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Por que o mesmo produto pode ser um sonho e um consumo desnecessário?

Você é se planeja e poupa com antecedência para comprar o que sonha? É preciso mudar a maneira de pensar e de agir em relação às finanças, caso contrário, viveremos para pagar contas e não para realizar verdadeiros sonhos.

Estava pensando em um tema para o artigo de hoje e me deparei com um pensamento interessante: um produto/serviço pode trazer benefícios ou pode ser o start para um desequilíbrio financeiro. Como? Simples, na primeira situação, o item em questão foi adquirido por ser um sonho, na segunda, por ser um ato de consumo impulsivo.

Vejamos um exemplo para entender melhor. Saiu o mais novo modelo de Smartphone, de última geração, por um preço que sabemos bem o quão alto pode ser aqui no Brasil. A pessoa “A” é aficionada por tecnologia, está sempre antenada e, por isso, se planeja financeiramente para poder adquirir esse tipo de aparelho. Para uns, pode ser um gasto desnecessário, mas o fato é que ela gosta e se planeja para ter a condição de comprar o que quer.

A pessoa “B” até gosta de celular, mas a questão mesmo é que ela quer estar na moda, quer ter aquela marca que todo mundo tem (ou gostaria de ter). Essa pessoa está mais preocupada com status ou com estar inserida no “grupo”. Como não é um desejo de fato, ela só sabe da existência quando o produto já foi lançado, então, não poupa com antecedência para realizar um gasto dessa importância.

O que acontece? No primeiro cenário, o comprador sairá da loja feliz com sua nova aquisição e pronto para aproveitar tudo de bom que aquilo pode oferecer; além disso, estará tranquilo em relação às suas finanças, pois tudo foi planejado, comprando à vista e com desconto. Se fez a prazo, analisou muito bem o orçamento para ver se as parcelas não iriam comprometer.

No segundo caso, o consumidor, muito provavelmente, acabará se endividando e pagando inúmeras parcelas (às vezes até 24 meses, sim, isso existe!) por um único produto, sendo que o valor mensal pode chegar a mais de 10% do salário bruto. Somando isso a outras contas e parcelas que a pessoa possui, já sabemos o que pode acontecer, certo? Endividamento inconsciente leva à inadimplência. Pode parecer um exagero, dando apenas um exemplo pontual, mas uma ação impensada repetida com frequência pode se tornar uma bola de neve.

É preciso mudar a maneira de pensar e de agir em relação às finanças, caso contrário, viveremos para pagar contas e não para realizar verdadeiros sonhos. Uma simples mudança de significados e comportamento faz a diferença.

Reinaldo Domingos é PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira. Está a frente do canal Dinheiro à Vista, é colunista do de diversos meios de comunicação. Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira e o livro Empreender Vitorioso.
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