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Quem é que tem mais capacidade empreendedora?

O homem ou a mulher? Os mais jovens, no início da vida profissional, ou os mais velhos e experientes? Aqueles com potencial de comando ou com potencial de realização? Um técnico ou um mais generalista? Enfim, em quem você apostaria?

Essa é uma pergunta capciosa. Seria o homem ou a mulher? Seriam os mais jovens, no início da vida profissional, ou os mais velhos, que poderiam agregar sua experiência? Seriam aqueles com potencial de comando ou com potencial de realização? Seria alguém técnico ou alguém mais generalista? Enfim, em quem você apostaria?

Peter Vandor e Nikolaus Franke, ambos cientistas da Escola de Economia e Negócios da Universidade de Viena, desenvolveram um estudo a respeito do tema e o publicaram na Harvard Business Review, em 27/10/2016. Comparando várias pessoas (e marcas famosas) eles descobriram que o sucesso tinha algo especial em comum: a experiência multicultural. Encontraram evidências de que imigrantes são duas vezes mais propensos a se tornarem empresários de sucesso do que cidadãos nativos. Perto de 25% de todas as empresas de tecnologia e engenharia criadas nos EUA, de 2006 a 2012, tiveram um cofundador imigrante.

A pesquisa sugeriu que algumas razões podem conduzir a esse fenômeno. Parece que os mais empreendedores são também propensos a mudanças e que as políticas de imigração, em muitos países, favorecem os altamente motivados e capazes. Além disso, a discriminação contra os imigrantes no mercado de trabalho pode exercer pressão para criarem seu negócio. Em estudo recente, Vander e Franke encontraram uma explicação adicional: experiências multiculturais podem aumentar a capacidade de as pessoas identificarem ideias promissoras.

Elas assim identificam novos produtos, serviços, preferências de clientes e estratégias modernas de comunicação, e tratam de gerar a transferência de conhecimento sobre problemas e/ou soluções, de um país para outro. Ao aplicar essa abordagem, um imigrante pode decidir replicar um produto rentável ou modelo de negócio disponível em um país, mas não naquele em que vai viver. As experiências multiculturais também podem estimular a criatividade. Interagir com dois ou mais contextos culturais pode ajudar os imigrantes a combinar demandas dos clientes para criar algo totalmente novo.

As implicações do estudo se estendem ao campo da política de imigração, pois imigrantes podem ajudar a nutrir habilidades empreendedoras, promovendo o aprendizado e a aplicação de conhecimento multicultural gerando oportunidades lucrativas. E se a imigração é muitas vezes vista como ameaça, a percepção de que os estrangeiros possam estimular ganho global na atividade empresarial serve de lembrete útil para motivar a construção de incubadoras para imigrantes. E, concluindo, também mostrar haver um bom e interessante espaço ao Coaching.

Mario Divo Author
Mario Divo possui meio século de atividade profissional ininterrupta, hoje estando dedicado à gestão de negócios e de pessoas. É PhD pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com foco em Gestão de Marcas Globais e MSc, também pela FGV, com foco em Dimensões do Sucesso em Coaching (contexto brasileiro). Formação como Master Coach, Mentor e Adviser pelo Instituto Holos. Formação em Coach Executivo e de Negócios pela SBCoaching. Consultor credenciado no diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool). Credenciado pela Spectrum Assessments para avaliações de perfil em inteligência emocional e axiologia de competências. CEO da plataforma MENTALFUT® e da MDM Assessoria em Negócios, desde 2001. Mentor e colaborador da plataforma Cloud Coaching. Ex-Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Ex-Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, ex-Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e ex-Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior, voltada ao desenvolvimento de jovens lideranças em todo o mundo.
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