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O sinistro futuro do METAVERSO!

Por que o METAVERSO tem um futuro sinistro? O que especialistas em comunicação pensam sobre as possíveis implicações do “novo futuro” previsto por Mark Zuckerberg, fundador do Grupo Facebook (agora ∞ Meta).

O sinistro futuro do METAVERSO!

Por que o METAVERSO tem um futuro sinistro?

Meus amigos leitores, quando eu comecei a escrever sobre Mundo VUCA, havia meu interesse em evidenciar como a transformação que ocorre em nossas vidas está dinâmica, trazendo desafios e demandas sem precedentes. Depois, à expressão VUCA foi acrescentada a letra H, que chama a nossa atenção para um mundo hiperconectado. E mais recentemente, começaram a ser debatidos os caminhos do METAVERSO neste mundo VUCAH (leia minha postagem anterior clicando aqui), algo que inspirou a criação da marca ∞ Meta no lugar da marca Facebook (por curiosidade, perceba que ao abrir o whatsapp, no seu celular, na barra inferior da tela já aparece a marca ∞ Meta).

Para que todos tenham a possibilidade de entender o que nos espera no futuro próximo, eu decidi resumir reportagem da plataforma La Vanguardia, publicada neste novembro de 2021. Ela é um meio online que oferece informações atualizadas em tempo real, 24 horas por dia, todos os dias do ano. Ali os usuários podem consultar conteúdos em qualquer formato: texto, imagens, vídeos, gráficos ou interativos. Nesta postagem, merece especial reflexão a análise que filósofos e especialistas em comunicação fazem das possíveis implicações do “novo futuro” previsto por Mark Zuckerberg, fundador do Grupo Facebook (agora ∞ Meta).

A reportagem (que uso como referência) começa por especular o que teria motivado Zuckerberg a fazer essa mudança e o anúncio em escala global. Para o La Vanguardia, Mark quis se dirigir especialmente aos mais jovens, público que tem se desconectado do Facebook e se conectado ao Instagram, porém percebendo ser um ambiente cada vez mais tóxico. Atolado em uma colossal crise de reputação, o Facebook está se aproximando de um ponto sem volta quanto ao descrédito popular. Isso teria motivado tal grande guinada de Zuckerberg.

Aparentemente, METAVERSO é a aposta para reconquistar o apoio dos “nativos digitais”, principais destinatários da milionária campanha publicitária.

No lançamento da nova marca ∞ Meta e das projeções futuras do que será o METAVERSO, Zuckerberg reforçou diversas frases bombásticas como, por exemplo, “já não há portas nem paredes fechadas” ou “imagine um mundo em que se possa ver representado como se quer ser”. O complemento da reportagem do La Vanguardia foi o que inspirou o título desta postagem: o sinistro futuro do METAVERSO, pois o contexto da apresentação de Zuckerberg, na visão de Luís Pastor, professor universitário e especialista em comunicação,  tem

“… imagens de um mundo que é verdadeiro e é mentira, que é verdadeiro e é ficção, onde não se pode confiar em nada nem em ninguém”.

A filósofa Nerea Blanco acredita que “para a maioria dos adultos esse anúncio causa sentimento de medo, relutância ou estremecimento”, ainda que seja explicada a finalidade principal da tecnologia derivada do METAVERSO: reuniões de trabalho ou aproximação com pessoas que estão longe, por exemplo. Xavier Bassas, filósofo e professor da Universidade de Barcelona, afirmou que:

“o anúncio de Zuckerberg contém tudo o que mais nos prejudicou e nos prejudica em termos de consumo de imagem. Isso porque é um bombardeamento constante, como em qualquer outro produto visual da grande consumo, o que não permite reflexão”.

O filósofo e escritor Montse Barderi acredita que a propaganda da ∞ Meta:

“serve para nos desconectar do mundo real e buscar uma internet muito mais envolvente. Porém, apresentando pessoas fragilizadas pela complexidade da cultura, vulneráveis ​​e facilmente manipuláveis ​​devido ao enfraquecimento das humanidades e dos discursos complexos. (…) A mídia não importa, mas o foco deve ser em quem somos e em quem queremos ser”.

