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Os 4 Componentes da Comunicação Não-Violenta

A CNV ensina como podemos nos colocar no lugar do outro, criar empatia, estabelecer um senso de confiança mútua. Confira os 4 componentes da comunicação não violenta e aprenda a ser mais efetivo na sua comunicação.

Os 4 Componentes da Comunicação Não-Violenta

Os 4 Componentes da Comunicação Não-Violenta

A Comunicação Não-Violenta (CNV) pode ser utilizada em diversos contextos. Por exemplo, relacionamento pessoais, profissionais, conflitos entre países, na política, nas escolas, nos negócios. Quando falamos em violência, muitas vezes, associamos como algo físico, agressivo. No entanto, existe também a violência passiva.

Por exemplo, se utilizamos uma comunicação que gera raiva, mágoa, frustração no outro, estamos sendo violentos, apesar de não percebermos diretamente. Essa comunicação, muitas vezes, surge do nosso condicionamento egóico, no qual buscamos ganhar algo. Ou nos colocamos superiores diante do outro ou  simplesmente partimos do princípio de que estamos certos e o outro errado. E, portanto, é ele quem deve mudar a sua forma de pensar ou agir.

Sabemos que a linguagem e o uso das palavras têm um grande poder nos relacionamentos interpessoais. Isso porque ela pode levar ao conflito, desentendimento, ou então à empatia, compreensão e respeito. A CNV é uma forma de comunicação relacionada com a maneira como nos expressamos e ao mesmo tempo como ouvimos o outro.

Ela nos ensina a sairmos do piloto automático nos processos de comunicação. E aprendermos a falar de forma mais consciente, baseado no que estamos observando, sentindo e necessitando. Parte do princípio de sabermos nos expressar de forma autêntica e clara. Ao mesmo tempo ouvirmos com empatia e respeito.

Quantas vezes julgamos, criticamos e rotulamos as outras pessoas. Criamos um mundo no qual a nossa perspectiva está certa, e do outro por conseqüência se torna a errada. Exigimos mudanças no outro, pois senão serão punidos. Isso pode gerar medo, vergonha ou culpa, o que é uma forma de violência passiva. Consequentemente afeta diretamente a boa vontade, a autoestima, o desejo genuíno de realizar uma determinada ação.

A CNV ensina como podemos nos colocar no lugar do outro, criar empatia, estabelecer um senso de confiança mútua. Quantas vezes a nossa linguagem pode gerar conflitos, mesmo que não haja a intenção de se fazer isso. Com a CNV podemos aprender a sermos mais efetivos na nossa comunicação. A outra pessoa não precisa conhecer a CNV, mas se mostrarmos que estamos querendo nos comunicar com empatia e respeito, podemos influenciar e motivar o outro a agir da mesma forma.

Há 4 componentes principais no modelo da comunicação não-violenta ou CNV, a saber:

OBSERVAÇÃO

Na observação nós devemos aprender a separar o que estamos efetivamente notando, das avaliações e julgamento que fazemos. Se avaliamos o outro, já estaremos escutando com crítica e acabamos rotulando e limitando o tamanho da pessoa. Nesse momento devemos apenas observar e dizer para o outro o que estamos vendo e ouvindo.

SENTIMENTO

Num segundo momento o convite é expressarmos o que estamos sentindo diante do que está acontecendo. Importante destacar que não é dizer o que o outro está gerando em mim, afinal o outro é apenas um estímulo. Mas sou eu que estou fazendo com que esse sentimento surja. É aprendermos a assumir a responsabilidade sobre os nossos sentimentos. Muitas vezes temos dificuldade em expressar esses sentimentos. Esse é um convite para que comecemos a explorar mais o nosso mundo interior.

NECESSIDADE

A terceira etapa sugere que possamos investigar e expressar quais as nossas necessidades que estão ligadas a estes sentimentos. São os nossos desejos, necessidades e valores que quando não estão sendo atendidos que nos levam a ter determinados sentimentos. Precisamos expor a nossa necessidade para que o outro possa ser compassivo com a gente. Essa pode ser uma etapa desafiadora, pois muitas vezes fomos ensinados a negar as nossas próprias necessidades para atender as dos outros. Ouvir as nossas necessidades e as dos outros traz um novo enfoque para os relacionamentos.

PEDIDO

O pedido é uma ação clara, concreta, que gostaríamos que o outro fizesse, para que a nossa necessidade possa ser atendida. Precisamos estar atentos para que não se torne uma demanda, um comando, uma obrigação para o outro, pois senão a comunicação continuará sendo violenta. Pedidos são vistos como exigências quando os outros acreditam que serão culpados ou punidos se não nos atenderem. A pessoa deve apenas realizar a ação se for de bom grado para ela.

O objetivo desse modelo é expressar esses 4 componentes da comunicação não-violenta de forma clara, e também ouvir o retorno do outro. É expressar honestamente e ao mesmo tempo receber empaticamente por meio dos 4 componentes. O objetivo da CNV é construir um relacionamento baseado na sinceridade e na empatia. É gerar qualidade no relacionamento, satisfazendo as necessidades de ambas as partes.

Aprendermos a aplicar a CNV parte do princípio de elevarmos o nosso autoconhecimento. Sairmos dos condicionamentos que temos, do piloto automático que usamos. Para dessa maneira termos mais consciência sobre o que se apresenta a cada instante.

Para isso, devemos começar o processo com a gente. Aprendermos a nos colocar vulneráveis diante do outro. Resgatar a nossa humanidade. Nos vemos como objetos cheios de falhas. E isso faz com que tenhamos uma relação violenta com nós mesmos. Desenvolver a compaixão conosco é o início do processo de transformação. É uma jornada linda de autoconhecimento que pode nos levar a construir uma vida mais plena, leve e feliz.

Gostou do artigo? Quer saber mais sobre os componentes da CNV – Comunicação Não-Violenta? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Veronica Ahrens
https://www.masterleader.com.br/

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Veronica Ahrens tem mais de 10 anos de experiência em gestão de pessoas. Fundadora da Master Leader, atua hoje como coach, trainer e palestrante. Professora de MBA da FIAP no tema Liderança e Gestão de Pessoas e Professora de Pós-Graduação em Neurociência da Santa Casa no tema Programação Neurolinguística.É Mestranda pela FEA/USP em Administração com ênfase em Gestão de Pessoas. Master Trainer pela ASTD – American Society of Training e Development e Master Trainer pela Langevin Learning Services, onde foi certificada em Instructional Designer/Developer, Technical Trainer e Instructor/Facilitator. Tem Certificado Internacional de Coaching pelo Integrated Coaching Institute e pela Lambent (International Coaching Community). Master Trainer em Programação Neurolinguística pela NLP University – California. Certificada pela Universidade de Harvard em Gestão Estratégica de Negócios e pela Universidade de Toronto nas áreas de Gestão de Recursos Humanos e Treinamento e Desenvolvimento. Pós-graduada em Administração com ênfase em Gestão de Pessoas pela FGV (CEAG). Autora do livro “Equipes não nascem excelentes, tornam-se excelentes”.
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