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Os 4 pilares da Inteligência Emocional

A Inteligência Emocional está dentre as 10 principais competências que os profissionais do futuro terão que desenvolver. Confira os 4 pilares dessa competência!

o que é inteligência emocional

Os 4 pilares da Inteligência Emocional

Pela primeira vez em 2016 o Fórum Econômico Mundial incluiu a competência inteligência emocional dentre as 10 principais competências que os profissionais do futuro terão que desenvolver.

O termo foi criado pelo psicólogo Daniel Goleman e sugere que o indivíduo emocionalmente inteligente é aquele que consegue identificar as suas emoções e as dos outros, então com isso gerencia melhor os relacionamentos interpessoais.

Essa competência é formada por 4 pilares principais, sendo eles:

1. Autoconsciência

Relacionada com a capacidade de reconhecer e compreender seus pensamentos, emoções e impulsos. A pergunta que devemos nos fazer é o quanto notamos a nossa forma de falar e agir diante das situações. Você tem consciência sobre o impacto dos seus comportamentos nas outras pessoas?

 

2. Autogestão

Relacionada com a capacidade de controlar ou redirecionar impulsos e humores negativos. Esse pilar nos mostra, que não vamos deixar de sentir raiva, frustração, decepção diante dos acontecimentos, mas a questão é o que fazemos com essas emoções. Apesar de sentirmos a emoção, temos a liberdade de escolher como desejamos agir.

Esses dois pilares iniciais estão relacionados com habilidades intrapessoais, ou seja, eu comigo mesmo.

Por isso, se desejamos melhorar esses aspectos precisamos entender mais sobre o nosso funcionamento interno. Nós temos um processamento, muitas vezes inconsciente, no qual um pensamento gera um sentimento, que leva a um determinado comportamento.

Por exemplo, se eu penso que algo é impossível de ser feito, provavelmente sentirei um desânimo, que irá me levar ao comportamento de desistência. Da mesma forma, se penso que algo é vantajoso, provavelmente me sentirei motivado, o que me levará para a ação de tentar.

As habilidades intrapessoais são desenvolvidas quando eu começo a ampliar a minha consciência sobre os meus diálogos internos e como eles estão me impactando no dia a dia. Também posso buscar ampliar a percepção das minhas emoções. Então no instante em que eu noto os pensamentos ou as emoções, eu deixo de ser esses elementos e começo a criar um espaço para tomar uma decisão de como desejo reagir perante a situação.

Segundo Paul McLean, temos um cérebro tri-único, formado inicialmente por uma região denominada primitiva ou reptiliana, que tem como função nos proteger. Essa região está relacionada com funções autônomas, que nos fazem reagir rapidamente perante as ameaças.

A segunda região é denominada sistema límbico ou mamífero. Essa região dá lugar às emoções e à empatia. Por último, o neo-córtex, que é mais desenvolvido nos seres humanos, responsável pelo planejamento, definição de metas e tomada de decisão. Essa é a região que permite que identifiquemos uma situação e a partir dela tomamos a decisão de como desejamos reagir. Ser inteligente emocionalmente não significa que não iremos mais sentir raiva, frustração ou irritação. Mas sim perante a situação iremos responder de uma forma mais assertiva.

3. Competências sociais

Capacidade de perceber e compreender a constituição emocional das outras pessoas. Uma forma de trabalharmos esse pilar é pensarmos qual é a história por detrás dessa emoção que a pessoa está demonstrando. Nem sempre sabemos o que motivou uma pessoa a agir de uma determinada forma, e acabamos levando para o pessoal. Aprendermos a nos colocar no lugar do outro é uma das formas de elevarmos a nossa inteligência emocional.

 

4. Gestão dos relacionamentos

Capacidade de administrar relacionamentos e construir redes sociais. Aprendermos a nos comunicar de forma mais assertiva e gerenciar melhor os conflitos com os outros pode facilitar a construção de relações mais positivas. Gerenciar conflitos nem sempre implica em darmos uma resposta no instante em que ele ocorre. Às vezes é mais assertivo dizermos para a pessoa que preferimos voltar a falar no assunto no dia seguinte, quando estivermos num estado interno mais favorável.

Esses dois últimos pilares estão relacionados com habilidades interpessoais, ou seja, eu com o outro.

Envolve conseguirmos ter diferentes perspectivas diante uma mesma situação. A primeira perspectiva está relacionada à minha posição. Com os meus desejos, meus valores, minhas necessidades. A segunda posição perspectiva está relacionada com o outro, ou seja, como o outro percebe a situação, quais são as necessidades dele e os seus valores. Por último existe uma terceira posição perspectiva, que é a do observador, imparcial, ou seja, analisando a situação de fora, quais seriam possíveis soluções.

Para conseguimos praticar isso, é preciso trabalharmos no nosso autoconhecimento. Aprendermos a não ficarmos presos apenas à nossa posição no momento de nos relacionarmos com o outro. Entendermos que a nossa perspectiva não é necessariamente a única verdadeira, e que a flexibilidade pode me trazer muitos ganhos nos momentos de interação com o outro.

Como seres humanos e sociais, constantemente interagimos com pessoas diferentes de nós, e com isso iremos deparar com momentos desafiantes, que podemos chamar de estímulos. Uma pessoa com baixa inteligência emocional irá reagir perante esses estímulos, enquanto uma pessoa com alta inteligência emocional irá responder a estes estímulos.

Ser emocionalmente inteligente implica em termos uma maior consciência do que está acontecendo no momento presente e, a partir disto, ter mais escolha sobre a forma como desejamos responder aos desafios e obstáculos que surgem.

Veronica Ahrens
https://www.masterleader.com.br/

Confira também: Inteligência Emocional: Controlando as suas emoções

 

Veronica Ahrens tem mais de 10 anos de experiência em gestão de pessoas. Fundadora da Master Leader, atua hoje como coach, trainer e palestrante. Professora de MBA da FIAP no tema Liderança e Gestão de Pessoas e Professora de Pós-Graduação em Neurociência da Santa Casa no tema Programação Neurolinguística.É Mestranda pela FEA/USP em Administração com ênfase em Gestão de Pessoas. Master Trainer pela ASTD – American Society of Training e Development e Master Trainer pela Langevin Learning Services, onde foi certificada em Instructional Designer/Developer, Technical Trainer e Instructor/Facilitator. Tem Certificado Internacional de Coaching pelo Integrated Coaching Institute e pela Lambent (International Coaching Community). Master Trainer em Programação Neurolinguística pela NLP University – California. Certificada pela Universidade de Harvard em Gestão Estratégica de Negócios e pela Universidade de Toronto nas áreas de Gestão de Recursos Humanos e Treinamento e Desenvolvimento. Pós-graduada em Administração com ênfase em Gestão de Pessoas pela FGV (CEAG). Autora do livro “Equipes não nascem excelentes, tornam-se excelentes”.
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