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Por que tanta intolerância?

Se buscamos viver em uma sociedade saudável e justa, é preciso tomar cuidado com a intolerância e o preconceito. Lembre-se a sociedade é diversa!

por que tanta intolerância

Por que tanta intolerância? 

Confesso para vocês que tenho visto no dia a dia a intolerância das pessoas como uma atitude extremamente agressiva. Podemos usar várias desculpas como o estresse no trabalho, a situação financeira nem tão boa, uma briga em família etc. Quase ninguém se pergunta: o problema não está em mim mesmo?

Eu, às vezes, me pego xingando o próximo no trânsito porque levei uma fechada, indo mais rápido para pegar o farol aberto, impaciente numa fila de supermercado por achar que o outro não tem o mesmo ritmo que eu, e assim vai.

A intolerância pode estar baseada no preconceito, podendo levar à discriminação. Formas comuns de intolerância incluem ações discriminatórias de controle social, como racismo, sexismo, antissemitismo, homofobia, heterossexismo, etaísmo (discriminação por idade), intolerância religiosa e intolerância política.

E a intolerância, seja qual for por princípio jurídico universal, fere o artigo 7º da Declaração Universal dos Direitos Humanos e se caracteriza pela falta de informação e vontade em se conhecer e respeitar as diferenças em crenças, opções sexuais e opiniões. A sociedade parece então estar se esquecendo do quanto é importante, para a convivência social, aceitar, suportar, ser indulgente e clemente com os outros, as definições da palavra tolerar.

Confira alguns dos tipos de intolerâncias

  • Intolerância Racial. Esse preconceito está associado à raça, etnia e aspectos físicos de uma pessoa…
  • Intolerância Social. Geralmente ocorre entre indivíduos de classes sociais diferentes…
  • Intolerância Religiosa…
  • Intolerância Sexual…
  • O bullying e o cyberbullying são tipos de preconceito que foram cunhados atualmente para designar as torturas física e verbal contra uma pessoa, seja de maneira real ou virtual.

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Intolerância no Brasil e no Mundo

Segundo dados do Dossiê Intolerâncias visíveis e invisíveis no mundo digital 44% dos casos de assassinatos de homossexuais no mundo acontecem no Brasil. Os casos de xenofobia no país vêm crescendo nos últimos anos. De acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos a cada 15 horas há uma denúncia de intolerância religiosa no Brasil.

No mundo, a intolerância tem se mostrado bastante evidente com as complicações geradas por uma das maiores crises migratórias de todos os tempos. Diversos imigrantes – principalmente da África e Oriente Médio – saem de seus países por motivos de guerra, instabilidade econômica e perseguição política. Alguns países têm adotado uma política restritiva para a entrada desses imigrantes, que são entendidos como ameaças por parte da população.

Violência contra idosos: uma questão nova?

Esta é para mim a pior intolerância que possa existir. Todos irão ficar velhos e ao mesmo tempo precisarão de cuidados como se fosse um bebê.

O envelhecimento da população mundial é um fato concreto e de conhecimento público. O Brasil inicia seu processo de transição demográfica seguindo o padrão mundial: o aumento do número de idosos com possibilidade de atingir elevadas faixas etárias, o que traz a necessidade de pesquisas nesse campo, devido à demanda apresentada por essa nova parcela da população. A questão da violência doméstica contra idosos tem se ampliado e sugere necessidade de maior campo de investigação nessa área, dado o risco suposto ao qual essa população mais idosa está submetida.

O trabalho apresenta diversos pontos de abordagem da violência contra idosos, considerando questões relacionadas à cultura do envelhecimento, ações de políticas públicas, atuação de equipes de saúde, definição do termo abordado, aspectos legais e éticos da violência contra o idoso. Tal estudo permite ao pesquisador analisar os diferentes aspectos que envolvem a temática, demonstrando assim a necessidade de pesquisas específicas direcionadas ao tema.

