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Os Impactos da Pandemia na Inclusão de Jovens

Falta de inclusão digital de jovens que acessam a Internet pelo celular, que não têm equipamentos ou Internet que garantam um aprendizado de qualidade é apenas um dos impactos. Saiba mais.

Os Impactos da Pandemia na Inclusão de Jovens

Os Impactos da Pandemia na Inclusão de Jovens

Antes de qualquer coisa é preciso compreender que o Brasil é um país imenso com diversas realidades e classes sociais. Uma minoria com acesso facilitado à tecnologia, ensino de qualidade, escolas com laboratórios, limitação de alunos por sala, boa alimentação, recursos financeiros. Segundo PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) apenas 20% dos jovens estão nesta condição.

Na outra ponta, temos uma grande maioria de jovens com dificuldades básicas de alimentação, deslocamento, escolas e ensino de baixa qualidade. Condições financeiras precárias, infâncias roubadas, pouco ou nenhum acesso à tecnologia.

A extensão do País cria um contexto geosocial que deve ser considerado, pois é notória as diferenças sociais das regiões sul e sudeste, em relação às regiões norte e nordeste.

E quando trazemos estatísticas nacionais ocorre uma média dos números que nem sempre traduzem a realidade nua e crua de algumas famílias.

As questões socioeconômicas têm grande influência, mas não são as únicas responsáveis, porque grupos minorizados sofrem estes efeitos duplamente, pela questão social como pelo preconceito existente na sociedade.

A pandemia somente escancarou uma realidade que já existia agravando ainda mais a disparidade social.

Com a suspensão das aulas presenciais ficou difícil para todos, mas os jovens com maior renda que têm acesso a informações que o jovem de uma classe social CDE não tem. O PNAD 2020 mostrou que do total de jovens sem Internet, 95% estudam em escolas públicas.

Vale ressaltar que hoje tudo gira em torno da Internet: emprego, atualização de informações, acesso a oportunidades, pesquisas.

A pandemia nos colocou diante de um cenário tecnológico que era previsto num futuro próximo, mas tudo aconteceu de uma maneira muito abrupta. Como se tivéssemos atravessado um portal que nos transportou para o futuro.

O Home office (trabalho de casa) já era bastante discutido pelo mercado, mas inseguranças jurídicas e crenças que poderiam afetar a produtividade adiavam sua adoção. E de repente nos vimos sem saída e foi necessário aprender com a nova realidade.

Eu sou fundador e estou como Presidente do Instituto Bússola Jovem, um projeto social com foco em capacitação, inclusão e orientação de carreira de jovens de baixa renda e sentimos na pele estas dificuldades.

Após 1 ano de suspensão das aulas presenciais decidimos retomar as aulas online e fazer a transformação digital do conteúdo. Contudo, esbarramos na falta de inclusão digital dos jovens que acessam a Internet pelo celular e não têm equipamentos ou Internet que garanta um aprendizado de qualidade.

Diante deste contexto iniciamos uma campanha e conseguimos doação de 50 notebooks, entre novos e usados, doados por empresas e pessoas físicas que permitiram retomar as aulas, mas quantos têm esta oportunidade?

Em relação ao mercado de trabalho, os dados mais recentes do 1º trimestre de 2020, mostram que a taxa de desocupação do jovem de 18 a 24 anos é de 27,1%, a 5ª mais alta desde 2012.

Por outro lado, as oportunidades durante a pandemia foram inúmeras para aumentar a empregabilidade. Quase todas as instituições disponibilizaram conteúdo gratuito com certificados e a Internet teve uma enxurrada de lives. Então, quem soube aproveitar este momento sairá na frente.

Alguns segmentos de mercado tendem à contratação maior de jovens. Seja pela cultura, como Telemarketing ou pelo grande número de colaboradores, como Varejo, Bancos, Indústrias. E portanto, necessitam de um quadro maior de menores aprendizes, que é uma boa porta de entrada para os jovens.

Não se exige experiência em cargos de menor aprendiz e estágio, mas características comportamentais têm maior peso na contratação. As mais requisitadas são:

  • Trabalho em equipe;
  • Capacidade de ouvir;
  • Proatividade;
  • Interesse genuíno;
  • Bom relacionamento;
  • Comunicação escrita;
  • Comunicação verbal.

O jovem tem muito a agregar para a organização, mas como todo indivíduo, para se obter o melhor de seu potencial é preciso que alguém toque seu coração, portanto ter uma liderança apoiadora, com foco no desenvolvimento, que reconheça as competências comportamentais, faz uma grande diferença tanto no seu início como ao longo de sua carreira.

Gostou do artigo? Quer saber mais sobre os impactos da pandemia na inclusão de jovens? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Luciano Amato
http://www.trainingpeople.com.br/

Confira também: Como Construir um Programa de Diversidade Consistente e Perene?

 

Pós-graduando em Direitos Humanos, Responsabilidade Social e Cidadania Global pela PUC RS, Pós-Graduado em Tecnologia Assistiva pela Fundação Santo André/ITS Brasil/Fundação Don Carlo Gnocchi (Itália/Milão). Pós-graduado em Psicologia Organizacional pela UMESP e Graduado em Psicologia pela UNIMARCO. Extensão em Gestão de Diversidade pela PUC (Trabalho final: “O impacto do imaginário dos líderes no processo de diversidade e inclusão nas organizações”), Credenciado em Holomentoring, Coaching e Advice pelo Instituto Holos. Formação em Coaching Profissional pela Crescimentum. Formado como analista DISC. Vivência de 30 anos na área de RH, em subsistemas como Recrutamento & Seleção, Treinamento, Qualidade, Avaliação de Desempenho e Segurança do Trabalho.Desempenhou papéis fundamentais em empresas como Di Cicco., Laboratório Delboni Auriemo, Wal Mart, Compugraf, Mestra Segurança do Trabalho. Atualmente é Diretor da TRAINING PEOPLE responsável pela estratégia e coordenação de equipe multidisciplinar especializada em temas como Diversidade, Liderança e Gestão, Vendas, Educação Financeira, Comunicação, Turismo e Segurança do Trabalho.É Vice Presidente de Diversidade e Inclusão e Líder do Comitê de Diversidade e Inclusão da ABPRH – Associação Brasileira de Profissionais de Recursos Humanos, Presidente e Fundador do Instituto Bússola Jovem, projeto social com foco em jovens de baixa renda que tem por missão transformar vidas através da Educação, Trabalho e Carreira. Colunista das Revista Cloud Coaching. Coautor do livro: Segredos do sucesso: da teoria ao topo – histórias de executivos da alta gestão e do livro Gestão Humanizada de Pessoas.
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