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Perdão: Comece (AGORA MESMO) a pensar nisso!

Quando perdoa, você deixa de ser vítima e de carregar o peso. Quando não perdoa, você se pune o tempo todo e mastiga a raiva contra o outro, jogando a responsabilidade para ele.

Perdão: Comece (AGORA MESMO) a pensar nisso!

Perdão: Comece AGORA MESMO a pensar nisso!

Há 13 anos, em uma classe de Master Coaching, entendi o que era o perdão. O professor, um americano com o dom da palavra, mostrou exatamente o que acontece quando há uma ofensa imperdoável: chamou duas pessoas para a frente, colocou uma cadeira entre elas e pediu que escolhessem quem seria o ofensor, quem seria o ofendido e qual seria a ofensa. Feito o exercício, perguntou quem iria levar a ofensa pela vida afora. Prontamente o ofendido se apresentou: afinal, ele era a vítima ali e o outro era o culpado! O professor pediu então que ele pendurasse a cadeira no braço e a carregasse o dia todo.

Ficamos todos perplexos: a situação era clara demais!

Quem ofendeu seguiu livre, esquecido do que fizera, nem se lembrando do motivo. Quem se sentiu ofendido carregou o peso e o incômodo, lembrando-se da ofensa o tempo todo.

A gente gasta boa parte da vida remoendo acontecimentos que nos magoaram, fatos que nos afastaram de nosso caminho – quem nunca acordou de madrugada e perdeu o sono por conta disso, que atire a primeira pedra! Independentemente do sofrimento que nos causa, a verdade é que o que não foi resolvido nos mantém presos: não conseguimos deixar para trás! Não se trata de esquecer, mas de abandonar julgamentos e culpas ao decidir que aquele evento do passado não vai interferir no futuro. Deixar para trás é um processo contínuo e pressupõe perdão e autoperdão.

Como diz Anselm Grün, doutor em Teologia:

“Perdoar nos liberta do poder que aquele que nos feriu tem sobre nós. Ele possibilita nos distanciarmos desta pessoa e, ao mesmo tempo, entendermos seu comportamento. Muitas vezes, aqueles que nos ferem não sabem bem o que fazem.”

Por uma característica cultural, perdão nos remete imediatamente à religião, a dogmas e crenças. Você pode fazer essa leitura, se quiser. Mas é muito mais que isso!

Perdoar é libertar-se para seguir adiante, entendendo os sentimentos que geram o julgamento e assumindo a responsabilidade por eles. Quando perdoa, você deixa de ser vítima, deixa de carregar o peso. Quando não perdoa, você se pune o tempo todo e mastiga a raiva contra o outro, jogando a responsabilidade para ele.

Perdão não é esquecer a ofensa, fazer de conta que não aconteceu, passar por cima, relevar – é, antes de tudo, decidir que aquilo não vai interferir no seu futuro nem determinar quem você é, tornando-se a sua identidade. Quantas vezes não conhecemos pessoas amarguradas por conta de uma traição, simplesmente porque não conseguem perdoar? E ficam ali, dia após dia, bebendo o veneno na esperança de que o outro morra.

Perdoar não significa passar por cima do que aconteceu, mas sair fora. Admitir que aconteceu, que foi doloroso, mas escolher não carregar o peso. Em outras palavras, libertar-se. Sim, perdão é liberdade! Quando você se liberta, assume o controle de sua vida e não carrega mais a ofensa. E melhor: liberta também o outro, aquele que lhe ofendeu, ao não alimentar sua culpa. Aliás, o outro não é responsável pelo que você sentiu – só pelo que ele fez.

Para Grün, não perdoamos por fraqueza ou resignação.

“Se eu não perdoar, o outro continuará a ter poder sobre mim. Ele determinará meus pensamentos e sentimentos. O perdão me liberta do poder do outro”.

Pense na cadeira pesada do exercício em classe que contei. Enquanto não perdoar você a carregará o tempo todo, com muita dor e esforço. Quando perdoa, você coloca a cadeira no chão e segue adiante, livre, pronto para maravilhosas novas experiências – a cadeira continua lá, mas você escolhe não carregá-la mais!

Perdão também não pressupõe necessariamente reconciliação.

Para perdoar você não precisa do outro. E nem precisa de provas, evidências – você manda a ofensa embora e ainda que sua lembrança a traga de volta muitas vezes, escolhe não entregar-se nem deixar que determine suas ações e a sua realidade. Perdão é escolha diária.

Reconciliação é diferente. Inclui o perdão e o desejo de um futuro comum, pelo qual vale a pena lutar. Na reconciliação o perdão incita a trabalhar, reinventar uma nova relação, assumir a responsabilidade pela ofensa sem jogar a culpa sobre o outro, não permitindo que o evento se transforme num fantasma a rondar dia e noite – a ofensa é reconhecida, mas deixa de ser o foco na relação.

Uma pessoa muito querida me disse uma vez que o perdão se desenrola em três fases: ele começa na boca, quando exercito palavras de perdão; depois é processado na mente, quando eu entendo e compreendo a ação do outro; finalmente acontece no coração quando eu me liberto realmente da dependência do outro e da sua ofensa.

E quanto ao autoperdão?

Acaba sendo um pouco mais complicado porque fomos criados com a culpa. Somos todos pecadores, culpados, errantes neste mundo, merecedores ou não… certo? Errado! Somos aprendizes. Errar faz parte e gera experiência para os acertos. Pecado, culpa, erro, merecimento: quanto você está deixando que suas crenças determinem sua vida e quem você é? Qual é o peso que carrega e que o mantém no mesmo lugar, sempre?

Perdoar a si mesmo requer uma grande dose de amor e compreensão: entender que você não é o que fez, e que pode fazer diferente; que cada momento de seu dia é perfeito para mudar e assumir um novo compromisso consigo mesmo.

Resolver pendências que prendem você no passado – relações, tarefas, planejamentos não cumpridos, propostas não efetivadas – determina as suas possibilidades do futuro! O que passou, acabou. Agora, compete a você mesmo escolher entre carregar a cadeira pesada ou decidir andar leve e solto.

Gostou do artigo? Quer saber mais como perdoar para se libertar, assumir o controle de sua vida e não carregar mais a ofensa? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Isabel Franchon
https://www.q3agencia.com.br

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Isabel Franchon, Coach desde 2008, atua com o Desenvolvimento Profissional e Pessoal voltados para a Carreira, Competências, Liderança, Comunicação Interpessoal, Compliance & Ética e Coaching de Times. Facilita Workshops, Treinamentos e Oficinas em empresas de médio/grande porte através de empresa própria e em parceria com Consultorias de DH. Graduada em Jornalismo, tem MBA em Desenvolvimento Humano de Gestores, pela FGV; Pós-graduação em Transdisciplinaridade em Saúde, Educação e Liderança, pela Universidade Holística Internacional; Especialização em Marketing pela MM School; Formação em Compliance Anticorrupção, pela LEC; Especialização em Metodologia QEMP para empreendedores, pela Clinton Education. Fez formação em Master, Executive, Leader & Business Coach, pelo Behavioral Institute. Certificada em Positive Coaching Com Robert Dilts e Richard Moss. É membro do International Coaching Council (ICC) desde 2008.
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