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Não Existe Parcelamento Sem Juros Embutidos: A Verdade Que o Consumidor Precisa Compreender

Entenda por que o parcelamento sem juros nem sempre é tão vantajoso quanto parece e como pequenas parcelas podem comprometer sua renda futura, adiar sonhos importantes e afetar suas decisões financeiras sem você nem mesmo perceber.

Não Existe Parcelamento Sem Juros Embutidos: A Verdade Que o Consumidor Precisa Compreender

Não Existe Parcelamento Sem Juros Embutidos: A Verdade Que o Consumidor Precisa Compreender

Você emprestaria dinheiro para uma pessoa que nunca viu na vida, sem cobrar absolutamente nada por isso? Provavelmente não.

Agora pense em algo curioso: todos os dias, milhares de empresas vendem produtos para consumidores que não conhecem pessoalmente e permitem que o pagamento seja feito em diversas parcelas, muitas vezes ao longo de meses ou até anos. E fazem isso anunciando que não existe cobrança de juros.

A pergunta é simples: alguém realmente financiaria uma compra sem obter nenhum benefício em troca? A resposta é não.

Quando uma empresa oferece um parcelamento chamado “sem juros”, os custos dessa operação, sem dúvida, já foram considerados na formação do preço. Afinal, existe o risco de inadimplência, existem custos financeiros e administrativos, além do próprio valor do dinheiro ao longo do tempo.

Mas quero chamar atenção para um ponto ainda mais importante. O maior problema do parcelamento não está nos juros visíveis ou ocultos. O maior problema está no comportamento que ele estimula.

Durante muitos anos, ao formar educadores financeiros, eu utilizava um exercício bastante simples. Imagine que, no primeiro dia de um mês, uma pessoa realize as seguintes compras:

  • Produto de R$ 1.000 em 10 parcelas de R$ 100;
  • Produto de R$ 2.000 em 10 parcelas de R$ 200;
  • Produto de R$ 500 em 5 parcelas de R$ 100.

A sensação é de tranquilidade, afinal nenhuma compra parece tão pesada. No entanto, essas decisões geram um compromisso mensal de R$ 400 para os meses seguintes. Agora imagine que, no dia seguinte, essa mesma pessoa faça novas compras:

  • Produto de R$ 300 em 3 parcelas de R$ 100;
  • Produto de R$ 1.500 em 10 parcelas de R$ 150;
  • Produto de R$ 200 em 2 parcelas de R$ 100.

Mais uma vez, cada parcela parece pequena e administrável. Mas essas novas decisões acrescentam outros R$ 350 de compromissos mensais.

Em apenas dois dias, sem perceber, essa pessoa já comprometeu R$ 750 por mês de sua renda futura.

E o mais preocupante é que o comportamento raramente para por aí.

Ao longo das semanas surgem novas compras, novas oportunidades, novas promoções e novos parcelamentos. Como cada prestação parece pequena individualmente, cria-se a ilusão de que ainda existe espaço no orçamento.

Quando a pessoa percebe, parte significativa da renda dos próximos meses já está comprometida. É por isso que tantas famílias trabalham, recebem seus salários e têm a sensação de que o dinheiro desaparece rapidamente.

Na verdade, uma parcela considerável da renda já foi destinada a decisões tomadas semanas ou meses antes. O mercado sabe exatamente como isso funciona. Um produto de R$ 3.000 parece caro. Mas 12 parcelas de R$ 250 parecem acessíveis.

O cérebro deixa de avaliar o valor total da compra e passa a analisar apenas o impacto imediato da parcela. É nesse momento que o consumidor deixa de tomar uma decisão racional e passa a responder ao estímulo emocional criado pela facilidade de pagamento.


A Metodologia DSOP

Na Metodologia DSOP, defendemos uma lógica diferente. Antes de perguntar “quanto fica a parcela?”, é preciso perguntar: “Esse valor está alinhado aos meus sonhos e objetivos de vida?”

Quando uma compra é realizada apenas porque a parcela cabe no orçamento, sem considerar seus impactos futuros, ela pode representar o adiamento de sonhos verdadeiramente importantes.

O parcelamento pode ser utilizado de forma consciente em situações específicas. O problema surge quando ele se transforma em hábito e passa a consumir, silenciosamente, a renda futura.

A verdadeira educação financeira não acontece quando conseguimos parcelar tudo, mas quando conquistamos a capacidade de escolher com consciência, priorizando aquilo que realmente faz sentido para a nossa vida. Porque o maior custo de uma compra nem sempre aparece nos juros.

Muitas vezes, ele aparece nos sonhos que deixamos de realizar por causa das parcelas que continuamos acumulando.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como usar o parcelamento sem juros com consciência, proteger sua renda futura e tomar decisões financeiras mais alinhadas aos seus sonhos? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em orientar você.

Um grande abraço,

Reinaldo Domingos
PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin) e da DSOP Educação Financeira.
https://www.dsop.com.br

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Palavras-chave: parcelamento sem juros, educação financeira, parcelas, renda futura, juros embutidos, planejamento financeiro, parcela cabe no orçamento, valor total da compra, impacto imediato da parcela, facilidade de pagamento, sonhos e objetivos de vida
Reinaldo Domingos está à frente do primeiro streaming de educação financeira DFlix e do canal Dinheiro à Vista. É PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin) e da DSOP Educação Financeira. Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira e o livro Empreender Vitorioso.
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