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Os Avanços nas Pesquisas em Coaching

Todas as pessoas que buscam a excelência profissional, em qualquer área de atuação, concordam que os avanços dependem, fundamentalmente, de uma bem estruturada linha de estudos e pesquisas.

Todas as pessoas que buscam a excelência profissional, em qualquer área de atuação, concordam que os avanços dependem, fundamentalmente, de uma bem estruturada linha de estudos e pesquisas. Ou seja, as novidades em processos, métodos e tecnologias só acontecem porque alguém se dedica a pesquisar e a buscar alongar a fronteira do conhecimento. E eu quero compartilhar um estudo recente que recebi, exatamente com esse propósito.

O trabalho foi desenvolvido por dois pesquisadores (Stern   Stout-Rostron) e publicado em 2013, no Coaching: An International Journal of Theory, Research and Practice. Os autores identificaram o que aconteceu com as 100 propostas de estudo geradas no International Coaching Research Forum (ICRF), realizado em Harvard, em 2008. Eles analisaram com rigor os artigos publicados de janeiro de 2008 a junho de 2012, excetos os que abordavam o Coaching no esporte. E concluiram que ainda há muitas lacunas a serem melhor preenchidas a partir de mais pesquisas e estudos técnicos.

Aqui, o propósito é trazer a informação que pode ser relevante aos leitores e começo por apontar quais as principais categorias a que os artigos se referiram, quais sejam: (a) o Coaching existencial; (b) o Coaching orientado a negócios familiares; (c) o Coaching para gerenciamento de estresse; (d) o Coaching de liderança e de equipes, e (f) o Coaching voltado a adolescentes e jovens.  A grande curiosidade, pelo menos para mim, foi como os autores estruturaram o estudo a partir das 16 áreas focais que o ICRF identificou, em 2008. Isso significa pensar que, no conjunto, essas  áreas formam o coração de uma intervenção hoje tão presente no cotidiano das organizações e das pessoas.

As 16 áreas focais são as seguintes (e atenção, pois a partir dessa lista qualquer interessado no tema Coaching pode avançar em múltiplas competências, seja a pessoa um prático ou teórico): (1) a educação e a formação do Coach; ( 2) o relacionamento em Coaching; (3) os resultados obtidos pela prática do Coaching; (4) a prática do Coaching nas organizações; (5) os Coaches; (6) os processos em Coaching; (7) os métodos de pesquisa e suas descobertas para o Coaching; (8) as práticas de supervisão das sessões; (9) o Coaching como um negócio; (10) o Coaching em contraposição a outras intervenções; (11) as diferenças geográficas na prática do Coaching; (12) o Coaching em parceria (peer-Coaching); (13) o processo de contratação em Coaching; (14) o desenvolvimento do Coachee pelo Coaching; (15) o estudo de perfil (assessment) no Coaching, e; (16) o impacto do Coaching na sociedade.

Do total de artigos analisados, aproximadamente metade tinham seu interesse de estudo nas áreas focais (6), (3) e (4), nessa ordem (o total da área focal 6 foi igual à soma dos estudos de 3 e 4). Por outro lado, mostrou-se praticamente inexistente o esforço dos pesquisadores em 4 áreas focais, quais sejam, 8, 11, 12, 13 e 16, que somadas não representaram 5% de tudo o que foi publicado. Com base nessa análise de conteúdo das publicações, infelizmente ficou comprovado que a quantidade de pesquisas em Coaching tem diminuido, especialmente nos últimos dois anos.

Voltando ao começo e como já afirmei antes, a pesquisa é fundamental para construir a base de conhecimento necessária na profissionalização do Coaching, para melhorar a educação e o desenvolvimento técnico e, ainda, incentivar e promover o domínio das melhores práticas. Alguns articulistas, como é o meu caso, tentam motivar e desenvolver esse bom hábito entre os interessados pelo Coaching. Mesmo que você não seja um pesquisador, é da maior importância que leia e incorpore novos conhecimentos em seu cotidiano.

Da mesma forma como um Coach estimula o Coachee à reflexão, deixo a seguinte pergunta: o que você tem feito para melhorar seu desempenho na sua atividade? Ou, simplesmente, nada tem feito?

Mario Divo Author
Mario Divo tem extensa experiência profissional, tendo chegado a quase meio século de atividade ininterrupta, em 2020. É PhD e MSc pela Fundação Getulio Vargas, com foco em Gestão de Negócios, Marcas e Design, Marketing e Comunicação Corporativa. Tem formação como Master Coach, Mentor e Adviser pela Sociedade Brasileira de Coaching e pelo Instituto Holos. Consultor credenciado para aplicação do diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool), Professor e Palestrante. CEO e Coordenador Executivo das plataformas de negócios MENTALFUT® e Dimensões de Sucesso®, acumulando com o comando da sua empresa MDM Assessoria em Negócios. Foi Diretor Executivo do Automóvel Clube Brasileiro e Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras. Liderou a Comunicação Institucional e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Foi Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e, também, Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior em 126 países e territórios, voltada ao desenvolvimento das potencialidades das jovens lideranças em todo o mundo.
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