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Planejamento Sucessório: Proteção Patrimonial e Segurança para o Filho Atípico

Como fazer o planejamento sucessório para filho atípico? Conheça testamento, doação em vida, usufruto, holding familiar e seguros. Entenda como proteger o patrimônio, reduzir conflitos e planejar os cuidados e a segurança financeira.

Planejamento Sucessório para Filho Atípico: Proteção Patrimonial e Segurança para Cuidar do Futuro

Planejamento Sucessório: Proteção Patrimonial e Segurança para o Filho Atípico

Atualmente, as famílias com filho atípico têm preocupação com futuro, e pensar no futuro vai além de organizar bens, significa planejar como garantir sustento, cuidados e segurança financeira, inclusive quando os pais ou responsáveis não puderem mais estar presentes.

O planejamento sucessório organiza a transmissão e a administração do patrimônio conforme as necessidades familiares. Seus objetivos incluem assegurar o sustento da pessoa com deficiência, reduzir conflitos, evitar custos e demora no inventário, prevenir a má administração dos bens e, sem dúvida, respeitar a vontade dos pais ou responsáveis.


O Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), em seu artigo 2º considera:

“Pessoa com deficiência é aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.”


Quando se trata do Transtorno do Espectro Autista (TEA), as necessidades de apoio variam.

  • Pessoas no nível de suporte 1 necessitam pouco auxílio, possuem relativa autonomia e normalmente conseguem trabalhar e administrar parte da vida financeira;
  • Pessoas no nível de suporte 2 necessitam de apoio substancial, têm autonomia parcial e frequentemente exigem acompanhamento permanente;
  • Pessoas no nível de suporte 3 necessitam de apoio muito substancial, têm elevada dependência e normalmente precisam de cuidados integrais durante toda a vida.

Cada pessoa, porém, tem habilidades e necessidades próprias. Quanto maior a dependência, mais importante é planejar a proteção no longo prazo.

Entre os instrumentos possíveis estão: testamento, doação em vida, usufruto, holding familiar, seguro de vida, previdência privada, fundo exclusivo, trust, cláusulas restritivas e, quando cabível, apoio à tomada de decisões ou curatela. A escolha não deve ser automática. Cada alternativa tem requisitos, custos e consequências jurídicas e tributárias que devem ser avaliados conforme o patrimônio, a dinâmica familiar e o grau de autonomia do filho.

Um planejamento bem estruturado pode contribuir para reduzir despesas de inventário e cartório, avaliar a incidência do ITCMD e diminuir litígios. Os resultados dependem da legislação aplicável e da implementação adequada; não existe solução única para todas as famílias.

Planejar com antecedência é uma forma de cuidado. O melhor caminho é personalizado e deve envolver profissionais das áreas jurídica, contábil, tributária e financeira, em diálogo com a família. Além disso, considerar a dignidade e as necessidades da pessoa com deficiência. Mais do que transmitir patrimônio, busca-se garantir proteção e segurança no futuro.


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Quer saber mais sobre como o planejamento sucessório pode proteger o patrimônio e oferecer mais segurança ao seu filho atípico? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Desejo a você muito sucesso e até o próximo encontro!

Mária Pereira Martins de Carvalho
https://www.pnst.com.br/profile/maria-pereira-martins-de-carvalho

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Mária Pereira Martins de Carvalho é advogada formada pela Universidade Mackenzie, contadora formada pela FECAP e especialista em direito tributário e econômico alemão (LLM) pela Ruhr Universität. Atua há mais de 19 anos na área tributária como consultora, com foco na elaboração de planejamento tributário. Possui vasta experiência em consultoria empresarial para empresas nacionais e internacionais.
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