Qual é o melhor Assessment para Coaching?

Talvez a resposta para essa pergunta, valha um milhão de Dólares como diz a anedota!

Talvez a resposta para essa pergunta, valha um milhão de Dólares como diz a anedota!

Alguns coaches afirmam que os assessments ajudam os clientes/coachees a melhorarem a autoconsciência. Outros dizem que os assessments fornecem uma estrutura para se comunicar efetivamente com um(a) coachee/cliente. Outros ainda dizem que os coachees/clientes esperam avaliações e, portanto, oferecer uma avaliação eleva o profissionalismo do engajamento de Coaching.

Eu me confesso, resistente a todas essas afirmações, embora respeite algumas ferramentas e metodologias de assessments, e discuto sobre as preferências dos coaches por uma ferramenta de avaliação em detrimento de outra.

Com uma infinidade de assessments disponíveis, não é de admirar que muitos coaches (especialmente os novatos na profissão) perguntem: “Qual é o melhor assessment para eu usar com meus coachees/clientes?”

Para mim, meus caros leitores, a resposta é mais simples.

Creio que a melhor avaliação absoluta ou o melhor assessment de Coaching estão diretamente ligados com uma das competências essenciais dos coaches – a escuta ativa.

Minha percepção é que nada deve tomar o lugar da informação não filtrada sobre o coachee/cliente e por isso é uma das mais difíceis competências para os coaches desenvolverem e também uma das coisas mais importantes que um(a) coach pode fazer. É através da escuta ativa que coaches se conectam com seus sentidos – corpo, mente, coração, espírito e intuição – para sintonizar e ouvir de forma dedicada e genuína o que o(a) coachee/cliente esteja dizendo ou não.

Por outro lado, acredito que os assessments tenham valor no engajamento de Coaching, mas nenhum deles deve substituir a curiosidade, a escuta ativa como já mencionado e o questionamento instigante do coach.

Recomendo ainda extrema cautela quando contemos com assessments e avaliações, especialmente antes do início do Coaching ou muito cedo no processo, pois corremos o risco de introduzirmos um potencial viés. Os assessments, não raro, criam rótulos, quer gostemos dessa afirmação ou não. Alguns exemplos, são: Ele é extrovertido ou introvertido. Ela é uma líder de comando e controle.

Não importa o quão qualificado ou experiente você seja, receber essas informações de uma avaliação tem um potencial muito grande para impactar seu Coaching.

Isso significa que os assessments nunca devem ser usadas no Coaching?

Ao contrário, os assessments podem sim agregar valor, mas não podem e não devem substituir ou impedir o processo fundamental de Coaching.

Minha opinião é que tais ferramentas são mais efetivamente usadas depois que uma relação de Coaching seja estabelecida e como uma forma de ampliar o processo, e a partir de sua aplicação, o(a) coach deve sempre evitar adiar ou ignorar as informações que a ferramenta produz. O assessment deve ser, na minha percepção, considerado como mais uma forma de informação que precisa ser objetivamente explorada tanto pelo(a) coach como pelo(a) coachee/cliente.

Os grandes insights em Coaching acontecem não como resultado da leitura de um assessment, mas quando o(a) coach é capaz de apoiar o(a) coachee a enxergar e trabalhar gaps como intenção versus impacto, fazer versus ser ou presente versus futuro.

E você caro leitor(a) o que pensa a respeito do uso de assessments nos processos de Coaching?

João Luiz Pasqual
ICF Professional Certified Coach
Mentor Coach
Accredited Coach Supervisor

João Luiz Pasqual tem mais de 40 anos de experiência profissional. Coach Executivo e de grupos. Foi por mais de 30 anos, executivo do mercado financeiro tendo ocupado posições de Diretor Executivo em diversos bancos (Sudameris, Banco Real, Unibanco, ABN AMRO e Santander), viveu na Europa por 8 anos e viajou para mais de 30 países. É conselheiro de empresas pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e foi Presidente da ICF no Brasil durante o exercício 2015/2018. É Professional Certified Coach (PCC), Mentor Coach e Accredited Coach Supervisor pela International Coach Federation (ICF). MBA pela FIA-USP e Mestrado em Consulting and Coaching for Change pelo INSEAD-Fontainebleau na França.
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