhecido
O medo é uma reação emocional normal em uma situação de crise, de ameaça. Porém como você vai lidar com o medo é sua escolha. Você escolhe resistir ou enfrentar?

Assista ao vídeo, mas não deixe de ler o conteúdo complementar, relevante e muito importante neste momento que estamos vivenciando 👇👇👇

Olá amigos, um tsunami invisível está passando em nossas vidas. Estamos em plena crise do coronavírus. Uma crise que nos tirou a sensação de vida normal e nos colocou numa situação no topo das emoções, impera o medo, a ansiedade e angústia diante deste cenário tão incerto.

Uma crise onde o slogan principal é “Fique em casa”. Num primeiro momento, esse slogan nos dá a sensação de que não temos escolha, somos obrigados a ficar em casa no isolamento social, reprimindo nossa forma acolhedora de expressar nossos sentimentos, nosso afeto, e mais, impedindo-nos de ter a nossa rotina a qual estávamos acostumados.

Essa crise está levando as pessoas a diversas reações emocionais desde uma apatia total, um pânico terrível, negação da realidade até reações protagonistas, ações assertivas, solidariedade e cooperação, buscando resolver o problema.

Mas por que as pessoas reagem de forma diferente diante da crise?

A resposta está na mente de cada um; qual é a percepção que cada um tem dessa situação difícil?  Sabemos que a percepção é fruto das experiências e valor emocional que cada um dá para a ameaça da crise. Acostumar a uma rotina nos dá a sensação de zona de conforto. E aqui cabe uma pergunta:  Qual é o custo emocional de mudança de rotina e a necessidade repentina de reestruturação de novos hábitos? Esse custo pode ser diferente e específico para cada pessoa. Por isso, a percepção diferente da realidade explica as escolhas que cada um faz para reagir emocionalmente.

Qual é a sua escolha? 

Como disse Viktor Frankl, que ficou mundialmente conhecido depois de descrever a sua experiência dramática em quatro campos de concentração nazistas, em seu best-seller  “Em Busca de Sentido” : “Tudo pode ser tirado de uma pessoa, exceto uma coisa: a liberdade de escolher sua atitude em qualquer circunstância da vida.” 

Uma crise como a do coronavírus que tem no topo do estado emocional da sociedade, o medo, essa crise requer uma liderança humanizada e que gere confiança.

Ter medo do desconhecido é normal e não temos controle. Entretanto, como cada um vai lidar com esse medo é sim uma escolha.

Então temos duas opções para lidar com o medo: resistir ou enfrentar o medo do desconhecido.

As pessoas que resistem normalmente apresentam comportamentos de apatia, impotência, vitimização e, às vezes, até negam a crise.

O pensamento do resistente é em relação ao:

  • Passado: “Oh, eu era feliz e não sabia”;
  • Futuro: “Oh, não vejo luz no final do túnel”;
  • Presente: “Oh, nada a fazer, só esperar pelo pior”.

Você quer mudar a situação, você quer sair da vitimização e protagonizar sua vida, tornando sua jornada durante a crise mais leve e mais bem resolvida?

Se sim, então a saída é virar a chave e abrir a mente para emergir a sua coragem de enfrentar o medo do desconhecido.

Outra frase de Viktor Frankl:

“Quando a situação for boa, desfrute-a. Quando a situação for ruim, transforme-a. E quando a situação não puder ser transformada, transforme-se.”.

Viu? aqui é a oportunidade de transformar a ameaça em oportunidades, transformar a apatia em energia para agir, mas agir produtivamente, com consciência, usando seus recursos emocionais e cognitivos e, juntos, operarem eficazmente seu sistema emocional e chegarem a escolhas conscientes e produtivas.

Você vai se surpreender com seu potencial e força ao usar suas competências ao ser assertivo e agir com inteligência emocional, duas competências essenciais para lidar com uma crise, de forma produtiva.

As pessoas que reagem emocionalmente de forma positiva, claro que ficam chocados no início da crise, mas com coragem, giram a chave da mente e rapidamente mudam seu olhar e sua postura para enfrentamento do medo do desconhecido.

  • São pessoas que desenvolvem a resiliência encarando e reconhecendo seu próprio medo diante da crise real, e com um olhar otimista realista, acreditam que tudo vai passar, mas escolhem agir agora com equilíbrio para sair da crise com saúde.
  • Pessoas que buscam e selecionam informações sobre a crise para ampliar seu repertório de análise do contexto com objetividade.
  • Pessoas que, com equilíbrio emocional, adotam uma postura assertiva para tomar decisões conscientes, ou seja, antes de decidir analisa todos os possíveis impactos nos negócios e nas pessoas.

Vale a pena virar a chave da resistência para o enfrentamento do seu medo do desconhecido. Seja assertivo e use de toda a sua inteligência emocional e uma boa jornada. Até breve.

Vera Martins
https://vera-martins.com/

Confira também: O que a percepção humana tem a ver com assertividade?

 

Vera Martins Author
Vera Martins é autora dos livros: “Seja Assertivo!” e “O Emocional Inteligente”. Trabalhou por 21 anos como Executiva em Recursos Humanos e há 18 anos atua em consultoria de desenvolvimento humano. É educadora com especialização em desenvolvimento de pessoas. Possui mestrado em Comunicação e especialização em Medicina Comportamental. Atua como coach, palestrante, facilitadora de seminários e professora de universidades, tais como: Fundação Vanzolini e Escola de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo em cursos de pós-graduação. Através de intensos estudos e publicação dos seus livros tornou-se precursora da competência Assertividade e especialista em comunicação e inteligência emocional. Por isso, vem atuando fortemente nos diversos níveis profissionais nas empresas, em competências que envolvam a comunicação relacional, tais como: Estratégias de Negociação, Gestão de Conflitos, Comunicação e Influência, Liderança Assertiva, Inteligência Emocional, Coaching, Gestão de Pessoas, Formação de times e competências correlatas. É fundadora da Assertiva Educação e Cultura.
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