Para o filósofo Eduardo Infante, METAVERSO parece um mundo criado por quem se ressente da vida:

“Quando uma pessoa não encontra no mundo algo que valha a pena amar, quando entende sua vida como desprezível, prefere desejar o nada disfarçado de mundo verdadeiro… E inventa outra vida melhor e acaba vivendo por e para essa vida”.

Como a reportagem do La Vanguardia é bem longa e decidi trazer a essência dos comentários de filósofos e especialistas em comunicação, chego então a algumas perguntas, sendo talvez a principal delas esta aqui: Quem vai criar esse metamundo, Zuckerberg ou os usuários? A razão do questionamento, segundo Eduardo Infante, nasce da seguinte constatação:

“já nos disseram que o Facebook e outras redes foram criadas por nós, mas temos identificado que, na realidade, fomos manipulados, que o interesse principal não era esse, que existem contas falsas, que nossos dados são mal utilizados, que há uma comunidade pervertida, que existe uma intensa luta de classes”.

Pois bem, agora retomo os meus comentários que pretendem trazer uma conclusão pessoal. Não há como se lutar contra o avanço das tecnologias e sua imersão crescente em nossas vidas. Assim como em anos recentes foram aparecendo e crescendo empresas gigantes do mundo digital. Adaptações foram sendo criadas e se incorporaram ao cotidiano pessoal e profissional. Processos éticos ou até mesmo legais tentam dar sentido de proteção às pessoas, ainda que nunca alcancemos plenamente. Por outro lado, o que seria hoje do mundo empresarial sem a infraestrutura digital que nos permitiu trabalhar à distância durante a pandemia? Será que uma tecnologia nova só deve ser vista e analisada pela sua perspectiva negativa?

De minha parte, acredito que os filósofos e especialistas têm razão ao apontarem pontos de preocupação.

Isso porque os impactos sociais, culturais, emocionais e econômicos serão por demais relevantes. Não podemos abdicar dessa avaliação crítica constante, porém também não há como impedir o avanço de plataformas e tecnologias como a do METAVERSO. A responsabilidade que temos, como cidadãos e profissionais engajados pelo bem comum, está em aplicar os avanços tecnológicos com ética, competência e objetivos a favor de uma sociedade justa, harmonizada e com menos desigualdades.

Por fim, veja no vídeo abaixo a matéria que o programa Olhar Digital fez a respeito do METAVERSO e do lançamento da ∞ Meta.

E fica o meu desejo de que tudo isto gere uma boa reflexão para vocês leitores. Isso porque seus clientes e amigos poderão recorrer à sua orientação oportunamente. Cabe a vocês trabalharem para que o futuro (com ou sem METAVERSO) não seja sombrio, nem sinistro.

Gostou do artigo? Quer saber mais sobre o sinistro futuro do METAVERSO? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Um forte abraço!

Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br

Confira também: O Facebook morreu, salve a META!

 

Mario Divo Author
Mario Divo possui meio século de atividade profissional ininterrupta, hoje estando dedicado à gestão de negócios e de pessoas. É PhD pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com foco em Gestão de Marcas Globais e MSc, também pela FGV, com foco em Dimensões do Sucesso em Coaching (contexto brasileiro). Formação como Master Coach, Mentor e Adviser pelo Instituto Holos. Formação em Coach Executivo e de Negócios pela SBCoaching. Consultor credenciado no diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool). Credenciado pela Spectrum Assessments para avaliações de perfil em inteligência emocional e axiologia de competências. CEO da plataforma MENTALFUT® e da MDM Assessoria em Negócios, desde 2001. Mentor e colaborador da plataforma Cloud Coaching. Ex-Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Ex-Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, ex-Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e ex-Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior, voltada ao desenvolvimento de jovens lideranças em todo o mundo.
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