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Os jovens e seus impactos nas organizações

Com mais de 50% da população mundial com menos de 30 anos o contexto de tomadores de decisão global vem mudando gradualmente.

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(com apoio da Fundação Estudar)

Com mais de 50% da população mundial com menos de 30 anos, o contexto global de tomadores de decisão vem mudando gradativamente. O jovem é protagonista no seu ambiente social e assume posição de agente transformador no mercado de trabalho. Estando ou não em posição de liderança é peça fundamental para inovar modelos de gestão e influenciar culturas organizacionais.

Qual tem sido o impacto dos jovens no mundo do trabalho?

Segundo pesquisa feita pela Fundação Estudar para identificar qual é o impacto dos jovens dentro das organizações, as principais descobertas se relacionam às estruturas rígidas e vícios em processos de trabalhos. Esses são os principais obstáculos que impedem o impacto positivo dos jovem.

Segundo a pesquisa, as cinco barreiras mais significativas:

  1. vícios em comportamentos e processos já estabelecidos (71%);
  2. estrutura hierárquica (54%);
  3. burocracia (53%);
  4. falta de propósito para que todos compreendam que estão trabalhando por um objetivo comum (50%); e
  5. falta de interesse e confiança por serem jovens (45%).

Os jovens desejam um estilo de gestão e uma cultura corporativa que sejam mais horizontais, abertas e transparentes, que vão ao encontro com seu modelo mental.

Sem dúvida que a tecnologia, o acesso fácil e rápido a informações mundiais em tempo real, modelos de negócios, como Netflix e Youtube, que permitem que as pessoas possam escolher a qualquer tempo o que desejam assistir e façam escolhas e tenham acesso fácil e rápido ao que desejam, transformam as expectativas e as colocam no controle de suas escolhas.

Quando esse modelo mental de escolhas autônomas e próprias se deparam com ambientes profissionais burocratizados, lentos e, em muitos casos, ineficientes, geram muita frustração. Organizações e líderes têm dificuldades para perceber o poder de influência dessa geração. Poucos estão preparados para dar ouvidos ao que ela diz e sentem dificuldade para aceitar e rever os próprios paradigmas.

Há dados que revelam seu desejo dessa geração por impactar positivamente a sociedade, por encontrar senso de propósito entre o trabalho e a vida e por oportunidades de aprender e crescer profissional e pessoalmente.

Se as empresas e seus líderes e gestores, conseguirem administrar o medo frente aos jovens e aliar a nova visão de mundo, o conhecimento de ferramentas de tecnologia com a experiência o mundo poderá mudar rapidamente. Há algumas exigências para isso, os jovens desejam mais transparência, objetivos com propósito que vão além de apenas ganhar dinheiro e se tudo caminhar por essa trilha, podemos ter um mundo muito melhor no futuro.Segundo o CEO da TransPerfect:

“As empresas que têm obtido sucesso são aquelas que adotam um modelo de intraempreendedorismo, que tira proveito de todos os pontos que os jovens colocam na mesa. Eles têm o impulso, a fome e a habilidade para implementar formas que podem direcionar nossa economia empresarial para direções inesperadas.”

Fonte: Fundação Estudar, pesquisa O impacto dos jovens nas organizações

Adriana Gomes é Mestre em Psicologia – UNIMARCO, pós-graduada em Psicologia Clínica, Psicóloga, (CRP 30.133), Coach certificada pela Lambent do Brasil e reconhecida pela ICC – International Coaching Community. Carreira de 25 anos nas áreas organizacional e clínica (Psicoterapia, Orientação de Carreira). Ex-vice-presidente do Grupo Catho, empresa onde atuou como Headhunter, Executive Search e Outplacement atendendo empresas nacionais e multinacionais de grande porte. Coordenadora Acadêmica da área de Pessoas dos Cursos de Pós Graduação da ESPM, Coordenadora do Centro de Carreiras da ESPM – Centro de Orientação de carreira para alunos dos cursos Master e MBA, Coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM, Professora no curso de pós-graduação da ESPM na Cadeira de Pessoas. Atuou como Professora do Instituto Pieron de Psicologia Aplicada no curso de Especialização em Orientação Profissional. Membro da ABOP – Associação Brasileira de Orientadores Profissionais. Autora dos Livros: Tô Perdido! Mudança e Gestão da Carreira editora Qualitymark – 2014 e Mudança de Carreira e Transformação da Identidade LCTE 2008. Atualmente colunista do Jornal folha de S.Paulo na seção Negócios e Carreiras, Colunista de Carreira da Rádio Bandeirantes – Coluna Carreira em Foco, foi colunista e colaboradora no portal EXAME.com, Blogueira dos sites HSM e Click Carreira, palestrante e Diretora do site www.vidaecarreira.com.br.
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