O que significa ser Coachable

Coachable é em uma tradução livre e uma boa pitada de licença poética: quão “coacheavel” é a pessoa. Você sabe qual o seu nível de coachability?

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nível de coachability

Coachability não é uma habilidade técnica ou uma habilidade inerente. É mais que tudo, uma atitude mental. Pode ser definida pela nossa capacidade, desejo e abertura para olharmos para nosso desenvolvimento. O nível de coachability, é ainda determinado pela capacidade emocional de suportar as observações construtivas e as provocações feitas por um(a) Coach.

Isso exige que tenhamos um olhar apreciativo, sem perder o nosso espírito positivo e sem diminuir nossas automotivação e energia. Adicionalmente, podemos pensar em coachability observando nossa capacidade de nos adaptarmos e melhorarmos, conforme cada situação de vida, seja pessoal ou profissional.

Talvez minha primeira provocação aos caros leitores seja o convite para refletirem algo sobre o fato que para obter possíveis resultados com o coaching, seja alguém procurando um coach para ajudar a alcançar seus objetivos profissionais, um empresário procurando um processo de coaching para ajudar a expandir seus negócios ou ainda alguém com o desejo de fazer um trabalho de coaching pessoal, você precisa reunir algumas características:

  • vontade de aprender;
  • saber receber críticas construtivas;
  • vontade de sair da sua zona de conforto.

Completando treze (13) anos de experiência na prática de coaching, e tendo apoiado mais de duas (2) centenas de pessoas das mais variadas indústrias e posições, me arrisco a dizer que, aqueles que se muniram de humildade, que é uma qualidade maravilhosa de se ter ao longo da vida, durante o processo de coaching, tiveram um desenvolvimento incomparavelmente maior que os que não alcançaram esse entendimento.

A busca pelo equilíbrio entre autoconfiança e humildade pode nos ajudar de forma muito efetiva.

Quando nossos egos estão fragilizados, podemos nos encher de orgulho e resistir não aceitando nossas falhas. Isso comumente, representa um problema para o progresso, pois não podemos aceitar as críticas construtivas de olharmos para o que precisamos melhorar. Quando um ego não controlado encontra críticas – mesmo quando é construtivo – pode trazer alguns comportamentos e características desagradáveis, como:

  • respostas agressivas, defensivas e às vezes rudes ao feedback;
  • uma atitude arrogante e eventualmente hostil para com o(a) coach, alimentando um ressentimento contínuo por aqueles que tentam nos apoiar;
  • autoconfiança diminuída.

Minha segunda provocação aos caros leitores, é então nos perguntarmos, quais as formas para superarmos nosso ego para consequentemente melhorar nosso nível de coachability?

Para mim, nosso ego é algo que precisamos sempre controlar para alcançar nossos objetivos, e como tenho experimentado algumas coisas e aprendido muitas outras, na busca desse controle, quero compartilhar três (3) que para mim funcionaram bem, e têm sido um exercício de vida:

  • Aceite que você não é perfeito, mas se quiser pode sempre se desenvolver. Aprenda a se orgulhar disso. Ficar envergonhado por suas falhas só tornará mais difícil enfrentá-las;
  • Tente não ficar imediatamente defensivo e ofendido com a perspectiva de críticas. Em vez disso, tente ser paciente e ouvir as pessoas, mesmo que você não concorde – essa é difícil, pelo menos foi para mim, e por vezes poder doer -;
  • Nos momentos em que se sentir magoado, tente recorrer ao humor e ao diálogo interno positivo.

Já pensou nisso? Qual o nível de coachability que você tem ou gostaria de ter? Deixe aqui seu comentário que terei imenso prazer em interagir se você assim desejar.

João Luiz Pasqual, PCC, CMC & ACS
PCC – Professional Certified Coach
CMC – Certified Mentor Coaching
ACS – Accredited Coaching Supervisor
https://www.intervisionclub.com.br/

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João Luiz Pasqual tem mais de 40 anos de experiência profissional. Coach Executivo e de grupos. Foi por mais de 30 anos, executivo do mercado financeiro tendo ocupado posições de Diretor Executivo em diversos bancos (Sudameris, Banco Real, Unibanco, ABN AMRO e Santander), viveu na Europa por 8 anos e viajou para mais de 30 países. É conselheiro de empresas pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e foi Presidente da ICF no Brasil durante o exercício 2015/2018. É Professional Certified Coach (PCC), Mentor Coach e Accredited Coach Supervisor pela International Coach Federation (ICF). MBA pela FIA-USP e Mestrado em Consulting and Coaching for Change pelo INSEAD-Fontainebleau na França.
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