Maus tratos contra idosos

  • Abuso Físico: uso de força física que pode resultar completamente em dano, dor ou prejuízo físico;
  • O Abuso Sexual: contato sexual não consensual de qualquer pessoa com um idoso;
  • Abuso Emocional ou Psicológico: definido como inflição de angústia ou dor emocional;
  • Exploração Financeira ou Material: uso ilegal ou impróprio dos bens/ativos de idosos;
  • Abandono: deserção do idoso por um indivíduo que teve custódia física ou tinha assumido responsabilidade por prover cuidado pelo mesmo;
  • Negligência: recusa ou fracasso em cumprir obrigações ou deveres para com um idoso;
  • Autonegligência: caracterizada como o comportamento de um idoso que ameace sua própria saúde ou segurança. A definição de autonegligência exclui uma situação na qual uma pessoa mais velha mentalmente competente (que entende as consequências de suas decisões) toma uma decisão consciente e voluntária de se ocupar de atos que ameaçam sua saúde ou segurança.

Em 1992, um seminário sobre abuso de idosos, realizado na África do Sul, estabeleceu a diferença entre maus tratos e abuso, com intuito de tentar classificar a violência contra idosos num país emergente, com base num modelo ocidental, mas considerando fatores relevantes para a população nativa. Dessa forma, manteve a classificação citada, incluindo (Uchoa, 2003):

  • Acusações de bruxaria: estigma e ostracismo;
  • Abuso proveniente dos sistemas: o tratamento desumano a que todos os idosos estão sujeitos nas clínicas de saúde e repartições encarregadas das pensões e marginalização pelo governo;

Zolotow (2005) chama a atenção para a violência implícita, pois acomete os idosos de maneira velada, quando os mesmos são, supostamente, preservados de situações com as quais teriam condições cognitivas e emocionais de lidar. Alguns pesquisadores relacionam tal fato à infantilização do idoso, que acaba por privá-lo de um direito de participação e decisão.

Só existe um meio de nos corrigirmos:

A BUSCA PELA TOLERÂNCIA

Se buscarmos viver em uma sociedade saudável e justa, é preciso tomar cuidado com comportamentos intolerantes. Não se pode imaginar que todos terão as mesmas opiniões, crenças, origem ou classe social, a sociedade é diversa e viver em democracia é saber respeitar o diferente, é ter empatia.

A história nos mostra que os resultados de movimentos políticos extremos foram prejudiciais à população. Especialmente quando se trata das redes sociais, é preciso atenção. Se por um lado, são ferramentas para nos conectar com amigos, elas podem também fragilizar os laços de uma sociedade.

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“O que a tolerância autêntica demanda de mim é que respeite o diferente, seus sonhos, suas ideias, suas opções, seus gostos, que não o negue só porque é diferente. O que a tolerância legítima termina por me ensinar é que, na sua experiência, aprendo com o diferente”.  (Paulo Freire)

“O mais alto nível de Educação é a tolerância”. (Platão)

AFINAL…

#omundoeplural #sejasemprevocemesmo #sejamosmaistolerantes

Até o próximo encontro!

Elizabeth Kassis
Coluna Tudo Azul

Confira também: Hoje eu só quero paz!

 

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Elizabeth Kassis é Engenheira de Produção com pós-graduação em Varejo, Administração Financeira e Orçamentária e Desenvolvimento Empresarial. Possui Especialização em Formação de Líderes, Consultores e Facilitadores. Certificada no Instrumento MBTI Step I e II. É Empresária e consultora que atua com desenvolvimento de pessoas e organizações. Atuou como Executiva no mercado financeiro (ABN REAL, Santander, Bank Boston, Nacional e Banco Francês e Brasileiro). Líder e agregadora, focada em resultados. Conviveu em ambientes multiculturais, competitivos, inovadores e globais. Atuou durante 6 anos como Conselheira Consultiva do Banco de Investimentos LLA ANDBANK. Trabalha com Mentoring, é Professora e Palestrante.
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