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Os riscos do crédito consignado na pandemia

Você conhece os riscos do crédito consignado? Esse modelo de crédito tornou-se uma das principais fontes de endividamento da população.

riscos do crédito consignado

Os riscos do crédito consignado na pandemia

O crédito consignado para muitos é um grande auxílio nas finanças, mas para outros é um grande problema, principalmente em tempos de crise financeira e pandemia.

Lembrando que essa modalidade de empréstimo desconta as parcelas diretamente no holerite. O lado positivo é que isso faz com que os juros sejam menores. Já o lado negativo é que se tem uma dificuldade muito maior em negociar em momentos extremos como a atual.

Essa dificuldade já vem sendo sentida pelos trabalhadores da iniciativa privada, sendo que os bancos já anunciaram medidas para postergar os prazos de empréstimos e financiamentos. Contudo, na maioria dos casos o consignado ficou de fora desses benefícios.

Resta ao trabalhador que está passando por dificuldade buscar a área de Recursos Humanos e a instituição bancária e procurar uma alternativa individual nesse momento. Entretanto, o caminho não é simples, sendo que vivemos um período de grande risco.

Ainda em relação a essa linha de crédito, a grande preocupação fica para quem foi demitido. A notícia boa é que a Lei 14.020, que regulamentou a suspensão de contrato e redução de jornada durante a pandemia, permitirá que trabalhadores nessa situação possam renegociar seus empréstimos consignados, financiamentos e cartão de crédito com desconto em folha.

Essa medida terá validade até 31 de dezembro deste ano (período de calamidade pública) para todos os empregados e não somente aqueles que assinaram acordos individuais.

Tomar esse crédito?

Contudo, os riscos e os problemas relacionados ao crédito consignado aconteciam antes mesmo da pandemia. Esse modelo de crédito estava crescendo muito, tornando-se uma das principais formas de endividamento da população. O resultado são recordes de inadimplência, portanto é preciso tomar muito cuidado na hora de utilizar essa linha de crédito.

E diante à crise ainda se tem muitos trabalhadores querendo tomar essa linha de crédito, veja dez orientações que devem ser levadas em conta:

  • É importante conhecer a sua real situação financeira antes de tomar qualquer crédito. Fazer um diagnóstico financeiro, descobrir para onde vai cada centavo do dinheiro durante o mês e registrar as dívidas, caso existam;
  • Não permita que este empréstimo e que os problemas financeiros reflitam em seu desempenho profissional, pois será muito mais complicado pagar as contas sem nenhum salário;
  • Antes de buscar pelo crédito consignado é preciso ter consciência de que o custo de vida deverá ser reduzido em até 30% do ganho mensal, isto porque a prestação reduzirá seu ganho mensal diretamente em seu salário ou benefício de aposentadoria;
  • A opção do crédito consignado é muito usada para quitação de cheque especial, cartão de crédito e financeiras, porém a troca simplesmente de um credor por outro, sem descobrir a causa do verdadeiro problema, apenas alimentará o ciclo do endividamento;
  • A linha de crédito consignado pode ser bem utilizada, mas não deve fazer parte da rotina de um assalariado ou aposentado. Sua utilização deve ser pontual e ter um objetivo relevante;
  • Tem sido comum o empréstimo do nome à terceiros por parte de aposentados e até mesmo funcionários, mas este procedimento é prejudicial a todos, por isso, deve ser proibido;
  • Caso encontre taxas de juros mais baixas, a portabilidade também deste crédito é necessária. Para funcionários, o caminho será falar com os Recursos Humanos. Para os aposentados, as possibilidades são inúmeras, é preciso pesquisar;
  • Os juros também são um grande perigo. Mesmo com taxas baixas, a cada ano eles representam um quarto do total emprestado. Exemplo: R$ 1.000,00 emprestados pagará R$ 250,00 de juros por ano.

Reinaldo Domingos
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Reinaldo Domingos está à frente do primeiro streaming de educação financeira DFlix e do canal Dinheiro à Vista. É PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin) e da DSOP Educação Financeira. Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira e o livro Empreender Vitorioso.
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