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O que o conceito de FLOW tem a ver com diversidade?

Quanto esforço a mais será necessário para um indivíduo com características de diversidade, por vezes classificadas como de “menor valia” pela sociedade, terá que fazer para entrar em estado de FLOW?

Quando me formei em Coaching na Sociedade Brasileira de Coaching, recordo-me que um dos conceitos que mais falou à minha alma, foi o de FLOW.

Lembro-me claramente da fala da Flora Victoria, da qual compreendi que quando estamos plenamente no momento presente, fazendo aquilo que acreditamos, alinhados ao nosso propósito de vida, entramos em FLOW. E essa presença no momento faz com que percamos a noção de tempo e espaço, totalmente dedicados àquela atividade em uma performance exponencial.  “Foco energizado” ela disse.

Exatamente o que sempre senti ao longo da minha jornada profissional em Sustentabilidade e Diversidade, principalmente, em momentos nos quais estive diante dos públicos mais diversos, intersetoriais (empresas, governos, organizações sociais), engajando, mobilizando e contribuindo para que as pessoas realizassem ações que realmente mudam o mundo para melhor.

Flow que em tradução literal significa fluxo, ou também, segundo Mihaly Csikszentmihalyi, que desenvolveu o conceito, “o flow é um estado otimizado de motivação intrínseca que contribui para o desenvolvimento de competências e a elevação da performance.”

Agora eu pergunto, considerando a importância da performance, do foco e da elevação das competências no mundo do trabalho, como um indivíduo, que não possa exercer as suas singularidades plenamente, que não é reconhecido pelas suas características sem um atributo que agrega à empresa, poderá alcançar o estado de flow? Ou ainda, quanto esforço a mais será necessário para um indivíduo que apresenta características de diversidade que por vezes são classificadas como de “menor valia” pela sociedade terá que fazer para entrar em estado de FLOW?

Com isso quero dizer que valorizar a diversidade, assegurar a inclusão, e construir um ambiente equitativo e salubre para os profissionais de uma empresa é fundamental para que os profissionais de Coaching e a alta liderança tenham um ambiente mínimo necessário para conduzir os profissionais a processos de FLOW. E mais ainda para que estes profissionais possam se autogerir neste caminho.

Adicionalmente o FLOW no ambiente de trabalho assegura espaços de convivência e bem-estar coletivos. Por isso, caso a sua empresa esteja interessada em melhorar a performance das equipes internas, asseguro que a valorização da diversidade é uma base necessária, sem a qual, nada disso será possível.

Liliane Rocha atua há 13 anos com Sustentabilidade e Diversidade em empresas de grande porte. Tendo sido executiva na Philips, Banco Real, Walmart e Votorantim Metais. Desde 2015 Fundadora e CEO da consultoria Gestão Kairós especializada em Sustentabilidade e Diversidade. Com clientes tais como, FIA / USP, Coca-Cola FEMSA, Instituto Unibanco, Leão Alimentos e Bebidas, SENAC, Grupo Pão de Açúcar, entre outros. Mestranda em Políticas Públicas pela Fundação Getúlio Vargas, MBA Executivo em Gestão da Sustentabilidade pela Fundação Getúlio Vargas, Mestre em Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching e Relações Públicas pela Fundação Cásper Líbero. Professora no curso de pós graduação de Sustentabilidade e Responsabilidade Social no SENAC e do curso de extensão Diversidade no Marketing da ESPM. Palestrante, consultora e escritora. É autora do Livro “Como ser um líder inclusivo?”.
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