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O que um Coach competente deve saber e fazer!

Para alguns estudiosos, o Coaching atende três categorias de abordagem: construção de habilidades, aumento de desempenho e o desenvolvimento integrado do Coachee. Quer saber mais?

Com este texto eu vou iniciar um espaço diferente, aqui no Cloud Coaching. Se você é um Coach interessado em ampliar conhecimentos e a visão sobre como o Coaching pode ajudar as pessoas em suas expectativas, a partir de bases mais técnicas e teóricas, este será o local apropriado. E sinta-se à vontade para propor temas e perguntas que possam contribuir com esse ideal.

Os cientistas Jonathan Passmore (Universidade East London – Reino Unido), Anthony Grant, Michael Cavanagh e Helen Parker (Universidade de Sidney – Austrália) são nomes muito conhecidos no mundo do Coaching. Eles trabalham há anos com pesquisas na área e produziram, em 2010, um estudo sobre o estado da arte e projeções para o futuro. Neste nosso espaço, não quero me voltar à futurologia e vou preferir tratar de definições que são muito importantes para ampliar competências do Coach.

Para os estudiosos citados, o Coaching atende três categorias de abordagem: (a) construção de habilidades, (b) aumento de desempenho e, (c) o desenvolvimento integrado do Coachee. Para que não existam dúvidas, no primeiro caso busca-se modelar habilidades necessárias e o comportamento, para, em seguida, envolver o Coachee em ensaios e feedback. Por exemplo, enquadram-se nesse caso habilidades inerentes a fazer uma palestra ou a preparação específica para uma negociação.

O segundo caso tem foco em processos pelos quais o cliente estabelece metas, supera obstáculos e monitora o seu desempenho ao longo de um período de tempo, o que significa ser algo mais estratégico na vida do Coachee do que construir habilidades ou rever comportamentos. Quanto ao terceiro caso, o Coaching de desenvolvimento integrado (pessoal e profissional) envolve a criação de espaços de reflexão para que o Coachee possa explorar diversos desafios e formular planos de ação em um ambiente de apoio. Trabalhos orientados à Liderança e Coaching executivo são dois exemplos.

Especialmente, o último caso requer que o Coach apresente grande competência nos domínios intra e interpessoais, com capacidade superior de escuta e reflexão, bem como no potencial capaz de ajudar o Coachee a explorar aspectos mais profundos de seu trabalho ou vida pessoal. Porém, os autores lembram que as três categorias podem apresentar uma sobreposição considerável entre elas. E exemplificam que um programa de Coaching de desenvolvimento, com foco em competências de liderança, pode incluir a necessidade de construir habilidades específicas. Logo, deve-se olhar para essa trilogia como uma maneira simples de entender tanto a natureza de cada sessão de Coaching como o contexto em que se inserem os objetivos mais amplos a serem viabilizados pelo processo.

Considerando o extremo nível de responsabilidade que é lidar com vidas humanas, vale lembrar que um Coach competente dependerá sempre de conhecimento e formação compatíveis com as demandas do seu cliente. E cada vez mais, as empresas estão sendo exigentes na seleção de profissionais, principalmente os voltados ao Coaching executivo e de negócios. Infelizmente, nem sempre a seleção de um Coach para atender um processo pessoal para habilidades segue esse rigor.

Os autores argumentam que, independentemente de o Coaching ser praticado por psicólogos ou não-psicólogos, ou mesmo ensinado em escolas de psicologia ou de negócios, a fundação sólida e profissional para um competente Coach decorre de este se aplicar em construir sua competência em pesquisas para o processo. Afinal, desde o primeiro estudo publicado, em 1937, muito evoluiu até hoje.

Assim, no centro de qualquer futuro previsível existirá uma base de conhecimento produzida com pesquisas e estudos. O imperativo de desenvolver essa base de conhecimento compartilhada com as estruturas da prática, a educação e os padrões profissionais em Coaching, tudo isso não foi perdido por conta da forma como o processo é disseminado. E permanecerá como essencial para a qualidade e o reconhecimento do Coaching como algo real, verdadeiro e legítimo, de Coach para Coachee.

Mario Divo Author
Mario Divo tem extensa experiência profissional, tendo chegado a quase meio século de atividade ininterrupta, em 2020. É PhD e MSc pela Fundação Getulio Vargas, com foco em Gestão de Negócios, Marcas e Design, Marketing e Comunicação Corporativa. Tem formação como Master Coach, Mentor e Adviser pela Sociedade Brasileira de Coaching e pelo Instituto Holos. Consultor credenciado para aplicação do diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool), Professor e Palestrante. CEO e Coordenador Executivo das plataformas de negócios MENTALFUT® e Dimensões de Sucesso®, acumulando com o comando da sua empresa MDM Assessoria em Negócios. Foi Diretor Executivo do Automóvel Clube Brasileiro e Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras. Liderou a Comunicação Institucional e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Foi Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e, também, Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior em 126 países e territórios, voltada ao desenvolvimento das potencialidades das jovens lideranças em todo o mundo.
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