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O que a Liderança Situacional tem a ver com o Coaching Executivo

Para que um processo de Coaching Executivo seja eficaz, requer habilidades de liderança e questionamento, e em nenhuma outra situação a liderança é mais importante que na assistência a clientes para definição de questões de desempenho e identificação das causas subjacentes.

Para que um processo de Coaching Executivo seja eficaz, requer habilidades de liderança e questionamento, e em nenhuma outra situação a liderança é mais importante que na assistência a clientes para definição de suas questões de desempenho e identificação das causas subjacentes.

Neste artigo, quero mostrar aos nossos leitores, como a Liderança Situacional fornece uma estrutura apropriada para orientar os Coaches executivos para trabalharem com os seus clientes.

Pensando nisso, me lembrei da frase do Dr. Paul Hersey, um dos criadores da Liderança Situacional. “Um líder situacional é alguém em qualquer lugar que reconheça que influenciar o comportamento não é um evento, mas um processo.”

Na Liderança Situacional o princípio subjacente é que os Coaches Executivos, devem ajustar seus estilos de liderança ao nível de prontidão (capacidade e disposição) de seus clientes para a execução de uma dada tarefa.

Para que o Coach possa ajustar seus estilos de liderança ao nível de prontidão de cada cliente, é preciso dominar com maestria a 4a Competência ICF – A presença em Coaching – que pressupõe que o Coach tenha a capacidade para ser plenamente consciente e criar uma relação espontânea com o cliente, empregando um estilo aberto, flexível e confiante.

Que o Coach esteja presente e seja flexível com o cliente, e possa “dançar no momento”, alterando seu estilo de liderança ao nível de prontidão do Coachee (cliente) como já mencionado.

Por que a presença é importante?

A presença é importante por ser um ato de liderança, quando o Coach se coloca genuinamente à disposição de seu cliente para apoiá-lo e também quando seu cliente tem sucesso, o Coach se mantém nos bastidores, não aparece e não brilha mais que seu cliente.

Portanto, o bom Coach, o Coach profissional, conquista autoridade pela sua competência, pela credibilidade e pela confiança.

Como então, o Coach avalia a prontidão do cliente?

O caminho sugerido pela Liderança Situacional é passar por três estágios; preparar – avaliar – diagnosticar.

Preparar (baixo grau de relacionamento e baixo grau de tarefa), neste estágio o Coach deve pesquisar sobre o cliente, a organização e o setor onde o cliente trabalha e a partir das respostas obtidas, buscar explorar os objetivos/expectativas que o cliente tem para a sessão e juntos desenvolverem uma estratégia.

Avaliar (alto grau de relacionamento e baixo grau de tarefa), neste estágio inicia-se a construção do relacionamento profissional e da confiança. O Coach abre a sessão com perguntas abertas.

Diagnosticar (alto grau de tarefa e alto grau de relacionamento), é neste estágio que o Coach pode estabelecer um debate com algumas perguntas diretas, para que o cliente possa definir eventuais lacunas e suas causas subjacentes, e o Coach avalie a prontidão.

Vale ainda lembrarmos que como Coaches a palavra-chave é presença e flexibilidade, e que além da diversidade de características de cliente para cliente, a cada questão o cliente pode estar em diferente nível de prontidão.

E quando começa a intervenção do Coach?

A intervenção do Coach, segundo a Liderança Situacional, tem início logo após a fase do preparar, avaliar e diagnosticar que podemos definir como um bloco da fase de avaliação.

O segundo bloco, é o bloco da Intervenção de alta probabilidade que consiste em quatro estágios: Prescreva – Desenvolva – Reforce – Faça o Follow-up.

Se no início o cliente se sentir incapaz, indisposto ou inseguro a indicação é prescrever, ou seja, informar, descrever, instruir e direcionar.

Já se o cliente estiver confiante e disposto, o Coach pode desenvolver  para explicar, persuadir, orientar e treinar e logo pode caminhar para reforçar de forma a estimular, apoiar, motivar e delegar autoridade e concluir com o follow-up para monitorar o progresso e fazer a preparação para a próxima sessão.

Para concluir, devemos nos lembrar sempre, que modelos como a Liderança Situacional, são colocados à disposição do Coach para facilitar o processo, assim como uma infinidade de outros modelos e ferramentas.

Porém, é responsabilidade do Coach Profissional, saber quando é possível lançar mão de modelos e “ferramentas” para não incorrer no erro de forçar encaixar seu cliente ou a situação que ele traz para a sessão, numa ferramenta ou modelo que o Coach se sinta mais seguro, o que seria inadequado, injusto e com desalinhamento ao conceito da flexibilidade e presença de Coaching que deveriam estar sempre à serviço de nossos clientes.

João Luiz Pasqual
Presidente da ICF Brasil

João Luiz Pasqual tem mais de 40 anos de experiência profissional. Coach Executivo e de grupos. Foi por mais de 30 anos, executivo do mercado financeiro tendo ocupado posições de Diretor Executivo em diversos bancos (Sudameris, Banco Real, Unibanco, ABN AMRO e Santander), viveu na Europa por 8 anos e viajou para mais de 30 países. É conselheiro de empresas pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e foi Presidente da ICF no Brasil durante o exercício 2015/2018. É Professional Certified Coach (PCC), Mentor Coach e Accredited Coach Supervisor pela International Coach Federation (ICF). MBA pela FIA-USP e Mestrado em Consulting and Coaching for Change pelo INSEAD-Fontainebleau na França.
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