
Quando o Trabalho Cansa Mais por Dentro do que por Fora
Durante muito tempo, nos ensinaram que cansaço é físico.
Que basta dormir melhor, tirar férias, desacelerar o ritmo… E tudo volta ao normal.
Mas há um outro tipo de cansaço. Um cansaço silencioso. Que não dói nos músculos… dói no sentido. Não pesa nas pernas… pesa na alma.
É quando o trabalho continua, mas a pessoa que trabalha já não está inteira ali.
Ela cumpre. Entrega. Resolve. Mantém a agenda organizada, os compromissos em dia.
Por fora, tudo funciona.
Por dentro, algo começa a se desligar.
Esse cansaço não vem do excesso de tarefas.
Vem da ausência de significado, da repetição sem propósito e da sensação de estar vivendo no automático.
Viktor Frankl dizia que o ser humano suporta quase qualquer “como” quando encontra um “porquê”.
O problema é quando o “porquê” se perde e a rotina continua intacta.
Quando os resultados chegam, mas não tocam mais o coração. Então o corpo vai. Mas a alma fica para trás.
Talvez você não precise mudar de trabalho, talvez não precise reinventar toda a sua vida, talvez precise apenas se perguntar, com honestidade:
— O que em mim está cansado de fazer sentido sozinho?
Antes do dia começar, antes das mensagens, das reuniões e das urgências, faça a si mesmo essa pergunta.
Às vezes, o que precisamos não é descansar o corpo. É reconectar o sentido.
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Quer saber mais sobre como identificar a falta de sentido no trabalho e reconectar seu propósito profissional? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Cleyson Dellcorso
https://www.dellcorso.com.br/
Confira também: Quando o Cansaço Não É do Corpo, Mas da Alma: A Falta de Propósito por Trás do Desânimo

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